Protesto de Senegal na final da CAN pode ter reflexos na Copa do Mundo

Foto: reprodução

Alguns jogadores de Senegal chegaram a abandonar o campo

A histórica conquista do bicampeonato da Copa Africana de Nações pelo Senegal pode ganhar capítulos delicados fora de campo. Jogadores e membros da comissão técnica senegalesa que deixaram o gramado em protesto após a marcação de um pênalti controverso a favor do Marrocos, nos acréscimos da final disputada em Rabat, correm o risco de sofrer punições que podem, inclusive, comprometer a participação na próxima Copa do Mundo.

De acordo com informações do jornal espanhol As, o protesto será analisado pelos órgãos disciplinares da Confederação Africana de Futebol (CAF) e pode resultar em suspensões aos envolvidos. O regulamento da Copa Africana de Nações prevê, ainda, multa que pode variar entre 50 mil e 100 mil euros para a seleção senegalesa em razão da atitude coletiva de abandonar o campo.

O episódio ocorreu após a arbitragem, com auxílio do VAR, assinalar pênalti de Diouf sobre Brahim Díaz no último lance do tempo regulamentar. Revoltados com a decisão, jogadores e membros da comissão técnica de Senegal deixaram o gramado, provocando uma paralisação de cerca de 20 minutos na decisão. Após diálogo entre arbitragem e lideranças da equipe, os senegaleses retornaram, viram Edouard Mendy defender a cobrança e, posteriormente, confirmaram o título na prorrogação.

Apesar da conquista, o comportamento não passou despercebido pela Fifa. Em um longo comunicado oficial, o presidente Gianni Infantino parabenizou Senegal pelo título, mas fez duras críticas às cenas protagonizadas durante a final.

“Infelizmente, também testemunhamos cenas inaceitáveis no campo e nas arquibancadas. Condenamos veementemente o comportamento de alguns torcedores, bem como de alguns jogadores senegaleses e membros da comissão técnica. É inaceitável deixar o campo de jogo desta forma, e a violência não pode ser tolerada no nosso esporte”, afirmou o dirigente.


Infantino reforçou que decisões da arbitragem devem ser respeitadas e alertou para a responsabilidade das seleções em dar exemplo. “As equipes devem competir dentro das Leis do Jogo. Qualquer coisa menos coloca em risco a própria essência do futebol. As cenas feias testemunhadas hoje devem ser condenadas e nunca repetidas”, completou, pedindo que a CAF adote as medidas disciplinares cabíveis.

Agora, enquanto celebra o título continental, Senegal aguarda o posicionamento oficial da CAF sobre eventuais punições. O temor nos bastidores é que suspensões mais duras acabem impactando compromissos futuros da seleção, incluindo as Eliminatórias e a própria Copa do Mundo, manchando uma campanha que, dentro de campo, terminou de forma épica.
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