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Matheus Cunha cita 'gostinho diferente' em ouro da Seleção Brasileira

Com informações da CBF
Foto: Lucas Figueiredo / CBF

Matheus Cunha comemorando o gol que abriu o marcador na final olímpica

Até horas antes da partida, Matheus Cunha não tinha presença garantida na final dos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020. Recuperado de uma contratura muscular, o atacante foi a campo e foi decisivo na vitória do Brasil sobre a Espanha. Foi dele o primeiro gol no triunfo por 2 a 1, que deu à Seleção a segunda medalha de ouro de sua história.

Após o apito final, Matheus Cunha lembrou não só da sua corrida contra o tempo para estar à disposição de André Jardine, como também de todo o esforço feito para fazer parte deste projeto, desde o início.

"Muitas coisas passam na cabeça, da nossa origem. Estar na Seleção me fez abrir mão de muita coisa. Eu troquei de clube para não abrir mão de estar no Pré-Olímpico. Hoje, na Olimpíada, fazer gol em um momento tão importante... É muito gratificante. Só agradecer", recordou Matheus Cunha.

Dentro de campo, a Seleção Brasileira enfrentou um grande adversário. O primeiro gol do jogo saiu dos pés de Matheus Cunha, aos 46 minutos de jogo. Com a vantagem no placar, o Brasil foi pressionado e chegou a sofrer o empate da Espanha, antes de retomar a dianteira na prorrogação.

"Foi um jogo muito difícil, o time da Espanha tem muita qualidade. Tínhamos uma proposta até de atacá-los mais, mas por circunstâncias do jogo, a gente sofreu um pouquinho. Mas a gente tem que aprender a sofrer também. A gente é brasileiro, não tem jeito. Para chegar até aqui, a gente sofre, mas fica muito feliz depois. Porque tem um gostinho diferente", disse.

O gol de Matheus Cunha ainda selou a paz do atacante com o Estádio de Yokohama. No mesmo gramado, na estreia da Seleção na Olimpíada, contra a Alemanha, Cunha não viveu uma de suas melhores noites. Desperdiçou algumas chances e não conseguiu marcar no palco eternizado por Ronaldo na final da Copa do Mundo de 2002.

Mas o melhor estava guardado para o final. Ou para a final. Na decisão contra a Espanha, quis o destino que o atacante escrevesse seu nome na história da Seleção Brasileira, justamente em Yokohama, com a mesma camisa que Ronaldo vestia naquela decisão.


"Com a nove, do lado dele, que isso! Nem imaginava... Não tem como, cara. Esse estádio, como começou, eu, particularmente querendo dar muito mais. Perdi alguns gols no primeiro jogo, aquilo mexe com você. Mas isso só mostra o quão forte é o nosso grupo, o quanto a individualidade é sempre secundária. Cada um tem um dia para que as coisas aconteçam em prol do grupo, em prol do Brasil, é muito importante. Nesse estádio, fazer um golzinho em um momento como esse, é um gostinho diferente, sem dúvida nenhuma", comentou.

André Jardine enaltece formação de atletas do Brasil após título Olímpico

Com informações da CBF
Foto: Lucas Figueiredo / CBF

André Jardine comandou a equipe ao título

Sete medalhas, quatro consecutivas, dois ouros em sequência. O peso da Amarelinha vem sendo cada vez mais presente nos Jogos Olímpicos. Após a segundo título consecutivo em Tóquio 2020, o treinador da Seleção Brasileira, André Jardine, olhou para trás e exaltou o trabalho de formação do futebol brasileiro.

Aos 41 anos, o treinador já tem quase duas décadas de experiência como treinador, a maior parte do tempo trabalhando nas divisões de base. Começou em 2003 e passou dez anos na base do Internacional, outros dois na do Grêmio e mais dois na do São Paulo até assumir as Seleções sub-20 e sub-23 em 2019. Como formador de atletas, o professor se considera realizado. E não deixou de lembrar de cada um dos colegas que contribuíram para a conquista brasileira neste sábado.

“Vimos muitos deles crescerem, e vê-los hoje como jogadores de Seleção Brasileira, já almejando seu espaço na Principal, é uma realização para qualquer profissional. Deixo aqui meu parabéns a todos os treinadores que formaram essa molecada toda. Os treinadores brasileiros têm apanhado bastante e merecem um reconhecimento. Somos muito vitoriosos, muito campeões e isso é um pouco do trabalho de todo mundo”, ressaltou.

Na final deste sábado, Jardine encontrou na Espanha um grande adversário. Ciente da dificuldade que precisava superar, o técnico ressaltou a força de vontade da Seleção Brasileira, que em momento algum se deu por vencida dentro do jogo. No tempo normal, empate por 1 a 1 e um jogo de altíssimo nível.

“Uma grande final, uma grande equipe do outro lado, uma escola muito difícil de se enfrentar, que tem o controle da bola e luta para não entregá-la. Mas a gente construiu uma equipe com muita determinação, muito brio, que não desistiu em nenhum momento e queria muito conquistar esse ouro, muito mesmo. É uma alegria poder ver a realização do sonho de todos eles, do nosso, e poder trazer para o Brasil um segundo ouro consecutivo. Acho que a ficha não caiu ainda, mas a gente está muito feliz”, vibrou.


Na prorrogação, Jardine acionou Malcom no lugar de Matheus Cunha, que fez grande esforço para se recuperar de uma lesão durante a competição. O pupilo não decepcionou: aproveitou a oportunidade e marcou o gol do título. O treinador explicou a escolha por manter a equipe inicial durante o tempo regulamentar e a decisão de colocar o atacante para atuar pelo lado esquerdo.

“Para que eu faça uma substituição, ela tem que fazer muito sentido. Nos 90 minutos, senti o Cunha ainda com energia para tentar decidir o jogo, a dupla de ataque ali preocupa muito os adversários, segura muito a marcação. Mas começamos a sofrer demais com a parte defensiva, chegou uma hora em que ele já não conseguia mais fechar os espaços que precisava fechar. A entrada do Malcom foi decisiva, hoje pelo lado esquerdo. Era uma situação que já vínhamos planejando e, graças a Deus, deu tudo certo”, comemorou.

Malcom - O jogador que saiu do banco para fazer o gol que valeu o Ouro

Com informações da CBF
Foto: Lucas Figueiredo / CBF

Malcom fez o gol que garantiu a vitória para o Brasil na prorrogação

Malcom passou 90 minutos à espera de uma oportunidade. Quando André Jardine o chamou, ao fim do tempo regulamentar, o atacante não teve dúvidas: estava ali, diante dele, a chance de entrar na história da Seleção Brasileira. Já na prorrogação, com a partida empatada em 1 a 1, o atacante recebeu lançamento de Antony. Não foi um passe dos mais fáceis, mas ele acreditou e ganhou na corrida de Vallejo, botou na frente e tirou do goleiro, para estufar a rede. Nascia ali, na perna esquerda de Malcom, o segundo ouro olímpico do Brasil.

"A gente sabia que ia ser um jogo truncado do começo ao fim, mas a gente sabia da nossa qualidade e que quem tivesse no banco ia entrar e fazer a diferença. Hoje eu fui coroado, mas poderia ser outro. Pode entrar, sair, a gente tem um método de trabalho e a gente fez por merecer esse ouro", disse um Malcom modesto após o título.

Fundamental na vitória por 2 a 1 que garantiu a conquista dos Jogos Olímpicos de Tóquio, Malcom poderia não estar no grupo da Seleção Brasileira. Ele foi, literalmente, o último a chegar ao Japão. Na lista inicial, o atacante não havia sido liberado pelo Zenit. Mas, com a lesão de Douglas Augusto, viu a oportunidade de manifestar seu desejo ao clube e pedir pela liberação. Mal sabia ele que isso seria decisivo para que escrevesse o seu nome na história do futebol.

O gol de Malcom na final contra a Espanha foi o único dele em toda a competição. O atacante não foi titular em nenhum jogo, mas foi fundamental, como uma das principais opções do técnico André Jardine ao longo do torneio. Diante da Espanha, ele foi o primeiro jogador a entrar em campo, no início da prorrogação. E fez de tudo para aproveitar a oportunidade.

"A gente sabia da dificuldade da Espanha, da capacidade deles. Eles têm muita calma, e jogar sem a bola é muito difícil, ainda mais contra eles, que têm qualidade para atacar, pressionar rápido", analisou, antes de falar sobre o sentimento de dever cumprido após o ouro:


"É uma sensação única. Primeiro, agradecer a todos pelo esforço, por insistir em mim. A única coisa que eu tenho é agradecer todo o apoio, a nossa família, nos assistindo do Brasil, nos incentivando, nos apoiando. A todo o povo brasileiro... A gente merece".

Neste sábado, dia 7, o Brasil derrotou a Espanha por 2 a 1, com gols de Matheus Cunha e Malcom, e garantiu a medalha de ouro no futebol masculino dos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020, a segunda de sua história.

A campanha do segundo Ouro

Com informações da CBF
Foto: Lucas Figueiredo / CBF

Jogadores com a medalha no peito

Antes de entrar em campo em Yokohama para enfrentar a Espanha na decisão dos Jogos Olímpicos de Tóquio, a Seleção Brasileira tinha na campanha motivos de sobra para confiar no bicampeonato. Invicto, o Brasil tinha dois empates, três vitórias, oito gols marcados e apenas três sofridos. Depois do triunfo por 2 a 1 sobre os espanhóis, neste sábado, dia 7, a Seleção está no lugar mais alto do pódio novamente. Vamos relembrar a trajetória do Brasil até o segundo ouro de sua história!

Fase de grupos

Brasil 4 x 2 Alemanha

O segundo título olímpico começou por onde o primeiro terminou. Em reedição da final da Rio 2016, a Seleção encarou a Alemanha na estreia em Tóquio. Tratou de aplicar, logo no primeiro tempo, uma blitzkrieg à brasileira, com direito a hat-trick de Richarlison. Com grande volume de jogo, a Canarinho criou muitas chances e poderia até ter ampliado a já extensa vantagem. A Alemanha teve ainda um jogador expulso no segundo tempo, mas cresceu na partida e descontou para 3 a 2, até que Paulinho liquidou a fatura com uma bomba no ângulo.

Brasil 0 x 0 Costa do Marfim

Na sequência, a Seleção enfrentou a Costa do Marfim e a desvantagem numérica, já que, logo aos 12 da primeira etapa, Douglas Luiz foi expulso. A partida, equilibrada até ali, ficou ainda mais acirrada. Com muita entrega da equipe, no entanto, o Brasil não só evitou sofrer gols como continuou controlando o jogo. Criou boas chances e levou muito perigo à meta marfinense, mesmo com um a menos até os 34 do segundo tempo, quando Kouassi também foi expulso.

Brasil 3 x 1 Arábia Saudita

Com a classificação já encaminhada, o Brasil foi a campo contra a Arábia Saudita em busca da liderança do grupo. E conseguiu. Propondo o jogo desde o início, como de costume, a Seleção abriu o placar logo aos 13 minutos, com gol de cabeça de Matheus Cunha. Treze minutos depois, também de cabeça, os árabes empataram com Al Amri. Os brasileiros seguiram no ataque, criando boas oportunidades. Aos 30 do segundo tempo, Daniel Alves cobrou falta na área, Bruno Guimarães deu passe de cabeça e Richarlison completou para o fundo do gol, colocando o Brasil em vantagem novamente. Aos 47, após bela jogada coletiva, o Pombo fecharia a conta: 3 a 1 e passaporte brasileiro carimbado rumo às quartas.

Quartas de final

Brasil 1 x 0 Egito

Desde o início do mata-mata, a Seleção foi com tudo para cima do Egito. A primeira chance veio logo aos cinco minutos, mas o goleiro El Shenaway impediu a finalização de cabeça de Richarlison. Aos 15, Antony quase marcou de perna esquerda. Aos 18, foi a vez de Matheus Cunha. O camisa 9 e o Pombo tiveram mais uma chance cada, assim como Douglas Luiz, mas nada de o placar se alterar. A insistência brasileira foi premiada aos 36: após boa jogada individual de Richarlison, Matheus Cunha recebeu no meio e finalizou bonito para levar o Brasil às semifinais.


Semifinal

Brasil 0 x 0 México (4 x 1 nos pênaltis)

Na reedição da final de 2012, muito equilíbrio marcou o confronto entre Brasil e México. O goleiro Ochoa parou o ataque canarinho em várias oportunidades ao longo do tempo regulamentar e da prorrogação. Já a defesa brasileira, pouco acionada, afastou os dois lances de maior perigo dos mexicanos já no fim do primeiro tempo. Aos 36 da segunda etapa, a principal chance da partida foi da Amarelinha: a cabeçada de Richarlison parou na trave, passou por trás de Ochoa e não entrou. Nos pênaltis, a atuação foi de almanaque. Uma boa cobrança de Daniel Alves abriu o placar. A defesa de Santos na primeira batida deixaram o Brasil em vantagem. Na sequência, Vásquez ainda mandou na trave e Gabriel Martinelli, Bruno Guimarães e Reinier, com cobranças indefensáveis, garantiram a classificação para a grande decisão. O resto é história. E dourada.

Final

Brasil 2 x 1 Espanha

Diante de um adversário poderosíssimo, o Brasil mostrou sua força. Quando não deu na técnica, foi na raça. Quando não deu no jeito, foi na vontade. Com gols de Matheus Cunha e Malcom, a Seleção Brasileira superou a Espanha por 2 a 1 na grande final e subiu no lugar mais alto do pódio pela segunda vez na história!

André Jardine lembra formação do grupo e elogia 'veteranos' da Seleção Olímpica

Foto: Lucas Figueiredo / CBF

Seleção Olímpica treinou em Yokohama antes da final deste sábado

Um trabalho de mais de dois anos, que chega a seu maior teste. Na véspera da final de Tóquio 2020, o técnico da Seleção Olímpica, André Jardine, lembrou um pouco do processo de formação do grupo que disputará a medalha de ouro contra a Espanha.

Em entrevista coletiva no Estádio de Yokohama, Jardine elogiou os três jogadores com mais de 24 anos do elenco: Daniel Alves, Diego Carlos e Santos, que só chegaram ao grupo já na reta final de preparação para a Olimpíada.

"A gente tem conversado sobre isso, sobre como foi importante. Os três acima da idade deram um peso à nossa equipe, um toque de experiência, de maturidade que nos faltava. A gente sofreu no Pré-Olímpico, especialmente no sistema defensivo, que é onde carece mais de experiência. Normalmente os goleiros mais jovens jogam menos, os zagueiros mais jovens têm também baixa minutagem, isso é bastante comum. A experiência só vem com o tempo, com os jogos, com jogos decisivos", lembrou, antes de falar sobre as contribuições dos três atletas:

"Falar de Dani, Santos e Diego Carlos é falar de experiência, de jogadores já firmados em seus clubes, vivendo o auge de suas carreiras. O Dani, mesmo com 38 anos, em uma forma física impressionante. E a maturidade que ele tem fala por si dentro do jogo, decisões muito corretas, muito lúcido, realmente muito experiente. E um traço de liderança nos três que ajudou muito e dá um norte aos mais jovens, um rumo a seguir".

Na semifinal contra o México, o Brasil precisou da estrela do goleiro Santos. Fundamental para o empate por 0 a 0 no tempo normal, ele ainda brilhou nos pênaltis, assegurando a classificação da Seleção Brasileira. Uma atuação digna de um goleiro que busca seu espaço na história e entre o grupo da Seleção Principal.

"Um atleta extremamente simples, com uma cabeça incrível, uma humildade incrível. passa uma serenidade, uma tranquilidade em sua postura, no seu jeito de atuar, de treinar. É um atleta de altíssimo nível. E, com certeza, quando a gente convocou ele lembrou muito da situação que o Weverton viveu na outra Olimpíada. É bastante similar, ele vem com esse apetite, com essa vontade de buscar o seu espaço. E isso é muito importante, essa motivação a mais que a gente percebe nesses jogadores, que almejam buscar seu espaço na Seleção Principal", comentou Jardine.

Além dos atletas acima de 24 anos, Jardine também recebeu um reforço e tanto para o seu ataque. Direto da disputa da Copa América, veio Richarlison, que tem idade olímpica e mostrou toda sua gana para lutar pela medalha de ouro no Japão. Artilheiro do torneio até aqui, com cinco gols marcados, o atacante tem sido peça fundamental na campanha da Seleção Brasileira.


"O Richarlison deu um peso ao ataque. É um jogador de Seleção Principal. Mesmo sendo jovem, ele dá um nível de confiança, de experiência bastante grande. Tornou nossa equipe mais potente na frente, com mais peso", avaliou Jardine.

Nesta sexta-feira, a Seleção Brasileira encerrou sua preparação para a final dos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020. No sábado (7), Brasil e Espanha se enfrentam no Estádio de Yokohama no jogo que vale a medalha de ouro olímpica. A bola rola às 8h30 (horário de Brasília) para a partida.

México vence o Japão e fica com o bronze no Futebol Masculino Olímpico

Foto: divulgação

Jogadores mexicanos comemoram

A medalha de bronze do Torneio Olímpico de Futebol Masculino dos Jogos de Tóquio é do México. Nesta sexta-feira, dia 6, no Estádio Saitama 2002, no Japão, a La Tri enfrentou a seleção da casa e venceu pelo placar de 3 a 1, ficando com o terceiro posto na competição.

O México acabou tendo que disputar o bronze por ter perdido nos pênaltis para o Brasil, depois de um 0 a 0 no tempo normal e prorrogação na semifinal. Já o Japão perdeu para a Espanha, tomando um gol no tempo extra, depois do placar em branco nos 90 minutos. Na primeira fase, as duas equipes se enfrentaram e os nipônicos levaram a melhor, vencendo por 2 a 1.

Primeiro tempo onde o México teve menos posse de bola, mas foi eficaz nas chances que construiu. Logo aos 12 minutos, Córdova converteu pênalti polêmico, cometido por Endo em cima de Vega, e abriu o placar em Saitama.

Aos 21', o meia mexicano cobrou falta da meia esquerda, encontrou Vásquez na pequena área e o zagueiro se abaixou para ampliar de cabeça. O Japão, por sua vez, pecou no último passe, na tomada de decisão e na finalização, e não ofereceu muito perigo a Ochoa. Assim, a La Tri foi para o intervalo vencendo por 2 a 0.

Na segunda etapa, o México continuou em cima e ampliou. Aos 12', Vega aproveitou cruzamento para fazer o terceiro, em cabeçada forte. Depois, o Japão reagiu. Mitoma saiu do banco aos 17' e mudou completamente o setor ofensivo do Japão, conseguindo diminuir aos 32'. O jogador criou outras chances, mas não conseguiu fazer o segundo gol japonês. Final de jogo, 3 a 1 para o México, que ficou com a medalha de bronze.


A decisão da medalha de ouro do Torneio Olímpico de Futebol Masculino dos Jogos de Tóquio será no sábado, dia 7, às 8h30 do horário de Brasília, no Estádio Internacional de Yokohama. No embate, o Brasil, atual campeão, enfrenta a Espanha, que venceu em 1992.

Final do futebol feminino muda horário e local para fugir do calor

Foto: Real Madrid

Estádio Internacional de Yokohama recebe a decisão

A organização dos Jogos Olímpicos de Tóquio-2020 mudou o horário e local da final do torneio de futebol feminino. A partida que seria disputada às 23h (de Brasília) desta quinta-feira, no Estádio Olímpico de Tóquio, foi transferida para as 9 (de Brasília) de sexta-feira, em Yokohama, mesmo palco da final masculina.

A mudança atendeu a um pedido das duas seleções, incomodadas com a necessidade de jogar sob o forte calor de Tóquio. Como o Estádio Olímpico teria provas de atletismo no horário noturno, a solução foi mudar o local do confronto. Segundo alguns levantamentos meteorológicos, as temperaturas na capital japonesa devem atingir o pico ao meio-dia e chegar aos 32 graus.

Não seria possível realizar a partida no mesmo palco, só que mais tarde, porque a instalação será usada para provas de atletismo. A alteração foi anunciada durante a entrevista coletiva pré-jogo da seleção sueca. "Não é só uma boa decisão. É uma muito, muito, muito boa decisão!", afirmou o técnico da Suécia, Peter Gerhardsson.

As canadenses também falaram sobre a alteração. "Nosso grupo é tão bom em se adaptar que sei que estaríamos prontas para o jogo às 11h. Mas é ótimo que vamos poder jogar em outro horário. Com esse clima para os dois times, vai ser um jogo muito melhor", declarou a meio-campista Ashley Lawrence.


O Canadá se classificou para a final ao vencer os Estados Unidos, depois de bater o Brasil nas quartas de final. A Suécia, por sua vez, eliminou o Japão nas quartas e a Austrália nas semifinais. As duas seleções buscam medalha de ouro inédita. O melhor resultado da Suécia é a medalha de prata no Rio-2016. Já o Canadá soma dois bronzes, em Londres-2012 e Rio-2016.

Fifa exige que Seleção Uruguaia retire da camisa as estrelas referentes aos ouros olímpicos


A FIFA ordenou ao Uruguai que retirasse duas das quatro estrelas que compõem o seu escudo. A entidade intimou a Puma, que fornece o material esportivo da seleção uruguaia, para que fizesse isso. Isto porque o organismo que tutela o futebol mundial não considera os torneios olímpicos de 1924 e 1928 como equivalentes aos Mundiais, que tiveram a sua primeira edição em 1930.

O Uruguai conquistou os Jogos Olímpicos de 1924 e 1928. Depois, levantou os troféus da Copa do Mundo em 1930 e 1950. No entanto, quer o reconhecimento dos dois primeiros também como Mundiais. O argumento utilizado é que os títulos dos Jogos Olímpicos deveriam ser considerados como Mundiais, já que foram organizados pela Fifa e não pelo Comitê Olímpico Internacional (COI).

"Estamos trabalhando para revogar a decisão da Fifa ou para reconhecer que os Jogos Olímpicos são considerados campeonatos mundiais", começou por afirmar Jorge Casales, diretor de competições da Associação Uruguaia de Futebol (AUF) à Rádio Sport 890.


“O Uruguai vai usar argumentos para mudar esta decisão da Fifa. Por enquanto, estamos tratando da logística de modificação das camisas para as eliminatórias”, finalizou.Para o vice-presidente da instituição, Gastón Tealdi, a decisão é incompreensível. "A FIFA sempre reconheceu, até publicamente, que o Uruguai tem quatro Mundiais, porque em 1924 e 1928 o torneio olímpico de futebol foi organizado pela FIFA. Só em 1930 é que decidiram organizar os campeonatos independentemente", observou Tealdi, citado pela agência EFE.

Suécia bate Austrália e avança para a decisão do Futebol Olímpico Feminino

Por Ricardo Pilotto
Foto: divulgação Associação Sueca de Futebol

Lance do gol sueco

Austrália e Suécia entraram em campo nesta segunda-feira para decidir a última vaga pra grande disputa da medalha de ouro no Futebol Olímpico Feminino no estádio Internacional de Yokohama. A equipe escandinava conseguiu vencer o time da Oceania por 1 a 0, com gol do Rolfö no começo do segundo tempo e com isso, garantiram seu lugar na grande decisão do futebol feminino nas Olimpíadas de Tokyo 2020.

Vale lembrar que ambas as equipes já se enfrentaram na fase de grupos. Naquela oportunidade, a seleção cueca bateu a australiana pelo placar de 4 a 2 no estádio de Saitama, em partida válida pela 2ª rodada da fase inicial.

Após conseguir se classificar como uma das melhores terceiras colocadas na primeira fase e vencer a Grã-Bretanha por 4 a 3, em um jogo que precisou de prorrogação nas quartas de final, as australianas continuaram vivas na briga por um feito inédito na história do futebol feminino para o país. Do outro lado, tinha uma equipe sueca, que teve a melhor campanha geral da primeira fase e bateu o Japão pelo placar de 3 a 1 nas quartas de final, e ainda tenta mostrar toda a sua força e provar o porque pode ser considerada uma das grandes favoritas a conquistarem o ouro no futebol olímpico feminino.

O minutos iniciais de jogo foram marcados por um domínio da equipe escandinava, que pressionava as australianas no seu campo defensivo e dificultavam suas saídas de bola. Por outro lado, no quesito das finalizações, as suecas não conseguiram sequer oferecer perigos a goleira Micah. A primeira finalização das Matildas aconteceu aos 17', quando Kennedy viu que a arqueira Lindahl estava adiantada e arriscou de antes do meio campo, mas a bola passou longe da meta. Pelo lado do time de azul e amarelo, seu primeiro grande lance foi aos 23', quando a jogadora Rolfö, mesmo atrapalhada pela marcação, conseguiu avançar e executar uma boa finalização, mas a bola explodiu no travessão de Micah. Com o tempo a equipe da Oceania conseguiu se soltar um pouco mais na reta final, e quem passou a ter dificuldades para criar passou a ser o time europeu. 

Com 41', Kennedy acertou uma bela cobrança de falta pela direita e surpreendeu Lindahl, que mesmo no contrapé, conseguiu espalmar a bola para a linha de fundo. Aos 43', a Austrália conseguiu fazer o primeiro gol com Kerr, mas a árbitra da partida já havia paralisado a partida por falta de ataque antes mesmo da bola ir para o fundo das redes. As australianas aproveitaram o seu melhor momento na partida e aos 45', Yallop fez bom cruzamento da esquerda e encontrou Kerr, que se antecipou a marcação para cabecear e assustou a goleira escandinava. Pouco tempo depois dessa grande chance, o primeiro tempo foi encerrado com o placar em branco.

Já com a bola rolando pela etapa complementar, as escandinavas começaram indo para cima das australianas e abriram o placar com poucos segundos com Rolfö, que aproveitou a falha da goleira Micah após quase ser encoberta pelo quique da bola, pegou o rebote e mesmo sem ângulo, conseguiu colocar a bola no fundo do gol. A primeira chegada das Matildas no segundo tempo foi de Kerr aos 10', mais uma vez de cabeça, mas desta vez, acabou parando nas mãos de Lindahl, que caiu para fazer a defesa. 

Com a vantagem de um tento, as europeias passaram a ter mais o controle da partida e conseguiram adotar uma postura que não permitia a equipe sofrer tantos sustos no seu campo defensivo. Manteve o ritmo após o primeiro gol, mas encontrava dificuldade para furar o bloqueio australiano. Com isso, a outra grande chance criada pelas suecas foi com 18', quando Angeldal percebeu que a goleira Micah estava adiantada e tentou o gol de cobertura, mas o chute acabou saindo muito forte e a bola passou por cima do gol. As australianas foram se soltando mais na partida e chegaram a pressionar a equipe escandinava em busca do gol de empate, mas acabou não tendo sucesso. 


Já na reta final da partida, a Austrália dava muitos sinais de nervosismo e errou muitos passes nas armações das jogadas ofensivas e pecava na precisão em suas finalizações ao gol, apesar de ter mais a partida aos seus domínios. As suecas conseguiram se defender muito bem e conseguiram segurar o resultado até o fim do jogo. Nos acréscimos Asllani chegou a ampliar o placar, mas acabou sendo anulado por impedimento. Carpenter foi expulsa nos último lance por falta em chance clara e manifesta de gol, mas esse fato acabou não interferindo em nada na partida. Aos 50', o encontro entre as Matildas com as escandinavas terminou em 1 a 0 para as europeias.

Com a vitória, a Suécia vai decidir a medalha de ouro contra o Canadá, que venceu os Estados Unidos por 1 a 0 no jogo de mais cedo. A final será na manhã desta sexta-feira no Japão, 23 horas de quinta no Brasil, no Estádio Nacional de Tóquio. Já a Austrália enfrentará as norte-americanas para decidir que ficará com a medalha de bronze na quinta-feira, às 5 horas da manhã do horário de Brasília, no estádio Ibaraki Kashima.

Canadá vence os Estados Unidos e está na final do Futebol Feminino Olímpico

Por Victor de Andrade
Foto: divulgação US Soccer

Semifinal foi realizada em Kashima

O Torneio de Futebol Feminino dos Jogos Olímpicos de Tóquio já tem a primeira seleção finalista. Nesta segunda-feira, dia 2, no Kashima Stadium, no Japão, o Canadá venceu os Estados Unidos, por 1 a 0, e vai disputar o ouro na modalidade. O único gol da partida foi marcado por Flemming, de pênalti, na segunda etapa.

O Canadá, na primeira fase, foi o segundo colocado do Grupo E, com cinco pontos, vencendo o Chile, por 2 a 1, e empatando com Japão e Grã-Bretanha, ambos pro 1 a 1. Nas quartas, as canadenses eliminaram o Brasil nas penalidades, depois de um 0 a 0 no tempo normal e prorrogação.

Já os Estados Unidos ficaram em segundo do Grupo G da primeira fase, fazendo quatro pontos, perdendo para a Suécia, por 3 a 0, goleando a Nova Zelândia, por 6 a 2, e empatando com a Austrália em 0 a 0. Nas quartas, as norte-americanas eliminaram a Holanda, nas penalidades, depois de um empate em 2 a 2.

Quando a bola rolou, foi uma decepção. Pelo menos no primeiro tempo! Nada aconteceu nos 45 minutos iniciais fraquíssimos de Estados Unidos e Canadá e o 0 a 0 não poderia ser mais merecido. Nenhuma das seleções acertou o alvo uma vez sequer durante a etapa inicial, que teve como lances de maior perigo dois cabeceios de Alex Morgan que passaram longe de gol.

O segundo tempo estava indo no mesmo ritmo do primeiro tempo, com os Estados Unidos um pouco melhor. Porém, aos 27 minutos, Rose sofreu falta dentro da área de Davidson e depois de consulta ao VAR, a arbitragem marcou pênalti para as canadenses. Flemming foi para a cobrança e balançou as redes: 1 a 0 para o Canadá.

Depois de sofrer o gol, os Estados Unidos foram para a pressão, tentando fazer o gol de empate para levar o confronto para a prorrogação. Aos 40', Lloyd, de cabeça, mandou a bola no travessão. Mas, apesar do susto, o Canadá segurou o resultado e se garantiu na final olímpica.


Com a vitória, o Canadá vai decidir a medalha de ouro contra o vencedor de Austrália e Suécia, que jogam ainda nesta segunda-feira. A final será na manhã de sexta-feira no Japão, 23 horas de quinta no Brasil, no Estádio Nacional de Tóquio. Já os Estados Unidos enfrentarão o perdedor da outra semifinal na quinta-feira, 5 horas do horário de Brasília, no Kashima Stadium.

Após eliminação em Tóquio, Pia Sundhage projeta próximo ciclo

Com informações da CBF
Foto: Sam Robles / CBF

Pia Sundhage durante o jogo em que o Brasil foi eliminado pelo Canadá

Uma derrota doída, que serve de combustível para trabalhar por mais. Assim a técnica Pia Sundhage resumiu a eliminação da Seleção Brasileira diante do Canadá nas quartas de final dos Jogos Olímpicos de Tóquio. Para a treinadora, um ritmo de jogo mais veloz poderia ter ajudado a equipe na partida desta sexta-feira (30).

“Estou muito triste, e peço desculpas por não termos conquistado a vaga nas semifinais. Tenho que voltar e fazer melhor meu dever de casa para que a gente se saia melhor da próxima vez. Acho que o jogo foi emocionante, nós jogamos bem, mas talvez pudéssemos imprimir um ritmo mais veloz. No fim das contas, o Canadá dificultou muito as coisas para nós, e perder nos pênaltis é muito difícil”, lamentou.

Pia completa, neste mês, dois anos no comando das Guerreiras do Brasil. Para o próximo ciclo, ela vê como prioridade o desenvolvimento de dois aspectos da equipe: o físico e o psicológico.

"A mensagem que fica é que o futuro do futebol feminino brasileiro é promissor. Se o Brasil quer, e nós queremos, estar o mais alto possível no nível internacional, precisamos trabalhar duas coisas: melhorar nosso condicionamento físico, para ter a capacidade de fazer, ao fim do jogo, todas as coisas maravilhosas que somos capazes de fazer no início da partida ou de um torneio, e também um pouco do aspecto psicológico. Juntos, esses dois compõem também a força de um time. Eu acho que fomos um time bem coeso, e acho que há margem para melhora nesses setores”, admitiu.

Pia fez ainda um balanço desse período à frente da Seleção, e também apontou que tipo de habilidades as jogadoras brasileiras precisam desenvolver para conseguir um espaço na equipe. Diante da renovação do setor de meio-campo, com a despedida de Formiga das Olimpíadas, por exemplo, a técnica vê a necessidade de contar com peças que consigam contribuir tanto no ataque quanto na defesa.

“Em relação ao que nós conseguimos melhorar nesse período, acredito que nossa defesa é mais organizada do que antes. Mas é verdade que nós precisamos muito de meias que controlem o ataque. E eu gostaria de ver mais meias como a Angelina, que para mim é parte desse futuro, com qualidade nos dois lados. Quando você olha para trás e pensa na partida, talvez venha à mente: ‘podíamos ter feito mais no ataque’. Mas aí talvez não conseguíssemos ser tão consistentes na defesa. Para mim, é uma questão de equilíbrio”, disse, projetando os próximos passos para esse desenvolvimento.


“No fim das contas, nós não perdemos, mas precisamos marcar mais gols. E encontrar jogadoras criativas no meio é muito importante porque essa jogadora precisa tanto de habilidades ofensivas quanto defensivas. Precisamos acionar jogadoras como a Tamires, e dar um jeito de encontrar o caminho no último terço do campo para achar o último passe. Atualmente, nós temos essas jogadoras no Brasil, mas elas não são tão boas defensivamente e não conseguem jogar 90 minutos nesse nível que o futebol internacional exige. Mas nós temos essas jogadoras, então o meu trabalho é incentivá-las a melhorar o condicionamento físico e a organização, já que o jogo exige atacar e defender juntas”, concluiu

Com a derrota para o Canadá nos pênaltis, a Seleção Feminina dá adeus à disputa dos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020. A equipe agora volta suas atenções para o próximo ciclo, que inclui as disputas da Copa América e da Copa do Mundo FIFA.

André Jardine valoriza solidez defensiva da Seleção Olímpica diante do Egito

Com informações da CBF
Foto: Lucas Figueiredo / CBF

André Jardine cumprimentando Matheus Cunha pelo gol contra o Egito

Um grande desafio e uma grande atuação da Seleção Brasileira. Em seu primeiro jogo eliminatório na Olimpíada de Tóquio 2020, o Brasil teve bom desempenho e derrotou o Egito por 1 a 0, com gol de Matheus Cunha. Técnico da Seleção, André Jardine ficou satisfeito com o que viu em campo, especialmente pela solidez apresentada pela defesa comandada por Diego Carlos e Nino.

Em entrevista coletiva após a vitória, neste sábado (31), o treinador valorizou as experiências vividas pela Seleção ao longo do torneio e ressaltou a importância delas para a boa atuação da defesa neste jogo.

"As situações que a gente vai vivendo na competição vão nos dando algumas experiências, que a gente vai aproveitando. O próprio jogo da Costa do Marfim, onde a gente teve que defender com um a menos, nos fortaleceu muito como equipe. A adaptação que a gente teve no jogo contra a Arábia Saudita, no segundo tempo, trabalhando com uma linha de cinco", lembrou, antes de analisar a importância disso para evoluir como equipe:

"Esses pequenos ajustes vão somando, vão dando experiência, que vai nos dando a possibilidade de identificar o jeito que o adversário ataca, o jeito que o adversário joga e escolher sempre a melhor estratégia defensiva".

Se a defesa foi sólida, o ataque foi muito produtivo. Desde o minuto inicial, o Brasil conseguiu se impor dentro de campo, criando oportunidades e levando perigo ao gol do Egito, que tinha a melhor defesa da competição até o início do jogo. Para Jardine, um dos méritos da equipe foi entender que o jogo exigiria muita resiliência dos atletas, porque nem sempre as coisas dariam certo.

"Foi um jogo bastante duro, bastante difícil, contra uma seleção que se classificou com muitos méritos em uma chave muito complicada, teve resultados importantes, era a defesa menos vazada da competição. Sabíamos que seria um jogo que iria nos exigir paciência, uma mentalidade muito forte", avaliou.

Apesar de elogiar a atuação da equipe, André Jardine chamou atenção para o alto número de oportunidades desperdiçadas. A Seleção nem esperava ter tantas chances, como o próprio técnico admitiu, mas a vitória pelo placar mínimo não condisse com o que foi apresentado em campo. Nos minutos finais, o Brasil correu riscos que poderia ter evitado, como reforçou Jardine.


"Era um time perigoso nos contra ataques, com atacantes rápidos, fortes fisicamente. A gente teria que matar nas chances que tivéssemos. Sabíamos que não teríamos muitas chances no jogo. Talvez o único pecado do jogo foi não ter conseguido fazer o segundo gol, que nos daria uma tranquilidade maior. São sempre jogos muito apertados, decididos nos detalhes", admitiu.

Depois de derrotar o Egito, o Brasil enfrentará o México na próxima terça-feira (3), em jogo válido pelas semifinais da Olimpíada de Tóquio 2020.

Brasil perde para o Canadá nas penalidades e está eliminado no Futebol Feminino Olímpico

Foto: divulgação

O 0 a 0 persistiu no tempo normal e o Canadá passou nas penalidades

Acabou o sonho de medalha no Futebol Feminino Olímpico para a Seleção Brasileira nos Jogos de Tóquio. Nesta sexta-feira, dia 30, no Estádio de Miyagi, em Rifu, a equipe canarinho enfrentou o Canadá, pelas quartas do torneio, e foi eliminada nas penalidades, por 4 a 3, depois de um empate em 0 a 0 no tempo normal e prorrogação.

A Seleção Brasileira terminou a primeira fase da competição como a segunda colocada do Grupo F, com sete pontos, que veio das vitórias contra a China (5 a 0) e Zâmbia (1 a 0), além de um empate em 3 a 3 com a Holanda. Já o Canadá foi o segundo colocado do Grupo E, com cinco pontos, feitos na vitória contra o Chile (2 a 1) e empates nas partidas em que enfrentou Japão (1 a 1) e Grã-Bretanha (1 a 1).

Jogo começou com o Brasil tentando pressionar as canadenses, que estavam bem postadas e não sofreram com as investidas adversárias. Aos 20', o Canadá teve chance: Lawrence foi lançada pela direita e cruzou na medida para Sinclair, mas a atacante domina mal e deixou a bola escapar para a goleira Bárbara. Já aos 24', Flemming arriscou chute cruzado de fora da área, que passou perto da trave.

O Canadá continuou melhor e aos 28' novamente levou perigo em contra-ataque, mas Beckie acabou falhando na finalização. O Brasil respondeu, e quase abriu o marcador, aos 40'. Debinha saiu na cara do gol, finalizou, mas Labbé fez grande defesa, salvando as canadenses. Com isto, a etapa inicial terminou com o placar de 0 a 0.

O segundo tempo começou mais truncado. A primeira finalização foi aos 9 minutos, em chute de fora da área de Andressinha. Aos 11', Rafaelle, de cabeça, após cobrança de escanteio, fez a goleira Labbé trabalhar. O Canadá respondeu aos 13' e quase fez com Gilles, que de cabeça mandou a bola no travessão, após cobrança de falta pela esquerda.

Aos 25', o Brasil levou perigo em chute de Debinha, mas Labbé espalmou. As duas equipes insistiam jogar pelo meio, truncando o jogo, que caminhava para a prorrogação. Aos 39', Rose teve a chance para marcar para o Canadá, saindo sozinha na área, mas Érika se recuperou e fez o corte, evitando o gol. Com o 0 a 0 no marcador, partida foi para a prorrogação.

No primeiro tempo da prorrogação não houve lances de perigo dos dois lados, fora quando Ludmilla ganhou da defesa canadense, mas parou na goleira Labbé. Já na segunda etapa do tempo extra, Debinha, aos 7', levou perigo em chute cruzado. Aos 13', Érika quase marca de cabeça, mas a arqueira canadense fez outra grande defesa. Mas, o 0 a 0 persistiu e a vaga na semifinal foi para a decisão nas penalidades.


Nas penalidades, o Canadá levou a melhor. Sinclair até perdeu a primeira cobrança, com a defesa de Bárbara, mas Flemming, Lawrence, Leon e Gilles marcaram. Para o Brasil, Marta, Debinha e Érika fizeram. Porém, Labbé defendeu as duas últimas batidas, de Andressa Alves e Rafaelle, e as canadenses avançaram para as semifinais.

Com a vitória o Canadá vai encarar a seleção vencedora do confronto entre Holanda e Estados Unidos na semifinal. O jogo que definirá uma das finalistas será na segunda-feira, dia 2, às 5 horas, no Kashima Stadium. Já a Seleção Brasileira volta para casa.

México 1968 - Quando o Japão conquistou medalha de bronze no Futebol Olímpico

Por Ricardo Pilotto
Foto: arquivo

Seleção Japonesa que ficou com a medalha de bronze nos Jogos da Cidade do México

O Japão, país sede dos Jogos Olímpicos que aconteceriam em 2020 mas por conta da Pandemia de Covid-19 acabaram sendo adiadas para este ano, segue vivo na busca da sua primeira medalha de Ouro no Futebol Olímpico Masculino e teve 100% de aproveitamento na primeira fase da competição. A sua única medalha na modalidade foi conquistada no ano de 1968 ao bater o México, que eram os anfitriões, na disputa do Bronze.

Antes de falar a campanha, vale lembrar que só jogadores amadores poderiam disputar os Jogos Olímpicos naquele período. Pelo fato do futebol japonês ter se profissionalizado apenas na década de 90, aquela seleção do Japão era principal, assim como as equipes de países comunistas, que dominaram o futebol olímpico até 1980.

Em um grupo que contava com seleções como Espanha, Brasil e Nigéria, o Japão conseguiu bons resultados na primeira fase. Venceu a seleção africana pelo placar de 3 a 1, empatou em 1 a 1 com o time canarinho e na última rodada ficou no 0 a 0 com a Fúria. Já os anfitrões, bateram a Colômbia por 1 a 0, foram derrotados por 4 a 1 para a França e venceram Guiné por 4 a 0.

Já na fase de mata mata, os japoneses conseguiram uma excelente vitória em cima da França por 3 a 1 nas quartas em final, mas acabaram sendo goleados por 5 a 0 logo depois pela Hungria. Do outro lado, os mexicanos haviam sido eliminado a Espanha por 2 a 0, mas acabaram sendo derrotados nas semifinais pela Bulgária por 3 a 2.

Para qualquer uma das equipes, a medalha bronze contra o México evitaria que a boa campanha tivesse um fim melancólico. Os asiáticos acabaram não tendo muitos problemas, já que conseguiram marcar os dois e construíram a vantagem na primeira etapa. O time japonês trabalhava muito bem e tocava a bola com paciência, de pé em pé. Kamamoto e Sugiyama eram os principais responsáveis por combinar as jogadas.

O Sugiyama fez o cruzamento para a área e Kamamoto livre de marcação, entrou na área. O atleta nipônico inda teve tempo de ajeitar a bola e finalizar para o fundo das redes, não dando chances para o goleiro Javier Vargas.

Na marca dos 40 minutos ainda da primeira etapa, o Japão ampliaria o placar e resolveria o jogo. Yamaguchi recuperou a posse da bola pela lateral-esquerda e fez o lançamento para Sugiyama. O ponta conseguiu se desvencilhar da marcação do defensor mexicano, fez o cruzamento para Kamamoto, que bateu o goleiro do México e marcou seu segundo gol no jogo .


Com a boa vantagem de dois gols no placar, os japoneses foram para o intervalo com um preparo físico e psicológico melhor em relação aos anfitriões. No segundo tempo, os japoneses administraram o resultado de 2 a 0 e conquistaram o bronze no Futebol Olímpico Masculino de maneira inquestionável daquele ano.

Em Londres, no ano de 2012, o Japão ficou muito perto de conquistar uma medalha no Futebol Masculino Olímpico. Os nipônicos foram derrotados justamente pelo México, pelo placar de 3 a 1, e também perderam a disputa pelo bronze, para a Coreia do Sul, por 2 a 0.

Julia Bianchi projeta equilíbrio em duelo contra o Canadá

Com informações da CBF
Foto: Sam Robles / CBF

Julia Bianchi em ação no jogo contra a Zâmbia

O jogo truncado e disputado contra a Zâmbia não foi uma grande surpresa para Julia Bianchi. Em sua primeira Olimpíada, ela já tinha ido a campo na estreia e voltou a atuar nesta terça-feira, dia 27. A meia ressaltou os pontos fortes da equipe africana e valorizou o resultado que o Brasil conquistou no Estádio de Saitama e fez projeção de duelo equilibrado contra o Canadá, na quartas.

“Sabia que seria um jogo muito duro. Apesar dos resultados anteriores da Zâmbia, sabíamos que elas têm jogadoras muito rápidas, que vêm forte para esse combate 1x1, então já esperávamos alguma dificuldade. O mais importante é conseguirmos os três pontos, independentemente de ter sido de 1 ou 5 gols”, avaliou Julia, que vê as Guerreiras do Brasil no caminho certo em Tóquio:

“Nós estamos nos cobrando muito em termos de comunicação, de que temos que melhorar cada vez mais, e acho que a gente vem evoluindo jogo a jogo. Do primeiro para o segundo tempo, alteramos um pouquinho o modo de jogar: no primeiro, conseguimos manter mais a posse e, no segundo, tentamos enfiar mais bolas. Mas o importante é que saímos com um bom resultado”, disse.

Dos quatro duelos entre Brasil e Canadá na Era Pia Sundhage, metade terminou empatada. Os outros dois foram vencidos pelo Brasil. Por outro lado, em jogo acirrado, as canadenses levaram a melhor na disputa pelo bronze na Rio 2016.

No ranking da Fifa, o Brasil está na frente, mas é seguido de perto pelo próximo adversário em Tóquio. Um retrato do equilíbrio que Julia imagina encontrar em campo na próxima sexta-feira (30).


“Nos Jogos Olímpicos, não podemos escolher adversários. Não devemos focar em quem está por vir, e sim no nosso trabalho, e nós acreditamos muito que estamos preparadas para enfrentar qualquer adversário. Tivemos a oportunidade de enfrentá-las anteriormente e, no último jogo, tivemos um empate, o que demonstra a igualdade entre as duas equipes. São duas seleções bem ranqueadas, então agora precisamos focar no nosso trabalho, estudar o adversário e chegar bem preparadas para esse jogo”, afirmou.

A bola rola para Brasil e Canadá às 5h (horário de Brasília) na próxima sexta, no estádio de Miyagi. A partida será transmitida por TV Globo, SporTV e BandSports.

Brasil vence a Arábia Saudita e está nas quartas do Futebol Masculino Olímpico

Por Victor de Andrade
Foto: Saudi National Team

Brasil enfrentou a Arábia Saudita em Saitama

O Brasil está nas quartas de final do Torneio Olímpico de Futebol Masculino dos Jogos de Tóquio. Nesta quarta-feira, dia 28, a Seleção Canarinho enfrentou a Arábia Saudita, no Estádio de Saitama, no Japão, e venceu pelo placar de 3 a 1, garantindo o primeiro lugar do Grupo D da competição, com sete pontos.

Líder do Grupo D até então, com quatro pontos e dois gols de saldo, o Brasil estreou no torneio vencendo a Alemanha, por 4 a 2, e empatado com a Costa do Marfim em 0 a 0. Um novo empate classificava o time canarinho sem depender do outro resultado da chave. Já a Arábia Saudita foi derrotada nas duas partidas, 2 a 1 para a Costa do Marfim e 3 a 2 para a Alemanha, e já não tem mais chance de chegar às quartas.

Não querendo dar "sopa para o azar", a Seleção Brasileira começou a partida pressionando a Arábia Saudita e abriu o marcador aos 13 minutos. Claudinho cobrou escanteio de 'pé trocado' do lado esquerdo, Matheus Cunha se antecipou à zaga da Arábia Saudita e de cabeça mandou a bola para o fundo das redes: 1 a 0 para o time canarinho.

A postura dos brasileiros continuou mesmo com o gol marcado e Richarlison acertou o travessão em finalização aos 19 minutos. Porém, aos 26', a Arábia Saudita empatou. Em cobrança de falta pela direita, a defesa canarinho marcou bobeira e Al Amri, de cabeça, marcou, sem chances para Santos: 1 a 1 em Saitama.

Mesmo após sofrer o gol, o Brasil continuou melhor no jogo, mas diminuiu o ímpeto nas finalizações. Aos 40', Matheus Cunha foi até a linha de fundo e cruzou rasteiro para Antony, mas o goleiro Al Bukhari fez grande defesa. Com isto, o primeiro tempo terminou com o placar em 1 a 1.

A Seleção Brasileira voltou para o segundo tempo com um volume de jogo ainda maior, mas não transformava em finalizações. Aos 20', quase os canarinhos marcam: Bruno Guimarães invade a área cercado por sauditas e finaliza para a defesa parcial de Al Bukhari. No rebote, Matheus Cunha, com o gol livre, bateu de chapa e a bola, caprichosamente, foi no pé da trave.

E aos 30 minutos finalmente saiu o segundo gol do Brasil. Daniel Alves cobrou falta pela esquerda, a defesa da Arábia Saudita afastou parcialmente e Bruno Guimarães rebateu de cabeça para Richarlison, que estava mal na partida, também de cabeça, mandar a bola para o fundo das redes: 2 a 1 para a Seleção Canarinho em Saitama.


E ainda teve tempo para o terceiro. Aos 47 minutos, Reinier fez boa jogada, tabelou com Malcom e deu um belo passe para Richarlison, que sozinho, na pequena área, só teve o trabalho de mandar a bola para o fundo das redes: 3 a 1 para o Brasil e fim de jogo em Saitama.

Com vitória, o Brasil terminou a primeira fase como líder do grupo D, com sete pontos, e espera agora a definição de quem será o segundo colocado no Grupo C, para jogar no sábado, dia 31, às 7 horas do horário de Brasília, no Estádio de Saitama, pelas quartas de final do Torneio Olímpico de Futebol Masculino. Já a Arábia Saudita se despediu do torneio.

Futebol Olímpico Feminino tem confrontos das quartas de final definidos

Por Ricardo Pilotto


Aconteceu na madrugada e no começo da manhã desta terça-feira, dia 21 de julho, o fechamento da primeira fase do Torneio Olímpico de Futebol Feminino dos Jogos de Tóquio 2020. Desta vez, o destaque principal vai para os confrontos das quartas de final, que foram definidos após o encerramento de todas as partidas.

Em partida válida pela última rodada do Grupo E do futebol feminino, a seleção feminina da Grã-Bretanha, uma das melhores campanhas da fase de grupos, enfrentou o Canadá no estádio Ibaraki Kashima, que também seguiu adiante para a próxima fase, na manhã desta terça-feira. O embate entre essas duas equipes terminou em 1 a 1, com os gols sendo marcados por Adriana Leon pelo lado das canadenses e Weir igualando o marcador para as europeias no apagar das luzes.

Pelo mesmo grupo e horário, o Chile, que acabou eliminado sem somar pontos, jogou diante do Japão, que conseguiu seguir na busca do ouro, no estádio Miyagi em Miyagi. O resultado final do confronto entre as chilenas e as donas da casa foi de 1 a 0 para as anfitriãs, que teve seu gol marcado por Tanaka.

Ao serem completadas as três rodadas da primeira fase, a tabela de classificação do Grupo E ficou assim: Grã Bretanha terminou na primeira colocação com 7 pontos; seguida por Canadá na vice liderança com 5 pontos; o Japão ocupou o terceiro posto com 4 pontos e conseguiu se classificar como a melhor terceira colocada; e por fim a eliminada seleção do Chile que ficou na lanterna do grupo com nenhum ponto conquistado.

Para fechar o Grupo F já no começo da manhã desta quarta-feira, o Brasil, que conseguiu garantir a sua vaga para a seguir a diante na disputa do ouro olímpico, e a eliminada Zâmbia, mediram forças no estádio Saitama, na cidade de Saitama. Após o apito final, o placar indicou uma vitória brasileira pelo placar de 1 a 0. Os tentos brasileiros foram por Andressa Alves ainda na primeira etapa.

No outro jogo realizado no mesmo horário, a classificada Holanda entrou em campo logo depois para enfrentar a eliminada China no estádio Internacional de Yokohama. Por sua vez, este jogo terminou em outra goleada por 8 a 2 favor da seleção holandesa. Os tentos das europeias foram feitos por Van de Sanden, Beerensteyn (duas vezes), Martens (duas vezes), Miedema (três vezes) e Pelova pelo lado da equipe europeia. Para as chinesas, Shanshan e Wang balançaram as redes.

Depois do encerramento dos dois jogos da última rodada da primeira fase, o Grupo F ficou com a seguinte configuração na tabela de classificação: na liderança, a equipe da Holanda ficou com 7 pontos com saldo de gols de 13; o segundo posto foi ocupado pelo Brasil com também com 7 pontos com saldo de 6 tentos; a terceira posição ficou com a Zâmbia que somou 1 ponto nos três jogos disputados e não conseguiu seguir a diante com uma das melhores terceiras colocadas com saldo negativo de 8 gols; e por fim, a lanterna do grupo ficou por conta da seleção chinesa com 1 ponto e um incrível saldo negativo de 11 tentos.

No último grupo, os Estados Unidos, que conseguiu avançar para a fase de quartas de final, enfrentou Austrália, que conseguiu se classificar como a melhor terceira colocada na madrugada desta terça-feira no estádio Ibaraki Kashima, em Kashima. O placar final do embate entre a seleção da América do Norte e a equipe da Oceania foi de um empate em 0 a 0.

Para fechar o mesmo grupo, a Nova Zelândia, lanterna da chave que não conseguiu somar sequer um ponto dos nove disputados, foi ao gramado do estádio Miyagi para jogar diante da Suécia, que terminou com uma excelente campanha e foi a única ganhar todos os jogos na primeira fase. O embate entre a seleção da Oceania e as europeias terminou com o placar de 2 a 0 para as escandinavas. Com a vantagem tendo sido construída na primeira etapa, os gols das suecas foram marcados por Anvegard e Janogy


Com todos os jogos encerrados, a tabela de classificação do Grupo G foi fechada da seguinte maneira: a seleção sueca ficou na primeira colocação com 9 pontos com a melhor campanha geral; logo atrás na segunda posição ficou a equipe dos Estados Unidos com 4 pontos; no terceiro posto o time da Austrália terminou sua campanha com 4 pontos e foi a segunda melhor das terceiras colocadas da primeira fase; amargando a lanterna da chave, a Nova Zelândia voltou para casa sem conseguir somar ao menos um ponto na fase de grupos.

Quartas - Tendo todos os classificados para as quartas de final, os confrontos ficaram da seguinte maneira:

Sexta-feira - dia 30

Grã-Bretanha (1º E) x Austrália (3º G)
Estádio Ibaraki Kashima, às 6 horas

Suécia (1º G) x Japão (3º E)
Estádio Saitama, às 7 horas

Holanda (1º F) x Estados Unidos (2º G)
Estádio Internacional de Yokohama, às 8 horas

Canadá (2º E) x Brasil (2º F)
Estádio de Miyagi, às 5 horas

Brasil vence a Zâmbia e vai encarar o Canadá nas quartas do Futebol Feminino Olímpico

Foto: Sam Robles / CBF

Comemoração no único gol do jogo

O Brasil está nas quartas de final do Torneio Olímpico de Futebol Feminino dos Jogos de Tóquio. A confirmação da classificação veio com a vitória sobre a Zâmbia, por 1 a 0, em partida de poucas emoções realizada nesta terça-feira, dia 27, no Estádio de Saitama, no Japão. Com o resultado, a Seleção Brasileira passou em segundo no Grupo F, atrás da Holanda no saldo de gols, e vai encarar o Canadá na próxima fase.

Podendo perder por até 1 a 0 que estará nas quartas-de-final, o Brasil venceu a China na estreia, por 5 a 0, e vem de um empate em 3 a 3 com a Holanda. Já a Zâmbia até tem chances de avançar, mas teria que ganhar e aumentar o saldo de gols, que atualmente está em -7. A seleção da África levou uma goleada de 10 a 3 da Holanda e depois empatou com a China em 4 a 4.

A Seleção Brasileira foi a campo com uma equipe diferente dos dois primeiros jogos. Pia Sundhage fez seis alterações, já pensando nas quartas. E o jogo começou com ritmo forte, já que Rafaelle, aos 3', quase abriu o marcador para o Brasil, finalizando de letra. No minuto seguinte, Banda levou perigo à Bárbara, que fez grande defesa.

Mas a situação da Zâmbia começou a se complicar com a expulsão de Mweemba por falta em Ludmila, em situação clara de gol, após análise do VAR. No lance, a goleira da Zâmbia, Nali, se machucou e o tempo de atendimento foi longo. Na cobrança de falta, aos 17', o Brasil fez 1 a 0 com uma bela cobrança de falta de Andressa Alves.

Depois do gol, o jogo caiu de ritmo e poucas chances foram criadas. A melhor delas foi com Andressa Alves, aos 57 minutos, quando recebeu na área, girou, bateu e mandou a bola no travessão. Com isto, o primeiro tempo terminou com o placar de 1 a 0.


O segundo tempo começou como estava o primeiro tempo: em ritmo lento. Com poucos lances no ataque, a Seleção Brasileira foi controlando o jogo, segurando o resultado. Como a Zâmbia não conseguia pressionar, a partida terminou com o placar mínimo.

Com o segundo lugar do Grupo F, o Brasil vai encarar o Canadá nas quartas de final do Torneio Olímpico de Futebol Feminino dos Jogos de Tóquio. A partida será na sexta-feira, dia 30, às 5 horas, no horário de Brasília, no Miyagi Stadium, em Rifu. Já a Zâmbia se despediu da competição.

Santos valoriza empenho da Seleção Olímpica com um a menos: 'Espírito de sacrifício'

Com informações da CBF
Foto: Lucas Figueiredo / CBF

Santos em ação no gol da Seleção Olímpica

Um dos veteranos da Seleção Olímpica, Santos sabe que cada ponto é fundamental em uma competição tão equilibrado. Após o empate por 0 a 0 com a Costa do Marfim, neste domingo (25), o goleiro destacou o empenho da equipe diante das adversidades da partida. Com a expulsão de Douglas Luiz, aos 13 minutos, o Brasil precisou se desdobrar dentro de campo para equilibrar o confronto.

Ainda assim, a Seleção conseguiu ter volume de jogo e chegou a criar boas chances de gol. Tudo isso, segundo Santos, se deve ao espírito do grupo comandado por André Jardine.

"Sem dúvidas, tivemos um jogo muito difícil. No momento da expulsão a gente sabia a dificuldade que iria ser. Foi um jogo em que realmente pude contribuir, serve para dar confiança. Por jogar com um a menos a maior parte da partida, foi possível mostrar a força da equipe dentro de campo, a qualidade e espirito de sacrifício de cada um. Isso serve para nos fortalecer, nos dar mais confiança e seguir em frente", avaliou o goleiro.

Santos falou também sobre a convivência com o grupo durante as Olímpiadas de Tóquio. A cada dia que passa, os jogadores se conhecem um pouco mais, o que tem refletido em atuações coesas dentro de campo também.


"Estamos evoluindo a cada dia, pelo fato de não nos conhecermos e durante esse período temos convivido de uma forma muito boa, aprendendo um com o outro. Isso tem agregado e tem feito com que a gente evolua, o que é importante para a sequência da competição. Esperamos dar sequencia, continuidade no trabalho e garantir nossa classificação no próximo jogo", finalizou.

O Brasil enfrenta a Arábia Saudita na próxima quarta-feira (28), em jogo pela última rodada da fase de grupos dos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020. A Seleção precisa apenas de um empate para garantir a classificação.

Espanha, França e Alemanha vencem a primeira no Futebol Masculino Olímpico

Por Ricardo Pilotto
Foto: divulgação COI

Gignac marcou três vezes na vitória da França sobre a África do Sul

Foi realizada neste domingo, dia 25, a segunda rodada do Torneio Olímpico de Futebol Masculino dos Jogos de Tóquio 2020. França, Alemanha e Espanha, que não conseguiram vencer na estreia se redimiram e conseguiram triunfar no Japão.

Em partida válida pela penúltima rodada do Grupo A do futebol olímpico masculino, a seleção da França, que sofreu uma goleada pelo México por 4 a 1 na estreia, enfrentou a África do Sul, que perdeu por 1 a 0 para os anfitriões no estádio Saitama na madrugada deste domingo. O embate entre essas duas equipes terminou em 4 a 3 para os franceses. Os gols da Le Bleu foram marcados por Gignac em 3 vezes e Savanier. Pelo lado sul africano Kodisang, Makgopa e Mokoena.

Pelo mesmo grupo, a Seleção Japonesa jogou diante do México, também em Saitama. O resultado final do embate entre anfitriões e latino-americanos foi de 2 a 1 para os asiáticos, com gols marcados por Kubo e Doan pelo lado do time do Japão e Alvarado para o time mexicano. O resultado colocou o time da casa na liderança da chave.

Abrindo o Grupo B, a Nova Zelândia que venceu a Coreia do Sul por 1 a 0 na estreia, teve de medir forças com Honduras, derrotada por 1 a 0 para Honduras na rodada passada, no estádio Ibaraki Kashima, na cidade de Kashima. Após o apito final, o placar indicou uma vitória de pelo placar de 2 a 3 para a seleção Hondureña. Os tentos foram por dos neozelandeses foram marcados por Cacase e Wood. Para a equipe da América Central, marcaram Palma Obregón Jr e Rivas.

No outro jogo, a Romênia entrou em campo logo depois para enfrentar a Coreia do Sul no estádio no mesmo Ibaraki Kashima. Por sua vez, este jogo terminou em uma goleada 4 a 0 a favor da seleção sul coreana. Os gols foram marcados por Won-Sang, Kang-In suas vezes.

Na abertura da segunda rodada do grupo C, o Egito, que conseguiu segurar em 0 a 0 com a Espanha, esteve frente a frente com a Argentina, que sofreu o revés de 2 a 0 para a Austrália na estreia no estádio Sapporo Dome, em Sapporo na madrugada deste domingo. O placar final do embate entre africanos e sul-americanos foi 1 a 0 para os argentinos com gol de Medina.

Por fim, uma hora após a bola parar no jogo entre argentinos e egípcios, foi a vez de Austrália e Espanha entrarem em ação no gramado do Sapporo Domme. O embate entre a equipe da Oceania e a Fúria também terminou com o placar de 1 a 0 para os espanhóis com gol Oyarzabal.

Pelo Grupo D, o Brasil, que venceu a Alemanha por 4 a 2 na estreia, jogou contra a Costa do Marfim, vitoriosa do confronto contra a Arábia Saudita por 2 a 1, no estádio Internacional de Yokohama. Os brasileiros empataram com os marfinenses pelo placar de 0 a 0.

Para fechar a segunda rodada, a seleção alemã enfrentou Arábia Saudita no mesmo palco do outro jogo do grupo. Após o apito final, o placar registrou a vitória alemã por 3 a 2 com gols de Amiri, Ache e Uduokhai. Pelo lado da seleção árabe, Al Naji marcou os dois tentos.


Na última rodada da fase de grupos do Futebol Olímpico Masculino, que será na quarta-feira, dia 28, a França jogará diante do Japão às 8h30 no estádio de Yokohama. No mesmo horário, África do Sul e México se enfrentarão no Sapporo Dome, em Sapporo. Ambas as partidas pertencem ao Grupo A.

No Grupo B, a seleção da Romênia medirá forças contra a Nova Zelândia no Sapporo Dome na quarta-feira, às 5h 30 da manhã. Enquanto isso, a bola também estará rolando em Yokohama para Coreia do Sul e Honduras. Para fechar o Grupo C, Espanha e Argentina estarão uma de frente para a outra em Saitama, às 8 horas, nesta próxima quarta-feira. Ao mesmo tempo, a Austrália jogará contra o Egito em Miyagi.

Pelo Grupo D, a Arábia Saudita jogará diante do Brasil no estádio Saitama, às 5h da manhã. Simultaneamente, a Alemanha estará enfrentando a Costa do Marfim no estádio Miyagi. O Brasil conseguiu segurar a igualdade no marcador com um jogador a menos.

O Curioso do Futebol

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