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Matheus Cunha cita 'gostinho diferente' em ouro da Seleção Brasileira

Com informações da CBF
Foto: Lucas Figueiredo / CBF

Matheus Cunha comemorando o gol que abriu o marcador na final olímpica

Até horas antes da partida, Matheus Cunha não tinha presença garantida na final dos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020. Recuperado de uma contratura muscular, o atacante foi a campo e foi decisivo na vitória do Brasil sobre a Espanha. Foi dele o primeiro gol no triunfo por 2 a 1, que deu à Seleção a segunda medalha de ouro de sua história.

Após o apito final, Matheus Cunha lembrou não só da sua corrida contra o tempo para estar à disposição de André Jardine, como também de todo o esforço feito para fazer parte deste projeto, desde o início.

"Muitas coisas passam na cabeça, da nossa origem. Estar na Seleção me fez abrir mão de muita coisa. Eu troquei de clube para não abrir mão de estar no Pré-Olímpico. Hoje, na Olimpíada, fazer gol em um momento tão importante... É muito gratificante. Só agradecer", recordou Matheus Cunha.

Dentro de campo, a Seleção Brasileira enfrentou um grande adversário. O primeiro gol do jogo saiu dos pés de Matheus Cunha, aos 46 minutos de jogo. Com a vantagem no placar, o Brasil foi pressionado e chegou a sofrer o empate da Espanha, antes de retomar a dianteira na prorrogação.

"Foi um jogo muito difícil, o time da Espanha tem muita qualidade. Tínhamos uma proposta até de atacá-los mais, mas por circunstâncias do jogo, a gente sofreu um pouquinho. Mas a gente tem que aprender a sofrer também. A gente é brasileiro, não tem jeito. Para chegar até aqui, a gente sofre, mas fica muito feliz depois. Porque tem um gostinho diferente", disse.

O gol de Matheus Cunha ainda selou a paz do atacante com o Estádio de Yokohama. No mesmo gramado, na estreia da Seleção na Olimpíada, contra a Alemanha, Cunha não viveu uma de suas melhores noites. Desperdiçou algumas chances e não conseguiu marcar no palco eternizado por Ronaldo na final da Copa do Mundo de 2002.

Mas o melhor estava guardado para o final. Ou para a final. Na decisão contra a Espanha, quis o destino que o atacante escrevesse seu nome na história da Seleção Brasileira, justamente em Yokohama, com a mesma camisa que Ronaldo vestia naquela decisão.


"Com a nove, do lado dele, que isso! Nem imaginava... Não tem como, cara. Esse estádio, como começou, eu, particularmente querendo dar muito mais. Perdi alguns gols no primeiro jogo, aquilo mexe com você. Mas isso só mostra o quão forte é o nosso grupo, o quanto a individualidade é sempre secundária. Cada um tem um dia para que as coisas aconteçam em prol do grupo, em prol do Brasil, é muito importante. Nesse estádio, fazer um golzinho em um momento como esse, é um gostinho diferente, sem dúvida nenhuma", comentou.

André Jardine enaltece formação de atletas do Brasil após título Olímpico

Com informações da CBF
Foto: Lucas Figueiredo / CBF

André Jardine comandou a equipe ao título

Sete medalhas, quatro consecutivas, dois ouros em sequência. O peso da Amarelinha vem sendo cada vez mais presente nos Jogos Olímpicos. Após a segundo título consecutivo em Tóquio 2020, o treinador da Seleção Brasileira, André Jardine, olhou para trás e exaltou o trabalho de formação do futebol brasileiro.

Aos 41 anos, o treinador já tem quase duas décadas de experiência como treinador, a maior parte do tempo trabalhando nas divisões de base. Começou em 2003 e passou dez anos na base do Internacional, outros dois na do Grêmio e mais dois na do São Paulo até assumir as Seleções sub-20 e sub-23 em 2019. Como formador de atletas, o professor se considera realizado. E não deixou de lembrar de cada um dos colegas que contribuíram para a conquista brasileira neste sábado.

“Vimos muitos deles crescerem, e vê-los hoje como jogadores de Seleção Brasileira, já almejando seu espaço na Principal, é uma realização para qualquer profissional. Deixo aqui meu parabéns a todos os treinadores que formaram essa molecada toda. Os treinadores brasileiros têm apanhado bastante e merecem um reconhecimento. Somos muito vitoriosos, muito campeões e isso é um pouco do trabalho de todo mundo”, ressaltou.

Na final deste sábado, Jardine encontrou na Espanha um grande adversário. Ciente da dificuldade que precisava superar, o técnico ressaltou a força de vontade da Seleção Brasileira, que em momento algum se deu por vencida dentro do jogo. No tempo normal, empate por 1 a 1 e um jogo de altíssimo nível.

“Uma grande final, uma grande equipe do outro lado, uma escola muito difícil de se enfrentar, que tem o controle da bola e luta para não entregá-la. Mas a gente construiu uma equipe com muita determinação, muito brio, que não desistiu em nenhum momento e queria muito conquistar esse ouro, muito mesmo. É uma alegria poder ver a realização do sonho de todos eles, do nosso, e poder trazer para o Brasil um segundo ouro consecutivo. Acho que a ficha não caiu ainda, mas a gente está muito feliz”, vibrou.


Na prorrogação, Jardine acionou Malcom no lugar de Matheus Cunha, que fez grande esforço para se recuperar de uma lesão durante a competição. O pupilo não decepcionou: aproveitou a oportunidade e marcou o gol do título. O treinador explicou a escolha por manter a equipe inicial durante o tempo regulamentar e a decisão de colocar o atacante para atuar pelo lado esquerdo.

“Para que eu faça uma substituição, ela tem que fazer muito sentido. Nos 90 minutos, senti o Cunha ainda com energia para tentar decidir o jogo, a dupla de ataque ali preocupa muito os adversários, segura muito a marcação. Mas começamos a sofrer demais com a parte defensiva, chegou uma hora em que ele já não conseguia mais fechar os espaços que precisava fechar. A entrada do Malcom foi decisiva, hoje pelo lado esquerdo. Era uma situação que já vínhamos planejando e, graças a Deus, deu tudo certo”, comemorou.

Malcom - O jogador que saiu do banco para fazer o gol que valeu o Ouro

Com informações da CBF
Foto: Lucas Figueiredo / CBF

Malcom fez o gol que garantiu a vitória para o Brasil na prorrogação

Malcom passou 90 minutos à espera de uma oportunidade. Quando André Jardine o chamou, ao fim do tempo regulamentar, o atacante não teve dúvidas: estava ali, diante dele, a chance de entrar na história da Seleção Brasileira. Já na prorrogação, com a partida empatada em 1 a 1, o atacante recebeu lançamento de Antony. Não foi um passe dos mais fáceis, mas ele acreditou e ganhou na corrida de Vallejo, botou na frente e tirou do goleiro, para estufar a rede. Nascia ali, na perna esquerda de Malcom, o segundo ouro olímpico do Brasil.

"A gente sabia que ia ser um jogo truncado do começo ao fim, mas a gente sabia da nossa qualidade e que quem tivesse no banco ia entrar e fazer a diferença. Hoje eu fui coroado, mas poderia ser outro. Pode entrar, sair, a gente tem um método de trabalho e a gente fez por merecer esse ouro", disse um Malcom modesto após o título.

Fundamental na vitória por 2 a 1 que garantiu a conquista dos Jogos Olímpicos de Tóquio, Malcom poderia não estar no grupo da Seleção Brasileira. Ele foi, literalmente, o último a chegar ao Japão. Na lista inicial, o atacante não havia sido liberado pelo Zenit. Mas, com a lesão de Douglas Augusto, viu a oportunidade de manifestar seu desejo ao clube e pedir pela liberação. Mal sabia ele que isso seria decisivo para que escrevesse o seu nome na história do futebol.

O gol de Malcom na final contra a Espanha foi o único dele em toda a competição. O atacante não foi titular em nenhum jogo, mas foi fundamental, como uma das principais opções do técnico André Jardine ao longo do torneio. Diante da Espanha, ele foi o primeiro jogador a entrar em campo, no início da prorrogação. E fez de tudo para aproveitar a oportunidade.

"A gente sabia da dificuldade da Espanha, da capacidade deles. Eles têm muita calma, e jogar sem a bola é muito difícil, ainda mais contra eles, que têm qualidade para atacar, pressionar rápido", analisou, antes de falar sobre o sentimento de dever cumprido após o ouro:


"É uma sensação única. Primeiro, agradecer a todos pelo esforço, por insistir em mim. A única coisa que eu tenho é agradecer todo o apoio, a nossa família, nos assistindo do Brasil, nos incentivando, nos apoiando. A todo o povo brasileiro... A gente merece".

Neste sábado, dia 7, o Brasil derrotou a Espanha por 2 a 1, com gols de Matheus Cunha e Malcom, e garantiu a medalha de ouro no futebol masculino dos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020, a segunda de sua história.

A campanha do segundo Ouro

Com informações da CBF
Foto: Lucas Figueiredo / CBF

Jogadores com a medalha no peito

Antes de entrar em campo em Yokohama para enfrentar a Espanha na decisão dos Jogos Olímpicos de Tóquio, a Seleção Brasileira tinha na campanha motivos de sobra para confiar no bicampeonato. Invicto, o Brasil tinha dois empates, três vitórias, oito gols marcados e apenas três sofridos. Depois do triunfo por 2 a 1 sobre os espanhóis, neste sábado, dia 7, a Seleção está no lugar mais alto do pódio novamente. Vamos relembrar a trajetória do Brasil até o segundo ouro de sua história!

Fase de grupos

Brasil 4 x 2 Alemanha

O segundo título olímpico começou por onde o primeiro terminou. Em reedição da final da Rio 2016, a Seleção encarou a Alemanha na estreia em Tóquio. Tratou de aplicar, logo no primeiro tempo, uma blitzkrieg à brasileira, com direito a hat-trick de Richarlison. Com grande volume de jogo, a Canarinho criou muitas chances e poderia até ter ampliado a já extensa vantagem. A Alemanha teve ainda um jogador expulso no segundo tempo, mas cresceu na partida e descontou para 3 a 2, até que Paulinho liquidou a fatura com uma bomba no ângulo.

Brasil 0 x 0 Costa do Marfim

Na sequência, a Seleção enfrentou a Costa do Marfim e a desvantagem numérica, já que, logo aos 12 da primeira etapa, Douglas Luiz foi expulso. A partida, equilibrada até ali, ficou ainda mais acirrada. Com muita entrega da equipe, no entanto, o Brasil não só evitou sofrer gols como continuou controlando o jogo. Criou boas chances e levou muito perigo à meta marfinense, mesmo com um a menos até os 34 do segundo tempo, quando Kouassi também foi expulso.

Brasil 3 x 1 Arábia Saudita

Com a classificação já encaminhada, o Brasil foi a campo contra a Arábia Saudita em busca da liderança do grupo. E conseguiu. Propondo o jogo desde o início, como de costume, a Seleção abriu o placar logo aos 13 minutos, com gol de cabeça de Matheus Cunha. Treze minutos depois, também de cabeça, os árabes empataram com Al Amri. Os brasileiros seguiram no ataque, criando boas oportunidades. Aos 30 do segundo tempo, Daniel Alves cobrou falta na área, Bruno Guimarães deu passe de cabeça e Richarlison completou para o fundo do gol, colocando o Brasil em vantagem novamente. Aos 47, após bela jogada coletiva, o Pombo fecharia a conta: 3 a 1 e passaporte brasileiro carimbado rumo às quartas.

Quartas de final

Brasil 1 x 0 Egito

Desde o início do mata-mata, a Seleção foi com tudo para cima do Egito. A primeira chance veio logo aos cinco minutos, mas o goleiro El Shenaway impediu a finalização de cabeça de Richarlison. Aos 15, Antony quase marcou de perna esquerda. Aos 18, foi a vez de Matheus Cunha. O camisa 9 e o Pombo tiveram mais uma chance cada, assim como Douglas Luiz, mas nada de o placar se alterar. A insistência brasileira foi premiada aos 36: após boa jogada individual de Richarlison, Matheus Cunha recebeu no meio e finalizou bonito para levar o Brasil às semifinais.


Semifinal

Brasil 0 x 0 México (4 x 1 nos pênaltis)

Na reedição da final de 2012, muito equilíbrio marcou o confronto entre Brasil e México. O goleiro Ochoa parou o ataque canarinho em várias oportunidades ao longo do tempo regulamentar e da prorrogação. Já a defesa brasileira, pouco acionada, afastou os dois lances de maior perigo dos mexicanos já no fim do primeiro tempo. Aos 36 da segunda etapa, a principal chance da partida foi da Amarelinha: a cabeçada de Richarlison parou na trave, passou por trás de Ochoa e não entrou. Nos pênaltis, a atuação foi de almanaque. Uma boa cobrança de Daniel Alves abriu o placar. A defesa de Santos na primeira batida deixaram o Brasil em vantagem. Na sequência, Vásquez ainda mandou na trave e Gabriel Martinelli, Bruno Guimarães e Reinier, com cobranças indefensáveis, garantiram a classificação para a grande decisão. O resto é história. E dourada.

Final

Brasil 2 x 1 Espanha

Diante de um adversário poderosíssimo, o Brasil mostrou sua força. Quando não deu na técnica, foi na raça. Quando não deu no jeito, foi na vontade. Com gols de Matheus Cunha e Malcom, a Seleção Brasileira superou a Espanha por 2 a 1 na grande final e subiu no lugar mais alto do pódio pela segunda vez na história!

Brasil bate Espanha na prorrogação e é bicampeão do Futebol Masculino Olímpico

Por Lucas Paes
Foto: Lucas Figueiredo / CBF

Malcom marcou o gol do título

Pela segunda vez seguida, o Brasil conquistou a medalha de ouro no Futebol Masculino das Olimpíadas. Em um jogo nervoso e complicado, a equipe Canarinho bateu a Espanha por 2 a 1, na prorrogação e saiu com o título olímpico dos Jogos de Tóquio, em jogo ocorrido na manhã deste sábado, dia 7, no Estádio Internacional de Yokohama.

O Brasil havia passado pelo México na semifinal nos pênaltis, depois de um insosso empate em zero a zero no tempo normal. Já a Espanha, que trouxe muita gente que jogou a Eurocopa para a Olímpiada, também sofreu para bater o Japão pelo placar mínimo na prorrogação, em um jogo que foi mais difícil do que se esperava.

A Espanha começou mais ativa no jogo, com o Brasil encontrando alguma dificuldade para achar um ritmo de jogo. Aos 16', num lance confuso, rolou a primeira opotrunidade perigosa, num lance confuso na área que terminou com Diego Carlos evitando o gol espanhol. Aos 18', o Brasil quase marcou com Matheus Cunha, num chute meio travado, porém que ofereceu perigo. Aos 24', os Canarinhos criaram o lance mais perigoso do jogo, numa jogada coletiva que terminou num chute forte de Richarlison que pegou na rede pelo lado de fora.

Aos 31', Asensio tentou um bom chute colocado para boa defesa de Santos. Aos 34', Simón saiu mal do gol e acertou forte Matheus Cunha, o juiz inicialmente deu falta de ataque, mas o VAR chamou e o juiz marcou pênalti. Richarlison porém jogou longe do gol. Com o pênalti perdido, o Brasil caiu no jogo e viu a Espanha ganhar terreno, sem conseguir oferecer perigo. Só que aos poucos o time recuperou terreno e já nos acréscimos, num lance confuso, a bola sobrou para Matheus Cunha que ajeitou e mandou para as redes.

Na etapa final, o Brasil já começou pressionando e Richarlison não conseguiu concluir a jogada rápida da equipe brasuca. Pouco depois, a Espanha chegou com muito perigo, mas curiosamente um jogador do próprio time europeu tirou a bola sem querer. Aos 5', Matheus Cunha fez ótima jogada no contra-ataque e tocou para Richarlison, que cortou o defensor e chutou para defesa de Simón, numa bola que ainda bateu no travessão. Aos poucos melhorando no jogo, a Espanha empatou aos 14 minutos num golaço de Oyarzabal, de voleio. A partir daí, o jogo ficou meio travado e insosso. Aos 40', a Espanha chegou a meter uma bola na trave num lance bem esquisito. Aos 42', a Espanha meteu outra bola na trave com Bryan Gil. Sem mais gols, o jogo foi para a prorrogação.


Na prorrogação, o jogo seguiu com domínio da Fúria, mas o Brasil criou primeiro com Malcom, aos 5 minutos, chutando para fora. O Brasil pressionava e era melhor na primeira etapa no tempo extra, mas ele terminou ainda mantendo o placar de 1 a 1, com o treinador Jardine sequer mexendo no time. Na etapa final, porém, em um ótimo contra-ataque, Antony lançou, Malcom ganhou de Garcia e mandou para as redes, logo no começo.

Esse foi o segundo ouro olímpico da Seleção Brasileira nos torneios olímpicos. A obsessão verde a amarela durante muito tempo vem pela segunda vez seguida, após a conquista em casa, no Rio de Janeiro, em 2016. 

André Jardine lembra formação do grupo e elogia 'veteranos' da Seleção Olímpica

Foto: Lucas Figueiredo / CBF

Seleção Olímpica treinou em Yokohama antes da final deste sábado

Um trabalho de mais de dois anos, que chega a seu maior teste. Na véspera da final de Tóquio 2020, o técnico da Seleção Olímpica, André Jardine, lembrou um pouco do processo de formação do grupo que disputará a medalha de ouro contra a Espanha.

Em entrevista coletiva no Estádio de Yokohama, Jardine elogiou os três jogadores com mais de 24 anos do elenco: Daniel Alves, Diego Carlos e Santos, que só chegaram ao grupo já na reta final de preparação para a Olimpíada.

"A gente tem conversado sobre isso, sobre como foi importante. Os três acima da idade deram um peso à nossa equipe, um toque de experiência, de maturidade que nos faltava. A gente sofreu no Pré-Olímpico, especialmente no sistema defensivo, que é onde carece mais de experiência. Normalmente os goleiros mais jovens jogam menos, os zagueiros mais jovens têm também baixa minutagem, isso é bastante comum. A experiência só vem com o tempo, com os jogos, com jogos decisivos", lembrou, antes de falar sobre as contribuições dos três atletas:

"Falar de Dani, Santos e Diego Carlos é falar de experiência, de jogadores já firmados em seus clubes, vivendo o auge de suas carreiras. O Dani, mesmo com 38 anos, em uma forma física impressionante. E a maturidade que ele tem fala por si dentro do jogo, decisões muito corretas, muito lúcido, realmente muito experiente. E um traço de liderança nos três que ajudou muito e dá um norte aos mais jovens, um rumo a seguir".

Na semifinal contra o México, o Brasil precisou da estrela do goleiro Santos. Fundamental para o empate por 0 a 0 no tempo normal, ele ainda brilhou nos pênaltis, assegurando a classificação da Seleção Brasileira. Uma atuação digna de um goleiro que busca seu espaço na história e entre o grupo da Seleção Principal.

"Um atleta extremamente simples, com uma cabeça incrível, uma humildade incrível. passa uma serenidade, uma tranquilidade em sua postura, no seu jeito de atuar, de treinar. É um atleta de altíssimo nível. E, com certeza, quando a gente convocou ele lembrou muito da situação que o Weverton viveu na outra Olimpíada. É bastante similar, ele vem com esse apetite, com essa vontade de buscar o seu espaço. E isso é muito importante, essa motivação a mais que a gente percebe nesses jogadores, que almejam buscar seu espaço na Seleção Principal", comentou Jardine.

Além dos atletas acima de 24 anos, Jardine também recebeu um reforço e tanto para o seu ataque. Direto da disputa da Copa América, veio Richarlison, que tem idade olímpica e mostrou toda sua gana para lutar pela medalha de ouro no Japão. Artilheiro do torneio até aqui, com cinco gols marcados, o atacante tem sido peça fundamental na campanha da Seleção Brasileira.


"O Richarlison deu um peso ao ataque. É um jogador de Seleção Principal. Mesmo sendo jovem, ele dá um nível de confiança, de experiência bastante grande. Tornou nossa equipe mais potente na frente, com mais peso", avaliou Jardine.

Nesta sexta-feira, a Seleção Brasileira encerrou sua preparação para a final dos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020. No sábado (7), Brasil e Espanha se enfrentam no Estádio de Yokohama no jogo que vale a medalha de ouro olímpica. A bola rola às 8h30 (horário de Brasília) para a partida.

Canadá bate Suécia nos pênaltis e conquista o Ouro no Futebol Olímpico Feminino

Por Ricardo Pilotto
Foto: divulgação Canadá Soccer

Comemoração das jogadoras do Canadá

Na noite japonesa e manhã brasileira desta sexta-feira, as seleções femininas da Suécia e do Canadá se enfrentaram no estádio Internacional de Yokohama na disputa pelo ouro do Futebol Olímpico Feminino. Com gols de Blackstenius pelo lado das suecas e Fleming pelo lada das canadenses, a equipe da América do Norte foi superior nas penalidades ao vencer por 3 a 2 e conquistou a tão sonhada medalha dourada na modalidade.

As escandinavas vinham de uma excelente sequência de vitórias, já que dos cinco jogos realizados até aqui, as suecas foram as únicas a vencer todos os seus compromissos para chegar na grande final. Do outro lado, tínhamos o Canadá, seleção que eliminou o Brasil na fase de quartas de final por 4 a 3 nas penalidades após empate em 0 a 0 no tempo normal e na prorrogação e conseguiu duas vitória em toda a sua trajetória até a disputa do ouro nesta decisão.

Os minutos inicias foram marcados por muita pressão da equipe sueca. As europeias começaram mostrando muito volume de jogo, mas sua primeira finalização mais perigosa aconteceu aos 9' com Eriksson, que conseguiu uma belíssima finalização e assustou a goleira Labbé. Na marca dos 16', foi a vez de Rolfö, que conseguiu espaço para finalizar de fora da área e exigiu uma boa defesa da arqueira canadense. O time vermelho foi se soltando na partida e conseguiu a sua primeira jogada de mais perigo pelo lado da equipe da América do Norte foi aos 20' com Prince, mas o jogo acabou sendo paralisado por impedimento da camisa 15. Aos 27', Gilles arriscou uma bomba de fora da área e assustou Lindahl. 

Após algumas tentativas antes do Canadá conseguir equilibrar mais as ações, Blackstenius que recebeu um belíssimo cruzamento rasteiro pela direita, só empurrou a bola para o fundo das redes e abriu o placar para a Suécia aos na marca dos 34'. Com o gol, as escandinavas voltaram a ter mais o controle da partida e retomaram a pressão dos minutos iniciais na reta final da primeira etapa. Criaram algumas oportunidades mas acabou não conseguindo ampliar o placar. Os primeiros 45 minutos indicavam uma vitória parcial da Suécia por 1 a 0 sobre o Canadá.

Já no segundo tempo, a seleção canadense começou tentando buscar o empate logo nos minutos iniciais. Rapidamente, a equipe europeia avançou mais as suas linhas ofensivas e passou a dificultar mais as saídas de bola para evitar que o time vermelho pudesse chegar com perigo no seu campo defensivo. Quando o Canadá conseguiu escapar dessa pressão na sua defesa, conseguiu descolar um pênalti, que teve de ser revisado pelo VAR antes de ser marcado de maneira definitiva aos 64'. Na cobrança, Fleming deslocou a goleira para a esquerda e bateu no canto oposto para empatar a final.

O time da América do Norte se animou com o gol e teve dois grandes lances de perigo a meta de Lindahl, mas acabou não convertendo nenhuma delas no gol da virada. O jogo começou a ficar cada vez mais equilibrado na sua reta final e aos 78', Rolfö recebeu cruzamento da esquerda e de primeira finalizou perigosamente ao gol de Sinclair, que não teria chance alguma caso a bola tomasse o rumo do gol. Já nos minutos finais Buchanan salvou um gol em cima da linha aos 88'. O Canada teve duas grandes chances com Fleming nos acréscimos mas o gol da vitória não saiu para nenhum dos dois lados e a partida foi para a prorrogação.

Nos 15 minutos inicias do tempo extra, a primeira finalização mais perigosa foi de que arriscou finalização de Grosso, que arriscou um chute de fora da área mas a goleira Lindahl segurou firme. A resposta sueca veio imediatamente com Rolfö, que tentou uma boa finalização também de fora da área e deu trabalho para Labbé. Nos minutos finais, o Canadá teve o controle do jogo e a Suécia pouco atacou. Aos 16', foi encerrado o primeiro tempo da prorrogação com placar de 1 a 1 construído no tempo normal.

Na segunda etapa, as escandinavas tiveram uma postura diferente tentaram ter mais o controle da posse de bola no seu campo ofensivo, mas encontrava poucos espaços, já que as canadenses fechavam muito bem os espaços no meio campo e na zaga. A melhor chance do Canada acabou acontecendo com 5' em cabeçada de Huitema, que recebeu bem cruzamento pela direita de Rose, mas não conseguiu acertar o gol. A equipe europeia pressionou a canadense nos minutos finais do tempo extra mas acabou não tendo sucesso. Com isso, na marca dos 17', a prorrogação foi encerrada e o ouro foi decidido nas penalidades máximas


Nos pênaltis, as canadenses/escandinavas tiveram um melhor aproveitamento, convertendo 3 de 6 cobranças executadas. Já para escandinavas, Asllani, Anvegard, Seger e Andersson perderam as penalidades. Com isto, o Canadá conseguiu a medalha de ouro do Futebol Olímpico Feminino.

Com o empate em 1 a 1 no tempo e na prorrogação e a vitória por 3 a x2 na disputa de penalidades máximas, o time feminino da seleção canadense conquistou o Ouro Olímpico no Futebol Olímpico Feminino e consequentemente, a medalha prateada ficou para a equipe do Suécia. Na disputa do Bronze, os Estados Unidos bateram a Austrália em um jogo bastante movimentado que terminou com o placar de 4 a 3 no Karshi Stadim mais cedo. Ao final da grande decisão, o pódio ficou da seguinte maneira:

1⁰ - Canadá (Ouro)
2⁰ - Suécia (Prata)
3⁰- Estados Unidos (Bronze)

México vence o Japão e fica com o bronze no Futebol Masculino Olímpico

Foto: divulgação

Jogadores mexicanos comemoram

A medalha de bronze do Torneio Olímpico de Futebol Masculino dos Jogos de Tóquio é do México. Nesta sexta-feira, dia 6, no Estádio Saitama 2002, no Japão, a La Tri enfrentou a seleção da casa e venceu pelo placar de 3 a 1, ficando com o terceiro posto na competição.

O México acabou tendo que disputar o bronze por ter perdido nos pênaltis para o Brasil, depois de um 0 a 0 no tempo normal e prorrogação na semifinal. Já o Japão perdeu para a Espanha, tomando um gol no tempo extra, depois do placar em branco nos 90 minutos. Na primeira fase, as duas equipes se enfrentaram e os nipônicos levaram a melhor, vencendo por 2 a 1.

Primeiro tempo onde o México teve menos posse de bola, mas foi eficaz nas chances que construiu. Logo aos 12 minutos, Córdova converteu pênalti polêmico, cometido por Endo em cima de Vega, e abriu o placar em Saitama.

Aos 21', o meia mexicano cobrou falta da meia esquerda, encontrou Vásquez na pequena área e o zagueiro se abaixou para ampliar de cabeça. O Japão, por sua vez, pecou no último passe, na tomada de decisão e na finalização, e não ofereceu muito perigo a Ochoa. Assim, a La Tri foi para o intervalo vencendo por 2 a 0.

Na segunda etapa, o México continuou em cima e ampliou. Aos 12', Vega aproveitou cruzamento para fazer o terceiro, em cabeçada forte. Depois, o Japão reagiu. Mitoma saiu do banco aos 17' e mudou completamente o setor ofensivo do Japão, conseguindo diminuir aos 32'. O jogador criou outras chances, mas não conseguiu fazer o segundo gol japonês. Final de jogo, 3 a 1 para o México, que ficou com a medalha de bronze.


A decisão da medalha de ouro do Torneio Olímpico de Futebol Masculino dos Jogos de Tóquio será no sábado, dia 7, às 8h30 do horário de Brasília, no Estádio Internacional de Yokohama. No embate, o Brasil, atual campeão, enfrenta a Espanha, que venceu em 1992.

Final do futebol feminino muda horário e local para fugir do calor

Foto: Real Madrid

Estádio Internacional de Yokohama recebe a decisão

A organização dos Jogos Olímpicos de Tóquio-2020 mudou o horário e local da final do torneio de futebol feminino. A partida que seria disputada às 23h (de Brasília) desta quinta-feira, no Estádio Olímpico de Tóquio, foi transferida para as 9 (de Brasília) de sexta-feira, em Yokohama, mesmo palco da final masculina.

A mudança atendeu a um pedido das duas seleções, incomodadas com a necessidade de jogar sob o forte calor de Tóquio. Como o Estádio Olímpico teria provas de atletismo no horário noturno, a solução foi mudar o local do confronto. Segundo alguns levantamentos meteorológicos, as temperaturas na capital japonesa devem atingir o pico ao meio-dia e chegar aos 32 graus.

Não seria possível realizar a partida no mesmo palco, só que mais tarde, porque a instalação será usada para provas de atletismo. A alteração foi anunciada durante a entrevista coletiva pré-jogo da seleção sueca. "Não é só uma boa decisão. É uma muito, muito, muito boa decisão!", afirmou o técnico da Suécia, Peter Gerhardsson.

As canadenses também falaram sobre a alteração. "Nosso grupo é tão bom em se adaptar que sei que estaríamos prontas para o jogo às 11h. Mas é ótimo que vamos poder jogar em outro horário. Com esse clima para os dois times, vai ser um jogo muito melhor", declarou a meio-campista Ashley Lawrence.


O Canadá se classificou para a final ao vencer os Estados Unidos, depois de bater o Brasil nas quartas de final. A Suécia, por sua vez, eliminou o Japão nas quartas e a Austrália nas semifinais. As duas seleções buscam medalha de ouro inédita. O melhor resultado da Suécia é a medalha de prata no Rio-2016. Já o Canadá soma dois bronzes, em Londres-2012 e Rio-2016.

Estados Unidos vencem Austrália por 4 a 3 e ficam com o bronze no Futebol Feminino Olímpico

Foto: divulgação US Soccer WNT

Jogo pegou fogo no fim

A medalha de bronze do Futebol Feminino Olímpico dos Jogos de Tóquio é dos Estados Unidos. O terceiro posto do torneio foi conquistado pelas norte-americanas nesta quinta-feira, dia 5, no Estádio de Kashima, no Japão, em um grande jogo de muitos gols contra a Austrália, com uma vitória por 4 a 3.

Os Estados Unidos, que têm quatro medalhas de ouro no futebol feminino olímpico, vieram para a disputa do bronze por ter perdido para o Canadá nas semifinais, pelo placar de 1 a 0. Já a Austrália, que nunca chegou ao pódio, foi derrotada na busca de vaga na final pela Suécia, também pelo placar mínimo. As duas equipes se enfrentaram na última rodada da primeira fase e empataram em 0 a 0.

E o primeiro tempo foi muito movimentado. Os Estados Unidos começam pressionando e abriram o placar logo aos 8 minutos, com Rapinoe encobrindo Micah em cobrança de escanteio e marcando um golaço olímpico. Aos 16', na segunda chegada da Austrália, Kerr recebeu ótimo passe de Foord na grande área, finalizou e conta com desvio na goleira Franch para deixar tudo igual.

A partida continuou eletrizante. Aos 20', Rapinoe marcou mais um belo gol, desta vez em chute forte de primeira, após péssima rebatida de Kennedy, e freia a reação australiana. As norte-americanas executavam muito bem a marcação alta durante toda a primeira etapa e foram recompensadas nos acréscimos. Horan roubou a bola na intermediária ofensiva, serviu Lloyd na grande área e a veterana fez: final da etapa inicial de 3 a 1 para os Estados Unidos.

O jogo continuou em ritmo forte no segundo tempo. Aos 5', os Estados fez o quarto. Press fez o lançamento, Kennedy tentou recuar de cabeça para Micah e pegou muito fraco na bola. Lloyd teve muita frieza, finalizou entre as pernas da goleira e transformou a vitória em goleada. Porém, aos 8', a Austrália diminuiu: Simon fez o levantamento da direita, Foord recebeu completamente livre na segunda trave e cabeceou cruzado, tirando do alcance de Franch, para marcar.


Depois, o jogo caiu em ritmo. A Seleção Norte-Americana chegou a homenagear Carli Lloyd, se despedindo da equipe com 39 anos, sendo muito aplaudida quando foi substituída aos 34' por Alex Morgan. Aos 42', a própria Alex Morgan perdeu grande chance. Aos 44', Emily Gielnik fez um golaço de fora da área pela Austrália e deixou o final do jogo pegando fogo. Porém, no apito que encerrou a partida, o placar apontava vitória dos Estados Unidos por 4 a 3, ficando com a medalha de bronze.

O último jogo do Torneio de Futebol Feminino Olímpico dos Jogos de Tóquio será a decisão do ouro entre Suécia e Canadá. O jogo será no Estádio Olímpico de Tóquio, na sexta-feira, dia 6, às 11 horas (23 horas da quinta-feira no horário de Brasília).

Espanha vence Japão na prorrogação e decide ouro do Futebol Masculino Olímpico contra o Brasil

Por Victor de Andrade
Foto: RFEF

Espanha definiu o jogo na prorrogação

A Espanha vai enfrentar o Brasil na final do Torneio de Futebol Masculino dos Jogos Olímpicos de Tóquio. Nesta terça-feira, dia 3, no Estádio de Saitama 2002, a Fúria enfrentou o Japão, time da casa, empatou em 0 a 0 no tempo normal, mas o gol Asensio, no segundo tempo da prorrogação, garantiu a Seleção Espanhola na decisão da medalha de ouro.

Na primeira fase, o Japão foi o primeiro do Grupo A, sendo a única equipe a terminar a fase com 100% de aproveitamento. Os nipônicos venceram a África do Sul (1 a 0), México (2 a 1) e França (4 a 0). Nas quartas-de-final, o time da casa passou pela Nova Zelândia, nas penalidades, depois de um empate em 0 a 0 no tempo normal.

Já a Espanha, na primeira fase, ficou com a liderança do Grupo C, somando cinco pontos em empates com Egito (0 a 0) e Argentina (1 a 1), além de uma vitória sobre a Austrália pelo placar de 1 a 0. Nas quartas, a Fúria eliminou a Costa do Marfim, empatando em 2 a 2 no tempo normal, mas fazendo três gols na prorrogação, fechando o confronto em 5 a 2.

Em primeiro tempo de estratégias diferentes, a Espanha impôs o seu estilo de jogo e valorizou a posse de bola, mas pecou no último passe e acertou apenas um chute no gol, em finalização de bico de Rafa Mir, que parou em Tani.

O Japão, por sua vez, variou entre a marcação alta e a pressão na saída de bola espanhola e apostou nos contra-ataques em velocidade, mas terminou a etapa inicial sem criar uma grande oportunidade. Assim, o primeiro tempo terminou com o placar em branco.

No segundo tempo, a Espanha foi de vez para cima. Aos 9', Cucurella cruzou da ponta esquerda, Itakura não conseguiu cortar de cabeça, Merino dominou e Yoshida deu o carrinho na bola. O árbitro marcou pênalti no lance. Porém, após consulta ao VAR, voltou atrás.

O jogo foi caminhando para o fim do tempo normal e as equipes melhoraram. aos 33', Kubo quase marcou para o Japão, mas o goleiro Simón fez grande defesa. A resposta da Espanha veio aos 41', com Asensio, de canhota, mas Tani evitou o gol defendendo com o pé. Porém, o 0 a 0 persistiu e a partida foi para a prorrogação.


No tempo extra, as duas equipes até tentavam, mas o cansaço físico estava forte. Porém, aos 8 minutos da segunda etapa, a Espanha fez o gol da vaga na final. Asensio recebeu de Oyarzabal pelo lado direito da área, chutou colocado de canhota e mandou na bochecha direita da rede para marcar um belo gol. A Fúria se garantiu na decisão olímpica.

Com o triunfo, a Espanha vai encarar o Brasil, que venceu o México nas penalidades, na decisão da medalha de ouro, que será no sábado, dia 7, às 8h30 do horário de Brasília, no Estádio Internacional de Yokohama. Já o Japão lutará pelo bronze contra os mexicanos na sexta-feira, dia 6, às 8 horas,  também do horário de Brasília, no Estádio Saitama 2002.

Brasil elimina México nos pênaltis e está na final do Futebol Masculino Olímpico

Por Lucas Paes
Foto: Lucas Figueiredo/CBF
 
Brasil e México duelaram nesta manhã

O Brasil está na final do Futebol Masculino nos Jogos Olímpicos de Tóquio. Depois de um empate por 0 a 0, insistente também no tempo extra, a classificação veio nos pênaltis, pelo placar de 3 a 1, em uma boa atuação de Santos no gol brasileiro, que defendeu um pênalti. O jogo ocorreu na manhã desta terça, dia 3, noite no Japão, no Estádio Ibaraki, em Kashima. 

Nas quartas de final, o México havia vencido a Coréia do Sul por incríveis 6 a 3, garantindo a classificação. O Brasil, por sua vez, sem encantar, venceu o Egito pelo placar mínimo e também se classificou.

Pressionando, o Brasil quase marcou o primeiro gol no primeiro lance do jogo, mas ela passou por Richarlison. A partir disso, o jogo seguiu equilibrado, com o México oferecendo perigo por cima e os Canarinhos tentando pelo chão. Aos 18', Anthony tentou de longe e Ochoa pegou com facilidade após boa jogada brasileira. Aos 22', Daniel Alves obrigou Ochoa a trabalhar numa ótima cobrança de falta. Aos 28', Dougla Luiz tentou parou na frente do mexicano e acabou empurrado. Inicialmente o pênalti foi marcado, mas o VAR corrigiu a marcação. A partir daí, o tom do jogo mudou para uma melhora mexicana, porém sem grandes chances. Apenas aos 41', Romo chutou para ótima defesa de Santos. Aos 44', Antuna teve ótima chance, mas parou em outra defesa de Santos. A primeira etapa terminou sem gols. 

A etapa final foi desde o início mais truncada e teve basicamente nenhuma grande chance para um lado ou para o outro por mais da metade do tempo. Aos 36, Richarlison deu uma cabeçada que tocou na trave e ficou rodando a linha, na melhor chegada de algum dos times no segundo tempo. O Brasil seguiu tentando, mas parou em Ochoa e na defesa mexicana, e com a igualdade o jogo foi para a prorrogação sem nenhum gol.

A prorrogação seguiu o mesmo tom do tempo normal, com o jogo bastante travado. A primeira "chance" foi um chute de Arana para fora aos 13 minutos. Na etapa final, o tom seguiu o mesmo, com um ataque contra defesa do Brasil diante do México. A prorrogação acabou sem acréscimo e o duelo foi para os pênaltis.


Daniel Alves abriu os pênaltis acertando. Santos pegou a primeira cobrança mexicana. Martinelli botou o Brasil em vantagem e Vega mandou na trave. Bruno Guimarães marcou mais um. Rodriguez marcou para os mexicanos. O gol de Renier definiu o Brasil na final, para decidir o ouro olímpico. 

Agora, o Brasil aguarda o vencedor do jogo entre Japão e Espanha para conhecer seu adversário na disputa pela medalha de ouro. Já o México, obviamente aguardará o perdedor do outro duelo da semifinal para a disputa do terceiro lugar. A final ocorre no sábado, as 8h30, em Yokohama, enquanto a semifinal será jogada na sexta, em Saitama.

Futebol Olímpico Masculino: confira o retrospecto de Brasil x México

Com informações da CBF
Foto: Rafael Ribeiro / CBF

Em Londres, 2012, o Brasil perdeu o Ouro para o México

A rivalidade entre Brasil e México ganha mais um capítulo nesta terça-feira, dia 3 de agosto. No Estádio de Kashima, no Japão, os dois países decidem uma das vagas na final dos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020.

Este será o 14º confronto entre as equipes olímpicas (sub-23*) de Brasil e México. Até o momento, são cinco vitórias brasileiras, quatro empates e quatro vitórias mexicanas. Ao todo, são 14 gols marcados pelo Brasil e 11 tentos do México.

Apesar do Brasil ter o retrospecto favorável, é o México quem venceu a única partida na própria Olimpíada. Foi em Londres 2012, na final do torneio, que os mexicanos derrotaram a Seleção por 2 a 1. Agora, o Brasil tenta devolver na mesma moeda e eliminar os rivais da competição em Tóquio.

Retrospecto da Seleção Olímpica: Brasil x México

Jogos: 13
Vitórias do Brasil: 5
Empates: 4
Vitórias do México: 4
Gols do Brasil: 14
Gols do México: 11
Maior vitória: Brasil 6 x 2 México - Jogos Pan-Americanos de Chicago (1959)
Maior derrota: Brasil 0 x 2 México - Copa Ouro da Concacaf (1996)

Confira a lista de confrontos entre os times olímpicos de Brasil e México

Jogos Pan-Americanos de Chicago (1959)
Brasil 6 x 2 México

Torneio Pré-Olímpico do Peru (1960)
Brasil 2 x 1 México

Jogos Pan-Americanos da Cidade do México (1975)
Brasil 1 x 1 México

Jogo preparatório (1976)
Brasil 0 x 0 México

Jogos Pan-Americanos de Caracas (1983)
Brasil 1 x 0 México

Jogos Pan-Americanos de Indianápolis (1987)
Brasil 1 x 0 México

Copa Ouro da CONCACAF (1996)
Brasil 0 x 2 México
(apenas o Brasil com time olímpico)

Copa Ouro da CONCACAF (2003)
Brasil 0 x 1 México
(apenas o Brasil com time olímpico)


Copa Ouro da CONCACAF (2003)
Brasil 0 x 1 México
(apenas o Brasil com time olímpico)

Jogos Olímpicos de Londres (2012)
Brasil 1 x 2 México

Jogo preparatório
Brasil 1 x 1 México

Jogo preparatório
Brasil 0 x 0 México

Suécia bate Austrália e avança para a decisão do Futebol Olímpico Feminino

Por Ricardo Pilotto
Foto: divulgação Associação Sueca de Futebol

Lance do gol sueco

Austrália e Suécia entraram em campo nesta segunda-feira para decidir a última vaga pra grande disputa da medalha de ouro no Futebol Olímpico Feminino no estádio Internacional de Yokohama. A equipe escandinava conseguiu vencer o time da Oceania por 1 a 0, com gol do Rolfö no começo do segundo tempo e com isso, garantiram seu lugar na grande decisão do futebol feminino nas Olimpíadas de Tokyo 2020.

Vale lembrar que ambas as equipes já se enfrentaram na fase de grupos. Naquela oportunidade, a seleção cueca bateu a australiana pelo placar de 4 a 2 no estádio de Saitama, em partida válida pela 2ª rodada da fase inicial.

Após conseguir se classificar como uma das melhores terceiras colocadas na primeira fase e vencer a Grã-Bretanha por 4 a 3, em um jogo que precisou de prorrogação nas quartas de final, as australianas continuaram vivas na briga por um feito inédito na história do futebol feminino para o país. Do outro lado, tinha uma equipe sueca, que teve a melhor campanha geral da primeira fase e bateu o Japão pelo placar de 3 a 1 nas quartas de final, e ainda tenta mostrar toda a sua força e provar o porque pode ser considerada uma das grandes favoritas a conquistarem o ouro no futebol olímpico feminino.

O minutos iniciais de jogo foram marcados por um domínio da equipe escandinava, que pressionava as australianas no seu campo defensivo e dificultavam suas saídas de bola. Por outro lado, no quesito das finalizações, as suecas não conseguiram sequer oferecer perigos a goleira Micah. A primeira finalização das Matildas aconteceu aos 17', quando Kennedy viu que a arqueira Lindahl estava adiantada e arriscou de antes do meio campo, mas a bola passou longe da meta. Pelo lado do time de azul e amarelo, seu primeiro grande lance foi aos 23', quando a jogadora Rolfö, mesmo atrapalhada pela marcação, conseguiu avançar e executar uma boa finalização, mas a bola explodiu no travessão de Micah. Com o tempo a equipe da Oceania conseguiu se soltar um pouco mais na reta final, e quem passou a ter dificuldades para criar passou a ser o time europeu. 

Com 41', Kennedy acertou uma bela cobrança de falta pela direita e surpreendeu Lindahl, que mesmo no contrapé, conseguiu espalmar a bola para a linha de fundo. Aos 43', a Austrália conseguiu fazer o primeiro gol com Kerr, mas a árbitra da partida já havia paralisado a partida por falta de ataque antes mesmo da bola ir para o fundo das redes. As australianas aproveitaram o seu melhor momento na partida e aos 45', Yallop fez bom cruzamento da esquerda e encontrou Kerr, que se antecipou a marcação para cabecear e assustou a goleira escandinava. Pouco tempo depois dessa grande chance, o primeiro tempo foi encerrado com o placar em branco.

Já com a bola rolando pela etapa complementar, as escandinavas começaram indo para cima das australianas e abriram o placar com poucos segundos com Rolfö, que aproveitou a falha da goleira Micah após quase ser encoberta pelo quique da bola, pegou o rebote e mesmo sem ângulo, conseguiu colocar a bola no fundo do gol. A primeira chegada das Matildas no segundo tempo foi de Kerr aos 10', mais uma vez de cabeça, mas desta vez, acabou parando nas mãos de Lindahl, que caiu para fazer a defesa. 

Com a vantagem de um tento, as europeias passaram a ter mais o controle da partida e conseguiram adotar uma postura que não permitia a equipe sofrer tantos sustos no seu campo defensivo. Manteve o ritmo após o primeiro gol, mas encontrava dificuldade para furar o bloqueio australiano. Com isso, a outra grande chance criada pelas suecas foi com 18', quando Angeldal percebeu que a goleira Micah estava adiantada e tentou o gol de cobertura, mas o chute acabou saindo muito forte e a bola passou por cima do gol. As australianas foram se soltando mais na partida e chegaram a pressionar a equipe escandinava em busca do gol de empate, mas acabou não tendo sucesso. 


Já na reta final da partida, a Austrália dava muitos sinais de nervosismo e errou muitos passes nas armações das jogadas ofensivas e pecava na precisão em suas finalizações ao gol, apesar de ter mais a partida aos seus domínios. As suecas conseguiram se defender muito bem e conseguiram segurar o resultado até o fim do jogo. Nos acréscimos Asllani chegou a ampliar o placar, mas acabou sendo anulado por impedimento. Carpenter foi expulsa nos último lance por falta em chance clara e manifesta de gol, mas esse fato acabou não interferindo em nada na partida. Aos 50', o encontro entre as Matildas com as escandinavas terminou em 1 a 0 para as europeias.

Com a vitória, a Suécia vai decidir a medalha de ouro contra o Canadá, que venceu os Estados Unidos por 1 a 0 no jogo de mais cedo. A final será na manhã desta sexta-feira no Japão, 23 horas de quinta no Brasil, no Estádio Nacional de Tóquio. Já a Austrália enfrentará as norte-americanas para decidir que ficará com a medalha de bronze na quinta-feira, às 5 horas da manhã do horário de Brasília, no estádio Ibaraki Kashima.

Canadá vence os Estados Unidos e está na final do Futebol Feminino Olímpico

Por Victor de Andrade
Foto: divulgação US Soccer

Semifinal foi realizada em Kashima

O Torneio de Futebol Feminino dos Jogos Olímpicos de Tóquio já tem a primeira seleção finalista. Nesta segunda-feira, dia 2, no Kashima Stadium, no Japão, o Canadá venceu os Estados Unidos, por 1 a 0, e vai disputar o ouro na modalidade. O único gol da partida foi marcado por Flemming, de pênalti, na segunda etapa.

O Canadá, na primeira fase, foi o segundo colocado do Grupo E, com cinco pontos, vencendo o Chile, por 2 a 1, e empatando com Japão e Grã-Bretanha, ambos pro 1 a 1. Nas quartas, as canadenses eliminaram o Brasil nas penalidades, depois de um 0 a 0 no tempo normal e prorrogação.

Já os Estados Unidos ficaram em segundo do Grupo G da primeira fase, fazendo quatro pontos, perdendo para a Suécia, por 3 a 0, goleando a Nova Zelândia, por 6 a 2, e empatando com a Austrália em 0 a 0. Nas quartas, as norte-americanas eliminaram a Holanda, nas penalidades, depois de um empate em 2 a 2.

Quando a bola rolou, foi uma decepção. Pelo menos no primeiro tempo! Nada aconteceu nos 45 minutos iniciais fraquíssimos de Estados Unidos e Canadá e o 0 a 0 não poderia ser mais merecido. Nenhuma das seleções acertou o alvo uma vez sequer durante a etapa inicial, que teve como lances de maior perigo dois cabeceios de Alex Morgan que passaram longe de gol.

O segundo tempo estava indo no mesmo ritmo do primeiro tempo, com os Estados Unidos um pouco melhor. Porém, aos 27 minutos, Rose sofreu falta dentro da área de Davidson e depois de consulta ao VAR, a arbitragem marcou pênalti para as canadenses. Flemming foi para a cobrança e balançou as redes: 1 a 0 para o Canadá.

Depois de sofrer o gol, os Estados Unidos foram para a pressão, tentando fazer o gol de empate para levar o confronto para a prorrogação. Aos 40', Lloyd, de cabeça, mandou a bola no travessão. Mas, apesar do susto, o Canadá segurou o resultado e se garantiu na final olímpica.


Com a vitória, o Canadá vai decidir a medalha de ouro contra o vencedor de Austrália e Suécia, que jogam ainda nesta segunda-feira. A final será na manhã de sexta-feira no Japão, 23 horas de quinta no Brasil, no Estádio Nacional de Tóquio. Já os Estados Unidos enfrentarão o perdedor da outra semifinal na quinta-feira, 5 horas do horário de Brasília, no Kashima Stadium.

Após eliminação em Tóquio, Pia Sundhage projeta próximo ciclo

Com informações da CBF
Foto: Sam Robles / CBF

Pia Sundhage durante o jogo em que o Brasil foi eliminado pelo Canadá

Uma derrota doída, que serve de combustível para trabalhar por mais. Assim a técnica Pia Sundhage resumiu a eliminação da Seleção Brasileira diante do Canadá nas quartas de final dos Jogos Olímpicos de Tóquio. Para a treinadora, um ritmo de jogo mais veloz poderia ter ajudado a equipe na partida desta sexta-feira (30).

“Estou muito triste, e peço desculpas por não termos conquistado a vaga nas semifinais. Tenho que voltar e fazer melhor meu dever de casa para que a gente se saia melhor da próxima vez. Acho que o jogo foi emocionante, nós jogamos bem, mas talvez pudéssemos imprimir um ritmo mais veloz. No fim das contas, o Canadá dificultou muito as coisas para nós, e perder nos pênaltis é muito difícil”, lamentou.

Pia completa, neste mês, dois anos no comando das Guerreiras do Brasil. Para o próximo ciclo, ela vê como prioridade o desenvolvimento de dois aspectos da equipe: o físico e o psicológico.

"A mensagem que fica é que o futuro do futebol feminino brasileiro é promissor. Se o Brasil quer, e nós queremos, estar o mais alto possível no nível internacional, precisamos trabalhar duas coisas: melhorar nosso condicionamento físico, para ter a capacidade de fazer, ao fim do jogo, todas as coisas maravilhosas que somos capazes de fazer no início da partida ou de um torneio, e também um pouco do aspecto psicológico. Juntos, esses dois compõem também a força de um time. Eu acho que fomos um time bem coeso, e acho que há margem para melhora nesses setores”, admitiu.

Pia fez ainda um balanço desse período à frente da Seleção, e também apontou que tipo de habilidades as jogadoras brasileiras precisam desenvolver para conseguir um espaço na equipe. Diante da renovação do setor de meio-campo, com a despedida de Formiga das Olimpíadas, por exemplo, a técnica vê a necessidade de contar com peças que consigam contribuir tanto no ataque quanto na defesa.

“Em relação ao que nós conseguimos melhorar nesse período, acredito que nossa defesa é mais organizada do que antes. Mas é verdade que nós precisamos muito de meias que controlem o ataque. E eu gostaria de ver mais meias como a Angelina, que para mim é parte desse futuro, com qualidade nos dois lados. Quando você olha para trás e pensa na partida, talvez venha à mente: ‘podíamos ter feito mais no ataque’. Mas aí talvez não conseguíssemos ser tão consistentes na defesa. Para mim, é uma questão de equilíbrio”, disse, projetando os próximos passos para esse desenvolvimento.


“No fim das contas, nós não perdemos, mas precisamos marcar mais gols. E encontrar jogadoras criativas no meio é muito importante porque essa jogadora precisa tanto de habilidades ofensivas quanto defensivas. Precisamos acionar jogadoras como a Tamires, e dar um jeito de encontrar o caminho no último terço do campo para achar o último passe. Atualmente, nós temos essas jogadoras no Brasil, mas elas não são tão boas defensivamente e não conseguem jogar 90 minutos nesse nível que o futebol internacional exige. Mas nós temos essas jogadoras, então o meu trabalho é incentivá-las a melhorar o condicionamento físico e a organização, já que o jogo exige atacar e defender juntas”, concluiu

Com a derrota para o Canadá nos pênaltis, a Seleção Feminina dá adeus à disputa dos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020. A equipe agora volta suas atenções para o próximo ciclo, que inclui as disputas da Copa América e da Copa do Mundo FIFA.

André Jardine valoriza solidez defensiva da Seleção Olímpica diante do Egito

Com informações da CBF
Foto: Lucas Figueiredo / CBF

André Jardine cumprimentando Matheus Cunha pelo gol contra o Egito

Um grande desafio e uma grande atuação da Seleção Brasileira. Em seu primeiro jogo eliminatório na Olimpíada de Tóquio 2020, o Brasil teve bom desempenho e derrotou o Egito por 1 a 0, com gol de Matheus Cunha. Técnico da Seleção, André Jardine ficou satisfeito com o que viu em campo, especialmente pela solidez apresentada pela defesa comandada por Diego Carlos e Nino.

Em entrevista coletiva após a vitória, neste sábado (31), o treinador valorizou as experiências vividas pela Seleção ao longo do torneio e ressaltou a importância delas para a boa atuação da defesa neste jogo.

"As situações que a gente vai vivendo na competição vão nos dando algumas experiências, que a gente vai aproveitando. O próprio jogo da Costa do Marfim, onde a gente teve que defender com um a menos, nos fortaleceu muito como equipe. A adaptação que a gente teve no jogo contra a Arábia Saudita, no segundo tempo, trabalhando com uma linha de cinco", lembrou, antes de analisar a importância disso para evoluir como equipe:

"Esses pequenos ajustes vão somando, vão dando experiência, que vai nos dando a possibilidade de identificar o jeito que o adversário ataca, o jeito que o adversário joga e escolher sempre a melhor estratégia defensiva".

Se a defesa foi sólida, o ataque foi muito produtivo. Desde o minuto inicial, o Brasil conseguiu se impor dentro de campo, criando oportunidades e levando perigo ao gol do Egito, que tinha a melhor defesa da competição até o início do jogo. Para Jardine, um dos méritos da equipe foi entender que o jogo exigiria muita resiliência dos atletas, porque nem sempre as coisas dariam certo.

"Foi um jogo bastante duro, bastante difícil, contra uma seleção que se classificou com muitos méritos em uma chave muito complicada, teve resultados importantes, era a defesa menos vazada da competição. Sabíamos que seria um jogo que iria nos exigir paciência, uma mentalidade muito forte", avaliou.

Apesar de elogiar a atuação da equipe, André Jardine chamou atenção para o alto número de oportunidades desperdiçadas. A Seleção nem esperava ter tantas chances, como o próprio técnico admitiu, mas a vitória pelo placar mínimo não condisse com o que foi apresentado em campo. Nos minutos finais, o Brasil correu riscos que poderia ter evitado, como reforçou Jardine.


"Era um time perigoso nos contra ataques, com atacantes rápidos, fortes fisicamente. A gente teria que matar nas chances que tivéssemos. Sabíamos que não teríamos muitas chances no jogo. Talvez o único pecado do jogo foi não ter conseguido fazer o segundo gol, que nos daria uma tranquilidade maior. São sempre jogos muito apertados, decididos nos detalhes", admitiu.

Depois de derrotar o Egito, o Brasil enfrentará o México na próxima terça-feira (3), em jogo válido pelas semifinais da Olimpíada de Tóquio 2020.

Confrontos das semifinais do Torneio Olímpico Masculino estão definidos

Arte: O Curioso do Futebol


Neste sábado, dia 31, foram realizados os jogos das quartas-de-final do Torneio Olímpico de Futebol Masculino dos Jogos de Tóquio. Espanha, Japão, Brasil e México passaram por seus respectivos adversários e avançaram na competição.

O primeiro jogo do dia, realizado no Miyagi Stadium, em Rifu, teve Espanha e Costa do Marfim. Os africanos saíram na frente, com Bailly, tomaram o empate, com Olmo, e estavam se classificando com o gol de Gradel, aos 46' do segundo tempo. Porém, Mir marcou dois minutos depois e levou o jogo para a prorrogação, onde ele próprio, duas vezes, e Oyarzabal fizeram a Fúria passar com a vitória por 5 a 2.

Já no Kashima Stadium, o Japão, seleção da casa, e Nova Zelândia fizeram um jogo morno, sem muitas emoções e que não teve gol no tempo normal e nem na prorrogação. Nas penalidades, os nipônicos levaram a melhor e venceram por 4 a 2.

O Brasil garantiu sua vaga na semifinal com uma vitória sobre o Egito, por 1 a 0, no Saitama Stadium 2002. A Seleção Canarinho dominou a partida, criou várias chances, mas o único gol do embate foi marcado por Matheus Cunha, aos 37' do primeiro tempo.


Já o México chega à semifinal depois de 'atropelar' a Coreia do Sul, em partida realizada no Estádio Internacional de Yokohama, pelo placar de 6 a 3. Martín e Córdova, duas vezes cada, Romo e Aguirre marcaram para a La Tri, enquanto Lee Dong-gyeong, duas vezes, e Hwang Ui-jo marcaram os gols sul-coreanos.

As semifinais serão realizadas na terça-feira, dia 3 de agosto. Às 5 horas, no horário de Brasília, o Brasil terá pela frente o México, no Estádio de Kashima. Já às 8 horas, o Japão enfrenta a Espanha no Estádio de Saitama.

Brasil faz 1 a 0 no Egito e está na semi do Futebol Masculino Olímpico

Foto: Lucas Figueiredo / CBF

Richarlison cercado por jogadores egípcios

O Brasil está na semifinal do Torneio Olímpico de Futebol Masculino dos Jogos de Tóquio. Neste sábado, dia 31, no Estádio de Saitama, no Japão, a Seleção Brasileira dominou o Egito por praticamente a partida inteira e venceu por 1 a 0, gol de Matheus Cunha, e avançou na competição.

Primeiro colocado do Grupo D, o Brasil fez sete pontos na primeira fase, onde venceu a Alemanha, por 4 a 2, empatou com a Costa do Marfim, em 1 a 1, e bateu a Arábia Saudita, por 3 a 1. Já o Egito foi o segundo do Grupo C, com quatro pontos, empatando com a Espanha, em 0 a 0, perdendo para a Argentina, por 1 a 0, e vencendo a Austrália, por 2 a 0.

O Brasil começou melhor, pressionando, mas a primeira chance foi do Egito, aos 13', com Tawfik finalizando de cabeça para fora depois de bate-rebate na área. O Brasil respondeu dois minutos depois, em chute da entrada da área de Anthony, com a bola passando por cima do travessão. Aos 28', foi a vez de Richarlison bater na área e a "redonda" foi no peito do goleiro El Shenawy.

O domínio brasileiro foi transformado em gol aos 36 minutos. Em contra-ataque, Claudinho recebeu a bola na intermediária e serviu Richarlison pela esquerda. O camisa 10 levou a bola até perto da área e rolou para Matheus Cunha dominar e bater tirando do goleiro: 1 a 0 para o time canarinho. O Brasil ainda levou perigo em cobrança de falta de Douglas Luiz, aos 45', antes do fim do primeiro tempo.

Mesmo vencendo, o Brasil voltou para o segundo tempo tentando 'matar' a partida. Com menos de dois minutos, o time canarinho teve chances com Claudinho, após belo elástico de Antony, e Matheus Cunha, em lance em que o goleiro El Shenawy defendeu com o nariz.

A Seleção Brasileira perdia uma sequência de chances, errando no último passe ou na finalização. Aos 21', Paulinho teve oportunidade para ampliar, mas bateu em cima do goleiro egípcio. O Egito respondeu aos 24', em uma de suas raras chegadas, com Mohsen, em chute cruzado, mas o goleiro Santos fez a defesa. Já aos 28', Paulinho finalizou novamente, mas El Shenawy defendeu firme.


No final, o Egito foi para o "tudo ou nada", tentando pressionar o Brasil em busca do empate. Aos 41', Mohsen fez Santos trabalhar. A Seleção Brasileira errava passes, mas como os egípcios não conseguiram marcar, a vaga na semifinal ficou com o time canarinho.

Com a vitória, o Brasil encara o México, que venceu a Coreia do Sul em um jogo de muitos gols, terminando em 6 a 3. A partida está marcada para terça-feira, dia 3 de agosto, às 5 horas do horário de Brasília, em Kashima. Já o Egito volta para casa.

Sem Brasil, estão definidas as semifinais do Futebol Feminino nas Olímpiadas de Tóquio

Por Lucas Paes
Arte por O Curioso do Futebol


Estão definidos os semifinalistas do torneio de Futebol Feminino dos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020, disputados obviamente em 2021. O torneio finalmente se afunila e a disputa pela vaga na final,  que garante já uma medalha e pela disputa do bronze no terceiro lugar ficou com Canadá, que eliminou o Brasil, Estados Unidos, Suécia e Austrália, que protagonizou o outro grande jogo das quartas de final.

O primeiro jogo da madrugada, que era obviamente a tarde no Japão ocorreu entre Brasil e Canadá, no estádio de Miyagi. A equipe do Canadá acabou se classificando vencendo pelo placar de 4 a 3 nos pênaltis, depois de um empate por 0 a 0 no tempo normal. É o fim do sonho de medalha para a Seleção Brasileira de futebol feminino. 

Às 6 horas, no Ibaraki de Kashima, ocorreu o "confronto da Commonwealth" entre Austrália e Grã-Bretanhã. A partida, que tinha certo favoritismo da equipe europeia, acabou sendo uma insanidade e terminou com o placar de 4 a 3 para a Austrália na prorrogação, com gols de White, que marcou os três da Grã Bretanha e do outro lado Kenned, Kerr, que marcou duas vezes e Fowler para as australianas. Agora, a Austrália enfrenta a Suécia nas semifinais.

A Suécia, favoritíssima, sofreu mais que o esperado contra o Japão em Saitama. As europeias venceram por 3 a 1 com gols de Eriksson, Alanius e Blackstenius. Tanaka fez o gol japonês. Agora, como já citado, as suecas pegarão a Austrália.


Por fim, às 8 horas, o jogo que definiu o adversário do Canadá nas semifinais. Num confronto que prometia faíscas em Yokohama, os Estados Unidos acabaram classificados nos pênaltis, após empate por 2 a 2 no tempo regulamentar, em um duelo espetacular. A Holanda marcou com Miedema, duas vezes e Mewis e Willians fizeram para os Estados Unidos. Nos pênaltis, 4 a 2 para as americanas. Agora, a missão dura de tentar deixar as estadunidenses/holandesas fora da final ficará com o Canadá.

As partidas das semifinais ocorrem no dia 2 de agosto, segunda-feira. Às 5 horas, no Kashima Stadium, a Suécia enfrenta a Austrália. Já às 8 horas, no Estádio Internacional de Yokohama, se enfrentam Estados Unidos e Canadá.

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