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Ex-jogador Naldo Mataraca sofre após descobrir fraude em diversos clubes com o seu nome

Foto: arquivo pessoal

Iranaldo com seu documento

Iranaldo do Nascimento Silva, ex-jogador de futebol conhecido como Naldo Mataraca, e atual servidor público de Mataraca-PB, fez uma surpreendente descoberta: seu nome foi utilizado de forma fraudulenta para criar vínculos empregatícios com diversos clubes de futebol. Ao tentar sacar o abono do PIS/PASEP, o ex-atleta se deparou com registros em seu cadastro do INSS que apontavam empregos inexistentes. Em dificuldades financeiras atualmente, agora ele não pode sacar o benefício.

Segundo a representação criminal apresentada na 4ª Vara Regional das Garantias, situada na Comarca de Mamanguape, Paraíba, Iranaldo, que tem 33 anos, verificou que seu nome estava sendo associado às seguintes entidades:

Sociedade Esportiva Ypiranga Futebol Clube-PE, Associação Atlética Coruripe-AL, Sociedade Esportiva de Picos-PI, Retrô Futebol Clube Brasil-PE e Lagarto Futebol Clube-SE. Porém, o atleta atuou por Centro Limoeirense-PE, Desportiva Guarabira-PB e Palmeira de Goianinha-RN, além da base no Sport, Náutico e Central de Caruaru, todos de Pernambuco.

Em sua denúncia, Iranaldo relata que nunca manteve qualquer vínculo empregatício com os clubes mencionados. O uso indevido de seus dados pessoais, em conluio com representantes dessas instituições, resultou em diversos prejuízos:
• Prejuízo financeiro: Ao ser impedido de sacar o benefício do abono do PIS/PASEP, ao qual tinha direito, Iranaldo sofreu uma perda econômica direta, agravada pelas dificuldades financeiras que vem enfrentando.

• Danos psicológicos: A descoberta do uso fraudulento de sua identidade gerou um impacto emocional profundo, acompanhado de estresse e angústia, diante da violação de sua integridade pessoal.

• Deterioração da reputação: O fato de seu nome ter sido indevidamente vinculado a diversos clubes por todo o país compromete sua credibilidade pessoal e profissional, criando um cenário de desconfiança em sua imagem pública.

Um ponto que aumenta o mistério do caso é a identidade do indivíduo que, supostamente, atuou em diversos clubes utilizando o nome de Iranaldo. Enquanto o verdadeiro responsável por esses registros fraudulentos permanece desconhecido, cabe, portanto, aos clubes de futebol prestar esclarecimentos sobre o ocorrido. Já a polícia ainda não localizou o jogador que atuou nos clubes por meio de nome falso. Iranaldo registrou um boletim de ocorrência em 3 de abril de 2024, formalizando a denúncia junto às autoridades competentes.

E agora? - O caso, conduzido pelo advogado Antonio Carlos Dantas do Rego Filho, requer a abertura de inquérito policial, a oitiva dos representantes dos clubes e de testemunhas indicadas, além da intervenção do Ministério Público para que sejam adotadas as medidas cabíveis.


O ex-jogador lamenta a história que tem passado. " A gente fica sem entender, é como se tivessem me roubado a vida. Roubaram minha carreira. "Nunca vi a cara dele (do fraudador), nem pessoalmente, nem por foto. Você (o impostor) usou meu nome com muita má-fé. Suei para chegar onde cheguei. Você não suou nada. Eu jamais faria isso com você", desabafa.

Para o advogado responsável pelo caso, é evidente que há uma fraude configurada em todo o ocorrido. "Agora o foco é identificar a autoria. Iranaldo está tendo seus dados utilizados há mais de dez anos. Qualquer colaborador da trama precisa ser responsabilizado", afirma Dantas Filho com relação à possibilidade de ação cível por danos morais e materiais.

Gabigol é suspenso por dois anos por fraude em exame antidoping

Com informações da Isto É
Foto: Wagner Meier / Getty Images

Gabriel Barbosa, o Gabigol

O atacante Gabriel Barbosa, o Gabigol, do Flamengo, foi suspenso nesta segunda-feira, 25, por um período de dois anos pela Justiça Desportiva Antidopagem, por fraude do exame antidoping.

Segundo informações do ge.com, o julgamento foi apertado, com o placar de 5 a 4 a favor da punição do atacante. Outro ponto importante citado pela reportagem é a de que a punição de Gabigol começou a contar a partir de abril de 2023, podendo voltar a atuar já em 2025. Ainda cabe recurso por parte do jogador.

Gabigol foi julgado por infração ao artigo 122 do Código Brasileiro Antidopagem, que se refere a “fraude ou tentativa de fraude de qualquer parte do processo de controle”.

O jogador teria dificultado a realização do exame, ao prejudicar o trabalho dos oficiais responsáveis pela coleta, os desrespeitando e não seguindo os procedimentos adequados desde o início às 8h40. Os demais jogadores do elenco do Flamengo, segundo relatos adicionados à denúncia, se submeteram ao exame antes do treino das dez horas.

A Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem (ABCD) realiza o ‘doping surpresa’ sem aviso prévio nos centros de treinamentos dos clubes. Gabigol recebeu a primeira notificação sobre a tentativa de fraude em 30 de maio.


Em nota, o Flamengo comentou o caso. “O Clube de Regatas do Flamengo, tomando conhecimento do resultado do julgamento do seu atleta Gabriel Barbosa, no sentido de aplicação de pena de suspensão de 2 anos, até abril de 2025, por 5 votos pela condenação e 4 pela absolvição, vem a público dizer que recebeu com surpresa a referida decisão e que auxiliará o atleta na apresentação de recurso à Corte Arbitral do Esporte (CAS), uma vez que entende que não houve qualquer tipo de fraude, nem mesmo tentativa, a justificar a punição aplicada.”

Jogador do Gabão terá que explicar como nasceu quatro anos após a morte de sua mãe

Com informações do Lance! e Africa Top Sports
Foto: divulgação

Guélor Kanga em ação pela Seleção Gabonesa

O título da matéria não está errado! O meio-campista gabonês Guélor Kanga, que atua pelo Estrela Vermelha, da Sérvia, é acusado de omitir cinco anos em sua certidão de nascimento. O jogador terá de explicar como ele nasceu em 1990, quatro anos após a morte de sua mãe.

A Federação Congolesa de Futebol acusa Guélor Kanga, do Gabão, de ter nascido quatro anos antes dos dados apontados em sua certidão de nascimento. O jogador seria, supostamente, Kiaku Kiaku Kiangana, nascido em 5 de outubro de 1985, não em 1 de setembro de 1990.

Os congoleses estão convencidos de que ele falsificou a sua identidade e adquiriu a nacionalidade gabonesa quando chegou ao clube GBI, da Segunda Divisão gabonesa.

A acusação cresce também no fato da mãe de Kanga ter falecido no início de 1986 e, por isso, não ser capaz de ter um filho em 1990. Além disso, o jogador teria nascido em Kinshasa, na República Democrática do Congo, não na cidade de Oyem, no Gabão.

O caso de Guélor Kanga está atualmente na mesa da Confederação Africana de Futebol. O meio-campista internacional gabonês é acusado pela federação congolesa de futebol de fraude de identidade. Isso poderia modificar visivelmente a lista de países qualificados para o CAN 2022.


Caso seja considerada culpada, a Federação Gabonesa de Futebol pode ser condenada por falsificação em relação aos documentos administrativos por parte de Guélor Kanga e também por não cumprir o procedimento da FIFA relativo à sua mudança de nacionalidade desportiva. Assim, a Seleção do Gabão pode ficar de fora da Copa Africana de Nações.

Após queda na B2 Carioca, Mesquita é investigado por possível fraude em exames de Covid-19

Com informações do GE.com
Foto: Gabriel Farias

Mesquita na derrota por 3 a 0 para o Bela Vista, na Taça Waldir Amaral, o segundo turno da B2

A Polícia Civil apura se o Mesquita Futebol Clube fraudou resultados de exames de coronavírus na Série B2 do Campeonato Carioca. O caso está sendo investigado pela Delegacia de Defraudações (DDEF). O Tribunal de Justiça Desportiva do Rio de Janeiro (TJD-RJ) também abriu um inquérito para esclarecer os fatos. A notícia foi dada em primeira mão em reportagem feita por Tébaro Schmidt para o GE.com, publicada na terça-feira, dia 9.

De acordo com a reportagem, a suspeita gira em torno de dois exames (de um jogador e de um membro do estafe), cujo pedido e coleta constam com a data de 7 de janeiro. A principal evidência da fraude é o fato de que os documentos levam o carimbo e a assinatura de Rosângela Damasceno, que foi a coordenadora do Laboratório de Análises Clínicas da Unigranrio (Laborafe) por mais de duas décadas antes de morrer, no último dia 26 de dezembro, vítima de complicações de um câncer no fígado. Outra evidência é o número do pedido, idêntico nos dois exames: 136646.

"Depois de ver esse detalhe (o número do pedido), comecei a fazer a checagem. E vi que havia outros pontos que indicavam a falsificação, inclusive a assinatura da doutora Rosângela, que não consta mais nos nossos laudos. Além de alguns outros erros de digitação e formatação. O "coronavírus" no exame falso, por exemplo, estava escrito separado, e nós o escrevemos junto. "Liberação" estava com letra minúscula, e nós usamos letra maiúscula...", disse José Roberto Lannes Abib, diretor-técnico do laboratório da universidade, para a reportagem do GE.

Exames suspeito têm o mesmo número de pedido e a assinatura da coordenadora que faleceu
(foto: reprodução)

A denúncia partiu do próprio presidente do clube, Ângelo Benachio. Ele disse que, ao desconfiar que pudesse haver alguma irregularidade nos exames, procurou o laboratório da Unigranrio. Por ordem do reitor da universidade, o laboratório repassou a informação para a Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj) assim que ficou constatada a fraude. Por sua vez, a federação encaminhou a denúncia para as autoridades.

"A Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro, através do departamento jurídico, encaminhou, tão logo recebeu a denúncia, toda a documentação ao Ministério Público, à Delegacia de Defraudações da Polícia Civil do Rio de Janeiro e ao TJD para rigorosa apuração", disse a Ferj em nota.

Segundo a reportagem do GE, o MP-RJ não se manifestou. A DDEF informou que abriu uma investigação e que as "diligências estão em andamento para esclarecer os fatos". E o TJD-RJ abriu um inquérito no início da semana e convocou para prestar esclarecimentos no próximo dia 11 três funcionários do Mesquita e o ex-presidente do clube, Cleber Louzada, cujo mandato foi encerrado no fim de 2020. Além deles, o diretor do laboratório José Roberto Abib também prestará depoimento. As oitivas serão online.

"Tudo indica se tratar de uma fraude. Isso é muito grave pelo momento sanitário epidêmico em que vivemos, pela preservação da saúde dos outros atletas. Um exame que por ventura não retrata a realidade coloca em risco toda a coletividade esportiva, os envolvidos de outros clubes. Diante dessa gravidade é que nós pedimos a abertura do inquérito. Vamos ouvir as pessoas, analisar as provas produzidas e, ao fim, eu posso arquivá-lo ou encaminhar à Procuradoria para oferecer denúncia caso os indícios de fraude sejam caracterizados", afirmou Rodrigo Octávio Pinto Borges, designado como auditor processante do inquérito.


Empresa gerencia futebol do clube - Com dificuldades financeiras, o Mesquita firmou em setembro do ano passado um acordo para que uma empresa gerenciasse seu departamento de futebol. O contrato com a Agência Desportiva Passe Certo, já encerrado, dizia que a empresa era responsável por "todas as obrigações que forem necessárias com relação aos atletas", como exames de coronavírus.

A reportagem do GE tentou contato com a empresa sediada em Niterói, mas não houve resposta. Por sua vez, Ângelo Benachio, presidente do clube, preferiu não se manifestar: "Os advogados orientaram a não falar pra evitar especulações ou até mesmo entendimento divergente da verdade, vamos aguardar as investigações".

Já Cleber Louzada, que era o presidente no momento da assinatura do contrato com a Agência Passe Certo, reforçou que o clube "não tinha nenhuma responsabilidade sobre o futebol". "Nós fomos pegos de surpresa. Eu não acompanhei muito isso, deixei tudo por conta do Ângelo. Mas temos uma parceria com uma empresa, que estava cuidando dessa parte. O clube não tinha nenhuma responsabilidade sobre o futebol", disse Louzada.

O Mesquita, dentro de campo, não foi bem na competição e terminou a Série B2 do Carioca em último lugar na classificação geral e foi rebaixado para a Série C, o equivalente à quinta divisão.

O Curioso do Futebol

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