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Flávio Minuano no Fluminense

Foto: arquivo

Flávio Minuano em sua fase no Fluminense

Um dos grandes centroavantes que o futebol brasileiro já conheceu, Flávio Almeida da Fonseca, o Flávio Minuano, está completando 80 anos neste 9 de junho de 2024. Entre 1969 e 1971, o atacante jogou no Rio de Janeiro defendendo o Fluminense.

Flávio, que nasceu em Porto Alegre, em 9 de junho de 1944, e estreou no Internacional em 1961, com apenas 17 anos. Em 1965, deixou o Colorado e foi para São Paulo defender o Corinthians, onde ficou até 1969, indo para o Fluminense.

Sua estreia no Tricolor deu-se contra o Madureira Esporte Clube, quando o Fluminense venceu por 6 a 1 no Maracanã em 15 de março de 1969, perante 32.430 torcedores pagantes, quando marcou três gols. Era uma época de clássicos com o Maracanã lotado e mais de 171.000 pagantes na final deste campeonato um Fla-Flu no qual o Fluminense venceu por 3–2, de virada, com Flávio sendo o grande nome da conquista.

No Robertão de 1970 não pôde jogar as últimas quatro partidas, vindo a perder a artilharia nacional na última rodada, por diferença de um gol, para Tostão, mas foi campeão. Em 1971, ainda conquistaria o Campeonato Carioca.

O grande centroavante Flávio atuou no Fluminense entre 1969 e 1971 e fez inacreditáveis 115 gols, levando em consideração o nível técnico da época e os poucos jogos do calendário, Flávio um exímio artilheiro contribuiu muito com os títulos de campeão Carioca de 69 e 71 e o Robertão de 70.

Há quem dia que ele fez mais gols que o Pelé. O próprio Flávio disse que nunca se preocupou em contabilizar seus tentos e também não tinha a badalação do rei, por isso não se preocupava em documentar sua marca.

Após a sua passagem pelo Fluminense, Flávio se transferiu para o Futebol Clube do Porto, de Portugal, onde manteve a fama de matador, tendo disputado 90 partidas, marcando 54 golos.


Voltou para o Brasil e para o Internacional em 1975, reestreando num Grenal (dia 13 de julho) em que marcou um gol logo aos 4 minutos, ajudando a construir a vitória do Inter por 2–1. Quatro semanas depois, na decisão do Campeonato Gaúcho, em novo Grenal, Flávio marcou na prorrogação o único gol da partida, dando ao Inter o título de heptacampeão.

Nos meses seguintes, foi artilheiro do Campeonato Brasileiro de 1975, ajudando a construir o primeiro título nacional de um clube gaúcho. Em 1977, transferiu-se depois para o Esporte Clube Pelotas, pelo qual foi artilheiro do Campeonato Gaúcho. Ainda jogou depois em outros clubes, como Santos, Figueirense, Brasília e o boliviano Jorge Wilstermann, onde encerrou a carreira em 1981.

A passagem do meio-atacante Héctor Silva pelo Palmeiras

Por Fabio Rocha
Foto: arquivo

Héctor Silva quando jogou pelo Palmeiras

Héctor Jesús Silva foi um bom meia-atacante uruguaio, atuando em duas Copas do Mundo pelo seu país. Com muito sucesso nacionalmente, o jogador despertou interesse de times brasileiros, e teve uma passagem rápida pelo Palmeiras e pela Portuguesa.

O jogador nasceu em Montevidéu, no Uruguai, no dia 1 de fevereiro de 1940, e começou a sua carreira aos 18 anos de idade, quando subiu para o profissional do Danubio.

Pelo clube mediano uruguaio, o jogador conseguiu ter muito destaque e desenvolvimento no seu começo de carreira, mostrando todo seu talento e habilidade. Foi muito importante para o time durante as cinco temporadas, sendo a principal estrela da equipe.

Em 1962 foi convocado para a sua primeira Copa, ainda atuando pelo Danubio, o que deu mais destaque ao jogador. No ano seguinte foi contratado pelo Peñarol, um dos maiores clubes nacionais e internacionais, ganhando cada vez mais destaque no meio-campo.

Pelo Peñarol foi convocado para a sua segunda Copa do Mundo, que ocorreu em 1966. Depois de quase sete anos no clube uruguaio, o jogador recebeu um boa proposta do Palmeiras, e decidiu ter uma nova experiência em sua carreira, que era atuar por um clube fora de seu país.

O meia-atacante chegou com muita expectativa por parte da diretoria alviverde, que via nele um grande potencial. Em 1970 chegou ao Alviverde, e rapidamente entrou no time, tornando-se titular da equipe, mas teve algumas dificuldades para se adaptar ao futebol brasileiro.

Mesmo atuando em muitos jogos e sendo titular, os seus números eram bons, porém o clube ainda esperava mais do atleta. Depois de uma temporada, com números bons, o alviverde resolveu trazer o Leivinha, que tiraria o espaço de Héctor do time titular.


Com a perda de espaço no clube durante a temporada de 1971, o jogador decidiu deixar o Palmeiras após 80 jogos e 16 gols. Héctor foi para a LDU, mas ficou pouco tempo e alguns meses depois foi contratado pela Portuguesa.

Ficou alguns meses e após o fim da temporada de 1972, o jogador decidiu retornar ao Danubio, e encerrou a sua carreira em 1975. Em 2015, infelizmente Héctor teve uma parada cardíaca e acabou falecendo aos 75 anos.

Geoff Hurst e seu começo no West Ham

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Geoff escreveu uma linda história nos Hammers

O lendário ex-atacante inglês Geoffrey Charles Hurst, campeão do mundo em 66, está comemorando 82 anos de vida nesta sexta-feira, dia 8 de dezembro de 2023. No começo de sua trajetória como jogador, o avançado escreveu uma belíssima história no West Ham United, clube onde atuou entre o fim dos anos 50 e início da década de 70.

Essa sua passagem pelos Hammers começou em 58, depois de jogar nas categorias de base dos Irons. Com seu espaço já conquistado no elenco, ajudou o time da capital a vencer os títulos da FA Cup em 1964 e da European Cup Winners' Cup no ano seguinte.

Suas grandes atuações lhe renderam, em meio à toda esta caminhada, um espaço na Seleção Inglesa. Logo no início de sua trajetória pelo selecionado, conquistou a Copa do Mundo de 66, sediada na Terra da Rainha. Inclusive, foi ele o grande responsável pelo único título Mundial do English Team, marcando um hat-trick na vitória por 4 a 2 sobre a Alemanha Ocidental, na grande decisão.


Ao todo, Geoff disputou pouco mais de 500 partidas pelo time londrino em todos estes anos. É, até os dias de hoje, um dos 10 jogadores que mais jogaram pela equipe.

Na sequência de sua carreira, Hurst ainda rodaria por clubes como Stoke City, Cape Town, West Bromwich, Cork Celtic e Seattle Sounders, até se aposentar em 1979, quando jogava no Telford United.

São Paulo 0 x 3 Grêmio - Há 52 anos, a primeira partida de Campeonato Brasileiro

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

São Paulo e Grêmio duelando pelo Brasileirão

A história do Brasileirão é bastante longa, confusa e causa muita discussão sobre seu início. A Confederação Brasileira de Futebol mesmo não ajuda muito na confusão, já que reconhece a Taça Brasil e o Robertão como Brasileirão, mas colocou o campeonato de 2021 como o de 50 anos. Para todos os efeitos, em 7 de agosto de 1971, diante de apenas seis mil pessoas, num Morumbi que ainda não estava 100 por cento completo, São Paulo e Grêmio jogaram a estreia do que na época foi o primeiro "Campeonato Nacional de Clubes", com vitória dos gaúchos, mesmo no Morumbi, por 3 a 0. 

Aquele torneio a bem da verdade tinha absolutamente zero diferenças quanto ao Roberto Gomes Pedrosa, que era disputado desde 1967 e havia se originado da semente do Rio-São Paulo, que inclusive chegou a ter esse nome durante algum tempo. A CBF, que recém havia sido "criada" como uma nova instituição vinda da antiga Confederação Brasileira de Desportos, a CBD.

Histórico, aquele jogo no Morumbi foi de certa forma um "pesadelo" para o São Paulo e para sua torcida presente no estádio. Melhor no jogo desde o início, o Grêmio precisou de 10 minutos para abrir o placar, num lindo chute de Scotta, que encobriu o goleiro Sérgio, numa bola que estourou na trave e entrou. O Imortal usava de uma formação onde lançamentos vindo do meio rumo a dupla de Scotta e Flexa deixavam a defesa são-paulina atordoada.


Curiosamente, o time gaúcho foi melhor durante todos os 90 minutos. Foi só aos 36 minutos do segundo tempo que o time visitante chegou ao segundo, com uma linda jogada de Flexa, que saiu driblando o time do São Paulo e rolou para Scotta marcar mais um. Quatro minutos depois, foi a vez do argentino fazer a jogada em outra falha bizonha da defesa do São Paulo, chutar para Sérgio defender e Flexa fechar o placar no rebote.

Ao fim do jogo, a vitória ficou com o Grêmio, por 3 a 0, que registrou um belo resultado no primeiro duelo entre os tricolores paulista e gaúcho pelo que se chama hoje de Brasileirão. Aquele campeonato terminaria com o título do Atlético Mineiro. Derrotado naquele dia, o São Paulo ainda seria vice-campeão, enquanto o Grêmio terminaria em sexto. 

Daniel Bertoni e seu início de carreira no Quilmes da Argentina

Por Fabio Rocha
Foto: Arquivo

Daniel Bertoni comemorando gol pelo Quilmes

Ricardo Daniel Bertoni Buckle, nasceu na Bahia Blanca, na Argentina, no dia 14 de março de 1955, e se tornou campeão do mundo pela Seleção Argentina. O jogador teve passagens por grandes clubes, principalmente na Europa, e teve bons momentos ao lado de Maradona.

O jogador teve seu início de carreira na Argentina, por uma equipe mediana do país. Tudo começou em 1971, no Quilmes Atlético Clube, um time de Buenos Aires. Ainda muito jovem, o meia-atacante conseguiu ganhar rapidamente seu espaço, mostrando ter um grande potencial.

O jogador tinha uma qualidade impressionante, conseguia dar um ritmo muito bom ofensivamente, e ainda pisava na área para finalizar. Tinha uma classe atuando, era um grande jogador, e por isso virou um promessa do seu país.

Duas grandes atuações com 16 anos, chamaram a atenção de grandes times do país, que começaram a ir atrás do jovem, pois sabiam que ele ia ter um grande futuro pela frente. O meia conseguiu ter um belo início, e a cada partida ia amadurecendo mais.

É claro, que na primeira temporada, não se tornou titular absoluto, mas entrava muito bens nos jogos. Mas no seu segundo ano, prestes a fazer 17 anos, o jogador conseguiu ganhar a sua vaga e mostrou mais ainda seu potencial. A sua ótima temporada, consolidou o que todos já sabiam, a sua saída da equipe.


No final da temporada de 1972, o jogador recebeu diversas propostas de times grandes da Argentina. Bertoni resolveu aceitar a do Independiente, e por lá fez uma linda história. Após sua passagem pelo clube, o jogador foi trilhar seu futuro na Europa, com passagem na Itália e em três clubes do futebol Italiano.

Além disso, fez parte da Copa do Mundo de 1978, onde se consagrou campeão do Mundo. Também estava no elenco da Copa de 1982, mas acabou ficando de fora do bicampeonato em 1986, mesmo atuando junto com o Maradona no Napoli.

O primeiro gol de Roberto Dinamite pelo Vasco

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

O primeiro gol de Dinamite completa 51 anos hoje

Nesta quinta-feira, dia 25 de novembro de 2022, completam-se 51 anos do primeiro gol de Roberto Dinamite como atleta profissional do Vasco da Gama. Tal feito aconteceu em um jogo diante do Internacional, no tradicionalíssimo estádio do Maracanã, válido pelo Campeonato Brasileiro de 1971. Naquela ocasião, o Gigante da Colina bateu o Colorado pelo placar de 2 a 0.

Nascido no dia 13 de abril de 1954, na capital carioca, Carlos Roberto de Oliveira, conhecido popularmente como Roberto Dinamite, nasceu no dia 13 de abril, em 1954, chegou a se sagrar como o maior artilheiro da história do clube ao longo de sua passagem para lá de vitoriosa pelo Vascão. No São Bento, sua última equipe antes de chegar ao time do Rio de Janeiro, o jovem era chamado de Calu.

O primeiro tento daquele que brilharia com a camisa do Gigante nos anos seguintes tardou a acontecer. Estreou profissionalmente pelo clube no dia 14 de novembro de 1971, quando o Vasco perdeu para o Bahia por 1 a 0, jogo em que Dinamite iniciou no banco e foi introduzido na partida durante o segundo tempo. Apesar do resultado negativo, o escrete vascaíno conseguiu a classificação à fase do campeonato nacional. Desta vez, duelando com o Atlético-MG, o carioca não conseguiu jogar bem e acabou substituído.

O dia do fatídico primeiro gol pelo Vasco - Foi apenas em 25 de novembro de 71, que o jovem futebolista começou a surgir como o maior ídolo da história do clube. Naquele jogo contra o Internacional pelo campeonato nacional, em pleno Maracanã, o Vasco já estava vencendo a equipe gaúcha por 1 a 0, antes mesmo de Dinamite entrar na partida. 

Em ação, Roberto precisou de poucas chances para causar um verdadeiro salseiro no time Colorado e marcar um verdadeiro golaço. Consequentemente, estampou a capa de vários jornais do dia seguinte ao ocorrido. dizendo que o “Garoto Dinamite explodiu!” nas manchetes. Confira:

Jornal dos Sports

Roberto Dinamite no Vasco - Somando as suas duas passagens pelo clube (1971 até 1979 e 1980 até 1992), Dinamite marcou um total de 708 gols com a camisa do Cruzmaltino, em 1110 jogos disputados. É até hoje, o maior artilheiro da história dos pontos corridos, com 190 tentos registrados.


Em 2011, a Vasco TV fez um documentário que recebeu o nome de "Dinamite 40 anos - A história de um ídolo", como modo de celebrar este feito histórico. O longa também aborda a carreira do jogador símbolo do clube e do Brasileirão.

Amarildo, o Possesso, na Roma

Por Fabio Rocha
Foto: arquivo

Amarildo ficou uma temporada na Roma

Um dos grandes jogadores da história do futebol brasileiro completa 83 anos hoje. Amarildo Tavares Silveira nasceu no dia 29 de julho de 1939, em Campos de Goytacazes, no Rio de Janeiro. O atacante começou em um clube de sua cidade e se transformou em um dos principais jogadores do século passado, conquistando grandes títulos e recebeu o apelido de possesso após a grande Copa do Mundo que fez em 1962. Já na tenmporada 1971-1972, ele defendeu a Roma.

O atacante passou por grandes times, passou pelo Flamengo, não tendo muitas chances e quase desistiu de sua carreira, mas depois foi para o Botafogo e se tornou ídolo da equipe carioca. Pelo Fogão, o jogador foi chamado para a Seleção Brasileira e conseguiu carregar a equipe junto com seu companheiro de time Garrincha, conquistando a Copa do Mundo de 1962.

Amarildo já chamava a atenção de todos nacionalmente, sua habilidade era impressionante, era um atacante rápido e que tinha muita categoria na hora de finalizar, marcando mais gols pelo Botafogo. Depois que ganhou a Copa chamou a atenção de mais clubes internacionais e foi vendido para a Itália.

O seu primeiro clube na Itália foi o Milan e por lá teve mais sucesso, conseguiu atuar em mais partidas sendo titular, foi muito importante para a equipe e ficou por quatro temporadas na equipe. Depois do Milan, o atacante foi contratado pela Fiorentina, mais uma equipe Italiana e por lá ficou três temporadas.

Já no seu final de carreira, não estava mais no auge, não conseguia reproduzir as mesmas atuações do passado. Mesmo não estando na sua melhor fase, o jogador continuou no futebol Italiano, foi contratado por mais uma equipe gigante do país, dessa vez foi a Roma, para jogar a temporada 1971-1972.

O jogador chegou para ser titular na equipe, que precisava de um jogador rápido e matador dentro da área, por isso chegou na grande equipe. Ele se tornou titular, mas não tinha mais o físico de alguns anos atrás e não aguentava por muito tempo, mas conseguiu fazer algumas boas partidas.


Amarildo ficou apenas uma temporada na Roma, pois não conseguiu se manter em alto nível, o atacante entrou em campo em 33 partidas e marcou dez gols, são bons números, mas mesmo assim não foi o suficiente para ele continuar no futebol italiano.

Logo quando terminou seu contrato na Itália, o atacante retornou ao Brasil e assinou com mais uma equipe carioca, dessa vez com o Vasco. Amarildo não se manteve no mesmo nível e atuou poucas vezes pela equipe vascaína, logo depois se aposentou dos gramados.

Sertãozinho comemora os 50 anos do seu primeiro título de nível estadual

Por Asssessoria Sertãozinho FC
Pesquisa: Luciano André
Foto: acervo pessoal Luciano André

O time campeão em 1971

O Sertãozinho comemora neste sábado, dia 5, o 50º aniversário de seu primeiro título paulista do futebol profissional. Com time formado quase inteiramente por jogadores da cidade e da região, o Touro dos Canaviais levantou a taça ao vencer o Rio Claro pela Segunda Divisão do estadual (atual Série A3).

Para a grande final, o torneio contou com duas partidas no Estádio Conde Rodolfo Crespi, a famosa Rua Javari, em São Paulo. O campeonato teve início em 1971, mas só terminou em 1972. Os dois jogos terminaram com vitória Grená por 1 a 0. No primeiro confronto, em 27 de fevereiro, Antoninho marcou para o Touro. No segundo duelo, em 5 de março, o gol foi de Luiz Carlos Guatelli.

Reconhecimento - No dia 29 de maio de 2017, a Federação Paulista de Futebol (FPF) reconheceu o Sertãozinho Futebol Clube como um dos maiores ganhadores da Série A3 do Campeonato Paulista. A notícia publicada no site da entidade deixou os torcedores sertanezinos eufóricos.


A primeira conquista do Touro foi na competição de 1971, um ano após ser profissionalizado. Já em 2004, o Grenazão venceu o Mirassol por 3 a 0 e registrou seu segundo título pelo terceiro escalão do futebol paulista. O tricampeonato veio em 2016 contra o Rio Preto. O Sertãozinho venceu o Jacaré por 2 a 0, em casa, no primeiro duelo da decisão, mas foi superado no segundo pelo placar de 2 a 1, no Anísio Haddad.

O resultado garantiu o troféu ao Grenazão.

A estreia de Zico no time profissional do Flamengo

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Zico em sua primeira partida pelo Flamengo

O dia 3 de março é praticamente natal para os flamenguistas. Neste dia, em 3 de março de 1953, nascia Artur Antunes Coimbra, o Zico, maior ídolo da história do Flamengo e um dos maiores jogadores da história do futebol brasileiro e mundial. Praticamente um craque imparável em seu auge, o meia fez 509 gols com a camisa rubro-negra e é até hoje o maior artilheiro da história do clube. Essa trajetória começa em um clássico entre Vasco e Flamengo, no ano de 1971.

A partida, maior rivalidade do futebol carioca, valia pela semifinal da Taça Guanabara, era disputada em 29 de julho de 1971 no Maracanã. Naquele dia, o Flamengo, treinado pelo paraguaio Fleitas Solich entrou em campo com uma linha de ataque que incluía, entre nomes como Fio e Rodrigues Neto, um jovem chamado Zico, que vestia a camisa 9 rubro-negra e fazia sua estreia pelo time profissional naquele dia.

Dentro de campo, o Galinho de Quintino precisou de pouquíssimo tempo para mostrar a que vinha a campo. Aos 20', Zico deu uma bela assistência para Nei abrir o placar para os flamenguistas. Ainda no primeiro tempo, aos 44', Rodrigues empatou o jogo para o Cruzmaltino, mas no minuto seguinte Fio, o maravilha, marcou o gol da vitória do Mengão.


A etapa final da partida foi mais parada em relação a gols e o placar ficou mesmo em 2 a 1. Porém, o rubro-negro acabou derrotado na decisão pelo Fluminense, que acabou sendo campeão daquele Campeonato Carioca em cima do Botafogo. Na época, o Galinho ainda atuava muito pouco pelo time profissional rubro-negro.

Nos anos seguintes, Zico foi começando a ganhar espaço até se firmar finalmente a partir de 1974. A partir do final daquela década, junto a outros jogadores como Leandro, Júnior, Mozer e outros nomes históricos, seria o principal nome do melhor time da história rubro-negra e um dos melhores que o futebol já viu. Escrevendo sua absurda história junto ao Flamengo.

A passagem do Príncipe Ivair pelo Fluminense

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Ivair passou pelo Fluminense entre 1971 e 1975

Nascido em Bangu, bairro localizado na Zona Oeste do estado do Rio de Janeiro, Ivair Ferreira, popularmente conhecido como Ivair ou Príncipe, está completando 77 anos de idade nesta quinta-feira, dia 27 de janeiro de 2022. Por isso, hoje vamos relembrar a passagem do atacante pelo Fluminense.

Com apenas 17 anos, Ivair começou sua carreira como jogador de futebol profissional na Portuguesa em 1962 e se tornou um dos maiores ídolos da história do clube rubro-verde. Depois de se consagrar com a camisa da Lusa, o Príncipe continuou na capital paulista, mas para defender o Corinthians. Após disputar 77 jogos e marcar 22 gols com a camisa do Timão, o atacante chegou no Rio de Janeiro para iniciar a sua trajetória pelo Fluminense em 71.

Logo no seu primeiro ano jogando no Tricolor das Laranjeiras, foi campeão carioca, em uma partida pra lá de polêmica contra o Botafogo. Nesta mesma temporada, o Flu acabou não conseguindo ir muito bem no campeonato brasileiro e foi eliminado na primeira fase da competição.

Em 1972, Ivair foi vice campeão Carioca com o Tricolor e ajudou o Fluminense a ter uma campanha melhor em relação ao ano anterior. O clube das Laranjeiras conseguiu avançar para a segunda fase, mas acabou ficando na última colocação do Grupo 3 com o Ceará.

O ano seguinte parecia que seria muito bom para o Príncipe, já que ele fez parte do elenco do Flu que conquistou o Campeonato Carioca de 1973. Porém, o atacante acabou tendo que interromper a sua carreira por conta de um procedimento cirúrgico no joelho, e com isso, perdeu o restante do da temporada.


Até o fim de sua passagem, Ivair acabou tendo uma frequência de jogos menor por conta da sua lesão e rumou para o América-RJ por um curto período. Depois de defender as cores do Mecão, ainda jogou no Paysandu antes de se aventurar no futebol do exterior em 1975. Foi para Toronto e depois foi para os Estados Unidos, onde atuou entre 1979 a 1982.

Os 80 anos de Lima, o Curinga da Vila

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Foto mostrando que fora a função de goleiro, o 'Curinga' poderia jogar em qualquer lugar do campo

Nascido no dia 18 de janeiro de 1942 na cidade do Rio de Janeiro, Antônio Lima dos Santos, popularmente conhecido como 'Curinga', está completando 80 anos de idade nesta terça-feira. Por isso, hoje vamos relembrar a vitoriosa e longeva passagem de 12 anos do Curinga pelo Santos.

O polivalente Lima foi revelado nas categorias de base do Juventus e acabou sendo levado ao time profissional com apenas 16 anos de idade. Ele foi descoberto por José Carlos Bauer, conhecido popularmente como "Gigante do Maracanã", quando atuava na equipe de aspirantes.

Antes de rumar para o Alvinegro Praiano, Lima chegou a jogar contra o poderoso Santos de Pelé em 1959. Este confronto aconteceu no dia 2 de agosto, em partida válida pelo Campeonato Paulista daquele ano, quando Pelé fez um dos gols mais bonitos da sua carreira. O Rei recebeu cruzamento vindo de Dorval, chapelou Julinho, Homero e Clóvis. Por fim ainda deu um lençol no goleiro Mão de Onça, deixando o arqueiro Grená com o rosto sujo de lama no chão, e deu um toque sutil de cabeça para marcar o seu terceiro gol na partida e sacramentar a goleada santista por 4 a 0, em plena Rua Javari. 

Nesse jogo, Lima estava jogando no meio de campo do Moleque Travesso e dois anos depois, Lula, treinador do Peixe na época, indicou a contratação do Curinga para que ele exercesse a mesma função com a camisa do Alvinegro da Vila. No dia 19 de abril de 1961, o jovem jogador debutou no time do litoral paulista em uma partida realizada no Pacaembu contra o Flamengo, válida pelo Torneio Rio-São Paulo daquele ano. O Santos acabou sendo goleado pelo placar de 5 a 1. 

Apesar do atleta ter começado a jogar na lateral direita, neste jogo diante do Mengão, Lula colocou Lima para atuar junto de Formiga no meio de campo da equipe santista. Porém, em um momento de improvisação necessária, o treinador Alvinegro colocou o jovem talento em diversas posições diferentes. Com o rendimento do atleta continuava muito bom, ele acabou sendo transformado no maior 'curinga' do nosso futebol.

Lima foi uma peça fundamental para a equipe do Santos nas conquistas dos dois títulos mundiais em 1962 e 1963, tendo ótimas atuações no meio de campo. Em 1966, cumpriu a mesma função na Copa de 1966 realizada na Inglaterra, defendendo a Seleção Brasileira. Foi tão bem, que foi um dos poucos jogadores que foi intocável dentro da equipe.

A última vez que o Curinga vestiu a camisa do Santos foi no dia 30 de outubro de 1971. O Peixe enfrentou o Corinthians no Pacaembu, em partida válida pelo Campeonato Brasileiro e o versátil atleta atuou ao lado de Clodoaldo no meio de campo. O clássico alvinegro terminou empatado em 1 a 1.


Em 12 anos defendendo as cores do Santos, Lima jogou 692 partidas e anotou 63 gols. Curinga é o quarto jogador que mais atuou com a camisa santista, ficando atrás apenas de Pelé, Zito e Pepe. De quebra conquistou 22 títulos pelo Peixe, além dos torneios que o clube litorâneo também venceu. Foram eles:

Mundial: 1962 e 1963;
Libertadores: 1962 e 1963;
Brasileiro: 1961, 1962, 1963, 1964, 1965 e 1968;
Torneio Rio-São Paulo: 1963, 1964 e 1966;
Paulista: 1961, 1962, 1964, 1965, 1967, 1968 e 1969;
Recopa Sul-Americana: 1968;
Recopa Mundial: 1968

Depois que seu vínculo com o Sanos terminou, foi jogar no futebol mexicano e por lá ficou até 1974. Quando retornou aos Brasil, defendeu o Fluminense, e em 1975, jogou também nos Estados Unidos. Para encerrar a sua carreira como jogador de futebol profissional, voltou para a Baixada Santista, mas desta vez, para defender a Portuguesa Santista.

A curta passagem de Paulo Borges pelo Palmeiras

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Paulo Borges teve uma curta passagem pelo clube Alviverde em 1971

Nascido na cidade de Itaocara, cidade localizada na região Noroeste do estado do Rio de Janeiro, Paulo Luís Borges, popularmente conhecido apenas como Paulo Borges, estaria completando 77 anos de idade neste dia 24 de dezembro. Por isso, hoje faremos uma recordação da curta passagem do ponta-direita pelo Palmeiras.

Após jogar em clubes como Bangu, de 1962 a 1967, e no Corinthians entre, 1968 e 1971, Paulo Borges foi emprestado ao Palmeiras. Antes de se transferir para o Verdão, o atleta havia feito um dos gols mais marcantes do Timão. É considerado como um dos grandes responsáveis pela quebra do longo tabu de 11 anos, que o clube da capital paulista não vencia o Santos. O histórico confronto aconteceu no 6 de março de 1968, dia em que o Coringão venceu a equipe santista pelo placar de 2 a 0 no Pacaembu.

Naquela ocasião, a chegada de Paulo Borges ao Palmeiras acabou movimentando outros acordos entre os dois grandes rivais. Como o Corinthians demonstrava interesse em contratar o zagueiro Baldochi que estava no time palestrino, o atacante e o zagueiro Polaco foram cedidos ao Palmeiras.

Apesar de ter conseguido atravessar uma boa fase no Timão, Paulo Borges não conseguiu ter uma grande sequência no time alviverde. No total, Risadinha fez apenas 11 jogos com a camisa palmeirense e marcou apenas um gol.

No ano de 1972, o atleta acabou sendo acusado de cometer atos indisciplinares no Verdão. Na ocasião, Paulo Borges foi para o Rio de Janeiro para enfrentar o América-RJ, e acabou não voltando para São Paulo com o resto da equipe.

Para se defender das acusações, o jogador afirmou que solicitou uma autorização junto da comissão técnica, já que ele queria ficar em sua terra natal para visitar sua família. Quando o período de empréstimo de Risadinha junto do Palmeiras foi encerrado, ele foi devolvido ao Timão.


Na sequência de sua carreira, retornou ao Corinthians e ainda defendeu o Nacional de Manaus. Encerrou sua carreira como jogador de futebol profissional no Vasco em 1975. No dia 15 de julho de 2011, Paulo Borges veio a falecer com 66 anos de idade. O ex-jogador estava internado no hospital Paulistano, localizado na capital paulista e acabou sendo vítima de um câncer no pulmão.

O Atlético Mineiro campeão brasileiro de 1971

Por Ricardo Pilotto
Foto: arquivo

Dadá foi heroi do Galo no título de 1971

Em 2021, o Clube Atlético Mineiro voltou a vencer um Campeonato Brasileiro após 50 anos da sua primeira conquista. No ano de 1971, o Galo não era considerado o principal favorito a levar o título, mas superou as expectativas e levou o caneco para Minas Gerais.

Naquele ano, a principal competição do país era organizada pela Confederação Brasileira de Desportos e foi dividida em três fases. Na primeira o campeonato contava com 20 clubes que foram separados em duas chaves. O time mineiro ficou na segunda colocação do Grupo B, terminando apenas atrás do Grêmio.

Na fase seguinte, restaram doze equipes, que mais uma vez foram divididas em dois grupos. Com a excelente campanha, o Atlético Mineiro superou, em turno e returno, times que tinham muita força como Santos, Internacional e Vasco, conseguindo assim avançar para o Triangular Final da competição.

Já na fase decisiva do campeonato, o Galo teve de enfrentar São Paulo e Botafogo para garantir o título. O time de Belo Horizonte teria apenas dois jogos pela frente. No primeiro, Oldair marcou o gol alvinegro aos 30' do segundo tempo para garantir a magra vitória atleticana pelo placar de 1 a 0 no Mineirão sobre o time da capital paulista.

Na última partida, o Atlético Mineiro precisava de apenas um empate para conquistar a taça, já que na rodada anterior, o Botafogo acabou sendo goleado pelo São Paulo por 4 a 1. Como a equipe paulistana não teria mais nenhuma partida para fazer no triangular final, o clube preto e branco vinha com uma ampla vantagem para o embate decisivo.

Para este confronto final, o Galo foi a campo com o seguinte time: Renato; Humberto Monteiro, Grapete, Vantuir e Oldair; Vanderlei e Humberto Ramos; Ronaldo, Lola (Spencer), Dario e Tião. Este jogo aconteceu no estádio do Maracanã, dia 19 de dezembro.


O nome do gol do Atlético foi Dario, popularmente conhecido como Dadá Maravilha, que foi o artilheiro do campeonato, com um gol de cabeça. O centroavante aproveitou belíssimo levantamento de Humberto Ramos na marca dos 16 minutos do primeiro tempo e balançou as redes do time alvinegro carioca.

Ao final da competição, o Galo conquistou o Brasileirão pela primeira vez na sua história. Terminou a sua trajetória com 34 pontos em 27 jogos na classificação geral da competição. Foram 12 vitórias, 10 empates e cinco derrotas ao longo da vitoriosa campanha. De quebra, o Atlético Mineiro garantiu vaga na Copa Libertadores da América do ano seguinte junto do São Paulo, que foi o vice campeão nacional de 1971.

Leivinha e sua passagem pela Portuguesa

Foto: arquivo

Leivinha defendeu a Lusa entre 1966 e 1971

João Leiva Campos Filho, o Leivinha, nasceu dia 11 de setembro de 1949, na cidade de Novo Horizonte (SP). Foi um meia habilidoso, que está na história do Palmeiras dos tempos da Academia, da Seleção, por ter marcado o milésimo gol da Seleção Brasileira, do Atlético de Madri, onde ganhou o apelido de “Príncipe”. Conhecido como um dos maiores cabeceadores do futebol brasileiro, ele começou a fazer sucesso na Portuguesa.

Esse é Leivinha que nasceu em Novo Horizonte, mas foi criado em Lins, onde iniciou sua trajetória no futebol, jogando pela Linense em 1965. E não demorou para receber oportunidades na equipe principal. Aos 15 anos já era um jogador profissional. As boas atuações do jovem geraram interesse do futebol da capital.

No ano seguinte, Leivinha foi contratado pela Portuguesa de Desportos. Foi uma surpresa para ele, afinal, ainda tinha 17 anos e um de profissionalismo. Quem o contratou foi o diretor Jorge Margy, que Leivinha o considera como um pai, pois lhe deu todo apoio quando chegou na capital paulista. Chegou ao Canindé em 16 de setembro de 1966. Fez um treino entre os titulares e marcou dois gols. Quatro dias depois, estava assinando o contrato com a Lusa por Cr$ 30 milhões e recebendo luvas de Cr$ 5 milhões.

Sua estréia com a camisa da Portuguesa, aconteceu no dia 12 de outubro de 1966, pelo Campeonato Paulista, na vitória de 2 a 0 sobre o São Paulo. Estava começando a surgir o ataque ie-ie-ie com Ratinho, Leivinha, Ivair e Estéfano. Seu primeiro gol na Lusa foi marcado em 10 de novembro de 1966, no empate de 4 a 4 contra o Comercial de Ribeirão Preto. Dia 10 de junho de 1967, foi convocado pelo técnico Aymoré Moreira para integrar a seleção brasileira que iria disputar a Copa Rio Branco, mas não chegou a se apresentar porque precisou ser operado das amígdalas.


Em 1968, sob o comando de Aymoré Moreira, a Portuguesa realizou uma excursão pela Europa, tendo Leivinha como artilheiro com 12 gols, sendo que o mais bonito, foi o gol que marcou contra a Fiorentina, da Itália, no empate de 1 a 1. Sua última partida pela Portuguesa, aconteceu no dia 6 de setembro de 1970, quando a Lusa perdeu para o São Bento de Sorocaba, pelo Campeonato Paulista daquele ano. No dia 25 de fevereiro de 1971, foi vendido ao Palmeiras. Sua estréia com a camisa alviverde de Parque Antártica, foi no dia 14 de março de 1971, quando o Palmeiras goleou o Guarani por 4 a 0, pelo Paulistão daquele ano.

Vaguinho marcava seu primeiro gol pelo Corinthians há 50 anos

Com informações do Corinthians
Foto: Arquivo Placar

Vaguinho, junto com Basílio: um importante ponta da história do Timão

No dia 7 de agosto de 1971, um dos grandes nomes da história do Corinthians, o ex-ponta direita Vaguinho, marcava o primeiro de seus 110 gols pelo Timão. Em sua segunda partida pelo Corinthians, o Alvinegro visitou o Santa Cruz, na Ilha do Retiro, pela primeira fase do Brasileirão, e venceu pelo placar de 4 a 1. Os gols corinthianos foram marcados por Rivellino, Tião, Vaguinho e Mirandinha.

Na ocasião, o técnico Baltazar escalou um onze inicial formado por Ado; Miranda, Baldochi, Luís Carlos e Pedrinho; Tião, Rivellino e Adãozinho; Vaguinho, Aladim e Mirandinha.

Vaguinho chegou ao Corinthians em 1971 vindo do Atlético-MG. Com pouco tempo de clube, assumiu a camisa 7 e a titularidade, se tornando peça importante em um dos maiores títulos da história do Corinthians: o Campeonato Paulista de 1977, que acabou com 23 anos de jejum do Timão. O ex-ponta era titular da equipe, mas no segundo jogo da final, foi colocado no banco de reservas pelo técnico Oswaldo Brandão. Isso se tornou motivação para o ex-jogador, que quase entrou para história como o autor do gol da quebra do tabu.

“O Brandão optou por me tirar do time por uma questão tática. Meu estilo de jogo era de um futebol para frente, e ele optou por aderir uma postura mais defensiva. Quando veio me avisar que iniciaria a partida no banco, eu não aceitei e disse que não ficaria fora da foto do título. Ele me disse que eu entraria no segundo tempo e faria o gol do título", relembrou Vaguinho anteriormente. 

"A raiva que eu senti dele naquele momento me motivou tanto que acabei fazendo o gol quando entrei no lugar do Palhinha. A minha ideia era fazer o gol, desabafar com o Brandão e ir embora do jogo, mas pensei muito na minha mulher e na minha filha, que era recém-nascida, e mudei de ideia”, revelou o ex-jogador.

O gol a qual Vaguinho se refere foi o único que o Corinthians fez no segundo jogo da final, abrindo o placar. Porém, a Ponte Preta virou e venceu por 2 a 1, forçando a terceira partida da decisão, no inesquecível dia 13 de outubro de 1977.



No duelo decisivo, Vaguinho também teve participação importante, chutando a bola que bateu na trave no histórico lance do gol do título marcado por Basílio.

Vaguinho ainda conquistou mais um título paulista pelo Corinthians dois anos depois, e novamente contra a Ponte Preta – em final ocorrida apenas em fevereiro de 1980. Ele completaria dez anos no Timão em 1981, quando deixou o time rumo ao Atlético-MG.

Pelo Timão, Vaguinho atuou por dez anos (1971-1981), somou 551 jogos, sendo o sexto jogador que mais vezes vestiu a camisa corinthiana na história, e marcou 110 gols, ao lado de Rafael, outro ídolo do clube.

A curta passagem de Dicá pelo Santos

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo
 
Dicá ficou pouco tempo no Santos, no ano de 1971

Um dos maiores jogadores já produzidos em um time do interior paulista e o maior jogador da história da Ponte Preta, o meia atacante Dicá, que completa 74 anos neste dia 13 de julho, foi durante sua carreira futebolística conhecido por sua grande qualidade e por seus gols. Em 1971, depois do início de carreira excelente que mostrou em Campinas, foi contratado pelo Santos por empréstimo.

Dicá optou pelo Santos apesar de propostas de compra de Fluminense e Botafogo. Na época, segundo ele declarou em entrevista ao Globo Esporte, ele foi atraído pela possibilidade de atuar ao lado de Pelé e de outros grandes jogadores da Seleção Brasileira e até da Seleção Argentina, como o goleiraço Cejas. Foi assim que ele chegou ao Peixe em 1971. 


O primeiro compromisso do empréstimo que inicialmente seria de três meses foi em uma excursão que o Peixe fez pelos Estados Unidos, onde ele chegou a fazer boas partidas amistosas pelo Santos. Seu desempenho foi suficiente para que o Alvinegro Praiano optasse na época pela renovação do empréstimo, com ele ficando em parte do Brasileirão no clube.

Depois da renovação, Dicá perdeu espaço e caiu de desempenho, não permanecendo no Santos além do final da temporada 1971. Jovem, ele na época sentiu o peso de jogar num elenco estrelado como o do Peixe. Acabou atuando em 29 partidas com a camisa do Alvinegro Praiano, marcando um total de 4 gols. 


Ele retornou a Ponte Preta antes de ir jogar na Lusa, onde foi muito bem entre 1972 e 1976, chegando inclusive a atuar pelos rubro-verdes na histórica final diante do Santos, onde um erro de Armando Marques na contagem dos pênaltis acabou fazendo com que o troféu fosse dividido entre as duas equipes. Retornaria a Macaca em 1976, onde ficaria até 1985 e ainda passaria pelo Araçatuba antes de se aposentar.

O primeiro título continental do Chelsea - A Recopa Europeia de 1971

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Jogadores do Chelsea com a taça da Recopa em Stamford Bridge

O Chelsea é hoje uma das maiores forças do futebol inglês. Desde a chegada de Abrahmovic, um trabalho de reconstrução que já havia começado antes, os Blues vivem constantemente no topo da Premier League e do futebol europeu e hoje novamente estão numa decisão de Liga dos Campeões da Europa, a terceira da história do time londrino. Muito antes de se tornarem a força que são hoje, eles venceram seu primeiro título continental, a Recopa Europeia de 1971.

Competição que reunia os vencedores de todas as copas nacionais da Europa, a Recopa foi um torneio onde vários times ingleses se deram bem, como casos de Everton, West Ham, Tottenham e, é claro, o Chelsea. A Recopa Europeia durou até 1999, quando foi suprimida pela Copa da UEFA. Curiosamente, pelo menos pelo lado inglês, nunca despertou o interesse que a Recopa despertava.

Na época, os Blues eram um clube bem pequeno, com apenas um título inglês e se classificaram justamente na sua primeira conquista da Copa da Inglaterra. Sob a batuta de de Dave Sexton, a campanha começou com um empate por 1 a 1 com o Aris na Grécia, seguido por uma goleada por 5 a 1 em Stamford Bridge, que o classificou para a fase seguinte.

Na segunda fase, o adversário foi o CSKA de Sofia, na Bulgária e a classificação veio com duas vitórias simples por 1 a 0, fora e dentro de casa. Nas quartas de final veio um duro confronto contra o Brugge, que venceu o Chelsea na Bélgica por 2 a 0, mas acabou goleado por 4 a 0 em Londres. Nas semifinais, o adversário foi justamente o Manchester City, atual campeão, contra quem os Blues venceram por 1 a 0 em Londres e por 1 a 0 em Manchester, no antigo Maine Road.


A decisão, disputada no Georgios Karaiskaskis, em Pireu, foi entre Chelsea e Real Madrid. No dia 19 de maio daquele ano, as duas equipes entraram em campo e o Chelsea pulou na frente com Osgood, mas Zoco empatou no apagar das luzes, levando o jogo para a prorrogação, onde o empate obrigou um replay, já que não haviam pênaltis na época. Dois dias depois, Dempsey e Osgood ajudaram os Blues á abrirem 2 a 0 e o gol de Fleitas não foi suficiente para os madridistas. O título era do Chelsea. 

A conquista da Recopa Europeia foi a primeira continental da história do Chelsea, na época um dos poucos títulos de primeira grandeza do time azul londrino. Eles venceriam novamente a competição em 1998 e a partir dos anos 2000 passariam a ganhar cada vez mais força, culminando no título da Liga dos Campeões de 2012. Hoje, os azuis possuem sete títulos continentais em sua galeria, entre Liga dos Campeões, Liga Europa (2), Recopa (2) e Supercopa. No sábado, diante do Manchester City, tentarão mais uma conquista, a segunda na mais importante competição de clubes da Europa.

O Marília campeão do acesso Paulista em 1971

Foto: arquivo

O Marília campeão em 1971

O Marília Atlético Clube comemora 79 anos de fundação neste 12 de abril de 2021. Equipe de muitas glórias, o MAC foi campeão do Interior de 1943, ainda amador. No futebol profissional, o primeiro título do time aconteceu em 1971, no Acesso do Paulista, na época em que a competição era chamada de Primeira Divisão, mas equivalente à atual Série A2.

Fundado em 12 de abril de 1942, como Esporte Clube Comercial e alvirrubro, no ano seguinte, como já citado, foi campeão do Interior. Em 1947 vira Marília Atlético Clube e disputa o futebol profissional pela primeira vez em 1953. Depois de alguns momentos licenciados, volta de vez ao profissionalismo em 1970, já azul e branco, e no ano seguinte veio a grande glória.

Na primeira fase do Campeonato Paulista da Primeira Divisão de 1971, o o Marília disputou a Série Arthur Friedenreich e jogou contra sete clubes: Corinthians de Prudente, Rio Branco de Ibitinga, Linense, Garça, Votuporanguense, Andradina e Araçatuba, em sistema de turno e returno. Somente os três primeiros colocados seguiam na competição.

Na 12ª rodada, a classificação para a fase seguinte veio com uma goleada por 4 a 0 sobre o Linense. Assim, o Marília ficou na segunda colocação, com 20 pontos, três a menos que o Garça. Na série, também classificou o Corinthians de Presidente Prudente.

Na segunda fase do Campeonato Paulista da Primeira Divisão daquela temporada, o Torneio dos 10, o MAC jogou contra Garça, Barretos, União Barbarense, Santo André, Saad de São Caetano, Esportiva Guaratinguetá, Grêmio Catanduvense, Corinthians de Prudente e Rio Preto. O sistema era o de todos contra todos em turno único e somente os cinco primeiros iam para a fase final.

Essa fase foi mais equilibrada, com os times disputando ponto a ponto. Com vitórias sobre o Corinthians de Presidente Prudente, por 4 a 1, e Rio Preto, por 1 a 0, nas duas últimas rodadas, o Marília avançou como segundo colocado, com 13 pontos, atrás do Saad, com 14, e à frente de Rio Preto (13), Grêmio Catanduvense (13) e Garça (12).


A fase terceira do Campeonato Paulista da Primeira Divisão aconteceu toda no Palestra Itália, em São Paulo e foi disputado por MAC, Garça, Rio Preto, Grêmio Catanduvense e Saad de São Caetano. Todos jogavam entre si em turno único e o primeiro colocado ia para a fase final.

Apesar de ter perdido na estreia para o Rio Preto, por 2 a 0, o Marília venceu o Garça (1 a 0), Grêmio Catanduvense (3 a 2) e Saad, por 1 a 0, e, com seis pontos, ficou na primeira colocação, ficando com o título da competição e ainda conquistando o acesso para a elite do Paulistão.

Paulistão 1971 - O primeiro título do São Paulo no Morumbi

Com informações do São Paulo FC
Foto: arquivo São Paulo FC

O time do São Paulo FC campeão estadual de 1971

No dia 27 de junho de 1971, no estádio do Morumbi com mais de 115 mil pessoas presentes, o São Paulo Futebol Clube sagrou-se campeão paulista de 1971 após vencer o Palmeiras por 1 a 0. O gol tricolor, marcado por Toninho Guerreiro logo no início da partida, coroou o "melhor meio de campo do país" (Edson, Gerson e Pedro Rocha) na época, mas também fez justiça a todo o elenco, montado com jogadores de qualidade após os 18 anos de contenção de despesas devido a construção da casa são-paulina. 

O bicampeonato paulista de 1970-71 veio para marcar o princípio de uma nova fase: A era de conquistas do São Paulo no Morumbi - afinal, essa foi a primeira conquista, de tantas, do time no estádio (o troféu do Paulistão de 1970 foi conquistado fora de casa).

Naquela temporada, o Paulistão foi disputado no formato "pontos corridos", mas com tabela dirigida (ou seja, no final do primeiro turno, a federação moldou os jogos do segundo turno para que as rodadas finais apresentassem jogos entre os candidatos ao título). O Tricolor liderava a disputa, na última rodada, com um ponto de vantagem sobre o Palmeiras (34 a 33), ficando assim com a vantagem de jogar pelo empate no confronto decisivo.

Aos cinco minutos de jogo, contudo, o gol de Toninho Guerreiro praticamente selou o título para o São Paulo. Se todo esse contexto já era favorável, dentro de campo a situação não era diferente: a tranquilidade, a força de vontade e um sistema tático perfeito mantiveram o Tricolor com total controle do jogo durante toda a primeira etapa.

O decorrer do tempo só favoreceu ainda mais o time são-paulino, enquanto ele enervava os rivais, que partiam mais à ofensiva. Aos 17 minutos, contra-ataque são-paulino: Terto cruzou para Paraná, que em disputa com Eurico, caiu na área. O juiz Armando Marques não marcou o pênalti. Pouco depois, aos 22 minutos da etapa complementar, Leivinha, do Palmeiras, acertou o gol, mas o árbitro anulou o lance alegando mão na bola, o que é reclamado até hoje pelos torcedores do Verdão, já que o empate dava o título ao time do Parque Antártica. O adversário ainda acertou a trave aos 38 minutos, mas nem isso abalou a confiança dos tricolores.


Já desesperados, Fedato e Eurico, palmeirenses, se enfureceram ao ver um torcedor atirar a bola, que havia caído na geral, ainda mais para longe, e agrediram o pobre rapaz. Com muita dificuldade, a polícia conseguiu conter os jogadores, que acabaram expulsos. Devido a esse destempero, o jogo seguiu até os 53 minutos do segundo tempo, quando enfim o homem de preto o apitou o final da partida e os são-paulinos puderam comemorar o bicampeonato paulista!

O Nacional campeão da Libertadores de 1971

Foto: divulgação Nacional

O grande time do Nacional que conquistou a Libertadores de 1971

O Club Nacional de Fútbol, do Uruguai, está completando 121 anos de fundação neste 14 de março de 2020. Entre suas grandes glórias, uma delas foi conquistada em 1971, quando conquistou a primeira de suas três Copa Libertadores.

O Bolso, liderado por Etchamendi, era composto por vários jogadores experientes. A idade média foi recomendada para encarar as dificuldades daquela temporada, combinando atletas de 30 anos com outros que estavam começando a criar suas próprias histórias no clube.

O goleiro brasileiro Airton Correia, mais conhecido como "Manga", atuava no clube desde 68. Nesse campus, Atilio Ancheta, Juan Carlos "Cacho" Blanco, Juan Martín Mujica, Víctor Espárrago e Ildo Maneiro já brilhavam. Julio Montero Castillo estreou em janeiro de 1966, como Julio César Morales, sendo dessa geração os jogadores que estavam no clube há mais tempo.

Luis Ubiña chegou em abril de 1967, o chileno Ignacio Prieto estreou em janeiro de 1968, Ángel Brunell, Luis Cubilla e Juan Carlos Mamelli, que vieram de Catamarca (Argentina), o fizeram no início de 1969. Alguns meses depois, ele escreveria sua Os primeiros gols de um dos maiores jogadores da história do Nacional: o "artilheiro" Luis Artime. O último a formar essa equipe sensacional foi Juan Masnik.

A competição - A primeira fase da Copa Libertadores de 1971 foi integrada pelo Nacional, Peñarol e pelos quadros bolivianos Chaco Petrolero e The Strongest. Em 2 de março, com a arbitragem do argentino H. Dellacasa, no estádio Centenario, o Nacional estreou contra Peñarol. Em um jogo muito difícil, tremendamente contestado, Artime teve que desequilibrar. Ele fez o primeiro gol e, quando a partida terminou, eles cometeram um pênalti que Mujica executou, vencendo o Dean 2 a 1.

A equipe então viajou para a Bolívia, a uma altura de quase 4.000 metros de La Paz. Ele enfrentou Chaco Petrolero primeiro, derrotando-o por 1 a 0 com um gol de Mamelli, de Catamarca. O Nacional teve que jogar oito dias depois contra o The Strongest e decidiu jogar amistoso com Jorge Wilsterman, que derrotou por 2-1 com gols de Ancheta e Prieto.

Em 14 de março, empatou com o The Strongest por 1 a 1, vencendo o gol do atacante Ruben Bareño. Contra o mesmo rival, a revanche acontece no dia 20 de março no Centenário: o Nacional venceu por 5 a 0 com gols de Artime (3), Cubilla e Mujica. Quase o mesmo destino corre Chaco Petrolero, que deixa o Centenário derrotado por 3 a 0. Artime, Bareño e Masnik novamente no placar. Com um estádio cheio, no último jogo da série, ele derrotou Peñarol novamente, mas agora com um claro 2-0, sendo os autores dos gols Blanco e Maneiro.

Semifinais - Os vencedores de cada série foram divididos em dois grupos. Nacional foi responsável por tocar com o Universitario, do Peru, e Palmeiras, do Brasil. Ele viaja para Lima e empata em 22 de abril com o primeiro. Forma com Manga, Ancheta e Masnik, Ubiña, M. Castillo e Mujica. Cubilla, Maneiro, Espargos, Artime e Bareño.

Chumpitaz, um artista temível que terminou com muita violência, é lembrado permanentemente na sentença criminal de Manga. Em uma partida memorável, em 2 de maio, o Bolso derrotou o Palmeiras no mesmo estádio do Pacaembú, em São Paulo, por 3 a 0, com gols de Artime (2) e Bareño.

Nas revancheias em Montevidéu, no dia 11 de maio, ele venceu o Universitario por 3 a 0, com dois gols de Morales e o restante do Artime; e, no dia 18 de maio, venceu o Palmeiras por 3 a 1, convertendo Artime, Morales e Prieto. As finais nacionais devem ser disputadas com o Estudiantes de la Plata, vencedor das outras séries.


As finais - A primeira final foi disputada em La Plata (Argentina) em 26 de maio, onde o Nacional perde por 1 a 0. Na revanche realizada em Montevidéu, em 2 de junho, sendo o juiz Fabillo Neto do Brasil, ele venceu por 1-0 com um cabeçalho, aos 42 minutos do segundo tempo, por Juan Masnik.

A terceira e última partida foi disputada em Lima (Peru) em 9 de junho. O juiz foi Hormazábal do Chile e Nacional formado com: Manga, Ancheta e Masnik, Ubiña, M. Castillo e Blanco, Cubilla, Maneiro, Espárrago, Artime e Morales. Mujica e Mamelli entraram atrás de Maneiro e Morales, respectivamente. O Nacional venceu por 2 a 0 com gols de Espárrago e Artime liderando após uma grande jogada de Cubilla.

Conquistar os Libertadores deu ao Nacional muito mais prestígio do que ele já tinha. E graças a essa conquista, ele ganhou mais dois troféus internacionais: a Copa Intercontinental e a Copa Interamericana. Mas isso é uma outra história...
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