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Protesto de Senegal na final da CAN pode ter reflexos na Copa do Mundo

Foto: reprodução

Alguns jogadores de Senegal chegaram a abandonar o campo

A histórica conquista do bicampeonato da Copa Africana de Nações pelo Senegal pode ganhar capítulos delicados fora de campo. Jogadores e membros da comissão técnica senegalesa que deixaram o gramado em protesto após a marcação de um pênalti controverso a favor do Marrocos, nos acréscimos da final disputada em Rabat, correm o risco de sofrer punições que podem, inclusive, comprometer a participação na próxima Copa do Mundo.

De acordo com informações do jornal espanhol As, o protesto será analisado pelos órgãos disciplinares da Confederação Africana de Futebol (CAF) e pode resultar em suspensões aos envolvidos. O regulamento da Copa Africana de Nações prevê, ainda, multa que pode variar entre 50 mil e 100 mil euros para a seleção senegalesa em razão da atitude coletiva de abandonar o campo.

O episódio ocorreu após a arbitragem, com auxílio do VAR, assinalar pênalti de Diouf sobre Brahim Díaz no último lance do tempo regulamentar. Revoltados com a decisão, jogadores e membros da comissão técnica de Senegal deixaram o gramado, provocando uma paralisação de cerca de 20 minutos na decisão. Após diálogo entre arbitragem e lideranças da equipe, os senegaleses retornaram, viram Edouard Mendy defender a cobrança e, posteriormente, confirmaram o título na prorrogação.

Apesar da conquista, o comportamento não passou despercebido pela Fifa. Em um longo comunicado oficial, o presidente Gianni Infantino parabenizou Senegal pelo título, mas fez duras críticas às cenas protagonizadas durante a final.

“Infelizmente, também testemunhamos cenas inaceitáveis no campo e nas arquibancadas. Condenamos veementemente o comportamento de alguns torcedores, bem como de alguns jogadores senegaleses e membros da comissão técnica. É inaceitável deixar o campo de jogo desta forma, e a violência não pode ser tolerada no nosso esporte”, afirmou o dirigente.


Infantino reforçou que decisões da arbitragem devem ser respeitadas e alertou para a responsabilidade das seleções em dar exemplo. “As equipes devem competir dentro das Leis do Jogo. Qualquer coisa menos coloca em risco a própria essência do futebol. As cenas feias testemunhadas hoje devem ser condenadas e nunca repetidas”, completou, pedindo que a CAF adote as medidas disciplinares cabíveis.

Agora, enquanto celebra o título continental, Senegal aguarda o posicionamento oficial da CAF sobre eventuais punições. O temor nos bastidores é que suspensões mais duras acabem impactando compromissos futuros da seleção, incluindo as Eliminatórias e a própria Copa do Mundo, manchando uma campanha que, dentro de campo, terminou de forma épica.

Em jogo caótico, Senegal vence Marrocos na prorrogação e conquista a Copa Africana de Nações

Foto: Franck Fife/AFP

Senegal comemorou o título

O Senegal é novamente campeão da África. Em uma final eletrizante, marcada por drama, polêmicas e muita tensão, os Leões de Teranga venceram o Marrocos por 1 a 0, neste domingo, no Estádio Príncipe Moulay Abdellah, em Rabat, e levantaram o troféu da Copa Africana de Nações pela segunda vez consecutiva. O gol do título saiu na prorrogação, com Pape Gueye, após um pênalti desperdiçado pelos marroquinos nos acréscimos do tempo regulamentar.

A decisão ficou marcada por um roteiro caótico no fim dos 90 minutos. O Senegal chegou a marcar nos acréscimos, mas teve o gol anulado por falta na origem da jogada. Na sequência imediata, após revisão do VAR, a arbitragem assinalou pênalti para o Marrocos, o que gerou revolta entre os senegaleses, que chegaram a deixar o gramado em protesto. A paralisação durou cerca de 20 minutos.

Após negociações e diálogo entre arbitragem, comissões técnicas e lideranças das seleções, o jogo foi retomado. Na cobrança, Brahim Díaz tentou uma cavadinha, mas Edouard Mendy mostrou frieza, esperou até o último instante e fez a defesa, levando a decisão para a prorrogação.

Com o emocional mais equilibrado, o Senegal voltou melhor no tempo extra. Logo no primeiro tempo da prorrogação, Pape Gueye recebeu pelo meio, avançou e finalizou com precisão da entrada da área, vencendo Bounou e marcando o gol que definiu o título africano.

Desde o apito inicial, a final confirmou o alto nível técnico das duas seleções. Senegal e Marrocos protagonizaram um duelo intenso, físico e com alternância de domínio. Logo aos quatro minutos, os senegaleses quase abriram o placar em escanteio que atravessou a área e sobrou para Pape Gueye, mas Bounou conseguiu se recuperar e evitar o gol em cima da linha.

O Marrocos respondeu com pressão e velocidade, explorando os lados do campo, enquanto o Senegal apostava na força física e na transição rápida. Ainda no primeiro tempo, Nicolas Jackson e Ndiaye tiveram boas chances para os Leões de Teranga, mas esbarraram em boas intervenções do goleiro marroquino.

Na etapa final, o equilíbrio permaneceu. O Marrocos cresceu no jogo e passou a criar mais oportunidades, principalmente com Brahim Díaz, El Kaabi e Ezzalzouli. Do outro lado, Edouard Mendy foi decisivo, mantendo o placar zerado e garantindo o Senegal vivo até o fim do tempo normal.


Na prorrogação, mesmo com o Marrocos pressionando em busca do empate — incluindo uma bola no travessão e chances em bolas aéreas —, o Senegal mostrou maturidade, soube administrar a vantagem e resistiu até o apito final. A chuva intensa e o desgaste físico tornaram os minutos finais ainda mais dramáticos.

Com o resultado, o Senegal confirma sua força no futebol africano e conquista o bicampeonato da Copa Africana de Nações, consolidando uma geração vitoriosa liderada por Sadio Mané, Edouard Mendy e Pape Gueye. Para o Marrocos, fica a frustração de uma final marcada por oportunidades desperdiçadas e por um pênalti que poderia ter mudado a história da decisão.

No elenco profissional do Capivariano, Noussair Jilal vibra com Marrocos, finalista da Copa Africana das Nações

Foto: Bruno Cruz

Seleção decide o título no próximo domingo (18), contra o Senegal; jovem defensor tem passagens pelas seleções de base do país

Recém-promovido ao elenco profissional do Capivariano, o jovem zagueiro marroquino Noussair Jilal, de 18 anos, vive dias especiais no interior de São Paulo. Após disputar a Copa São Paulo de Futebol Júnior, o defensor passou a integrar o grupo principal do Leão da Sorocabana, que voltou a disputar a Série A1 do Campeonato Paulista após dez anos, e acompanha com entusiasmo a campanha da seleção do Marrocos, finalista da Copa Africana das Nações.

Após vencer a Nigéria na semifinal, Marrocos fará a grande decisão no próximo domingo (18), contra Senegal. Esta é apenas a terceira vez que o país chega à final da competição - as anteriores foram em 1976, quando conquistou o título, e em 2004. Com passagens pelas seleções sub-15, sub-17 e sub-20 do Marrocos, Jilal acompanha de perto o crescimento do futebol de seu país, que vive uma fase de grande ascensão no cenário internacional.

“Estou longe, mas vou torcer muito. Nossa seleção está muito bem. É um trabalho que vem sendo feito há muitos anos no país. Acredito que estamos na nossa melhor geração. Faz muito tempo que não chegamos à final, e esse momento é especial, principalmente porque a decisão será no nosso país”, declarou o defensor, lembrando que Marrocos é a sede da competição.

Formado no Wydad Casablanca, uma das principais equipes do Marrocos, Jilal está no Capivariano desde agosto de 2025 e chegou ao clube em meio a um momento histórico do futebol marroquino. Em 2022, Marrocos tornou-se a primeira seleção africana a alcançar as semifinais de uma Copa do Mundo. Mais recentemente, em outubro de 2025, o país conquistou de forma inédita o título da Copa do Mundo Sub-20, superando potências como Brasil, Espanha, França e Argentina ao longo da campanha. Neste ano, a seleção marroquina será uma das adversárias do Brasil na Copa do Mundo.


“Estou vivendo momentos muito felizes aqui no Brasil. Além do futebol, é muito bom conhecer a cultura brasileira. Sei que na Copa do Mundo seremos adversários em um jogo, mas não quero pensar nisso agora. Estou gostando muito do Brasil e, neste momento, só quero pensar em ser campeão contra Senegal no domingo”, finalizou o zagueiro, já mostrando que está bem adaptado ao Brasil.

Governo do Gabão dissolve Seleção e afasta Aubameyang após campanha desastrosa na CAN

Foto: reprodução

Abumeyang foi afastado da Seleção de seu país

O governo do Gabão tomou uma medida drástica após o fracasso da seleção nacional na Copa Africana de Nações. Depois de três derrotas em três jogos e a eliminação ainda na fase de grupos, o Ministério dos Esportes anunciou a suspensão das atividades da equipe principal por tempo indeterminado, a demissão da comissão técnica e o afastamento de jogadores considerados líderes do elenco, entre eles Pierre-Emerick Aubameyang.

O anúncio foi feito em pronunciamento oficial na televisão estatal pelo ministro interino dos Esportes, Simplice-Desire Mamboula. Segundo ele, as decisões foram motivadas pela “atuação vergonhosa” das Panteras na competição, disputada no Marrocos.

“Diante do desempenho inaceitável da seleção na Copa Africana de Nações, o governo decidiu dissolver a comissão técnica, suspender a seleção nacional e excluir os jogadores Bruno Ecuele Manga e Pierre-Emerick Aubameyang”, afirmou o ministro após a derrota por 3 a 2 para a Costa do Marfim, em Marrakech.

Treinada por Thierry Mouyouma, ex-zagueiro da seleção gabonesa, a equipe já havia chegado eliminada ao último compromisso do Grupo F, depois de perder para Camarões e Moçambique nas duas primeiras rodadas. Contra os marfinenses, atuais campeões africanos, o Gabão chegou a abrir 2 a 0, mas sofreu três gols consecutivos e encerrou a campanha sem pontos.

Nem Aubameyang nem o zagueiro Ecuele Manga entraram em campo na partida final. O atacante, que atua no Olympique de Marseille, havia retornado à França para tratar uma lesão na coxa. Mesmo assim, seu nome foi incluído na lista de atletas afastados pelo governo.

Principal estrela do futebol gabonês nas últimas duas décadas, Aubameyang se manifestou nas redes sociais após o anúncio. Em publicação na plataforma X, o jogador afirmou que os problemas da seleção vão além de nomes individuais. “Acho que os problemas da seleção são muito mais profundos do que um indivíduo”, escreveu o atacante de 36 anos.


Ex-jogador africano do ano, Aubameyang soma longa trajetória pela seleção e, com a decisão governamental, a tendência é de que não volte mais a vestir a camisa do Gabão. O mesmo cenário se aplica a Ecuele Manga, de 37 anos, ex-Cardiff City, outro veterano do elenco.

Embora dissoluções de seleções nacionais já tenham sido relativamente comuns na África após resultados negativos, esse tipo de intervenção se tornou raro nos últimos anos devido à postura mais rígida da Fifa contra interferências governamentais nas federações. A medida anunciada pelo Gabão pode, inclusive, gerar questionamentos e possíveis sanções no âmbito internacional.

Goleiro do Sudão desmaia em campo, recebe atendimento e é decisivo em vitória histórica na Copa Africana

Foto: reprodução

Monged Elneel recebendo atendimento

O goleiro Monged Elneel viveu momentos dramáticos e, ao mesmo tempo, heroicos neste domingo, durante a vitória do Sudão sobre a Guiné Equatorial pela Copa Africana de Nações, disputada no Marrocos. A partida, válida pela segunda rodada do Grupo E, foi realizada no estádio Mohamed V, em Casablanca, e ficou marcada pelo susto envolvendo o arqueiro sudanês.

Aos 37 minutos do primeiro tempo, com o placar ainda zerado, Monged caminhava em direção à meia-lua de sua área quando caiu inconsciente, de forma repentina, praticamente de rosto no gramado. O lance gerou apreensão imediata entre jogadores, arbitragem e torcedores. A equipe médica entrou rapidamente em campo e prestou os primeiros atendimentos ao atleta, que passou por exames ainda à beira do gramado, incluindo a verificação dos níveis de glicemia.

Após a avaliação, o goleiro foi liberado para continuar na partida e mostrou grande superação. Mesmo após o episódio, Monged Elneel teve atuação segura e foi fundamental para segurar a pressão da Guiné Equatorial, garantindo o empate sem gols até o intervalo.

No segundo tempo, o Sudão conseguiu balançar as redes aos 29 minutos, quando Saul Coco marcou contra, decretando o triunfo sudanês por 1 a 0. A vitória foi a primeira do país na Copa Africana de Nações em mais de dez anos, aumentando ainda mais o peso histórico do resultado.


A atuação do goleiro foi exaltada pela Confederação Africana de Futebol (CAF), que destacou sua firmeza defensiva. “O goleiro Monged Abuzaid se manteve firme como uma muralha, orquestrando uma defesa que absorveu onda após onda de ataque antes de contra-atacar”, publicou a entidade, sem mencionar o incidente ocorrido durante a partida.

Com o resultado, o Sudão chegou aos três pontos e manteve vivas as chances de classificação para a fase mata-mata. A liderança do Grupo E é da Argélia, com seis pontos, seguida por Burkina Faso e Sudão, ambos com três, enquanto a Guiné Equatorial segue sem pontuar. Na última rodada da fase de grupos, Sudão e Burkina Faso se enfrentam na quinta-feira, novamente em Casablanca, em confronto direto por uma vaga na próxima fase.

Dois técnicos, duas convocações - Eto’o provoca confusão na Seleção Camaronesa

Foto: arquivo

Eto'o é presidente da Fecafoot

Uma crise institucional tomou conta da seleção de Camarões às vésperas da Copa Africana de Nações. Samuel Eto’o, ídolo histórico do país e atual presidente da Federação Camaronesa de Futebol (Fecafoot), interferiu diretamente na convocação da equipe, gerando um impasse inédito com duas listas diferentes de jogadores.

O problema começou quando o técnico interino David Pagou divulgou a relação de atletas para a competição continental. Pouco depois, o belga Marc Brys, afastado recentemente do comando da seleção, apresentou outra lista, enviada diretamente ao Ministério dos Esportes, órgão responsável por sua nomeação.

O estopim da crise foi a ausência do atacante Vincent Aboubakar na convocação apoiada por Eto’o. Capitão e uma das principais lideranças da equipe, o jogador atua no Neftchi PFK, do Azerbaijão, e está a apenas 12 gols de igualar o recorde de Eto’o como maior artilheiro da história da seleção. Segundo Brys, em declaração ao jornal The Sun, o presidente da federação estaria barrando o atleta de forma deliberada.

Diante do impasse, Eto’o anunciou a demissão de Marc Brys, alegando insubordinação e acusando o treinador de incentivar os jogadores contra a Fecafoot. Pagou foi confirmado como técnico interino. Brys, porém, rebateu afirmando que segue no cargo, já que não foi oficialmente desligado pelo Ministério dos Esportes, o que o levou a manter sua própria convocação, incluindo Aboubakar.

O conflito não é isolado. Desde que assumiu a seleção, Brys vive em constante atrito com Eto’o e chegou a ameaçar deixar o cargo após a demissão de um de seus auxiliares. O ex-atacante, por sua vez, também enfrenta turbulências na presidência da Fecafoot e chegou a ser suspenso pela Fifa em 2024 por violações ao código disciplinar.


A instabilidade nos bastidores já refletiu dentro de campo. Mesmo com o aumento no número de vagas africanas para a Copa do Mundo de 2026, Camarões não conseguiu a classificação e caiu na repescagem diante da República Democrática do Congo.

A Copa Africana de Nações será disputada no Marrocos, entre 21 de dezembro e 18 de janeiro. Camarões integra o Grupo F, ao lado de Costa do Marfim, Moçambique e Gabão, adversário da estreia no próximo dia 24.

Nigéria é campeã da Copa Africana das Nações Feminina

Com informações da FIFA
Foto: divulgação

Seleção Nigeriana comemorando o título

A Copa Africana de Nações Feminina da CAF de 2024 chegou ao fim no sábado, com a Nigéria derrotando o Marrocos em uma final épica. As anfitriãs marroquinas venciam por 2 a 0 no intervalo, mas foram superadas pelas nigerianas, que venceram por 3 a 2 em Rabat, com Jennifer Echegini marcando o gol da vitória a dois minutos do fim.

Esther Okoronkwo também brilhou e, após ser eleita a Jogadora da Partida, falou sobre sua alegria em levar sua equipe de volta ao topo do futebol africano. "Estou muito feliz por ser campeã", disse ela. "Os gols do primeiro tempo foram uma infelicidade, mas acontecem no futebol. Quando fomos para o vestiário, reunimos nosso espírito de luta porque era tudo ou nada."

Esta final, a segunda com maior número de gols desde 2010, representou a conclusão perfeita de um torneio que correspondeu a todas as expectativas. Originalmente agendada para julho de 2024, a final continental foi remarcada para 5 a 26 de julho de 2025 devido ao Torneio Olímpico Feminino de Futebol Paris 2024 do ano passado.


Sediada pelo Marrocos, esta edição foi repleta de emoção. Enquanto a Nigéria confirmou seu domínio continental ao conquistar o décimo título, ampliando seu recorde, outras seleções como Marrocos, finalista pela segunda edição consecutiva, Senegal e Argélia também deixaram sua marca.

Costa do Marfim vence Nigéria de virada e conquista o tri da Copa Africana de Nações

Com informações da Gazeta Esportiva
Foto: Issouf Sanogo / AFP

Vitória da Costa do Marfim

A Copa Africana de Nações (CAN) 2024 foi encerrada em grande estilo neste domingo. A Costa do Marfim, jogando em casa, ganhou seu tricampeonato ao vencer a Nigéria de virada, por 2 a 1, no Estádio Olímpico de Ebimpé, em Abidjã. Kessié e Haller marcaram para os marfinenses, enquanto Troost-Ekong descontou para os nigerianos.

Esse é o terceiro título da história da Costa do Marfim na competição. A seleção marfinense não levantava o troféu desde 2015, sendo que a outra conquista aconteceu em 1992. Desde 2006 que o país-sede do torneio não terminava como campeão. Já a Nigéria vai para seu quinto vice-campeonato, mas também possui três títulos da CAN em sua estante.

O maior vencedor da Copa Africana de Nações é o Egito, que foi sete vezes campeão do torneio. Nessa edição, porém, os egípicios foram eliminados precocemente, ainda nas oitavas de final, após perderem nos pênaltis para a República do Congo - que terminou a competição na quarta colocação.

Aos 33 minutos de jogo, a Costa do Marfim teve oportunidade de ouro para marcar. Kessié recebeu lançamento e enfiou grande passe para Haller. O centroavante recebeu do lado direito da grande área e finalizou, mas o goleiro Nwabali fez grande defesa para evitar o gol.

Mas quem de fato abriu o marcador foi a Nigéria. Lookman cobrou escanteio e a zaga da Costa do Marfim mandou a bola para o alto. Na sobra, o zagueiro Troost-Ekong subiu mais alto que a defesa marfinense e cabeceou no canto esquerdo, sem chances de defesa para o goleiro Fofana.

A Costa do Marfim voltou com tudo após o intervalo. Aos 49 minutos, Adingra fez grande jogada pelo lado esquerdo e cruzou na área. O goleiro Nwabali espalmou e, na sobra, Fofana finalizou com força. O zagueiro Bassey, porém, se jogou na frente da bola e a zaga da Nigéria conseguiu afastar.

E os marfinenses buscaram o empate aos 17 minutos da segunda etapa. Após cobrança de escanteio na segunda trave, Franck Kessié se desmarcou e cabeceou para o fundo da rede nigeriana.


Com 28 minutos, a Costa do Marfim quase ampliou com um golaço. Kessié cruzou, Adingra escorou de cabeça e Haller virou uma bicicleta. A bola, porém, passou do lado da trave esquerda do gol nigeriano e foi pela linha de fundo.

E foi aos 36 minutos que a Costa do Marfim conseguiu a virada. Adingra novamente fez grande jogada pelo lado esquerdo e cruzou. Haller se adiantou à zaga nigeriana e colocou o pé na bola para marcar o gol do título marfinense.

Senegal bate Egito nos pênaltis e é campeão da Copa Africana

Com informações do Terra
Foto: Mohamed Abd EL Ghany

Comemoração dos senegaleses

Com estilos opostos, Senegal e Egito protagonizaram uma final intensa da Copa das Nações Africanas. Com marcações fortes, os craques Sadio Mané e Mohamed Salah - que são companheiros de Liverpool - pouco apareceram. O atacante senegalês perdeu um pênalti no começo do primeiro tempo que poderia mudar completamente o cenário do confronto no estádio Paul Byia, em Iaundé, capital de Camarões. O placar ficou zerado ao longo de todo o tempo regulamentar e prorrogação, levando a partida para os pênaltis. Então, nas cobranças, o goleiro Mendy e o atacante Mané brilharam com defesas e o gol decisivo, respectivamente, para garantirem o primeiro título da história da seleção senegalesa.

A decisão começou com a favorita seleção senegalesa buscando a abertura do marcador. E logo aos 5 minutos, os egípcios cometeram uma penalidade máxima e poderiam facilitar o caminho de Senegal pelo troféu inédito. No entanto, o craque Sadio Mané parou no goleiro Gabaski. Apesar de desperdiçarem o pênalti, os senegaleses seguiram pressionando e passaram perto de inaugurar o marcador em jogadas pelos flancos principalmente. O Egito criou oportunidades mais escassas, mas sustentou o 0 a 0 até o fim do primeiro tempo.

Sem poder contar com o técnico português Carlos Queiroz, que foi expulso no duelo da semifinal diante de Camarões, a seleção egípcia parecia demonstrar cansaço devido às prorrogações jogadas nas fases de oitavas de final (contra a Costa do Marfim), quartas de final (diante do Marrocos) e semifinal contra os donos da casa. Mesmo assim, os números da etapa inicial ficaram parelhos, tanto em termos de posse de bola, como em finalizações.

Senegal voltou para o segundo tempo com a mesma intensidade, dando trabalho para o goleiro do Egito, que recorreu a substituições para tentar melhorar o desempenho do time. Bem marcado, Salah seguiu sem aparecer muito no jogo. As mudanças melhoraram a capacidade de marcação dos egípcios, mas pouco ajudaram no ataque. Senegal também não melhorou e parou de criar lances no ataque. E, assim, o duelo truncado levou o jogo à prorrogação.


No primeiro tempo da prorrogação, raras chances de gol surgiram para ambos os lados, mas sem sucesso. Na segunda etapa, sem mais nada que perder, as seleções passaram a arriscar mais. Senegal levou perigo em chute de longe, enquanto o Egito apostava em bola parada e velocidade nos contra-ataques, também dando susto em Mendy. O empate persistiu, e o duelo foi para as penalidades máximas.

Senegal e Egito voltam a se encontrar em março quando definirão qual das duas seleções irá para a Copa do Mundo do Catar em duelo de ida e volta pelas Eliminatórias Africanas.

Jogador do Gabão terá que explicar como nasceu quatro anos após a morte de sua mãe

Com informações do Lance! e Africa Top Sports
Foto: divulgação

Guélor Kanga em ação pela Seleção Gabonesa

O título da matéria não está errado! O meio-campista gabonês Guélor Kanga, que atua pelo Estrela Vermelha, da Sérvia, é acusado de omitir cinco anos em sua certidão de nascimento. O jogador terá de explicar como ele nasceu em 1990, quatro anos após a morte de sua mãe.

A Federação Congolesa de Futebol acusa Guélor Kanga, do Gabão, de ter nascido quatro anos antes dos dados apontados em sua certidão de nascimento. O jogador seria, supostamente, Kiaku Kiaku Kiangana, nascido em 5 de outubro de 1985, não em 1 de setembro de 1990.

Os congoleses estão convencidos de que ele falsificou a sua identidade e adquiriu a nacionalidade gabonesa quando chegou ao clube GBI, da Segunda Divisão gabonesa.

A acusação cresce também no fato da mãe de Kanga ter falecido no início de 1986 e, por isso, não ser capaz de ter um filho em 1990. Além disso, o jogador teria nascido em Kinshasa, na República Democrática do Congo, não na cidade de Oyem, no Gabão.

O caso de Guélor Kanga está atualmente na mesa da Confederação Africana de Futebol. O meio-campista internacional gabonês é acusado pela federação congolesa de futebol de fraude de identidade. Isso poderia modificar visivelmente a lista de países qualificados para o CAN 2022.


Caso seja considerada culpada, a Federação Gabonesa de Futebol pode ser condenada por falsificação em relação aos documentos administrativos por parte de Guélor Kanga e também por não cumprir o procedimento da FIFA relativo à sua mudança de nacionalidade desportiva. Assim, a Seleção do Gabão pode ficar de fora da Copa Africana de Nações.

Nigéria campeã africana de 1980 com Otto Glória no comando

Por Victor de Andrade

A seleção nigeriana que foi campeã africana em 1980 sob o comando de Oto Glória

O brasileiro Oto Glória, que faria 102 anos se estivesse vivo neste 9 de janeiro de 2019, foi um dos maiores treinadores do país, quiçá do mundo. Foi com ele que a Seleção Portuguesa conseguiu a terceira colocação na Copa do Mundo de 1966, na Inglaterra, e a Lusa conquistou o seu último Paulistão, em 1973. Mas Oto Glória também tem outro título importante em seu currículo: o de campeão africano, pela Nigéria, em 1980, o primeiro continental a história das Super Águias.

Oto Glória foi chamado à Nigéria para uma difícil missão. O país iria sediar pela primeira vez a Copa das Nações Africanas e o treinador brasileiro seria comandanta na tentativa de levar a seleção local ao título da competição, o que nunca tinha acontecido. Atualmente, a Nigéria tem uma das seleções mais fortes do continente, o que não era o mesmo cenário em 1980.

Depois de uma preparação um pouco conturbada, o que não deixa de ser comum em seleções africanas, Oto Glória e a Seleção Nigeriana entraram no gramado do Estádio Surulere, em Lagos, para encarar a Tanzânia, em 8 de março de 1980, na abertura da competição. A expectativa era grande e os nigerianos não decepcionaram a sua torcida, vencendo por 3 a 1. Lawal e Onyedika fizeram 2 a 0 para a equipe da casa, Mkambi diminuiu, já no segundo tempo, mas Odegbami deu números finais.

Oto Glória: sucesso no Brasil, Portugal e Nigéria

O segundo jogo dos comandados de Oto Glória foi no dia 12 de março, também no Surulere, em Lagos. O adversário foi a Costa do Marfim e o placar ficou em branco. A decisão da vaga para a semifinal ficou para três dias depois e o adversário era o temido Egito, que havia vencido as suas duas partidas. Porém, a Nigéria fez um grande jogo e venceu por 1 a 0, com gol de Isima, aos 15 minutos de partida.

A vitória deixou os nigerianos em primeiro lugar no Grupo A e a semifinal seria contra o Marrocos, no dia 19 de março. O Estádio Surelere ficou lotado e a torcida empurrou a Nigéria. Logo aos 9 minutos, Owolabi fez o gol que levou as Super Águias para a final do torneio. Foi uma grande festa em Lagos!

A grande decisão em Lagos

A decisão foi no dia 22 de março e a Nigéria teria pela frente a Argélia, na grande decisão da competição. Cerca de 85 mil pessoas lotaram o Estádio Surelere para torcerem para o time da casa, que fez a melhor partida na Copa Africana das Nações, vencendo por 3 a 0. Odegbami fez dois gols ainda no primeiro tempo e Lawal completou o marcador. As Super Águias finalmente eram donos do futebol africano.

A Nigéria ganharia o torneio em mais duas oportunidades (1994 e 2013), mas a primeira é sempre especial, e ainda se tornaria uma seleção respeitada em todo mundo, tornando-se uma das granes forças do continente. Já Oto Glória deixaria as Super Águias em 1982 e ainda dirigiria novamente a Seleção Portuguesa e o Vasco, onde encerrou a carreira em 1983. Ele faleceu no dia 4 de setembro de 1986.

O Curioso do Futebol

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