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quinta-feira, 9 de abril de 2020

William Cordeiro vive expectativa de que futebol na Albânia seja retomado no início de junho

Foto: divulgação FK Partizani

Atacante brasileiro é um dos destaques do clube albanês na temporada

Com todas as competições nacionais de futebol da Albânia completando um mês de paralisação, devido à pandemia do novo coronavírus, os clubes do país já trabalham com a possibilidade de que a bola volte a rolar no início de junho. Atacante do Partizani, com sede na capital, Tirana, e atual campeão nacional, o brasileiro William Cordeiro recebeu a informação sobre essa perspectiva.

“A federação albanesa trabalha com a previsão do campeonato retornar na primeira semana de junho. Esperamos que tudo isso passe o mais rápido possível para que possamos voltar não apenas aos treinos e jogos, mas também a levar nossas vidas normalmente”, declarou o ex-jogador do Figueirense, Oeste de Barueri e Ferroviária de Araraquara, entre outras equipes do futebol brasileiro.

Sair de casa só uma hora por dia - William Cordeiro comentou também sobre sua rotina desde que foi decretada a quarentena no país. “Aqui na Albânia a situação está controlada, o governo agiu rápido. As restrições que temos e que só podemos sair com autorização. Mandamos um SMS para o número que o governo passou, para poder liberar as nossas saídas ao mercado ou farmácia. Mesmo assim somente podemos ficar fora de casa durante uma hora por dia. Eu só vou fazer comprar uma ou duas vezes por semana”, detalhou.

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Enquanto isso, o atacante passa o tempo em casa mantendo contato com seus familiares e amigos pela internet, além de treinar diariamente, seguindo a orientação da comissão técnica do Partizani, que passa as atividades para os atletas do elenco.

“Sabemos que não é a mesma intensidade, mas para não perder tanto e facilitar quando voltarmos aos treinos, o clube passou uma programação. Todos os dias fazemos treinamento online com nosso preparador físico”, finalizou.

A história da numeração de camisas no futebol

Por Lucas Paes

A camisa 10 virou símbolo de realeza depois de Pelé

O número da camisa usada por um atleta no futebol é hoje uma marca que acaba tão consagrada como seu próprio nome. A começar pelo Rei Pelé e a camisa 10, temos várias histórias, com casos de camisas aposentadas devido a ligação com um jogador e até de um número reservado a uma família (o 3 no Milan, reservado a integrantes da família Maldini.). Porém, nem sempre houveram números nas camisas de futebol, algo que foi introduzido na regra já na metade do século passado.

Há certas dúvidas sobre a primeira história de um time usando números no futebol. A IFFHS traz como primeiro registro um jogo em 1911, quando dois times australianos, o Sydney Leichdhart e o HMS Powerful utilizaram camisas numeradas. Já na década de 1910, surge a primeira regulamentação de obrigatoriedade de numeração no futebol, vindo do estado de New South Wales, na Austrália. Há porém registros fotográficos de jogos entre times australianos usando números já em 1903. Em 1897, um jogo de Rúgbi entre Queensland a Seleção da Nova Zelândia já teve números usados em camisas, sendo este provavelmente o primeiro registro de numeração de camisas no esporte em geral.

Na América do Sul, o primeiro registro oficial de jogos com camisas numeradas veio de uma excursão de um time escocês chamado Third Lanark quando enfrentou um combinado chamado Zona Norte. Ambos os times usaram números de 1 até 11, em 1924 Depois, nos Estados Unidos, o Fall River United usou números em uma partida da Challenge Cup, hoje US Open Cup, contra o St Louis Vesper Buck. O primeiro país europeu a usar os números em uma partida oficial foi, obviamente, a Inglaterra, em um jogo da FA Cup entre Sheffield Wednesday e Arsenal e também na mesma competição um jogo entre Chelsea e o Swansea, ambos ocorridos em 1928. Apesar disso, como já dito, o Lanark havia usado em uma excursão anteriormente.

Aos poucos, os números foram adotados ao redor do planeta e já na década de 1940 muitas ligas já tinham como obrigatório o uso de numeração na camisa. Em 1950, no Brasil, pela primeira vez a Copa do Mundo obrigou o uso de numeração nas camisas. Aqui no Brasil, a numeração havia virado padrão em 1947. Aos poucos foi se tornando obrigatório, ainda que apenas muitos anos depois viesse uma lei da FIFA obrigando a numeração em jogos, o que ocorreu apenas em, acredite se quiser, 1994.

Cruyff tornou o número 14 uma marca de sua história  
(Foto: AFP)

Inicialmente, os números de jogadores eram escolhidos por posição em campo. Com o número 1 indo aos goleiros, 2 e 6 para os laterais, 4 e 3 para zagueiros, 5, 8 e 10 para os meio campistas, 7, 9 e 11 para jogadores de ataque (considerando é claro, um time no 4-3-3.) Haviam variações, mas alguns padrões eram quase internacionais. Esse tipo de organização só passou a cair em desuso com adoção da numeração fixa, que tornou comum ver jogadores de linha com números acima de 20.

Apenas nos anos 1990, diversas ligas pelo mundo começaram a adotar o padrão de números fixos para um jogador na temporada. Em Copas do Mundo, já houve diversos casos de numerações por ordem alfabética. No Brasil, por exemplo, em 1958, no primeiro título mundial, o goleiro Gylmar usava a número 3. A Argentina também já teve jogadores de linha usando a número 1, que geralmente é de goleiros. A Copa do Mundo de 1994 foi a primeira a exigir números fixos.

A numeração de camisa criou "místicas" no futebol e, é claro, a maior delas vem do número 10. Graças a nomes como Pelé e Maradona, a camisa 10 cresceu na mística como o número do craque do time, substituindo, por assim dizer, o número 5, que geralmente era dos meio-campistas que eram o cérebro do time. Desde então, diversos craques do futebol mundial usam a camisa 10, que virou praticamente uma marca registrada de qualidade. Em alguns times o número não é dado "de graça", já que um jogador tem de merecer vestir a camisa 10, ou seja, ninguém pode escolher usar a 10. Esse tipo de situação tem sido morto pelas limitações de numeração fixa em algumas competições internacionais.


O jogo evoluiu de tal forma que hoje associamos um jogador que gostamos, mesmo um ídolo, a um número de camisa. Alguns jogadores fizeram de seus números uma marca praticamente própria, sendo o número 14 de Cruyjff um dos exemplos mais notáveis. Hoje, por exemplo, temos jogadores que optam por números diferentes, como o goleiro italiano Donnaruma, que usa a número 99, em homenagem ao ano de seu nascimento. Na Inglaterra, há jogadores que usam o número que foi designado no início de carreira por toda a sua trajetória, como Terry (26) e o lateral Alexander Arnold (66). O fato é que muita história aconteceu para que seu time tenha hoje o craque da camisa de número X (geralmente 10). Muita história que mudou o futebol para melhor.

Museu do Futebol exibe "Rubro Verde Espetacular" pelas redes sociais

Foto: divulgação

Filme conta a Tri-Fita Azul da Portuguesa de Desportos

A transmissão online de filmes sobre futebol deu tão certo que virou um programa fixo do Museu do Futebol: o Cinema na Rede acontece sempre aos sábados, às 21h, pelo Facebook e YouTube, proporcionando atividade cultural para os fãs do esporte nesse período de isolamento social necessário para conter a propagação do coronavírus. E o programa começa com “Rubro Verde Espetacular” (2017), documentário sobre o time de craques que a Portuguesa de Desportos montou em 1950, logo após o trauma do Maracanazo. Dirigido por Cristiano Fukuyama e Luiz Nascimento, o filme será exibido neste sábado (11/4) às 21h, pelas redes sociais.

O Cinema na Rede tem o apoio do CineFoot (Festival de Cinema de Futebol) na curadoria e da Federação Paulista de Futebol na exibição. São parceiros da sessão de “Rubro Verde Espetacular” também o Acervo da Bola e a Portuguesa. O programa faz parte da campanha #CulturaEmCasa, da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo, a quem pertence o Museu do Futebol.

“Rubro Verde Espetacular” será exibido no YouTube do Museu do Futebol, além do Facebook do Museu e dos parceiros – para assisti-lo é só anotar na agenda e se conectar na hora marcada:

No Youtube

No Facebook:


Sobre o filme - O time que foi base da seleção brasileira, derrotou o campeão inglês, calou a torcida do Atlético de Madri, superou um esquadrão comandado por Di Stéfano e ficou marcado como o primeiro estrangeiro a atuar na Turquia. ‘Rubro-Verde Espetacular’ traz depoimentos de ex-jogadores que marcaram época vestindo a camisa da Portuguesa na década de 1950, além de ouvir historiadores, jornalistas e torcedores que acompanharam essas façanhas de perto. Um esquadrão formado por Julinho Botelho, Djalma Santos, Pinga e Brandãozinho. Entre os entrevistados do documentário estão três craques remanescentes daquela equipe: Atis, Orestes e Genê. O filme conta também com depoimentos do jornalista e comentarista esportivo Orlando Duarte, que acompanhou aquela equipe tanto nas arquibancadas quanto à beira do gramado. 

Antes do filme, haverá um curto bate-papo entre os diretores.

O jogador que atuou mais vezes pelo Juventus ganha livro: Bizi

Foto: Victor de Andrade
Com informações do Futebol Interior

Livro conta a história do jogador que mais vezes vestiu a camisa do Juventus

O escritor Luciano Ubirajara Nassar, conhecido por ter feito biografias de vários ex-jogadores, está lançando mais uma obra. Trata-se do livro "Bizi, O Símbolo da Raça Juventina", que conta a história do jogador que mais vezes vestiu a camisa do Moleque Travesso e está sendo lançado pela Editora Ideias & Letras.

O ex-lateral-esquerdo Bizi marcou época no Juventus nos anos 70/80, participando da principal conquista da história do Juventus quando, em 1983, a equipe da Mooca derrotou o CSA-AL por 1 a 0 e foi campeão da Taça de Prata (equivalente à atual Série B do Campeonato Brasileiro).

"Tinha muita dedicação e muita raça. Amava o Juventus. Ele é o símbolo da dignidade e da raça juventina. Deveria ter um busto do Bizi na Rua Javari", comentou Luciano Nassar. "O livro fala do talento do Bizi, da forma que ele se expressava no futebol e foi o jogador que mais vestiu a camisa do Juventus, onde ficou por 17 anos. Foi um "operário padrão" do futebol, era um lateral-esquerdo que marcava muito bem e sempre regular".

"Bizi também participou de um Juventus que ficou quatro anos sem perder para o Corinthians e ainda teve uma partida que venceu por 3 a 0", recordou o escritor.

Mais sobre o Bizi - Batizado Carlos Roberto Bento, Bizi nasceu em São Paulo no dia 17 de maio de 1955 e teve sua vida futebolística ligada ao Juventus, onde jogou por mais de dez anos. Também jogou no Rio Branco-ES em 1976 e no Barretos em 1988. Formado em Educação Física, atualmente Bizi é treinador de escolinhas de futebol em São Paulo, tendo dirigido algumas equipes profissionais na Grande São Paulo.

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O autor - O autor do livro, Luciano Ubirajara Nassar, foi jogador profissional nos anos 80/90. Atuando como o nome de Lucas, vestiu as camisas de Independente de Limeira, Linense, Inter de Limeira, São Bento, Batatais, Campinense-PB, Propriá-SE, entre outros.

Historiador de futebol, Nassar já escreveu vários livros sobre futebol como as biografias de Enéas, Denner, Julinho Botelho, Leivinha, Fausto e uma obra com mais de 800 páginas com a listagem dos melhores jogadores brasileiros, onde estão catalogados 1.100 atletas.

Serviço - O livro seria lançado em São Paulo no dia 18 de abril, mas, com a pandemia instalada, o lançamento será realizado em outra data. A biografia está à venda na internet e pode ser adquirido através do link https://www.editoraideiaseletras.com.br/catalogsearch/result/?q=bizi) ou pelo telefone 0800 777 6004.

Em quarentena, João Paulo avalia início de temporada na Ponte Preta

Foto: Álvaro Júnior

João Paulo, pela Ponte Preta, antes do início da quarentena

Reflexões e avaliações. A pausa forçada nos jogos e campeonatos tem servido para o meia João Paulo refletir. Além, é claro, de aproveitar a companhia da família em casa, o jogador da Ponte Preta faz um balanço sobre o início da temporada.

Destaque do Avaí no ano passado, João Paulo chegou confiante e com boas expectativas para 2020. Individualmente, o desempenho é positivo, dos 13 jogos oficiais da equipe no ano, o meia só não atuou em um, por conta de suspensão. Além disso, soma um gol e quatro assistências com a camisa da Macaca.

No entanto, coletivamente, a equipe ainda busca por uma boa sequência. "Acredito muito no nosso grupo. Temos qualidade e força para evoluir. Infelizmente nem sempre tudo acontece da forma que a gente deseja. Fazendo uma avaliação até aqui, estamos em uma boa situação na Copa do Brasil e no Paulistão precisamos melhorar, ficamos devendo em algumas partidas", disse.


Apesar dos altos e baixos do início da temporada, João Paulo quer estar pronto para o retorno dos jogos e ajudar a Ponte a se recuperar. "Estou bastante motivado para voltar a jogar e poder ajudar o clube, não vejo a hora", analisou o atleta.

Enquanto tudo segue parado por conta da pandemia do novo coronavírus, João Paulo se divide em curtir a família e manter a forma física. "Agora tivemos esse período de férias. É um momento totalmente diferente e nos resta ficar em casa cuidando da família. Infelizmente ainda não sabemos quando tudo vai voltar ao normal. Mas enquanto isso, tenho trabalhado de casa mesmo para manter a forma física. O importante é não ficar totalmente parado", concluiu.

quarta-feira, 8 de abril de 2020

Christian valoriza treinos e período com a família durante quarentena em Portugal

Foto: divulgação Feirense

Christian em ação pelo Feirense

Exercícios diários e momentos de descontração com a família. Assim se resume a rotina de Christian durante a quarentena em Portugal. Camisa 10 do Feirense, o meia aprimora a parte física enquanto curte o período ao lado da filha, Christine, de 4 anos, e da esposa, Dayany, sua companheira de treinos.

“Tenho aproveitado este período em casa para ficar ao lado da minha família e manter o condicionamento físico. A minha esposa tem me ajudado muito nessa rotina de treinos. Realizamos os exercícios juntos e um incentiva o outro durante as atividades. Claro que eu gostaria de estar treinando no clube, com bola, mas precisamos ficar em casa. Tenho certeza que, se seguirmos as recomendações das autoridades competentes, logo poderemos voltar a fazer aquilo que amamos”, relatou o brasileiro, de 30 anos, natural de Belém (PA).

Com 42 pontos somados em 24 rodadas, o Feirense ocupa a terceira posição da LigaPro, equivalente à segunda divisão de Portugal. Presente em 22 jogos, Christian é um dos destaques dos Fogaceiros na competição. A equipe não não perde há 11 partidas e vem de seis vitórias seguidas.

“Estávamos vivendo o nosso melhor momento na temporada, com boas atuações e resultados positivos. Porém, precisamos deixar isso um pouco de lado agora. Neste momento, temos que prezar pela vida e estar totalmente empenhados em vencer esta luta contra o coronavírus”, concluiu Christian, que no futebol português também atuou por Nacional e Paços Ferreira. No primeiro clube, conquistou a LigaPro na temporada 2017/2018, já no segundo, foi campeão do torneio em 2018/2019.

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Em Portugal desde 2015, Christian chegou ao Feirense em junho do ano passado. Até aqui, o brasileiro atuou em 25 partidas, onde conquistou 13 vitórias, oito empates e sofreu apenas quatro derrotas. Além disso, anotou dois gols. O meia, que já soma 141 jogos no país europeu, tem contrato com os Fogaceiros até o final desta temporada.

A participação do Juventude na Libertadores de 2000

Por Lucas Paes
Foto: Ricardo Wolfenbuttel

O Juventude jogou a Libertadores em 2000

O Juventude causou uma das primeiras e maiores zebras da história da Copa do Brasil, quando venceu em 1999 o Botafogo na final diante de um Maracanã completamente repleto, na última vez em que tivemos um jogo com mais de 100 mil pessoas no Brasil. A conquista classificou o Alviverde da Serra Gaúcha para a Libertadores, que foi a primeira e até hoje única participação do clube na competição.

O Verdão caiu num grupo que tinha o Palmeiras, o El Nacional, do Equador e o The Srongest, da Bolívia. Comandado na época por Walmir Loruz, o Juventude passou por momentos ruins no segundo semestre de 1999, sendo rebaixado no Brasileirão e salvo pela Copa João Havelange. Vivendo momentos instáveis e com muitas dúvidas, a estreia aconteceu no dia 16 de fevereiro, contra o El Nacional, no Alfredo Jaconi. A vitória veio, com um 1 a 0 magro, graças ao gol de Marcelo Marabília.

Os gols do Juventude na Libertadores

Depois, veio o sofrimento alviverde na altitude. Primeiro, jogando em La Paz, o Verdão mal viu a cor da bola e acabou goleado pelo The Strongest por 5 a 1, em jogo ocorrido no dia 8 de março. Depois, no dia 21, derrota por 3 a 0 para o Palmeiras, em São Paulo, um resultado não muito surpreendente, já que o Alviverde Imponente era favorito ao bicampeonato e tinha um time fortíssimo. No dia 6 de Abril, no final do primeiro turno, veio derrota para o El Nacional, também na altitude, dessa vez em Quito, por 2 a 0, na abertura do returno.

No segundo turno, o Juventude começou ensaiando uma reação. Precisando urgentemente do resultado, no dia 12 de abril, veio uma goleada por 4 a 0 pra cima do The Strongest, no Jaconi. Com esse resultado, o time da Papada precisaria vencer o Palmeiras no Jaconi e torcer para o El Nacional perder para o The Strongest, lanterna do grupo, na Bolívia. Mas o Verdão não conseguiu sair de um 2 a 2, num bom jogo diante do Palmeiras.


Eliminado na primeira fase, o Juventude continuou jogando a série A do Brasileirão e fazendo participações bem dignas, como a ida as quartas-de-final do Brasileirão de 2002. Em 2007, porém, o Juventude acabou rebaixado, entrando nos piores momentos de sua história nos anos seguintes. Recentemente, o clube conseguiu novamente o acesso a Série B, depois de chegar a jogar a Série D em 2011 e retornar a segunda divisão em 2017. 

No SC Rio Grande, Juninho vem treinando esperando o início da Terceirona Gaúcha

Foto: arquivo pessoal

Juninho antes de treino no Sport Club Rio Grande

O Sport Club Rio Grande é um dos times mais tradicionais do futebol gaúcho. Fundado em 19 de julho de 1900 e campeão estadual em 1941, a agremiação quer voltar aos seus dias de glórias. Para isto, o primeiro passo é conquistar o acesso na Terceirona e o Vovô vinha se reforçando antes da quarentena por conta da pandemia de coronavírus. Entre eles, veio o lateral-esquerdo e meia Juninho, que na temporada passada estava no CA Cambé, do Paraná.

"Cheguei um pouco antes da quarentena e vinha treinando normalmente com o grupo, mas logo após uma semana o governo decidiu ter o isolamento de todos. Então não foi muito fácil as primeiras semanas por conta disso", conta Juninho, que tem 22 anos.

O jogador conta como chegou ao Rio Grande. "Logo após  voltar do Paraná, fiquei por um tempo parado em Minas Gerais, atuando no futebol amador para não ficar sem ritmo. Logo depois, voltei a treinar no projeto de meu pai, Gel, que faz preparação de atletas. Foi lá que peguei meu ritmo de volta. Com isto, meu pai e o empresário Paulo Vargas empresário conseguiram organizar minha vinda o S.C Rio Grande".

Mesmo com a quarentena, Juninho continua treinando no clube. "Como estamos em quarentena, a diretoria do Rio Grande decidiu continuar com os treinos apenas para os jogadores que não são da cidade. Nós que estamos no alojamento mantemos nossa forma com trabalhos na academia e alguns trabalhos com bola. No Centro de Treinamento ninguém entra e ninguém sai para nos prevenir. Então, assim dá para treinar com segurança e foco na espera do início do Campeonato Gaúcho".

O atleta fala sobre as experiências que já teve no futebol. "Tive uma experiência muito boa no futebol mineiro, tendo disputado dois campeonatos Sub-20 e um profissional. Então, peguei a malícia muito rápido. Em Minas é um futebol com menos contato e mais espaço para jogar. Já o futebol paranaense  é um pouco mais pegado. Fizemos jogos contra o Londrina, Maringá e outros times importantes. Acho que foi importante pegar essa experiência, essa malícia, pois venho para o futebol gaúcho, que é mais cascudo, preparado para os desafios que estão por vim".


Para finalizar, Juninho faz agradecimentos. "Primeiramente, quero agradecer à Deus por tudo que vem acontecendo comigo. Quero agradecer o meu pai, que sempre me ajudou, me treinando dia e tarde e me ajudou a evoluir muito no futebol. Também quero agradecer ao meu primeiro treinador, Genivaldo, que quando eu era mais novo foi um cara que me ajudou bastante. Gostaria de agradecer também minhas inspirações, que são minha mãe, irmãs e minha filha, Livia. Estou aqui jogando por eles. Agradeço a vocês pelo espaço cedido, fazem um trabalho muito legal e importante para nós jogadores que procuramos alcança o alto nível no futebol. Também mando um abraço para os meus amigos do Trem Bala FC, time do meu bairro, e um abraço para meus parceiros do Caxa FC, time amador que me acolheu super bem", define.

A passagem de Mazinho pelo Vitória em 2001

Foto: Revista Placar

Mazinho com a camisa do Vitória: 15 partidas pelo Brasileirão de 2001

Iomar do Nascimento, o Mazinho, está completando 54 anos neste 8 de abril de 2020. Ídolo no Vasco e Palmeiras, com boas passagens pelo futebol europeu e campeão do mundo com a Seleção Brasileira em 1994, o pai de Rafinha e Tiago Alcântara foi um grande jogador. Ele encerrou a carreira no baiano Vitória, no ano de 2001.

Nascido em Santa Rita, na Paraíba, ele começou no Santa Cruz de seu estado, na base, quando foi descoberto no Vasco. Estreou profissionalmente no cruzmaltino, em 1985, virou um dos grandes jogadores do time, atuando como lateral, tanto na direita como na esquerda, e foi para a Copa do Mundo de 1990. Após o mundial, foi vendido para o Lecce.

Ficou uma temporada no Lecce e em 1991 foi para outro time italiano, a Fiorentina. Depois de mais 12 meses, foi contratado pela Parmalat em 1992, que o colocou no Palmeiras, equipe que tinha parceria com a empresa de laticínios. No Verdão, virou meia, conquistou vários títulos e foi campeão do mundo com a Seleção Brasileira. Após ao Mundial, voltou para a Europa, mas desta vez para a Espanha, onde defendeu Valencia, Celta, Elche e Deportivo Alavés.

Em 2001, resolveu voltar ao Brasil. Primeiro, conversou com o Vasco, que desprezou o contato do jogador. Então, ele acabou acertando com o Vitória, que anunciou sua contratação no dia 4 de julho. A contratação foi um pedido do técnico Valdyr Espinosa, que estava no clube.

Por conta da Copa João Havelange de 2000, a CBF cancelou o rebaixamento do Brasileirão de 1999 e a competição de 2001 teve 28 equipes. E Mazinho começou bem a competição, dando experiência ao meio-de-campo do Rubro Negro Baiano.


Porém, o Vitória começou a "cair pelas tabelas" e, como em todo time que não vai bem, houve trocas no comando e no time titular. Em resumo, Mazinho acabou indo para o banco de reservas da equipe baiana e, mesmo entrando em boa parte dos jogos, via o time não conseguir reagir.

Ao final do Brasileirão, o Vitória ficou apenas na 16ª posição entre os 28 times que disputaram a competição. Mazinho, que fez 15 partidas pelo Rubro Negro, ao término do campeonato, resolveu encerrar a carreira com 35 anos. Em 2009, chegou a arriscar a carreira de treinador, comandando o Aris Salônica, da Grécia, e hoje é conhecido por ser pai de dois bons meias do futebol mundial.

Treinador do Guarani, Thiago Carpini tem rotina puxada na quarentena

Foto: David Oliveira / Guarani FC

Thiago Carpini em jogo do Guarani antes do início da quarentena

Thiago Carpini tem 31 jogos no comando técnico do Guarani e os números são aliados para comprovar a boa trajetória dele como treinador do Bugre. Ele assumiu a equipe na última posição da Série B em 2019 e, numa bela reação, conseguiu livrar o clube campineiro do rebaixamento com duas rodadas de antecedência.

Neste ano, o bom trabalho de Thiago Carpini continua. O Guarani é o vice-líder do grupo D do Campeonato Paulista com 16 pontos, cinco a mais que o Corinthians. No último jogo antes da paralisação do Paulistão, o Bugre venceu, de virada, num clássico emocionante, a Ponte Preta por 3 a 2. Faltando duas rodadas para o término da primeira fase, o time alviverde está com a classificação encaminhada para as quartas de final.

Apesar do bom trabalho como técnico do Guarani, Thiago Carpini não se acomoda. O jovem treinador está em constante atualização. Exemplo disso é que ele está aproveitando o período de isolamento social para concluir trabalhos pendentes da Licença A de treinadores da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Além disso, vem aproveitando para rever todos os jogos do Bugre no ano com o intuito de corrigir erros.

Mas não é apenas o lado profissional que vem ocupando o tempo de Thiago Carpini neste período de isolamento social. Ele também vem dando atenção aos filhos: Hugo, de um ano, e Caio, de sete anos. “A vida do profissional de futebol é muito corrida com jogos, concentrações, treinos e viagens. Temos que abdicar de algumas coisas. Por isso, neste período, além de estudar bastante venho aproveitando ao máximo os meus filhos e minha família. Apesar desse momento de incerteza que vivemos, procuro tirar as coisas boas desse isolamento social”, admitiu o treinador bugrino.

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Bastante identificado com o Guarani pela sua história como jogador e treinador do Bugre, Thiago Carpini fez questão de mandar um recado ao fanático torcedor alviverde. “Eles (torcedores) podem esperar o mesmo padrão de time que viram nas últimas partidas. Um Guarani aguerrido, buscando sempre a vitória. Além de analisar bastante a nossa equipe neste período, estamos também observando nomes para qualificar ainda mais o nosso time. Tenho convicção que voltaremos mais fortes ainda”, opinou Carpini.

Existe uma dúvida se o Campeonato Paulista voltará mesmo, mas Thiago Carpini não fica em cima do muro. Ele defende que a edição 2020 precisa ser finalizada. “Estamos seguindo as medidas de isolamento e longe da rotina do trabalho. A paralisação para nós foi ruim, pois vinhamos atravessando um bom momento. Mas, logicamente, concordamos com a paralisação. Temos que continuar tomando todos os cuidados para que possamos voltar o mais breve possível. Tudo se resolvendo, acredito ser justo que o Campeonato Paulista tenha a sua sequência”, finalizou.
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