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A segunda edição do Sul-Americano Feminino, em 1995, e o bicampeonato do Brasil

Por Edson de Lima
Foto: Arquivo Pessoal / Márcia Tafarel

Assim como a seleção masculina, a Canarinho Feminina também entrava em campo de mãos dadas

A Copa América de Futebol Feminino de 2022 está sendo disputada na Colômbia e a Seleção Brasileira vem fazendo bonito pois já sima 2 vitórias em 2 jogos. Como sabemos, a competição que hoje tem "pompa e circunstância", começou com um triangular entre Brasil, Chile e Venezuela em 1991, tendo como sede a cidade de Maringá no estado do Paraná, com as brasileiras conquistando o título e consequentemente o direito de disputar a primeira Copa do Mundo da categoria com chancela da FIFA e que foi realizado na China.

A segunda edição do torneio continental - Tendo mais uma vez o Brasil como país-sede, mais precisamente a cidade de Uberlândia no estado de Minas Gerais. O até então conhecido Campeonato Sul-americano de Futebol Feminino de 1995, contou com cinco participantes. Além do Brasil tivemos também a Argentina, Bolívia, Chile e Equador.

O sistema de diputa foi o famoso todos contra todos em turno único, sendo que as duas melhores colocadas fazem a final. Foram 11 jogos disputado no tradicional estádio Parque do Sabiá, entre 8 e 22 de janeiro daquele ano de 1995.

A Seleção Brasileira - Comandada pelo jovem treinador do Saad E.C. de São Paulo, o ex- atleta Ademar Nogueira Fonseca Júnior, o Dema, a seleção contava com atletas experientes e qualificadas no cenário do futebol feminino paulista e brasileiro da época.

Confira a lista de convocadas:

Meg (goleira do Vasco da Gama - RJ)
Miriam (goleira do Euroexport - SP)
Valéria (lateral direita do Saad - SP)
Rosa (lateral direita do Vasco da Gama - RJ)
Marisa (lateral direita e zagueira do Vasco da Gama - RJ)
Suzy (zagueira do Vasco da Gama - RJ)
Elane (zagueira do Euroexport - SP)
Solange (zagueira do Euroexport - SP)
Tânia Maranhão (zagueira do Euroexport - SP)
Fanta (lateral esquerda do Vasco da Gama - RJ)
Márcia Tafarel (volante do Euroexport - SP)
Leda Maria (volante do Vasco da Gama - RJ)
Cenira (meia do Vasco da Gama - RJ)
Russa (meia do Vasco da Gama - RJ)
Fia Carioca (meia do Vasco da Gama - RJ)
Sissi (meia do Euroexport - SP)
Pretinha (atacante do Vasco da Gama - RJ)
Bel (atacante - Cruzeiro - RS)
Duda (atacante do Verona - ITA)
Michael Jackson (atacante do Saad - SP)
Roseli (atacante da Euroexport - SP)
Nalvinha (atacante do Saad - SP)

Jogadoras com a taça

A campanha - Foram 5 jogos, 5 vitórias, 44 gols pró e apenas 1 gol contra. A meia Sissi foi a artilheira da equipe e da competição com 14 gols marcados. Confira os jogos:

1° jogo - 8/1/1995
Brasil 13 x 0 Equador
Gols: Pretinha (4x), Russa (3x), Sissi (2x), Michael Jackson (2x), Roseli e Cenira,

2° jogo - 10/1/1995
Brasil 6 x 1 Chile
Gols: Sissi (2x), Michael Jackson (2x), Roseli, Cenira marcaram para as brasileiras, enquanto Maria Bravo descontou para as chilenas

3° jogo - 14/1/1995
Brasil 8 x 0 Argentina
Gols: Sissi (4x), Pretinha (2x), Roseli e Elane

4° jogo - 18/1/1995
Brasil 15 x 0 Bolívia
Gols: Sissi (4x), Roseli (3x), Michael Jackson (2x), Cenira (2x), Duda, Bel, Marcia Tafarel e Elane

5° jogo - 22/1/1995 (final do torneio)
Brasil 2 x 0 Argentina
Gols: Michael Jackson e Roseli.


O título sul-americano garantiu a Seleção Brasileira no Mundial disputado na Suécia em junho de 1995. Em solo europeu, a equipe conquistou o direito de disputar os Jogos Olímpicos de Atlanta no ano seguinte. Mas isso é um papo para outro dia. Por hora vamos referenciar os feitos esportivos destas estrelas eternas do nosso futebol feminino que marcaram história a partir daquelas tardes e noites de Uberlândia, pois quem viu no estádio ou pelas transmissões da Rede Bandeirantes, não esquece.

A campanha do segundo Ouro

Com informações da CBF
Foto: Lucas Figueiredo / CBF

Jogadores com a medalha no peito

Antes de entrar em campo em Yokohama para enfrentar a Espanha na decisão dos Jogos Olímpicos de Tóquio, a Seleção Brasileira tinha na campanha motivos de sobra para confiar no bicampeonato. Invicto, o Brasil tinha dois empates, três vitórias, oito gols marcados e apenas três sofridos. Depois do triunfo por 2 a 1 sobre os espanhóis, neste sábado, dia 7, a Seleção está no lugar mais alto do pódio novamente. Vamos relembrar a trajetória do Brasil até o segundo ouro de sua história!

Fase de grupos

Brasil 4 x 2 Alemanha

O segundo título olímpico começou por onde o primeiro terminou. Em reedição da final da Rio 2016, a Seleção encarou a Alemanha na estreia em Tóquio. Tratou de aplicar, logo no primeiro tempo, uma blitzkrieg à brasileira, com direito a hat-trick de Richarlison. Com grande volume de jogo, a Canarinho criou muitas chances e poderia até ter ampliado a já extensa vantagem. A Alemanha teve ainda um jogador expulso no segundo tempo, mas cresceu na partida e descontou para 3 a 2, até que Paulinho liquidou a fatura com uma bomba no ângulo.

Brasil 0 x 0 Costa do Marfim

Na sequência, a Seleção enfrentou a Costa do Marfim e a desvantagem numérica, já que, logo aos 12 da primeira etapa, Douglas Luiz foi expulso. A partida, equilibrada até ali, ficou ainda mais acirrada. Com muita entrega da equipe, no entanto, o Brasil não só evitou sofrer gols como continuou controlando o jogo. Criou boas chances e levou muito perigo à meta marfinense, mesmo com um a menos até os 34 do segundo tempo, quando Kouassi também foi expulso.

Brasil 3 x 1 Arábia Saudita

Com a classificação já encaminhada, o Brasil foi a campo contra a Arábia Saudita em busca da liderança do grupo. E conseguiu. Propondo o jogo desde o início, como de costume, a Seleção abriu o placar logo aos 13 minutos, com gol de cabeça de Matheus Cunha. Treze minutos depois, também de cabeça, os árabes empataram com Al Amri. Os brasileiros seguiram no ataque, criando boas oportunidades. Aos 30 do segundo tempo, Daniel Alves cobrou falta na área, Bruno Guimarães deu passe de cabeça e Richarlison completou para o fundo do gol, colocando o Brasil em vantagem novamente. Aos 47, após bela jogada coletiva, o Pombo fecharia a conta: 3 a 1 e passaporte brasileiro carimbado rumo às quartas.

Quartas de final

Brasil 1 x 0 Egito

Desde o início do mata-mata, a Seleção foi com tudo para cima do Egito. A primeira chance veio logo aos cinco minutos, mas o goleiro El Shenaway impediu a finalização de cabeça de Richarlison. Aos 15, Antony quase marcou de perna esquerda. Aos 18, foi a vez de Matheus Cunha. O camisa 9 e o Pombo tiveram mais uma chance cada, assim como Douglas Luiz, mas nada de o placar se alterar. A insistência brasileira foi premiada aos 36: após boa jogada individual de Richarlison, Matheus Cunha recebeu no meio e finalizou bonito para levar o Brasil às semifinais.


Semifinal

Brasil 0 x 0 México (4 x 1 nos pênaltis)

Na reedição da final de 2012, muito equilíbrio marcou o confronto entre Brasil e México. O goleiro Ochoa parou o ataque canarinho em várias oportunidades ao longo do tempo regulamentar e da prorrogação. Já a defesa brasileira, pouco acionada, afastou os dois lances de maior perigo dos mexicanos já no fim do primeiro tempo. Aos 36 da segunda etapa, a principal chance da partida foi da Amarelinha: a cabeçada de Richarlison parou na trave, passou por trás de Ochoa e não entrou. Nos pênaltis, a atuação foi de almanaque. Uma boa cobrança de Daniel Alves abriu o placar. A defesa de Santos na primeira batida deixaram o Brasil em vantagem. Na sequência, Vásquez ainda mandou na trave e Gabriel Martinelli, Bruno Guimarães e Reinier, com cobranças indefensáveis, garantiram a classificação para a grande decisão. O resto é história. E dourada.

Final

Brasil 2 x 1 Espanha

Diante de um adversário poderosíssimo, o Brasil mostrou sua força. Quando não deu na técnica, foi na raça. Quando não deu no jeito, foi na vontade. Com gols de Matheus Cunha e Malcom, a Seleção Brasileira superou a Espanha por 2 a 1 na grande final e subiu no lugar mais alto do pódio pela segunda vez na história!

O Curioso do Futebol

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