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Nigéria é campeã da Copa Africana das Nações Feminina

Com informações da FIFA
Foto: divulgação

Seleção Nigeriana comemorando o título

A Copa Africana de Nações Feminina da CAF de 2024 chegou ao fim no sábado, com a Nigéria derrotando o Marrocos em uma final épica. As anfitriãs marroquinas venciam por 2 a 0 no intervalo, mas foram superadas pelas nigerianas, que venceram por 3 a 2 em Rabat, com Jennifer Echegini marcando o gol da vitória a dois minutos do fim.

Esther Okoronkwo também brilhou e, após ser eleita a Jogadora da Partida, falou sobre sua alegria em levar sua equipe de volta ao topo do futebol africano. "Estou muito feliz por ser campeã", disse ela. "Os gols do primeiro tempo foram uma infelicidade, mas acontecem no futebol. Quando fomos para o vestiário, reunimos nosso espírito de luta porque era tudo ou nada."

Esta final, a segunda com maior número de gols desde 2010, representou a conclusão perfeita de um torneio que correspondeu a todas as expectativas. Originalmente agendada para julho de 2024, a final continental foi remarcada para 5 a 26 de julho de 2025 devido ao Torneio Olímpico Feminino de Futebol Paris 2024 do ano passado.


Sediada pelo Marrocos, esta edição foi repleta de emoção. Enquanto a Nigéria confirmou seu domínio continental ao conquistar o décimo título, ampliando seu recorde, outras seleções como Marrocos, finalista pela segunda edição consecutiva, Senegal e Argélia também deixaram sua marca.

Goleiro da Nigéria nas Copas de 1994 e 1998, Peter Rufai morre aos 61 anos

Com informações do One Football
Foto: arquivo

Peter Rufai foi 'dono' da camisa 1 nigeriana por anos

Peter Rufai, uma lenda do futebol nigeriano e o icônico ex-goleiro das Super Águias , faleceu em 3 de julho de 2025, aos 61 anos. Sua morte foi confirmada pela Federação Nigeriana de Futebol e pela Rádio Nigéria.

Ex-jogador da seleção nigeriana, Peter Rufai encerrou sua batalha contra a doença na manhã de quinta-feira em sua cidade natal, Lagos. Nascido em 24 de agosto de 1963, Peter Rufai deixou uma marca indelével no futebol nigeriano com suas atuações estelares pela seleção. Ele ergueu o troféu da Copa Africana de Nações de 1994 com as Super Águias e competiu em duas Copas do Mundo (1994 e 1998).

Filho de um rei tribal de Idimu, Rufai recusou-se a suceder o pai em 1998, optando por dedicar a vida ao esporte. Sua carreira profissional como goleiro durou duas décadas, de 1980 a 2000, começando na Stationery Stores e no Femo Scorpions, na Nigéria, antes de brilhar na Europa com KSK Beveren, Go Ahead Eagles , SC Farense, Deportivo La Coruña e Gil Vicente FC.


Rufai destacou-se em Portugal, particularmente no Farense, onde foi um dos principais responsáveis pelo sucesso da equipa algarvia entre 1994 e 1997, tendo ajudado o clube a alcançar a sua primeira presença nas competições europeias.

Após a sua passagem pelo clube algarvio, Peter Rufai ainda teve uma curta passagem pelo Gil Vicente, onde continuou a dar provas das suas qualidades.

Costa do Marfim vence Nigéria de virada e conquista o tri da Copa Africana de Nações

Com informações da Gazeta Esportiva
Foto: Issouf Sanogo / AFP

Vitória da Costa do Marfim

A Copa Africana de Nações (CAN) 2024 foi encerrada em grande estilo neste domingo. A Costa do Marfim, jogando em casa, ganhou seu tricampeonato ao vencer a Nigéria de virada, por 2 a 1, no Estádio Olímpico de Ebimpé, em Abidjã. Kessié e Haller marcaram para os marfinenses, enquanto Troost-Ekong descontou para os nigerianos.

Esse é o terceiro título da história da Costa do Marfim na competição. A seleção marfinense não levantava o troféu desde 2015, sendo que a outra conquista aconteceu em 1992. Desde 2006 que o país-sede do torneio não terminava como campeão. Já a Nigéria vai para seu quinto vice-campeonato, mas também possui três títulos da CAN em sua estante.

O maior vencedor da Copa Africana de Nações é o Egito, que foi sete vezes campeão do torneio. Nessa edição, porém, os egípicios foram eliminados precocemente, ainda nas oitavas de final, após perderem nos pênaltis para a República do Congo - que terminou a competição na quarta colocação.

Aos 33 minutos de jogo, a Costa do Marfim teve oportunidade de ouro para marcar. Kessié recebeu lançamento e enfiou grande passe para Haller. O centroavante recebeu do lado direito da grande área e finalizou, mas o goleiro Nwabali fez grande defesa para evitar o gol.

Mas quem de fato abriu o marcador foi a Nigéria. Lookman cobrou escanteio e a zaga da Costa do Marfim mandou a bola para o alto. Na sobra, o zagueiro Troost-Ekong subiu mais alto que a defesa marfinense e cabeceou no canto esquerdo, sem chances de defesa para o goleiro Fofana.

A Costa do Marfim voltou com tudo após o intervalo. Aos 49 minutos, Adingra fez grande jogada pelo lado esquerdo e cruzou na área. O goleiro Nwabali espalmou e, na sobra, Fofana finalizou com força. O zagueiro Bassey, porém, se jogou na frente da bola e a zaga da Nigéria conseguiu afastar.

E os marfinenses buscaram o empate aos 17 minutos da segunda etapa. Após cobrança de escanteio na segunda trave, Franck Kessié se desmarcou e cabeceou para o fundo da rede nigeriana.


Com 28 minutos, a Costa do Marfim quase ampliou com um golaço. Kessié cruzou, Adingra escorou de cabeça e Haller virou uma bicicleta. A bola, porém, passou do lado da trave esquerda do gol nigeriano e foi pela linha de fundo.

E foi aos 36 minutos que a Costa do Marfim conseguiu a virada. Adingra novamente fez grande jogada pelo lado esquerdo e cruzou. Haller se adiantou à zaga nigeriana e colocou o pé na bola para marcar o gol do título marfinense.

O Ouro da Nigéria no futebol masculino Olímpico em 1996

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

A Nigéria venceu a Medalha de Ouro nos Jogos Olímpicos de 1996

Nesta quinta-feira, dia 3 de agosto de 2023, completam-se 27 anos que a Nigéria surpreendeu o mundo ao se sagrar o primeiro país do continente africano a conquistar a medalha de Ouro nos Jogos Olímpicos. Este feito aconteceu contra a Argentina, com uma belíssima vitória por 3 a 2, em Athens, em Georgia, nos Estados Unidos, no ano de 1996.

Para chegar na grande decisão, os Super Falcons, tiveram uma bonita trajetória na sua campanha. Ficou com a segunda posição do Grupo D, que também tinha Brasil, Japão e Hungria, com seis pontos somados em três jogos. Nas quartas de final, eliminou o México, e nas semifinais, bateu o Brasil de Ronaldo, buscando um empate quando perdia por 3 a 1 e venceu no gol de ouro, marcado por Kanu.

Por outro lado, a Albiceleste, que contava com Diego Simeone, Hernán Crespo, Ariel Ortega e Roberto Ayala, também vinha de uma boa caminhada até a finalíssima. Ficou com a liderança da Chave A, com cinco pontos somados em três partidas. Nas quartas, tirou a Espanha, e nas semis, despachou Portugal.

Com bola rolando na decisão, a Albiceleste, que ainda buscava o seu primeiro ouro olímpico abriu o placar logo aos 3', com Claudio López. Na marca dos 28',  Babayaro empatou a partida e levou o 1 a 1 para o intervalo.

Na etapa complementar, a Argentina voltou a ficar em vantagem com gol de Crespo, batendo pênalti aos 5'. Amokachi empatou com 12' jogados de segundo tempo, e, quando todos já esperavam a prorrogação, no apagar das luzes, Amunike virou o jogo e fez o gol do ouro olímpico nigeriano.


Após esta histórica conquista, a Seleção Nigeriana voltou a disputar uma final de Jogos Olímpicos em 2008, disputados em Pequim. Desta vez, os africanos ficaram no quase ao perderem para a própria Argentina, pelo placar magro de 1 a 0.

Brasil vence a Nigéria e está no mata-mata da Copa do Mundo Sub-20

Por Lucas Paes
Foto: Divulgação/FIFA.com

Classificação brasileira em La Plata

O Brasil está classificado para o mata-mata da Copa do Mundo Sub-20. Os Canarinhos bateram a Nigéria por 2 a 0, na tarde deste sábado, dia 27, no Estádio Ciudad de La Plata, em La Plata e com esse resultado chegaram aos seis pontos ganhos e conquistaram a classificação no grupo D da competição. O resultado e o saldo de gols deram aos brasucas inclusive a liderança da chave, apesar da derrota para a Itália na estreia. 

Ambos os times vinham de resultados bons na rodada anterior. O Brasil se recuperou da estreia ruim goleando a República Dominicana por 6 a 0, enquanto a Nigéria, líder do grupo, bateu a Itália por 2 a 0 e com isso dependia só de si para conseguir a classificação para o mata-mata da competição.

O duelo começou com as duas equipes errando bastante devido ao nervosismo. Os primeiros lances de mais perigo foram do Brasil, principalmente aos cinco minutos, quando Marcos Leonardo dividiu e ela só não sobrou para Andrey Santos porque Aniagbose fez grande defesa. Aos 7', a Nigéria quase marcou o primeiro numa linda jogada de Emmanuel com Salim Fago, que chutou de voleio no travessão. Savinho respondeu pouco depois chutando com muito perigo ao lado do gol. Aos 13', foi a vez de Marquinhos tentar e parar no goleirão nigeriano.

A partir daí, o Brasil passou a ter mais a bola. A equipe Canarinho ensaiava uma pressão e criava chances, porém nem tanto perigosas. Aos 31', Marcos Leonardo perdeu uma absurda chance de gol, após cruzamento de Robert Renan. O atacante santista tocou com a coxa para fora. Pouco depois, Savinho fez linda jogada, mas o chute parou na defesa nigeriana. 

A pressão brasileira finalmente deu resultado aos 42', quando Jean subiu mais alto que a zaga nigeriana após escanteio de Marquinhos e marcou o primeiro gol brasuca. Depois disso, o Brasil passou a pressionar. Aos 44', Marcos Leonardo fez linda jogada, mas parou no zagueiro nigeriano. Pouco depois, Sávio tentou o chute após tabela com o camisa 9 mas mandou para fora. Na terceira chance, os Canarinhos fizeram o segundo: Marcos Leonardo arrancou, tocou para Savinho que rolou para Marquinhos marcar o segundo. 


O Brasil voltou em cima no segundo tempo. Nos primeiros cinco minutos, a equipe brasileira já criou algumas oportunidades para fazer o terceiro. Aos 12', Savinho fez linda jogada, driblou meio time da Nigéria, mas parou no goleiro. A partir da metade do segundo tempo, a Nigéria passou a chegar um pouco mais. Aos 27', o time africano fez ótima jogada com Sakri, que chutou forte para defesa de Mycael e explosão da bola no travessão. A Nigéria ensaiou uma pressão no finalzinho, mas foi pouco para conseguir um resultado mais positivo frente aos brasileiros. No fim do jogo, o placar foi mesmo de 2 a 0.

Agora, os brasileiros aguardam seu adversário nas oitavas de final da competição. A Nigéria, por sua vez, fica no aguardo dos outros grupos pois ainda tem uma chance interessante de se classificar como um dos melhores terceiros colocados.

Em jogo eletrizante, Nigéria vence Alemanha nas penalidades e fica em terceiro na Copa do Mundo Feminina Sub-17

Foto: divulgação FIFA

Tempo normal eletrizante na Índia

A Nigéria ficou com a terceira colocação na Copa do Mundo Feminina Sub-17 de 2022. Depois de uma partida eletrizante, principalmente no segundo tempo, e um empate em 3 a 3, as nigerianas venceram a Alemanha por 3 a 2, nas penalidades, e ficaram no pódio do certame. A partida foi realizada no Estádio DY Patill, em Margão, na Índia.

Na semifinal, a Nigéria acabou perdendo para a Colômbia nas penalidades, por cinco a seis, depois de um empate em 0 a 0 no tempo normal e que persistiu na prorrogação. Já a Espanha passou pela Alemanha, vencendo pelo placar de 1 a 0.

Primeiro tempo de poucas ações em Margão. A Nigéria, um pouco mais afim de jogo, foi para cima com o passar do tempo, querendo um lugar no pódio no torneio e abriu o marcador aos 20 minutos, com Opeyemi Ajakaye. Depois, o volume de jogo diminuiu a o placar ficou inalterado até o intervalo.

Porém, no segundo tempo, o jogo pegou fogo! E quem foi para cima primeiro foi a Nigéria. Logo aos 3 minutos, Lamina Bello fez o segundo. Já aos 18', Edidiong Etim marcou o terceiro, deixando as nigerianas bem próximas do terceiro lugar.

Parecia que o jogo estava definido, mas a Alemanha acordou e buscou um empate quase inacreditável. Aos 28', Jella Veit fez o primeiro das germânicas. Aos 40', Paulina Bartz fez o segundo e colocou fogo na partida e aos 45' Loreen Bender fez o que parecia improvável: empate das alemãs e partida ido para a disputa de penalidades.


Nas cobranças de pênaltis, Veit e Janzen fizeram para a Alemanha, com Platner, Bender e Bartz perdendo. Adeshina até desperdiçou sua cobrança, mas como Sunday, Etim e Ajakaye converteram, a Nigéria venceu por 3 a 2 e ficou com o terceiro lugar.

Colômbia vence a Nigéria nas penalidades e está na final da Copa do Mundo Feminina Sub-17

Foto: Fifa.com

No tempo normal, partida terminou empatada em 0 a 0

A Colômbia é a primeira seleção a se garantir na decisão da Copa do Mundo Feminina Sub-17 de 2022. No Estádio Pandit Jawaharlal Nehru, em Margão, na Índia, depois de um empate em 0 a 0 no tempo normal, as colombianas venceram a Nigéria por 6 a 5, nas penalidades, e conquistaram a vaga na final.

Para chegar à semifinal, a Nigéria eliminou os Estados Unidos nas quartas-de-final, vencendo por 4 a 3 nas penalidades, depois de um empate em 1 a 1 com a bola rolando. Já a Colômbia avançou fazendo um placar de 3 a 0 na Tanzânia.

Jogo bastante nervoso em Margão. No início as duas equipes pouco conseguiram criar. Com o passar do tempo, tanto nigerianas como colombianas começaram a se soltar, mas poucas chances foram criadas e, com isto, a partida foi para o intervalo com o placar de 0 a 0.

No segundo tempo, o panorama do empate pouco mudou. As duas seleções erravam muito, principalmente no último passe e os momentos de perigo eram escassos. No fim, o medo de levar um gol tomou conta e o tempo normal foi encerrado com o placar em branco.

Com isto, a disputa foi para as penalidades. Na terceira cobrança, Muñoz perdeu para a Colômbia, deixando a Nigéria na frente. Porém, na última batida, Edafe mandou a bola na trave e a disputa foi para as cobranças alternadas. Na segunda, a nigeriana Folorunsho perdeu e como a Colômbia fez as duas, se classificou para a final.


Agora, a Colômbia vai para a final da competição, contra o vencedor de Alemanha e Espanha, que jogam ainda nesta quarta-feira. A decisão será no domingo, dia 30, às 11h30,  no Estádio DY Patil, em Nova Bombaim. Antes, às 8 horas, a Nigéria encara o perdedor da outra semifinal no jogo que vai definir o terceiro lugar da competição.

Semifinais da Copa do Mundo Feminina Sub-17 serão nesta quarta-feira


A Copa do Mundo Feminina Sub-17 de 2022, que está sendo realizada na Índia, chega à sua etapa de semifinal. Nigéria x Colômbia e Alemanha x Espanha são os jogos da próxima fase, que acontecem nesta quarta-feira, dia 26.

Na primeira fase, a Nigéria foi a segunda colocada o Grupo B, tendo feito seis pontos. A estreia foi com uma derrota por 2 a 1 para a Alemanha. Depois, vieram vitórias sobre a Nova Zelândia, por 4 a 0, e Chile (2 a 1). Nas quartas, as nigerianas eliminaram os Estados Unidos, nas penalidades, por 4 a 3, após empate em 1 a 1.

A Colômbia, na fase inicial, foi a primeira colocada do Grupo C, tendo feito seis pontos. As colombianas estrearam com derrota para a Espanha, por 1 a 0, mas, sem seguida, venceram a China, por 2 a 0, e México, por 2 a 1. Nas quartas, a seleção sul-americana venceu a Tanzânia por 3 a 0.

A Alemanha inciou a competição sendo a primeira colocada do Grupo B, com nove pontos, feitos em vitórias sobre a Nigéria (2 a 1), Chile (6 a 0) e Nova Zelândia (3 a 1). Nas quartas, as alemanhas bateram o Brasil por 2 a 0.

Já a Espanha, na primeira fase, foi a segunda colocada do Grupo C, com seis pontos. As espanholas estrearam vencendo a Colômbia, por 1 a 0, perderam para o México, por 2 a 1, e bateram a China, por 1 a 0. Nas quartas, a Fúria eliminou o Japão por 2 a 1.


Confira os jogos semfinais:

Quarta-feira - 26 de outubro
Estádio Pandit Jawaharlal Nehru - Margão

8 horas - Nigéria x Colômbia

11h30 - Alemanha x Espanha

Há 26 anos, Nigéria conquistava o Ouro no futebol masculino nas Olimpíadas de Atlanta

Por Felipe Roque
Foto: divulgação

Nigerianos com a medalha de ouro no peito

O torneio de futebol masculino das Olimpíadas de 1996, em Atlanta, nos Estados Undios, foram recheadas de estrelas no futebol que se tornariam grandes jogadores como Ronaldo, Raul e Crespo. Mas nem Brasil, nem Espanha e tampouco a Argentina foram capazes e superar a surpreendente Nigéria, que trilhou o seu caminho para ser o primeiro país africano a conquistar o ouro olímpico. Este feito está completando 26 anos neste 3 de agosto de 2022.

A preparação da Nigéria para aquele torneio não foi a ideal. O treinador holandês Jo Bonfrere se demitiu por cinco semanas por questões de pagamento e só voltou, segundo ele mesmo, porque acreditava nos jogadores daquela seleção.

O campeonato começou muito bom para os nigerianos; vitória por 1 a 0, contra Hungria. Na sequência, vitória por 2 a 0 contra o Japão e, por fim, fechou a fase de grupos perdendo para o Brasil por 1 a 0, gol de Ronaldo.

Nas quartas de final, a vitória por 2 a 0 contra o México continuou dando sequência a uma campanha surpreendente já naquele estágio da competição. A grande esperança de uma boa campanha do continente africano naquele torneio era Gana. Mas o país perdeu nas quartas de final para o Brasil por 4 a 2, com dois gols de Ronaldo. Então, um novo reencontro entre brasileiros e nigerianos foi confirmado na semifinal.

Diante de mais de 80 mil pessoas em Atlanta, o Brasil vencia por 3 a 1 faltando 20 minutos para o fim do jogo. A classificação brasileira rumo à final parecia certa. Porém, o gol de Victor Ikpeba aos 33 minutos do segundo tempo recolocou a Nigéria no jogo.

Já nos acréscimos, Kanu fez o gol que levou o jogo para a prorrogação. Naquela época, a regra do Gol de Ouro ainda valia e Kanu, com apenas quatro minutos do tempo extra, novamente marcou para a felicidade de todos os nigerianos.


Na final, mais um grande adversário sul-americano: a Argentina. O time de Hernan Crespo, Diego Simeone, Roberto Ayala e Ariel Ortega já havia eliminado Espanha e Portugal em rodadas anteriores e era o favorito para a medalha de ouro na decisão. Em duas oportunidades na partida, a seleção argentina ficou à frente do placar e obrigou os nigerianos a buscarem o empate. O jogo se encaminhava para a prorrogação até que Emmanuel Amunike conseguiu um gol improvável no último minuto do tempo regulamentar e deu a medalha à nação nigeriana.

Desde então, a seleção sub-23 da Nigéria é encarada como uma das mais fortes em torneios olímpicos. E embora não tenha vencido o campeonato olímpico de novo, conseguiu a medalha de prata em 2008, em Pequim, perdendo a revanche para a Argentina, e o bronze em 2016, no Rio de Janeiro.

Mais um amistoso e mais um empate: Brasil 1 x 1 Nigéria

Foto: Lucas Figueiredo/CBF

Mais uma vez, a Seleção teve uma apresentação apática, principalmente no primeiro tempo

A Seleção Brasileira voltou a campo neste domingo, dia 13, no Estádio Nacional de Singapura, para enfrentar a Nigéria, em jogo amistoso. Após sair perdendo no primeiro tempo, a Canarinho cresceu na etapa final, empatou com gol do Casemiro e chegou a colocar uma bola na trave do goleiro nigeriano. Com isso, o placar se manteve em 1 a 1 até o apito final. É o quarto jogo do Brasil após a Copa América sem conseguir vencer.

O primeiro tempo da partida começou com bastante movimentação, e a Seleção Brasileira logo teve uma boa oportunidade para marcar. Firmino recebeu a bola dentro da área após boa jogada coletiva, fez o giro e bateu para o gol, mas viu a finalização se perder pela linha de fundo. Na sequência, a Nigéria deu a resposta com Osimhen, que bateu de canhota, mas Ederson fez ótima defesa.


A Canarinho ainda criou mais duas chances de gol, de cabeça com Gabriel Jesus e dos pés de Roberto Firmino, mas foram os africanos quem marcaram, aos 34. Aribo recebeu dentro da área, limpou a marcação e colocou a Nigéria em vantagem. No último grande lance da primeira metade de jogo, Philippe Coutinho cobrou falta com muita categoria da meia-lua. No entanto, a bola passou raspando à trave direita do goleiro nigeriano.

Depois da conversa no vestiário, o Brasil voltou com tudo para a etapa final. Em cruzamento pela direita, Marquinhos foi mais alto do que todo mundo e testou a bola no travessão. No rebote, Casemiro apareceu na pequena área para estufar as redes e deixar tudo igual em Singapura aos dois minutos: 1 a 1.

A partir do gol, a Seleção passou a pressionar a Nigéria. Aos 11, Gabriel Jesus foi no terceiro andar e mandou no cantinho, mas Uzoho fez um milagre. Quatro minutos mais tarde, após escanteio, Casemiro, também de cabeça, fez a bola explodir no travessão.


Aos 27, Gabriel Jesus fez ótima jogada pela esquerda, se livrou da marcação e serviu Richarlison dentro da grande área. O camisa 7 bateu com força, mas a zaga desviou a bola e colocou para escanteio.

Coutinho ainda teve mais uma grande oportunidade de marcar, quando Renan Lodi fez ótima jogada pela esquerda. O lateral cruzou para o camisa 11, que, da marca do pênalti finalizou no canto. A bola ia entrando, mas a defesa nigeriana cortou quase em cima da linha, evitando o gol da vitória brasileira, que jogou com Ederson; Daniel Alves, Marquinhos, Thiago Silva e Renan Lodi; Casemiro, Arthur (Fabinho) e Neymar (Coutinho); Everton (Richarlison), Gabriel Jesus (Lucas Paquetá) e Roberto Firmino (Gabriel Barbosa), sob o comando de Tite.

Alemanha faz 3 a 0 na Nigéria e está nas quartas da Copa do Mundo Feminina

Foto: Getty Images.com/Fifa.com

Däbritz, de pênalti, marcando o segundo gol da Alemanha no jogo

A Alemanha deu um passo importantíssimo em busca do seu terceiro título da Copa do Mundo Feminina. As germânicas enfrentaram a Nigéria neste sábado, dia 22, no Stade des Alpes, em Grenoble, na França, abrindo as oitavas de final da edição de 2019 da competição, e venceu pelo placar de 3 a 0, avançando para as quartas.

Para chegar às oitavas, a Alemanha foi a primeira do Grupo B, com nove pontos, tendo vencido China, Espanha e África do Sul. Já a Nigéria foi a terceira colocada do Grupo A, com três pontos, onde perdeu para a Noruega por 3 a 0 na estreia, venceu a Coreia do Sul por 2 a 0 e foi derrotada na última rodada pela França por 1 a 0, ficando com a última das quatro vagas do mata-mata por índice técnico.

Mesmo não mostrando o volume de jogo que se esperava de uma das favoritas da competição contra um azarão, a Alemanha não teve tanta dificuldade para vencer a partida, abrindo o marcador aos 19 minutos. Em seu 100º jogo pela Alemanha, a atacante Popp cabeceou livre na entrada da pequena área após escanteio e balançou as redes. Precisou-se do VAR para confirmar o gol.

Aliás, o árbitro de vídeo foi acionado novamente aos 22', após falta sofrida por Magull dentro da área. Após a confirmação da penalidade, Däbritz foi para a cobrança e bateu forte, a goleira nigeriana até acertou o canto, mas não evitou o gol: 2 a 0 para a Alemanha, que diminuiu o ritmo e levou a vantagem para o intervalo.

No segundo tempo, a Alemanha passou a controlar mais o jogo, tentando segurar o resultado. A Nigéria até esboçou a complicar o jogo, mas as germânicas acabaram "resolvendo" a partida aos 36 minutos. A zaga da nigeriana, Ayinde saiu jogando errado e Schüller aproveitou para chutar de primeira dentro da área para marcar o terceiro e último gol da partida.

A Alemanha volta a campo no próximo sábado, dia 29, em Rennes, quando vai encarar o vencedor de Suécia e Canadá, jogo que será realizado na segunda-feira, dia 24, em Paris. Já a Nigéria se despediu do torneio.

Nigéria campeã africana de 1980 com Otto Glória no comando

Por Victor de Andrade

A seleção nigeriana que foi campeã africana em 1980 sob o comando de Oto Glória

O brasileiro Oto Glória, que faria 102 anos se estivesse vivo neste 9 de janeiro de 2019, foi um dos maiores treinadores do país, quiçá do mundo. Foi com ele que a Seleção Portuguesa conseguiu a terceira colocação na Copa do Mundo de 1966, na Inglaterra, e a Lusa conquistou o seu último Paulistão, em 1973. Mas Oto Glória também tem outro título importante em seu currículo: o de campeão africano, pela Nigéria, em 1980, o primeiro continental a história das Super Águias.

Oto Glória foi chamado à Nigéria para uma difícil missão. O país iria sediar pela primeira vez a Copa das Nações Africanas e o treinador brasileiro seria comandanta na tentativa de levar a seleção local ao título da competição, o que nunca tinha acontecido. Atualmente, a Nigéria tem uma das seleções mais fortes do continente, o que não era o mesmo cenário em 1980.

Depois de uma preparação um pouco conturbada, o que não deixa de ser comum em seleções africanas, Oto Glória e a Seleção Nigeriana entraram no gramado do Estádio Surulere, em Lagos, para encarar a Tanzânia, em 8 de março de 1980, na abertura da competição. A expectativa era grande e os nigerianos não decepcionaram a sua torcida, vencendo por 3 a 1. Lawal e Onyedika fizeram 2 a 0 para a equipe da casa, Mkambi diminuiu, já no segundo tempo, mas Odegbami deu números finais.

Oto Glória: sucesso no Brasil, Portugal e Nigéria

O segundo jogo dos comandados de Oto Glória foi no dia 12 de março, também no Surulere, em Lagos. O adversário foi a Costa do Marfim e o placar ficou em branco. A decisão da vaga para a semifinal ficou para três dias depois e o adversário era o temido Egito, que havia vencido as suas duas partidas. Porém, a Nigéria fez um grande jogo e venceu por 1 a 0, com gol de Isima, aos 15 minutos de partida.

A vitória deixou os nigerianos em primeiro lugar no Grupo A e a semifinal seria contra o Marrocos, no dia 19 de março. O Estádio Surelere ficou lotado e a torcida empurrou a Nigéria. Logo aos 9 minutos, Owolabi fez o gol que levou as Super Águias para a final do torneio. Foi uma grande festa em Lagos!

A grande decisão em Lagos

A decisão foi no dia 22 de março e a Nigéria teria pela frente a Argélia, na grande decisão da competição. Cerca de 85 mil pessoas lotaram o Estádio Surelere para torcerem para o time da casa, que fez a melhor partida na Copa Africana das Nações, vencendo por 3 a 0. Odegbami fez dois gols ainda no primeiro tempo e Lawal completou o marcador. As Super Águias finalmente eram donos do futebol africano.

A Nigéria ganharia o torneio em mais duas oportunidades (1994 e 2013), mas a primeira é sempre especial, e ainda se tornaria uma seleção respeitada em todo mundo, tornando-se uma das granes forças do continente. Já Oto Glória deixaria as Super Águias em 1982 e ainda dirigiria novamente a Seleção Portuguesa e o Vasco, onde encerrou a carreira em 1983. Ele faleceu no dia 4 de setembro de 1986.

A Dinamarca eliminando a Nigéria na Copa de 1998 com goleada

Por Victor de Andrade

Sand marcou o terceiro gol dinamarquês na vitória de 4 a 1 sobre a Nigéria em 1998

A Dinamarca disputa as oitavas de final da Copa do Mundo Rússia 2018, contra a Croácia, neste domingo, dia 1º de julho, às 15 horas, do horário de Brasília, em Nizhny Novgorod. Em uma situação muito similar, a um pouco mais de 20 anos, os dinamarqueses conseguiram passar por uma situação muito parecida, contra a Nigéria, na França.

Na Copa de 1998, a Dinamarca estava no Grupo C da primeira fase, ao lado da anfitriã França, África do Sul e Arábia Saudita. Os dinamarqueses passaram para as oitavas em segundo, com apenas quatro pontos (como agora, em 2018) vencendo os sauditas, por 1 a 0, empatando com os sul-africanos, em 1 a 1, e perdendo para a França, por 2 a 1.

Nas oitavas, a Dinamarca teria pela frente a Nigéria, que foi uma das grandes sensações da primeira fase da competição. Estrearam vencendo a Espanha, por 3 a 2, depois bateram a Bulgária, por 1 a 0, e quando já estavam com o primeiro lugar do Grupo D garantido, foram derrotados pelo Paraguai, poupando vários atletas, por 3 a 1.

Foi a melhor apresentação dinamarquesa na Copa de 1998

Apesar da derrota no jogo anterior, os nigerianos eram considerados os favoritos no confronto de oitavas contra a Dinamarca. Assim, no dia 28 de junho de 1998, no Stade de France, em Saint-Denis, nos arredores de Paris, tudo levava a crer que os africanos venceriam a equipe dos irmãos Laudrup. Mas não foi o que aconteceu.

Antes de falar do jogo, é bom lembrar que a Dinamarca sempre foi de pregar peças nas competições que disputa. Em 1986, na Copa do México, chegou surpreendendo o mundo, aplicando goleadas e caiu apenas nas oitavas sendo goleado pela Espanha, mas ganhando o apelido de Dinamáquina. Em 1992, ganharam uma vaga na Eurocopa por causa da guerra civil na Iugoslávia, surpreenderam e foram campeões.

Por tudo isto, sempre foi complicado descartar a Dinamarca em confrontos decisivos e foi o que aconteceu naquele 28 de junho de 1998. Logo aos 3 minutos, Moller abriu o placar para os dinamarqueses. O gol desnorteou o time da Nigéria e os europeus fizeram o segundo aos 12', com Brian Laudrup.

A Nigéria só conseguiu furar o bloqueio adversário quando já estava 4 a 0

Na segunda etapa, a Dinamarca continuou mandando no jogo e Sand, aos 15', e Helveg, aos 31', fizeram 4 a 0 para sua equipe, que naquele momento lembrava a famosa Dinamáquina de 1986. Babangida, aos 33', diminuiu para os nigerianos, mas a goleada da Dinamarca estava intacta: 4 a 1 e vaga nas quartas.

A Dinamarca ainda daria um enorme trabalho para o Brasil na fase seguinte, perdendo por 3 a 2, chegando a estar na frente do placar no início da partida. Portanto, neste domingo, apesar de a Croácia ser a favorita, por estar mostrando um belíssimo futebol, não se pode descartar os dinamarqueses, já que a história aponta que eles podem surpreender.

Um legítimo tango argentino!

Por Victor de Andrade
Fotos: Getty Images.com/Fifa.com

O gol de Marcos Rojo colocou a Argentina nas oitavas, depois de um grande sufoco

Se o tango é um dos estilos musicais argentinos e, normalmente, ele tem um tom de drama, o que aconteceu esta noite em São Petersburgo, final da tarde no Brasil e na Argentina, pode caber muito bem em um belo show de tango. Com muito drama, sufoco e sofrimento, a Albiceleste conseguiu sua vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo Rússia 2018 ao vencer a Nigéria pelo placar de 2 a 1.

A tarefa da Argentina não era das mais fáceis. Tirando a Croácia, que com seis pontos já estava garantida na próxima fase do Mundial, Nigéria, três pontos, Islândia, um ponto e -2 de saldo de gols, e a própria Albiceleste, também com um ponto, mas -3 de saldo, tinham chances de classificação. Mas, até pelos números, dá para perceber que a tarefa mais inglória era a dos argentinos.

Além disso, o que pipocavam de notícias fora de campo que o clima da delegação argentina na Rússia não era dos melhores, aliás, longe disso, "não estava escrito no gibi". Os comentários iam de brigas entre os próprios jogadores a até o rompimento dos atletas e o técnico Jorge Sampaoli. Chegaram a dizer que alguns líderes da equipe pediram a demissão do treinador no ato, buscando outra pessoa para ficar no banco de reservas no último jogo. Em resumo, a situação era complicada.

O que deixava os torcedores argentinos um pouco esperançosos era o retrospecto contra a Nigéria em Copas. As duas equipes se enfrentaram em 1994, 2002, 2010 e 2014 e os argentinos venceram todas! Porém, se a Islândia vencesse a já classificada Croácia, talvez nem a vitória adiantasse. Mesmo, como diz o ditado, "a esperança é a última que morre", e os argentinos, inclusive Maradona, na arquibancada empurraram sua equipe.

E os cânticos, no primeiro tempo, deram resultado, além do astro aparecer! Aos 14 minutos de jogo, Messi recebeu lançamento, matou a bola como poucos e com o pé direito colocou a Argentina em vantagem em São Petersburgo. O resultado colocava a Albiceleste nas oitavas de final do Mundial, diminuindo o desespero.

Moses chegou a complicar a situação da Albiceleste

Mas no segundo tempo a emoção aumentou. Aos 6 minutos, Mascherano puxou Balogun dentro da área, após cobrança de escanteio. Após consultar o VAR, o árbitro turco Cuneyt Cakir apontou a marca da cal: pênalti! Moses foi para a cobrança e igualou o marcador. O resultado colocava a Nigéria nas oitavas, ainda mais com Badelj abrindo o marcador para os croatas, na partida contra a Islândia.

O jogo ficou nervoso. A Argentina tentava furar o bloqueio nigeriano e não conseguia. Os africanos tinham o contra-ataque, mas nervosos, não aproveitavam. A Nigéria passou a ficar preocupada quando Sigurdsson, de pênalti, empatou a outra partida. Mais um gol e a Islândia é quem estaria classificada.

Para aumentar ainda mais a emoção, Ighalo perde grande chance, após a bola ter batido no braço do zagueiro argentino. O árbitro chegou a consultar o VAR, mas considerou o lance legal e não marcou pênalti, que daria a chance de um segundo gol nigeriano e a eliminação da Argentina na Copa do Mundo de 2018.

O drama aumentava! Mascherano sangrava, mas o árbitro, ao invés de tirá-lo de campo para fazer o curativo, o deixava, contra as regras. Porém, há muitos dramas em que os finais são felizes. E a história da Albiceleste nesta terça-feira foi de alegria. Aos 41', Gabriel Mercado cruzou e Marcos Rojo, de primeira, venceu o goleiro Uzoho. A Argentina vencia por 2 a 1 e estava cravando sua vaga nas oitavas da Copa do Mundo.

Os minutos finais foram nervosos. Uma notícia da outra partida acalmou um pouco os ânimos argentinos, já que Perisic fazia o segundo da Croácia, despachando de vez a Islândia e, com isto, a Albiceleste só dependia dela. E conseguiu! O 2 a 1 colocou a Argentina na segunda fase da Copa do Mundo, onde enfrentará a França! Duelo de campeões mundiais! Já a Croácia terá pela frente a Dinamarca. E o drama argentino teve um final feliz. Pelo menos por hoje!

Etebo: uma estreia para ser esquecida

Por Ismael Pereira
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Nigerianos desconsolados após o gol contra de Etebo (o camisa 8)

Muita garra, muita correria, mas pouca criatividade e poucas emoções. Assim pode ser definido o primeiro confronto em Copas do Mundo entre Croácia e Nigéria, realizado neste sábado, no Kaliningrado Stadium, na Rússia.

Se há um ditado "a primeira vez a gente nunca esquece", este talvez não poderá ser aplicado ao camisa 8 da Seleção Nigeriana, o atleta Etebo. Num primeiro tempo morno, em termos de emoção, ele foi o responsável pela abertura do placar em favor dos croatas. Aos 31', o camisa 10 da Croácia, Midric, cobra escanteio e após dois desvios na área, em cabeceio de Kramaric (camisa 9), a bola bate em Etebo e entra, fazendo alegria croata no Estádio de Kilinigrado, na Rússia. Este é o segundo gol contra por parte da Nigéria em dois Mundiais consecutivos. O outro foi no jogo das oitavas de 2014, no Brasil, na derrota para a França por 2 a 1.

Esta será uma marca histórica em que todo o povo nigeriano não fará questão nenhuma de lembrar, muito menos o camisa 8, que viu sua equipe tomar o segundo gol, já aos 25 da etapa complementar, em penalidade máxima cometida por Ekong (camisa 5) em Mandzukic (17) e convertida por Modric (camisa 10 croata). O placar ficou assim (2 a 0) até o apito final da partida, que teve a boa participação do trio de árbitros brasileiros, comandado por Sandro Meira Ricci.

Comemoração dos croatas

Com o resultado, a Croácia assume a liderança do grupo, já que houve empate na outra partida, entre Islândia e Argentina, com direito a pênalti perdido por Messi. Cabe agora aos Nigerianos tentar amenizar a péssima imagem da estreia, com uma vitória na segunda rodada, contra os Islandeses. Enquanto à Croácia caberá segurar o ímpeto Argentino, que também virá mordido pelo empate com uma equipe considerada inexpressiva e estreante em Copas do Mundo.

Ou seja, somente as cenas dos próximos capítulos poderão dizer qual poderá ser o futuro dos nigerianos em sua sexta participação em Copas do Mundo. Certo é que o oitavo jogo dessa edição, sendo o quarto do terceiro dia da competição na Rússia, os nigerianos tão cedo vão querer lembrar.

O choro de Rashid Yekini na Copa do Mundo de 1994

Por Victor de Andrade

Yekini chorando após marcar o primeiro gol nigeriano na história das Copas: cena imortalizada

O sonho da maioria das crianças que querem ser jogadoras de futebol é disputar uma Copa do Mundo. Porém, se você é de um país que nunca foi em um Mundial, este sonho fica mais distante. Mas, você já atleta, a Seleção consegue a vaga no torneio e logo aos 21 minutos de jogo você balança as redes. Isto aconteceu com o atacante nigeriano Rashid Yekini, em 1994.

No dia 21 de junho daquele ano, no Estádio Cotton Bowl, em Dallas, nos Estados Unidos, a Nigéria fazia o seu primeiro jogo na história das Copas do Mundo contra uma forte Bulgária de Hristo Stoichkov, que ficaria em quarto naquele Mundial. Tudo levava a crer que a equipe europeia seria a favorita naquele embate, mas não foi o que aconteceu.

Com seu futebol rápido e envolvente, rapidamente a Nigéria passou a dominar o jogo. Amunike, Amokachi e Yekini envolviam os jogadores búlgaros, que não esperavam um estreante em Copas vindo daquele jeito. Tudo bem que até ali, a Bulgária nunca tinha ganho um jogo em Mundiais, mas os africanos tomavam conta da 'peleja'.

Aos 21 minutos, refletindo o que estava acontecendo na partida, a Nigéria abriu o marcador. Depois de rápida jogada pela direita, a bola foi cruzada na área e passou por quase todo mundo, menos por Rashid Yekini, que foi oportunista e balançou as redes! Era o primeiro gol dos Super Eagles na história das Copas do Mundo.

O fato foi tão importante que Rashid Yekini se agarrou nas redes e começou a chorar. A emoção tomava conta do atacante nigeriano, que até então defendia o português Vitória de Setúbal. Perguntado o porque da ação, Yekini disse que era um sonho estar na Copa do Mundo e que isto parecia ser ilusão, pois a Nigéria, até então, nunca tinha se classificado para o evento e, por isto, se emocionou.

Os melhores momentos da partida

A imagem de Yekini chorando correu o mundo e até hoje reflete o que significa a Copa do Mundo para os amantes de futebol. O nigeriano estava transformando em realidade o sonho de muita, mas muita gente que joga sua bolinha todos os dias, ao redor de todo o planeta.

Voltando ao jogo, a Nigéria continuou dominando a partida e venceu por 3 a 0, com Amokachi, aos 41' do primeiro tempo, e Amonike, aos 10' da etapa final, completando o marcador. Depois, os nigerianos perderiam para a Argentina, por 2 a 1, e venceriam os gregos por 2 a 0, passando em primeiro no Grupo D da competição. Nas oitavas, em um jogo equilibrado, os africanos foram eliminados pela Itália, de virada, com Roberto Baggio decidindo o jogo na prorrogação.

Rashid Yekini ainda defenderia a Nigéria na Copa de 1998, na França, onde a Nigéria repetiria a campanha de quatro anos antes, caindo nas oitavas de final, mas desta vez para a Dinamarca. O atacante é até hoje o maior artilheiro dos Super Eagles, com 37 gols e 58 jogos. Porém, em 2012, aos 48 anos, Yekini veio a falecer por problemas neurológicos. Mas, seja por ser o maior artilheiro, seja por ter marcado o primeiro gol de seu país em Copas, Yekini estará para sempre na história do futebol nigeriano.

O perigoso Nwankwo Kanu na semifinal das Olimpíadas de 1996

Nwankwo Kanu foi o grande nome nigeriano na semifinal Olímpica de 1996

O atacante nigeriano Nwankwo Kanu completa 41 anos neste 1º de agosto. Jogador de sucesso pelo Ajax, Internazionale e Arsenal, ele teve uma passagem brilhante pela seleção de seu país, com destaque para o Torneio de Futebol dos Jogos Olímpicos de 1996, realizados em Atlanta, nos Estados Unidos. Ele foi o principal nome do time que conquistou o Ouro e bateu, em sequencia, Brasil e Argentina.

A Nigéria, na primeira fase, estava no Grupo D, ao lado de Brasil, Japão e Hungria. Na estreia, as Super Águias derrotaram a Hungria por 1 a 0, gol dele, Kanu, aos 32 do segundo tempo. Depois, com gols de Akiba e Okocha, ambos no fim da partida, a Nigéria bateu o Japão por 2 a 0. No terceiro jogo da primeira fase, o time africano foi derrotado pelo Brasil, por 1 a 0, ficando com o segundo lugar da chave.

Nas quartas-de-final, a Nigéria teve pela frente o México. As Super Águias fizeram um grande jogo, dominando em boa parte do tempo. Okocha, aos 20' do primeiro tempo, e Babayaro, aos 39' da etapa complementar, colocaram o time africano nas semifinais do Torneio Olímpico de Futebol. O adversário, seria novamente o Brasil.

O 31 de julho de 1996 seria o grande dia de Nwankwo Kanu. E olha que interessante, pois seria um presente de aniversário antecipado, já que ele completou 20 anos no dia seguinte. Pois naquela data, Brasil e Nigéria entravam no gramado do Sanford Stadium, em Athens, para saber quem enfrentaria a Argentina, que havia despachado Portugal, na final olímpica.

Kanu sendo marcado por Roberto Carlos

O Brasil começou com tudo. Com menos de 2 minutos, Flávio Conceição cobrou falta da intermediária, a bola desviou na barreira e enganou o goleiro Dosu. Porém, a Nigéria empatou aos 20', Babayaro bateu cruzado, na área, a bola ia para fora, mas Roberto Carlos desviou contra o patrimônio, deixando tudo igual na decisão.

Porém, a Seleção Brasileira continuou pressionando e chegou ao segundo gol aos 28'. Ronaldo fez boa jogada pela direita e bateu cruzado. O goleiro Osu espalmou a bola nas mãos de Bebeto, que só teve o trabalho de marcar. Aos 38', em uma belíssima jogada, o Brasil fez o terceiro: em lançamento de três dedos de Bebeto, Juninho Paulista ajeitou a bola com o peito e Flávio Conceição marcou o segundo dele no jogo. Brasil vencia por 3 a 1 e caminhava para a final.

Porém, no segundo tempo os bons ares mudaram de lado. O Brasil até marcou com Juninho Paulista, anulado por impedimento, e Ronaldo perdeu grande chance. Além disso, a Nigéria desperdiçou uma cobrança de pênalti, com Okocha. Mas os africanos ainda iriam aprontar muito naquela semifinal.

Aos 33 minutos da segunda etapa, Ikpeba aproveitou vacilo da defesa brasileira e tocou no canto do goleiro Dida, diminuindo o marcador. A partir daí, a Nigéria foi para cima e um nome apareceu: Nwankwo Kanu. Aos 45 minutos, em bola alçada na área, o atacante recebeu a bola na pequena área, tirou Dida com um 'totózinho' para o alto e marcou o gol de empate, mandando o jogo para a prorrogação.

Melhores momentos da partida

O gol no fim deixou os brasileiros perdidos e a Nigéria foi com tudo para cima, buscando a vitória. Aos 4 minutos do tempo extra, ele de novo, Kanu, aproveitou a sobra, colocou Aldair para dançar e bateu na saída de Dida. Como naquela época existia o Gol de Ouro, a partida acabou naquele instante e a Nigéria estava na final Olímpica.

Na decisão, em 3 de agosto, também no Sanford Stadium, a partida foi quase um repeteco da semifinal. A Argentina saiu na frente, com Claudio López, aos 3 minutos. A Nigéria empatou com Babayaro, aos 28'. De pênalti, Crespo colocou a Albiceleste novamente à frente, aos 5' da segunda etapa, mas Amokachi, aos 29', deixou tudo igual novamente. Porém, no último minuto do tempo normal, Amunike deu a medalha de ouro para a Nigéria, fazendo grande festa no gramado.

Brasil estreia vencendo a Nigéria no Mundial Feminino Sub-17

Jogadoras do Brasil comemoram o único gol da partida (foto: Getty Images / Fifa)

A Seleção Brasileira Feminina Sub-17 estreou muito bem na Copa do Mundo da categoria, na Jordânia. Diante da forte seleção da Nigéria, neste sábado, dia 1º, as meninas brasileiras mostraram um futebol envolvente e venceram por 1 a 0, com direito a golaço de Micaelly e grandes defesas de Kemeli. Pela segunda rodada do Grupo C, o Brasil volta a campo na próxima terça-feira, dia 4, às 13 horas, diante da Coreia do Norte, e fecha a primeira fase contra a Inglaterra no sábado, dia 8, às 10 horas.

A Seleção Brasileira iniciou a partida dominando as ações. Com mais posse de bola e encurralando as nigerianas no campo de defesa, o Brasil levou perigo ao gol adversárias nas bolas aéreas. Aos quatro e 11 minutos, Ana Vitória levou vantagem pelo alto. Na primeira a bola passou ao lado do gol de Nnadozie. Na segunda, a goleira impediu o primeiro gol brasileiro. Aos 21, Kerolin arriscou chute cruzado e também assustou.

Quando acionada, Kemeli se destacou. Aos 32 minutos, a goleira brasileira fez grande defesa em chute de Ajibade. Na cobrança de escanteio, a camisa 12 brilhou novamente e fez grande intervenção de mão trocada, salvando o Brasil. A resposta veio aos 40 minutos. Após boa triangulação pelo meio, Ana Vitória achou Raquel livre na área. A camisa 8 chutou firme para boa defesa de Nnadozie. Aos 42, Micaelly marcou um golaço e abriu o placar para a Seleção Brasileira. Após a goleira nigeriana sair da área para cortar o lançamento, a camisa 10 mostrou muita categoria e, de primeira, encobriu as adversárias, fazendo 1 a 0.

Na segunda etapa, o Brasil se manteve bem distribuído em campo. Valorizando a posse de bola e com uma defesa sólida, as meninas brasileiras frustavam as investidas da Nigéria, que apostava na força física. Controlando bem a partida, a Seleção Brasileira não deu chances às adversárias e manteve a vantagem até o apito final.

O time do técnico Luizão jogou com Kemelli no gol; Isabella Fernandes, Tainara, Thais Regina e Thais Reis na defesa; Angelina, Isabela Silva (Jaqueline) Raquel, Micaelly e Kerolin no meio; e Ana Vitória (Nycolle Raysla) no ataque.

O Curioso do Futebol

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