Foto: Franck Fife/AFP

Senegal comemorou o título
O Senegal é novamente campeão da África. Em uma final eletrizante, marcada por drama, polêmicas e muita tensão, os Leões de Teranga venceram o Marrocos por 1 a 0, neste domingo, no Estádio Príncipe Moulay Abdellah, em Rabat, e levantaram o troféu da Copa Africana de Nações pela segunda vez consecutiva. O gol do título saiu na prorrogação, com Pape Gueye, após um pênalti desperdiçado pelos marroquinos nos acréscimos do tempo regulamentar.
A decisão ficou marcada por um roteiro caótico no fim dos 90 minutos. O Senegal chegou a marcar nos acréscimos, mas teve o gol anulado por falta na origem da jogada. Na sequência imediata, após revisão do VAR, a arbitragem assinalou pênalti para o Marrocos, o que gerou revolta entre os senegaleses, que chegaram a deixar o gramado em protesto. A paralisação durou cerca de 20 minutos.
Após negociações e diálogo entre arbitragem, comissões técnicas e lideranças das seleções, o jogo foi retomado. Na cobrança, Brahim Díaz tentou uma cavadinha, mas Edouard Mendy mostrou frieza, esperou até o último instante e fez a defesa, levando a decisão para a prorrogação.
Com o emocional mais equilibrado, o Senegal voltou melhor no tempo extra. Logo no primeiro tempo da prorrogação, Pape Gueye recebeu pelo meio, avançou e finalizou com precisão da entrada da área, vencendo Bounou e marcando o gol que definiu o título africano.
Desde o apito inicial, a final confirmou o alto nível técnico das duas seleções. Senegal e Marrocos protagonizaram um duelo intenso, físico e com alternância de domínio. Logo aos quatro minutos, os senegaleses quase abriram o placar em escanteio que atravessou a área e sobrou para Pape Gueye, mas Bounou conseguiu se recuperar e evitar o gol em cima da linha.
O Marrocos respondeu com pressão e velocidade, explorando os lados do campo, enquanto o Senegal apostava na força física e na transição rápida. Ainda no primeiro tempo, Nicolas Jackson e Ndiaye tiveram boas chances para os Leões de Teranga, mas esbarraram em boas intervenções do goleiro marroquino.
Na etapa final, o equilíbrio permaneceu. O Marrocos cresceu no jogo e passou a criar mais oportunidades, principalmente com Brahim Díaz, El Kaabi e Ezzalzouli. Do outro lado, Edouard Mendy foi decisivo, mantendo o placar zerado e garantindo o Senegal vivo até o fim do tempo normal.

Na prorrogação, mesmo com o Marrocos pressionando em busca do empate — incluindo uma bola no travessão e chances em bolas aéreas —, o Senegal mostrou maturidade, soube administrar a vantagem e resistiu até o apito final. A chuva intensa e o desgaste físico tornaram os minutos finais ainda mais dramáticos.
Com o resultado, o Senegal confirma sua força no futebol africano e conquista o bicampeonato da Copa Africana de Nações, consolidando uma geração vitoriosa liderada por Sadio Mané, Edouard Mendy e Pape Gueye. Para o Marrocos, fica a frustração de uma final marcada por oportunidades desperdiçadas e por um pênalti que poderia ter mudado a história da decisão.



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