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Há 56 anos, o Independiente conquistava sua primeira Libertadores

Por Lucas Pas
Foto: Arquivo/Conmebol

Equipe do Independiente campeã da Libertadores de 1964

A Argentina tem diversos times de enorme relevância continental, não se limitando apenas a River e Boca. Um dos maiores clubes da Argentina, da América do Sul e do Mundo joga em Avellaneda e ganhou ao longo da história o apelido de "Rei de Copas", não a toa, já que é o maior campeão da Copa Libertadores da América. Esse caso de amor entre o Independiente e a Libertadores começou há muitas décadas, mais precisamente há 56 anos, no dia 12 de agosto, com primeiro título de "La Copa" dos Rojos.

O Independiente chegava como campeão argentino em 1963. Os Diablos Rojos tentavam quebrar a hegemonia de Santos e Peñarol na América do Sul e a campanha começou com uma goleada pra cima do Alianza Lima por 4 a 0, no dia 7 de maio. Logo depois, no Peru, o Rojo empatou por 2 a 2 contra o mesmo Alianza. A campanha termina com uma goleada por 5 a 1 diante do Millonarios. O jogo do returno diante dos colombianos acabou não acontecendo devido a divergências do clube com a Conmebol e os argentinos venceram por WO.

Na semifinal, veio um adversário duríssimo: um tal Santos, que estava desfalcado de Pelé, mas ainda tinha grande elenco. No Maracanã, o Peixe abriu 2 a 0, mas o Rojo foi guerreiro e virou o jogo. Na volta, jogando na Argentina, em sua casa, o Independiente saiu na frente, viu o Peixe empatar, mas buscou a vitória e se classificou para a final, que ocorreria diante do Nacional. Era certo que a hegemonia de santistas e carboneros havia terminado.


Em Montevidéu, no primeiro jogo, no Uruguai, empate sem gols, em um jogo extremamente tenso e disputado. Na volta, em Avellaneda, o jogo foi novamente tenso, mas um gol de Mario Rodriguez, artilheiro da competição, deu a taça aos comandados do excelente Manuel Giúdice. A Libertadores pela primeira vez ia para as terras albicelestes e ia de vermelho, embalada nas mãos do Independiente. 

Além de ter o título e o artilheiro, o Rojo ainda conseguiu a marca de ter o melhor ataque da competição, com 14 gols marcados. A Libertadores de 1964 começou uma história que teve um bicampeonato no ano seguinte e um tetra nos anos 1970, conquistado entre 1972 e 1975. Em 1984, o clube de Avellaneda conquistou pela sétima e última vez a principal competição de clubes da América do Sul. Mesmo depois de quase 40 anos, ninguém ainda conseguiu desbancar o trono de maior campeão dos Diablos Rojos, o Rei de Copas da América do Sul.

Com jogos a 42º graus a noite, Tiago Real comenta o retorno do futebol no Bahrein

Foto: divulgação Al-Muharraq

Tiago Real em ação pelo Al-Muharraq

Foram quase cinco meses sem a bola rolar no Bahrein, porém, enfim, na última sexta-feira, a competição mais importante do país voltou a ter partidas oficiais. E logo na volta um duelo que valia a liderança entre Al-Muharraq e Al Hiddid. O duelo terminou empatado e, com isso, o Al Hiddid manteve a ponta da tabela com 29 pontos, dois a mais que o Al-Muharraq. Até então, foram disputadas 12 rodadas na Liga do Bahrein.

Um dos principais destaques do Al-Muharraq é o meia brasileiro Tiago Real. E os números ajudam a comprovar o bom rendimento do ex-jogador palmeirense no Bahrein. Ele está invicto há 11 jogos, sendo nove vitórias e dois empates. Para se ter uma ideia, o último revés do jogador de 31 anos foi em dezembro de 2019. “As coisas casaram muito bem para mim no Bahrein. O fato de a comissão técnica do meu time ser brasileira facilitou bastante meu entendimento do jogo por aqui. Além disso, o time conta com boas peças que ajudaram a encaixar o meu estilo de jogo. Uma série longa invicta e que espero manter por muito tempo até porque estamos na briga por título nas três principais competições do país”, explicou Tiago Real, que já marcou oito gols e deu sete assistências em 22 partidas oficiais pelo Al-Muharraq.

Tiago Real atuou os 90 minutos do duelo diante do líder, Al Hiddid. Além do longo tempo de inatividade em virtude da pandemia provocada pelo coronavírus, o meia comentou também sobre o calor excessivo. Mesmo a partida acontecendo no período noturno, os termômetros marcavam 42 graus.


“Foi um duelo disputado. Fisicamente as equipes caíram no segundo tempo pelo longo tempo sem jogos e também porque faz muito calor nessa época do ano no Bahrein. Além da alta temperatura, é muito úmido e isso faz com que a nossa perna fique pesada. Tivemos duas chances na pequena área de fazer o gol da vitória, mas pecamos na conclusão. A vitória seria importante para assumirmos, de forma isolada, a liderança. Mas, continuamos vivos na briga”, relatou o camisa 31.

O próximo compromisso do Al-Muharraq será nesta sexta-feira, em casa, diante do Al Ahli Manama, sétimo colocado. A expectativa é de vitória e de um tropeço do Al Hiddid. “Projetamos a busca pela liderança. Estamos trabalhando muito forte nesse dia para seguirmos em evolução. Estudamos bem os pontos fortes e fracos do nosso rival para buscarmos mais uma vitória. Nosso foco é fechar a temporada com o máximo de títulos possíveis”, concluiu Tiago Real.

FFERJ convoca Conselho Arbitral para definir início da Série B1 do Rio

Foto: divulgação


A Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (FFERJ) convocou para a próxima terça-feira, dia 18 de agosto, às 19 horas, a reunião do Conselho Arbitral a ser realizada de forma virtual para tratar do início do Campeonato Carioca da Série B1. Foram chamados os representantes dos clubes participantes e também dos atletas.

A reunião será realizada através de videoconferência operacionalizado através da ferramenta Microsoft Teams. A forma virtual do encontro é devido à pandemia do coronavírus e dos decretos governamentais que determinam o isolamento social e impedem a aglomeração de pessoas em ambientes fechados.

No Conselho Arbitral serão tratados os seguintes temas: Análise e validação do Protocolo Médico do Campeonato Estadual da Série B1 de Profissionais de 2020; Estabelecimento de datas para o início da competição (que está previsto para setembro); Assuntos pertinentes para adequação da competição e; Cancelamento dos campeonatos das categorias Sub15, Sub17 e Sub20 do Calendário de 2020.

Grupos - Os grupos da competição já estão definidos. O sorteio foi realizado em 6 de maio, através de videoconferência realizada pela Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro. O diretor de competições da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro, Marcelo Vianna, comandou o sorteio com a presença de 16 dos 17 clubes participantes - exceto do Nova Iguaçu, que não tinha confirmado o seu rebaixamento, que ainda não foi homologado por decisão do TJD-RJ. Confira os grupos:

GRUPO A
Duque de Caxias - Olaria - Audax - Serra Macaense
Nova Cidade - Serrano - Gonçalense - Maricá - Rio São Paulo

GRUPO B
Goytacaz - Sampaio Corrêa - Campos - Bonsucesso
Nova Iguaçu* - Angra dos Reis - Artsul - São Gonçalo


Também foi divulgada a tabela da competição. Confira a primeira rodada:

Duque de Caxias x Rio São Paulo
Olaria x Maricá
Audax x Gonçalense
Serra Macaense x Serrano
Goytacaz x São Gonçalo EC
Sampaio Corrêa x Artsul
Campos x Angra dos Reis
Bonsucesso x Nova Iguaçu*
Folga: Nova Cidade

* O rebaixamento do Nova Iguaçu ainda não foi homologado por decisão do TJD-RJ

Sindicato de Atletas SP solicita à CBF novo protocolo e ameaça ir à Justiça por paralisação

Com informações do Terra
Foto: Heber Gomes/AGIF

O jogo entre Goiás e São Paulo foi adiado

Os recentes casos de adiamento de jogos das Séries A e B do Campeonato Brasileiro fizeram o Sindicato de Atletas de São Paulo entrar em ação. A entidade divulgou nesta quarta-feira que enviou no dia anterior um ofício de cinco páginas à CBF, para o presidente Rogério Caboclo e para o secretário geral Walter Feldman, solicitando novas estratégias no combate à covid-19.

O sindicato, que tem o ex-goleiro Rinaldo Martorelli como presidente, informa que "desde o início da pandemia do novo coronavírus vem participando ativamente das discussões e planejamento que levaram o Campeonato Paulista da Série A1 ao seu desfecho exitoso, inclusive representado por um profissional médico de extrema qualidade, Dr. Renato Anghinah, que fez parte da equipe médica que elaborou o melhor protocolo de retorno do futebol".

"Os Campeonatos Brasileiros começaram e trouxeram desde a primeira rodada vários problemas, que mostram um alto risco de contaminação pelo coronavírus e coloca em risco tanto a saúde quanto a vida dos atletas profissionais e demais membros das equipes. Mais uma vez, a categoria mostra que necessita da atuação do sindicato paulista por não possuir uma entidade que possa representá-la nacionalmente", disse a entidade.


No ofício, o Sindicato de Atletas de São Paulo solicita que a CBF mude a sua estratégia para que os campeonatos possam prosseguir. Para isso toma por base dois exemplos utilizados e com sucesso pelo mundo. "O primeiro na Alemanha, em que os jogadores se isolam e testam para a covid-19, mas com o tempo hábil para que os resultados possam ser aproveitados ou seguimos e o segundo vem da NBA americana, que isolou totalmente os jogadores e demais membros dos times para que a competição transcorra com um risco mínimo", explicou.

A entidade ameaça entrar na Justiça caso a CBF não tome providências. "Conforme o Secretário Geral da CBF, Walter Feldman, declarou, a prioridade é a preservação da saúde dos jogadores e o Sindicato de Atletas São Paulo espera que a solicitação seja atendida. Em caso de resposta negativa, para a entidade dos jogadores paulistas não restará alternativa a não ser o já conhecido caminho do judiciário", finalizou.

Após passagens por Internacional e ABC, Vitinho é contratado pelo Rio Claro

Foto: Divulgação / Rio Claro

Vitinho vai atuar pela primeira vez em seu estado natal

Natural da cidade de Campinas, o versátil Vitinho está prestes a realizar um dos sonhos da sua carreira que é atuar no estado em que nasceu. No começo deste mês, ele assinou contrato com o Rio Claro para a sequência do Campeonato Paulista da Série A-2.

Vitinho se profissionalizou no futebol capixaba e após se destacar, bastante jovem, foi contratado pelo Internacional. No clube gaúcho conquistou o Campeonato Brasileiro de Aspirantes. Outro fato marcante da carreira do atleta que pode atuar como lateral-direito e atacante foi erguer o caneco do Campeonato Potiguar em 2018 pelo ABC.

Com recém completados 23 anos, Vitinho não esconde a felicidade de reforçar o Rio Claro. “Sempre quis uma oportunidade de jogar perto de casa e agora tive essa chance no Rio Claro. Espero ter êxito nos objetivos do clube. Só tenho que agradecer a diretoria pela confiança e eles podem esperar de mim muito trabalho e dedicação”, admitiu o versátil atleta, que vem sendo um dos destaques do time nos treinamentos.


O Rio Claro ocupa a 13ª colocação do Campeonato Paulista da Série A-2 2020. O próximo adversário será o Audax, que tem dois pontos a mais na tabela de classificação. Vitinho vive expectativa de brilhar na estreia e ajudar o Azulão a conquistar um bom resultado.

“É um confronto direto e creio que se vencermos ganharemos moral para as últimas duas rodadas. Estamos vivos na busca por uma vaga nesse G-8 e, quem sabe, o tão sonhado acesso. O elenco tá motivado para recuperar esse tempo que foi perdido durante a pandemia”, finalizou.

A MP984/20 oferece vantagens iguais a todos os clubes?

Por Paulo Henrique Zago e Rodolfo Ribeiro


Já comentamos que a MP 984/20, que altera artigos da Lei Pelé, pode ampliar o poder dos clubes brasileiros nas negociações dos chamados “Direitos de Transmissão”. Contudo, esse poder será igualmente vantajoso para todos os clubes?

O CR Flamengo, em 2019, obteve R$ 97 milhões em Bilheterias. Em um primeiro momento, parece que a maior incerteza pode compensar financeiramente, uma vez que o streaming tem maior alcance, uma vez que não está limitado ao tamanho do estádio. Em contrapartida, considerando o histórico, é bem difícil que o CR Flamengo mantenha o desempenho observado em 2019, por temporadas seguidas. Como efeito de comparação, o CR Flamengo obteve R$ 40 milhões em Receitas de Bilheterias, em 2018, equivalente a 47% dos valores recebidos, em 2019, em Direitos de TV.

A situação tende a ser ainda mais desafiadora para Botafogo, Fluminense e Vasco, que não têm o mesmo orçamento de receita do rival e que, já a partir de 2021, não receberão os R$ 18 milhões pela transmissão dos jogos do Estadual. Os R$ 2 milhões por jogo, pagos, em média, para cada jogo disputado pelos “Grandes do RJ”, pode ser considerado um valor baixo?

O CR Flamengo, em partida válida pelo Carioca, logo após o retorno do Futebol e com portões fechados, arrecadou R$ 900 mil, por meio da plataforma FlaTV. Vale lembrar que, destes valores, devem ser deduzidos os custos referentes a meios de pagamento e do parceiro de streaming, ao passo que os valores outrora recebidos da TV não sofriam qualquer abatimento.

Embora, seja necessária maturação desta nova distribuição de conteúdo, há um longo caminho para a nova dinâmica percorrer até se equiparar, em impactos financeiros, aos antigos “Contratos de TV”.


Aos demais “Grandes do RJ”, a situação apresenta um outro inconveniente. A partir do momento que não há mais contratos de TV para serem “descontados” em Banco, os clubes perdem uma alternativa, relativamente barata, especialmente quando comparada as demais opções disponíveis aos clubes, de financiarem suas operações em momentos nos quais não há atividades – em especial os meses de Dezembro, Janeiro e Fevereiro.

Um exemplo de como esse processo pode ser difícil e longo, o Athletico-PR, atual campeão da Copa do Brasil, ainda não assinou contrato de pay-per-view com a Globo, em função da diferença entre as pretensões de clube e TV. O clube preferiu abrir mão de uma receita da ordem de R$ 6 milhões, e buscar, por meio de crescimento esportivo, uma posição mais forte à mesa de negociação. Como consequência, a Globo ou leva os jogos do Athletico-PR jogo para a TV aberta, onde o clube se beneficia da cláusula de performance atrelada à transmissão, ou faz a transmissão através do Globoesporte.com – plataforma de streamning da Globo.

Com este movimento, o Atlhetico-PR recebeu, em 2019, R$ 64,9 milhões sem assumir para si uma série de inconvenientes como as incerteza das Receitas de TV, os custos de produção e menor exposição oferecida a seus patrocinadores. O Athletico-PR jogou “com o regulamento debaixo do braço”, em 2019, valendo-se do estabelecido na Lei Pelé. Caso a MP 984/20 passe a ser uma lei, o jogo recomeça e novos caminhos deverão ser traçados.

Qual o caminho ao Futebol Brasileiro? - A organização em formato de Liga, sobre a qual já existem projetos de lei que tramitam no Congresso Nacional, em que os clubes negociam, de forma coletiva, seus contratos, a exemplo das Ligas Americanas, parece ser o caminho mais adequado. Ou seja, os clubes devem se organizar, como um grande monopólio, ao sentarem-se à mesa de negociação com oligopolistas. E como fazem os “gigantes europeus”?


Quando analisamos da Premier League à Bundesliga, a negociação dos Direitos de TV é centralizada nas federações e confederações locais. Ou seja, as redes de TV negociam com um grande monopolista, exceção feita a Portugal, que negocia de forma descentralizada. Quando da centralização da negociação dos Direitos de TV, decreto Real 05/2015, a La Liga teve um aumento de 34% nas receitas oriundas dos Direitos de TV, enquanto a Liga Portuguesa ainda arrecada valor inferior aos valores dos clubes que integram a Série A do Futebol Brasileiro (já considerando a desvalorização do R$ frente ao €uro).

Outro aspecto dos “Direitos de TV”, nas Ligas Europeias, é a maior presença da TV fechada e das plataformas de streaming na distribuição, além da impossibilidade de apenas um grupo de comunicação concentrar todos os direitos de transmissão.

O caminho a ser seguido, independentemente de idiossincrasias locais, envolve centralização na negociação, redução das distâncias entre o clube que “mais” e o que “menos” recebe, gerando maior competitividade e melhor qualidade do espetáculo oferecido aos torcedores.

Julio Rusch valoriza estreia do Remo com vitória na Série C e mira semifinal do Paraense

Foto: divulgação Clube do Remo

Julio Rusch com a camisa do Remo

Contratado para reforçar o Remo na temporada 2020, o volante Julio Rusch completou no último domingo (09) um mês em sua nova casa. Até o momento, o jovem atleta de 23 anos soma dois jogos e duas vitórias com a camisa do time paraense.

No final de semana, Rusch foi titular na vitória do Remo de virada por 2 a 1 sobre a Jacuipense, na primeira rodada da Série C do Brasileirão. "Um início empolgante, com certeza. É sempre bom começar com um resultado positivo. Foi uma vitória bem importante, fora de casa, que nos dá confiança no campeonato", disse.

O jogador está crente que a equipe irá bem. "Estou bastante motivado e quero ajudar da melhor forma possível o clube e meus companheiros", ressaltou o atleta, que defende o seu quarto time na carreira. O volante já vestiu a camisa do Coritiba, Figueirense e Londrina.


Após a estreia, Julio Rusch foca na sequência da temporada. Além do Campeonato Brasileiro, o Remo disputa o Campeonato Paraense. Nesta quinta-feira (13), a equipe faz o primeiro jogo da semifinal, contra o Castanhal.

"Assim como a Série C, o estadual é um campeonato importante. Nosso objetivo é o título, vamos em busca disso. Temos uma decisão pela frente e estamos encarando exatamente dessa forma os dois jogos contra o Castanhal. Um bom resultado nessa primeira partida é importante para nos dar tranquilidade para o segundo jogo", finalizou.

Os 120 anos da Ponte Preta - Nada apaga sua tradição e o Amor Maior de sua torcida

Por Lucas Paes
Foto: GazetaPress

A torcida é o maior patrimônio da Ponte Preta

120 anos é uma marca que poucos clubes no mundo possuem. Com exceção da Inglaterra, onde a maioria dos times surgiu antes até de 1900, pouquíssimas instituições no futebol podem se orgulhar de estarem vivas há tanto tempo quanto a Ponte Preta. A Veterana, a Macaca de Campinas chega a essa idade neste dia 11 de agosto com a honra de ser uma das maiores forças do interior no Brasil e consegue se sustentar num patamar tradicional mesmo com quase nenhuma conquista relevante. Poucas equipes de uma cidade interiorana consegue se orgulhar de chegar tão bem aos 120 anos.

Não só de títulos é feita a tradição de uma equipe e a Ponte Preta é grande atestadora deste fato. A Macaca tem como conquistas mais relevantes títulos do interior e uma conquista da Série A2 do Paulistão, batendo na trave em decisões que variaram desde estaduais até uma Copa Sul-Americana. Nada disso, porém, desmonta a tradição de um dos mais tradicionais clubes do interior do Brasil. A Veterana permaneceu anos na Série A do Brasileirão, já fez várias ótimas campanhas, revelou jogadores históricos e hoje segue se mantendo na Série B, com promessa viva de briga pelo acesso. A história pontepretana tem confrontos contra diversos titãs do futebol brasileiro com momentos onde o time de Campinas se fez crescer em cima de grandes nomes do futebol. Nenhum troféu, conquistado ou não, apaga isso.

Tradição essa que também vem do clássico com seu arquirrival. Guarani e Ponte protagonizam um dos clássicos de maior rivalidade do planeta, numa cidade que, apesar de interiorana, é maior que muitas capitais e que tem também uma enorme região metropolitana. Os dois gigantes campineiros dividem a briga pela "maior torcida do interior", mas juntos protagonizam um derby acirradíssimo. Uma rivalidade que tem tudo que os clássicos precisam ter, seja com história épicas dentro de campo, decisões e, infelizmente, é claro, confrontos de torcida, quase inevitáveis num duelo que para uma cidade grande. O Derby Campineiro é quase um aspecto cultural do estado de São Paulo e talvez seja, no que se refere pelo menos a enorme rivalidade, o clássico mais tenso do estado.

É importante que se fale que este clássico e toda esta tradição se apoiam num dos maiores pilares da instituição que completa 120 anos neste dia de hoje: a sua grande e fanática torcida. Autodenominada como a "maior do interior", a massa da Macaca já deu diversas provas de amor por seu clube. Seja em Campinas, no Interior de São Paulo ou mesmo pelo Brasil à fora. Recentemente, até para fora das fronteiras do país, na incrível campanha da Copa Sul-Americana de 2013. De quem escreve este artigo vem também um testemunho, do dia em que assisti a Vila Belmiro virar um puxadinho do Moisés Lucarelli em 2008. A história, que tão merecidamente deve ser exaltada num aniversário, é, acima de qualquer coisa, a maior prova do que está escrito aqui, pois o próprio Majestoso, aliás, Moisés Lucarelli, foi erguido graças aos esforços de vários torcedores da Ponte. O nome "Amor Maior" não está ali a toa.

A história, de fato, não mente e não pode ser apagada. A história que passa pelos meninos que fundaram a equipe e que jogavam com bolas de meia e traves de bambu, passa por um senhor benfeitor que ajudou o clube nos primórdios, passeia por Miguel do Carmo, que, por mais bonita que seja toda a história das camisas negras, é provavelmente o primeiro negro do futebol brasileiro, mesmo com pouco reconhecimento por poucas evidências. Independente disso, caminha lado a lado com os operários do bairro onde a Macaca nasceu e que ela acolheu. Encontra então Dicá, Waldir Peres, Oscar, Washington, Luis Fabiano, Gigena, Willian Pottker, Roger e tantos outros que honraram a camisa alvinegra. E ai chega em Dona Conceição, torcedora simbolo da sua massa, que neste momento está provavelmente comemorando esse aniversário em outro plano abraçada ao eterno Luciano do Valle, outro pontepretano convicto. Ser campeã ou não nunca mudará essas linhas imortais. 


Curioso, sinceramente, escrever um artigo tão sincero sobre um clube que não é o meu. É preciso, porém, dizer algo pessoal aqui: sou, orgulhosamente, campineiro, tenho uma afeição enorme pela cidade do qual nasci e a Ponte Preta é parte essencial da história de Campinas. Por mais que não seja um clube que torça, tenho uma simpatia enorme pela Macaca, dos quais amigos dos meus pais que considero como minha família torcem. Essas sinceras palavras são para meu "Tio" Tito, minha Tia Rosana e meus primos do coração Tamires, Beatriz e Ícaro, mas são também para tantos outros que não conheço e ajudam a manter acesa a chama de um dos mais tradicionais clubes do nosso futebol. Esses 120 anos só estão sendo comemorado muito graças a vocês, então não deixem essa herança morrer.

Versa assim, Nega Véia, um trecho do teu hino e é com ele, num curtíssimo parágrafo, que quero encerrar esse artigo: "És amada Ponte Preta, orgulho de nossa terra". 120 anos são pra poucos e só existe uma Ponte Preta, "sempre, sempre, na derrota, ou na vitória.".

Richarlyson está confirmado no retorno do Noroeste na Série A3

Com informações do Noroeste
Foto: Bruno Freitas / Noroeste

Richarlyson em ação pelo Noroeste

O dono da camisa 20 e um dos líderes do elenco que disputou a atual temporada está de volta ao Noroeste. Internamente, Richarlyson já havia garantido para a diretoria, há algumas semanas, o seu retorno para a continuação da Série A3 do Campeonato Paulista. Não é a terceira passagem, mas sim a continuação da segunda.

O atleta de 37 anos defendeu o Norusca em todo o estadual de 2019 e retornou para a A3 de 2020, a partir da 8.ª rodada. Richarlyson deve seguir desempenhando função de articulação do meio-campo, mas também pode ser deslocado para primeiro ou segundo volante, pelo lado esquerdo, dependendo da necessidade do time.

Filho do ídolo Lela, que foi revelado pelo Noroeste e depois foi brilhar e ser campeão brasileiro pelo Coritiba, Richarlyson manteve a forma física com treinos em casa, ao lado da família de Bauru. Ele falou sobre seu retorno e a retomada da Terceirona.

“É um momento diferente, uma volta com restrições, mas, acima de tudo, feliz porque vamos voltar a fazer o que a gente mais gosta. No meu caso, o que mais amo, que é jogar futebol. Preocupado, claro, com a questão da pandemia, mas feliz e confiante porque podemos continuar fazendo a nossa campanha e buscar esse acesso que nós estamos almejando há alguns anos. Tenho treinado em casa, claro, não é a mesma coisa, mas não fiquei parado. Estou apto para fazer essa retomada e com um pouco de trabalho dá pra chegar aos 100% e dar o meu melhor dentro de campo”, comenta o jogador.
Na A3 deste ano ele estreou no dia 1.º de março, contra o Velo Clube, em Bauru, depois atuou contra Desportivo Brasil, com direito ao gol da vitória por 1 a 0, Capivariano e na última partida diante do Olímpia. Somando este ano e a A3 de 2019, foram 20 jogos e 2 gols.

Deda, gerente de futebol, também tem seu retorno oficializado. A direção do clube comunica que segue em negociação com o técnico Luiz Carlos Martins para que tanto o Rei do Acesso quanto a comissão técnica continuem o trabalho desenvolvido na pré-temporada e nas 11 rodadas até a paralisação do campeonato.

O clube deve contar com o retorno de quase a totalidade do elenco que defendeu o time na atual temporada, exceto os atacantes Fabrício, artilheiro da A3 com 6 gols (ao lado de Gabriel Barcos), que está no Cuiabá-MT, e de Éverton, que já defende o Gama-DF. O lateral-esquerdo Renan, que chegou a jogar por outro time nos últimos dois meses, o Atlético Cajazeiras-PB, também pode voltar ao Norusca.


A reapresentação e início dos treinos ocorrem na próxima segunda-feira, dia 17. Os testes de Covid-19, a serem coletados por equipes do hospital paulistano Albert Einstein, em parceria com a Federação Paulista de Futebol (FPF), estão agendados para o meio-dia de terça-feira (18).

Na sequência do campeonato, o Noroeste não poderá contar com o seu 12.º jogador. Estão proibidos os torcedores nos estádios, devido a pandemia do coronavírus, mas o clube, em parceria com um grupo de torcedores, estuda a viabilidade de confeccionar e vender ingressos virtuais. Uma forma do torcedor de Bauru e região poder participar, financeiramente, do restante da campanha da equipe na luta pelo Acesso à Serie A2.

Campanha A3 2020 - Em 11 jogos até a paralisação da Série A3, o Noroeste é líder isolado e somou 26 pontos, seis a mais que o vice-líder EC São Bernardo. O Alvirrubro teve oito vitórias, dois empates e um único revés. É a equipe com o melhor ataque, com 19 gols, e também com a melhor defesa, com cinco sofridos. O Norusca também foi líder de público, com média de 3.479 por jogo, tendo registrado o recorde da A3 de 2020 no confronto contra o MAC, com 5.847 pessoas. A Locomotiva Vermelha é a única classificada, restando quatro rodadas para o término da fase de classificação.

FPF estipula início da Segundona Paulista para 18 de outubro

Foto: divulgação FPF

Segundona está prevista para começar em 18 de outubro

A Federação Paulista de Futebol (FPF) reuniu na manhã desta terça-feira, dia 11, os clubes inscritos no Campeonato Paulista da Segunda Divisão de 2020 e definiu as datas para os trabalhos de início da competição. A primeira rodada do torneio foi estipulada para 18 de outubro. A competição tinha início marcado para 18 de abril, mas por conta da quarentena, o torneio foi adiado.

Porém, antes da volta dos jogos, há outras datas. No próximo dia 18, terça-feira, os médicos dos clubes farão uma reunião onde definirão o protocolo para o reinício dos treinamentos e também do começo da competição, por conta da pandemia de coronavírus. Vale lembrar que este protocolo será enviado para as equipes de saúde do Governo do Estado de São Paulo para aprovação.


Os clubes devem confirmar a participação até o dia 21 de agosto, sexta-feira da próxima semana. No dia 25 de agosto, uma terça-feira, será realizado o Congresso Técnico da competição, onde será definido os participantes da competição e o novo regulamento. Vale lembrar que em reuniões anteriores, a FPF tirou a punição dos times que estavam confirmados antes da pandemia e abriu a possibilidade da entrada de novas equipes.

Ainda foram estipuladas a data de início dos testes de saúde e físicos, em 8 de setembro. Os treinamentos estão previstos para começar em 15 de setembro. Estas duas datas, mais o início da competição, previsto para 18 de outubro, precisam de aprovação do Governo do Estado de São Paulo.


O campeonato - A competição iria ter início no dia 18 de abril e, na primeira fase, 42 equipes estariam divididas em seis grupos. Os dois primeiros colocados de cada uma das seis chaves, mais os quatro melhores terceiros estariam no mata-mata e, no mínimo, na Série B1 de 2021. Campeão e vice sobem para a A3. Os times que não avançarem na primeira fase jogariam a Série B2 na próxima temporada. Porém, a criação da B2 em 2021 foi abortada.
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