Governo do Gabão dissolve Seleção e afasta Aubameyang após campanha desastrosa na CAN

Foto: reprodução

Abumeyang foi afastado da Seleção de seu país

O governo do Gabão tomou uma medida drástica após o fracasso da seleção nacional na Copa Africana de Nações. Depois de três derrotas em três jogos e a eliminação ainda na fase de grupos, o Ministério dos Esportes anunciou a suspensão das atividades da equipe principal por tempo indeterminado, a demissão da comissão técnica e o afastamento de jogadores considerados líderes do elenco, entre eles Pierre-Emerick Aubameyang.

O anúncio foi feito em pronunciamento oficial na televisão estatal pelo ministro interino dos Esportes, Simplice-Desire Mamboula. Segundo ele, as decisões foram motivadas pela “atuação vergonhosa” das Panteras na competição, disputada no Marrocos.

“Diante do desempenho inaceitável da seleção na Copa Africana de Nações, o governo decidiu dissolver a comissão técnica, suspender a seleção nacional e excluir os jogadores Bruno Ecuele Manga e Pierre-Emerick Aubameyang”, afirmou o ministro após a derrota por 3 a 2 para a Costa do Marfim, em Marrakech.

Treinada por Thierry Mouyouma, ex-zagueiro da seleção gabonesa, a equipe já havia chegado eliminada ao último compromisso do Grupo F, depois de perder para Camarões e Moçambique nas duas primeiras rodadas. Contra os marfinenses, atuais campeões africanos, o Gabão chegou a abrir 2 a 0, mas sofreu três gols consecutivos e encerrou a campanha sem pontos.

Nem Aubameyang nem o zagueiro Ecuele Manga entraram em campo na partida final. O atacante, que atua no Olympique de Marseille, havia retornado à França para tratar uma lesão na coxa. Mesmo assim, seu nome foi incluído na lista de atletas afastados pelo governo.

Principal estrela do futebol gabonês nas últimas duas décadas, Aubameyang se manifestou nas redes sociais após o anúncio. Em publicação na plataforma X, o jogador afirmou que os problemas da seleção vão além de nomes individuais. “Acho que os problemas da seleção são muito mais profundos do que um indivíduo”, escreveu o atacante de 36 anos.


Ex-jogador africano do ano, Aubameyang soma longa trajetória pela seleção e, com a decisão governamental, a tendência é de que não volte mais a vestir a camisa do Gabão. O mesmo cenário se aplica a Ecuele Manga, de 37 anos, ex-Cardiff City, outro veterano do elenco.

Embora dissoluções de seleções nacionais já tenham sido relativamente comuns na África após resultados negativos, esse tipo de intervenção se tornou raro nos últimos anos devido à postura mais rígida da Fifa contra interferências governamentais nas federações. A medida anunciada pelo Gabão pode, inclusive, gerar questionamentos e possíveis sanções no âmbito internacional.
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