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sexta-feira, 29 de maio de 2020

Luanderson, do São Bernardo FC, anseia pelo retorno das competições

Com informações da FPF
Foto: divulgação São Bernardo FC

Luanderson em ação pelo São Bernardo FC

O Paulistão A2 Sicredi foi paralisado há mais de dois meses como tentativa de reduzir a disseminação da pandemia do coronavírus. Desde então, muitos jogadores aguardam ansiosamente pelo retorno da competição estadual, como no caso do zagueiro Luanderson, do São Bernardo FC.

O defensor ressalta o momento difícil que todos estão passando, mas anseia por uma melhora no quadro da pandemia e um eventual retorno do torneio para voltar a alegrar os torcedores. “Esse período infelizmente não está sendo muito bom, com todas essas perdas literalmente falando, não podemos brincar. Não vejo a hora de tudo isso passar para voltarmos a fazer o que realmente gostamos que é está dentro de campo fazendo a alegria dos nossos torcedores”, disse.

Com o período sem jogos, o São Bernardo FC adotou uma série de treinamentos feitos via conferência. Luanderson exalta o trabalho realizado pela comissão técnica. “Os treinos em casa estão sendo feitos diariamente junto com a nossa comissão, que vem fazendo um excelente trabalho”, comentou.


Boa fase - Antes da pausa, o São Bernardo FC ocupava a liderança do Paulistão A2 Sicredi, com 22 pontos nas 12 partidas disputadas. Além disso, a equipe é dona da melhor defesa do estadual –com apenas seis gols tomados.

Luanderson ainda apontou os trunfos pelos bons números do time do ABC Paulista. “Um dos principais méritos é a união, fora a entrega e dedicação de todos. Nos fechamos e acreditamos uns aos outros para que nossos objetivos pudessem ser conquistados degrau por degrau”, concluiu.

As consequências da Tragédia de Heysel para o futebol

Por Lucas Paes
Foto: The Telegraph

Heysel foi uma tragédia histórica no futebol europeu

A tragédia de Heysel foi uma das piores catástrofes envolvendo o futebol na Europa. Numa época onde o hooliganismo ainda aflorava no Velho Continente e onde as torcidas eram muito mais violentas, o duelo entre Liverpool e Juventus causou preocupação pelos dois lados, mas naquele 29 de maio de 1985, tanto a desorganização quanto a selvageria dos torcedores dos Reds causaram 39 mortes e incontáveis vítimas de ferimentos no Estádio de Heysel, em Bruxelas. Obviamente, o ocorrido mudou o futebol europeu.

Tudo começou a dar errado quando o setor que estava planejado para ser destinado apenas a torcedores dos Reds, acabou tendo torcedores dos dois times. Os hooligans do Liverpool partiram pra cima da torcida bianconera com barras de ferro. Acuados, os torcedores se amontoaram causando a queda de um muro, que foi o principal causador das 39 mortes ocorridas na ocasião. Obviamente a situação gerou consequências enormes, principalmente no futebol inglês.

A primeira das consequências foi futebolística mesmo. Os times ingleses ficaram suspensos por cinco anos da Liga dos Campeões da UEFA e o Liverpool acabou punido por seis anos, numa época onde era o melhor time da Inglaterra e um dos melhores do continente. Inicialmente a punição era inclusive indefinida, mas foi retirada em 1990. Obviamente essa não foi a única consequência do ocorrido, que teve investigações criminais e prisões na terra da rainha, por exemplo. 

Um fator pouco levado em conta no inquérito e que não exime a culpa dos torcedores foi a estrutura precária do estádio de Heysel, atestada por oficiais ingleses que foram ao local. Porém, a UEFA levou isso em conta e passou a exigir maior estrutura dos estádios que recebiam finais da Liga dos Campeões, ainda que não fosse algo sequer comparável aos padrões atuais. Apenas nos anos 2000 foi criada a classificação que é usada hoje para os locais que recebem os jogos da competição, dividindo os estádios por estrelas.


Na verdade a consequência maior para os estádios foi mesmo na Inglaterra, O país começou a ter padrões mais rigorosos de segurança com relação a quem frequentava os jogos, mas muito ainda deixava a desejar. Foi só depois da tragédia de Hillsbrough, onde morreram 96 torcedores, que regulamentações mais sérias foram impostas. Nesse caso, porém, a torcida do Liverpool levou a culpa por mais de 20 anos sem ter na verdade culpa nenhuma pelo acidente, causado por negligência da segurança. Hoje já se discute o safe-standing nos estádios ingleses, que passaram naquele momento a exigir torcedores sentados, mas a maior parte das mudanças foram muito bem vindas.

A nível europeu, ainda demorou muito para haverem regras mais severas tanto de segurança nos estádios quanto para punições a torcedores brigões. Em 1995, neonazistas ingleses causaram problemas na Irlanda em um duelo entre as seleções dos países e em 1998 ocorreram muitos problemas de violência em plena Copa do Mundo. A Europa, como um continente, só passou a adotar medidas mais rígidas para estádios e brigões a partir da Eurocopa de 2000.

Por fim, o Estádio de Heysel ficou uma década sem receber jogos de futebol antes de ser reformado e praticamente reconstruído do zero. Hoje o local se chama Rei Baudouin e tem qualificação quatro estrelas pela UEFA, o que acaba não permitindo finais de Liga dos Campeões no local, mas permite finais da Copa da UEFA, por exemplo. Em 2000, chegaram a ser disputados duelos da Eurocopa no local, com destaque para a semifinal entre França e Portugal.

Leandro Silva elogia primeira semana de treinos do América-MG após quarentena

Foto: divulgação América Mineiro

Leandro Silva comemorou a possibilidade de voltar a treinar com o elenco do América

Leandro Silva é um dos jogadores do América Mineiro mais motivados com o retorno dos treinamentos após o período de quarentena em razão da pandemia do novo coronavírus. O lateral faz um balanço positivo da primeira semana de atividades no CT Lanna Drumond.

“Após uma bateria de testes para covid-19 realizada na semana passada, fomos liberados para iniciar os treinos de campo na segunda-feira (25). Tudo, claro, com muitos cuidados de higiene e distanciamento entre os atletas. Essa primeira semana foi muito positiva e já estamos realizando trabalhos com bola, passe e coordenativo. Está sendo um período bastante produtivo e estou muito feliz também por poder voltar a trabalhar no campo e, principalmente, conviver com meus companheiros”, comemorou.

Totalmente recuperado - Leandro Silva não disputou os últimos jogos do América antes do recesso do futebol brasileiro devido a uma lesão muscular na coxa direita. O lateral, no entanto, garante que já está totalmente recuperado.


“Eu voltei a treinar com o grupo no mesmo dia que houve a decisão pela quarentena, no mês de março, e já estava à disposição para os jogos. Essa lesão foi no músculo reto femoral da coxa direita, uma lesão que exigiu um protocolo rigoroso. Mas fiz todo o procedimento certinho e aproveitei o tempo em casa para fazer fortalecimento muscular. Assim que os campeonatos forem retomados, estarei à disposição para entrar em campo com a camisa do América”, garantiu o atleta americano.

Silêncio nas arquibancadas é o tema do episódio da série ‘A tirania da minúscula coroa: Covid-19’

Foto: divulgação


Os gritos das torcidas vibrando nas arquibancadas se transformaram em silêncio, arquibancadas vazias. A série documental “A tirania da minúscula coroa: Covid-19” debate os impactos da pandemia nos esportes – nos campeonatos, no dia a dia dos atletas, nas ligas esportivas e olhando para o futuro.

O episódio IV, que estará no ar nos próximos dias, abordará o tema “Esportes: na linha de impedimento”. A estruturação do capítulo foi orientada pelo experiente João Palomino, que comandou a ESPN Brasil e foi vencedor do prêmio “Comunique-se” como melhor executivo de comunicação do País. Ele [Palomino], também taquaritinguense e conterrâneo dos criadores da série, fez a apresentação do episódio. “Eu sou fã do João Palomino, que inclusive entrevistou meu pai no começo da carreira – que era o camisa 7 do CAT. Cresci acompanhando e admirando o João – um grande amigo e exemplo de profissional de comunicação”, destacou Gustavo Girotto, autor da série.

O experiente Tercio Braga, com passagens pelo Estadão e Jornal Metro nas editorias de esportes, ajudou a selecionar e escalar o plantel de entrevistados que conta com Edmílson, ex-São Paulo e pentacampeão mundial com a seleção brasileira em 2002, Paulo Sérgio, ex-Corinthians e Bayern de Munique, tetracampeão mundial na Copa de 1994, Zé Elias, ex-jogador de Corinthians, Internazionale de Milão e Bayern de Munique e comentarista da ESPN Brasil, Livio Oricchio, jornalista especializado F1, com passagem pelo Jornal O Estado de S. Paulo, rádios CBN, Bandews e Jovem Pan e site Globo Esporte, Paulo Calçade, comentarista ESPN Brasil, Fábio Piperno, comentarista BandSports, Yael Castiglione, ex-levantadora da seleção argentina de vôlei, Paulo Bassul, diretor-técnico e operacional da Liga Nacional de Basquete (LNB), entidade que organiza o NBB e Alessandra Oliveira, ex-jogadora da seleção brasileira de basquete, duas vezes medalha olímpica, um Mundial e um Pan.


"A ideia de fazer um capítulo dos impactos do Covid-19 nos esportes nasceu quando estava assistindo o ‘Arremesso Final: série sobre Michael Jordan’, sucesso da Netflix. Liguei para o [João] Palomino que, prontamente, me atendeu e disse: ‘estou dentro, é um debate importante!’ O resultado mostra em perspectiva essa visão do futuro, das arquibancadas - onde os gritos foram substituídos pela solidão, pelo silêncio”, explicou Girotto.

Para Juliano Sartori, diretor de produção, e Ricardo Sartori, diretor de arte, tratar esse tema é até uma questão cultural. “O brasileiro é um fã de esportes, não só de futebol. Além de assistir, a prática de atividades físicas está presente na vida das pessoas. Essa pausa traz reflexões profundas sobre o futuro: como serão as disputas esportivas nos estádios, nas quadras, nos ginásios, nas piscinas, nas pistas e nas arquibancadas do mundo pós-Covid19? Buscamos entender, por meio dos depoimentos, a narrativa desta nova dinâmica”, ressaltaram.

Confira o teaser

Por fim, com edição de Via d’Ideia, trabalho jornalístico de Gustavo Girotto, com colaboração jornalística de Tercio David Braga e orientação de Adalberto Piotto – o teaser do episódio IV, que conta com mentoria de João Palomino – “A tirania da minúscula coroa: Covid-19” já pode ser visto no https://www.youtube.com/watch?v=b0NwQxm4ECg&feature=youtu.be.

Presidente do Mauá FC fala sobre a reunião virtual com os clubes da Segundona Paulista

Foto: divulgação Mauá FC

Vagner Tegi é o presidente do Índio do ABC

Entre terça e quinta-feiras, dias 26 e 28, a Federação Paulista de Futebol realizou uma série de videoconferências com os clubes da Segunda Divisão do Estado, passando quais são as diretrizes para os clubes durante esta quarentena devido à pandemia de coronavírus.

O Mauá Futebol Clube, integrante do Grupo 6 da competição, participou da última leva de reuniões, no início da noite desta quinta-feira. O presidente da agremiação, Vagner Tegi, atendeu O Curioso do Futebol e deu mais detalhes da reunião virtual.

O Curioso do Futebol - Como foi a videoconferência realizada pela Federação Paulista de Futebol?

Vagner Tegi - A reunião foi muito boa! Mo primeiro momento, o presidente colocou a situação do futebol no mundo, Europa, América do Sul, Brasil, estados e São Paulo, expondo as dificuldades com este vírus, a falta de conhecimento na área médica, e as dificuldades econômicas no mundo do futebol, até chegando à realidade da Segunda Divisão. Depois, deu a palavra aos clubes, perguntando a realidade de cada cidade e as dificuldades. No caso de Mauá, já tivemos mais de 50 mortes e está muito difícil na área médica e econômica.

O Curioso do Futebol - Quais as garantias que a FPF deu para a realização da competição?

Vagner Tegi - A federação disse que os clubes são soberanos. Nós que decidiremos sobre o campeonato. A entidade colocará a situação para a realização, os protocolos de saúde, segurança e as dificuldades. E, com isto, as agremiações farão a decisão.

O Curioso do Futebol - Teve alguma exigência além das normais da FPF para os jogos, como itens do protocolo?

Vagner Tegi - Hoje não se tem nada de protocolos para a Segunda Divisão. A Série A1 será um laboratório para todas as outras competições.

O Curioso do Futebol - E qual a posição do Mauá FC sobre o que foi passado na reunião?

Vagner Tegi - De tranquilidade! A Federação deu total liberdade aos clubes. Fomos orientados a negociar as pendências com atletas, pois, infelizmente, somente após setembro é que talvez poderemos ter as competição. A entidade recomendou também conter todas as despesas fixas.

O Curioso do Futebol - Neste momento, todos estão enfrentando problemas financeiros. A Federação acenou com algum aporte além da cota?

Vagner Tegi - A Federação orientou todos os clubes a diminuir despesas e enxugar tudo que for possível,  pois a mesma está fazendo o mesmo. Sobre cotas, afirmaram que haverá o repasse somente se tiver o campeonato e somente quem for participar e ainda será menores, com as novas realidades econômicas.

O Curioso do Futebol - O Mauá já estava com boa parte do elenco montado e tinha feito até pré-temporada em Mongaguá. Se caso confirme a realização da competição, o clube estuda em manter os atletas?

Vagner Tegi - A realidade é outra! Os atletas que temos contratos vamos fazer reunião junto com a diretoria para passar as informações de como seguirão eles. Trabalhamos com a verdade, temos dificuldades como todos e resolveremos com um bom diálogo, pois logo tudo vai passar e retornaremos.mais fortes. Aos demais que ainda não fizemos contratos, também conversaremos com muito carinho e respeito, pois o coronavírus infelizmente chegou.


O Curioso do Futebol - E como é a conversa com os outros clubes. Há a intenção deles de disputar ou tem times que estão propensos a desistir?

Vagner Tegi - A visão dos clubes é participar, mas a decisão será dada quando tivermos segurança e informações da Federação de quando será o retorno.

O Curioso do Futebol - Aproveitando, sobre as categorias de base, o que a FPF vem passando para os clubes?

Vagner Tegi - Infelizmente para os jovens, a base será muito mais difícil. Não tem previsão.

O Curioso do Futebol - Deixe a sua mensagem para quem acompanha a competição e os torcedores do Mauá FC.

Vagner Tegi - Esperamos que tudo passe, que voltemos com segurança. Infelizmente a doença chegou e a realidade é outra. Agora é paciência, deixar os achismos, ter fé e torcer para que a ciência consiga encontra a cura o mais rápido possível, com a criação da vacina.

Judson completa 27 anos e avalia possível retorno aos treinos nos EUA

Foto: divulgação AV Assessoria

Judson treinando individualmente neste período de quarentena

O futebol nos Estados Unidos ainda não tem data oficial para retorno, mas, a maioria dos clubes já foi liberada para os treinamentos presenciais. Poucos que disputam na Major League Soccer ainda não retomaram as atividades. É o caso do San Jose Earthquakes, do volante Judson.

A equipe, da cidade de San José, Califórnia, segue com os treinos virtuais. De acordo com o brasileiro, a expectativa é que até a próxima semana a diretoria venha com novidades para o elenco e a equipe possa treinar na estrutura do clube.


“Se não me engano só quatro ou cinco clubes não voltaram aos treinos em campo, e nós somos um desses. Acho que nesse momento realmente é importante ter precaução. Confio nas decisões do clube e acredito que em breve teremos boas notícias. Os Estados Unidos são um dos países mais afetados pelo Coronavírus, por isso, todo cuidado é pouco”, destacou o atleta, que disputa a sua segunda temporada nos EUA.

Na segunda-feira (25), Judson completou 27 anos e aproveitou o momento para pedir um presente de aniversário especial. “Hoje, com certeza o maior presente para mim seria que toda essa situação do Coronavírus acabasse, que todos ficassem bem e que pudêssemos retornar a nossa vida ao normal. Vem sendo um período difícil para muita gente, mas tenho fé que vamos superar tudo isso”, finalizou.


Na Major League Soccer de 2020, o San Jose Earthquakes fez até então dois jogos, sendo um empate em 2 a 2 com o Toronto FC, na estreia, e um derrota por 5 a 2 para o Minnesota, fazendo apenas um ponto na competição até o momento.

quinta-feira, 28 de maio de 2020

Paulista da Segunda Divisão - Poucas certezas e muitas dúvidas

Por Victor de Andrade
Foto: divulgação FPF

Realização da competição pode estar sendo colocada em "xeque"

A Federação Paulista de Futebol (FPF) encerrou nesta quinta-feira, dia 28, as reuniões virtuais com os  42 clubes que estavam inscritos, inicialmente, na Segunda Divisão estadual, para tratar de uma possível volta após o adiamento do início da competição devido à quarentena por conta da pandemia de coronavírus. Apesar de a entidade que rege a modalidade em São Paulo garantir que os clubes serão chamados para uma nova videoconferência a daqui cerca de 45 dias, o cenário é de muitas dúvidas e poucas certezas.

Primeiramente, não há uma data para retorno das atividades e nem nas competições. Durante as seis reuniões (elas foram divididas pelos grupos), pintaram algumas sugestões, sendo a mais plausível em setembro e a mais otimista em agosto. Porém, a Federação teria deixado claro que só voltaria os jogos com autorização dos órgãos de saúde. E mais: a prioridade seria finalizar primeiro as séries A1, A2 e A3 para depois partir para a realização das outras competições da entidade, entre elas a Segundona e as categorias de base.

Falando nas três principais séries do futebol paulista, elas serão usadas como experiência nos protocolos para o retorno das competições. Porém, algumas exigências constadas no documento, que já são complicadas para várias equipes da A1, A2 e A3, são praticamente impraticável para os times da Segunda Divisão, como por exemplo, quando a competição iniciar, delegações dos clubes e da arbitragem serão confinadas em centros de treinamento e hotéis até saírem da competição. Estas agremiações têm dificuldades para bancar a concentração de uma noite para jogos. Imagine em um grande período? Além disso a quantidade de testes que teriam que ser feitos não daria para um time da Segunda Divisão pagar.

Contando que o torneio não terá mais rebaixamento (a B2, que voltaria em 2021, foi abortada justamente por conta da pandemia), os gastos excessivos e sem bilheteria, que para muitos clubes é uma grande fonte de renda, a negativa de uma ajuda extra, além da cota, que só será paga assim que o campeonato começar, e a não punição para quem não jogar, vem um problema: as desistências! A diretoria da Santacruzense comunicou que está abrindo mão da disputa e outros times já deram a entender que seguirão o mesmo caminho.


A Federação acenou com a possibilidade de filiados que não disputariam a competição, a princípio de entrarem assim que retornar. Mas, ao mesmo tempo, a própria entidade teria aconselhado os clubes a rescindirem o contrato com os profissionais (jogadores e membros da comissão técnica). E isto, sinceramente, colocou uma dúvida na cabeça de todos os dirigentes de clubes.

Pelo o que podemos apurar, ainda há clubes querendo disputar a competição, principalmente os mais próximos da capital, desde que algumas destas situações já citadas anteriormente sejam revistas e readequadas para a realidade do campeonato. Porém, apesar deste que vos fala ainda acreditar que a competição será realizada, a chance de não ter a Segunda Divisão Paulista já não é mais tão pequena.

A boa passagem de Doriva pelo Porto

Por Lucas Paes
Foto: Maisfutebol.pt

Doriva atuou pelo Porto no final dos anos 1990

Doriva foi um dos principais volantes do Brasil dos anos 1990 e 2000. O paulista de Nhandeara, que completa 48 anos neste dia 28, teve passagens boas por São Paulo, Atlético Mineiro e Middlesbrough, clube do qual é ídolo junto a Juninho Paulista. A primeira passagem do ex-volante pelo futebol europeu foi em Portugal, no Porto.

Doriva chegou ao Dragão em 1997, depois de ir muito bem em sua passagem pelo Atlético Mineiro. No Galo, ganhou dois títulos, a Copa Conmebol e a Copa Cidade de Belo Horizonte, a primeira uma conquista história para o alvinegro de Minas Gerais. Seu bom futebol despertou o interesse do gigante português, que o adquiriu ao fim do campeonato, depois de receber a Bola de Prata.


Rapidamente caiu nas graças da torcida portista. Foi peça chave na conquista da Campeonato Português da temporada 1997/1998. Sob o comando de Antônio Santos, ajudou o clube que já vinha bem a conquistar o troféu ao final da temporada. Além da qualidade, seus chutes fortes impressionavam e ajudaram na campanha. Na primeira temporada, também ajudou na conquista da Copa de Portugal. Seu desempenho serviu para o levar a Copa do Mundo de 1998.

No ano seguinte, já sob o comando do Fernando Santos, seguiu sendo peça importante na equipe que seguiria voando nos jogos da liga, onde foi mais uma vez campeão. Foram 40 jogos e 6 gols pelos portistas. Ao fim daquele biênio, deixou o Dragão para jogar pela Sampdoria. Continuaria passando por clubes europeus até meados dos anos 2000, sendo a passagem pela Doria essencial para chegar ao Middlesbrough, onde viraria uma lenda.


Depois do fim da carreira como jogador, Doriva passou a ser treinador. Seu último clube foi o São Bento, no ano de 2019. Seu maior feito na casamata é a conquista histórica do Paulistão pelo Ituano, vencendo o Santos nos pênaltis, em pleno Pacaembu completamente lotado pela torcida santista. O Galo de Itu é apenas o segundo clube do interior a conquistar o título contra um grande, repetindo o feito da Inter de Limeira, em 1986.

Museu do Futebol exibe curtas sobre Atlético Mineiro nas redes sociais


O programa Cinema na Rede, parceria entre o Museu do Futebol e o CineFoot, vai exibir no sábado (30/5), às 21h, dois curtas sobre o Atlético Mineiro: ‘’Quando se Sonha Tão Grande a Realidade Aprende’’ que fala sobre as quartas de finais da Libertadores de 2013, e ‘’O Imortal do Gelo’’ que relata a turnê do clube de Minas Gerais pelo inverno europeu no Pós-Segunda Guerra Mundial. O Museu do Futebol é uma instituição da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo. 

O primeiro filme mostra um Atlético rodeado por seus traumas e mais uma vez em situação desfavorável. Quartas de finais da Libertadores de 2013, duelo contra o Tijuana do México em casa, no Horto. Pênalti para o time mexicano aos 45 do segundo tempo – se fizer, acabou. Seria esse mais um choque para o Atlético Mineiro? Dirigido por Lobo Mauro, o curta ‘’Quando se Sonha Tão Grande a Realidade Aprende’’ mostra a tensão da torcida e dos jogadores, e todo o entorno do time mineiro e seus torcedores fanáticos com a tão sonhada conquista da América.

Já ‘‘O Imortal do Gelo’’ fala da histórica turnê do Atlético Mineiro em solo europeu, quando o clube foi convidado pela Federação Alemã de Futebol para disputar amistosos com os principais times do país na época. O Galo foi o primeiro time brasileiro a jogar na Alemanha e a excursão vitoriosa do time mineiro foi batizada pela crônica esportiva como “Campeões do Gelo”, uma referência ao fato de várias partidas terem sido disputadas sob o rigoroso inverno europeu. Com direção de Marcelo Reis e Emmerson Maurilio o filme narra toda a trajetória do clube em solo europeu, pela visão do Walter José Pereira, o Vavá. Com 31 minutos de duração, o curta também mostra as dificuldades de um clube profissional do Brasil no exterior.

O programa Cinema na Rede faz parte da campanha #CulturaEmCasa, da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, que proporciona alternativas de lazer para a população durante o período de distanciamento social em vigor para o combate ao coronavírus. As sessões também têm apoio da Federação Paulista de Futebol e do Acervo da Bola.

É só acessar os filmes e curtir!


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Sobre o Museu do Futebol - O Museu do Futebol está instalado em uma área de 6,9 mil metros quadrados sob as arquibancadas do Estádio do Pacaembu. É um espaço interativo, lúdico e multimídia, no qual a história do esporte mais popular do Brasil se confunde com a própria história do país.


O Museu do Futebol é uma iniciativa do Governo e da Prefeitura de São Paulo, com concepção e realização da Fundação Roberto Marinho. Pertence à rede de museus da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo e é gerido pelo IDBrasil, Organização Social de Cultura.

#culturaemcasa - A Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo, a que pertence o Museu do Futebol, lançou a campanha #culturaemcasa para que todos os seus equipamentos culturais disponibilizem atividades online no período que durar a pandemia. Museus, bibliotecas, teatros e centros culturais estão temporariamente fechados como parte do enfrentamento à doença.

O Museu do Futebol tem 15 exposições virtuais disponíveis na plataforma Google Art&Culture, o banco de dados online do Centro de Referência do Futebol Brasileiro (CRFB) e continuará com novas iniciativas nas redes sociais.

O início da retomada! O Botafogo campeão paulista da A3 de 2006

Com informações da FPF
Foto: Marcio Javaroni

O time do Botafogo que conquistou o título da A3 de 2020

O Botafogo de Ribeirão Preto é uma das equipes mais tradicionais do futebol paulista. Dono de diversos títulos estaduais, um título nacional e muitas campanhas de destaques, o clube de Ribeirão Preto pode se orgulhar de sua história e conquistas. 

Acostumado a disputar as principais divisões do futebol paulista, o clube, porém, já esteve na Série A3 em 2006. A experiência, porém, não foi traumática para a equipe, que se sagrou campeã e iniciou a recuperação do seu espaço no cenário.

Disputando a Série A3 pela primeira vez em sua história, o Botafogo conseguiu o acesso após boa campanha na primeira fase - vice-líder do grupo, com 34 pontos - e sendo melhor que Osvaldo Cruz, que também subiu, EC Osasco e São Bernardo FC na segunda fase. Líder, a equipe garantiu vaga na final contra o São José, que conquistou o acesso na outra chave junto com o XV de Jaú.


Com melhor campanha, o Botafogo teve o direito de fazer o jogo único em sua casa. Com o estádio Santa Cruz lotado e vibrante, a final foi muito equilibrada, justificando a presença das duas equipes na decisão. Precisando da vitória, o São José criou boas oportunidades, mas quem tirou o zero do placar foi justamente o Botafogo. O autor do tento que garantiu o título foi o zagueiro Pablo, que de cabeça, fez o único gol da partida aos 41 minutos do 1º tempo. 

Campanha - No regulamento da época, as 20 equipes participantes foram divididas em dois grupos com 10 times cada. As quatro primeiras colocadas se classificavam para a segunda fase, enquanto os dois piores clubes seriam rebaixados. O futuro campeão fez uma campanha consistente nessa primeira etapa do estadual, se classificando em 2º lugar no seu grupo, com a mesma pontuação da líder Ferroviária (34), que levou vantagem no saldo de gols (21 a 11).


Já na segunda fase, os 8 clubes classificados foram novamente divididos em dois grupos com 4 equipes cada. Os líderes de cada chave se classificavam para a final. Com 12 pontos após três vitórias e três empates, o time de Ribeirão Preto se habilitou para o confronto contra o São José

Sucesso nos últimos anos - Após garantir o título e o acesso, o Botafogo não foi mais rebaixado. A equipe ainda conseguiria o acesso para a elite em 2008, sendo Campeão do Interior em 2010 e se mantendo entre os principais clubes do estado até os dias atuais. Além dos acessos estaduais, a equipe de Ribeirão Preto foi campeã da Série D do Campeonato Brasileiro, em 2015, e conseguiu o acesso na Série C em 2018.
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