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Estádio Moisés Lucarelli - 74 anos de muitas histórias

Por Fabio Rocha
Foto: arquivo

Moisés Lucarelli em sua fase de construção

Um dos estádios mais tradicionais do futebol brasileiro completa 74 anos. O Estádio Moisés Lucarelli, mais conhecido como Majestoso, teve sua construção concluída no dia 12 de setembro de 1948 e fica localizado em Campinas, São Paulo. O proprietário é a Ponte Preta, que teve seus maiores momentos de felicidade e tristeza no mesmo local.

Tudo começou quando Moysés Lucarelli teve a grande ideia de projetar o estádio, o rapaz era um dos sócios do clube e chegou a ser presidente do clube, e planejou tudo. Porém, não tinham dinheiro para a construção mas, mesmo assim, ele não parou até conseguir gerar fundos.

Ele uniu toda a cidade em busca de fundos e de ajuda na mão de obra para a construção do tão sonhado estádio da Ponte. Aos poucos os próprios torcedores foram colocando o sonho do clube em pé, demorou um pouco, mas mesmo assim ninguém desistiu.

Tudo caminhou muito bem na construção e foi dando muito certo ao longo da construção. O planejamento foi muito bem feito por Moysés, ele deu sua vida para ajudar o clube que amava e graças a ele tudo foi feito.

Porém, tem uma coisa que não estava nos planos do rapaz, o nome do estádio. Ele não concordou com a ideia do nome ser em homenagem a ele, mas Lucarelli fez uma viagem para a Argentina e a diretoria do clube acabou resolvendo fazer a homenagem sem ele saber.

Quando voltou de viagem já não podia fazer mais nada, a homenagem já estava feita. Entretanto tem uma coisa errada, acabaram errando o nome dele é trocaram o Y por I, mas mesmo assim a homenagem foi bonita.

O estádio ficou conhecido na época como Majestoso, pois naquele momento era o terceiro maior estádio nacional, perdendo apenas para o Pacaembu e São Januário. Moisés Lucarelli tinha capacidade máxima de 35 mil espectadores, mas com as novas leis teve que ser alterado. Hoje o estádio tem capacidade para pouco mais de 19 mil pessoas.


O jogo de estreia foi no dia 12 de setembro de 1948 e infelizmente para os torcedores da Ponte não foi uma boa inauguração. A partida foi contra o XV de Piracicaba e o time visitante não teve pena alguma e foi em busca do resultado. O jogo terminou 3 a 0 para a equipe visitante e o primeiro gol da história do estádio foi feito por Sato.

A partida com maior público do estádio, que teve mais de 37 mil pessoas, foi superior a sua capacidade máxima, aconteceu em uma partida contra o São Paulo no dia 1 de fevereiro de 1978 e a partida terminou 3 a 1 para o tricolor.

Em 1942, recorde de público no Pacaembu na estreia do Leônidas

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Neste dia, teve recorde de público nas arquibancadas do Pacaembu

Nesta terça-feira, dia 24 de maio de 2022, se completam 80 anos do jogo eletrizante entre Corinthians e São Paulo, pelo Campeonato Paulista de 1942. Além de ter recorde de público do Pacaembu com 70.281 torcedores nas arquibancadas, marcou a estreia de Leônidas pelo Tricolor do Morumbi.

Na época, a equipe são paulina precisou desembolsar um total de 200 contos de réis e fez com que essa fosse a maior contratação do futebol da América do Sul. A transferência foi até maior que os prêmios proporcionados pela loterias, que pagavam no máximo 300.

Com bola rolando, tanto Corinthians quanto São Paulo fizeram um jogo bastante agitado. Leônidas, que era o grande astro do evento, estava sendo marcado por Brandão. Jeronimo não tomou conhecimento do embalo Tricolor, e com apenas 10' jogados, inaugurou o placar para a equipe alvinegra. Ainda antes do intervalo, o debutante daria uma assistência para Lola empatar o duelo

A equipe do Parque São Jorge voltou à todo vapor e voltou a ficar na frente com gol de Servílio com apenas 3' da etapa complementar. Porém, o Tricolor Paulista não se desanimou e chegou a virar o jogo com Luizinho e Teixeirinha. 

O Corinthians partiu em busca do empate, e no apagar das das luzes, Servílio marcou o seu segundo tento na partida e garantiu o empate. Após 90' de muitas reviravoltas, o clássico terminou com o placar em 3 a 3.


Um dia depois do embate, o jornal A Gazeta Esportiva criou o nome de clássico "Clássico Majestoso", estampando o apelido na capa. A tal alcunha foi dada por conta da estreia de Leônidas, do público presente e da grande movimentação do placar durante o jogo.

72 anos do "Majestoso" Moisés Lucarelli, a casa da Ponte Preta

Com informações da Ponte Preta
Foto: divulgação

O Majestoso está completando 72 anos

O estádio Moisés Lucarelli, o Majestoso, completa neste sábado 72 anos de vida. A casa da Associação Atlética Ponte Preta foi inaugurada oficialmente em 12 de setembro de 1948, mas a história começou antes disso, quando os amigos Olímpio Dias Porto, José Cantúsio e Moyses Lucarelli (isso mesmo, a grafia da época era com y e não com i) reuniram dinheiro para comprar um terreno onde sonhavam construir um grande estádio para seu time.

A obra foi erguida na antiga chácara Maranhão, no bairro Ponte Preta. No local existia apenas uma casinha simples, localizada exatamente onde foi determinado o centro do gramado. O material de construção foi conseguido junto a amigos, empresários (uma curiosidade: apesar de amplamente difundida, a história de que a maioria destes empresários era paulistana não passa de uma lenda) e da famosa “Campanha do Tijolo”, que teve início após a terraplanagem.

A campanha movimentou Campinas por quatro anos: durante a semana os caminhões da Companhia Vieira estacionavam na rua Barão de Jaguará para receber doações de material e nos finais de semana a torcida – e até jogadores, como Bruninho – trabalhava em mutirão na construção do estádio.

A Pedra Fundamental do estádio foi lançada em 13 de agosto de 1944. Os engenheiros responsáveis pelo projeto foram Alberto Jordano Ribeiro, Eduardo Badaró e Mário Ferraris.No dia 7 de setembro de 1948 foi realizada a inauguração parcial do Majestoso em missa campal, e, no dia 12 de setembro, a inauguração oficial do Estádio que recebeu o nome do patrono Moisés Lucarelli.

Por sinal, Lucarelli era modesto e não queria ver seu nome no estádio: a diretoria aproveitou uma viagem do patrono à Argentina para colocar o nome dele, grafado com “i” em vez de “y”, na fachada do Estádio – hoje tombada pelo Patrimônio Público (em 16 de junho de 2011, o Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Campinas -Condepacc) aprovou o tombamento do bloco da fachada entre as torres do Majestoso, decisão aplaudida pela Ponte Preta.


O apelido do estádio foi dado pelo jornalista Fernando Pannattoni. Na década de 40, quando a obra foi iniciada, Campinas tinha 140 mil habitantes e o estádio previa um local para abrigar 30 mil. A ousadia do projeto levou o jornalista, que publicava a sessão “Campinas Esportiva” no jornal Gazeta Esportiva, a se referir ao estádio como um empreendimento “majestoso”.

Na partida inaugural, o time convidado para enfrentar a Ponte Preta foi o XV de Piracicaba, que acabou sendo um visitante indigesto, vencendo pelo placar de 3 a 0. Sato foi o autor do primeiro gol da história do Majestoso estádio Moisés Lucarelli.

Foi ali, nas arquibancadas do Majestoso, que a torcida pontepretana viveu grandes conquistas, comemorou inúmeras vitórias em dérbis, apoiou o time quando ele mais precisou. Nos hoje remotos anos 70, as arquibancadas do estádio chegaram a abrigar mais de 33 mil pessoas - em uma partida contra o Santos - em um espaço onde hoje são permitidos 19,2 mil.

A majestosa estreia de Leônidas no dia de recorde do Pacaembu

Com informações do site oficial do São Paulo FC

Leônidas, o terceiro agachado, em sua estreia pelo Tricolor Paulista, contra o Corinthians

Maior craque brasileiro dos anos 30 e 40, Leônidas da Silva causava alvoroço por onde passava. A prova disso foi sua estreia pelo São Paulo, em 24 de maio de 1942, em um jogo contra o Corinthians, no Pacaembu. Foi neste dia que o clássico entre as duas equipes ganhou o apelido de Majestoso e também é, até hoje, o recorde de público do estádio municipal da capital paulista: 71.281 pagantes.

A chegada de Leônidas ao São Paulo é por si só uma história marcante. Foi anunciado pela imprensa como reforço do Tricolor no dia 1º de abril. Obviamente, a torcida, local ou rival, não acreditou. O craque estava sem jogar há oito meses, fora de forma, e muitos acreditavam que estava acabado para o futebol. Que Leônidas não seria mais o mesmo Diamante Negro da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 1938, em que encantou o mundo.

Para aumentar a descrença geral, a transferência do Flamengo para o São Paulo se deu ao custo de 200 contos de réis - o maior montante já pago em uma negociação de jogador de futebol até então, e por muito tempo, no Brasil.

Leônidas chegou a São Paulo vindo do Rio de Janeiro em uma tarde de sexta-feira, 10 de abril de 1942, na Estação do Norte, no bairro do Brás, onde foi recebido por uma multidão de 10 mil pessoas - que realizaram uma verdadeira passeata, carregando o ídolo nos ombros até a sede do São Paulo, na Rua Dom José de Barros.

O Campeonato Paulista já estava em disputa, e os diretores do São Paulo, visto o estado físico de Leônidas, preferiram postergar a estreia do centroavante até que estivesse com mínima condição de jogo. E isso se deu somente a 24 de maio de 1942, justamente em um clássico majestoso, São Paulo e Corinthians, no Pacaembu.

O Diamante Negro foi apresentado e carregado nos braços da torcida

O clima para o jogo era mais tenso que a de uma final de campeonato. Os portões do estádio foram abertos às 10h da manhã. Às 13h, o Pacaembu já estava praticamente lotado, e os bondes e ônibus na região, vazios. Às 14 os portões foram fechados, com as arquibancadas superlotadas. Mais de 70 mil pessoas presentes, exatamente 71.281 pagantes - e vai saber lá quantos bicões... Um réporter de A Gazeta assim descreveu o que via dentro e fora do Pacaembu: "para se ter idéia da loucura, o público que estava no morro das avenidas dava para encher o Parque São Jorge".

Ocorreram ainda duas preliminares antes da peleja principal. Então, faltando dez minutos para as 16h, o apito soou, Leônidas deu o toque inicial e a bola rolou. Começava a Era Leônidas e a Década São Paulina, década a qual o São Paulo conquistou a soberania no estado, com cinco títulos conquistados (sendo um deles invicto, em 1946). Foi a era do Rolo Compressor, onde o São Paulo atropelava os concorrentes.

O jogo? Bom, o jogo acabou empatado em 3 a 3, com o rival empatando ao final, quando o São Paulo estava com um jogador a menos (Waldemar de Brito se contundiu e não eram permitidas substituições à época). Leônidas não marcou, mas foi o responsável pelo primeiro e terceiro gols do Tricolor.

O craque esteve bem, mesmo para estado físico em que se encontrava, mas o jornal A Hora(espécie de sensacionalista populista) estampou no dia seguinte o letreiro: "São Paulo compra bonde de 200 contos" - como se o clube tivesse comprado um jogador velho e ultrapassado. Leônidas nunca engoliu essa provocação e provou, seja ao marcar o primeiro gol de bicicleta em São Paulo em outro clássico, contra o Palmeiras, seja ao se tornar pedra fundamental do time que se tornou imbatível na década de 1940.

Hoje, 70 anos depois, o São Paulo olha o que se passou, reconhecendo e sendo extremamente grato a tudo que aquele pequeno diamante negro proporcionou não somente à própria entidade, mas a milhares de são-paulinos, do passado, do presente e do futuro.

Pacaembu lotou para ver a estreia de Leônidas

Leônidas da Silva
Centroavante

Jogos disputados pelo SPFC: 211
Estreia: 24/05/1942
Último jogo: 03/12/1950
Gols Marcados no SPFC: 144
Nascimento: 06/09/1913. Rio de Janeiro (RJ).
Títulos conquistados no SPFC: Campeão Paulista de 1943, 1945, 1946, 1948 e 1949.

Ficha Técnica
CORINTHIANS 3 X 3 SÃO PAULO

Data: 24 de maio de 1942
Local: Pacaembu - São Paulo-SP
Renda: 244:414$000 Réis
Público: 71.281 pagantes
Árbitro: Jorge Gomes de Lima "Joreca"

Gols
Corinthians: Jerônimo, aos 10' do primeiro tempo. Servílio, aos 3' e aos 43 do segundo tempo
São Paulo FC: Lola, aos 30' do primeiro tempo. Luizinho, aos 15', e Teixeirinha, aos 36' do segundo tempo.

Corinthians: Joel; Agostinho e Chico Preto; Jango, Brandão e Dino; Jerônimo, Milani, Servílio, Eduardinho e Hércules - Técnico: Rato

São Paulo FC: Doutor; Fiorotti e Virgílio; Waldemar Zaclis, Lola e Silva; Luizinho, Waldemar de Brito, Leônidas, Teixeirinha e Pardal. Capitão: Fiorotti - Técnico: Conrado Ross

O Curioso do Futebol

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