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É Ouro! Brasil bate o Chile nas penalidades e é campeão do futebol masculino do Pan

Foto: Lesley Ribeiro/CBF

Brasil conquistou a medalha de ouro

É ouro depois de 36 anos! Em jogo realizado na noite deste sábado, dia 4, no Estádio Sausalito, em Viña del Mar, o Brasil venceu nos pênaltis o Chile, seleção da casa, por 4 a 2, após empate no tempo normal em 1 a 1, e conquistou a medalha dourada do futebol masculino dos Jogos Pan-Americanos Santiago 2023. A Canarinho não conquistava o título desde o evento em Indianápolis, nos Estados Unidos, em 1987.

Nas semifinais do Torneio de Futebol Masculino dos Jogos Pan-Americanos, o Brasil eliminou o México, vencendo pelo placar de 1 a 0, em Viña del Mar. Já o Chile bateu os norte-americanos, pelo mesmo marcador, em Valparaíso. Os jogos foram na quarta-feira, dia 1.

Jogo começou com poucas emoções no Sausalito. Truncado no meio de campo, sem um domínio claro, as duas equipes se estudavam e faziam poucas ações no ataque. Já para o fim do primeiro tempo, o Chile pressionou e aos 40' quase abriu o marcador com Aravena, que mandou a bola na trave.

Aos 42 minutos, saiu o gol do Chile. Após boa jogada pela esquerda de Pizarro, ele invadiu a área e serviu Maximiliano Guerrero, que com um leve toque na bola, balançou as redes do Sausalito: 1 a 0 para os chilenos e assim a partida foi para o intervalo.

No segundo tempo, o Brasil acordou e foi para cima, tentando o gol de empate. Mas, como errava passes à exaustão e também faltava um pouco de ímpeto, a Canarinho não conseguia alcançar o seu objetivo: balançar as redes.

Mas, aos 38 minutos, a Seleção Brasileira conseguiu fazer o gol de empate. Em cobrança de escanteio pela esquerda, a bola foi alçada na área, ficou pipocando até que Ronald, de cabeça, a mandou para as redes: 1 a 1 no marcador e partida indo para a prorrogação.

No primeiro tempo do tempo extra, o Brasil começou melhor que o Chile, que parecia nervoso, mas não conseguia transformar isto em finalizações. Já no segundo tempo, os chilenos novamente passaram a dominar as ações. Mas, como não saiu gol, a definição da medalha de ouro foi para as penalidades.

Nos pênaltis, pelo Chile, Matías Zaldívia e Fuentes marcaram, mas Mycael pegou a cobrança de Jonatan Villagra e Montes mandou para fora. Já pelo Brasil, Cortez defendeu a cobrança de Figueiredo, mas Matheus Nascimento, Ronald, Miranda e o goleiro Mycael fizeram e a Canarinho conquistou o ouro que não vinha a 36 anos.


Com o resultado, o Brasil ficou com a medalha de ouro do torneio de futebol masculino dos Jogos Pan-Americanos Santiago 2023, o Chile com a prata e o México com o bronze. Do quarto ao oitavo lugares, ficaram na sequência Estados Unidos, Uruguai, Colômbia, Honduras e República Dominicana.

A medalha de ouro do Brasil no futebol masculino do Pan de 1987

Com informações do Terra
Foto: arquivo

Brasileiros comemoram o título em Indianápolis

Neste sábado, dia 4, o Brasil decide a medalha de ouro do futebol masculino dos Jogos Pan-Americanos Santiago 2023 contra os donos-da-casa chilenos. A última vez que a Canarinho conquistou este título foi em 1987, em Indianápolis, nos Estados Unidos, contra o mesmo Chile na decisão.

Em 1987, o Brasil reunia-se para a disputa do Pan-Americano de Indianápolis, nos Estados Unidos. Porém, com severos desfalques. Carlo Alberto Silva, inicialmente, se baseara no elenco que havia disputado o Pré-Olímpico em abril daquele ano para fazer a convocação.

No entanto, jogadores como Jorginho, Romário, Bebeto e Mirandinha não foram liberados por Vasco, Flamengo e Palmeiras, respectivamente. Entre lesões e atletas vetados pelos clubes, o Brasil teve apenas 11 jogadores no primeiro treino realizado nos EUA, incluindo Raí e Douglas (do Cruzeiro), que também apresentavam problemas físicos.

O time precisou de muita garra lá em Indianápolis. O Vasco não liberou jogadores, o Flamengo também boicotou. Teria só 11 jogadores, e ainda com algumas complicações. O treinador Carlos Albertoteve de chamar mais gente. Foi aí que vieram o Careca, do Cruzeiro, que jogou muito, o Washington (Fluminense), Ademir (Cruzeiro) e André Cruz (Ponte Preta).

Mesmo com os desfalques, a Seleção que seguiu para o território estadunidense contava com ótimos nomes: Além de Taffarel e Ricardo Rocha, que mais tarde seriam campeões da Copa do Mundo de 1994, estava Valdo, convocado para o Mundial do ano anterior e que depois esteve na Copa de 1990.

Outros nomes com "bagagem" de decisões eram Evair e João Paulo, que ao lado de Ricardo Rocha, chegaram à final do Campeonato Brasileiro de 1986, com o Guarani. Enquanto sobrava qualidade, faltava em quantidade. O número reduzido de jogadores proporcionou uma situação para lá de inusitada, lembrada com carinho pelo elenco brasileiro.

No dia 10 de agosto de 1987, a Seleção Brasileira estreou no Pan-Americano de Indianápolis com uma goleada por 4 a 1 sobre o Canadá, considerado o time mais frágil da competição. Em seguida, venceu por 3 a 1 a equipe de Cuba, que era fisicamente muito bem dotada, mas, como ainda é hoje, não carregava tradição no futebol.

O primeiro grande desafio, no último jogo da primeira fase, seria contra o Chile, que um mês antes tinha sido o algoz da equipe canarinho na Copa América. Com o Brasil já classificado, Carlos Alberto Silva poupou alguns jogadores e o duelo acabou sem gols. As equipes viriam a se enfrentar novamente na final da competição, mas antes, o time brasileiro teve pela frente uma verdadeira batalha nas semifinais, contra o México.

A seleção mexicana, com um time semelhante ao que havia disputado em casa a Copa do Mundo de 1986, era a favorita à conquista em Indianápolis. O duelo entre 'La Tri' e o Brasil, as duas equipes mais técnicas do torneio, porém, foi marcado pela rispidez. Ainda no primeiro tempo, Ademir e España foram expulsos. A violência continuou no intervalo, quando os jogadores encontraram-se no túnel dos vestiários e trocaram fortes agressões. A Seleção Brasileira venceu prorrogação por 1 a 0, com gol de Evair após cruzamento de Valdo, e voltou a encontrar os chilenos na decisão.


A decisão - Cerca de dois meses antes do dia 21 de agosto de 1987, quando Brasil e Chile decidiram o futebol masculino do Pan de Indianápolis, os mesmos países entraram em campo pela Copa América. Também comandada por Carlos Alberto Silva, e com nomes que se repetiam em relação ao time que estavam nos EUA - como Geraldão, Valdo, Edu Maragon, Douglas, Raí, Nelsinho e Ricardo Rocha - o escrete canarinho foi goleado por 4 a 0 pelos chilenos e eliminado na primeira fase da Copa América.

Os dois jogos ainda foram marcados por outra coincidência. Assim como a derrota acachapante em julho de 1987, em Córdoba, na Argentina, a final do Pan teve a expulsão de Nelsinho, lateral-esquerdo do São Paulo. Um filme passava na cabeça da equipe brasileira. No fim das contas, o Brasil bateu a seleção chilena por 2 a 0, com gols de Washington e Evair, ambos na prorrogação.

O Ouro da Nigéria no futebol masculino Olímpico em 1996

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

A Nigéria venceu a Medalha de Ouro nos Jogos Olímpicos de 1996

Nesta quinta-feira, dia 3 de agosto de 2023, completam-se 27 anos que a Nigéria surpreendeu o mundo ao se sagrar o primeiro país do continente africano a conquistar a medalha de Ouro nos Jogos Olímpicos. Este feito aconteceu contra a Argentina, com uma belíssima vitória por 3 a 2, em Athens, em Georgia, nos Estados Unidos, no ano de 1996.

Para chegar na grande decisão, os Super Falcons, tiveram uma bonita trajetória na sua campanha. Ficou com a segunda posição do Grupo D, que também tinha Brasil, Japão e Hungria, com seis pontos somados em três jogos. Nas quartas de final, eliminou o México, e nas semifinais, bateu o Brasil de Ronaldo, buscando um empate quando perdia por 3 a 1 e venceu no gol de ouro, marcado por Kanu.

Por outro lado, a Albiceleste, que contava com Diego Simeone, Hernán Crespo, Ariel Ortega e Roberto Ayala, também vinha de uma boa caminhada até a finalíssima. Ficou com a liderança da Chave A, com cinco pontos somados em três partidas. Nas quartas, tirou a Espanha, e nas semis, despachou Portugal.

Com bola rolando na decisão, a Albiceleste, que ainda buscava o seu primeiro ouro olímpico abriu o placar logo aos 3', com Claudio López. Na marca dos 28',  Babayaro empatou a partida e levou o 1 a 1 para o intervalo.

Na etapa complementar, a Argentina voltou a ficar em vantagem com gol de Crespo, batendo pênalti aos 5'. Amokachi empatou com 12' jogados de segundo tempo, e, quando todos já esperavam a prorrogação, no apagar das luzes, Amunike virou o jogo e fez o gol do ouro olímpico nigeriano.


Após esta histórica conquista, a Seleção Nigeriana voltou a disputar uma final de Jogos Olímpicos em 2008, disputados em Pequim. Desta vez, os africanos ficaram no quase ao perderem para a própria Argentina, pelo placar magro de 1 a 0.

Há 26 anos, Nigéria conquistava o Ouro no futebol masculino nas Olimpíadas de Atlanta

Por Felipe Roque
Foto: divulgação

Nigerianos com a medalha de ouro no peito

O torneio de futebol masculino das Olimpíadas de 1996, em Atlanta, nos Estados Undios, foram recheadas de estrelas no futebol que se tornariam grandes jogadores como Ronaldo, Raul e Crespo. Mas nem Brasil, nem Espanha e tampouco a Argentina foram capazes e superar a surpreendente Nigéria, que trilhou o seu caminho para ser o primeiro país africano a conquistar o ouro olímpico. Este feito está completando 26 anos neste 3 de agosto de 2022.

A preparação da Nigéria para aquele torneio não foi a ideal. O treinador holandês Jo Bonfrere se demitiu por cinco semanas por questões de pagamento e só voltou, segundo ele mesmo, porque acreditava nos jogadores daquela seleção.

O campeonato começou muito bom para os nigerianos; vitória por 1 a 0, contra Hungria. Na sequência, vitória por 2 a 0 contra o Japão e, por fim, fechou a fase de grupos perdendo para o Brasil por 1 a 0, gol de Ronaldo.

Nas quartas de final, a vitória por 2 a 0 contra o México continuou dando sequência a uma campanha surpreendente já naquele estágio da competição. A grande esperança de uma boa campanha do continente africano naquele torneio era Gana. Mas o país perdeu nas quartas de final para o Brasil por 4 a 2, com dois gols de Ronaldo. Então, um novo reencontro entre brasileiros e nigerianos foi confirmado na semifinal.

Diante de mais de 80 mil pessoas em Atlanta, o Brasil vencia por 3 a 1 faltando 20 minutos para o fim do jogo. A classificação brasileira rumo à final parecia certa. Porém, o gol de Victor Ikpeba aos 33 minutos do segundo tempo recolocou a Nigéria no jogo.

Já nos acréscimos, Kanu fez o gol que levou o jogo para a prorrogação. Naquela época, a regra do Gol de Ouro ainda valia e Kanu, com apenas quatro minutos do tempo extra, novamente marcou para a felicidade de todos os nigerianos.


Na final, mais um grande adversário sul-americano: a Argentina. O time de Hernan Crespo, Diego Simeone, Roberto Ayala e Ariel Ortega já havia eliminado Espanha e Portugal em rodadas anteriores e era o favorito para a medalha de ouro na decisão. Em duas oportunidades na partida, a seleção argentina ficou à frente do placar e obrigou os nigerianos a buscarem o empate. O jogo se encaminhava para a prorrogação até que Emmanuel Amunike conseguiu um gol improvável no último minuto do tempo regulamentar e deu a medalha à nação nigeriana.

Desde então, a seleção sub-23 da Nigéria é encarada como uma das mais fortes em torneios olímpicos. E embora não tenha vencido o campeonato olímpico de novo, conseguiu a medalha de prata em 2008, em Pequim, perdendo a revanche para a Argentina, e o bronze em 2016, no Rio de Janeiro.

A Espanha campeã olímpica em Barcelona 1992

Por Ricardo Pilotto
Foto: arquivo

Pep Guardiola sobe no meio dos poloneses: campeão olímpico em 1992

Nesta quinta-feira, dia 22, começou o Torneio Olímpico de Futebol Masculino dos Jogos de Tóquio e a Espanha, que é considerada uma das favoritas à medalha de ouro, ficou no empate com o Egito. A única vez em que a Fúria subiu no lugar mais alto do pódio na modalidade foi em Barcelona, 1992. Com nomes como Guardiola e Luis Enrique, o time da casa bateu a Polônia na decisão em um 8 de agosto daquele ano, fazendo a festa do torcedor espanhol.

Após passar da primeira fase com 100% de aproveitamento, bater a Itália nas quartas de final e Gana nas semifinais, a Fúria foi para a final em busca da sua primeira medalha de ouro. Do outro lado, tinha a Polônia, que também vinha invicta mas não tinha o mesmo desempenho em números dos espanhóis, passou pelo Qatar nas quartas de final e goleou a Austrália nas semifinais, ia em busca da sua segunda conquista no futebol olímpico masculino. A equipe espanhola titular contava com: Toni; López, Solozábal, Abelardo, Lasa; Ferrer, Guardiola, Luis Enrique, Berges; Alfonso e Kiko.

O jogo - Para assistir a decisão, 95 mil pessoas, dentre todas o Rei Juan Carlos, foram ao estádio Camp Nou, em Barcelona. já acostumados com o peso de uma decisão olímpica, Wojciech Kowalczyk colocou a seleção polonesa na frente do marcador aos 44 minutos do primeiro tempo. Os espanhóis, que não haviam sido vazados em toda a sua trajetória até a final, só conseguiram chegar ao empate na marca dos 20 minutos, com gol de Abelardo, pouco tempo depois da chegada atrasada do Rei e da sua família ao palco da final.

Pouco tempo depois, os anfitriões chegaram a virada com gol marcado por Kiko na marca dos 27 minutos de jogo no segundo tempo. Mesmo tendo a maioria da torcida ao seu favor, a Espanha sofreria outro tento da Polônia que minutos depois de tomar a frente do placar. Desta vez, marcado por Staniek, que só havia feito um gol desde a fase de grupos.


Com a partida se encaminhando para a prorrogação, Kiko aproveitou bola rebote do goleiro polonês e empurrou a bola para o fundo das redes, colocando a seleção espanhola novamente na frente do marcador nos últimos segundos que ainda restavam de bola rolando no tempo normal. Após o apito final, a Espanha entrou em clima de festa total por conta da conquista tão esperada pelo povo. Naquele momento, a Fúria conquistaria o primeiro ouro olímpico no futebol masculino.

Futebol nos Jogos Pan-Americanos de 1975 - O ouro dividido

Por Luiz Lordello
Foto: arquivo

Seleção Brasileira do Pan de 1975: goleada por 14 a 0 e ouro dividido com o México

Em 1975, ocorria a sétima edição dos jogos Pan-Americanos, torneio marcado pela única vez na história em que houveram dois campeões. A Seleção Brasileira conquistou a medalha de ouro na modalidade de futebol masculino, ao lado dos donos da casa, o México, em partida suspensa quando estava 1 a 1. A premiação, que foi dividida com os mexicanos, após empate no tempo normal e prorrogação, decidiram 'repartir' o título, ao invés de fazer a decisão por pênaltis, fato ocorrido por uma série de fatores, mas, um dos principais, por iniciativa de brasileiros, a edição teve dois vencedores.

O palco da grande final, foi o estádio Azteca, localizado na cidade do México, que contou com mais de 100 mil torcedores, no emblemático 14 de julho de 1975, em partida que foi paralisada duas vezes durante a prorrogação. Segundo o site RSSSF.com, o jogo foi temporariamente interrompido por oito minutos durante o primeiro período do tempo extra depois que um torcedor entrou no campo com a bandeira do México. Aos três minutos da segunda etapa da prorrogação, a partida foi novamente interrompida, mas, desta vez, devido a uma falta de energia elétrica, que não conseguiu ser solucionada por um longo período.

Depois do atraso, foi anunciado que a premiação seria dividida, e os jogadores de ambas equipes receberiam as medalhas de ouro em campo. No dia seguinte, o comitê organizador (depois de consultar a FIFA) anunciou que o jogo deveria ser repetido em 29 de outubro do mesmo ano. No entanto, a delegação brasileira já havia retornado ao Brasil, como naquele período o Panamericano era disputado por atletas amadores, os brasileiros argumentaram que um novo encontro seria inviável, já que aquela edição dos Jogos Pan-Americanos já tinham oficialmente fechado. Com isso, foi decretado o título para ambas as nações.

Mesmo com a regra olímpica da competição naquela época, a amarelinha contou com nomes que fizeram sucesso no futebol, como o goleiro Carlos, o zagueiro Edinho, o meia Batista e o atacante Cláudio Adão, apesar de todos serem apenas atletas amadores na ocasião. A equipe tinha caído no Grupo D da competição, ao lado de Costa Rica, El Salvador e Nicarágua e fez as partidas no Estádio Azteca, que tinha sido palco do terceiro mundial, cinco anos antes.

Na fase de grupos, a seleção brasileira confirmou o favoritismo contra todas as equipes, em especial, diante da Nicarágua, embate emblemático marcado pela maior goleada da amarelinha, 14 a 0. O resultado histórico, fez com que o Brasil fosse para a segunda fase da competição com muita força.


Após histórica goleada, o time goleou a Bolívia (6 a 0) empatou com Argentina (0 a 0) e novamente voltou a fazer um placar dilatado, marcando 7 a 0 em Trinidad e Tobago, garantindo seu lugar na decisão, onde o empate com o México, em 1 a 1, fez com que a medalha de ouro fosse dividida. Porém, a Fifa não considera esta conquista, pois a partida não terminou, mas a Odepa, organizadora dos Jogos Pan-Americanos, conta a medalha de ouro no quadro da entidade.

A edição de 1975, foi o segundo título de ambos os times naquela oportunidade. O Brasil, já havia conquistado o torneio continental em 1963, e o México, em 1967. Depois do ouro compartilhado, as duas seleções, carregaram a medalha mais cobiçada por mais duas vezes, os brasileiros em 1979 e 1987. Já os mexicanos, em 1999 e 2011, ambos contém quatro medalhas de ouro. O maior vencedor é a Argentina, conquistando o título em sete oportunidades.

Treinador Jorge Barcellos relembra ouro da Seleção Feminina no Pan de 2007

Por Andrielli Zambonin / Kindermann
Foto: divulgação CBF

Jorge Barcellos na época em que comandava a Seleção Brasileira Feminina

A Rede Globo transmitiu no último domingo, dia 10, a final feminina do futebol nos Jogos Pan-americanos de 2007 entre Brasil e Estados Unidos. O duelo entre as grandes potências do continente terminou com uma goleada brasileira: 5 a 0 e a medalha de ouro garantida, diante de um grande público no Maracanã.

Marta comandou a seleção brasileira naquela grande vitória, com dois gols e duas assistências. Cristiane marcou duas vezes e Daniela Alves, uma. Comandando a equipe estava lá Jorge Barcellos, o atual técnico do Avaí Kindermann.

Além de uma torcida gigantesca, foi naquele momento que o futebol feminino provou que merecia muito mais atenção e mídia do que recebia. As mudanças começaram com a equipe comandada na época, por Barcellos. O primeiro técnico da Seleção Feminina a se deparar com os 72 mil pagantes, e um monte de convidados, foi o técnico Jorge Barcellos.

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"A gente jogava para mudar a história. Quando fui reconhecer o gramado, que estava bem ruim por sinal, não tinha tanta gente. Mas eu voltei mais tarde e entendi o que estava acontecendo. Aí, voltei para o vestiário e avisei a elas que não poderíamos deixar escapar. É o nosso moral que estava em jogo”, relembra.

Naquele Pan, a seleção fez uma campanha perfeita, com 33 gols marcados e nenhum sofrido. Antes de enfrentar as americanas bicampeãs mundiais e olímpicas, o Brasil derrotou Uruguai, Jamaica, Equador, Canadá e México. Marta foi a artilheira do torneio, com 12 gols.

E o desempenho da Seleção causou mudanças naquele mesmo ano. Em outubro de 2007 foi criada a Copa do Brasil feminina de futebol, que anos depois, em 2015 mais precisamente, o Kindermann levantaria a taça de campeão. Depois este campeonato foi extinto, sendo no logar criado o Campeonato Brasileiro. "Naquela seleção, havia meninas que ganhavam R$ 600 de salário. Mesmo que devagar, uma mudança começou ali", diz Barcellos.


Jorge não estava sozinho na conquista. Fazendo parte do elenco brilhante, no banco de reservas estava ela que futuramente se tornaria uma das melhores do Brasil: a goleira Bárbara. Na época com apenas 19 anos, Bárbara observava atentamente cada movimento e detalhe do jogo. Experiência que recheou seu currículo e aumentou a bagagem para futuramente assumir a posição de titular do Brasil.

“Foi uma experiência incrível. Aquela equipe era incrível e acho que viver aquele momento só me deu mais vontade ainda de conquistar o meu objetivo”, disse Bárbara. Na época, ela era integrante da equipe do Recife F.C. Atualmente no Avaí Kindermann, a atleta já deixou claro o quanto gosta da equipe de Caçador e que pretende encerrar a carreira de atleta em Santa Catarina.

A Hungria campeã olímpica de 1952

Por Victor de Andrade

Os húngaros já eram considerados o melhor time da Europa e conquistaram a medalha de ouro

Não é novidade para ninguém que o grande time da primeira metade da década de 1950 foi a Hungria. Com uma incrível invencibilidade de 32 jogos, que começou ainda em 1950 e só foi terminar na final da Copa do Mundo de 1954, quando foram derrotados pelos alemães, os húngaros dominaram o futebol naquela época e o título mais importante foi a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos em Helsinque, em 1952.

O torneio de futebol nos Jogos Olímpicos de Verão de 1952 foi realizado entre 15 de julho e 2 de agosto em Helsinque e em outras quatro cidades finlandesas. A grande surpresa do torneio foi a eliminação da equipe britânica logo na fase preliminar. Ainda mais surpreendente foi o rival que a derrotou, a fraca equipe de Luxemburgo. Porém, vamos falar da campanha húngara.

Os magiares, com suas grandes estrelas, como Puskas e Kócsis, já que oficialmente não eram profissionais, estrearam no dia 15 de junho, contra a Romênia, em Turku, vencendo por 2 a 1. Seis dias depois, em Lahti, os húngaros encararam a Itália, em Lahti, e venceram com certa tranquilidade: 3 a 0.

Nas quartas-de-final, todo mundo esperava que a Hungria mostrasse de vez o seu futebol poderoso, de grandes goleadas. E aconteceu! A vítima foi a Turquia, no dia 24 de julho, em Kotka. Palotas, Kócsis (duas vezes), Lantos, Puskas (também dois gols) e Bozsik marcaram sete para os magiares, sendo que Guder fez o único dos turcos: 7 a 1 e os húngaros estavam na semifinal.

Na final, contra a Iugoslávia

No jogo que definiria um dos finalistas, a Hungria foi novamente poderosa. Mesmo jogando contra a Suécia, campeã quatro anos antes e terceira colocada na Copa do Mundo de 1950, os magiares atropelaram: 6 a 0, sendo Kócsis (duas vezes), Hidegkuti, Puskás, Palotas e Lindh (contra) marcando os gols da partida.

Na decisão, a vítima húngara foi a Iugoslávia. A partida foi mais equilibrada do que nas três fazes anteriores, mas os magiares eram melhores e fizeram 2 a 0, com Puskás e Czibor marcando os gols da medalha de ouro.

A Hungria, depois da conquista olímpica, se consagraria ainda mais, ao derrotar, em 25 de novembro de 1953, a Inglaterra, em pleno Wembley, por 6 a 3. Em seguida, ainda os venceriam em Budapest por 7 a 1. Mesmo depois de perder a final da Copa do Mundo para a Alemanha Ocidental, a Hungria ficou mais dois anos invicto, sendo derrotado apenas pela Turquia, em 1956, exatamente no ano da Revolução Húngara, que acabou com o time do Hónved, que era a base da seleção e os jogadores foram atuar por vários times europeus.

Uruguai medalha de ouro e a volta olímpica em 1924

Por Victor de Andrade

Os uruguaios dando a volta olímpica após a conquista da medalha de ouro: time que marcou época

Antes da criação da Copa do Mundo, o torneio olímpico de futebol era considerado a grande competição da modalidade ao redor do mundo. Quem dominou a última fase pré-Copa foi o Uruguai. Suas duas conquistas marcaram época, mudou-se o modo de jogar e criou-se até terminologias que foram adotadas para sempre no esporte bretão. Em 9 de junho de 1924, em Paris, foi um marco desta grande dinastia: a conquista da primeira medalha de ouro.

O Uruguai foi vanguardista naquela época. Era a primeira seleção sul-americana a se arriscar nos Jogos Olímpicos e foram encarar os europeus, que eram considerados os grandes no futebol. Porém, dentro de campo, a Celeste mostrou quem tinha o melhor jogo da época logo de cara, quando no dia 26 de maio, no Estádio Olímpico, em Colombes, goleou a Iugoslávia por 7 a 0, na fase preliminar do torneio. Cea, Petrone (duas vezes cada), Vidal, Scarone e Romano marcaram os gols da equipe.

A goleada chamou a atenção dos concorrentes, que passaram a ficar de olho no time sul-americano. No dia 29 de maio, no Estádio Bergeyre, pelas oitavas, o Uruguai bateu os Estados Unidos por 3 a 0, com Petrone (dois) e Scarone marcando os gols da vitória, sendo todos no primeiro tempo. A Celeste mostrava que não estava em Paris apenas para passear.

A equipe de futebol que conquistou o título

Nas quartas, o adversário foi a França. Os presentes no Estádio Olímpico, em 1º de junho, viram outra grande apresentação dos uruguaios, que abriram o marcador com Scarone. A França chegou a empatar com Nicolas, mas novamente Scarone, Petrone (duas vezes) e Romano deram a vitória para os sul-americanos: 5 a 1.

Nas semifinais, realizada no dia 6 de junho, no Estádio Olímpico, o Uruguai teve o seu jogo mais difícil daquela campanha. A Holanda saiu na frente, no primeiro tempo, com Pijl e a partida foi para o intervalo com o placar de 1 a 0 para o time europeu. Seria o fim uruguaio? Não! Na etapa complementar, Cea e Scarone, de pênalti, viraram o marcador e colocaram a Celeste na decisão.

A grande final seria contra a Suíça. Os presentes no Estádio Olímpico, no dia 9 de junho, viram uma grande apresentação do time sul-americano. Petrone, aos 9 minutos, abriu o marcador. Na segunda etapa, o Uruguai completou o placar com Cea, aos 20', e Romano, aos 37'. Os 3 a 0 deram à Celeste a medalha de ouro olímpica.

A medalha de ouro dos Jogos Oímpicos de 1924

Na comemoração, os jogadores uruguaios, para agradecer todos os presentes, resolveram andar em volta ao campo, acenando para as arquibancadas do Estádio Olímpico. Foi a primeira vez que uma equipe campeã fez tal ação depois de ser campeã e o gesto passou a ser repetido por todos os times que comemoram o título, que virou a hoje famosa Volta Olímpica. Aliás, a alcunha da Seleção Uruguaia recebeu um "sobrenome" e passou a ser chamada de Celeste Olímpica.

E as nomenclaturas não pararam por aí: voltando dos Jogos Olímpicos, mais precisamente no dia 2 de outubro de 1924, o Uruguai passou por Buenos Aires, antes de ir para Montevidéu, e fez um amistoso contra a Argentina. Cesáreo Onzari, da Albiceleste, marcou um gol de escanteio, que a Fifa tinha recém autorizado. Os tentos deste tipo passaram a se chamar Gol Olímpico.

A vitória do Uruguai em Paris incentivou a Argentina mandar uma equipe para os Jogos Olímpicos posterior, em Amsterdã, na Holanda, em 1928. A Albiceleste fez uma bela campanha, onde chegou na final e foi derrotada pelo Uruguai, que conquistou o bi-campeonato. O domínio da Celeste fez com que a Fifa marcasse a primeira Copa do Mundo para Montevidéu, onde a Celeste foi campeã, novamente em cima dos argentinos. E toda esta bela história começou em Paris, 1924.

Penalidades de Ouro!!!

Neymar sai para comemorar depois do pênalti convertido que deu o título ao Brasil

O jogo pode não ter sido um primor de técnica, a seleção alemã sub-23 estava com alguns desfalques e o Brasil não conseguiu mostrar o futebol que todo mundo esperava. Porém, ninguém pode negar que foi emocionante e histórico. Finalmente a Seleção Canarinho conquistou a medalha de Ouro no Torneio de Futebol Masculino dos Jogos Olímpicos. E foi em casa e em seu palco mítico: o Maracanã.

Quem acompanha O Curioso do Futebol sabe que a equipe do site compareceu a diversos jogos do futebol olímpico, inclusive a final do Futebol Feminino, onde a Alemanha conquistou o Ouro contra a Suécia. Porém, já no caminho para o Maracanã, o clima era diferente. Era a Seleção Brasileira em campo disputando o título que falta em sua histórica, mítica e grande lista de conquistas.

Gabriel tenta tabelar com Zeca

Cheguei cedo ao Maracanã e antes do jogo a emoção já tomava conta. Além deste que vos escreve (Victor de Andrade), estavam presentes no Maracanã Fernando Martinez (do GENIAL site Jogos Perdidos) e Renato Rocha, conhecido como o Gene Simmons da alegria. Também sei de amigos que estavam lá, como Almir Moura e Leonardo Correia (ambos participaram do especial da Copa do Mundo no site), todos esperando o Ouro do Brasil.

Antes de a bola rolar, a torcida já deu as cartas de como seria sua participação durante a partida. Cantos de arquibancada de verdade, apoiando a Seleção Brasileira (o "pula, sai do chão quem é pentacampeão" empolga) e outros diminuindo o maior rival, a Argentina (o "eta, eta, eta eta, o Messi não tem Copa, quem tem Copa é o Vampeta" é hilário") ditavam o ritmo dos presentes. Todo o clima era em favor do time da camisa amarela.

Marquinhos tenta sair para o jogo

E neste clima que o jogo começou. Brasil e Alemanha chegaram à final com campanhas parecidas: cinco pontos na primeira fase e vitórias no mata-matas. Por jogar em casa e ter Neymar, a Seleção Canarinho era a favorita, mas não dava para subestimar os alemães, principalmente pelas recentes atuações em todas as categorias.

O Brasil tinha mais posse de bola, mas a Alemanha era mais objetiva. Aos 10 minutos, os germânicos quase silenciaram o Maraca. nabry foi lançado em velocidade pelo lado esquerdo, driblou Zeca com facilidade e rolou para Julian Brandt. O meia ajeitou a bola no bico esquerdo da área brasileira, trouxe para o pé direito e chutou de chapa, buscando o ângulo oposto do goleiro Weverton, mas ela explodiu no travessão.

Alemães comemoram o gol de empate

O lance acordou o Brasil. Aos 26 minutos, Neymar passou por dois marcadores e foi derrubado. Na cobrança de falta, o camisa 10, com enorme precisão, bateu de chapa, no ângulo de Horn. A bola ainda bateu no travessão, no gramado antes de balançar as redes: explosão no Maracarnã e 1 a 0 para o Brasil no Maracanã.

A vantagem brasileira fez crescer o ímpeto alemão, mas a vantagem persistiu em uma série de gols perdidos. No primeiro, Meyer cobrou falta, a bola quicou e raspou no travessão antes de sair. Logo depois, aos 31, o mesmo Meyer pegou sobra dentro da área, chutou de direita e exigiu boa defesa de Weverton. Para fechar, aos 34, Bender ganhou de Renato Augusto após falta lateral e cabeceou firme, acertando, mais uma vez, o travessão.

O Maracanã lotado

No segundo tempo, o jogo continuou com o Brasil tendo mais posse de bola, mas com a Alemanha assustando quando atacava. E o quase ninguém esperava no estádio aconteceu: aos 9 minutos, Wallace e Marquinhos, que estavam fazendo boa partida, erraram a saída de bola, Brandt aproveitou, abriu para Toljan, que cruzou na medida para Meyer. Com calma, o capitão alemão bateu rasteiro, sem chances para Weverton: 1 a 1 no placar.

Quem esperava que o gol iria calar a torcida, se enganou: se o Brasil não jogava o que esperava, a arquibancada tentava empurrar o time de todas as formas possíveis, dando um verdadeiro show. A Seleção Canarinho voltou a atacar, mas o excesso de preciosismo de Gabriel, Gabriel Jesus e Luan atrapalharam e a partida foi para prorrogação.

Jogadores comemoram o título com reza no meio de campo

O tempo extra foi mais tensão do que qualquer outra coisa, tanto que a única chance digna de nota veio com Felipe Anderson, que entrou bem na partida, no lugar de Gabigol. Aos quatro minutos do segundo tempo, ele recebeu na frente de Neymar, mas parou no goleiro.

Aí a decisão foi para os pênaltis. O nervosismo tomava conta de todos os presentes, ainda mais que nas quatro primeiras cobranças de cada lado, ninguém errou. Porém, na quinta cobrança, apareceu o goleiro Weverton. Ele acertou o lado da batida de Petersen e defendeu! Explosão no Maracanã.

Vídeo com momentos da partida

A responsabilidade do ouro estava nos pés de Neymar. O Menino da Vila, atacante do Barcelona e o grande jogador da Seleção Brasileira não decepcionou: balançou as redes, explodindo todas as emoções positivas nos torcedores.

O Brasil, pela primeira vez, tornava-se campeão olímpico no futebol masculino. O único título que a Seleção não havia conquistado. Não dá para descrever a sensação que tive naquela momento, só sei que foi genial! E com todos os amigos que conversei, os sentimentos eram os mesmos. Para um fã de futebol, ver a Seleção Brasileira conquistar um título em casa é fantástico!

Medalha de ouro olímpica - É agora ou nunca!

Por Lula Terras

Gabriel, o Gabigol, é uma das esperanças de bom futebol na Seleção Brasileira

Faltam poucos dias para o início dos Jogos Olímpicos, no Rio de Janeiro, e a pergunta que fica no ar, é esta: será que finalmente conquistaremos a tão sonhada e inédita medalha de ouro? Se a gente for analisar o quadro atual do futebol brasileiro, o pessimismo baterá forte!

É verdade que há muitos anos, o Brasil não produz muitos craques, como outrora, e os sistemas de jogos, sem exceção, é copiados das grandes equipes europeias. Isto mostra a tamanha falta de criatividade de nossos comandantes.

Mas, diante desta situação pré-catastrófica, vemos que existem chances sim, de quebrar este tabu. Eu estou otimista quanto a este objetivo, pois entendo que o grupo é bom, e teve seu primeiro bom resultado, no amistoso contra o Japão, quando venceu por 2 a 0.

Temos uma equipe veloz, com jogadores talentosos no meio de campo (atletas que marcam e saem para o jogo, sem aquele cão-guarda na cabeça de área, que toma a bola e não sabe o que faz com ela depois) e jogadores talentosos no ataque. Aliás, o trio Neymar, Gabriel e Gabriel Jesus tem tudo para ser a grande sensação do torneio de futebol masculino olímpico.

Outro ponto positivo é a, aparente, pouca interferência externa na convocação de atletas por parte de empresários, dirigentes e patrocinadores. Creio que este pessoal, que já causou grandes danos ao nosso futebol, está temeroso por novos vexames e optaram por ficar na deles, para, caso haja sucesso, voltar com força, pois, infelizmente, já que é disto que eles vivem.

Com tudo isto e mais os desfalques das outras seleções (Alemanha, Argentina e Portugal, por exemplo, não estão com seus melhores jogadores Sub-23 e com poucos atletas de expressão acima da idade) o Brasil é o grande favorito para a conquista do ouro. Agora vamos torcer!

O primeiro ouro no Pan do futebol feminino brasileiro

Equipe campeã em 2003

Ontem, O Curioso do Futebol falou sobre a última vez em que o futebol masculino brasileiro conquistou o título nos Jogos Pan-Americanos da modalidade. Hoje, vamos abordar a primeira vez em que a Seleção Brasileira Feminina ganhou o Ouro no evento, no Pan de 2003, em Santo Domingo, na República Dominicana.

Vale lembrar que o Futebol Feminino estreou em Pan-Americanos na edição de Winnipeg, no Canadá, em 1999. Porém, naquele ano, os filiados à Confederação Sul-americana de Futebol (Conmebol), menos o Uruguai, boicotaram o torneio. No futebol feminino, apenas seleções das Américas Central e Norte disputaram a competição e o título ficou com os Estados Unidos.


Comemoração de gol contra a Argentina

Em Santo Domingo 2003, seis equipes entraram na disputa: no Grupo A, estavam Canadá, Haiti e Brasil. No B, México, Argentina e Costa Rica. Duas equipes de cada grupo avançavam às semifinais. As partidas da primeira fase foram realizadas no Estádio Panamericano, em San Cristóbal.

O Brasil estreou na competição no dia 2 de agosto daquele ano, contra o Haiti. Em um jogo relativamente fácil, Marta, Kelly, Formiga, Renata Costa e Maycon construíram o placar de 5 a 0.

Na segunda rodada, a Seleção Brasileira descansou e assistiu o Canadá ganhar do mesmo Haiti por 4 a 1. Com este resultado, um empate na última rodada garantiria o primeiro lugar no Grupo.

Porém, o que se viu no dia 8 de agosto foi uma ‘senhora aula’ de futebol das brasileiras. Mais 5 a 0 na conta, com gols de Renata Costa, Formiga, Marta, Maycon e Elaine. O time brasileiro jogava um futebol interessante e misturava as gerações de Renata Costa, Formiga e Maycon com a de Marte e Cristiane, esta que era reserva no Pan, mas que deixaria sua marca na competição.

Como primeiro lugar no Grupo A, o Brasil enfrentaria na semifinal o segundo do B, a Argentina. A partir daquele momento, os jogos seriam realizados no Centro Olímpico Juan Pablo Duarte, em Santo Domingo.

No dia 11 de agosto, a Seleção Brasileira entrava em campo para enfrentar as argentinas. Em dia inspirado de Marta, que já mostrava qualidades de ser a melhor do mundo, o Brasil ganhou de 2 a 1, com dois gols dela.


Na entrega das medalhas

Classificadas para a final, as brasileiras iriam enfrentar novamente as canadenses, que venceram o México por 3 a 2. Mas quem esperava outra goleada, teve sua previsão quebrada. “Ganhamos bem na primeira fase, mas penamos para vencê-los na final”, relembra a ex-jogadora e capitã daquele time, Juliana Cabral, em entrevista dada para Roberta Nina, do site dibradoras.

A final estava marcada para o dia 14 de agosto, 19 horas do horário local. Porém, com 24 minutos de partida, quando o placar ainda apontava 0 a 0, uma chuva torrencial caiu Centro Olímpico Juan Pablo Duarte e o jogo teve que ser transferido para o dia seguinte.

A partida reiniciou e 19 minutos depois, Formiga abriu o marcador para as brasileiras. Porém, no segundo tempo, o Canadá voltou melhor e depois de insistir muito, Kiss, aos 21, deu números iguais. Depois, a partida ficou aberta, ambas as equipes tiveram chance, mas a decisão do ouro foi para a prorrogação.

Mas as equipes e os torcedores que estavam assistindo o jogo nem tiveram tempo de respirar. Com 1 minuto de prorrogação, Cristiane, ainda novata na Seleção e que saiu do banco de reservas, marcou para o Brasil. Como na época existia o ‘gol de ouro’ (a prorrogação terminava assim que saia um gol), as brasileiras garantiram a medalha dourada!


Melhores momentos da final

“O jogo foi duríssimo, vencemos na prorrogação com o ‘golden goal’ da Cris, que ainda era novinha e reserva daquele time. O gol mais importante daquele Pan foi a Cristiane quem fez!”, disse Juliana Cabral na mesma entrevista citada anteriormente.

A base deste time campeão pan-americano conquistou também duas medalhas de prata olímpicas (2004 e 2008), um vice campeonato mundial (2007) e o bi-campeonato do Pan em 2007.

O último ouro do Brasil no futebol masculino no Pan

A equipe campeã nos Jogos Pan-americanos de 1987

No futebol masculino dos Jogos Pan-Americanos, o Brasil conquistou a medalha de ouro em quatro edições: 1963, 1975, 1979 e 1987. E o Curioso do Futebol, nesta matéria, vai falar exatamente desta última conquista, em Indianapolis, nos Estados Unidos.

A Seleção Brasileira era dirigida, na época, por Carlos Alberto Silva, que convocou o elenco com base na equipe que havia conquistado o Pré-Olímpico no mês de abril. Porém, clubes como Flamengo e Vasco não liberaram seus atletas e jogadores como Romário e Bebeto não foram ao Pan. Só para ter uma ideia, apenas 11 jogadores fizeram o primeiro treino da seleção nos Estados Unidos.

Mesmo com os desfalques, a Seleção contava com ótimos nomes: Taffarel, Ricardo Rocha, André Cruz, Valdo, Edu Marangon, Pita, Evair, João Paulo... todos considerados grandes jogadores por onde passaram. Vale ressaltar que a restrição para o futebol olímpico era ‘apenas’ o atleta não ter entrado em campo em jogo de Copa do Mundo. Um exemplo era o Valdo. Convocado para a Copa de 1986, no México, ele não chegou a entrar em campo e, por isso, estava livre para disputar a competição.

Apenas 11 jogadores no primeiro treino nos EUA

E no dia 10 de agosto de 1987, a Seleção Brasileira entrava no campo do Soccer and Sports Center, em Indianapolis, para a estreia na competição. O jogo foi tranquilo, uma goleada por 4 a 1 no Canadá, com gols de Evair, Nelsinho, Tony (contra) e João Paulo. Neil fez o único gol dos canadenses.

O time vinha ganhando corpo, mesmo com os desfalques. Devido aos problemas na convocação, Carlos Alberto Silva teve que improvisar os zagueiros Ricardos Rocha e Gomes na lateral direita. E, na segunda partida, no dia 13 de agosto, outra vitória: 3 a 1 sobre Cuba, com gols de Careca, que era do Cruzeiro, André Cruz e Washington Casal 20. Rivero descontou para os cubanos.

O terceiro jogo era o mais difícil da primeira fase. O Brasil enfrentaria o Chile, que um mês antes tinha sido o algoz da seleção na Copa América, com uma sonora goleada de 4 a 0. Com a classificação para as semifinais assegurada, Carlos Alberto Silva poupou alguns jogadores e a partida terminou sem gols.

Durante a premiação

Na semifinal, o Brasil iria enfrentar o México, que era apontado por muitos como o favorito à conquista do ouro pan-americano. O jogo foi truncado e em alguns momentos violento. O árbtiro norte-americano Bratsis distribuiu, ao todo, sete cartões amarelos e expulsou o brasileiro Ademir e o mexicano España.

O 0 a 0 no tempo normal levou a partida para a prorrogação. E aí pintou a estrela do centroavante Evair, que entrou no jogo na segunda etapa. Com seu faro de artilheiro, marcou o único gol, que levou o Brasil para a final da competição.

E no dia 21 de agosto, o Brasil entrava em campo para a decisão do ouro e camisa azul. Pela frente, novamente o Chile. Outro jogo violento, tendo confusão até no intervalo, na entrada dos vestiários. O árbitro Martinez, de Honduras, expulsou um jogador de cada lado, Nelsinho e Pinto.

Melhores momentos da final

Novamente, o placar ficou zerado no tempo normal e o jogo foi para a prorrogação. Aí, a técnica do time brasileiro prevaleceu. Washington, o casal 20, e Evair marcaram os dois gols que garantiram o ouro para o Brasil, um dos 14 que a delegação do País teve naqueles Jogos.

Depois de 1987, o Brasil, no futebol masculino, conseguiu apenas mais duas medalhas em Pan-americanos: a prata em 2003 e o bronze em 2015. Já o futebol feminino, que foi introduzido no Pan apenas em 1999, conquistou três ouros (2003, 2007 e 2015) e uma prata (2011).

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