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Renato Gaúcho entrega DVD com gols para Suárez

Com informações da Agência Estado
Foto: reprodução

Suárez com o DVD de Renato Gaúcho

Não é incomum ouvir o técnico Renato Gaúcho mencionar o DVD com seus lances e gols como algo didático para quando algum atacante perde uma chance de marcar. Neste domingo, o técnico gremista presenteou Luis Suárez com sua famosa gravação. A entrega foi feita durante a entrevista coletiva do uruguaio, após a vitória do Grêmio por 1 a 0 contra o Vasco, em Porto Alegre, partida que marcou a despedida de Suárez com a torcida tricolor.

A capa do DVD foi personalizada. Há uma foto de Renato e o título “É aquilo que eu falo pra vocês”, frase típica do treinador em entrevistas. Abaixo está descrito “gols do gênio”. Suárez recebeu o presente aos risos, assim como jornalistas e dirigentes que acompanhavam a coletiva.

“Sobre o quarto maior goleador do mundo, não precisa falar muita coisa. Nas suas férias, se tiver um tempinho, pode assistir ao meu DVD”, falou Renato.

Depois, o próprio atacante entrou na brincadeira: “Que Renato mostre meu DVD deste ano”, disse Suárez sobre inspiração que deixa aos jovens da base gremista.

Mais de 50 mil torcedores gremistas foram à Arena do Grêmio despedir do astro, que deve acertar com o Inter Miami, dos Estados Unidos, time que tem Lionel Messi. Ao fim da partida, seus filhos entraram em campo, que assistiram junto com ele um vídeo de homenagem feito pelo Grêmio com gols do uruguaio.


“Onde eu estiver, sempre digo, serei um gremista a mais, torcendo para o Grêmio e vou acompanhar meus companheiros, o treinador e esta linda torcida”, declarou o atacante.

Suárez completou 53 jogos em sua passagem pelo Grêmio, com 27 gols e 17 assistências. A última partida deve ser contra o Fluminense, no Maracanã, pela última rodada do Campeonato Brasileiro, na quarta-feira. O time gaúcho é quarto colocado com 65 pontos e depende apenas de uma vitória para confirmar a classificação à Copa Libertadores no G-4.

Renato Gaúcho e sua passagem pelo Fluminense como jogador

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Renato Gaúcho comemorando o histórico gol de barriga contra o Flamengo que deu o título do Carioca de 1995 ao Fluminense

Ídolo eterno da torcida gremista, Renato Portaluppi, ex-ponta direita popularmente conhecido como Renato Gaúcho, está comemorando o seu 61º ano de vida neste sábado, dia 9 de setembro de 2023. No decorrer de sua carreira de atleta, o atacante de beirada jogou no Fluminense entre 1995 e 1997.

Antes de chegar ao Tricolor das Laranjeiras, o avançado já havia colecionado passagens por Botafogo, Flamengo, Atlético Mineiro e Cruzeiro. Na sua temporada de estreia, a dupla Fla-Flu chegou até a última rodada do octogonal final como os únicos postulantes à conquista do Campeonato Carioca. 

No clássico que definiria o título, o Fluzão abriu dois a zero, mas cedeu o empate do clube rubro-negro ainda antes do intervalo. Já na reta final da partida, Renato marcou um gol salvador de barriga e deu o título ao Nense. Ainda em 95, o ponta de lança ajudou o Fluminense a chegar nas semifinais do Brasileirão. 

Entretanto, no ano seguinte, o Fluminense não fez uma boa campanha no Campeonato Brasileiro. Com problemas de lesão, Renato pouco jogou e na reta final da campanha até chegou a ter sua primeira experiência como treinador. Porém, o time carioca não se salvou acabou sendo rebaixado para a Série B.


Renato Portaluppi deixou o Tricolor em 1997, após disputar o Campeonato Carioca e sem saber que o Fluminense escaparia do rebaixamento com uma 'virada de mesa', que também salvaria o Bragantino, devido ao caso Ives Mendes. Porém, o Flu, já sem Renato, também cairia em 1997.

Renato Gaúcho fez 66 partidas pelo Flu e marcou 26 gols, segundo o site ogol.com. Na sequência de sua jornada como atleta, Renato Gaúcho ainda teve uma quarta passagem pelo Flamengo, e encerrou a carreira no Bangu. Aposentado, se tornou treinador e teve quatro passagens pelo comando técnico do Time de Guerreiros. Em uma delas, conquistou a Copa do Brasil em 2007 e foi vice da Libertadores em 2008.

Renato Gaúcho e sua saída conturbada do Botafogo em 1992

Por Fabio Rocha
Foto: arquivo

Renato fez bons jogos pelo Fogão, mas teve saída conturbada do clube

Um dos maiores personagens dentro e fora de campo completa 60 anos hoje. Renato Portaluppi, mais conhecido como Renato Gaúcho, nasceu em Guaporé, no Rio de Janeiro, em 9 de setembro de 1962. O jogador é ídolo em alguns times do Brasil como o Flamengo e Grêmio, porém passou pelos outros times cariocas.

O atacante tem uma linda história do Flamengo, onde grande parte da torcida o adora, e também no Fluminense. Renato passou por alguns clubes no seu início de carreira, mostrando seu grande potencial, sendo um atacante veloz e matador, era um ponta direita que gerava medo nos adversários.

Além do seu grande futebol, o atacante tinha uma grande personalidade e falava muitas coisas em suas entrevistas, mas decidia dentro de campo. Em 1991, o jogador foi contratado pelo Botafogo, mas já tinha passagem pelo Grêmio, Flamengo e até mesmo no futebol europeu.

Porém logo quando chegou já foi emprestado para o Grêmio, mas em 1992 ele retornou ao Fogão. O atacante era muito diferente e decisivo, então logo se tornou titular da sua equipe, com ele no ataque a equipe carioca melhorou muito, sendo uma equipe mortal.

Renato chegou fazendo grandes jogos e se tornando destaque da equipe e do futebol brasileiro. O Botafogo, bancado pelo bicheiro Emil Pinheiro, montou um time forte para a principal competição nacional teve uma campanha ótima. A Estrela Solitária conseguiu se classificar com tranquilidade e também fez boas partidas na segunda fase. Em muitas delas, o atacante brilhou.

O Botafogo foi tão bem que conseguiu chegar a grande final, porém tinha um grande rival na decisão, o Flamengo. A equipe do Rubro Negro tinha um timaço, com jogadores diferenciados e ainda jovens, com um grande fôlego, então era uma grande final.

As duas equipes tinham ótimas campanhas e era difícil falar quem era o favorito, porém a final foi completamente diferente do que todos esperavam. O Flamengo acabou goleando a equipe do Botafogo por 3 a 0 e depois disso começou o caso conturbado de Renato na equipe.


Renato fez uma grande campanha junto com a equipe, porém depois do primeiro jogo da decisão, o atacante apareceu em um churrasco de comemoração dos jogadores do Flamengo. O churrasco foi feito por Gaúcho, atacante da equipe Rubro-negra.

A atitude do jogador, que alegou que era uma aposta com o amigo flamenguista, pegou muito mal no ambiente interno do clube e também para a torcida. Por conta disso, Renato não jogou o segundo jogo da final e deixou o clube carioca para atuar no Cruzeiro.

Há 27 anos, com o "gol de barriga" de Renato Gaúcho, o Flu era Campeão Carioca

Com informações do Fluminense
Foto: arquivo

O chute de Aílton achou a barriga de Renato Gaúcho

Há 27 anos, em uma partida épica, o Fluminense era campeão Carioca em um jogo com a cara dos Guerreiros Tricolores. Emocionante e com cinco gols - o último deles depois que Renato Gaúcho desviou com a barriga um chute do meio campo Ailton. Hoje é dia de comemorar e enaltecer a data de uma histórica vitória do Fluminense por 3 a 2 sobre o Flamengo, em um Maracanã lotado.

Favorito ao título, o time da Gávea comemorava o ano do seu centenário, com a contratação de Romário, recém-chegado do Barcelona como maior jogador do mundo na época. O Botafogo havia renovado com Túlio Maravilha, artilheiro do Brasileiro de 1994. O Vasco era o atual Tricampeão e buscava um inédito Tetracampeonato. O Flu, liderado por Renato Gaúcho, não era visto pela crônica esportiva como um time que pudesse ser campeão.

"O grupo estava sofrendo muito, todos sabiam da situação do clube. A mídia não confiava e ninguém acreditava no nosso plantel. Era improvável que o Fluminense pudesse chegar à final. Oscilamos muito dentro da competição, eu acho que por conta disso, demos margem para que a desconfiança surgisse. Mas é muito bom superar tudo isso com um grupo maravilhoso, que deixou de lado a parte financeira e focou somente em conquistar o título. Um time de Guerreiros, simples e de pessoas renegadas. Tenho certeza que nós escrevemos o nosso nome na história do clube", relembra o meia Aílton, autor do chute que encontrou, na barriga de Renato Gaúcho, o caminho das redes.

O Flamengo começou o octogonal com três pontos ganhos: dois por ter vencido o primeiro e o segundo turno da fase classificatória pelo Grupo B e um pela conquista da Taça Guanabara. O Vasco iniciou o octogonal com um ponto extra, por ter vencido o primeiro turno da fase classificatória do Grupo A. Já o Botafogo, chegava também com um ponto, por ter vencido o segundo turno da fase classificatória pelo Grupo A.

O Fluminense se recuperou e na fase final conseguiu o direito de disputar o título. E esse foi o grande problema para o Flamengo, campeão da Taça Guanabara, porque o Fluminense foi o seu carrasco durante todo campeonato. Em três jogos, duas vitórias para o Fluminense e um empate. Seria, na rodada final, mais um confronto entre as equipes, dessa vez para decidir o título.

O jogo decisivo poderia ser um filme, com grandes reviravoltas. O Maracanã naquele 25 de junho de 1995 estava lotado e o Fluminense abriu 2 a 0, fazendo, assim, um primeiro tempo praticamente sem erros. Veio o segundo tempo, e o Flamengo fez 2 a 1. Sorlei, pelo Flu, e Marquinhos, do rubro-negro, foram expulsos na briga pela bola no fundo da rede. Dez contra dez e o Flamengo conseguiu o empate, resultado que lhe dava o título. O Flu ainda teve Lira expulso, após disputa de bola com Fabinho.

Mas o futebol é imprevisível, mágico e o Fluminense é conhecido por ser guerreiro e lutar até o apito final. Aos 41 minutos da segunda etapa, quis o destino que a bola, em chute forte de Ailton, encontrasse a barriga de Renato Gaúcho pelo caminho e fosse às redes. Na súmula, o gol foi anotado para o meio campista.

Depois do gol de barriga, Lima interrompeu um ataque em velocidade do Flamengo, derrubando Sávio, e também foi expulso. O Fluminense terminou a partida com apenas oito jogadores em campo, dois a menos que o Rubro-Negro, mas levantando a taça de campeão Carioca de 1995.


"O gol surgiu de uma forma que eu tinha falado com o Ronald, eu disse para ele que só tinha um jeito de vencermos esse jogo. Eu iria ficar aberto na direita e quando ele pegasse na bola tocaria em mim. Eu saí driblando e quando vi era o Charles na minha frente, eu iria chutar, mas ele me fechou, cortei para um lado e para o outro e finalizei, ela resvala no Renato e sai o gol, o gol do título", explica Aílton.

Ronald se lembra perfeitamente do pedido de seu antigo companheiro de equipe. “Normalmente o lateral toca e faz a ultrapassagem, fiz o que ele me pediu e deu na maravilhosa jogada em cima do Charles Guerreiro. A sensação foi mágica, jogar no Maracanã e ser campeão. As dificuldades existiam, mas vim de um clube considerado pequeno e acostumado com elas. O que a imprensa falava na época serviu como motivação para todos do grupo. Conseguimos formar uma família unida, superando todos que eram contra”, conclui Ronald, o lateral direito do Fluminense campeão em 1995.

26 anos do marcante gol de Renato Gaúcho de barriga

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Renato Gaúcho marcando de barriga contra o Flamengo

O gol é o momento mais marcante do futebol. A explosão de felicidade pela qual todos esperamos quando assistimos um jogo, independente se estamos torcendo para alguém ou não. Alguns deles marcam mais a história que outros, como por exemplo o voleio espetacular de Van Basten na decisão da Eurocopa de 1988, a bicicleta de Pelé contra o Corinthians, o lindo gol de Carlos Alberto Torres na final da Copa do Mundo. Conhecido no futebol nacional, apesar de ter ocorrido no Maracanã no Campeonato Carioca, o gol de barriga de Renato Gaúcho completa neste dia 25 de junho seu 26º aniversário.

Renato chegou ao Fluminense em 1995 vindo do Atlético Mineiro e aquele era seu primeiro ano no Tricolor Carioca. Ele acabou sendo um antagonista a história criada pelo Flamengo com a volta de Romário e o centenário, criando uma certa disputa de "Rei do Rio" que fez com que o Campeonato Carioca tivesse uma grande importância naquele ano. 

Numa formula confusa, o torneio teve um octogonal final que por coincidência colocou Flamengo e Fluminense frente a frente na última rodada da fase decisiva da competição. O Maracanã estava completamente tomado pelas duas torcidas, com 109 mil presentes nas arquibancadas do "Maior do Mundo" e quem vencesse o duelo sairia com o título, o que tornou o jogo uma batalha épica. No time de Joel Santana, inclusive, Renato Portaluppi era dúvida.

Mesmo sendo dúvida, Portaluppi marcou o primeiro gol do Fluzão aos 30 minutos do primeiro tempo. Aos 42', Leonardo ampliou o marcador. Na etapa final, o baixinho Romário diminuiu e Fabinho empatou o jogo para os rubro-negros e o empate seguia no placar até os 42 minutos da etapa final, saiu o gol de barriga de Renato, que ficou para a história do futebol carioca e brasileiro. 

A jogada foi toda de Aílton, que deu dois lindos cortes em Charles Guerreiro e bateu cruzado, Portaluppi tenta sair da bola e acaba desviando ela com a barriga para as redes. Na súmula, porém, o árbitro Walter Feldman deu o gol para Aílton, chegando inclusive a falar sobre isso na televisão na frente do camisa 7 tricolor. Para todos os efeitos, oficialmente na súmula o gol foi dado para Aílton. 


Com a vitória, o Fluminense acabou campeão, coroando mais um título estadual para a carreira de Joel Santana. A torcida, que já brincava com a freguesia flamenguista, passou a ter ainda mais munição para a "zoeira", com mais uma vitória tricolor no clássico. Renato Gaúcho encerraria sua passagem nas Laranjeiras dois anos depois, com 66 jogos e 26 gols. Ele retornaria ao clube como treinador, comandando a marcante campanha da Libertadores de 2008, porém saindo derrotado na final. 

25 anos do gol de barriga - O título do Fluminense no Carioca de 1995

Com informações do site oficial do Fluminense
Foto: Aníbal Philot / Agência O Globo

O lance do gol de barriga de Renato Gaúcho: o Tricolor era campeão carioca de 1995

No dia 25 de junho de 1995, há exatos 25 anos, em uma partida épica, o Fluminense sagrou-se campeão Carioca em um jogo para lá de emocionante, com cinco gols - o último deles depois que Renato Gaúcho desviou com a barriga um chute do volante Ailton. O torcedor tricolor vibrou com a histórica vitória do Flu por 3 a 2 sobre o Flamengo, em um Maracanã lotado.

O Fluminense não contava com o crédito da crônica esportiva e, segundo lembra o meia Ailton, o grupo sofria com isso. "A mídia não confiava e ninguém acreditava que o Fluminense poderia chegar à final. Oscilamos muito dentro da competição. Eu acho que, por conta disso, demos margem para que a desconfiança surgisse, mas é muito bom superar tudo isso com um grupo maravilhoso, que deixou de lado a parte financeira e focou somente em conquistar o título. Um time de Guerreiros, simples e de pessoas renegadas. Tenho certeza que nós escrevemos o nosso nome na história do clube", relembra o meia, autor do chute que originou o gol.

O Flamengo começou o octogonal com três pontos ganhos: dois por ter vencido o primeiro e o segundo turno da fase classificatória pelo Grupo B e um pela conquista da Taça Guanabara. O Vasco iniciou o octogo­nal com um ponto extra, por ter vencido o pri­meiro turno da fase classificatória do Grupo A, e o Botafogo com um ponto extra por ter vencido o segundo turno da fase classificatória pelo Grupo A.

O Fluminense se recuperou e na fase final conseguiu o direito de disputar o título. E esse foi o grande problema para o Flamengo, campeão da Taça Guanabara, porque o Fluminense foi o seu carrasco durante todo campeonato. Em três jogos, duas vitórias para o Fluminense e um empate. Seria a rodada final mais um confronto entre as equipes, dessa vez para decidir o título.

O jogo decisivo poderia ser um filme, com grandes reviravoltas. O Maracanã estava lotado, e o Fluminense abriu 2 a 0, fazendo assim, um primeiro tempo praticamente sem erros, mas no segundo tempo, o Flamengo fez 2 a 1, o tricolor Sorlei e o rubro-negro Marquinhos foram expulsos depois de uma confusão no momento do primeiro gol da Gávea. Dez contra dez e o Flamengo conseguiu o empate, resultado que lhe dava o título por ter feito a melhor campanha no geral. Logo após Lira foi expulso, em disputa com Fabinho.

Mas estava escrito que aquele time Tricolor seria Campeão Carioca frente a um público de mais de 120 mil pessoas no estádio e assim foi. Com a barriga de Renato Gaúcho, aos 41 da etapa final encerrou a disputa com um gol que foi para a súmula para Aílton, autor do chute. O Flu ainda teria Lima expulso, levando o Fluminense a terminar a com oito jogadores em campo, mas com a Taça de Campeão Carioca de 1995.


"O gol surgiu de uma forma que eu já tinha falado com o Ronald. Eu disse para ele que só tinha um jeito de vencermos o jogo. Eu iria ficar aberto na direita e quando ele pegasse na bola tocaria em mim. Eu saí driblando e quando vi que era o Charles na minha frente, eu iria chutar, mas ele me fechou, cortei para um lado e para o outro e finalizei, ela resvala no Renato e sai o gol, o gol do título", explica Aílton.

Ronald se lembra perfeitamente do pedido de seu antigo companheiro de equipe. "Normalmente o lateral toca e faz a ultrapassagem, fiz o que ele me pediu e deu na maravilhosa jogada em cima do Charles Guerreiro. A sensação foi mágica, jogar no Maracanã e ser campeão. As dificuldades existiam, mas vim de um clube considerado pequeno e acostumado com elas. O que a imprensa falava na época serviu como motivação para todos do grupo. Conseguimos formar uma família unida, superando todos que eram contra", conclui Ronald, o lateral direito do Fluminense campeão em 1995.

Renato Gaúcho na Roma

Fotos: arquivo Roma

Renato Gaúcho com o alemão Ruddi Völler

Renato Gaúcho, como jogador, acumula grandes passagens por Grêmio e Flamengo, onde é ídolo, uma de muito sucesso pelo Fluminense, além de times onde jogou bem, como Cruzeiro (em poucos meses) e Botafogo (onde acabou se queimando por causa de um churrasco com o centroavante Gaúcho, então no Flamengo, logo após a derrotado do Fogão para o rival no primeiro jogo da decisão do Brasileiro de 1992). Porém, há alguns fracassos na carreira do craque, como sua ida ao Atlético Mineiro e a mais conhecida delas: sua grande chance na Europa, na Roma.

Renato Gaúcho havia se consolidado como o grande atacante atuando no futebol brasileiro. Depois do polêmico corte para a Copa do Mundo de 1986, ele virou o grande jogador do Flamengo, mesmo com Zico no time, mas este em fim de carreira. Suas arrancadas e gols alegravam os torcedores flamenguistas e ele foi peça fundamental na conquista do módulo verde da Copa União de 1987.

Após o Campeonato Carioca de 1988, o Flamengo vendeu Renato Portaluppi para a Roma, da Itália, conhecido paradeiro de jogadores brasileiros de sucesso, por US$ 2,7 milhões. Além dele, o Rubro Negro também vendeu o meia Andrade para o time italiano. A chegada do Renato ao futebol italiano foi cercada de expectativa. O treinador Nils Liedholm comparou Renato com o craque holandês Ruud Gullit, afirmando que Renato era o "Gullit branco". Mas o que parecia ser uma transação de sucesso, acabou fracassando.

Renato Gaúcho até começou bem. Ele marcou três gols nos cinco primeiros jogos da Roma na Coppa da Itália. Porém, o que parecia ser sucesso, acabou se tornando fracasso. O único gol que Renato marcou, fora os três já citados, foi contra o Nuremberg, pela Copa da Uefa. Pela Série A Italiana, foram 23 jogos e nenhum gol.

No banco, com Andrade

Vários fatores fizeram com que Renato Portaluppi não desse certo na Roma. Primeiro, inclusive com acusações de companheiros, ele vivia nas noitadas. Por causa disto, jogadores como Massaro e Giannini, sobre o qual disse não ter condições de jogar na terceira divisão do futebol brasileiro, eram acusados de fazerem boicote ao brasileiro. Além disto, Andrade, que poderia dar uma força à Renato, estava pior ainda: fez apenas nove jogos e era acusado de lento demais por quem acompanhava o futebol italiano.

Com tudo isto, no meio de 1989, Renato Portaluppi, que completa 57 anos neste 9 de setembro de 2019, acabou voltando ao Flamengo, pensando na Copa do Mundo de 1990, já que se estivesse atuando pouco, não seria lembrado por Sebastião Lazaroni. Ele até acabou sendo convocado, mas foi pouquíssimo utilizado no Mundial.

Renato Gaúcho no Bangu em 1999

Com informações de Stéfano Salles/Acervo Globo
Fotos: Agência O Globo

Renato Gaúcho sendo apresentado no Bangu

Um dos técnicos mais badalados atualmente no futebol brasileiro, Renato Gaúcho, ou Portaluppi, como é chamado no Rio Grande do Sul, foi um dos grandes craques nos anos 80 e 90. Em 1999, ele teve o seu último ato como jogador. Interrompendo a sua aposentadoria, o atacante defendeu o Bangu no Campeonato Carioca.

A contratação de Renato Gaúcho pelo Alvirrubro fazia parte de uma estratégia que envolvia uma mística do clube. Campeão carioca em 1933 e 66, a diretoria do Bangu acreditava que o título de 99 poderia vir, apesar do momento que a agremiação vivia (a virada do século foi uma das piores épocas da equipe em sua história). Então, nada melhor do que trazer um jogador de nome e, assim, o atacante foi para o time.

Depois de mostrar sinais de que queria voltar aos gramados, Renato Gaúcho foi convidado pelo então diretor de futebol do Bangu, Bris Belga, com quem trabalhara anos antes no Fluminense. Na apresentação, atraiu quase cinco mil pessoas a Moça Bonita. Mas o sonho durou pouco. Renato jogou alguns amistosos de pré-temporada, no sul de Minas Gerais, e fez duas partidas pelo Campeonato Carioca. Em ambas, teve atuação discreta. Atuou apenas um tempo, contra Vasco e Flamengo. 

Pesquisador do Bangu e ex-diretor de patrimônio do clube, o jornalista Carlos Molinari lembra a passagem do craque em fim de carreira pela equipe da Zona Oeste. "Foi contratado por R$ 5 mil mensais, na época. O Loco Abreu, trazido em 2017, ganhava R$ 85 mil. Renato tinha problemas com o peso, estava fora de forma, porque vivia comendo na Porcão. Na pré-temporada, em Minas, chegava sempre de helicóptero aos jogos e virava assunto. A presença dele fez aumentar as quotas de amistosos do Bangu, que subiram de R$ 2 mil para R$ 8 mil. Aquele ano a camisa do Bangu foi um sucesso, tinha um desenho parecido com a do Ajax, da Holanda", afirma.

As dores na panturrilha, os 37 anos de idade e o esquema montado para sua contratação deram a Renato Gaúcho um tratamento especial em Moça Bonita. Na edição de 29 de janeiro de 1999, O Globo trazia a matéria "Moça Bonita se enfeita por Renato Gaúcho", com o subtítulo "Craque pretende chegar de helicóptero a Moça Bonita". O texto dizia ainda que o jogador treinaria por conta própria, em uma academia na Barra da Tijuca, e só se juntava ao grupo nas vésperas dos jogos, para os coletivos. Esse tratamento gerou desgaste entre o treinador Alfredo Sampaio e o supervisor de futebol, Bris Belga. Sampaio nega ter sido contrário à contratação.

Na barreira em jogo contra o Vasco da Gama

"Nunca fui contra. No ano anterior, 1998, fizemos uma excelente campanha, vencemos os grandes três vezes, com um ataque formado por André Biquinho, Edílson e João Rodrigo. O trio foi mantido e, com a chegada de um jogador do porte do Renato, acreditava que poderíamos fazer uma campanha ainda melhor. A contratação dele foi importante para o clube e deu muito retorno de mídia. Eu queria contar com ele, o que me incomodava eram os privilégios dados pelo Bris Belga, que o tratava como amigo", afirma Sampaio.

Renato Gaúcho jogou na derrota por 4 a 0 para o Vasco, na rodada de abertura, em São Januário, e na segunda, um 2 a 0 para o Flamengo. As duas atuações foram avaliadas de maneira semelhante pelas reportagens das partidas. Na primeira: "Fora de forma, Renato Gaúcho lutou, mas não incomodou e perdeu um gol. Todo o time é esforçado e limitado". Contra o cruzmaltino: "Os destaques da partida foram o goleiro Alex e o apoiador Marcão. Renato só jogou um tempo e, visivelmente fora de forma, não foi bem. No mais, a equipe mostrou só espírito de luta". Com três vitórias, oito empates e sete derrotas, o Bangu se despediu cedo do sonho do terceiro título estadual, amargando um modesto oitavo lugar, entre 10 equipes.

Renato Portaluppi - Ídolo no campo, mito no banco!

Por Victor de Andrade


A conquista da Copa Libertadores de 2017 pelo Grêmio na noite da última quarta-feira, dia 29, em Lanús, na Argentina, deu uma certeza ao torcedor do Tricolor: Renato Gaúcho, ou Portaluppi, como preferem os gremistas, é, realmente, um mito do clube azul, preto e branco de Porto Alegre. Ídolo no título de 1983, ele ontem tornou-se mito também como treinador.

Acho que nem precisamos dizer o que representa aquele jogador novato de 1983, nascido em Guaporé, para a história do Grêmio. Suas arrancadas, dribles e gols o fizeram ser o principal nome do Imortal na Copa Libertadores e no Intercontinental daquele ano. Aliás, no Japão, saíram de seus pés os dois gols do importantíssimo título mundial.

Renato saiu do Grêmio, foi para o Rio de Janeiro, onde se adaptou como poucos, virou referência no Flamengo, jogou na Itália, voltou para terras cariocas, onde jogou pelo Botafogo, chegou a voltar ao Tricolor Gaúcho, em um curto período, em 1991, e ainda defendeu Cruzeiro, Atlético Mineiro, Fluminense e encerrou a carreira em 1999, no Bangu. Mesmo com toda esta lista de clubes, os gremistas nunca esqueceram de Renato.

Renato Portaluppi treinador não teve uma carreira de sucesso tão rápida, como a de jogador. Poucos se lembram, mas em 1996, ele, que estava machucado, dirigiu o Fluminense nas últimas rodadas do Brasileirão daquele ano, culminando na primeira de uma série de quedas do clube carioca. Aliás, este rebaixamento foi revertido no tapetão. Porém, Renato, naquele momento, ainda não era oficialmente um treinador e voltou a jogar.

A carreira dele de treinador começou no Madureira, em 2000, e demorou a engrenar. Teve passagens de altos e baixos no Fluminense (onde conquistou a Copa do Brasil de 2007 e foi vice na Libertadores de 1998), Vasco, Bahia e Atlético Paranaense. Nestas idas e vindas, ele ainda teve duas passagens pelo Grêmio, que não teve muito sucesso.

Porém, a situação começou a mudar no ano passado. Renato assumiu o Grêmio no segundo semestre, com muita desconfiança dos cronistas esportivos e da imprensa, sendo acusado de ser ultrapassado, do estilo de boleiro. Porém, mostrou estar atualizado, mesmo que combatesse as teorias nas entrevistas, e levou o Imortal ao título da Copa do Brasil, o segundo em sua carreira.

Renato Portaluppi montou todo o planejamento para a temporada de 2017. Apostou em alguns veteranos que estavam em baixa, o que trouxe novamente a desconfiança da torcida. Porém, a escolha mostrou-se acertada: jogadores como Léo Moura, mesmo do banco, transmitiram confiança a jovens como Luan e Arthur, que brilharam na Libertadores.

Porém, o mais importante foi dentro de campo. Se o Corinthians foi o time brasileiro mais eficiente da temporada, o Grêmio foi o que mostrou o futebol mais bonito. Aliás, falando no Alvinegro Paulista, muitos o criticaram quando ele disse que o Timão despencaria no Brasileirão. Talvez a palavra que ele usou fosse forte, mas não deixou que o treinador gaúcho tivesse razão: o Corinthians teve um segundo turno bem aquém do primeiro, reagindo apenas nas rodadas finais, mas contou com a irregularidade de Palmeiras, Santos e do próprio Grêmio (todos estavam na briga pela Libertadores, diga-se), para ganhar o campeonato nacional.

Mas o belo jogo, contando com alguns atletas acima da média no atual estágio do futebol sul-americano, como Geromel, Arthur e Luan, fizeram com que o Grêmio conquistasse a América mais uma vez. E o melhor: confirmando o status que Renato Portaluppi tem no clube, a de mito!

Um gol de barriga e o título carioca de 1995 do Flu

O gol de barriga

O Campeonato Carioca de 1995 foi um dos estaduais mais badalados daquele ano. E isso devia-se muito ao Flamengo: o clube comemorava o seu centenário e o presidente Kleber Leite fez uma engenharia muito complicada para contratar o melhor jogador do mundo naquele momento: Romário, que ao lado do jovem Sávio, formaria um ataque que chamaria a atenção de todos.

Os outros times do Rio de Janeiro também foram atrás de reforços. O Vasco, que era tricampeão estadual, também reforçou a equipe e o Botafogo, que já tinha Túlio Maravilha, começou a montar o elenco que foi campeão brasileiro no segundo semestre de 1995.


Com pouco dinheiro para contratações, o Fluminense era apontado pelos especialistas como o grande que iniciaria 1995 com menos chances de título, podendo até ficar atrás de um dos pequenos ao fim da competição. O Flu trouxe poucos atletas, alguns até desconhecidos. O único grande nome foi Renato Gaúcho, que não estava em boa fase. O craque jogou pouco pelo Atlético Mineiro no ano anterior e diziam na época que o Tricolor acabou 'fazendo um favor' para o Galo.

O campeões cariocas de 1995

"Quando cheguei ao Fluminense, encontrei um elenco desanimado e desacreditado. A torcida cobrava, porque o time não era campeão há nove anos, e a imprensa também estava batendo muito no grupo. Eu vim para o Fluminense para ser campeão, não para passear. Deixei isso claro", lembrou Renato em entrevista ao portal Terra.


Quando o campeonato iniciou, a vida do Fluminense não foi fácil. Logo na estreia, derrota para o Madureira e, ao longo da competição, o Tricolor via os três rivais se distanciarem na tabela, chegando a ficar nove pontos atrás da liderança. Com muito esforço, o Tricolor conseguiu chegar ao octogonal decisivo. Porém por ganhar fases anteriores, o Flamengo chegou à fase final com três pontos de bônus. Botafogo e o América com um. Já Fluminense, Vasco, Volta Redonda, Bangu e Entrerriense começaram zerados.

E foi nesta fase que o Fluminense reverteu o quadro. Com apenas uma derrota em 13 jogos, o Tricolor chegou na última rodada com chances de ser campeão. O adversário era o Flamengo, no confronto direto. O Flu, com 30 pontos, precisava vencer para ficar com o título, já o Fla, com 32, sendo três de bônus, só o empate bastava para levantar o caneco.

Renato Gaúcho correu para o abraço

Apesar das estrelas e a liderança, o técnico do Flamengo, Vanderlei Luxemburgo, era questionado, já que o time perdeu alguns pontos bobos durante a competição. Já Joel Santana estava firme no cargo, já que com um elenco reduzido e com alguns nomes desconhecidos, chegou com chances de título no final.

A partida foi eletrizante. O primeiro tempo foi todo do Flu, que abriu 2 a 0, com gols de Renato Gaúcho e Leonardo. Porém, o time rubro-negro reagiu e igualou o placar com Romário e Fabinho. Após o empate, o lateral tricolor Lira quase pôs tudo a perder, dando uma entrada criminosa em Fabinho e levando o cartão vermelho.
"Depois que o Lira foi expulso, confesso que a confiança diminuiu um pouco. Mas não deixei o time se abater e dei uma animada no pessoal. Nessas horas, o líder tem que entrar em ação", contou Renato Gaúcho.

Aos 42 do segundo tempo, veio a jogada histórica. Com nove em campo, o Fluminense calou a torcida rival, que já ensaiava a comemoração do título. "Depois da expulsão do Lira, disse para o Djair que o único jeito de ganharmos o jogo era eu ficar aberto na ponta, para tocarem para mim. E foi assim que saiu o gol. A bola veio do Ronald, driblei o Charles duas vezes, e o fim da história todo mundo já sabe", detalhou Ailton.

Comemoração do título

Mas a bomba do meia Ailton, após fazer carnaval na zaga do Flamengo, ainda teve um desvio fundamental para beijar as redes do goleiro rubro-negro Roger. Antes de entrar para a história, a bola bateu na barriga de Renato. 

"Esse gol foi o mais esquisito e o mais importante da minha vida. Não tem como esquecê-lo. Aonde eu vou, os tricolores me agradecem, pedem fotos com a mão na barriga... E os rubro-negros me cobram. É até engraçado, fiz o primeiro gol naquela final, mas ninguém fala sobre isso. Participei da jogada do segundo gol também, mas ninguém lembra. Fica parecendo que aquele jogo foi 1 a 0, e não 3 a 2", concluiu Renato Gaúcho. E o Fluminense saía da fila de 10 anos sem títulos.

Melhores momentos da partida

Ficha Técnica


FLUMINENSE 3 x 2 FLAMENGO


Data: 25 de junho de 1995
Local: Maracanã
Público: 120.418 (112.285 pagantes)
Renda: R$ 1.621.850,00

Árbitro: Leo Feldman
Cartões amarelos: Rogerinho, Renato Gaúcho, Marcos Adriano, Jorge Luiz, Branco e Charles Guerreiro.
Cartões vermelhos: Sorlei e Marquinhos (aos 73'), Lima (aos 84') e Lira (aos 88').

Gols: 1° tempo: Flu 2 a 0, Renato Gaúcho (30') e Leonardo (42'). 2º tempo: Romário (71'), Fabinho (77') e Aílton (86').

Fluminense: Welerson; Ronald, Lima, Sorlei e Lira; Márcio Costa, Aílton, Djair e Rogerinho (Ézio); Renato Gaúcho e Leonardo (Cadu) - Técnico: Joel Santana.

Flamengo: Roger; Marcos Adriano (Rodrigo), Gelson, Jorge Luiz e Branco; Charles Guerreiro, Fabinho, Marquinhos e William (Mazinho); Romário e Sávio - Técnico: Vanderlei Luxemburgo.

Obs: Embora o último gol do Fluminense tenha sido de Renato Gaúcho, o árbitro colocou na súmula Aílton. Fonte: O Dia.

O balão de Renato Gaúcho no São Paulo FC em 1997

Renato não vestiu a camisa na sua 'apresentação'

Fernando Casal de Rey assumiu a presidência do São Paulo FC em meados dos anos 90 prometendo manter a boa fase de títulos que o clube vinha tendo. Na primeira metade daquela década, o São Paulo ganhou dois Paulistas, um Brasileiro, duas Libertadores e Copas Intercontinentais.

Passaram-se os anos, a gestão Fernando Casal de Rey não conquistou nenhum título e a pressão em cima do dirigente estava grande. Além disso, o estádio do Tricolor, o Morumbi, passava por diversas reformas de estrutura e estava com sua capacidade reduzida. O presidente do clube entrava em seu último ano de mandato totalmente execrado pelos sócios e torcedores.

Em 1997, Fernando Casal de Rey prometeu uma contratação de peso. E a bola da vez foi o veterano Renato Gaúcho. A diretoria chegou a apresentar o jogador à imprensa no dia 14 de fevereiro daquele ano. Mas uma coisa foi muito estranha: Renato Gaúcho não vestiu a camisa Tricolor, apenas a segurou. Isso deixou todos os presentes na coletiva com uma pulga atrás da orelha.


Reportagem da 'apresentação' feita pela Rede Globo

E quem ficou na dúvida se o negócio estava realmente fechado, estava certo. O que o São Paulo não sabia é que tudo não passava de uma provocação de Gaúcho ao seu ex-clube, o Fluminense, que lhe devia dinheiro. A tática funcionou. Três dias depois, o Flu saldou a dívida de R$ 1,1 milhão com Renato, que voltou à Laranjeiras. No segundo semestre, Renato Gaúcho jogou pelo Flamengo.

Já o São Paulo foi vice no Paulistão e na Supercopa da Libertadores em 1997. No ano seguinte, conseguiu o título estadual, mas já sem Fernando Casal de Rey como presidente do clube.

Renato Gaúcho no Cruzeiro

Renato em ação pela Supercopa da Libertadores

Foram apenas quatro meses, mas quem viu a passagem de Renato Gaúcho pelo Cruzeiro, no segundo semestre de 1992, nunca vai esquecer. O craque jogou muita bola com a camisa azul e conquistou os títulos Mineiro e da Supercopa da Libertadores no período.

Renato foi parar no Cruzeiro depois de uma boa passagem no Botafogo, mas que terminou mal. Após o primeiro jogo da final do Brasileirão, vencido pelo Fla por 3 a 0, entre o clube da estrela solitária e o Flamengo, Renato foi a uma churrascada na casa do centroavante Gaúcho, artilheiro do rival. A diretoria do Fogão não gostou da atitude e dispensou o craque, mesmo tendo ainda tendo mais uma partida decisiva.

Assim, o atacante foi parar na Toca da Raposa. Para se ter uma ideia de como a passagem do ex-atacante pelo Cruzeiro foi rápida, mas marcante, Renato Gaúcho marcou 18 gols em 18 partidas. Média de um gol por jogo! Uma das atuações brilhantes, que fizeram com que Renato tivesse essa média excepcional foi em um Cruzeiro 8, Atlético Nacional da Colômbia 0, válido pela Supercopa da Libertadores. Nesta partida, o craque marcou cinco vezes, para a alegria dos cruzeirenses.

Cinco gols de Renato no mesmo jogo

A conquista do Campeonato Mineiro daquele ano foi inesquecível para os torcedores. Audacioso e polêmico, o ex-atacante prometeu marcar três gols na decisão contra o América, que já tinha um bom time e foi campeão estadual no ano seguinte. Renato cumpriu a promessa e, logo no primeiro jogo da decisão, anotou os três tentos da vitória celeste por 3 a 2. O craque comemorou todos os gols com o dedo indicador sobre a boca, exigindo silêncio da torcida americana presente no Mineirão.

“Fizemos a final do Campeonato Mineiro contra o América, me lembro bem. O América tinha um bom time e nós também, já tínhamos conquistado a Supercopa. Foi um p... jogo, na verdade dois jogos. No primeiro, eu fiz os três gols, o Mineirão estava lotado, a torcida do Cruzeiro já estava eufórica com o time e com o título da Supercopa e acabamos conseguindo ainda o título mineiro em dois grandes jogos”, recorda Renato.

“Foi um grande momento meu. Eu me lembro que quando terminou esse jogo que eu fiz os três gols, saí correndo para pegar o avião, que eu havia sido convocado para a Seleção Brasileira, tive que ir para o Rio de Janeiro”, completou o craque.

Comemorando um dos 18 gols que fez em 18 jogos pela Raposa

Não bastasse a audácia de Renato e as provocações aos americanos, o artilheiro ainda fez a diferença no segundo jogo da decisão e marcou um dos gols do triunfo por 2 a 0 (o outro foi marcado por Roberto Gaúcho), diante de 62.589 pagantes no Mineirão, e levantou a taça de campeão mineiro.

No período em que defendeu a Raposa, Renato Gaúcho foi convocado três vezes para a Seleção Brasileira, marcando três gols. Chegando a virada do ano e com saudade do Rio de Janeiro, o atacante acabou acertando com o Flamengo para jogar a temporada de 1993.

O Curioso do Futebol

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