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quarta-feira, 27 de maio de 2020

O Olímpia campeão Paulista da A3 de 2007

Por Natanael Oliveira / FPF
Foto: arquivo Olímpia FC

O time do Olímpia campeão da Série A3 de 2007

O dia 27 de maio de 2007 com certeza está marcado na mente dos torcedores do Olímpia. Nessa data, a equipe da cidade homônima conquistava um dos títulos mais importantes dos seus 73 anos de história: o Paulistão Série A3. O clube repetiu o feito realizado na edição do ano de 2000.

A campanha vitoriosa teve um significado muito especial para o clube e torcedores. A grande decisão do campeonato foi vencida diante de um dos grandes adversários do Olímpia: o Monte Azul. Fora que a vitória que garantiu o título estadual foi conquistada na casa do rival, em Monte Azul Paulista.

A decisão da Série A3 teve contornos de dramaticidade, valorizando ainda mais a conquista do Olímpia. Tendo feito uma campanha inferior nas fases anteriores da competição, o primeiro jogo foi realizado diante da torcida olimpiana, no Estádio Tereza Breda. O equilíbrio dos finalistas se expressou durante toda a partida, refletindo a igualdade por 0 a 0.

Digno de uma final, no segundo jogo da decisão não faltou emoções. O empate conquistado no primeiro jogo alinhado com uma campanha geral superior nas fases anteriores dava a vantagem ao Monte Azul. Mesmo assim, o Olímpia não se assustou e abriu o placar com Rafael Silva, aos 24 minutos do primeiro tempo.

A comemoração olimpiana durou pouco, quando Júlio Barbosa empatou para os donos da casa quatro minutos depois, colocando o Monte Azul novamente em vantagem –já que a igualdade no placar dava o título para os mandantes. Na segunda etapa da partida, Rafael Ipuã fez para o Olímpia o gol decisivo que permaneceu até o final da decisão, decretando a vitória e o importante título dos visitantes. Antes do apito final, o jogador do Olímpia André Oliveira foi expulso, dando ares de superação.


Campanha - Na primeira fase do Paulistão A3, o Olímpia fez uma campanha inconstante, se classificando para a segunda fase apenas nas últimas rodadas. O futuro campeão somou 32 pontos e terminou a primeira etapa do estadual na oitava colocação. No regulamento da época, as 20 equipes participantes se enfrentavam em turno único, totalizando 19 partidas. As 8 primeiras se classificavam.

Os oito clubes restantes foram divididos em dois grupos com quatro integrantes. Os líderes de cada um fariam a final do estadual e consequentemente garantiriam o acesso para a Série A2 –assim como os segundos colocados. O Olímpia se classificou na 1ª posição do Grupo A, somando 10 pontos. Na disputa pelo título, a história vocês já conhecem.

O Fluminense campeão brasileiro de 1984

Por Lucas Paes
Foto: Pinterest

Equipe do Fluminense com o troféu de campeão

Nos anos 1980, o futebol brasileiro foi, de certa forma, dominado pelos times cariocas. As equipes do Rio de Janeiro venceram cinco campeonatos na década, com nenhum estado chegando nem próximo disso. Em 1984, com um time encantador e que tinha uma dupla de ataque conhecida como "Casal 20", foi a vez do Fluminense conquistar pela segunda vez o Campeonato Brasileiro.

O torneio começa em janeiro de 1984, uma coisa comum nos anos 1980, quando muitas vezes o campeonato nacional rolava no primeiro semestre. Naquele ano, 40 equipes eram divididas em quatro grupos com oito equipes cada um. O Tricolor Carioca caiu num grupo com ABC, Confiança, Ferroviário e Santos. O Peixe aliás, foi o adversário do Fluzão na estreia, quando as duas equipes empataram por 1 a 1, no dia 29 de janeiro, no Morumbi. Depois de outro empate na segunda rodada, contra o Ferroviário, os cariocas só foram vencer no terceiro jogo, diante do ABC. A partir daí, porém, foram quatro vitórias seguidas, sequência interrompida na penúltima rodada, no confronto direto contra o Alvinegro Praiano pela liderança, que foi vencido pelos santistas no Maracanã. Na última rodada, os tricolores venceram o Ferroviária e fecharam a primeira fase com cinco vitórias, dois empates e uma derrota, ficando atrás dos santistas, até então invictos.

Na segunda fase, os cariocas caíram num grupo com Bahia, Goiás e São Paulo. Engrenando muito mais rápido, o time emplacou três vitórias após o empate na estreia contra o Bahia, fora de casa. Nas duas últimas rodadas, o empate contra o São Paulo e a derrota para o Goiás quase complicaram a classificação carioca, mas os comandados de Carlos Alberto Parreira avançaram para a terceira fase, que definiria os classificados as quartas de final daquele torneio.


Na fase "final", o Fluzão fica num grupo com Operário, Lusa e Santo André. O começo vem com uma vitória pra cima do Ramalhão em casa, seguida de um empate com o surpreendente Operário, fora de casa e uma vitória pra cima da Lusa, também como visitante. Na sequência, as vitórias contra Operário e Lusa em casa classificaram o Flu, que fechou a campanha empatando fora de casa com o Santo André e se classificando para enfrentar a boa equipe do Coritiba nas quartas de final.

Nas quartas, no dia 29 de abril, diante de um hostil Couto Pereira, o Fluminense ficou a frente por duas vezes, com gols de Assis e Romerito, mas viu o Verdão paranaense buscar o empate. A igualda foi um bom resultado para levar ao Maracanã, onde, uma semana depois, os tricolores não tomam conhecimento do Coxa e golearam por 5 a 0, com dois gols de Washington e um de Assis, Romerito e Renê. Na semifinal, viria um velho conhecido de outras batalhas: o Corinthians.


E se o Timão fez história na invasão de 1976, naquele ano foi o Fluminense que tomou as rédeas do confronto. No primeiro jogo, no dia 13 de maio, diante de 90 mil pessoas no Morumbi, Assis e Tato calaram a massa corintiana e botaram os cariocas com um pé e meio na final. A missão da classificação foi completada de forma até anti-climática no Maraca, com um empate por 0 a 0 diante de quase 120 mil pessoas.

A decisão envolveu "só" um belíssimo clássico entre Fluminense e Vasco. No primeiro jogo, com mando vascaíno, o Maraca viu Romerito marcar o único gol da partida e deixar o Tricolor em vantagem para a finalíssima. No segundo duelo, quase 130 mil pessoas foram ao Maracanã e viram um jogo tenso, disputado e sem gols dar o título e a alegria a metade vermelha, verde e branca do "Maior do Mundo". O título e a festa eram do Fluminense.

Os grandes destaques daquela boa equipe tricolor eram o paraguaio Romerito, ídolo absoluto da torcida e a dupla Assis e Washington, conhecida como "Casal 20", que havia feito sucesso jogando pelo Athletico Paranaense e repetiu a dose jogando pelo Fluminense, se tornando uma das duplas de ataque mais conhecidas da história do futebol brasileiro, não a toa recebendo o apelido. O próximo título dos cariocas só viria em 2010, uma longa espera de um time que passou por maus, péssimos e terríveis bocados nos anos 1990.

Santacruzense deve desistir da Segunda Paulista em 2020

Com informações do Globo Esporte.com
Foto: Jornal Atual

Estádio Leônidas Camarinha não deve receber jogos profissionais em 2020

O Paulista da Segunda Divisão 2020, que teve o início, antes marcado para o dia 18 de abril, adiado devido à quarentena por conta da pandemia de coronavírus, deve ter a sua primeira baixa. A Santacruzense indicou que deve desistir da competição na última terça-feira, dia 26, durante a videoconferência que a Federação Paulista de Futebol (FPF) fez com os clubes do Grupo 2 do torneio.

Em entrevista ao Globo Esporte.com, o presidente da agremiação, Luciano Galego, disse que a equipe não deve disputar mais o certame. "É um campeonato que esse ano será inviável disputar, um campeonato deficitário. Provavelmente com portões fechados, então vai depender muito de ajuda da Federação. Vou conversar com a diretoria e Conselho, mas por mim não disputaria", disse o presidente.

Segundo o mandatário da Santacruzense, com a previsão de jogos sem torcida e com menor duração, a participação de vários times depende de patrocinadores, que encontraram dificuldades pelo fechamento parcial da economia em todo o estado de São Paulo. Por conta de todas as questões, o presidente acha melhor abrir mão da disputa.

Videoconferências - A FPF iniciou nesta terça-feira, dia 26, uma série de reuniões virtuais com os  42 clubes que estavam inscritos no torneio. No primeiro dia, houve a reunião do Grupo 1, às 15 horas, com Andradina, Araçatuba, Bandeirante, Grêmio Prudente, Osvaldo Cruz, Tanabi e Tupã, e do Grupo 2, às 17h30, com Santacruzense, Assisense, XV de Jaú, Independente de Limeira, Rio Branco, União Barbarense e Vocem.

Nesta quarta-feira, dia 27, a primeira reunião, às 15 horas, conta com os times do Grupo 3: América, Francana, Inter de Bebedouro, Taquaritinga, São-carlense, São Carlos e Matonense. Às 17h30, os times do Grupo 4: Amparo, Flamengo de Guarulhos, Guarulhos, Brasilis, Jaguariúna, Mogi Mirim e Itapirense.


O último dia das reuniões é na próxima quinta-feira, dia 28. A primeira, às 15 horas, é com as equipes do Grupo 5: Manthiqueira, Barcelona, Joseense, Atlético Mogi, São José, União Mogi e União Suzano. Às 17h30, é a vez do Grupo 6, com os clubes Itararé, Taboão da Serra, Elosport, Grêmio Mauaense, Jabaquara, Mauá e Osasco.

Informações - Algo que já foi confirmado pelo presidente da FPF, Reinaldo Carneiro Bastos, é que a criação da Série B2 em 2021 está cancelada, justamente devido ao novo cenário com a questão da pandemia. Além disto, o mandatário da entidade também confirmou que assim que as autoridades de saúde autorizarem o retorno das competições, será convocado um novo Conselho Técnico do torneio e um novo regulamento deve ser formatado.

Porém, informações de bastidores dão conta que, além da Santacruzense, outras equipes que estavam confirmadas na Segundona 2020, antes da quarentena, já estariam estudando abrir mão da competição deste ano. A FPF, nas reuniões de terça-feira, afirmou que não punirá clubes que desistirem, por conta do cenário causado pela pandemia, e acenou com a possibilidade de aceitar a inscrição de clubes filiados que, a princípio, não estariam no campeonato.

Renan Foguinho valoriza retorno aos treinos presenciais na Turquia

Foto: Divulgação/Girensuspor

Renan Foguinho em treino no Giresunspor

A bola já tem data para voltar a rolar na Lig A (segunda divisão da Turquia). A Federação Turca de Futebol confirmou o retorno da competição para o próximo dia 18 de junho. Até então, 28 de 34 rodadas haviam sido disputadas.

Com menos de um mês para a volta da competição nacional, os clubes turcos retomaram suas rotinas de treinos presenciais. Um deles foi o Giresunspor, que conta em seu elenco com o volante brasileiro, Renan Foguinho. O foco principal no retorno aos treinos foi a parte física e nos testes realizados, o ex-jogador do Athletico Paranaense e Atlético Goianiense teve os melhores resultados do elenco.

Na opinião de Renan Foguinho, o que foi determinante para o bom desempenho físico foi manter os treinamentos em casa mesmo no período de isolamento social. “Sou um jogador que dependo bastante do aspecto físico, por isso não parei. Segui treinando forte, mesmo em casa. Claro que o trabalho no clube é muito diferente, tem uma estrutura melhor. Mas, tenho me sentido bem neste retorno e os treinos fizeram toda a diferença para eu ter os melhores resultados físicos”, declarou o volante de 30 anos.


O último jogo do Giresunspor foi no dia 15 de março num empate, fora de casam, em 1×1 com o Ankaraspor. Distante cinco pontos da zona de classificação e faltando seis rodadas para o término da primeira fase, Renan Foguinho demonstra confiança no time quando retornar a competição. “Estávamos invictos há quatro jogos, sendo que foram três vitórias. Demos um salto na tabela e a nossa expectativa é boa na retomada. Temos chances claras de chegar aos playoffs e vamos em busca disso”, garantiu o atleta que atuou em 20 rodadas.

Tendo novamente uma rotina na estrutura do Giresunspor, Renan Foguinho reforça a importância de volta aos trabalhos no clube. “Nós, atletas, estamos acostumados com essa rotina. Ficar sem treinar além de perder na parte física, nos traz uma aflição muito grande. Fomos testados, todos estão saudáveis e felizes de voltarmos a fazer o que nos faz sentir bem, que é jogar futebol”, finalizou.

Perto do reinício do futebol em Portugal, Luiz Fernando relata rotina de treinos

Foto: divulgação Desportivo Aves

Luiz Fernando já está treinando no Desportivo Aves

O clima é de contagem regressiva. Faltam menos de duas semanas para o retorno da Liga NOS, a primeira divisão do Campeonato Português. Restam 10 rodadas para o término da temporada 2019-2020 e as equipes já retornaram com suas atividades em seus respectivos locais.

O volante brasileiro Luiz Fernando, que defende o Desportivo Aves, treina há três semanas com o elenco. A equipe se prepara para o reinício, que acontece no próximo dia 5, contra o Belenenses, em seus domínios. Ele conta como está sendo a volta aos treinos.


“Todos os processos aqui foram feitos com cuidado e precaução. Lá no início, quando retornamos aos treinos, todos fizeram exame para o Covid-19 e deu negativo. Na primeira semana fazíamos só trabalhos divididos em grupos, cada um no seu horário e em seu setor de campo. Na outra semana começaram os treinos com mais contato, com o grupo maior. E agora, nessa semana que passou, já tivemos coletivo, atividades normais. Foi um processo gradativo que está dando certo, além disso, ao final de toda semana fazemos novos testes para o vírus. É como se a cada semana a gente avançasse uma etapa”, revelou o atleta de 26 anos, que chegou em Portugal após defender o América Mineiro.

Apesar da situação mais tranquila no país, o jogador alerta para os cuidados e as orientações que o clube tem passado para o elenco. “Temos algumas regras para seguir. Por enquanto nada de vestiário, chegamos prontos para o treino. É do carro para o campo e do campo para o carro. Além, é claro, de usar máscara quando chegamos no clube. No geral, as coisas em Portugal estão fluindo bem. Bares, praias e algumas lojas já até foram reabertas, o país vem sendo exemplo no combate ao Coronavírus. A volta do futebol é consequência disso tudo”, concluiu.


O Desportivo Aves terá uma tarefa complicada nestes 10 jogos finais da Liga NOS, no retorno após a quarentena. A equipe é a lanterna da competição, com apenas 13 pontos, e terá que ir para o "tudo ou nada" se quiser escapar do rebaixamento.

Santos FC - O primeiro time a usar estrelas no Brasil

Por Gabriel Santana / Centro de Memória e Estatística do Santos FC
Foto: divulgação Santos FC

As duas estrelas acima do escudo do Santos passaram a ser usadas a partir de 1968

As duas maiores conquistas da história do Santos são os títulos que correspondem ao Bicampeonato Mundial de 1962 e 1963. Esses troféus são os que mais brilham em nosso lindo museu, o Memorial das Conquistas. Eles possuem luz própria, como as estrelas. E em 1968, cinco anos após o bi mundial, eles foram eternizados no uniforme santista exatamente como as estrelas, brilhando acima do escudo com as suas próprias luminosidades.

No dia 23 de maio as estrelas foram introduzidas no uniforme pela primeira vez, em um amistoso festivo diante do Boca Juniors, da Argentina. E no dia 26 de maio, oficialmente, elas estavam na camisa santista na partida diante do América de São José do Rio Preto, pelo Campeonato Paulista.


O festivo jogo entre Santos e Boca Juniors aconteceu na Vila Belmiro, e serviu também para comemorar o bicampeonato paulista de 1967/1968. Antes da partida foram entregues as faixas de bicampeão, além de um desfile de bandas e a apresentação do novo uniforme, com as duas estrelas acima do escudo. O Peixe acabou perdendo a partida por 1 a 0, gol de Rojas.

Três dias depois o Santos entrou em campo novamente, dessa vez pelo Campeonato Paulista de 1968, já com o título assegurado na rodada anterior. O Alvinegro enfrentou o América no Estádio Mario Alves Mendonça, em São José do Rio Preto, e acabou derrotado por 3 a 1.


Toninho Guerreiro marcou o único tento santista, e Marco Aurelio, Cabinho e Gildo anotaram para a equipe do interior. O Alvinegro, escalado pelo técnico Antoninho, entrou em campo com Cláudio, Carlos Alberto, Ramos Delgado, Joel Camargo e Rildo (Geraldino); Mengálvio e Negreiros (Orlando); Kaneko, Douglas, Toninho e Edu.

Estrelas pioneiras - No Brasil não há nenhum registro de que algum clube tenha utilizado estrelas nos uniformes homenageando títulos antes das duas estrelas em alusão ao bicampeonato mundial do Santos. Após o Peixe “lançar moda”, outros clubes fizerem o mesmo na década de 1970.


A Seleção Brasileira também só começou a utilizar as estrelas acima do escudo da CBF depois do Santos. Em alguns amistosos, no segundo semestre de 1968, a Seleção canarinho passou a usar duas estrelas em homenagem ao bi mundial conquistado em 1958 e 1962. Em 1971 a Seleção passou a usar, oficialmente, três estrelas, em homenagem ao tricampeonato mundial conquistado em 1970.

terça-feira, 26 de maio de 2020

Campeões com o XV em 95, ex-jogadores declaram admiração por Vadão

Com informações da FPF
Foto: reprodução XV de Piracicaba

Vadão sendo levantado pelos jogadores após a conquista da Série C de 1995

Oswaldo Alvarez, mais conhecido como ‘Vadão’, com certeza fará falta não só no mundo futebolístico, como também para todos os amigos próximos. Falecendo na última segunda-feira (25), o ex-treinador ficou marcado por fazer história em diversos clubes que dirigiu no decorrer de sua longa carreira. O XV de Piracicaba é um dos que Vadão deixou sua marca.

Comandante do título do Campeonato Brasileiro da Série C de 1995, diversos jogadores daquela campanha relembraram momentos importantes com o técnico ao site oficial do time. Na ocasião, o XV de Piracicaba superou o Volta Redonda-RJ na grande decisão.

Depoimentos - Ex-volante e atual supervisor das categorias de formação do XV, Carlão exaltou o treinador, ressaltando o quão querido era para os jogadores. “É um dia muito triste. O Vadão foi meu treinador ainda no início da minha carreira. Cheguei ao XV com apenas 16 anos, vindo de Monte Verde e ele, que era da cidade vizinha, Monte Azul Paulista, me ajudou muito. Além de ótimo técnico, era uma pessoa fantástica, um ser humano incrível. Nós temos um grupo de Whatsapp, com os campeões de 95, todos têm a mesma opinião e ficaram muito tristes com o ocorrido", disse.


Quem também deu um depoimento emocionado foi Cristiano, ex-goleiro e agora preparador que enalteceu o profissionalismo e a forma de treinar e gerenciar o elenco. “Conheci o Vadão em 95, quando ele chegou para montar o time que foi campeão da Série C. Eu era muito jovem, o terceiro goleiro do profissional, mas os mais experientes naquela época já falavam que ele era à frente do tempo. Então, os treinamentos, a forma de montar a equipe e as variações de jogadas nos treinamentos e nos jogos era algo que nos surpreendia, diante de tudo o que conhecíamos. Ele era acima da média, em um tempo em que o futebol não era tão moderno”, disse antes de complementar.

“Nós tínhamos a certeza que ele teria uma grande carreira. Não a toa teve tantas conquistas. A marca dele no futebol ficará para sempre. Como pessoa, o que posso dizer é que ele respeitava a todos, independente de nome. O jogador era escalado por merecimento e a prova disso é o próprio Carlão, que atuou com apenas 16 anos. Todos no grupo o respeitavam. Com certeza, deixará saudades”, concluiu.

Por fim, o ex-meia Cléber Gaúcho e o antigo zagueiro Biluca valorizam a importância de Vadão para a conquista inédita. “A perda do Vadão é sentida por todos que amam o futebol, pois foi um técnico muito capacitado e competente, conhecedor daquilo que gostava de transmitir aos seus comandados. Tive o prazer e o privilégio de ser seu atleta no XV de Piracicaba na conquista do título da Série C de 1995”, comenta Cleber Gaúcho.

“O XV vinha de um descenso no Paulistão, ele pegou o time totalmente desestruturado. Com seu estilo, foi montando a equipe do jeito que ele queria e deu certo. Era uma pessoa muito inteligente, com seu sistema 3-5-2. Era um treinador que gostava de conversar muito com os jogadores. Treinava muito. Pessoa do bem. Que Deus o receba de braços abertos”, finalizou Biluca.

Campanha vencedora - Em 1995, o XV de Piracicaba conquistou seu único título nacional –o Campeonato Brasileiro da Série C. Comandado por Vadão, a equipe do interior paulista também contava com ótimos nomes da história do clube na equipe titular, como Serginho, Tuta, Silvinho, Ivanildo, Carlão, Mica e Tito.


A primeira fase do torneio foi dividida em 32 grupos com três equipes, onde passavam as duas primeiras. O XV de Piracicaba terminou essa primeira etapa da competição em segundo lugar do seu grupo, atrás do Paulista e eliminando o Democrata-MG.

Chegando na segunda fase, a disputa se tornou eliminatória. O XV despachou equipes como Inter de Limeira, Barra-RJ, Brasil de Pelotas-RS e na semifinal, Gama-DF. A grande final seria contra os cariocas do Volta Redonda-RJ.

Atuando em casa na primeira partida, o XV de Piracicaba se impôs com o apoio do seu torcedor e levou para o Rio de Janeiro uma vantagem de 2 a 0 no placar. Em terras cariocas, a equipe paulista venceu novamente o Volta Redonda, dessa vez por 1 a 0, e se sagrou campeã nacional.

O XV de Piracicaba atualmente disputa o Paulistão A2 Sicredi. A equipe se encontra na sexta colocação da competição estadual, somando 19 pontos em 12 jogos disputados.

O começo de Luca Toni no Modena

Por Lucas Paes
Foto: Modenafc.net

Luca Toni nos tempos de Modena

Luca Toni foi durante boa parte dos anos 2000 um dos mais conhecidos camisas noves de ofício da Itália. Oportunista e fazedor de gols, engrenou já mais velho na carreira, mas chegou a disputar Copa do Mundo e levar junto da Azzurra a taça pra casa. Completando 43 anos neste dia 26 de maio, o ex-atacante começou sua trajetória no futebol pelo modesto Modena, do norte italiano.

Toni chega as categorias de base do Modena depois de uma temporada atuando no Officine Mechaniche Frignanesi. Na base gialloblu, foi treinado pelo brasileiro Chinesinho, que atuou pela Juve, pelo Modena e por outros times italianos. Ficou na base da equipe até o ano de 1994, quando acaba promovido aos profissionais, que na época disputavam a série C1, equivalente a quarta divisão na Itália.

Na primeira temporada, acaba jogando poucas vezes e marcando apenas 3 gols. Num time que sofreu muito para permanecer na série C1, seus 3 gols sequer são muito distantes dos oito gols de Pellegrini, artilheiro da equipe na temporada. Seria apenas no segundo biênio vestindo a camisa dos canários que Luca Toni teve um desempenho um pouco melhor.


Na temporada de 1995/1996, o Modena ficou numa posição um pouco mais tranquila na tabela, apesar de passar longe de sequer sonhar com um possível acesso. Nessa temporada, Luca Toni terminou na vice-artilharia da equipe, apesar de marcar apenas cinco gols na Série C1. Ao fim daquela temporada, acabaria emprestado ao Empoli. A partir daí começaria uma trajetória quase cigana que o levaria para o Palermo no início dos anos 2000, onde finalmente Toni estouraria.

Depois de uma carreira bem sucedida como atleta, com passagens por diversos clubes, com destaque para Palermo, Fiorentina, Bayern e com um pouco menos de brilho na Juventus, além do título mundial pela Itália, Luca Toni chegou a fazer cursos para se tornar diretor quando terminou a carreira pelo Hellas Verona e mais recentemente ingressou em cursos da UEFA para se tornar treinador. 

Presidente da FPF diz em uma Segundona Paulista "econômica" em videoconferência

Foto: F7 Notícias

Fachada da sede da FPF

Começou na tarde desta terça-feira, dia 26, a série de reuniões virtuais da Federação Paulista de Futebol (FPF) com os clubes da Segunda Divisão do Estado de 2020. Na videoconferência com as equipes que estavam previamente no Grupo 1 da competição, o presidente da entidade, Reinaldo Carneiro Bastos, segundo informações, disse que o campeonato será realizado, mas de "forma mais econômica".

Por conta da quarentena devido à pandemia de coronavírus, a entidade que rege o futebol de São Paulo garantiu que não punirá os clubes que desistirem da competição, mas admite que pode reabrir as inscrições para filiados que não entraram na lista inicial.

Participaram da primeira reunião os representantes de Andradina, Esportiva Araçatuba, Bandeirante, Grêmio Prudente, Osvaldo Cruz, Tanabi e Tupã. Todos foram ouvidos e falaram das situações de cada clube e das cidades em relação à pandemia. Além disso, escutaram de Reinaldo para serem racionais com a parte financeira neste momento.

O mandatário da FPF falou confirmou que a competição a intenção de realizar a competição. Porém, assim como nas Séries A1, A2 e A3, ainda não há uma previsão para que a bola volte a rolar. Tudo vai depender da autorização dos órgãos oficiais de saúde do estado e municípios.

Diante do cenário, o presidente da FPF explicou que um modelo mais econômico de competição será pensado, caso a Segundona tenha condições de ser colocada em prática, a fim de não onerar financeiramente as equipes. Não foi falado em ajuda financeira às equipes.


É quase certo que esta volta será sem público e, basicamente, as receitas dos clubes serão com patrocínio nas camisas, placas de publicidade e ações de marketing. Assim como já havia acertado antes, os jogos serão transmitidos pela internet, através da plataforma MyCujoo. Porém, há uma possibilidade de passá-los também no Facebook.

Na reunião, Reinaldo Carneiro Bastos deixou claro que não irá punir os clubes que desistirem da competição até a data do novo Conselho Técnico, que será marcada assim que se tiver a liberação do futebol. Porém, a novidade é que a FPF poderá reabrir a inscrição para os filiados que não entraram na competição por não preencher os requisitos necessários. Porém, para disputar o campeonato, os clubes terão que estar em dia com as obrigatoriedades estipuladas para a disputa da Segunda Divisão Paulista.

A competição - A Segunda Divisão Paulista de 2020 estava prevista para se inciar em 18 de abril. Eram 42 equipes divididas em seis grupos. Os dois primeiros colocados de cada chave e mais os quatro melhores terceiros iriam para o mata-mata. Os times que caíssem na primeira fase cairiam para a Série B2, que voltaria em 2021. Porém, a ideia do novo escalão do futebol no estado a partir do próximo ano foi abortada por conta da pandemia.

Após passagem pelo Ceilândia, meia Matheus Britto está na mira de clube da Série C

Foto: arquivo pessoal

Matheus Britto quando ainda estava no Ceilândia

O meio campista Matheus Britto, que foi um dos destaques do Campeonato Candango 2020 defendendo o Ceilândia, interessa a clube que disputará o Campeonato Brasileiro Série C. O estafe do jogador, que despontou no estadual, revelou que foi procurado pela direção do clube.

"Recebemos uma proposta oficial que achamos interessante. Mas ainda estamos com algumas situações em andamento com clubes da Série B e exterior. A ideia é que possamos resolver a situação do atleta nas próximas semanas", informou a equipe que cuida da carreira do jogador em nota.

Matheus Britto, de 21 anos, chegou ao Ceilândia em alta, após boa passagem pelo Miami Dade FC, que disputa a United Premier Soccer League, dos Estados Unidos, e logo ganhou a posição entre os titulares do time candango. Ele se destacou pela técnica e, principalmente, pela criação de jogadas.


Com o desempenho no Campeonato Estadual, o meia acredita que a carreira só tende a crescer nas próximas experiências. Sobre a expectativa de atuar no Campeonato Brasileiro da Série C, Matheus Britto se mostrou muito confiante.

"A experiência no Ceilândia foi muito positiva, uma equipe de boa estrutura e jogadores rodados, eu sigo treinando forte no dia a dia na expectativa do retorno, fico feliz pelo reconhecimento do meu trabalho, espero que meus empresários definam o quanto antes e estou pronto pra grandes desafios e conquistar títulos", finalizou o atleta.
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