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Mohamed El Yamani - o Salah dos anos 2000 que o Egito não teve

Por Diego Dantas
Foto: arquivo

Mohamed El Yamani comemorando gol

O ano era 2001 e a seleção egípcia conquistara um honroso terceiro lugar no na Copa do Mundo sub-20 realizada na Argentina. Jogadores como Mohamed Shawky, Hossam Ghaly e Sherif Ekramy começariam a aparecer ao cenário internacional e se tornariam nomes importantes na seleção a partir dali mas um nome em específico se tornou destaque logo de cara: com quatro gols no torneio, o atacante Mohamed El-Yamani era a sensação dos faraós no momento.

Único atleta atuando fora do país entre os convocados para o mundial da categoria, El Yamani pertencia ao Standard Liége da Bélgica e seu desempenho no torneio chamou a atenção de gigantes do futebol europeu. Apesar do assédio do Bayern de Munique e do Tottenham, foi a Juventus que convenceu os belgas e fechou negócio para ter o talento egípcio em seu plantel para a temporada 2001/02, todavia um acidente de carro mudaria todo o percurso na carreira que estava trilhada para El Yamani. Em julho de 2001, a caminho do aeroporto, o pneu de seu carro estourou, fazendo com que o atacante perdesse o controle do veículo, resultando em um acidente que lhe causou fraturas, ossos quebrados e uma hemorragia cerebral que culminou à perda de memória. Contudo, El Yamani sobreviveu mas devido as sequelas do acidente, precisou ficar hospitalizado por alguns meses, inviabilizando qualquer possibilidade de transferência para a Juventus.

Na sequência da carreira, El Yamani seria emprestado para o KV Mechelen em janeiro de 2003, retornando ao clube de origem poucos meses depois. No ano seguinte, retornaria ao seu país natal onde defendeu o gigante Zamalek além dos modestos Al Ittihad de Alexandria e El Shams mas sem o mesmo brilho tal qual nos primórdios de sua carreira.


Em 2010, o futebol europeu abriria as portas novamente para El Yamani, quando o atleta acertou com o Floriana da primeira divisão de Malta e desta vez, teve certo prestígio ao ajudar a equipe a terminar a temporada com o título da Copa de Malta e com o vice-campeonato da Liga Maltesa, dando direito a equipe disputar a Liga Europa da temporada 2011/12. Porém, ainda em 2011 o atleta rescindiria o contrato com o Floriana e finalizaria ali sua carreira.

Pela seleção egípcia, apesar do bom papel com os Faraós no Mundial sub-20 de 2001, o sucesso não se repetiu na equipe principal. El Yamani defendeu a seleção em apenas duas oportunidades, com somente 1 gol marcado em amistoso contra a Nigéria em Abuja.

A história de Ahmed Shobair na seleção e no futebol egípcio

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Shobair atuando pela seleção egípcia

O futebol egípcio atualmente vive um momento de crescimento, incentivado principalmente pela imagem de Mohamed Salah e de Elmeny, jogadores da Premier League, mas também de diversos outros jogadores egípcios que atuam em toda a Europa. Muito antes de jogadores do país dos faraós fazerem sucesso pelo mundo ou mesmo no próprio país, como o caso de Aboutrika, um goleiro marcou a história da seleção de futebol egípcio: Ahmed Shobair, que completa 62 anos neste dia 29.

Ahmed começou a jogar futebol ainda muito jovem e chegou as categorias de base do Al-Ahly, estreando no time aos 20 anos. Começaria mais como goleiro reserva e inclusive passaria por empréstimo pelo Tanta antes de retornar ao Al Ahly e assumir de vez a titularidade do gol a partir da metade da década de 1980. se tornando a partir de então peça chave na equipe mais popular da África e quiçá do mundo.

Shobair passou a partir de então a ser um dos pilares do time naquele período. Suas defesas ajudaram o time a seguir com a dominação nacional que pratica até os dias de hoje, mas viveu seu grande momento no clube em 1987, quando suas defesas ajudaram o Al Ahly a conquistar nos pênaltis duas classificações durante a campanha do segundo título continental do clube, obtido na final diante do Al-Hilal. Isso veio no ano seguinte em que foi decisivo no título do Egito na Copa das Nações Africanas, conquistado nos pênaltis diante de Camarões, em 1986. 

Poucos anos depois, o arqueiro egípcio foi protagonista em outro momento histórico para o futebol egípcio, quando era o titular da seleção que jogou a Copa do Mundo de 1990 na Itália, sendo um dos responsáveis pelos empates diante de Holanda e Irlanda, na fase de grupos da competição. Já era na época um jogador experiente, com quase 30 anos, o que certamente ajudou na disputa mundial na Bota.


Atuou profissionalmente até 1997, quando decidiu pendurar as luvas, sendo um dos 10 jogadores com mais jogos pelo Al-Ahly, tendo mais de 200 jogos pelo clube. Depois da aposentadoria, seguiu tanto carreira como político, estando no parlamento egípcio e na Federação Egípcia de Futebol, quanto na TV, por onde ficou mais conhecido por seus programas de TV. Seu filho hoje é goleiro reserva do próprio Al Ahly.

Brasil faz 1 a 0 no Egito e está na semi do Futebol Masculino Olímpico

Foto: Lucas Figueiredo / CBF

Richarlison cercado por jogadores egípcios

O Brasil está na semifinal do Torneio Olímpico de Futebol Masculino dos Jogos de Tóquio. Neste sábado, dia 31, no Estádio de Saitama, no Japão, a Seleção Brasileira dominou o Egito por praticamente a partida inteira e venceu por 1 a 0, gol de Matheus Cunha, e avançou na competição.

Primeiro colocado do Grupo D, o Brasil fez sete pontos na primeira fase, onde venceu a Alemanha, por 4 a 2, empatou com a Costa do Marfim, em 1 a 1, e bateu a Arábia Saudita, por 3 a 1. Já o Egito foi o segundo do Grupo C, com quatro pontos, empatando com a Espanha, em 0 a 0, perdendo para a Argentina, por 1 a 0, e vencendo a Austrália, por 2 a 0.

O Brasil começou melhor, pressionando, mas a primeira chance foi do Egito, aos 13', com Tawfik finalizando de cabeça para fora depois de bate-rebate na área. O Brasil respondeu dois minutos depois, em chute da entrada da área de Anthony, com a bola passando por cima do travessão. Aos 28', foi a vez de Richarlison bater na área e a "redonda" foi no peito do goleiro El Shenawy.

O domínio brasileiro foi transformado em gol aos 36 minutos. Em contra-ataque, Claudinho recebeu a bola na intermediária e serviu Richarlison pela esquerda. O camisa 10 levou a bola até perto da área e rolou para Matheus Cunha dominar e bater tirando do goleiro: 1 a 0 para o time canarinho. O Brasil ainda levou perigo em cobrança de falta de Douglas Luiz, aos 45', antes do fim do primeiro tempo.

Mesmo vencendo, o Brasil voltou para o segundo tempo tentando 'matar' a partida. Com menos de dois minutos, o time canarinho teve chances com Claudinho, após belo elástico de Antony, e Matheus Cunha, em lance em que o goleiro El Shenawy defendeu com o nariz.

A Seleção Brasileira perdia uma sequência de chances, errando no último passe ou na finalização. Aos 21', Paulinho teve oportunidade para ampliar, mas bateu em cima do goleiro egípcio. O Egito respondeu aos 24', em uma de suas raras chegadas, com Mohsen, em chute cruzado, mas o goleiro Santos fez a defesa. Já aos 28', Paulinho finalizou novamente, mas El Shenawy defendeu firme.


No final, o Egito foi para o "tudo ou nada", tentando pressionar o Brasil em busca do empate. Aos 41', Mohsen fez Santos trabalhar. A Seleção Brasileira errava passes, mas como os egípcios não conseguiram marcar, a vaga na semifinal ficou com o time canarinho.

Com a vitória, o Brasil encara o México, que venceu a Coreia do Sul em um jogo de muitos gols, terminando em 6 a 3. A partida está marcada para terça-feira, dia 3 de agosto, às 5 horas do horário de Brasília, em Kashima. Já o Egito volta para casa.

El-Hadary: um recordista!

Por Victor de Andrade
Foto: Getty Images.com/Fifa.com

Com 45 anos, cinco meses e 10 dias, El-Hadary tornou-se o jogador mais velho e jogar em Copa

Tá certo que a festa não foi completa, já que o Egito acabou derrotado, com Salah e tudo, pela Arábia Saudita por 2 a 1. Porém, a seleção do norte da África entrou na história das Copas do Mundo neste segunda-feira, dia 25, na Arena Volgograd, por causa de seu goleiro Essam El-Hadary. Com 45 anos, cinco meses e 10 dias, ele tornou-se o atleta mais velho a entrar em campo no Mundial de Futebol.

O jogo não foi dos melhores para a equipe do recordista. Porém, no início, parecia que a festa seria completa. Aos 22 minutos, o craque egípcio Mohamed Salah fez 1 a 0 para a sua seleção. Já aos 40', o lance que iria coroar El-Hadary. O goleiro recordista pegou o pênalti batido por Al Muwallad, fazendo uma grande festa.

Porém, antes do fim do primeiro tempo, nos acréscimos, em outra penalidade, que precisou do VAR para ser marcada, Salman Al Faraj empatou o jogo para os Árabes. Para piorar a situação, no finalzinho da partida, Salem Al Dawsari marcou o gol da vitória da Arábia Saudita, jogando um pouco de água na atuação do recordista El-Hadary.

Porém, apesar do resultado, a marca de El-Hadary é histórica. O antigo detentor do recorde também era um goleiro: o colombiano Faryd Mondragón atuou nos minutos finais da vitória de sua equipe sobre o Japão por 4 a 1, na Copa do Mundo de 2014. Ele tinha 43 anos e três meses. Confira os cinco jogadores mais velhos a atuarem em Mundiais:

1º El Hadary - goleiro do Egito - 45 anos, 5 meses e dez dias - Copa 2018
2º Mondragón - goleiro da Colômbia - 43 anos e 3 meses - Copa 2014
3º Roger Milla - atacante de Camarões - 42 anos, 1 mês e 8 dias - Copa 1994
4º Pat Jennings - goleiro da Irlanda do Norte - 41 anos - Copa 1986
5º Peter Shilton - goleiro da Inglaterra - 40 anos, 19 meses e 9 dias - Copa 1990

Será difícil este recorde ser batido. Só para se ter uma ideia, o egípcio é quase seis anos mais velho que o segundo jogador mais experiente no Mundial, o mexicano Rafa Márquez, e sua idade supera também a de três técnicos que estão no torneio: o de Senegal (Aliou Cisse), o da Sérvia (Mladen Krstajic) e o da Bélgica (Roberto Martinez).

No sufoco, do jeito uruguaio!

Por Victor de Andrade
Fotos: Getty Images.com/Fifa.com

O zagueiro Gimenez abriu o marcador aos 44' do segundo tempo: vitória Celeste

E a Copa do Mundo chegou no seu segundo dia, que foi aberto com o jogo entre Uruguai e Egito, na Arena Ekaterinburgo. E o jogo foi do jeito que marcou o futebol uruguaio: problemas quando precisava propor o jogo, goleiro egípcio fechando o gol, bola na trave e a rede balançada, em lance de bola parada, somente aos 44 minutos do segundo tempo. Com isto, a Celeste Olímpica consegue vencer em sua estreia.

Antes de começar a partida, algumas decepções. A primeira, clara, era o Uruguai jogando todo de branco. Se o Egito joga de camisa vermelha, por que a Celeste não usou celeste? É a Fifa com essa questão de uniformes estragando tradições. Porém, um recorde sul-americano foi quebrado. Óscar Tabárez tornou-se o primeiro treinador da região a dirigir a mesma seleção por três Mundiais consecutivos, sendo quatro no total (ele dirigiu os uruguaios em 1990).

Já pelo lado egípcio, duas expectativas foram quebradas. A primeira é que Mohamed Salah, um dos maiores atletas do esporte da atualidade e que contundiu o ombro na final da Champions League, ficou no banco o jogo inteiro e não foi utilizado. A outra é que o goleiro Essam El-Hadary, de 45 anos, foi preterido por Mohamed El-Shenawy, e o recorde de jogador mais velho a disputar uma partida de Copa, que pertence ao colombiano Faryd Mondragon, não foi quebrado.

Salah não foi utilizado pelo técnico Héctor Cúper

Quando a bola rolou, logo de cara deu para perceber que o Uruguai iria para a pressão em cima do Egito e foi isto que aconteceu por praticamente toda a partida. Porém, a Celeste voltou a apresentar um velho problema da equipe: quando precisa propor o jogo, o time tem dificuldades para passar pela marcação adversária, o que não foi diferente na partida em Ekaterinburgo.

O Uruguai até criava, principalmente quando o último passe saia do atacante Edinson Cavani, que fez uma bela partida. Porém, sua outra grande estrela, Luiz Suárez, estava incrivelmente em um péssimo dia, tropeçando na bola e perdendo chances incríveis, como a que aconteceu no primeiro tempo, quando em sobra de cobrança de escanteio, sozinho, ele chutou a bola na rede, mas pelo lado de fora.

No segundo tempo, o Egito até esboçou a partir para o ataque, mas ainda o Uruguai mandava no jogo, mesmo tendo dificuldades para romper a marcação adversária. Também quem acabou aparecendo foi o goleiro Mohamed El-Shenawy, que em dois lances de Luiz Suárez e ainda em um chute de Cavani fez defesas que pareciam garantir, ao menos, o empate aos egípcios.

Cavani foi o melhor jogador uruguaio em campo

Nos últimos minutos, o Egito resolveu acreditar que poderia vencer e acabou dando espaços à Celeste, que começou a utilizar a bola para tentar o triunfo. Já depois dos 40 minutos da etapa complementar, Cavani cobrou falta e acertou a bola na trave esquerda do Egito. Aos 44', finalmente saiu o gol. Depois de infração boa cometida pelo lado esquerdo da marcação dos egípcios, Sanchez alçou a bola na área e o zagueiro Gimenez subiu, cercado por três marcadores, para marcar: 1 a 0 para o Uruguai.

Com a partida nos acréscimos, o Egito resolveu ter a pressa que não houve nos 90 minutos anteriores. Tarde demais! O Uruguai conseguia uma vitória em sua estreia na Copa do Mundo de 2018, aliás, algo que não acontecia desde 1970, do jeito que a Celeste gosta: no sufoco, com muita emoção e gol no fim!

O Egito na Copa do Mundo de 1934

Por Victor de Andrade

O Egito na Copa do Mundo de 1934: a primeira das duas participações da Seleção

Considerada uma das maiores seleções da África na história, tendo sido campeão continental em sete oportunidades, o Egito estará na Copa do Mundo da Rússia em 2018 em um grande momento para a equipe, já que uma das grandes sensações do futebol europeu atualmente é Mohamed Salah, do Liverpool.

Porém, Os Faraós são conhecidos por quase sempre baterem na trave nas Eliminatórias e dificilmente conseguirem a vaga para o Mundial. Só para se ter uma ideia, o Egito fica atrás, em número de participações, de seleções como a de Camarões, Nigéria, Marrocos, Argélia e Tunísia.  Esta é apenas a terceira vez que os egípcios estarão na Copa, as outras duas vezes foram em 1934 e 1990, ambas na Itália. E vamos falar da primeira vez em que eles jogaram o Mundial.

Para a segunda edição Copa do Mundo, realizada em 1934, na Itália, por causa do número de 32 inscritos , a Fifa organizou uma Eliminatória para definir os 16 participantes do Mundial (sim, o país-sede teve que jogar, foi a única vez em que isto aconteceu). Entre as vagas, uma ficou para o Oriente Médio, já que o Egito e a Palestina (então colônia inglesa, formada por palestinos e judeus no território onde hoje fica Israel) resolveram tentar a sorte.

Capitães de Egito e Palestina, antes da partida pelas Eliminatórias

Para a disputa da vaga no Oriente Médio, foi determinado um play-off entre as duas equipes. Se em caso de dois resultados iguais, uma terceira partida, em campo neutro, seria realizada. No dia 16 de março de 1934, as seleções entraram no British Army Ground, no Cairo, para o primeiro jogo, que foi um passeio egípcio. Rafai, três vezes, Taha, duas, e Latif, com Nudelmann descontando, construíram o placar de 7 a 1.

O segundo confronto foi realizado em 6 de abril, no Tamarim Field, em Jerusalem, e o Egito novamente tomou conta da partida. Rafai, duas vezes, Latif e Fawzy marcaram para Os Faraós, enquanto Suknik fez o gol de honra da Palestina. Com as duas vitórias, o Egito se tornava o primeiro país fora da América e da Europa a jogar uma Copa do Mundo.

O formato do Mundial de 1934, que também foi feito quatro anos depois, era cruel! Mata-mata desde a primeira fase. Em resumo, se perdesse na estreia, a equipe se despedia da competição. Em caso de empate, era realizado um jogo desempate 48 horas depois. Considerado o azarão na competição, o Egito acabou sendo sorteado para enfrentar a Hungria.

O goleiro egípcio, Mansour, em ação durante o Mundial

Então, no dia 27 de maio, menos de dois meses depois de garantir a classificação para a competição, a Seleção Egípcia entrava no gramado do Estádio Giorgio Ascarelli, em Nápoles, para encarar os húngaros. E quem achou que os magiares iriam passear em campo, ficaram espantados com a disposição d'Os Faraós, que venderam caro a derrota.

A Hungria abriu o marcador aos 11 minutos, com Teleki, e ampliou aos 27', com Todi. Porém, os egípcios acordaram e foram buscar o empate ainda no primeiro tempo, com dois gols de Fawzi, aos 31' e 39'. Os presentes já estavam se perguntando se iria acontecer alguma surpresa, já que ninguém esperava o bom desempenho dos africanos.

Na segunda etapa, os húngaros impuseram o seu ritmo e construíram o placar que lhes deram a vitória, com gols de Vincze, aos 8', e novamente Todi, aos 16'. Os 4 a 2 no marcador eliminaram Os Faraós de sua primeira Copa do Mundo e eles demorariam 68 anos para voltar a disputar a competição, já em 1990, novamente na Itália. Mas isto já é tema para um outro dia.

O Curioso do Futebol

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