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Goleiro Fábio é homenageado pela CBF por recorde de 1.391 jogos

Foto: Marcelo Gonçalves / FFC

Fábio com a homenagem entregue pela CBF

A CBF prestou homenagem nesta segunda-feira (20) ao goleiro Fábio, antes do clássico entre Vasco e Fluminense, pela marca de 1.391 partidas oficiais na carreira — número que o coloca como o atleta com mais jogos disputados na história do futebol mundial. O goleiro recebeu um troféu simbólico que faz referência a um episódio marcante de sua infância e também ao gesto que se tornou sua marca ao longo da carreira.

A peça entregue pela entidade recria a lembrança de quando Fábio, ainda criança em Nobres (MT), disputava uma final de futsal. Para a ocasião, seu pai, José Ramão, ex-jogador, cedeu um troféu que havia conquistado para ser utilizado como premiação no torneio do filho. O objeto, no entanto, era originalmente de um vice-campeonato, algo que só foi percebido quando a placa foi virada pelo treinador da época, conhecido como Neko. O time de Fábio venceu a decisão, e o troféu do pai acabou simbolicamente convertido em título.

A homenagem entregue nesta segunda recria esse momento. O troféu tem como figura central uma mão com luva de goleiro e o dedo indicador apontado para o céu, gesto frequentemente repetido por Fábio após as partidas, associado à frase “A Deus toda glória”. Na base, uma placa presa por ímã traz, de um lado, o registro dos 1.391 jogos, marca atingida em 19 de agosto, e do outro, a reprodução da inscrição do antigo troféu do pai: “Ao vice-campeão 1ª Divisão Nobres – 15 de março de 1991”, da Liga Esportiva Nobrense.


A entrega foi feita pelo presidente da CBF, Samir Xaud, que destacou a trajetória do goleiro.“Hoje celebramos mais do que um recorde. Celebramos uma trajetória de fé, disciplina e amor ao futebol. O futebol brasileiro se orgulha de cada um dos seus 1.391 jogos.”

Com 43 anos, Fábio segue em atividade e é um dos principais nomes do elenco do Fluminense, mantendo longevidade e regularidade raras na posição.

Há 34 anos, o Bahia ia rumo ao título Brasileiro com o maior público da história da Fonte Nova

Por Fabio Rocha
Foto: arquivo

Jogo marcou o recorde de público da Fonte Nova

Há 34 anos, no dia 2 de fevereiro de 1989, a Fonte Nova recebeu seu maior público, que foram privilegiar um dos maiores times da história do Bahia. A partida era decisiva, pois era o jogo de volta da semifinal do Brasileirão de 1988, que acabou se expandindo para o ano seguinte.

O Bahia tinha um grande time e conseguiu fazer uma boa campanha, conseguindo a última vaga para o mata-mata, pois o Vasco da Gama já tinha garantido a classificação no primeiro turno e, por isso, acabou surgindo mais uma vaga, que foi para a equipe que tinha mais pontos nos dois turnos.

A classificação deu mais ânimo para a grande equipe baiana. Nas quartas de finais jogou contra o Sport, um grande clássico nordestino, e o tricolor conseguindo ficar com a vaga para a semifinal, quando enfrentou o Fluminense, outro grandíssimo confronto.

Na primeira partida, que ocorreu no Maracanã, o tricolor baiano conseguiu segurar a forte equipe carioca, tirando todo o ímpeto do rival atuando em casa. O Bahia conseguiu voltar do Rio de Janeiro com o empate em 0 a 0 na mala, dando mais expectativas aos seus torcedores.

A torcida abraçou a equipe e foi em peso para a Fonte Nova, colocando 110 mil pessoas no Estádio, o maior público do local e do estado da Bahia. A partida começou frustrando os torcedores, pois logo aos 2 minutos, o Fluminense abriu o placar com Washington.

O tricolor carioca teve chance de ampliar o placar e fazia um grande começo de jogo, deixando todos os torcedores baianos nervosos. Mas aos 20 minutos, Bobô subiu mais que todo mundo, em uma cobrança de falta, e empatou a partida, para a explosão dos 110 mil torcedores.

Já na etapa final, o Fluminense novamente voltou melhor, criando boas chances de voltar a frente do placar, mas não conseguia aproveitar para sorte dos baianos. Em um rápido contra-ataque, Paulo Robson tentou cruzar, mas a zaga do Flu tirou, porém a bola sobrou para Gil, que chutou forte para fazer o segundo gol do Bahia.


O tricolor baiano ainda teve chance de fazer o terceiro, mas não conseguiu aproveitar, e a partida terminou em 2 a 1, para a comemoração de todos que estavam no Estádio. A vitória deu a vaga para a decisão contra o Internacional, quando o Bahia se consagrou campeão, vencendo por 2 a 1, na Fonte Nova, e segurando o empate no Beira Rio.

45 anos do recorde de público do Morumbi

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

A torcida corintiana invadiu o Morumbi no dia 9 de outubro de 77

Neste domingo, dia 9 de outubro de 2022, se completam 45 anos do jogo de volta da decisão do Campeonato Paulista de 1977, disputado entre Corinthians e Ponte Preta. Este duelo ficou marcado por vários fatores, sendo que um deles, foi o total de 146.082 torcedores que compareceram as arquibancadas do Morumbi e registraram o maior público da história da praça esportiva.

Na ocasião, a torcida alvinegra apareceu em massa ao estádio porque o Timão já havia triunfado na primeira partida pelo placar magro de 1 a 0 e havia muita expectativa para conquistar a competição estadual. Isso porque, o clube do Parque São Jorge vivia um jejum de 23 anos sem vencer um título importante.

Para este embate, a equipe comandada pelo treinador Oswaldo Brandão foi a campo com Jairo; Zé Maria, Moisés, Zé Eduardo e Wladimir; Ruço, Basílio, Luciano e Palinha; Geraldão e Romeu. Jogadores como Adãozinho e Vaguinho foram introduzidos ao longo da partida.

Do outro lado, a Macaca, que era treinada por Zé Duarte, entrou ao relvado com Carlos (que posteriormente passou pelo próprio Coringão); Jair Picerni (que viria a treinar o Timão), Oscar, Polozzi, Odirlei, Vanderlei, Marco Aurélio, Lúcio, Dicá, Rui Rei (outro atleta que se tornou atleta do time Alvinegro) e Tuta.  Aqui, Helinho e Parraga entraram no decorrer do jogo.

Este confronto terminou com vitória pontepretana pelo placar de 2 a 1. Naquela oportunidade, Vaguinho fez o gol do Corinthians, enquanto Dicá e Rui Rei anotaram os tentos da Ponte Preta. Tal resultado obrigou um terceiro embate entre estas duas equipes, que foi realizado quatro dias após o segundo duelo.


Desta vez, com um público menor (cerca de 86.677 pagantes), paulistanos e campineiros ficaram frente a frente novamente. O duelo terminou com triunfo corintiano por 1 a 0, graças ao gol marcado por Basílio. Há boatos que dizem que muitos torcedores do Timão deixaram de ir ao que acabou sendo último jogo do campeonato, por medo de uma nova derrota e a consequente perda do título, que valia muito para a equipe naquele momento.

Everton Ribeiro supera o 'maestro' Júnior e torna-se o jogador que mais vestiu a camisa do Flamengo na Libertadores

Foto: Gilvan de Souza / Flamengo

Everton Ribeiro

Uma relação que deu muito certo, rendeu inúmeros títulos e está longe de chegar ao fim. Essa pode ser a definição da trajetória de Everton Ribeiro até esse momento no Flamengo. O jogador, que chegou rodeadi de expectativa, segue atuando em altíssimo nível e mostrando que pode contribuir em diferentes posições em campo.

Assim, o Flamengo fez o ‘dever de casa’, venceu novamente o Vélez Sarsfield e cravou sua passagem para a final da Libertadores da América. Com a classificação, o time carioca alcança a sua quarta final da principal competição de clubes no continente.

Ao considerar os números recentes do Flamengo, essa classificação se torna ainda mais memorável. Isso porque o Flamengo está chegando a sua terceira decisão nos últimos quatro anos. Em 2019, os cariocas venceram o River Plate de virada. No ano seguinte, o clube não conseguiu avançar até a decisão.

Em compensação, o Fla participou da final no ano passado contra o Palmeiras e medirá forças com o Athletico-PR, promovendo uma nova decisão brasileira. Pelo terceiro ano seguido, o título ficará com um clube brasileiro. Além disso, o Rubro-Negro carioca conta com 100% de aproveitamento no mata-mata da Libertadores até o momento.

Marca histórica de Everton Ribeiro

A penúltima partida do Flamengo na Libertadores 2022 também rendeu ótimas marcas individuais. Everto Ribeiro se tornou o atleta que mais vestiu o manto na Libertadores, somando 49 jogos. O eterno ídolo e capitão, 'maestro' Júnior era o antigo detentor deste recorde com 48 partidas pelo clube no campeonato.

Com Everton Ribeiro, Pedro, Gabigol, Arrascaeta e companhia em fase espetacular em campo, a torcida tem motivos incríveis para continuar marcando presença no Maracanã e apoiando de todo o Brasil. E, que tal conhecer um método inovador e divertido de se envolver com os jogos do seu time do coração?

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Em 1968, Atlético Paranaense vencia Santos em maior público da Vila Capanema

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

O jogo entre Furacão e Santos

Recentemente, o Athletico Paranaense, em mais um momento histórico, se classificou para a sua segunda final de Libertadores na história. O Furacão recentemente se tornou uma força incontestável do futebol brasileiro, já ameaçando entrar no grupo dos grandes desde o começo dos anos 2000. Porém, o rubro-negro sempre foi popular dentro do Paraná e em 1968, no dia 8 de setembro a torcida rubro-negra conseguiu uma marca até hoje não superada, quando estabeleceu o maior público do Estádio Dorival de Britto, a Vila Capanema. 

O jogo era válido pelo Torneio Roberto Gomes Pedrosa, o antigo brasileirão e colocava a frente o time que era conhecido como campeão de tudo contra o Atlético que sonhava com voos mais altos em relação ao futebol nacional. Com o atrativo da visita do time de Pelé, que já tinha muita torcida no Paraná e o mando de outro time sempre popular dentro de seu estado, a Vila Capanema recebeu 24.303 torcedores naquele dia.

Dentro de campo, o forte Santos veio com tudo e pulou na frente com gol do sempre artilheiro Toninho Guerreiro. Zé Roberto deixou tudo igual para o Furacão e Gildo acabou marcando o gol da virada. O terceiro gol foi um momento histórico, quando Madureira fez linda jogada, driblou o goleiro santista e mandou a bola para as redes mesmo com dois alvinegros em cima da linha.

O Peixe ainda conseguiria diminuir com um gol de Edu, mas a vitória e a festa foram da maioria paranaenses, num dia que ficou marcado na memória dos torcedores rubro-negros. O fim do jogo marcou a vitória do Furacão, que acabou pouco adiantando ao fim da competição, já que os atleticanos ficaram apenas no meio de tabela. O Santos sairia campeão.


O Athletico tem a interessante marca de ser dono dos recordes de todos os estádios de Curitiba. Além da Vila Capanema, o Couto Pereira (67 mil torcedores diante do Flamengo em 1983) e, obviamente, a Arena da Baixada (40 mil torcedores diante do Júnior Barranquilla em 2018), uma marca interessante e motivo de orgulho para a torcida do atual finalista da Libertadores.

Em 1942, recorde de público no Pacaembu na estreia do Leônidas

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Neste dia, teve recorde de público nas arquibancadas do Pacaembu

Nesta terça-feira, dia 24 de maio de 2022, se completam 80 anos do jogo eletrizante entre Corinthians e São Paulo, pelo Campeonato Paulista de 1942. Além de ter recorde de público do Pacaembu com 70.281 torcedores nas arquibancadas, marcou a estreia de Leônidas pelo Tricolor do Morumbi.

Na época, a equipe são paulina precisou desembolsar um total de 200 contos de réis e fez com que essa fosse a maior contratação do futebol da América do Sul. A transferência foi até maior que os prêmios proporcionados pela loterias, que pagavam no máximo 300.

Com bola rolando, tanto Corinthians quanto São Paulo fizeram um jogo bastante agitado. Leônidas, que era o grande astro do evento, estava sendo marcado por Brandão. Jeronimo não tomou conhecimento do embalo Tricolor, e com apenas 10' jogados, inaugurou o placar para a equipe alvinegra. Ainda antes do intervalo, o debutante daria uma assistência para Lola empatar o duelo

A equipe do Parque São Jorge voltou à todo vapor e voltou a ficar na frente com gol de Servílio com apenas 3' da etapa complementar. Porém, o Tricolor Paulista não se desanimou e chegou a virar o jogo com Luizinho e Teixeirinha. 

O Corinthians partiu em busca do empate, e no apagar das das luzes, Servílio marcou o seu segundo tento na partida e garantiu o empate. Após 90' de muitas reviravoltas, o clássico terminou com o placar em 3 a 3.


Um dia depois do embate, o jornal A Gazeta Esportiva criou o nome de clássico "Clássico Majestoso", estampando o apelido na capa. A tal alcunha foi dada por conta da estreia de Leônidas, do público presente e da grande movimentação do placar durante o jogo.

Os quase 13 mil gols dos 110 anos do Santos FC

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Pelé é o maior artilheiro da história do Santos

O dia 14 de abril marca no futebol brasileiro o aniversário de, indiscutivelmente, um dos clubes mais importantes do território nacional. Naquele dia, enquanto afundava o Titanic nos mares gelados do pacífico, surgia o Santos Futebol Clube. Depois de 110 anos de conquistas, marcas e encanto no futebol, o Alvinegro Praiano tem quase 12800 gols marcados ao longo de sua trajetória, um recorde absoluto no esporte bretão. Vamos relembrar aqui os artilheiros dos "gols mil" do Santos.

O milésimo gol da história do Santos foi marcado por um dos times mais marcantes da história do Alvinegro Praiano. Na metade final dos anos 1920, o Peixe teve um verdadeiro esquadrão que acabou não conseguindo conquistar o título paulista, mas deu show pelo estado. Em 11 de novembro de 1928, Siriri fez o milésimo, em jogo contra o Corinthians, no Estádio da Ponta Grande, em São Paulo. O gol foi o segundo do Peixe no jogo, depois de abrir o placar e levar o empate. O Timão ainda empataria de novo antes do Peixe fechar o placar em 3 a 2.

Foram 11 anos de espera pelo gol de número dois mil. Ele veio num amistoso no ano de 1939 contra o Ypiranga que terminou 3 a 0 para o Santos, na cidade de Salvador. Gradim, que marcou o segundo gol do jogo foi o responsável pela marca. Foram mais 11 anos para que o Peixe chegasse ao gol três mil, com Odair, numa vitória 4 a 1 sobre o Nacional, em 16 de setembro de 1950. O gol 4000 ocorreu no início da "Era Pelé", com Pagão, num empate por 2 a 2 contra o Fluminense, no Rio-Sâo Paulo, no Pacaembu, em 26 de maio de 1957.

A "Era Pelé" foi o grande momento histórico do Santos e talvez do futebol brasileiro. O gol cinco mil demorou três anos, sim, três anos e foi marcado em 1960, numa goleada por 6 a 1 sobre o Taubaté, em 4 de dezembro, pelo Paulistão, com Pepe. Cinco anos depois, Toninho Guerreiro fez o gol seis mil, num jogo diante do Independiente de Avellaneda no Torneio de Caracas. O sete mil veio ainda nesse período, em 1970, com Pitico, numa vitória por 2 a 1 sobre o São Paulo na Taça Cidade de São Paulo.

O gol 8 mil veio já na época dos "Meninos da Vila" da primeira geração. Em 26 de outubro de 1977, Aílton Lira marcou em 25 de outubro de 1977, numa vitória sobre o Fast Club pelo Brasileirão. Quase 10 anos depois, no dia 45 de maio de 1987, numa vitória por 4 a 0 sobre a Ferroviária, e jogo na época válido pelo Paulistão. Outros dez anos se passaram e em 25 de outubro de 1997, Dutra marcou diante do Bahia o gol de número 10 mil.


Os gols que configuraram os recordes do Santos que inclusive entraram para o Guiness Book foram mais recentes. O gol 11 mil foi com o zagueiro Luis Alberto, numa derrota do Peixe para o Fluminense por 4 a 3 pelo Brasileirão, em Volta Redonda. Já o 12 mil foi recente e veio dos pés de um dos grandes jogadores do futebol brasileiro atualmente: Gabigol, que está no Flamengo, era do Santos quando fez na goleada por 5 a 1 diante do Botafogo de Ribeirão Preto, no primeiro dia de fevereiro de 2014, pelo Paulistão.

Restam pouco mais de 200 gols para o Peixe chegar a marca de 13 mil vezes balançando a rede. Só o futuro poderá dizer quem será o jogador responsável pela marca, seja um dos novos craques dos Meninos da Vila, um velho conhecido ou talvez um completo aleatório que simplesmente vá as redes na ocasião. 

Em 1978, Londrina 'aprontava' contra o Vasco com público recorde em São Januário

Com informações do GE.com
Foto: arquivo

Mais de 40 mil pessoas em São Januário viram a vitória do Londrina

O dia 19 de fevereiro de 1978 ficou marcado na história do Londrina Esporte Clube e também de São Januário. Na ocasião, o time ganhou reconhecimento nacional após conseguir feito histórico: desbancou o Vasco da Gama, de Roberto Dinamite, por 2 a 0, no maior público que o estádio cruzmaltino já recebeu oficialmente em sua história: 40.209 pessoas.

Com gols de Brandão e Carlos Alberto Garcia, o Tubarão se garantiu pela primeira vez no quadrangular final que decidiria o título do Campeonato Brasileiro de 1977. Depois, seria derrotado pelo Atlético-MG nas semifinais. Terminou a competição em quarto lugar. Mas, por um dia, o carnaval carioca foi transferido para as ruas da cidade paranaense, que se vestiu de azul e branco.

Fundado em 5 de abril de 1956, o Londrina ainda não tinha seu nome bem conhecido no cenário nacional. Com uma conquista do Paranaense (1962) e dois títulos do Campeonato do Norte Paranaense (1959 e 1962), o clube buscava algo maior para tentar tornar-se referência no estado. A pessoa que mais ajudou nesse projeto foi o ex-presidente Jacy Scaff, que faleceu no ano de 1986. Mandatário no biênio 76/77, levou o mérito de ter colocado o Londrina no Campeonato Brasileiro. Implantou uma nova mentalidade no clube com a contratação de grandes jogadores e com a ampliação da sede campestre.

Realmente a temporada seguinte marcou a vida de todos os torcedores do Londrina. Em um Campeonato Brasileiro (15 de outubro de 1977 até 5 de março de 1978) com 62 clubes na mesma divisão, o clube não imaginava que acabaria a competição de uma forma tão surpreendente. Comandado pelos atacantes Brandão e Carlos Alberto Garcia, o Tubarão não começou muito bem, mas conseguiu chegar à fase da repescagem. Segundo Rodrigo Linhares, da Rádio Paiquerê, nem os dirigentes acreditavam na classificação da equipe.

O time estava em uma chave difícil, que tinha nada menos que Santos, Corinthians, Vasco da Gama, Flamengo e Caxias. O Rubro-Negro de Zico e Adílio foi derrotado por 1 a 0, no Estádio do Café, em uma quarta-feira. No domingo, foi a vez de o Santos sofrer com o Tubarão, no Pacaembu: 2 a 1.


As semifinais e o fim do sonho - As semifinais foram diante do Atlético-MG. O jogo contra o Galo, no Mineirão, foi considerado o melhor do Campeonato Brasileiro. Os mineiros chegaram a abrir 2 a 0, mas o Londrina reagiu. Garcia fez o primeiro, e Brandão marcou o segundo. Porém, o rival tinha o artilheiro Reinaldo em tarde inspiradíssima e venceu por 4 a 2. No Estádio do Café, em outra ótima partida, os times empataram por 2 a 2 (Brandão e Ademar, fizeram os gols) e, assim, terminava o sonho de uma vaga na final. Mesmo com a eliminação, os jogadores foram saudados pela torcida, e o feito é lembrado até hoje por todos no clube e na cidade.

Há 44 anos, um Corinthians x Ponte Preta obtinha o maior público da história do Morumbi

Com informações do Corinthians
Foto: arquivo Placar

Corintianos dominaram o Morumbi naquele 9 de outubro de 1977

No dia 9 de outubro de 1977, Corinthians e Ponte Preta se enfrentaram pelo segundo jogo da final do Campeonato Paulista diante de 146.082 torcedores. O público presente na decisão é o maior da história do estádio do Morumbi. Naquele dia, a Macaca levou a melhor, venceu por 2 a 1 e adiou o título do Corinthians, que na terceira partida conquistou a taça.

Na ocasião, a equipe corinthiana entrou em campo com Jairo; Zé Maria, Moisés, Zé Eduardo e Wladimir; Ruço, Basílio, Luciano e Palinha; Geraldão e Romeu. Adãozinho e Vaguinho entraram no segundo tempo do time comandado pelo técnico Oswaldo Brandão.

Já a Ponte Preta jogou com Carlos (que depois jogou pelo Corinthians); Jair Picerni (que foi treinador do Timão), Oscar, Polozzi, Odirlei, Vanderlei, Marco Aurélio, Lúcio, Dicá, Rui Rei (outro que atuou pelo Alvinegro depois) (Helinho) e Tuta (Parraga). O técnico era Zé Duarte.

Após vencer o primeiro confronto da final estadual daquele ano, o Timão estava próximo de encerrar o jejum de quase 23 anos sem títulos de grande importância. Empolgada, a Fiel lotou o estádio do Morumbi, esperando para comemorar a tão aguardada conquista.


O resultado esperado não veio, e a vitória da Ponte Preta por 2 a 1 levou a decisão para o terceiro jogo. Porém, o recorde de público no Morumbi foi batido. Quatro dias depois, com um público menor (muitos corintianos ficaram com medo de uma tragédia e não foram no Morumbi, que teve público de 86.677 pagantes) o eterno gol de Basílio fez a Fiel soltar o grito de campeão paulista, entalado na garganta desde 1954.

Edina Alves se torna a mulher que mais apitou jogos da Série A do Brasileiro Masculino

Com informações da FPF
Foto: Rodrigo Corsi / FPF

Edina Alves Batista é a mulher que mais apitou jogos na Série A Masculina

A árbitra Edina Alves Batista comandou o jogo entre Chapecoense e Bahia neste domingo, dia 4 e, com isso, atingiu a marca de 19 jogos apitados na Série A do Campeonato Brasileiro, ultrapassando a também paulista Silvia Regina de Oliveira e se tornando a mulher que mais apitou o torneio nacional na história.

Com 41 anos, a paranaense apita desde 2001, quando aconteceu sua formatura no curso de arbitragem. Em 2013, foi aprovada para comandar jogos do quadro masculino, ainda como árbitra assistente. Depois, veio apitar no futebol paulista.

Em 2019, foi ela quem marcou o retorno das mulheres na arbitragem em jogos do Campeonato Brasileiro após 14 anos -até então, a última havia sido justamente Silvia, que foi a primeira mulher a apitar o Campeonato Brasileiro. Sua estreia foi em 2003, apitando 18 jogos, com o último confronto sendo em 2005, no jogo entre Fortaleza e Paysandu.


Ao longo de sua carreira, Edina já acumula marcos históricos na arbitragem: foi a primeira mulher a apitar um Derby, fez parte do primeiro trio feminino a apitar a Libertadores e o Mundial de Clubes e está convocada para os Jogos Olímpicos de Tóquio.

Em 1942, o recorde de público no Pacaembu para a estreia de Leônidas pelo São Paulo

Com informações do São Paulo FC
Foto: arquivo

Pacaembu lotado para ver a estreia de Leônidas pelo Tricolor

No dia 24 de maio de 1942, no Pacaembu, em uma partida entre São Paulo e Corinthians, Leônidas estreou no Tricolor e revolucionou não somente o clube, mas o futebol brasileiro como um todo, despertando um novo gigante nacional deste esporte. Aquela partida marcou também o recorde de público da história do Pacaembu.

Mas até mesmo gigantes devem dar um passo de cada vez, e tudo começou naquele Estádio Municipal de São Paulo lotado com mais de 70 mil pessoas (71.281, mais precisamente falando – marca que é o recorde do Pacaembu até hoje). A renda bruta alcançada foi de 244:414$000 e a líquida, de 151:857$500. Desta forma, com apenas um jogo, o São Paulo arrecadou 38% (75:928$700 - a outra metade coube ao Corinthians) daquilo que investiu na contratação de Leônidas da Silva (200:000$000).

O jogo transcorreu muito aguerrido e movimentado, com Leônidas sempre marcado de perto por Brandão – ainda assim, o centroavante conseguiu encontrar espaço para fornecer a assistência para o gol de Lola, o primeiro do São Paulo no jogo. O Tricolor, que chegara a ficar atrás no marcador por duas vezes, virou o placar aos 36 minutos da etapa final com Teixeirinha.

Contudo, faltando dois minutos para o fim da partida, o Corinthians empatou com Servílio. 3 a 3. Apesar da boa estreia, em termos de movimentação e participação em gols, a imprensa, de modo geral, condenou a atuação e a contratação de Leônidas. Rapidamente se espalhou pela cidade, como rastilho de pólvora, que o atacante era um “bonde de 200 contos” e que, se Leônidas era um diamante negro, este teria sido roubado e encontrado no bolso do marcador adversário.


Essa reação enervou tanto Leônidas, que guardou um rancor tão profundo em seu âmago, que ele prometeu a si mesmo, e a todos, que jamais seria questionado novamente por uma partida contra aquele rival. Nas palavras do próprio: “Se, de um lado, essas críticas me atingiram, certamente serviram-me de estímulo maior, tocando em meus brios de atleta e de homem e fazendo-me reagir para contraria os incrédulos e justificar a confiança dos que me haviam contratado”.

Majestoso - Na segunda-feira (25), após o jogo, o jornal A Gazeta Esportiva estampou na capa o título "Choque Majestoso!" por causa do fato de que qualquer um dos dois times poderia ter vencido aquela partida, disputada com galhardia, combatividade e com viradas no placar. Foi a primeira vez que se referiam, desta maneira, ao confronto entre São Paulo e Corinthians.

Brasiliense quebra recorde de sequência de vitórias do Candangão

Foto: Gustavo Moreno/Esp. Metrópoles

Comemoração em um dos gols da goleada: recorde no futebol candango

A goleada do Brasiliense sobre o Luziânia, na quarta-feira, dia 5, por 5 a 0, no Estádio Serra do Lago, pelo Campeonato Candango 2021 foi histórica para o clube e a competição. O Jacaré quebrou o recorde de sequência de vitórias do Candangão: são 13 triunfos seguidos do time amarelo.

A marca antiga era do Brasília, alcançada no Campeonato Distrital de 1977: foram 12 vitórias consecutivas da equipe, que na época dominava o futebol candango na época. Porém, o Brasiliense quebrou a marca na quarta-feira.

Nas 13 vitórias seguidas, o Brasiliense sofreu apenas seis gols e marcou 41 vezes. Dez deles foram anotados por Zé Love. O atacante é artilheiro do time e do campeonato e um dos grandes responsáveis pela sequência positiva até aqui.

A vitória do Jacaré não foi importante apenas para a quebra da marca. O triunfo garantiu o Brasiliense na final do Candangão 2021 e ainda cravou a vaga do clube no Brasileirão Série D e na Copa do Brasil 2022. Em resumo, um importante dia para o time.


Buscando manter o aproveitamento de 100% no Candangão e assim aumentar o recorde de vitórias seguidas no futebol distrital, o Brasiliense volta a campo no próximo domingo, dia 9, às 15 horas, no Estádio Abadião, quando enfrenta o Ceilândia.

Ângelo quebra recorde de Cárdenas e é o mais jovem a marcar gol na Libertadores

Por Lucas Paes
Foto: Ivan Storti/SFC

Ângelo fez um gol histórico diante do San Lorenzo

O Alvinegro Praiano passou em 2020 por um ano que começou turbulento, terminou turbulento, porém desaguou numa final de competição continental. Os Meninos da Vila seguem fazendo história e diante do San Lorenzo, Ângelo Gabriel se tornou o mais jovem à marcar em toda a história da Libertadores, com 16 anos, quatro meses e "alguns quebrados".

Há pouco tempo atrás, veiculamos no site uma matéria sobre Juan Carlos Cárdenas, até então o jogador mais jovem à marcar gol em uma Libertadores, com 16 anos, 7 meses e 2 dias. A marca foi estabelecida em 1962, muito antes do ídolo do Racing fazer história e ajudar o gigante de Avellaneda ao primeiro e, até o momento, único título de Libertadores de sua história, que só veio em 1967. Pois a marca cinquentenária de Cárdenas foi destruída por um garoto que não era nascido quando o Santos ganhou o Brasileirão pela última vez.


Ângelo é garoto, adolescente, tem ainda idade escolar. Nasceu em 21 de dezembro de 2004, sequer existia quando o Alvinegro Praiano foi campeão do Brasileirão naquele ano. Também não existia quando Sanchez começou sua carreira e ainda era um bebê quando Marinho passou pela base do Alvinegro Praiano em 2007. Pois esse menino, em todos os sentidos, foi gigante no Gasômetro e frio ao marcar o gol no rebote de um belo chute de Madson.

O possível novo raio do Peixe já entrou bem na partida. Em sua primeira finalização, chutou forte e quase complicou Devecchi, que falhou feio e quase levou o gol histórico. Era o presságio da história. Pouco depois, um Santos que já reassumia as rédeas do duelo que controlou a maior parte do tempo na Argentina, definiu o jogo com um gol de Âgelo quase anticlimático diante do bom futebol que o garoto costuma apresentar. Debaixo do gol no rebote, chutou com raiva, no alto, pra estufar as redes.


A história, mais uma vez, está escrita pelos meninos no Santos FC. O Peixe tem no momento atual uma das mais promissoras e possivelmente a melhor, pelo menos em quantidade, geração formada em sua base. Um time que forma quase que naturalmente, sem se organizar. Se a diretoria alvinegra seguir o curso que mostra caminhar, para que finalmente o gigante de Vila Belmiro caminhe por trilhos mais tranquilos, o futuro pode ser promissor, sem nunca se esquecer, é claro, da base, pois se o Santos é o que é, é devido à ela. Bem vindo a história, Ângelo Gabriel.

Quando Raul Plasmann, pelo Cruzeiro, estabeleceu o recorde mundial de invencibilidade entre goleiros

Com informações do Superesportes
Foto: Arquivo

Raul Plasmann e sua marca histórica pelo Cruzeiro

Um dos principais ídolos do Cruzeiro, o goleiro Raul Plassmann, que está completando 76 anos neste 27 de setembro, tem uma trajetória de conquistas e feitos históricos alcançados pelo clube. E em 18 de maio de 1969 ele estabeleceu um recorde mundial. Na ocasião, o cruzeirense chegou a 1.016 minutos sem ser vazado, um total de onze partidas. O gol que quebrou a invencibilidade foi marcado por Evanir, do Democrata-SL.

Raul Plassmann relembra com detalhes de quando alcançou o recorde mundial, em 1969. A marca durou até o início de 1971, quando Jorge Reis, do Rio Branco-ES, o superou. O capixaba, atualmente o terceiro na lista de goleiros com maior tempo sem sofrer gol, ficou 1.604 minutos sem ser vazado.

“Cinquenta anos se passaram. Me lembro vagamente do jogo com o Democrata-SL. Foi um gol no segundo tempo, no gol da Lagoa, no Mineirão. O recorde foi muito importante para a época. O futebol era muito ofensivo, todos os placares dilatados. Hoje, o futebol é muito mais de marcação, voltado para o setor defensivo. Na época era muito complicado você chegar a uma marca como essa. Foi bacana. Muito bom. Um momento especial”, declarou, em entrevista ao Superesportes.

O ex-goleiro lembrou também a repercussão que seu feito teve na época. Na ocasião, o jornal Estado de Minas dedicou páginas para noticiar o grande marco de Raul. “O mundo era menor sem internet (risos). Se o recorde fosse hoje seria algo bem maior. Na época não tínhamos internet, sem comunicação rápida e instantânea como se tem hoje. É claro que houve o conhecimento em todo esse globo aqui, mas de uma forma bem amena. Não chegou a ser um acontecimento. Hoje, o recorde tem uma importância, porque a imprensa cobre tudo. Hoje está repercutindo mais que naquela época”, explicou.

Na época, Raul Plassmann ficou onze partidas sem sofrer um gol sequer. O Cruzeiro disputou um amistoso e dez partidas do Campeonato Mineiro. E se engana quem pensa que a Raposa disputou apenas jogos fáceis. Naquela série invicta, o clube celeste superou, por exemplo, os rivais Villa Nova, América e Atlético. O clube alvinegro contava com o faro de gols do atacante Dadá Maravilha. O goleador atleticano terminou o ano com 58 gols, temporada mais artilheira de sua carreira. 

“Isso tudo valoriza mais ainda a conquista, a marca. Isso valoriza sempre. Não foi jogando contra ninguém. Isso coloca um valor muito grande em cima dessa marca. Eu conquistei uma marca que é expressiva, porque os adversários eram bem qualificados. Então, isso valoriza muito o feito”, disse Raul.


De acordo com o Almanaque do Cruzeiro, ao alcançar o recorde mundial, Raul superou o goleiro Roma, do Racing, que ficou 781 minutos sem sofrer gol. O cruzeirense bateu a marca do argentino no dia 11 de maio de 1969, em vitória por 1 a 0 sobre o Democrata-SL, com gol de falta de Zé Carlos.

Recorde atual - Atualmente, o recorde pertence a outro brasileiro, o goleiro Mazaropi, que ficou 1.816 minutos invicto pelo Vasco, de 1977 a 1978. Dentre os jogadores que ainda atuam profissionalmente, a melhor marca também é brazuca. Em 2016, o arqueiro Emerson Santos ficou 1.008 minutos sem ser vazado na campanha do Paysandu na Série B do Campeonato Brasileiro. Hoje, ele defende o Londrina-PR.

Em 1997, o maior público do Mineirão e Cruzeiro campeão

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

O Cruzeiro foi campeão diante de um Mineirão abarrotado

O Mineirão é um dos estádios com mais história no futebol brasileiro. Construído apenas nos anos 1960, era um sonho antigo de uma cidade que começava a ver seus times despontarem para o topo do futebol brasileiro. O gigante de concreto viu desde então muitos episódios do futebol brasileiro e comportou públicos de mais de 100 mil pessoas algumas vezes. Nada porém, se compara ao recorde, obtido num dia 22 de junho, no ano de 1997, no título do Cruzeiro contra o Villa Nova no estadual. Naquele dia, mais de 132 mil pessoas abarrotaram o colosso mineiro.

O campeonato de 1997 teve uma fórmula até simples, onde as 12 equipes presentes (seriam 13, mas o Rio Branco desistiu antes da competição iniciar) duelavam em dois turnos com os 8 melhores se classificando as quartas de final. Daí pra frente, era mata-mata. O Cruzeiro, terceiro na primeira fase, passou por cima de Montes Claros e América Mineiro antes de chegar a decisão, enquanto o Villa Nova, que saiu em oitavo, deixou o líder Atlético Mineiro para trás e bateu o Social nas semifinais.

O bom e chato time do Leão do Bonfim deu muito trabalho a Raposa e venceu o primeiro jogo, em Nova Lima, por 2 a 1. O alvirrubro chegou a abrir 2 a 0, mas cedeu o gol aos cruzeirenses. Com isso, a vitória bastaria ao time azul, mas a equipe do interior já havia provado que não estava na decisão a toa, então o gigante estrelado mineiro teria de contar com a força de sua torcida no segundo jogo. E contou com essa força, com uma presença massiva histórica da "China Azul".

Reportagem do jogo

Foram 132.834 torcedores, quase 133 mil, de longe o maior público da historia do Mineirão. Porém, apenas metade desse total foi de pagantes, o que é no minimo curioso, mas se deu por uma explicação simples: a entrada para mulheres e crianças era gratuita, num total que somou 52 mil torcedores que não pagaram ingresso. Nada que diminua a grandeza da multidão arrastada pelo Cruzeiro.

O jogo em si foi muito apertado e truncado, com o Cruzeiro conseguindo o título graças a um gol de Marcelo Ramos, logo aos nove minutos. O Leão pressionou, tentou o gol de todas as formas, mas viu a taça ir para o lado azul da decisão, para a felicidade da imensa maioria dos 132 mil presentes no Mineirão naquela tarde. É possível ter a dimensão da loucura com os vídeos gravados dentro do Mineirão no dia que foram digitalizados e upados num canal chamado Betim Seguros. Segundo relatos em reportagens sobre o ocorrido, as únicas confusões foram na entrada, já que a torcida tinha um clima mais familiar devido a presença de tantas mulheres e crianças.


O Cruzeiro ainda colocaria mais de 100 mil pessoas em mais uma decisão naquele maravilhoso 1997 para o time azul celeste de Belo Horizonte. Na final da Libertadores, diante do Sporting Cristal: mais de 106 mil pessoas, dos quais 96 mil aproximadamente eram pagantes, assistiram a segunda conquista continental da Raposa. Os anos 1990 marcaram em sua maior parte o fim dos públicos na casa das centenas de milhares no Brasil, já que medidas de segurança restringiram a possibilidade da presença desses números nas arquibancadas. Ficou, para quem pode estar presente, a história.

Rikelme, Pablo Ruan e Reinaldo - Os mais novos da história da Copinha

Fotos: Guilherme Borges e Paulo Taroco / GloboEsporte.com e João Victor Rimoli / EC São Bernardo

Rikelme, Pablo Ruan e Reinaldo agora são os três mais novos a atuarem na Copinha

A Copa São Paulo de Futebol Júnior de 2020 está em sua fase de quartas-de-final e teve um de seus recordes históricos batidos duas vezes na atual edição do torneio. Foi a de jogador mais novo do torneio. Agora, os três de idade mais baixa são os que atuaram em 2020.

O antigo recorde era de um jogador que atualmente é muito conhecido. No dia 10 de janeiro de 2008,  pela segunda rodada da primeira fase daquela edição, o Santos goleava o Barra do Garça, do Mato Grosso, por 4 a 1, e no segundo tempo, Neymar, com 15 anos e 11 meses, entrava na partida e, então se tornava o atleta mais novo a atuar na competição. Com um adendo: algumas Copinhas da década passada foram Sub-18.

Nas últimas temporadas, a Copa São Paulo voltou a ser Sub-20, o que, em tese, dificultaria a quebra deste recorde. Porém, ele foi quebrado. E por duas vezes! E as proezas ficaram para os atacantes Reinaldo e Pablo Ruan e o volante Rikelme.

Com 15 anos e 10 meses, Reinaldo entrou no decorrer da partida do seu time, o EC São Bernardo, contra o São Paulo, em 10 de janeiro. O Cachorrão ficou no empate em 1 a 1 e, mesmo com cinco pontos e sem perder na primeira fase, acabou eliminado. Além disto, Reinaldo também não ficou com o recorde histórico, já que teve dois atletas ainda mais jovens a jogar a Copinha 2020.


E ele foi o também atacante Pablo Ruan. Com incríveis 15 anos e 3 meses, no dia 3 de janeiro, na primeira rodada, ele atuou atuou na derrota da sua equipe, o Osvaldo Cruz, para a Ponte Preta. Ele também entrou no decorrer da partida, mas ainda fica no posto de mais novo.

O atleta mais novo a jogar uma partida da Copinha é de Rikelme, do União Suzano. O volante do Usac foi titular na partida contra o União ABC, com 15 anos 2 dois meses, no dia 6 de janeiro. O seu time foi derrotado por 2 a 1, mas ele entrou para a história da Copinha.

Time feminino do Corinthians pode igualar recorde de vitórias consecutivas

Com informações do SC Corinthians Paulista
Foto: Bruno Teixeira/Agência Corinthians

A equipe do Corinthians soma 23 vitórias seguidas na temporada

O futebol feminino do Corinthians se aproximou de mais um recorde com a vitória no meio de semana, por 2 a 0, sobre o Juventus, no Campeonato Paulista. Agora, o Timão soma 23 vitórias seguidas na temporada e, com mais um triunfo, igualará a maior marca do futebol brasileiro da história.

Desde 2011, a marca de 24 vitórias seguidas é a maior do futebol brasileiro feminino, conquistada pelo Coritiba. Atualmente, o Timão já conquistou 23 e, diante do Vitória (BA), no domingo (04), poderá igualar a marca, conquistada apenas com jogos oficiais, envolvendo os campeonatos Brasileiro e Paulista. Com entrada gratuita para a Fiel, o jogo será disputado a partir das 14 horas, na Fazendinha. A Band fará a transmissão ao vivo pela TV.

A série corinthiana começou no dia 26 de março, quando o Timão bateu o Internacional por 5 a 0, pela terceira rodada do Campeonato Brasileiro. Desde então, o Timão somou suas 23 vitórias marcando 79 gols e sofrendo apenas seis. Na temporada, os números são de 84 gols pró e nove gols contra.

Segundo o Guinness Book, que cataloga recordes de todo o planeta, a maior série de vitórias do futebol feminino mundial foi encerrada em 2016, quando o The New Saints, do País de Galês, somou 27 triunfos seguidos.

Brasileirão - Faltando apenas uma rodada para encerrar a primeira fase do Campeonato Brasileiro Feminino de 2019, o Corinthians lidera o certame com 39 pontos, sendo 13 vitórias e apenas uma derrota, para o Santos, no início da competição. Aliás, o rival paulista, com 37 pontos, é o único time que ainda pode passar as Mosqueteiras neste domingo, caso vençam o seu jogo, contra o São José, fora de casa, e o Corinthians perca ou empate, só que neste segundo caso, ainda teria que descontar o saldo de gols, já que o Alvinegro do Parque São Jorge tem 46 contra 42 das Sereias.

Defesa do Santos FC faz história em 2018

Com informações do site oficial do Santos FC

O goleiro Vanderlei lidera a série história da defesa do Peixe (foto: Ivan Storti/Santos FC)

O empate em 0 a 0 com o São Paulo no último domingo (16) rendeu ao Santos FC muito mais do que um ponto na tabela de classificação do Campeonato Brasileiro. Ao terminar o clássico sem sofrer gols, o Peixe bateu mais um recorde e alcançou a marca de oito partidas seguidas sem levar nem um tento sequer.

A maior sequência santista sem sofrer gols foi comandada pelos goleiros Barbosinha e Manga, no ano de 1955, quando mantiveram o gol santista sem ser vazado por sete jogos. Agora, 63 anos depois, o sistema defensivo do Peixe foi impecável na seguinte incrível sequência de partidas: Santos FC 3 x 0 Sport (Brasileiro), Independiente 0 x 0 Santos FC (Libertadores), Santos FC 2 x 0 Bahia (Brasileiro), Santos FC 0 x 0 Independiente (Libertadores) – nesta competição, o clube foi desclassificado por uma punição da Conmebol, Vasco 0 x 3 Santos FC (Brasileiro), Santos FC 0 x 0 Grêmio (Brasileirão), Paraná 0 x 2 Santos FC (Brasileirão) e Santos FC 0 x 0 São Paulo.

“Primeiramente quero dar glória a Deus por mais uma marca na carreira, uma marca tão expressiva. Sabemos que poucos têm essa oportunidade, sabemos como é difícil ficar oito jogos sem tomar gol. Mas isso não é somente mérito meu, mas de toda a equipe. Desde lá da frente, o time todo tem se doado para não tomar gols e isso tem dado tranquilidade para a equipe”, disse o goleiro Vanderlei, que soma 842 minutos sem tomar gols.

Barbosinha e Manga dividiram a sequência de jogos em 1955 e somaram juntos sete partidas sem sofrer gols. O ídolo Fábio Costa, que permaneceu seis jogos sem ser vazado em 2006, era detentor do recorde individual com 691 minutos sem levar gols.

Vanderlei é o único atleta que atuou todos os minutos desse novo recorde. Seguido por Gustavo Henrique, que também jogou oito vezes mas foi substituído no segundo tempo do jogo contra o Bahia, e por Diego Pituca, que também foi acionado do banco contra o Sport. Além destes, ainda temos as atuações dos seguintes companheiros de defesa que foram muito importantes para este feito: Victor Ferraz e Dodô (7), Robson Alves, Alison e Carlos Sánchez (6), Lucas Veríssimo (4), Daniel Guedes (2) e Renato e Yuri (1).

“Temos uma boa qualidade defensiva. Sabemos que temos grandes jogadores ali atrás. Independentemente de quem jogue ali atrás, nosso time está bem servido. Poucos times no Brasil têm essa oportunidade, muitas equipes estão buscando zagueiros para a posição e nós temos grandes jogadores. Quando um sai, quem entra também dá conta do recado. Fica até difícil para o treinador escalar. Isso é bom para ele. Sempre terá ótimos jogadores para escalar o time”, ressalta Vanderlei.

Com o empate em 0 a 0 com o São Paulo, o Peixe chegou aos 32 pontos, na nona colocação do Nacional. Feliz pela dedicação de seus companheiros na hora de anular o adversário, Vanderlei destaca a importância do sistema defensivo para a retomada santista no Brasileirão.

“Tem que ter o equilíbrio no futebol. Se você não toma gols, dá tranquilidade maior para o time atacar, pois os homens de frente sabem que têm um apoio defensivo. É o que vem acontecendo. Temos conseguido não tomar gols e, quando a bola chega na frente, com a qualidade dos jogadores que temos, temos conseguido matar os jogos. O nosso time está em uma crescente em todos os aspectos. Estamos subindo na tabela, estamos conseguindo fazer bons jogos independentemente da situação de nossos oponentes, se estão em cima ou embaixo. Um exemplo foi este jogo contra o São Paulo, um time que disputa a liderança. Fizemos uma grande partida e merecíamos a vitória. Tivemos as melhores chances e anulamos o São Paulo taticamente. Se mantivermos a pegada, o foco e o trabalho, podemos chegar no grupo de cima do Brasileiro e conseguir uma vaga na Libertadores”.

O último gol sofrido pelo Santos FC foi na vitória por 2 a 1 sobre o Cruzeiro, na partida de volta das quartas de final da Copa do Brasil, no dia 15 de agosto.

Confira a lista dos goleiros santistas que ficaram mais tempo sem sofrer gols:

18-08-2018 – 16-09-2018 – 08 jogos = Vanderlei
19-06-1955 – 03-08-1955 – 07 jogos = Barbosinha & Manga
04-04-1973 – 29-04-1973 – 06 jogos = Cejas
07-09-1978 – 28-09-1978 – 06 jogos = Vitor
09-08-1981 – 30-08-1981 – 06 jogos = Marolla
01-10-1990 – 21-10-1990 – 06 jogos = Sérgio Guedes
08-02-2006 – 25-02-2006 – 06 jogos = Fábio Costa
23-04-2011 – 11-05-2011 – 06 jogos = Rafael

Rogério Ceni batendo o recorde de gols de goleiro em 2006

Com informações do site oficial do São Paulo FC

Rogério marcando o 62º gol na carreira e batendo o recorde de goleiro artilheiro
(foto: Daniel de Cerqueira/O Tempo/FolhaPress)

Em 20 de agosto de 2006, o torcedor do São Paulo FC teve um grande motivo para comemorar. Porém, não foi uma conquista da equipe e sim individual de um de seus maiores ídolos. Naquele dia, enfrentando o Cruzeiro no Mineirão, Rogério Ceni marcava o seu 62º tento da carreira, tornando-se o maior goleiro artilheiro da história do futebol. A marca ele aumentou durante a carreira, passou dos 100 gols e mantém o recorde até hoje.

Aquela partida tinha tudo para não ser guardada na memória do torcedor tricolor. Apesar de estar liderando o Brasileirão naquele momento (a partida contra a Raposa seria pela 18ª rodada), o Tricolor, na partida anterior, não havia sido muito feliz e tinha perdido a oportunidade de ter conquistado o quarto título da Libertadores de sua história, deixando escapar a taça na final, para o Internacional.

Os são-paulinos poderiam estar abatidos, mas em verdade controlaram os cruzeirenses em quase todo o primeiro tempo do jogo. Mesmo assim, o placar dizia outra coisa sobre a partida: logo no começo, aos oito minutos, o zagueiro tricolor Alex Silva marcou contra, colocando os mineiros em vantagem.

O Tricolor seguiu na pressão e, em um contra-ataque, viu Michel, aos 34 minutos da etapa inicial, ampliar o marcador para o Cruzeiro em um lance que Ceni quase salvou. Para piorar, quatro minutos depois, pênalti para o time azul, cometido por Edcarlos. O São Paulo ameaçava desabar no Mineirão.

Caso a perda da Libertadores da América continuasse a pesar, o desempenho dos são-paulinos no segundo turno do Brasileirão poderia ser comprometido. Na realidade, tudo o que veio depois, até 2008, esteve ameaçado.

Rogério Ceni recebendo o certificado do Guinness Book
(foto: Rubens Chiri/SãoPauloFC.net)

Sem saber de nada disso, claro, Rogério Ceni reavivou o ânimo dos tricolores no jogo e viu a própria estrela voltar a brilhar ao defender o pênalti, cobrado forte e no canto direito do goleiro por Wágner, aos 39 minutos.

Mas a situação do Tricolor continuava comprometedora. Era preciso mais. Muito mais. E Rogério Ceni disso sabia. Aos 43 minutos do jogo em Belo Horizonte, uma oportunidade surgiu. Falta perigosa a favor dos são-paulinos. Um pouco mais longe da área do que o de costume, mas o capitão tricolor logo correu, se prontificando a cobrá-la. E o fez com maestria!

O então camisa 1 do São Paulo rolou a bola para Souza, que a aparou e a deixou pronta para que o goleiro acertasse o chute com o pé direito no canto esquerdo baixo de Fábio, do Cruzeiro. Foi o único gol dele, em toda a carreira, executado com a bola em jogo, rolando.

Mais do que isso: na contagem do Guinness World Records – entidade notoriamente conhecida por homologar recordes mundiais –, com esse gol, Rogério Ceni acabava de se tornar o maior goleiro artilheiro do mundo em todos os tempos! Superando o paraguaio Chilavert, que tinha no currículo 62 gols anotados. De lá para cá, Rogério Ceni marcou muitos outros gols e conquistou muitos outros recordes. 131 gols marcados em 1237 jogos pelo Tricolor ao longo de mais de 25 anos de casa. Uma lenda.

Porém, o São Paulo, naquele final de tarde do dia 20 de agosto de 2006, continuava perdendo o jogo para o Cruzeiro – a liderança do campeonato estava ameaçada. E Rogério Ceni seguia salvando o time: aos 44 minutos executou uma defesa espetacular em cabeceio de Luisão.

O Guinness Book confirmou o recorde, já atualizando
os números no dia da entrega do certificado

Abençoado, Rogério Ceni teve a chance de empatar o confronto aos 16 minutos do segundo tempo, depois que Aloísio sofreu pênalti. Não desperdiçou. O goleiro foi lá e cobrou com categoria, marcando para o Tricolor: 2 a 2! Uma partida verdadeiramente homérica do capitão são-paulino!

O Tricolor, assim, manteve a liderança do Brasileirão e veio a conquistar, pouco depois, o primeiro turno (e também o segundo). Este jogo, contra o Cruzeiro, em que Rogério Ceni se tornou recordista mundial pela primeira vez, marcou também a arrancada inesquecível do São Paulo para um feito perpétuo: o clube se tornou, a partir disso, hexacampeão brasileiro e o único tricampeão consecutivamente, em 2006, 2007 e 2008!

El-Hadary: um recordista!

Por Victor de Andrade
Foto: Getty Images.com/Fifa.com

Com 45 anos, cinco meses e 10 dias, El-Hadary tornou-se o jogador mais velho e jogar em Copa

Tá certo que a festa não foi completa, já que o Egito acabou derrotado, com Salah e tudo, pela Arábia Saudita por 2 a 1. Porém, a seleção do norte da África entrou na história das Copas do Mundo neste segunda-feira, dia 25, na Arena Volgograd, por causa de seu goleiro Essam El-Hadary. Com 45 anos, cinco meses e 10 dias, ele tornou-se o atleta mais velho a entrar em campo no Mundial de Futebol.

O jogo não foi dos melhores para a equipe do recordista. Porém, no início, parecia que a festa seria completa. Aos 22 minutos, o craque egípcio Mohamed Salah fez 1 a 0 para a sua seleção. Já aos 40', o lance que iria coroar El-Hadary. O goleiro recordista pegou o pênalti batido por Al Muwallad, fazendo uma grande festa.

Porém, antes do fim do primeiro tempo, nos acréscimos, em outra penalidade, que precisou do VAR para ser marcada, Salman Al Faraj empatou o jogo para os Árabes. Para piorar a situação, no finalzinho da partida, Salem Al Dawsari marcou o gol da vitória da Arábia Saudita, jogando um pouco de água na atuação do recordista El-Hadary.

Porém, apesar do resultado, a marca de El-Hadary é histórica. O antigo detentor do recorde também era um goleiro: o colombiano Faryd Mondragón atuou nos minutos finais da vitória de sua equipe sobre o Japão por 4 a 1, na Copa do Mundo de 2014. Ele tinha 43 anos e três meses. Confira os cinco jogadores mais velhos a atuarem em Mundiais:

1º El Hadary - goleiro do Egito - 45 anos, 5 meses e dez dias - Copa 2018
2º Mondragón - goleiro da Colômbia - 43 anos e 3 meses - Copa 2014
3º Roger Milla - atacante de Camarões - 42 anos, 1 mês e 8 dias - Copa 1994
4º Pat Jennings - goleiro da Irlanda do Norte - 41 anos - Copa 1986
5º Peter Shilton - goleiro da Inglaterra - 40 anos, 19 meses e 9 dias - Copa 1990

Será difícil este recorde ser batido. Só para se ter uma ideia, o egípcio é quase seis anos mais velho que o segundo jogador mais experiente no Mundial, o mexicano Rafa Márquez, e sua idade supera também a de três técnicos que estão no torneio: o de Senegal (Aliou Cisse), o da Sérvia (Mladen Krstajic) e o da Bélgica (Roberto Martinez).

O Curioso do Futebol

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