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Ídolo do Vasco, ex-meia Geovani recebe alta da UTI

Foto: arquivo

Geovani segue internado, mas agora em quarto

Um dos grandes ídolos do Vasco, o ex-meia Geovani, de 61 anos, recebeu alta da UTI de um hospital particular em Vitória, onde estava desde o dia 26 de junho. A informação foi divulgada através do Instagram do ex-atleta, nesta quarta-feira, dia 23.

Segundo o que foi publicado em suas mídias sociais, ele está no quarto, acordado, interagindo e reconhecendo as pessoas, com uso do suporte respiratório (BIPAP).

"Apesar da melhora, ainda é necessário manter os cuidados e a atenção redobrada devido à sua imunidade baixa por conta do histórico de saúde. Por esse motivo, as visitas estão totalmente restritas à família", diz a nota publicada.

"Agradecemos pelas orações, pelo carinho e pela força dada! Temos visto claramente as mãos de Deus sustentando em cada etapa desse processo. Seguimos firmes em oração, confiando na sua plena recuperação", finalizou a nota.

Geovani sofreu uma parada cardiorrespiratória no dia 26 de junho, após passar mal em casa. Depois de ser atendido no Hospital Praia da Costa, na cidade de Vila Velha, foi transferido para o hospital particular, no qual segue internado, agora em quarto comum. O ídolo do Vasco chegou a sofrer mais duas paradas. Em uma delas foi reanimado após 13 minutos, na outra após oito minutos.

Essa não é a primeira vez que Geovani é internado por problemas no coração. Em 2022, o Pequeno Príncipe passou 24 dias no hospital devido a uma inflamação no periocárdio. Depois da alta dessa outra internação, Geovani publicou um vídeo tranquilizando os fãs e dizendo que estava indo à fisioterapia regularmente.


Ídolo do Vasco - Natural de Vitória (ES), Geovani foi revelado pela Desportiva Ferroviária. Chegou ao Vasco em 1982 e, ao longo de sua carreira no clube, somou 408 partidas. Participou das conquistas dos Cariocas de 1982, 1987, 1988, 1992 e 1993, além do título brasileiro de 1989.

Na Seleção Brasileira, foi campeão da Copa América em 1989 e medalhista de prata nos Jogos Olímpicos de Seul-1988. Além disso, o desempenho no Mundial Sub-20 de 1983, onde foi artilheiro e eleito melhor jogador, também o projetou internacionalmente.

Dessa forma, Geovani ainda atuou por Bologna, Karlsruher e Tigres, encerrando a carreira em 2002, quando se elegeu deputado estadual no Espírito Santo.

Goleiro da Nigéria nas Copas de 1994 e 1998, Peter Rufai morre aos 61 anos

Com informações do One Football
Foto: arquivo

Peter Rufai foi 'dono' da camisa 1 nigeriana por anos

Peter Rufai, uma lenda do futebol nigeriano e o icônico ex-goleiro das Super Águias , faleceu em 3 de julho de 2025, aos 61 anos. Sua morte foi confirmada pela Federação Nigeriana de Futebol e pela Rádio Nigéria.

Ex-jogador da seleção nigeriana, Peter Rufai encerrou sua batalha contra a doença na manhã de quinta-feira em sua cidade natal, Lagos. Nascido em 24 de agosto de 1963, Peter Rufai deixou uma marca indelével no futebol nigeriano com suas atuações estelares pela seleção. Ele ergueu o troféu da Copa Africana de Nações de 1994 com as Super Águias e competiu em duas Copas do Mundo (1994 e 1998).

Filho de um rei tribal de Idimu, Rufai recusou-se a suceder o pai em 1998, optando por dedicar a vida ao esporte. Sua carreira profissional como goleiro durou duas décadas, de 1980 a 2000, começando na Stationery Stores e no Femo Scorpions, na Nigéria, antes de brilhar na Europa com KSK Beveren, Go Ahead Eagles , SC Farense, Deportivo La Coruña e Gil Vicente FC.


Rufai destacou-se em Portugal, particularmente no Farense, onde foi um dos principais responsáveis pelo sucesso da equipa algarvia entre 1994 e 1997, tendo ajudado o clube a alcançar a sua primeira presença nas competições europeias.

Após a sua passagem pelo clube algarvio, Peter Rufai ainda teve uma curta passagem pelo Gil Vicente, onde continuou a dar provas das suas qualidades.

Bebeto completa 61 anos

Com informações da CBF
Foto: arquivo

Bebeto comemorando gol contra a Holanda

Um dos maiores jogadores da história do futebol brasileiro, tetracampeão mundial em 1994, Bebeto completa neste domingo (16) seu 61º aniversário. Natural de Salvador, Bebeto iniciou sua carreira no profissional no Vitória em 1982, embora tenha tido uma passagem pela base do Bahia, de onde saiu para o clube rival.

Foi no Flamengo, porém, entre 1983 e 1989, que Bebeto deslanchou. Nessa sua primeira passagem pelo time carioca, marcou 144 gols em 285 jogos, e conquistou o Brasileiro de 1983 e a Copa União, em 1987. Também ganhou nesse período outros títulos, como o Carioca de 1986 e a Taça Guanabara de 1984, 1988 e 1989.

Por causa do desempenho no Flamengo, começou a ser chamado para a Seleção Brasileira. O futebol objetivo, com habilidade e talento de sobra, levou o atacante a se projetar internacionalmente, antes mesmo de ser um dos protagonistas da conquista do Brasil no Mundial dos EUA, em 1994.

Depois de jogar no Flamengo, Bebeto se transferiu para o Vasco em 1989 e lá permaneceu até 1992, quando foi contratado pelo La Coruña, da Espanha, clube pelo qual fez 102 gols em 154 partidas e virou ídolo da torcida.

No Vasco, ergueu o troféu do Brasileiro em 1989 e o da Taça Guanabara em 1990, entre outros. Já pelo La Coruña, foi campeão da Copa do Rei (1994-95) e da Supercopa da Espanha (1995).

Nesse período, chamado por Carlos Alberto Parreira para a Copa do Mundo de 1994, fez a alegria do torcedor brasileiro, com uma dobradinha histórica com Romário. A dupla fez campanha notável naquele Mundial, deixando sem rumo os defensores das seleções adversárias.


Depois disso, Bebeto, voltou ao Flamengo e ao Vitória, onde se sagrou campeão da Copa do Nordeste e do Campeonato Baiano de 1997. Mais tarde, teria outra passagem rápida pelo Vasco e uma breve experiência no Cruzeiro, Botafogo e de novo no Vitória.

Pela Seleção, marcou 40 gols em 76 partidas e conquistou também a Copa das Confederações em 1997. Em 2010, depois de ter deixado de jogar, Bebeto trabalhou como técnico do America-RJ por um curto período. Em seguida, preferiu investir em sua carreira política, tornando-se deputado estadual pelo Rio por três mandatos consecutivos.

A história de Wilson Gottardo no Botafogo

Por Lucas Paes
Foto: Juha Tamminen 

Gottardo atuando pelo Botafogo

Um dos grandes nomes da defesa entre os times brasileiros dos anos 1980 e 1990, Wilson Gottardo fez uma longa e laureada carreira no futebol brasileiro, passando por diversos times grandes do futebol brasileiro e vencendo títulos como a Libertadores. Entre toda a trajetória que teve em sua carreira, se destacaram as passagens pelo Botaofogo, clube onde Gottardo construiu uma história que lhe rendeu uma justíssima idolatria do torcedor.

Gottardo nasceu em 23 de maio de 1963 em Santa Bárbara d'Oeste e surgiu para o futebol justamente no tradicional time de sua cidade, a União Barbarense. Por lá, durou pouco antes de ir parar no Guarani, onde teve seu primeiro grande momento na carreira e passou também pelo Náutico antes de chegar pela primeira vez ao Fogão, em 1987. 

Foram três anos nessa sua primeira passagem por General Severiano, onde foi titular absoluto da defensiva botafoguense. Viveu seu primeiro grande momento no clube em 1989, quando junto a Mauro Galvão formou a defesa espetacular do time que quebrou o jejum de títulos vivido pelo Glorioso, sendo campeão do Campeonato Carioca em 1989. Acabou inclusive conquistando o bicampeonato em 1990 Nessa primeira passagem, em quatro anos no clube, já fez mais de 170 jogos com a camisa botafoguense. Acabou indo para o Flamengo em 1991. 


Retornou para uma breve passagem em 1994, quando jogou o Brasileirão daquele ano pelo Botafogo, que chegou até as quartas de final da competição, sendo eliminado pelo Galo nessa fase. Passou por um curto período no São Paulo em 1995 antes de retornar ao clube para fazer parte da equipe que conquistaria (de maneira polêmica) o maior título da história do Glorioso, no Campeonato Brasileiro de 1995. Foi um dos pilares daquele time, marcando um gol na final diante do Santos no jogo de ida. 

Encerrou sua última passagem pelo Glorioso justamente no ano seguinte, seguindo como titular em 1996, ano onde o Botafogo não repetiu o mesmo sucesso do ano anterior, vencendo alguns títulos menores amistosos. Ao final daquele ano, acabou negociado com o Fluminense, encerrando sua história de jogador com o Botafogo. No total, fez 272 jogos pelo Glorioso, marcando 10 gols. 

A passagem do zagueiro brasileiro Júlio César pela Juventus

Por Fabio Rocha
Foto: arquivo

O zagueiro atuando pela Juventus

Júlio César da Silva foi um bom zagueiro brasileiro no final do século passado, tendo passagens por grandes times do futebol mundial, fazendo a sua carreira praticamente toda fora do Brasil. Pela Europa passou por alguns clubes, e um deles foi a Juventus. 

O jogador nasceu em Bauru, em São Paulo, no dia 8 de março de 1963, e começou a sua carreira atuando na base do Guarani. Pelo clube de Campinas, o jogador subiu para o profissional em 1980, e conseguiu se desenvolver muito bem, chamando a atenção de muita gente. 

A sua regularidade como zagueiro central impressionava, mostrando toda sua qualidade. O seu desempenho era muito bom e, por isso, foi convocado por Telê Santana para a Copa do Mundo de 1986. 

Depois da Copa do Mundo, o jogador acabou sendo negociado com o futebol europeu, e foi contratado pelo Stade Brestois, da França. Júlio ficou apenas uma temporada na equipe e no ano seguinte, em 1987, foi contratado pelo Montpellier, também francês. 

O zagueiro ficou durante três temporadas no clube, tendo grandes atuações, e sendo o grande pilar defensivo da equipe. Depois dos anos, chamou a atenção de grandes times do futebol europeu, e em 1990 acabou sendo negociado com a Juventus, da Itália. 

Após seus quatros anos no futebol francês, o zagueiro chegou na Itália com boas expectativas e rapidamente se transformou no zagueiro titular da equipe, mostrando o motivo de todo sucesso. 

Com sua adaptação rápida ao estilo de jogo, Júlio tornou-se mais uma vez um pilar defensivo, sendo muito importante durante as temporadas da Juventus, arrumando o setor defensivo do time. 


Teve uma passagem muito boa dentro de campo, e conseguiu conquistar um título muito importante. Na temporada 1992-93, o zagueiro foi muito relevante durante a Copa da UEFA, e ajudou o time a levantar o troféu da competição internacional. 

Porém, em 1994, após quatro ano no clube, o jogador recebeu algumas propostas e decidiu deixar a equipe italiana. Pela Juventus foram 124 jogos e seis gols, e foi contratado na sequência pelo Borussia Dortmund.

A rápida trajetória de Edu Marangon pelo Flamengo

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Edu Marangon teve uma curta passagem pelo Mengão em 1990

Carlos Eduardo Marangon, ex-meio campista popularmente conhecido somente como Edu Marangon, está comemorando o seu 61º ano de vida nesta quinta-feira, dia 15 de fevereiro de 2024. Ao longo de sua carreira, o atleta teve uma breve passagem pelo Flamengo no começo da década de 90.

Revelado pela Portuguesa em 84, o meia chegou no Mengão em 90, depois de atuar em times como Torino e Porto em um período de dois anos. Sua qualidade o levou a ser contratado pela diretoria rubro-negra com o status de provável substituto de ninguém menos do que Zico, mas isso acabou não acontecendo.

Pelo Flamengo, Edu Marangon disputou apenas 15 jogos durante a sua curta trajetória pelo clube. Apesar da passagem pelo clube carioca ter sido rápida, o meia fez parte do elenco campeão da Copa do Brasil de 90.


Depois de defender o Flamengo, o meio campista ainda atuou em clubes como Santos, Palmeiras, Yokohama Flügels, Nacional, Coritiba e Internacional de Limeira, tendo sucesso em algumas dessas passagens. Encerrou a carreira em 97, quando estava no Bragantino.

Donato e seus 10 anos no Deportivo La Coruña

Por Fabio Rocha
Foto: arquivo

Donato jogou pelo Deportivo La Coruña durante 10 anos

Donato Gama da Silva foi um bom jogador, sendo polivalente, conseguindo fazer diversas funções dentro de campo, mas atuava mais como primeiro volante, sendo importante na marcação. O atleta atuou no Brasil alguns anos e viveu muito tempo na Espanha, onde se naturalizou espanhol e jogou pela seleção europeia.

O jogador nasceu no Rio de Janeiro, no dia 30 de dezembro de 1962, e começou no profissional aos 20 anos de idade, quando estreou pelo America, do Rio de Janeiro. O volante fez sucesso rapidamente na equipe, chamando a atenção de grandes times do estado.

Em 1984 foi contratado pelo Vasco da Gama, onde teria mais visibilidade, sendo uma grande oportunidade para Donato. No Gigante da Colina fez parte de um time vitorioso, sendo muito importante no meio-campo e ajudando o clube a conquistar o bicampeonato carioca. 

Depois das boas conquistas pelo Vasco, o jogador foi procurado por times europeus, e acabou aceitando a proposta do Atlético de Madrid, indo atuar no futebol espanhol. 

Donato conseguiu se adaptar muito bem ao jogo de seu time, e ganhou a vaga de titular absoluto, sendo uma peça fundamental para seu time. Era um grande volante, que se adaptava muito bem a zaga, então era muito importante para o esquema tático. 

O jogador ficou cinco temporadas no clube, conquistando dois títulos da Copa do Rei. Em 1993 foi contratado pelo Deportivo La Coruña, onde já tinha brasileiros importantes no elenco como Bebeto e Mauro Silva. 

Logo em sua primeira temporada, o jogador foi importante no meio-campo e ajudou a equipe a chegar ao vice-campeonato da La Liga, a melhor colocação da história do time na competição até aquele momento, fazendo uma campanha histórica e chamando a atenção de todos.

No ano seguinte, depois de seis anos no país, acabou se naturalizando espanhol, começando a atuar pela seleção europeia. Na temporada 1994-95, ajudou o clube a conquistar a Copa do Rei, fazendo a equipe atuar na Supercopa da Espanha no ano seguinte. 

A equipe conseguiu vencer a Supercopa da Espanha, outro título importante para o time. O jogador foi muito importante, pois chegou atuar como zagueiro, lateral, volante e meia, praticamente em quase todas as opções do esquema tática. 

Depois de alguns anos sem títulos pelo clube, a equipe conseguiu fazer história na temporada de 1999-2000, quando o time fez uma campanha incrível e conquistou a La Liga, primeiro título da história do clube. 


A conquista foi muito comemorada por todos os torcedores, e em 2000 a equipe ainda ganhou a Supercopa da Espanha. Foi um momento muito importante para o clube, pois em 2001-02 o time voltou a ganhar a Copa do Rei e na sequência a Supercopa novamente.

Além dos títulos, em 2002, Donato marcou um gol aos 40 anos, sendo o jogador mais velho a marcar na La Liga. Em 2003, depois de 10 anos no clube, o jogador encerrou a sua carreira como um dos maiores ídolos da história do clube.

Antony de Ávila e passagem pelo Barcelona de Guayaquil

Por Fabio Rocha
Foto: arquivo

Anthony de Ávila passou pelo Equador no fim da carreira

Antony William de Ávila foi um bom atacante colombiano, sendo um grande goleador no seu país. O jogador teve passagens por grandes times, foi ídolo no América de Cáli, e também atuou em times de outros países no continente. Um deles foi o Barcelona de Guayaquil.

O jogador nasceu em Santa Marta, na Colômbia, no dia 21 de dezembro de 1962, e começou a sua carreira no América de Cáli. Antony subiu para o profissional em 1982, aos 20 anos de idade, e já fez parte da sua primeira conquista, o Campeonato Colombiano. 

Pelo clube colombiano, o jogador fez uma linda história, conseguindo se destacar rapidamente, principalmente pelo seu faro de gol. O atacante era muito goleador e aparecia sempre em momentos decisivos, chamando a responsabilidade em jogo grande. 

Rapidamente foi convocado para o Seleção Colombiana, e isso deu mais destaque para o atacante. Depois de alguns anos no América de Cáli, o jogador foi negociado em 1987 com o Unión de Santa Fé, da Argentina, sua primeira experiência fora do futebol colombino.

Porém, acabou ficando apenas uma temporada e logo retornou ao América de Cáli, onde ficou muito anos, construindo sua linda história no clube. Em 1995, foi contratado pelo MetroStars, sua segunda experiência longe da Colômbia. 

Antony ficou duas temporadas no clube, mas atuou em poucos jogos, fez apenas 31 partidas. Em 1997, foi contratado pelo Barcelona de Guayaquil, do Equador, uma das maiores equipes do país. O atacante chegou para ser a estrela do sistema ofensivo e todos tinham muita expectativa sobre o atleta. 


Logo na sua primeira temporada, o jogador foi muito importante na conquista do Campeonato Colombiano, sendo uma das grandes estrelas do time, fazendo gols muito importantes. Essa foi sua última conquista como atleta profissional, pois acabou encerrando sua carreira anos depois. 

Antony permaneceu no clube até 1999, e acabou não conquistando mais nenhum título, mas continuou fazendo gols importantes pelo clube. Depois de muitos anos como profissional tomou a decisão de encerrar a sua carreira. Pelo Barcelona foram 52 jogos e 27 gols. 

Porém, em 2009, com 46 anos, resolveu voltar a atuar profissionalmente pelo América de Cáli, mas não ficou muito tempo, e  depois de quatro jogos decidiu voltar com a sua aposentadoria.

Benfica 2 x 5 Santos - 61 anos do "Jogo do Século" do Peixe

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

O Peixe conquistou a Copa Intercontinental em 1962

O fatídico "Jogo do Século" entre Benfica e Santos, pela antiga Copa Intercontinental de Clubes de 1962, completa 61 anos nesta quarta-feira, dia 11 de outubro de 2023. Nesta partida histórica, o Peixe conquistou o seu primeiro título mundial ao bater o time português pelo placar de 5 a 2, em pleno Estádio da Luz.

Para chegar a disputa deste troféu, o clube dos Encarnados, que tinha Eusébio como um dos grandes nomes do elenco, havia sido bicampeão da Liga dos Campeões da Europa naquele ano, vencendo o Real Madrid numa partida eletrizante por 5 a 3 na final. Em contrapartida, o Alvinegro Praiano tinha acabado de conquistar a sua primeira Libertadores da América e se sagrou também o primeiro brasileiro a vencer o torneio continental.

Antes do último confronto entre eles, o Alvinegro da Vila e as Águias já haviam se enfrentado no Estádio do Maracanã no dia 19 de setembro, pelo jogo de ida. Na ocasião, o time brasileiro venceu pelo placar de 3 a 2, com dois gols de Pelé e um de Coutinho pelo lado santista, enquanto Santana anotou os dois tentos dos portugueses. 


A partida decisiva só veio a acontecer na capital portuguesa no mês seguinte, no lendário Estádio da Luz. Mesmo jogando longe de casa, os brasileiros não se intimidaram com os 75 mil torcedores benfiquistas nas arquibancadas e deram um show dentro de campo.

Abriram um implacável 5 a 0, com três gols de Pelé (15', 25' e 64'), um de Coutinho (48'), e um de Pepe (77'). No fim do jogo, Eusébio e Santana ainda marcaram dois tentos para diminuir o prejuízo, mas já era tarde.

Após esta conquista, o Santos voltou a ganhar este troféu mesmo no ano seguinte. Desta vez, o Peixe venceu o Milan na grande decisão.

Jorge Burruchaga e seu vínculo com o Independiente

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Burruchaga teve boas passagens pelo Independiente de Avellaneda

O ex-meia e ponta direita argentino campeão do mundo com a Albiceleste em 1986, Jorge Luis Burruchaga, está comemorando o seu 61º ano de vida nesta segunda-feira, dia 9 de outubro de 2023. Ao longo da sua carreira, o atleta teve duas passagens pelo Independiente de Avellaneda, onde conquistou muitos títulos importantes.

A primeira delas, aconteceu entre 1982 e 1985, quando o jogador já havia defendido o Arsenal de Sarandí por duas temporadas. Fez parte do elenco dos diabos vermelhos que conquistou o Campeonato Argentino de 1983, a Libertadores e a Copa Intercontinental, ambas em 1984.

No ano seguinte, Burruchaga foi vendido para o Nantes, onde atuou por sete temporadas. Antes de retornar ao seu país de origem em 1995, ainda defendeu o Valenciennes, também da França.


Na sua segunda e última passagem pela equipe, que perdurou até 1998, ano em que se aposentou, Jorge ajudou o Rey de Copas a ganhar mais dois títulos: a Recopa Sul-Americana e a Supercopa Libertadores, ambos em 95. Encerrou o seu ciclo no clube com 140 partidas disputadas e 49 gols marcados, segundo números do site ogol.com.

Após pendurar as chuteiras, se tornou treinador e comandou o Independiente entre 2006 e 2007.

Renato Gaúcho e sua passagem pelo Fluminense como jogador

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Renato Gaúcho comemorando o histórico gol de barriga contra o Flamengo que deu o título do Carioca de 1995 ao Fluminense

Ídolo eterno da torcida gremista, Renato Portaluppi, ex-ponta direita popularmente conhecido como Renato Gaúcho, está comemorando o seu 61º ano de vida neste sábado, dia 9 de setembro de 2023. No decorrer de sua carreira de atleta, o atacante de beirada jogou no Fluminense entre 1995 e 1997.

Antes de chegar ao Tricolor das Laranjeiras, o avançado já havia colecionado passagens por Botafogo, Flamengo, Atlético Mineiro e Cruzeiro. Na sua temporada de estreia, a dupla Fla-Flu chegou até a última rodada do octogonal final como os únicos postulantes à conquista do Campeonato Carioca. 

No clássico que definiria o título, o Fluzão abriu dois a zero, mas cedeu o empate do clube rubro-negro ainda antes do intervalo. Já na reta final da partida, Renato marcou um gol salvador de barriga e deu o título ao Nense. Ainda em 95, o ponta de lança ajudou o Fluminense a chegar nas semifinais do Brasileirão. 

Entretanto, no ano seguinte, o Fluminense não fez uma boa campanha no Campeonato Brasileiro. Com problemas de lesão, Renato pouco jogou e na reta final da campanha até chegou a ter sua primeira experiência como treinador. Porém, o time carioca não se salvou acabou sendo rebaixado para a Série B.


Renato Portaluppi deixou o Tricolor em 1997, após disputar o Campeonato Carioca e sem saber que o Fluminense escaparia do rebaixamento com uma 'virada de mesa', que também salvaria o Bragantino, devido ao caso Ives Mendes. Porém, o Flu, já sem Renato, também cairia em 1997.

Renato Gaúcho fez 66 partidas pelo Flu e marcou 26 gols, segundo o site ogol.com. Na sequência de sua jornada como atleta, Renato Gaúcho ainda teve uma quarta passagem pelo Flamengo, e encerrou a carreira no Bangu. Aposentado, se tornou treinador e teve quatro passagens pelo comando técnico do Time de Guerreiros. Em uma delas, conquistou a Copa do Brasil em 2007 e foi vice da Libertadores em 2008.

A história de Jaime Magalhães com o Porto

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Jaime Magalhães, com Juary, no Dragão

Diversos clubes do mundo possuem em sua história ícones que marcam sua vida pela dedicação a uma camisa, quase como se fossem uma ideologia de vida ou mesmo parte essencial da alma desses jogadores, casos como Steven Gerrard, Javier Zanetti, Rogério Ceni, Totti, nem sempre jogadores de um time só, mas jogadores que dedicaram sua vida a uma camisa. O Porto tem em Jaime Magalhães, que completa 61 anos neste dia 10, uma figura que representou o clube dentro de campo. 

Nascido na cidade de Porto, Jaime era torcedor do Dragão desde criança e chegou as categorias de base do clube azul e branco aos 14 anos, ainda durante a década de 1970. Depois de passar quatro anos nas categorias de formação do clube, subiu ao time profissional no ano de 1980 e estreou com a camisa do clube pouco depois de completar seus 18 anos, numa partida diante do Sporting, fora de casa, entrando aos 39 minutos.

Jaime subiu num time que já tinha referências do nível de Fernando Gomes, que se tornaria o maior artilheiro da história portista. Revezando entre partidas onde entrou no final do jogo e outras onde começou jogando, o meio-campista fez seu primeiro gol diante do Portimonense, já em março de 1981, mais precisamente no dia 21. Ainda marcaria outros dois gols naquela temporada, diante de Amora e Acadêmica de Viseu.

Na temporada seguinte já alçou seu lugar no time titular dos portistas e a partir daí passou a ser peça importante da formação. Marcou dois gols diante do Vejle na Recopa Europeia, sendo seus primeiros em competições internacionais. Também acabou convocado pela Seleção Portuguesa pela primeira vez. Dono de boa qualidade de passe e de desarme, era mais conhecido pelos passes e pela entrega do que pelos gols, jogando ás vezes até como volante. Ainda muito jovem, viveu uma situação curiosa em 1982, quando foi expulso e marcou gol diante do Belenenses.

Viveu um momento ruim no biênio de 1982/1983, perdendo espaço no time e jogando pouco antes de retomar a titularidade no ano seguinte. Na temporada 1983/1984, o Porto passou muito perto de uma tríplice coroa e Jaime foi essencial nisso, ajudando no vice-campeonato do Português e da Recopa Europeia, além do título da Taça de Portugal. Foram cinco gols ao longo da temporada para ele. No biênio seguinte, ele marca 13 gols ao longo das disputas e é crucial na conquista do título português. 

Apesar do bicampeonato nacional na temporada 1985/1986, Magalhães pouco consegue jogar após se lesionar no começo do campeonato. Foram apenas oito jogos, mas retornou a tempo de jogar a Copa do Mundo. Na temporada seguinte, o Porto conquista o doblete com o Campeonato Português e a Liga dos Campeões e Jaime volta a ser importante jogando em 33 partidas. A temporada seguinte seria de certa forma seu canto do cisne em relação a números interessantes estatisticamente, com 7 gols em 48 jogos e uma tríplice coroa de Campeonato Português, Taça de Portugal e o Mundial Interclubes.


A partir das temporadas seguintes, seguiu sendo peça importante num momento espetacular dos Dragões, mesmo que com números mais discretos e por vezes se sacrificando pelo clube ou sendo figura de jogos esporádicos. Seguiu nas "Antas" até a temporada 1994/1995, quando já não conseguia mais jogar como em outros tempos. Ainda passou pelo Leça antes de pendurar as chuteiras.

No total, pelo Porto, Jaime atuou em 409 jogos, sendo o sexto jogador que mais atuou pelos Dragões ao longo da história do clube. No total, marcou 45 gols pela equipe, números interessantes para um meio-campista. Conquistou sete títulos portugueses, sete supercopas e 4 títulos da Taça de Portugal, além do Mundial, da Liga dos Campeões e da Supercopa Europeia. 

Os 61 anos do bi-mundial da Seleção Brasileira

Com informações da CBF
Foto: arquivo

O capitão Mauro levantando a Taça do Mundo

O Estádio Nacional de Santiago explodiu em palmas quando, há 61 anos, Mauro ergueu a taça Jules Rimet. Era a consagração da Seleção Brasileira, que conquistava o seu segundo título na Copa do Mundo FIFA Chile 1962. Foi num dia 17 de junho que o Brasil derrotou a Tchecoslováquia por 3 a 1 e garantiu o bicampeonato mundial. Os gols da Seleção na final foram marcados por Amarildo, Zito e Vavá. Masopust fez o único gol europeu na decisão.

Bicampeonato à brasileira - Apenas quatro anos depois de finalmente se sagrar campeão do mundo, o Brasil repetiu a dose na Copa do Mundo FIFA Chile 1962. A conquista veio com a manutenção de boa parte do time campeão na Suécia, como Didi, Garrincha e Zagallo, mas também contou com alguns novos jogadores. Do time que começou a final contra a Tchecoslováquia, por exemplo, apenas o atacante Amarildo não estava na Copa do Mundo de 1958. E ele cumpriu um papel muito importante no Mundial.

O Possesso no lugar do Rei - Pelé já chegou ao Chile com o status de Rei do Futebol. Um dos melhores jogadores do mundo à época, era ele quem carregava a responsabilidade de levar o Brasil ao bi. Mas o Rei se machucou no segundo jogo da Copa do Mundo, e não entrou mais em campo na campanha. Coube a Amarildo, que atuava no Botafogo, substituí-lo no time de Aymoré Moreira. A resposta do "Possesso", como era chamado, veio logo na partida seguinte. Com dois gols, o atacante liderou o Brasil na vitória por 2 a 1 sobre a Espanha, que garantiu a vaga da Seleção na próxima fase. Ele voltaria a marcar na final, contra a Tchecoslováquia, imortalizando-se como um dos grandes jogadores brasileiros da Copa do Mundo.

O Anjo das Pernas Tortas - Amarildo se destacou muito, mas o grande nome da Seleção na Copa do Mundo foi Mané Garrincha. Eleito como o melhor jogador do torneio, o atacante assumiu toda a carga deixada por Pelé e foi a referência brasileira na Copa. Com quatro gols marcados, foi artilheiro da Copa, ao lado de Vavá, Sanchez, Albert, Ivanov e Jerkovic.


A final - No dia 17 de junho de 1962, o Brasil se consagrava bicampeão mundial, no Chile. A partida contra a Tchecoslováquia foi disputada às 14h30, no Estádio Nacional, em Santiago. A Tchecoslováqui saiu na frente aos 15 minutos com Masopust. Dois minutos depois, o Brasil mostrou a sua força: Amarildo empatou. Na segunda etapa, Zito virou para a Seleção de cabeça e, em seguida, Vavá fechou o placar. Com a vitória de 3 a 1, o Brasil conquistava o bicampeonato mundial.

Luto! Morre aos 61 anos o ex-goleiro Ferreira

Com informações da Agência Futebol Interior
Foto: arquivo

Ferreira durante sua passagem pelo Paysandu

O ex-goleiro Ferreira, que jogou no Santos em 1988/89 e no Paysandu em 1994, morreu neste sábado em Salvador-BA vítima de problemas hepáticos. Ferreira estava internado no Hospital Riverside, em Lauro de Freitas-BA, e tinha 61 anos.

Nascido em Salvador no dia 13 de janeiro de 1962, João Jorge Ferreira Couto começou no Galícia, então time de destaque do futebol baiano. Após passagem pelo Leônico, chegou ao Catuense, onde chamou a atenção, chegando ao Santos em 1988 com a fama de ser um dos melhores goleiros do Nordeste.

Titular em várias partidas pelo Santos, Ferreira ainda jogou no São Bento, no Estado de São Paulo e em importantes times do Brasil como Inter de Lages, Santa Cruz, Náutico-PE,Ceará e Paysandu, entre outras equipes.


No Papão da Curuzu, Ferreira foi titular na histórica vitória sobre o São Paulo, no Morumbi, pelo Brasileirão de 1994. O ex-goleiro foi enterrado neste sábado no Cemitério da Ordem Terceira de São Francisco, em Salvador.

Dorival Júnior e sua passagem pelo Juventude como jogador

Por Fabio Rocha
Foto: arquivo / Gazeta Press

Júnior sendo marcado por Alemão em um São Paulo e Juventude, pelo Brasileirão de 1995

Dorival Silvestre Júnior, mais conhecido como Dorival Júnior, mas como jogador era chamado apenas de Júnior, nasceu em Araraquara, no dia 25 de abril de 1962, e foi um bom volante. O jogador teve passagem por vários clubes nacionais, fazendo sucesso em alguns. Entre 1994 e 1995, o atual treinador do São Paulo defendeu o Juventude.

A sua carreira começou no time de sua cidade, a Ferroviária, mas logo depois já saiu do clube e foi para o Marília. O seu começo de carreira foi com passagens rápidas em diversas equipes menores, mas conseguiu se destacar em quase todas. Como jogador, ele era conhecido apenas como Júnior.

Após o Marília, ele passou pelo Guarani, Avaí, Joinville, São José-SP, até chegar no Coritiba. A sua passagem pelo time do Paraná também foi rápida, pois logo na sequência o Palmeiras tentou a contratação do volante, porque ele estava se destacando na equipe.

Sobrinho de Dudu, ídolo do Verdão, o volante não pensou duas vezes e se transferiu para o Palmeiras em 1989. Júnior chegou e logo assumiu a vaga de titular da equipe, se tornando um jogador importante para o elenco alviverde.

Infelizmente ele chegou em um momento ruim do clube, que estava vivendo anos de seca e não conseguia conquistar nenhum título. Mesmo assim, o atleta se destacou no meio-campo, fazendo grandes atuações. Depois que a Parmalat chegou, as coisas mudaram, mas logo no início da parceria, Júnior acabou deixando o clube. O volante foi para o Grêmio, onde teve uma passagem curta, e logo depois foi para o Juventude. A equipe também tinha o aporte da Parmalat, e a patrocinadora queria ele no clube, por isso resolveram contratá-lo.


A equipe estava na segunda divisão do Brasileirão, e o jogador seria uma peça fundamental para o time voltar a elite da competição. Júnior encaixou muito bem no meio-campo e manteve um ótimo desempenho, se tornando um líder dentro de campo e também fora dele. Durante a campanha, o jogador foi fundamental para o time, sendo um dos principais jogadores da equipe. O Juventude conseguiu retornar à elite do Brasileirão sendo campeão da Série B.

Em 1995, voltou a jogar na elite e manteve Júnior no elenco, mas aí as atuações não se mantiveram no mesmo nível, até porque a idade estava chegando para o volante, que não conseguia manter a mesma intensidade. Na sua segunda temporada pelo clube, ele viveu altos e baixos, e por isso no final da temporada acabou saindo do clube. Três anos depois, Júnior se aposentou no Botafogo de Ribeirão Preto e se tornou técnico de futebol.

Mauro Galvão levantando a Libertadores no Vasco da Gama

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Mauro Galvão era o capitão do Vasco em 1998

Completando 61 anos neste dia 26 de agosto, o ex-zagueiro Mauro Galvão foi um dos grandes nomes da posição no Brasil nos anos 1980 e 1990. Dono de grande categoria e de boa capacidade para desarmes e cobertura, o gaúcho chegou a atuar pela Seleção Brasileira em duas Copas do Mundo e teve grande carreira. Já experiente, foi o capitão do Vasco na conquista da Libertadores da América.

Mauro havia chegado ao Cruzmaltino em 1997 e desde então se tornou um dos principais nomes de um time que possuía um elenco simplesmente absurdo, tendo diversos jogadores espetaculares como Juninho Paulista, Juninho Pernambucano e Edmundo, além de outros na parte defensiva como Odvan e Válber. Ainda assim, foi titular em quase toda a sua passagem.

Experiente, era um dos líderes da equipe desde que chegou e durante a Libertadores de 1998 se tornou o capitão do time. A campanha vascaína não começou de maneira tranquila, com o time sofrendo um pouco para passar da fase de grupos, ficando na segunda colocação. Venceu dois jogos, empatou dois e perdeu outros dois, logo no começo da competição, o que deu um tom assustador para a campanha.

Porém, a partir do mata-mata, Galvão foi um dos líderes técnicos e naturais de um time que cresceu nas eliminatórias e foi desmontando adversário por adversário, jogando muito bem e de maneira muito fria principalmente quando atuava longe de São Januário. Foi assim que o time chegou a decisão e venceu no primeiro jogo o Barcelona de Guayaquil pelo placar mínimo, fazendo então uma partida melhor ainda em Barcelona e vencendo por 2 a 1.

Foi aí então que Mauro Galvão entrou para a história do Vasco de maneira definitiva, sendo o responsável por levantar a taça da primeira conquista de Libertadores do Cruzmaltino, factualmente a segunda de importância continental em sua história. A imagem ficou para a história, sendo o zagueiro um dos maiores ídolos da trajetória vascaína e um de seus maiores capitães.


Só para se ter uma ideia de como Mauro Galvão era importante naquele time do Vasco, que era muito forte, muitos pediam sua presença entre os convocados de Zagallo na Copa do Mundo de 1998, mesmo estando já com quase 37 anos.

Mauro Galvão ainda permaneceria no Vasco até o final do ano de 2000. Ganhou, além da Libertadores, dois Brasileirões, um Cariocão, um Rio-São Paulo, uma Copa Mercosul, duas taças Guanabara e duas Taças Rio. Foram 108 partidas e 7 gols com a camisa cruzmaltina, ao longo de quatro temporadas completa jogando em São Januário.

O primeiro gol de placa, de Pelé, completa 61 anos

Com informações de Gabriel Pierin, do Centro de Memória
Foto: arquivo

Pelé finalizando o lance que originou a expressão 'gol de placa'

Na tarde de 5 de março de 1961, um domingo de verão, o Fluminense recebeu o Santos no Maracanã. Cerca de 40 mil pessoas assistiram à partida válida pela segunda rodada do Torneio Rio-São Paulo. Um jogo que entrou para a história pelo gol mais bonito já visto no Maracanã: o gol de placa de Pelé.

Depois de ter vencido o Vasco por 5 a 1 na primeira rodada, o Santos foi ao Rio de Janeiro enfrentar o Fluminense. O Alvinegro precisou de apenas três minutos para abrir o marcador. Coutinho recebeu o cruzamento de Pepe na entrada da área. Deu um passe de cobertura para Pelé que concluiu fora do alcance do goleiro Castilho.

O Fluminense tocava a bola e chegava rápido ao ataque, mas o eficiente sistema defensivo do Peixe, formado com Fioti, Mauro, Dalmo e Calvet, cobria os avanços do time carioca com perfeição. E foi da defesa que partiu a magia do segundo gol.

Aos 40 minutos Pelé recebeu a bola do zagueiro Dalmo na entrada da área. O meia controlou a bola e atravessou todo o gramado sem tomar conhecimento da perseguição dos adversários. Assim, entrou na área do Fluminense e desvencilhou-se de Pinheiro. Jair Marinho veio na cobertura e Pelé, mais rápido, colocou com categoria a bola no canto direito, para marcar o segundo tento do Santos.

O feito espetacular arrancou aplausos dos torcedores, que colocaram a rivalidade de lado. Tricolores e santistas proporcionaram uma cena inédita no Maracanã, comemorando juntos o gol espetacular.

O episódio foi descrito assim pelo jornalista Mário Filho em seu livro “Viagem em torno de Pelé”: Era um gol visto do princípio ao fim, como nunca se vira outro. Então aconteceu uma coisa inédita. A multidão não se levantou. Continuou sentada. Mas prorrompeu em palmas. Não houve um só espectador que não batesse palmas. Era uma ovação de Teatro Municipal. As palmas não paravam aumentando de intensidade. Batia-se palmas olhando para o campo, para Pelé. Pelé ouviu as palmas e olhou para as arquibancadas do Maracanã. Depois levantou o braço e acenou com a mão, agradecendo. Recebia os abraços de Coutinho, de Zito, de Pepe, de Dorval e continuava a escutar as palmas… Correu para o meio de campo, acenando com a multidão levantada, agradecendo. Era aquela a homenagem mais bela que recebera…

As palmas só cessaram quando Valdo deu a nova saída. Iam recomeçar logo depois, pois acabava o primeiro tempo e Pelé saía de campo. A diferença é que agora a multidão se pôs de pé para aplaudir Pelé. Quando Pelé desapareceu no túnel, ninguém ficou quieto. A vontade que todo mundo tinha era de se abrir, de compartilhar com alguém a alegria do gol de Pelé. Formavam-se grupos. Gente que não se conhecia tornava-se íntima pelo milagre do gol de Pelé.

O Santos ainda faria o terceiro gol no início do segundo tempo. Aos sete minutos, Pelé entregou a bola com perfeição para Pepe completar de primeira. O chute pegou efeito e surpreendeu Castilho. Depois de construir o placar de 3 a 0, o time de Vila Belmiro se acomodou. O Fluminense criou boas oportunidades, mas só descontou no último minuto, com o gol de Jaburu.

Naquele domingo inesquecível, o Santos foi escalado pelo técnico Lula com Laércio, Fioti, Mauro e Dalmo; Zito e Calvet; Dorval, Mengálvio (Ney), Coutinho, Pelé e Pepe (Sormani). O Fluminense, do técnico Zezé Moreira, atuou com Castilho, Jair Marinho, Pinheiro e Altair; Edmilson e Clóvis (Paulo); Telê Santana (Augusto), Paulinho, Valdo, Jaburu e Escurinho. Na arbitragem, o potiguar Olten Ayres de Abreu.

Na rodada seguinte, em 11 de março, também no Maracanã, o Santos goleou o Flamengo por 7 a 1, diante de mais de 90 mil pessoas, e Pelé marcou mais três gols. A fase excepcional de Pelé incomodava os adversários que reagiam com violência.

Na partida contra o São Paulo, em 15 de março, no Pacaembu, Dino Sani e Vitor foram citados na súmula da arbitragem por terem dado pontapés em Pelé. O Santos venceu por 1 a 0, mas perdeu o seu maior craque pelos três jogos seguintes do Rio-São Paulo. Pelé teve dificuldade para recuperar seu melhor futebol, o que foi decisivo para impedir o título do Santos.

Gol de Placa - Entre os presentes no Maracanã estava o jovem jornalista paulista Joelmir Beting, que cobria o jogo para o jornal O Esporte. Joelmir decidiu que aquele gol merecia uma placa. Ele mesmo mandou confeccioná-la, de bronze, pagou do seu bolso e foi levá-la ao estádio, em nome do jornal em que trabalhava. Nela estava escrito: Neste campo no dia 5-3-1961 Pelé marcou o tento mais bonito da história do Maracanã. O Esporte.

Joelmir fazia questão de dizer que não era o autor da expressão “gol de placa”, mas a verdade é que ela se consagrou após o gol de Pelé e a placa que doou ao Maracanã. Em 2011, quando o gol completou 50 anos, Pelé enviou uma placa de acrílico a Joelmir com os seguintes dizeres: Ao Joelmir Beting. Gratidão eterna do autor do gol de placa ao autor da placa do gol. Edson Pelé.


A imprensa se rende ao Santos - Muito além do gol eternizado, a placa é também um marco do reinado do Santos na era de ouro do futebol brasileiro. O Alvinegro encantava e se destacava na imprensa.

Matérias sobre o jogo do Maracanã publicadas no Jornal O Globo, na Folha de São Paulo, como no Jornal do Brasil, três jornais de grande influência no País, conferem a mesma visão do grande esquadrão do Santos:

Torna-se cada vez mais difícil encontrar adjetivos para traduzir o que está jogando o Santos. No mínimo teríamos que repetir o chavão, frisando que é verdadeira máquina. Máquina que se encontra bem ajustada, engrenada e azeitada, peças perfeitas e que se ajustam de forma incrível. Começaríamos por Pelé e Coutinho que, no futebol, repetem os fechos das histórias românticas: nasceram um para o outro… (O Globo)

O Santos demonstrou, mais uma vez, ser o maior esquadrão brasileiro da atualidade. A torcida carioca soube reconhecer as grandes qualidades do Santos, sendo inúmeras vezes aplaudida com entusiasmo a tabelinha entre Pelé e Coutinho. O grande meia Pelé demonstrou ser insubstituível (Folha de São Paulo).

O Santos deu, domingo, no Maracanã, uma amostra de seu poderio, confirmando que é, no momento, o melhor team brasileiro – e consequentemente do mundo – ao derrotar o Fluminense, sem se empregar e jogar tudo o que sabe, por 3 a 1, com relativa facilidade (…). É muito difícil explicar o que é o Santos, o que joga o Santos, o que representa o Santos. O seu padrão de jogo atual é, talvez, o que houve de melhor em futebol. Como equipe é quase insuperável e individualmente tem figuras da maior categoria. A alta qualidade de cada jogador se soma para formar um team uniforme, em que os homens se completam sucessivamente. O resultado é um futebol de primeira, um futebol de luxo, belo e prático, fabuloso e objetivo. E une a tudo isso o gênio Pelé (Jornal do Brasil).

O início de Gary Lineker no Leicester City

Por Ricardo Pilotto
Foto: arquivo

Lineker quando defendeu o Leicester City

Gary Winston Lineker, nascido na cidade de Leicester, está completando 61 anos de idade neste dia 30 de novembro de 2021. Por isso, nesta terça-feira, vamos relembrar o início da carreira do centroavante defendeu a equipe de sua cidade natal, o Leicester City.

Após passar sua pré-adolescência com o coração indeciso entre o futebol e o críquete, Lineker chegou até a praticar a disputar o primeiro esporte na escola. Era uma grande admirador de David Gower, que jogava na equipe de Leicestershire e era nada mais nada menos do que o capitão da seleção inglesa de críquete.

Apesar de levar jeito para o esporte e ter sido capitão do time da escola na mesma modalidade, Gary sempre era lembrado na escola por focar muito no futebol. Segundo o próprio, um de seus boletins diziam que o fato dele se concentrar demais na vida futebolística e menos nos estudos, não ganharia nada na vida com isso. Porém, esse fato não fez com que Lineker desistisse de se tornar um atleta.

Entrou para a equipe das categorias de base do Leicester em 1976, mas sua estreia aconteceu apenas no dia 1º de janeiro de 1979, quando os Foxes receberam o Oldham Athletic no estádio Filbert Street, antiga casa do clube, e venceram o confronto pelo placar de 2 a 0. Nesta mesma temporada, o jovem de 18 anos de idade marcou apenas um gol em sete partidas que jogou.

Com mais espaço dentro da equipe, Lineker foi peça importante para a conquista da Segunda Divisão do Campeonato Inglês em 1980. Com mais tempo para mostrar serviço em relação ao ano anterior, o centroavante disputou 20 partidas e anotou três tentos na temporada.

Sob comando de Jock Wallace, era mais do que esperado que o atacante conseguisse conquistar ainda mais espaço no time por conta do acesso à elite do futebol inglês na temporada anterior. Mas, o conjunto da equipe acabou não funcionando como se acreditava e com uma média 21,78 anos de idade, o clube fez uma péssima campanha no campeonato nacional. Terminou na 21ª posição da tabela e retornou rapidamente para a Segunda Divisão. Além de tudo isso, Gary disputou somente 10 jogos, já que precisou disputar posição com jogadores como Jim Melrose, Alan Young e Steve Lynex.

Com mais espaço e tempo, o jovem atacante passou a ter o seu faro de gol ainda maior, uma vez que entrou em campo 47 vezes com a camisa do Leicester e conseguiu balançar as redes adversárias em 19 oportunidades. Apesar dos Foxes não terem conquistado o acesso para a primeira divisão do futebol inglês, Lineker ajudou a levar a equipe para as semifinais da FA daquela temporada. Além de Gary, o time também contava com outros nomes como Ian Wilson, John O’Neill, Paul Ramsey, Andy Peake e Kevin McDonald.

Na temporada 1982-1983, foi ainda mais fundamental para a equipe. Demonstrando boa fase e uma pontaria certeira, ajudou a levar o Leicester City de volta à elite. Não satisfeito com sua marca no ano anterior, chamou ainda mais atenção já na temporada seguinte, com 26 tentos marcados em 46 partidas jogadas. Ali também marcava o início da parceria de Lineker com Alan Smith, que juntos marcar 97 gols pelos Foxes até 1985. Nesta edição do campeonato inglês, o Leicester terminou a competição no 15º posto, conseguindo assim se manter na elite do futebol nacional.

Por conta da grande coleção de boas atuações da sua dupla, a torcida do Leicester já começava a se preparar para aquele triste momento de se despedir do craque, até porque, a temporada 1984-1985, seria a última de Lineker com a camisa dos Foxes. Para os fãs, as boas atuações fariam com que os maiores clubes da Inglaterra despertassem seus interesses no atleta.


Em seu último ano com a camisa azul, Gary foi o maior artilheiro da primeira divisão do futebol inglês marcando 24 gols no campeonato. Totalizou 29 tentos anotados, já que também balançou as redes adversárias em partidas válidas por outra competições que o clube disputou ao longo da temporada. Suas principais vítimas foram Manchester United, Liverpool, Newcastle e Aston Villa. Os Red Devils sofreram dois gols do craque e o Villa levou três em uma goleada dos Foxes pelo placar de 5 a 0 no mês de outubro de 1985.

Assim que teve seu longo e belo vínculo com o Leicester City finalizado, foi para a cidade de Liverpool, mas para defender o Everton, que era o atual campeão inglês. Nos Toffes, jogou uma temporada e foi vice-campeão nacional, perdendo o título e oportunidade de conquistar um título da primeira divisão para os Reds. Mais tarde ainda passaria por clubes como Barcelona, Tottenham Hotspur e Nagoya Grampus, além de disputar duas Copas do Mundo (1986 e 1990) e duas Euros (1988 e 1992). Foi no futebol japonês, que Lineker encerrou a sua carreira como jogador de futebol profissional.

O primeiro aniversário de Maradona sem ele entre nós

Com informações do UOL
Foto: Ricardo Moraes / Reuters

A casa onde Maradona passou a infância é hoje Patrimônio Histórico Argentino

Diego Armando Maradona pode não ter sido o melhor da história, que na minha opinião foi Pelé. Há quem diga que ele nem foi o melhor aregentino de todos os tempos, o que discordo, mas alguns falam em Alfredo Di Stéfano e outros em Messi. Porém, acho que não existe dúvida de que "El Pibe de Oro" é o jogador da história mais indentificado com o povo de seu país natal. Sim, Maradona é idolatrado pelos argentinos, a ponto de chamá-lo de D10S.

É, mas desde o dia 25 de novembro do ano passado que Diego Armando Maradona não está entre nós. E este 30 de novembro é o primeiro aniversário dele que os argentinos e fãs de futebol não poderão comemorar com ele em vida. Ele estaria completando 61 anos.

Quem viu a Copa do Mundo de 2014 certamente cansou de ouvir a música "Brasil decime qué se siente", cantada sem parar pela torcida argentina nos mais diferentes estádios e concentrações. Na Argentina, hoje, há um novo "cântico", como eles chamam, tão pegajoso quanto este de sete anos atrás. E a canção atribui a Maradona, "hoje no céu", o milagre de fazer a seleção argentina campeã de novo.

"Y al Diego, desde el cielo lo podemos ver /Con Don Diego y con la Tota / Alentándolo a Lionel".

"Ao Diego, desde o céu podemos ver/Com o Seu Diego e com a Tota/Torcendo por Lionel Messi", é a referência a Maradona e seus pais, todos já mortos. A música começa com a afirmação que escancara o famoso orgulho dos vizinhos: "Nasci na Argentina, terra de Diego e Lionel".

A letra adapta a música "Muchachos", da banda de pop/rock La Mosca, cantada por diversas torcidas no país, especialmente a do Racing.

Caminhando pelas ruas de Buenos Aires ou parando em um típico café portenho para conversar sobre futebol, não é raro ouvir que, sim, é Maradona o responsável pela excelente fase argentina. A azul e branca não perdeu nenhuma vez sequer desde a morte do craque, conquistando um título, a Copa América, contra ninguém menos que o Brasil em pleno Maracanã. A Argentina estava na fila fazia 28 anos.


Os milagres maradonianos, claro, não se limitam à torcida, e viraram grandes oportunidades de negócio. Líder do mercado argentino de cervejas, a Quilmes fez um comercial de TV a respeito cheio de emoção. É até no atual momento albiceleste, os 'hinchas' acham que o motivo é Maradona!

O Curioso do Futebol

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