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O início de Aladim no Bangu

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Aladim teve um grande início no Bangu

Aladim Luciano, ex-ponta esquerdo conhecido popularmente apenas como Aladim, está completando o seu 77º aniversário nesta terça-feira, dia 10 de outubro de 2023. Ele surgiu no time juvenil do tradicional Bangu de forma meteórica no começo dos Anos 60 e ganhou moral com o técnico Moacir Bueno.

Seu primeiro jogo como profissional foi no Torneio Início do campeonato carioca de 63, quando o clube de “Moça Bonita” empatou com o América em 1 a 1 no tempo normal e depois levou a melhor na disputa de pênaltis.

Convocado para atuar junto com grandes estrelas no selecionado carioca, o atacante de beirada ficou totalmente deslumbrado com aquele novo momento de sua carreira. Até porque, passou de 10 para 180 cruzeiros recebidos por mês.

De 63 a 66, Aladim foi comandado por grandes treinadores; como Denoni Alves, Gentil Cardoso, Martim Francisco, Plácido Monsores, Tim, Zizinho e o argentino Alfredo Gonzáles. Este último, foi grande mentor do elenco que se sagrou campeão carioca em 1966.

No dia 30 de janeiro de 1981, a revista Placar divulgou que o Botafogo chegou a ter interesse na contratação de Aladim. Entretanto, Admildo Chirol,  preparador físico do clube Alvinegro, se posicionou completamente contra a aquisição do jogador por considerá-lo um “cachaceiro”. Essa imagem distorcida que Chirol criou a respeito do jovem só aconteceu porque viu Aladim tomando um chope com uma garota em São Conrado.


Por fim, Aladim ficou nas fileiras do Bangu até o fim de setembro de 70, acabou sendo vendido para o Corinthians. Segundo o site “bangu.net”, o ponta disputou 198 compromissos pelo Banguzão e marcou 64 gols. Ao todo, participou de 84 vitórias, 51 empates, 63 derrotas do Alvivrrubro.

Jorge Burruchaga e seu vínculo com o Independiente

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Burruchaga teve boas passagens pelo Independiente de Avellaneda

O ex-meia e ponta direita argentino campeão do mundo com a Albiceleste em 1986, Jorge Luis Burruchaga, está comemorando o seu 61º ano de vida nesta segunda-feira, dia 9 de outubro de 2023. Ao longo da sua carreira, o atleta teve duas passagens pelo Independiente de Avellaneda, onde conquistou muitos títulos importantes.

A primeira delas, aconteceu entre 1982 e 1985, quando o jogador já havia defendido o Arsenal de Sarandí por duas temporadas. Fez parte do elenco dos diabos vermelhos que conquistou o Campeonato Argentino de 1983, a Libertadores e a Copa Intercontinental, ambas em 1984.

No ano seguinte, Burruchaga foi vendido para o Nantes, onde atuou por sete temporadas. Antes de retornar ao seu país de origem em 1995, ainda defendeu o Valenciennes, também da França.


Na sua segunda e última passagem pela equipe, que perdurou até 1998, ano em que se aposentou, Jorge ajudou o Rey de Copas a ganhar mais dois títulos: a Recopa Sul-Americana e a Supercopa Libertadores, ambos em 95. Encerrou o seu ciclo no clube com 140 partidas disputadas e 49 gols marcados, segundo números do site ogol.com.

Após pendurar as chuteiras, se tornou treinador e comandou o Independiente entre 2006 e 2007.

Maurício e o gol que quebrou o jejum de títulos do Botafogo

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Maurício marcou o gol que tirou o Fogão da fila em 1989

O ex-ponta-direita do Botafogo, Maurício de Oliveira Anastácio, comemora o seu 61º aniversário nesta sexta-feira, dia 29 de setembro de 2023. Em uma de suas passagens pelo Fogão, o atacante de beirada protagonizou um momento muito especial para o torcedor do clube Alvinegro, na final do Campeonato Carioca de 1989.

Começou a carreira profissional no América, mas foi no Botafogo, que ficou ainda mais famoso no cenário futebolístico brasileiro. Afinal, foi com a camisa do time de General Severiano, que o avançado marcou o gol que acabou com o jejum de 21 anos do Glorioso sem títulos.

A última metade do confronto de 180 minutos da grande decisão do Estadual de 89 aconteceu no dia 21 de junho daquele ano. Na ocasião, o Alvinegro do Rio, que venceu a Taça Rio, enfrentou o Flamengo, campeão da Taça Guanabara, pelo jogo de volta. Na ida, o Fogão e o Mengão haviam empatado em 0 a 0, no Maracanã, mesmo palco onde aconteceu o último jogo da final.


O fatídico gol que tirou o grito de campeão entalado na garganta da torcida do torcedor botafoguense aconteceu aos 12' de bola rolando na etapa complementar. Na jogada, Maurício recebeu um levantamento primoroso de Marquinhos na pequena área, e com a bola no ainda no ar, conferiu para o fundo das redes.

Ao longo de suas duas passagens pelo Botafogo, que aconteceram de 1986 a 1988 e 1989 a 1990, Maurício disputou um total de 67 partidas e balançou as redes adversárias em 15 ocasiões.

Renato Gaúcho e sua passagem pelo Fluminense como jogador

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Renato Gaúcho comemorando o histórico gol de barriga contra o Flamengo que deu o título do Carioca de 1995 ao Fluminense

Ídolo eterno da torcida gremista, Renato Portaluppi, ex-ponta direita popularmente conhecido como Renato Gaúcho, está comemorando o seu 61º ano de vida neste sábado, dia 9 de setembro de 2023. No decorrer de sua carreira de atleta, o atacante de beirada jogou no Fluminense entre 1995 e 1997.

Antes de chegar ao Tricolor das Laranjeiras, o avançado já havia colecionado passagens por Botafogo, Flamengo, Atlético Mineiro e Cruzeiro. Na sua temporada de estreia, a dupla Fla-Flu chegou até a última rodada do octogonal final como os únicos postulantes à conquista do Campeonato Carioca. 

No clássico que definiria o título, o Fluzão abriu dois a zero, mas cedeu o empate do clube rubro-negro ainda antes do intervalo. Já na reta final da partida, Renato marcou um gol salvador de barriga e deu o título ao Nense. Ainda em 95, o ponta de lança ajudou o Fluminense a chegar nas semifinais do Brasileirão. 

Entretanto, no ano seguinte, o Fluminense não fez uma boa campanha no Campeonato Brasileiro. Com problemas de lesão, Renato pouco jogou e na reta final da campanha até chegou a ter sua primeira experiência como treinador. Porém, o time carioca não se salvou acabou sendo rebaixado para a Série B.


Renato Portaluppi deixou o Tricolor em 1997, após disputar o Campeonato Carioca e sem saber que o Fluminense escaparia do rebaixamento com uma 'virada de mesa', que também salvaria o Bragantino, devido ao caso Ives Mendes. Porém, o Flu, já sem Renato, também cairia em 1997.

Renato Gaúcho fez 66 partidas pelo Flu e marcou 26 gols, segundo o site ogol.com. Na sequência de sua jornada como atleta, Renato Gaúcho ainda teve uma quarta passagem pelo Flamengo, e encerrou a carreira no Bangu. Aposentado, se tornou treinador e teve quatro passagens pelo comando técnico do Time de Guerreiros. Em uma delas, conquistou a Copa do Brasil em 2007 e foi vice da Libertadores em 2008.

A passagem de George Best pelo Manchester United

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

George Best é um dos maiores ídolos dos Diabos Vermelhos

George Best, ex-ponta direita da Irlanda do Norte, estaria comemorando o seu 77º aniversário nesta segunda-feira, dia 22 de maio de 2023. No decorrer de sua carreira, o atleta defendeu as cores do Manchester United entre os Anos 60 e 70, teve uma excelente passagem e se tornou um dos maiores ídolos da história dos Red Devils.

Esta trajetória do jogador na equipe vermelha de Manchester começou em 1963, ano no qual passou a jogar profissionalmente. Com o decorrer do tempo, o avançado criou um vínculo muito grande com a torcida e a instituição nesse período de 11 anos em que permaneceu no clube.

Segundo o site ogol.com, George Beste disputou 470 partidas e marcou 179 gols com a camisa dos Diabos Vermelhos. Neste período de 11 anos no clube inglês, conquistou uma Liga dos Campeões (1967/68), dois Campeonatos Ingleses (1964/65 e 1966/67) e duas Supercopas da Inglaterra (1965 e 1967).

Na sequência de sua carreira, o renomado atleta da Irlanda do Norte rodou por clubes como Jewish Guild, Dunstable Town, Stockport County, Cork Celtic, Los Angeles Aztecs, Fulham, Los Angeles Aztecs, Fort Lauderdale Strikers, Hibernian, San Jose Earthquakes, Sea Bee, Hong Kong Rangers, Bournemouth, Brisbane Lions, Osborne Park Galeb e no Nuneaton Borough.


Ele encerrou a sua carreira em 1984, depois de atuar no Tobermore United. George Best veio a falecer no dia 25 de novembro de 2005, quando tinha 59 anos. O craque irlandês teve uma falência múltipla dos órgãos em decorrência de uma cirrose.

O último gol da carreira de Garrincha

Com informações do GE.com
Foto: Joster Barbosa/Arquivo pessoal

Garrincha, após o jogo, com repórteres e fãs

Em 22 de março de 1972, há exatos 51 anos, no estádio Palma Travassos, em Ribeirão Preto, Garrincha, atuando pelo Olaria contra o time da casa, o Comercial, balançou as redes pela última vez como profissional.

A partida era amistosa. Na época, o Olaria aproveitou a presença de Mané em seu elenco e fez um tour pelo Brasil. A cidade do interior paulista ficou com o privilégio de ver o craque, então com 38 anos, por 90 minutos, e ainda fazer um gol na Joia, apelido do estádio comercialino.

O Bafo vencia o jogo por 2 a 0, mas o clube carioca diminuiu com Fernando e chegou ao empate com Garrincha, já no segundo tempo. O lance ainda está bem vivo na memória de quem, das arquibancadas da Joia, acompanhou a visita ilustre do Mané a Ribeirão Preto e presenciou o feito histórico.

Depois de uma falta, Paschoalin, goleiro do Comercial na época, rebateu, foi uma falta difícil. O Garrincha fez o gol de rebote. Foi um gol histórico, colocou também o Comercial na história. O carisma de Garrincha, bem demonstrado na foto, ajuda a explicar o tamanho do ídolo para o futebol brasileiro. Naquela noite, há 50 anos, o “Anjo Torto” que tantas vezes subverteu a lógica, conseguiu mais uma vez, ao fazer um gol que até a torcida adversária comemorou.

Em 2012, o ex-goleiro Fernando Paschoalin, que sofreu o último gol de Garrincha, deu entrevista ao Esporte Espetacular e recordou com orgulho ter feito parte do episódio histórico ao futebol brasileiro. "O Garrincha não parecia ser jogador, uma pessoa famosa. Hoje, eu fico feliz de ter tomado um gol dele. Ele tinha a condição técnica dentro de si, mas já não tinha corpo para aquilo. Mas o pouquinho que ele fez, foi o bastante para podermos rever o que ele tinha feito", disse Paschoalin, que morreu em 25 de abril de 2017 por complicações de uma cirurgia bariátrica.


Garrincha se despediu do futebol em 7 de setembro de 1972, em um amistoso entre Olaria e Caldense. Em 1973, uma partida festiva foi organizada no Maracanã, entre a seleção brasileira e um combinado estrangeiro. Mané Garrincha morreu em 1983, aos 49 anos, vítima do alcoolismo. Seu legado, porém, prossegue na viva memória de quem aprecia o futebol.

Daniel Bertoni e seu início de carreira no Quilmes da Argentina

Por Fabio Rocha
Foto: Arquivo

Daniel Bertoni comemorando gol pelo Quilmes

Ricardo Daniel Bertoni Buckle, nasceu na Bahia Blanca, na Argentina, no dia 14 de março de 1955, e se tornou campeão do mundo pela Seleção Argentina. O jogador teve passagens por grandes clubes, principalmente na Europa, e teve bons momentos ao lado de Maradona.

O jogador teve seu início de carreira na Argentina, por uma equipe mediana do país. Tudo começou em 1971, no Quilmes Atlético Clube, um time de Buenos Aires. Ainda muito jovem, o meia-atacante conseguiu ganhar rapidamente seu espaço, mostrando ter um grande potencial.

O jogador tinha uma qualidade impressionante, conseguia dar um ritmo muito bom ofensivamente, e ainda pisava na área para finalizar. Tinha uma classe atuando, era um grande jogador, e por isso virou um promessa do seu país.

Duas grandes atuações com 16 anos, chamaram a atenção de grandes times do país, que começaram a ir atrás do jovem, pois sabiam que ele ia ter um grande futuro pela frente. O meia conseguiu ter um belo início, e a cada partida ia amadurecendo mais.

É claro, que na primeira temporada, não se tornou titular absoluto, mas entrava muito bens nos jogos. Mas no seu segundo ano, prestes a fazer 17 anos, o jogador conseguiu ganhar a sua vaga e mostrou mais ainda seu potencial. A sua ótima temporada, consolidou o que todos já sabiam, a sua saída da equipe.


No final da temporada de 1972, o jogador recebeu diversas propostas de times grandes da Argentina. Bertoni resolveu aceitar a do Independiente, e por lá fez uma linda história. Após sua passagem pelo clube, o jogador foi trilhar seu futuro na Europa, com passagem na Itália e em três clubes do futebol Italiano.

Além disso, fez parte da Copa do Mundo de 1978, onde se consagrou campeão do Mundo. Também estava no elenco da Copa de 1982, mas acabou ficando de fora do bicampeonato em 1986, mesmo atuando junto com o Maradona no Napoli.

Vivinho e sua boa passagem pelo Vasco da Gama

Por Fabio Rocha
Foto: Juha Tamminnen

Vivinho teve a grande fase na carreira defendendo o Vasco

Welves Dias Marcelino, mais conhecido como Vivinho, nasceu em Uberlândia, no dia 10 de março de 1961, e faleceu no Rio de Janeiro, no dia 13 de setembro de 2015, teve passagens por grandes times do futebol brasileiro, se tornando ídolo da torcida vascaína.

O jogador começou sua carreira no Uberlândia, aos 21 anos, já não era tão jovem, mas conseguiu se desenvolver muito bem na equipe. O ponta-direita, era muito rápido e sempre gerava perigo ao seu adversário, fazendo grandes dribles e marcando gols.

Vivinho ficou no Uberlândia por 5 anos, chegando a atuar pelo Campeonato Brasileiro, onde conseguiu se destacar e mostrar seu potencial para as outras equipes do futebol nacional. Em 1986, o jogador recebeu uma proposta do Vasco, uma equipe gigante do Brasil, e aceitou no mesmo momento.

O jogador chegou e já logo conseguiu se tornar importante dentro do grupo, mostrando que tinha a total capacidade de se tornar titular da equipe. Não demorou muito tempo, para o atacante ganhar seu espaço e não sair mais, se tornou uma peça fundamental no time.

O ponta viveu grandes momentos pelo Vasco, sendo uma das estrelas da equipe, sendo importante em diversos jogos. O jogador conseguiu ganhar o coração da torcida vascaína, se tornando mais ídolo a cada partida.

Em 1988 ganhou seu primeiro título, quando o Vasco conquistou o Campeonato Carioca. O ponta foi de extrema importância na competição, fazendo grandes jogos e decidindo partidas. Naquele ano, o jogador fez um lance, em partida válida pelo Brasileirão, que entrou para a história do clube.

No dia 11 de setembro, em partida contra a Portuguesa, o ponta deu três ‘lençóis’ no volante ‘Capitão’ e completou para o gol. Esse lance rendeu uma placa em São Januário. Em 1989, o jogador foi campeão Brasileiro com o Vasco, sendo novamente muito importante para a equipe.

O jogador se destacava muito no time, tanto que, após alguns anos vivendo grandes momentos, foi chamado para a Seleção Brasileira. O treinador do Brasil era o Lazaroni, que antes dirigiu o Vasco e levou quase todo mundo com quem trabalhou para atuar pela seleção. Em 1990, o jogador deixou o Vasco, após ótimos anos e tendo construído uma linda história. Vivinho foi para o Botafogo, o que gerou alguma polêmica na época, por conta de ser rival.


Jogou até 1997, encerrando a carreira na Cabofriense. Vivinho morreu no dia 13 de setembro de 2015, aos 54 anos, no Rio de Janeiro. Vivinho desmaiou em sua casa, foi levado ao hospital, mas não resistiu. Duas semanas antes, em um torneio master no Pará, o ex-jogador tinha se chocado com o goleiro adversário, tendo afundamento da face e fratura no nariz.

Dorval - Um ídolo do Peixe

Com informações do Santos FC
Foto: arquivo

Dorval faria 88 anos neste 26 de fevereiro

É no mínimo intrigante saber que os dois pontas do melhor ataque de todos os tempos, início e fim do verso mais declamado nos tempos do futebol arte, nasceram com apenas um dia de diferença. Ontem o ponta-esquerda Pepe comemorou 88 anos. Neste domingo, se estivesse vivo, seria a vez do ponta-direita Dorval, que nos deixou em 26 de dezembro de 2021.

Único jogador daquele Santos mágico a nascer em uma capital, Dorval Rodrigues veio ao mundo em 26 de fevereiro de 1935, na cidade de Porto Alegre. Esguio, habilidoso, rápido, com a característica de driblar para dentro e bater a gol com a esquerda, Dorval veio para o Santos em 1956, depois de iniciar a carreira no extinto Grêmio Força e Luz, também chamado “Onze da Timbaúva”, um time pequeno de Porto Alegre.

Sua estreia no Alvinegro Praiano ocorreu em 20 de maio de 1956, em um amistoso jogado em São José do Rio Preto, quando entrou no lugar de Alfredinho, na vitória de 3 a 1 sobre América local, com os gols santistas marcados por Pagão, Alfredinho e Tite.

Naquele domingo, o Santos foi escalado pelo técnico Lula com Manga (depois Osvaldo); Hélvio (Sarno) e Ivan; Ramiro, Formiga (Feijó) e Zito; Alfredinho (Dorval), Jair Rosa Pinto (Pepe), Pagão (Del Vecchio), Vasconcelos e Tite.

Dorval estava no amistoso contra o Corinthians de Santo André, em 7 de setembro daquele ano, que o Santos venceu por 7 a 1, com um dos gols do estreante Pelé. Porém, ao contrário do Rei, Dorval teve mais dificuldade para se tornar titular, pois Alfredinho era muito bom e ainda havia Tite, que podia jogador tanto na extrema-direita, como na esquerda.

Assim, aquele que seria o número 7 do ataque dos sonhos só começaria a ganhar a posição no começo de 1957, em uma excursão ao seu Rio Grande do Sul. Dois dias depois de uma derrota para o Grêmio, no Estádio Olímpico, por 3 a 2, Lula o escolheu para sair jogando contra o mesmo adversário, no mesmo local, dois dias depois, e o Alvinegro Praiano, bem mais insinuante, enfiou 5 a 0 no tricolor do Sul.

Quatro atuações destacadas - Discreto, quase tímido, Dorval nunca foi de se gabar de seus feitos, mas a verdade é que teve algumas atuações destacadas, como na vitória de 5 a 1 sobre o Barcelona, no Camp Nou, em 1959, na qual marcou dois gols; na goleada de 5 a 2 sobre o São Paulo, no Pacaembu, em 1962, que assegurou ao Santos o tricampeonato paulista; no primeiro jogo da final da Taça Brasil de 1965, em que marcou dois gols na vitória de 5 a 1 sobre o Vasco, no Pacaembu, também no Pacaembu, e naquele que o jornalista carioca Ney Bianchi chamou de “O maior jogo do mundo”, no qual entortou o lendário Nilton Santos e abriu o marcador da goleada de 5 a 0 sobre o Botafogo, no Maracanã, que decidiu a Taça Brasil/ Campeonato Brasileiro de 1962.


Segundo pesquisas de Guilherme Guarche e Gabriel Santana, do nosso Centro de Memória, Dorval jogou 612 partidas e marcou 194 gols pelo Santos, o que faz dele o sexto maior artilheiro do Alvinegro Praiano. Na Seleção Brasileira, jogou 13 partidas e marcou um gol.

A última vez que Dorval vestiu a camisa do Santos foi em 23 de abril de 1967, no Pacaembu, numa vitória por 3 a 0 sobre o Bangu, pelo Torneio Roberto Gomes Pedrosa. Ele substituiu o ponta-direita Copeu.

Em 1964, após um desentendimento com Pelé depois de um jogo no Pacaembu, Dorval foi emprestado para o Racing, da Argentina. Lá, chegou a enfrentar o Santos, em um amistoso vencido pelo Alvinegro por 2 a 1, mas acabou voltando à Vila Belmiro no começo de 1965, permanecendo no Reino do Futebol até 1967.

A passagem de Tarciso, o Flecha Negra, pelo Cerro Porteño

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Tarciso Flecha Negra jogou no Cerro Porteño entre 1997 e 1998

Falecido no dia 5 dezembro de 2018, José Tarciso de Souza, popularmente conhecido como Tarciso Flecha Negra, estaria completando 71 anos de idade nesta quinta-feira, 15 de setembro de 2022. Na reta final de sua carreira, ele chegou a ter uma passagem pelo Cerro Porteño já fim dos anos 80, pouco tempo depois de ganhar vários títulos pelo Grêmio e se tornar um ídolo para a torcida Tricolor.

Nascido em São Geraldo, cidade localizada no estado de Minas Gerais, o atacante começou a escrever a sua história no futebol jogando pelo América-RJ. Depois de se destacar no clube carioca, ainda defendeu o Grêmio de 1973 até 1986, ano em que se transferiu para o Goiás. Foi depois de atuar no time Esmeraldino, que Tarciso rumou para o futebol paraguaio, com destino ao Cerro Porteño em 87.

No clube Azul-Grená, conseguiu contribuir para a conquista do título nacional logo na sua primeira temporada. Se tornou um jogador muito importante para o Ciclone do Bairro Trabalhador, já que fez gol decisivo. 

Durante a campanha que levou o time ao topo, o Flecha Negra foi companheiro de equipe do zagueiro Catalino Rivarola, que ficou conhecido no Brasil por passagens por Grêmio e Palmeiras, sendo campeão da Libertadores por ambos os times.


Depois de jogar pelo Cerro Porteño, ainda defendeu clubes como Coritiba em 1989 e também no Goiânia, em 90. Ainda neste ano, encerrou a sua carreira como jogador profissional atuando na equipe do São José, com 39 anos de idade. Ele morreu em 5 de dezembrod e 2018, em decorrência de um tumor ósseo.

Dorval no argentino Racing

Foto: arquivo

Dorval, com Pelé, enfrentando o Santos pelo Racing

Dorval Rodrigues, o Dorval, maior ponta da história do Santos (entre 1956 e 1966), completaria 87 anos neste 26 de fevereiro de 2022 se estivesse vivo. Porém, ele teve algumas saídas do Peixe no período em que defendeu o Alvinegro Praiano, em uma delas, em 1964, defendeu o Racing da Argentina e chegou a enfrentar o time da Vila Belmiro.

Dorval começou no gaúcho Força e Luz e chegou no Santos em 1956. No ano seguinte, chegou a ser emprestado ao Juventus, e também ao Bangu, este segundo em 1960. Porém entre 1961 e 1964 foi o ponta-direita titular de uma das maiores equipes que este planeta já viu.

Em 1964, Dorval acabou perdendo espaço no Santos FC e foi vendido junto com Batista e Luís Cláudio para o Racing da Argentina. Chegou no país vizinho com estatus de estrela e logo virou titular no time de Avellaneda. Em 7 de maio daquele ano, aconteceu algo curioso. O Racing recebeu o Santos para um amistoso e Dorval enfrentou sua ex-equipe.

No Cilindro de Avellaneda, um “econômico” 2 a 1 só definido aos 45 minutos do segundo tempo, quando Pelé converteu um pênalti. Coutinho havia aberto o placar empatado pelo futuro santista Menotti. Dorval saiu aos 25 minutos do primeiro tempo, machucado.

Porém, Dorval ficou pouco tempo no Racing. Mas não foi por conta de atuações ruins. Pelo contrário! O clube argentino não quitou o passe do trio e Dorval acabou retornando ao Santos em 1965, ficando até 1967. O ponta-direita ainda defenderia Palmeiras, Atlético Paranaense, Carabobo da Venezuela e Saad, onde encerrou a carreira em 1972.


Depois que poarou de jogar, chegou a viver na Vila Santa Catarina, zona sul de São Paulo. Foi professor do projeto da Prefeitura do governo de São Paulo, no Campo do CDM Ferradura, localizado na rua Adelino da Fontoura, 404, Jardim Jabaquara. Depois, voltou para a Baixada Santista e era comum vê-lo na Vila Belmiro em dias de jogos. Dorval morreu no dia 26 de dezembro de 2021, aos 86 anos, na Santa Casa de Santos, onde ficou internado.

O início de Canário no America

Foto: arquivo

Canário foi um dos maiores jogadores da história do America

Um dos maiores jogadores da história do America e que fez sucesso no futebol espanhol, tendo feito parte do grande escrete do Real Madrid na virada dos anos 50 e 60 está completando 87 anos neste 24 de maio de 2021: Darcy Silveira dos Santos, o Canário.

Nascido em 24 de maio de 1934, na cidade do Rio de Janeiro, Canário começou no futebol no Olaria. Ponta-direita driblador, logo chamou a atenção dos grandes clubes da Guanabara. O America levou a melhor sobre os seus rivais e o levou para a Tijuca, ainda amador.

Em 1955, Canário é profissionalizado e logo vira um dos grandes jogadores da equipe. Logo em seu primeiro ano na equipe rubra, foi finalista do Campeonato Carioca, numa das maiores equipes que o clube já teve. Ainda nesse mesmo ano, participou da conquista de um torneio amistoso no Peru, quando o America venceu o Santos, que nessa mesma temporada foi campeão paulista.

Em 1956, chegou à Seleção Brasileira, conquistando dois títulos, mas nunca ganhou espaço, pois Garrincha era o preferido dos treinadores. Nunca vestiu a camisa amarelinha numa Copa do Mundo, pois disputava vaga contra grandes jogadores. Ainda assim, atuou em sete oportunidades como titular, conquistando cinco vitórias, um empate e uma derrota, marcando sete gols.

Canário permaneceu no America fazendo grandes campanhas, mas não conseguiu ser campeão estadual com a camisa rubra. Em 1959, com a fama dos pontas-direitas brasileiros na Europa, já que Julinho Botelho era ídolo na Fiorentina e Garrincha tinha feito "estragos" na Suécia, em 1958, o Real Madrid veio buscar o jogador rubro.


Na Espanha, Canário fez sucesso no Real Madrid, onde se tornou o primeiro brasileiro a conquistar uma Copa dos Campeões, juntamente com Didi. Na final contra o Eintracht Frankfurt, Canário esteve presente na maior goleada da história nas finais do torneio, ao lado de del Sol, di Stéfano, Puskás e Gento, que formavam um dos maiores e mais temidos ataques na época. Se naturalizou espanhol, apesar de nunca ter defendido a seleção do país, o que podia na época, e ainda defendeu Sevilla, Real Zaragoza e Real Mallorca, onde encerrou a carreira em 1969.

O Curioso do Futebol

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