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Visando possível retomada, FPF inicia levantamento sobre estádios da Segundona Paulista

Por Victor de Andrade
Foto: Carlos Batista

Sede da Federação Paulista de Futebol

Visando uma possível retomada dos jogos, a Federação Paulista de Futebol (FPF) fez uma solicitação aos clubes da Segunda Divisão do estado, competição que ainda não começou, para enviarem fotos das atuais condições de seus respectivos estádios, para fazer um resumo das condições dos mesmos, até 14 de julho. O pedido da entidade foi feito nesta terça-feira, dia 7.

Segundo o comunicado enviado pela FPF ao clubes, a intenção é montar um relatório com possibilidades de adequação dos estádios ao distanciamento mínimo entre as pessoas, seguindo o protocolo de proteção ao covid-19.

Para cada clube, foi pedido quatro fotos das atuais condições do gramado. Também foi solicitado fotos dos vestiários (mandante, visitante e arbitragem), da sala de exame antidoping e dos portões de acesso que serão utilizados nos jogos. Neste último quesito, fala-se que o ideal seria um portão para delegações e arbitragem e outro para o pessoal que irá trabalhar no evento. 

A solicitação também faz alusão à fotos dos bancos de reserva. "Em virtude do respeito ao distanciamento social, os bancos de reservas deverão ser utilizados respeitando a seguinte regra: um ocupado, dois livres ao lado. Assim sendo, não será possível acomodar todos no banco de reservas. A melhor opção é acomodar a comissão no banco e os reservas na arquibancada atrás do banco. Isso só será possível se houver acesso do gramado a arquibancada, nos estádios onde isso não for possível, o clube poderá propor outra solução", diz o comunicado.


A competição - O Campeonato Paulista da Segunda Divisão estava previsto para ter início em 18 de abril, mas por conta da quarentena devido à pandemia de coronavírus, o começo da competição foi adiado. O torneio contaria com 42 equipes, divididas em seis grupos de sete times. Porém, por conta do problema sanitário, alguns clubes devem desistir. A Santacruzense já confirmou que não estará no campeonato.

FPF pede ao governo do estado para que Paulistão A1 seja retomado dia 22

Com informações de Leandro Silveira / O Estado de S.Paulo
Foto: divulgação FPF

Taça do Paulistão 2020

A Federação Paulista de Futebol pediu nesta terça-feira ao governo do estado de São Paulo para que o Campeonato Paulista A1 2020 seja retomado em 22 de julho. Agora, a entidade aguarda uma resposta do governador João Doria e das autoridades de saúde, que precisam dar o aval para a retomada do torneio em três semanas.

A solicitação da FPF com a data faz parte do protocolo para a volta do Paulistão entregue nesta terça-feira para o governo estadual. Embora não exista uma data para a resposta, Doria avisou, na última segunda, que uma definição ocorreria ainda nesta semana.

O Paulistão foi paralisado em 16 de março, quando faltavam duas rodadas para o término da primeira fase, que seria seguida por quartas de final, semifinais e decisão, com apenas esta etapa sendo realizada em jogos de ida e volta. 

As seis datas necessárias para a conclusão do Estadual vão provocar um choque com o Campeonato Brasileiro, pois a CBF definiu os dias 8 e 9 de agosto para o início das Séries A, que conta com os paulistas Palmeiras, Corinthians, São Paulo, Santos e Red Bull Bragantino, e B. Seria exatamente nesse fim de semana que o Paulistão terminaria. Há, assim, duas possibilidades: a finalíssima ser realizada em outra data ou os times estrearem posteriormente no Nacional.

Na última segunda, Doria chegou a declarar que o Brasileirão não poderia começar antes que o Estadual estivesse finalizado. O governador, porém, não possui esse poder de veto. Além disso, ele foi rebatido pela CBF, declarando que os times de São Paulo aprovaram a data de começo do Nacional e se dispuseram a jogar fora de suas cidades se elas estiverem indisponíveis.


A ideia, apresentada anteriormente no protocolo médico da FPF, é de que os times fiquem confinados enquanto estiveram envolvidos na disputa do Paulistão, que possui 16 participantes. Os times voltaram aos treinos na semana passada, no dia 1º, tendo apenas realizados testes físicos anteriormente. 

Há uma preocupação no futebol paulista com o nível físico e técnico em comparação a outros times do País, que estão em atividades há mais tempo, como os clubes do Rio, de Minas Gerais e do Rio Grande do Sul. Porém, enquanto o Campeonato Carioca pode acabar nesta quarta-feira, o Mineiro só voltará em 26 de julho e o Gaúcho nem possui uma data definida.

A boa passagem de Tupãzinho pelo América Mineiro

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Tupãzinho em ação pelo Coelho

Pedro Francisco Garcia, mais conhecido como Tupãzinho, é um dos maiores ídolos da torcida do Corinthians. Conhecido como Talismã da Fiel, o ex-jogador, que completa 51 anos neste dia 7 de julho foi um dos destaques da histórica conquista do primeiro Brasileirão do Corinthians, em 1990. Há, porém, mais um time brasileiro onde ele deixou sua marca no coração da torcida: no América Mineiro, onde fez parte do ótimo time campeão do Brasileirão da Série B de 1997.

Tupãzinho chegou ao Coelho depois de uma passagem pelo Fluminense. Chegou ao clube verde, preto e branco de Minas Gerais junto a nomes como Boiadeiro, Pintado, Ronaldo Luís e Dinho, contratações feitas em parceria com o Banco BMF "Excel", maior patrocínio da história do Coelho. A contratação já se mostrou acertada muito rapidamente, já que Tupãzinho se tornou um dos destaques da equipe logo no começo da campanha.

Numa Série B com regulamento no mínimo complicado, o América teve excelente campanha dentro de seus domínios, onde não foi batido na competição e conquistou pontos importantes fora de casa , mesmo vencendo poucas partidas, para ir avançando rumo ao acesso a primeira divisão. O clube chegou a fase final do torneio com jogos complicados contra Náutico, Ponte Preta e Vila Nova, mas conquistou o acesso vencendo os pernambucanos num Aflitos abarrotado, antes de garantir o título em vitória em casa contra o Vila. Tupãzinho terminou artilheiro da competição com 13 gols marcados, o primeiro artilheiro de um torneio nacional vestindo a camisa americana.


Tupãzinho inicialmente ficaria no América apenas durante o ano de 1997, mas acabou permanecendo em 1998 e apesar de jogar bem, não conseguiu evitar o rebaixamento da equipe para a Série B de 1999. Mesmo assim, não perdeu o status de ídolo conquistado após seu desempenho no ano anterior. Deixou o clube no final daquele ano para jogar pelo XV de Piracicaba, do interior de São Paulo.

Tupãzinho hoje trabalha como treinador. Seu trabalho mais recente foi no comando do Marília durante a Copa São Paulo de Futebol Júnior do ano de 2020, onde o MAC acabou caindo na primeira fase, num grupo com Santos, Timon, do Maranhão e o Olímpico, de Sergipe.

Andreense FC organiza live com multicampeões Reinaldo Simões e Moraci Santana


O Canal do YouTube do Andreense Futebol Clube inaugura uma nova versão para seus torcedores e amantes do futebol. A partir das 19h30 desta quarta-feira, 8, o espaço será ocupado por grandes nomes do esporte em Lives sempre para discutir assuntos relacionados ao futebol. O primeiro assunto será “Categorias de base: a formação do atleta, e a importância dos profissionais do futebol no desenvolvimento estratégico dos clubes”. 

E os convidados serão os multicampeões Reinaldo Simões, 11 vezes campeão mundial de clubes no Futsal e Moraci Sant’Ana, colecionador de títulos tanto por clubes como pela Seleção Brasileira e ainda do técnico de futebol Marcos Boccatto, que também é vice-presidente do Andreense. 

O objetivo das Lives será dar visibilidade ao Andreense, ao seu projeto diferenciado de valorização de seus profissionais. “E o DNA do Andreense é de ser clube formador e por isto convidamos o Reinaldo Simões, cidadão de São Bernardo, que iniciou no famoso Futsal da GM”, explicou Boccatto. “E o Moraci, é um dos maiores preparadores físicos do Brasil e do futebol internacional, que disputou 6 Copas Mundiais de seleções, vencendo a de 94”, completou. 

A apresentação ficará por conta do jornalista Wilson de Sá, que tem mais de 20 anos de jornalismo, boa parte desta experiência na crônica esportiva. 

Quem são os convidados 

Marcos Boccatto - Iniciou profissionalmente na equipe principal do São Paulo FC, dirigida por Minelli, sob orientação direta do Prof. João Paulo Medina, passou por clubes paulistas, no Mexico, Arabia Saudita, como preparador físico e auxiliar técnico. 

Começou como treinador assumindo interinamente o América de Rio Preto e depois foi para o Japão e Panamá. Tem títulos nacionais e internacionais, como a Copa do Golfo de Clubes Campeões (1986) e outros nacionais no Brasil e no Japão.


Moraci Sant’Ana - Natural de Santana do Parnaíba, na Grande São Paulo, começou no futebol aos 23 anos, quando foi contratado pelo Palmeiras. Entre os times que trabalhou, estão: Palmeiras, Al-Ahli, São Paulo, Valencia, Fenerbahçe, Santos, Fluminense, Guarani, Internacional, Corinthians, Clube Atlético Paranaense, Olympiacos, Flamengo e Botafogo. 

Já em seleções, Moraci teve a oportunidade de participar de seis edições da Copa do Mundo. Em 1982, 1986, 1994 e 2006, pela Seleção Brasileira. Em 1990, com os Emirados Árabes, e em 1998, com a Arábia Saudita. Em toda a carreira de preparador físico, Moraci Sant'Anna esteve ligado a cinco técnicos com quem sempre se deu bem. Carlos Alberto Parreira, Zagallo, Emerson Leão, Zico e Telê Santana. 

Reinaldo Simões - Supervisor Reinaldo Garcia Simões possui 11 títulos mundiais entre clubes e seleções, encabeçando projeto que faz futsal feminino ostentar invencibilidade de 14 anos sem derrotas. Os títulos mundiais de Reinaldo Simões: Clubes: Ulbra (2001); Sorocaba (2016 e 2018); Seleção brasileira masculina (2008 e 2012); Seleção brasileira feminina (2009, 2010, 2011, 2012); Jogos Mundiais da Juventude sub-18 (2018).

"Enquanto houver a pandemia, o Jabaquara será contra o reinício das atividades esportivas"

Por Victor de Andrade
Foto: Reprodução TV Tribuna

Adelino Rodrigues, presidente do Jabaquara Atlético Clube, em entrevista à TV Tribuna

A pandemia de coronavírus mudou o panorama do esporte. As atividades tiveram que ser paralisadas e os clubes tiveram que 'dar um tempo', tudo por conta da saúde de todos. Porém, todo este cenário vem causando problemas e as agremiações estão com dificuldades para se manter.

Para saber como está o panorama, o site O Curioso do Futebol entrevistou o presidente do Jabaquara Atlético Clube, Adelino Rodrigues, que falou como o clube está lidando com a situação e deixou claro que é contra o retorno das atividades esportivas enquanto houver a pandemia. Confira:

O Curioso do Futebol - Como está o Jabaquara neste período de pandemia?

Adelino Rodrigues - Estamos administrando as dificuldades respeitando os direitos de todos: jogadores, funcionários e dirigentes, e estabelecendo critérios para o convívio com nossos parceiros através de redução de custos contratuais, tanto na base como no profissional, com a consequente  eventuais perdas referentes ao custo da atividade.

OCDF - Durante este período, o Jabaquara fez algumas ações relacionadas à proteção da doença, como confeccionar máscaras, e de solidariedade, arrecadando alimentos para doação. Como foi fazer estas ações?

AR - As ações de proteção da pandemia mostraram nossa solidariedade através de confecção de máscaras e coleta de doações de alimentos para pessoas mais vulneráveis.


OCDF – Como estão as conversas do Jabaquara com a Federação Paulista de Futebol? Há troca de experiências neste período e conselhos da entidade para como os clubes devem se portar neste período?

AR - Conselhos propriamente, não. Até porque é o clube quem decide o que deve ou não ser feito, sempre em reunião de sua diretoria.

OCDF – E com relação às competições? Há alguma previsão ou ao menos conversas sobre o início da Segunda Divisão Paulista?

AR - Enquanto houver a pandemia, o Jabaquara A.C. será contra o reinício das atividades esportivas. O controle sanitário e a opinião dos técnicos da saúde serão fundamentais para o reinício de nossas atividades.

OCDF – E sobre as competições nas categorias de base, o que a FPF passa aos clubes?

AR - Também as categorias de base estarão sempre subordinadas à direção do Clube.


OCDF – Como o Jabaquara se posiciona em relação à volta das competições neste período de pandemia?

AR - A volta às competições fica subordinada à decisão da FPF, dos clubes e da direção do Jabaquara, sempre considerando a opinião dos médicos responsáveis é da defesa de valores que respeitem a dignidade e o bem estar de todos.

OCDF – Como está a relação do clube com os jogadores que estavam treinando no elenco profissional antes da quarentena?

AR - A relação do Clube é ótima com todos. As decisões são tomadas em conjunto com funcionários, jogadores, supervisores, técnico e preparadores físicos, tendo sempre a visão do conjunto e respeitando as opiniões divergentes, normais em um processo difícil, mas absolutamente democrático.

Augusto Galvan, do Cultural Leonesa, analisa novo modelo da Segunda B da Espanha

Foto: Divulgação/Cultural Leonesa

Augusto Galvan defendendo o Cultural Leonesa

Antes da pandemia provocada pelo coronavírus, a Segunda B da Espanha tinha 28 rodadas disputadas. Faltavam ainda 10 jornadas para o término da primeira fase. No entanto, a Federação Espanhola de Futebol decidiu mudar o sistema da competição para definir as equipes que sobem para a Liga Adelante (equivalente a segunda divisão espanhola).

Os jogos restantes foram cancelados e a FEF (Federação Espanhola de Futebol) decidiu sortear, baseado na classificação das equipes, um sistema eliminatório com o intuito de definir os times que ascendem de divisão. O Cultural Leonesa, por exemplo, estava em segundo lugar do grupo 2 e enfrentará em casa no próximo dia 18 de julho o Yeclano, quarto colocado do grupo 4. O jogo será único e em caso de empate no tempo normal a classificação será decidida nos pênaltis.

Quem está no elenco do Cultural Leonesa emprestado pelo Real Madrid é o meia brasileiro, Augusto Galvan. Com passagens também pelo São Paulo e seleção brasileira de base, o jogador de 21 anos destaca a preparação da sua equipe para essa fase decisiva no novo modelo de competição.

“Foi o que a Federação Espanhola de Futebol encontrou de solução para definir quem sobe. Temos que acatar e a nossa expectativa é a melhor possível. Até porque a nossa preparação para esse jogo diante do Yeclano tem sido muito boa. Estamos nos aproximando novamente da nossa maneira de atuar. Chegaremos preparados para passar de fase”, garantiu o jovem atleta.


Distante três jogos de uma vaga da Liga Adelante, Augusto Galvan reforça que o clube tem trabalhado bastante o aspecto emocional para encarar essa série decisiva. “Todas as eliminatórias daqui para frente serão em jogos únicos. Portanto, não podemos bobear. Cada jogo será encarado como se fosse uma final e terá um valor gigantesco. A responsabilidade aumentará ainda mais passando de fase até chegar no objetivo, que é o acesso. Temos trabalhado também esse aspecto de ansiedade para não nos atrapalhar nessa sequência importantíssima ao clube”, concluiu.

Ricardo Costa fala da campanha do Capivariano na A3 e de sua carreira

Por Victor de Andrade
Foto: Yuri Rossi / Raízes FM

Ricardo Costa quando foi apresentado pelo Capivariano

Depois de ter se tornado o treinador de maior sucesso na Segunda Divisão Paulista nas últimas quatro edições da competição, foram três acessos, sendo um deles com título (Portuguesa Santista, em 2016), sendo todas as temporadas chegando, no mínimo, na semifinal, Ricardo Costa, em 2020, conseguiu embalar uma boa campanha na Série A3, com o Capivariano.

O Leão da Sorocabana, com Ricardo Costa no comando, chegou ao quarto lugar antes da parada da competição por conta da quarentena devido à pandemia de coronavírus. A equipe fez 18 pontos em 11 jogos, com cinco vitórias, três empates e três derrotas, ficando próxima da classificação para o mata-mata.

Em entrevista ao site O Curioso do Futebol, o técnico falou como foi montar a equipe, o desempenho do Capivariano na competição, a dificuldade e como enfrentou o fato de não poder atuar na Arena Capivari e também sobre a sua carreira. Confira:

O Curioso do Futebol - Como estão as conversas entre você, diretoria do clube e jogadores durante a quarentena?

Ricardo Costa - Nesta quarentena, nós iniciamos com o monitoramento dos atletas. No começo, achávamos que a volta do futebol seria um pouco mais rápida, mas, infelizmente, ficou difícil o retorno por tudo o que vem acontecendo no mundo. Então, respeitamos a quarentena, monitoramos os treinamentos dos atletas, que faziam as atividades em casa, com o preparador físico passando os exercícios individuais. Porém, agora parou um pouco, pois a questão de motivação é complicado, já que os contratos de alguns jogadores se encerraram e eles estão livres no mercado atualmente. É claro que o clube procura conversar com os atletas e eles entendem o lado da agremiação, as dificuldades, pois a parte financeira, principalmente dos times da Série A3, os recursos são difíceis de achar. Mas, tem alguns jogadores que ainda estão com contrato e o clube vem cumprindo com suas obrigações e destes atletas os treinos estão sendo monitorados. Estamos conversando com a diretoria constantemente e estamos esperando a Federação liberar os treinamentos e depois encerrarmos a competição.


OCDF - O quanto o fato do Capivariano não poder atuar na Arena da cidade, tendo que jogar em Santa Bárbara d'Oeste, atrapalhou a equipe?

RC - Nós tivemos que encarar este fator. Realmente, tivemos que fazer uma adaptação para disputar a competição. Lógico que Santa Bárbara d'Oeste é próximo de Capivari, mas, mesmo assim, compromete a ida de nossa torcida para o estádio, então a renda e o apoio, aquela pressão, nós não tivemos tanto quanto se jogássemos na cidade. Além disso, tivemos que nos adaptar ao gramado, que é bem diferente ao que tem na Arena Capivari. Tivemos pouco tempo para a adaptação, mas nossa campanha dentro de casa foi excelente, pois tivemos uma porcentagem de aproveitamento muito grande, perdendo apenas um jogo como mandante, justamente o primeiro. Mas, depois conseguimos vencer todos os outros jogos em Santa Bárbara d'Oeste. Então, as dificuldades foram iniciais, mas fizemos a adaptação, nos acostumamos com o campo, com o horário também, já que planejávamos jogar a noite e lá tivemos que mudar para a tarde. Mas, conseguimos nos adaptar e a equipe se portou bem nesta questão.

OCDF - Apesar do contratempo citado na pergunta anterior, o Capivariano vem fazendo uma bela campanha e ocupa a quarta colocação da competição, com 18 pontos, a mesma pontuação do terceiro (Velo Clube) e a dois do segundo (EC São Bernardo). O que você acredita que faltava na equipe para se consolidar no mata-mata da competição?

RC - Realmente vínhamos com uma boa campanha, em evolução constante. O time do Capivariano é jovem, mas que não tinha medo de errar, então encaixou o jogo e pegou confiança e cresceu com as partidas. Foi uma pena ter parado, porque os nossos dois últimos jogos foram os melhores, contra o Noroeste, fora, fizemos um grande jogo e saímos de lá com um ponto contra uma grande equipe, que vinha sobrando nesta Série A3. Dominamos a partida, jogamos bem, indo para cima, mesmo com o estádio lotado, e ainda tivemos a chance de vencer na última bola. Já nosso melhor jogo foi exatamente o último, contra o Nacional, onde tivemos cerca de 85% de posse de bola, ganhamos e convencemos, pois a equipe jogou muito bem. Então, eu creio que se não tivesse a parada, seríamos um grande candidato ao acesso, entraríamos embalado neste mata-mata, independente do adversário, e a tendência nossa era decidir em casa, pela campanha, pois ainda tínhamos confronto direto com o EC São Bernardo e jogos com times abaixo de nós na classificação. A tendência era a equipe somar mais pontos e entrar bem nas quartas.


OCDF - Apesar de nunca ter feito uma campanha ruim na A3, você acabou não tendo sequências longas na competição, sendo demitido no meio da competição nas últimas vezes que esteve na divisão. Porém, no Capivariano, pelo menos para quem acompanha sem viver o dia-a-dia, você está tendo mais confiança da diretoria. Isto dá mais tranquilidade para fazer o trabalho?

RC - Eu acho que é tudo no seu tempo. Quando você aceita um projeto, sempre pensa em finalizar. Porém, às vezes, as pessoas não entendem e cortam o vínculo no meio da competição. Isso é ruim e eu sempre tento cumprir os meus contratos, mas eu não posso cobrar isto dos clubes e a cultura aqui no Brasil é essa, de não dar continuidade ao trabalho do treinador. Mas, eu sei da minha capacidade, de onde posso chegar e me sinto confiante. A diretoria do Capivariano me deu total liberdade e confiança para fazer o trabalho, então eu creio que isso me ajudou bastante. O clube vinha de duas boas campanhas na Série A3, sempre disputando o acesso, e me deu esta oportunidade. A agremiação tem uma boa diretoria, boa estrutura, com pessoas pensando no futebol a todo o momento. Eu creio que isto facilitou, deu tranquilidade e liberdade de trabalho e, assim, conseguimos implantar nossa metodologia. Também as pessoas do clube vinham gostando do trabalho até esta parada, nós conseguimos fazer uma boa competição e espero dar sequência e conquistar os objetivos no final do campeonato.

OCDF -  É difícil fazer um prognóstico, pois não há previsão de retorno, mas o que espera na volta dos jogos na A3?

RC - Realmente é difícil fazer qualquer tipo de previsão do retorno da Série A3. Torcemos para que isto acabe logo e os jogos retornem, pois as pessoas precisam trabalhar. Eu sei de jogadores que estão passando dificuldade, tendo que trabalhar fora do futebol, para sustentar a família, então isto é muito grave. Então, torcemos para que isto passe logo e que possamos voltar. Alem disso, creio que a A3 demore mais para voltar. Acredito que a Federação pense em acabar, primeiro, com a A1 para depois pensar na A2 e A3. Mas, ficamos na torcida para voltar o mais rápido possível.

OCDF - Você teve três acessos e um título nas últimas quatro temporadas da Segunda Divisão Paulista e tem um grande respeito e admiração entre as pessoas que acompanham a competição. Você deve esse sucesso ao estilo de jogo que implanta às suas equipes?

RC - Com certeza! Eu acho que o estilo de jogo que tento implantar às minhas equipes facilita bastante dentro da Segunda Divisão. É um futebol bonito, para cima do adversário, tendo o controle de jogo dentro como fora de casa, acredito que isto é importante. Esse estilo deu muito resultado, com três acessos e um título com a nossa querida Briosa, um clube que tenho um carinho muito grande. Então, eu creio que tudo isto facilitou bastante o sucesso na competição, implantando um jogo, quebrando alguns paradigmas dentro da divisão, que sempre falavam que tinha que jogar feio, de corpo-a-corpo, mas acho que conseguimos mostrar que dá para se jogar bonito na última divisão também.


OCDF - Obrigado pela entrevista e deixo o espaço para deixa o seu recado.

RC - Eu agradeço a oportunidade de estar falando com vocês de O Curioso do Futebol. Obrigado pelo carinho e parabéns pelo trabalho. Sempre acompanho as pesquisas e as entrevistas do site. Quero aproveitar e deixar um abraço para o pessoal da Baixada Santista, onde fiz muitos amigos e principalmente para a torcida da Briosa.

Washington recorda as artilharias pela Ponte Preta em 2001

Com informações da FPF
Foto: Ernesto Rodrigues/Folhapress Digital

Washington fez 83 gols com a camisa da Ponte Preta

Referência no ataque pontepretano no início dos anos 2000, o atacante Washington foi um dos convidados da live Paulistão Em Casa, que repercutiu as boas campanhas do clube no período. Destaque em 2001, quando foi artilheiro do Paulistão e da Copa do Brasil, ele relembrou a temporada especial da equipe campineira.

"Em 2001, fui artilheiro da Copa do Brasil, chegando a Seleção Brasileira. Não tinha o que falar, o time era muito bom. O Ronaldão com a experiência que tinha, com tantos outros grandes jogadores. Era um time de muita qualidade, foi memorável", disse Washington, que defendeu o Brasil na Copa das Confederações.

Sétimo maior artilheiro da história da Ponte Preta, com 83 gols, Washington teve duas passagens pelo clube. A primeira, durante o Campeonato Paulista da Série A2 de 1998, e a segunda, entre 2000 e 2002, após passagem pelo Paraná.


Para ele, um dos diferenciais do time alvinegro era a força da equipe no estádio Moisés Lucarelli. "A mística, aquilo que envolve o Moisés Lucarelli com a torcida da Ponte Preta é uma coisa absurda. A torcida, quando abraça o time, acaba fortalecendo demais o grupo, então a Ponte se torna muito forte no Moisés Lucarelli", avaliou.

Além de Washington, a live que relembrou grandes campanhas da equipe de Campinas entre 1998 e 2002, foram chamados o meia Adrianinho e o zagueiro Ronaldão. Nesta época, a Ponte Preta foi vice da Série A2 do Paulista em 1999, semifinalista no Paulistão de 2001 e Copa do Brasil no mesmo ano, além de ter chegado ao mata-mata do Brasileirão em três anos consecutivos:1999, 2000 (Copa João Havelange) e 2001.

Empresário assume dívida de R$ 20 milhões e passa a controlar o São Caetano

Com informações da Agência Futebol Interior
Foto: divulgação AD São Caetano

São Caetano no último jogo antes da parada, quando venceu a Briosa por 3 a 1

O departamento de futebol do São Caetano está de comando novo. Nesta segunda-feira, o empresário Fernando Rocha Garcia, diretor-proprietário da Detrilog Construções e Serviços Ambientais, assumiu o São Caetano de Futebol LTDA.

No contrato, que não tem prazo de duração, Fernando Rocha Garcia ficou responsável por assumir as dívidas - em torno de R$ 20 milhões - e colocar a casa em ordem projetando os acessos na Série A2 do Paulista e na Série D do Brasileiro.

"Gosto de futebol. Estava há algum tempo procurando um clube e houve uma aproximação com o São Caetano. Queremos resgatar os anos de glória. Foi feito uma transação para assumir o passivo. A intenção é organizar, botar a folha em dia e começar a arrumar", disse o empresário ao jornal Diário do Grande ABC.

Mudanças - O São Caetano vem passando por algumas mudanças nos bastidores desde o final do ano passado, quando o empresário Saul Klein anunciou sua saída do clube que ajudou durante 20 anos após se tornar acionista majoritário da Ferroviária.

Em janeiro deste ano, o São Caetano anunciou a chegada do experiente Paulo Pelaipe, ex-Flamengo, como executivo de futebol. Mas sua passagem pelo clube do ABC paulista durou apenas até o fim de maio. Apesar dos problemas financeiros, com salários atrasados, o São Caetano está na quinta colocação do Campeonato Paulista da Série A2. Faltam três rodadas para a fase classificatória.


Bons momentos - O time do ABC viveu seu auge no início dos anos 2000, sendo vice-campeão brasileiro ao perder o título para o Vasco, no Maracanã. No ano seguinte voltou a ser vice-campeão, desta vez perdendo para o Atlético-PR.

Em 2002 sagrou-se vice-campeão da Copa Libertadores, ao eliminar clubes tradicionais, e perder o título para o Olímpia do Paraguai. Chegou ao título do Campeonato Paulista em 2004 sob o comando do técnico Muricy Ramalho.

A ida de Denílson ao Bétis

Por Lucas Paes
Foto: Getty Images


A ida de Denílson ao Bétis foi a venda mais cara do futebol mundial na época

Nos dias de hoje, uma transferência de 32 milhões de euros sequer salta aos olhos na janela de transferências. Há 20 anos atrás, porém, cifras não tão astronômicas envolviam negociações de atletas. O meia-atacante Denilson, revelado pelo São Paulo, foi durante algum tempo a maior transferência do futebol mundial, com um valor próximo ao citado, sendo 30 milhões de dólares, aproximadamente, na época (O Euro só entrou em vigor em 1999). Foi esse valor que o Bétis pagou pelo brasileiro.

O interesse do clube espanhol surgiu após as boas atuações de Denilson no São Paulo. Revelado pelo Tricolor em 1994, Denilson fez boas partidas pelo Tricolor e chamou a atenção do futebol europeu. Parte da equipe campeã da Copa Conmebol em 1994, foi o destaque também do título do estadual em 1998. Esse último, porém, quase não ocorreu, porque sua venda ao Bétis ocorreu em agosto de 1997, muito antes da taça vencida pelo tricolor no ano seguinte.

Inicialmente, a primeira proposta aceita pelo Tricolor Paulista foi de um time muito maior que o Bétis: o Barcelona. Juan Figer, famoso agente FIFA, foi intermediário da negociação. Segundo contou Denílson em entrevista, em um dia ele saiu do treino sabendo que ia ao Barcelona, no seguinte, chegou ao treino e o São Paulo tinha aceitado uma proposta do Bétis, com valores próximos à 30 milhões de dólares. Ao invés das praias de Barcelona, o jogador iria para a cidade de Sevilha. Apesar do acerto e da apresentação, ele ainda jogaria pelo São Paulo mais um ano.



Essa foi uma das "vantagens" vistas pelo time do Morumbi na proposição do alviverde de Sevilla. Apesar do acerto ocorrer em 1997, ficou acordado entre os clubes que o meia-atacante só iria mudar-se para a Espanha depois da Copa do Mundo de 1998, a ser disputada na França. Com isso, os são-paulinos ainda teriam um ano com sua revelação no elenco.

Denílson ficou no Soberano e foi um dos destaques da conquista do título estadual de 1998, troféu que serviu para quebrar uma corrente de seis anos de títulos de Palmeiras ou Corinthians na competição. Depois de fazer parte da equipe brasileira vice-campeã mundial em 1998, acabou finalmente se mudando para o Bétis, onde ficaria até 2005.
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