Mostrando postagens com marcador 1978. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador 1978. Mostrar todas as postagens

Levantamento aponta: Guarani de 1978 é o maior time da história do interior do Brasil

Por Diego Dantas
Foto: arquivo

Os campeões brasileiros de 1978 formam o maior time do interior de acordo com nosso levantamento

24 de novembro de 2024. Há menos de um ano, o Mirassol batia a Chapecoense em casa por 1 a 0 e carimbava o acesso para a elite do Brasileirão pela primeira vez na história. A equipe que há não muito tempo atrás flutuava entre a Série A1 e as divisões de acesso do Campeonato Paulista, hoje vive o melhor momento de sua história, figurando entre as primeiras posições do Brasileirão deste ano. Mas esta não era a projeção da grande mídia para o Leão Caipira nesta Série A: apontado por muitos para o rebaixamento, o Mirassol vêm surpreendendo a cada rodada, estando na quarta colocação do Campeonato Brasileiro, ao menos até o fechamento desta publicação.

Mas puxando o gancho para o interior em um todo, qual foi o melhor time do interior brasileiro de todos os tempos? O Curioso do Futebol abordou especialistas país afora para debatermos qual é o grande feito de um time de fora das capitais na história do nosso futebol. Consideramos os seguintes critérios:

1) não entram times das 26 capitais, do Distrito Federal e o Santos FC.

2) o voto é para uma geração (exemplo: São Caetano do início dos anos 2000 ou Bragantino 1990/1991) e não toda sua história.

3) cada participante escolheu três times, em ordem, sendo que cada primeiro colocado somava três pontos, cada segundo dois e terceiros um ponto cada.

4) o vencedor foi a equipe que somar mais pontos.

Entre os 25 votantes, contatamos jornalistas e profissionais do futebol de diversas partes do Brasil que criteriosamente definiram seus respectivos três melhores esquadrões interioranos da história do futebol brasileiro. O Guarani, campeão brasileiro de 1978, de Zenon, Careca e Renato, acabou vencendo a votação com folga, sendo escolhido em primeiro lugar por 14 dos 25 jurados, somando 57 pontos no total.

Todavia, outras equipes também foram citadas. O São Caetano do início dos anos 2000, por exemplo, ficou em segundo, com 34 pontos, seguido da saudosa Chapecoense campeã da Sul-Americana de 2016, vítima de um acidente aéreo, com 14. Fábio Lázaro, repórter da Trivela, por exemplo, premiou o Bragantino, quarto no geral, com 12 pontos, na sua terceira colocação ao relembrar que a equipe foi campeã paulista e vice do Brasileirão no biênio 1990/1991, além de exportar o tetracampeão Mauro Silva.

Já o jornalista Leonardo Bonassoli, abordou questões geográficas ao citar o Londrina de 1977, que vinha de uma cidade considerada jovem e a época terminou o Campeonato Brasileiro na terceira colocação, além do Grêmio Maringá de 1969, que ao vencer o Torneio dos Campeões da CBD, jogaria a Copa Libertadores de 1970 sendo a primeira equipe paranaense no certame, mas por questões burocráticas envolvendo a própria CBD, o Galo acabou de fora.

Por outro lado, notamos algumas ausências na votação como o Guarani da segunda metade dos anos 80 (duas vezes vice-campeão brasileiro e finalista do Paulistão), o Ipatinga, que entre 2005 e 2008 teve algumas conquistas notáveis como o título do Campeonato Mineiro em 2005, semifinalista da Copa do Brasil em 2006 e ter conquistado o acesso na Série B de 2007, o Campinense campeão da Copa do Nordeste de 2013 e o Santo André campeão da Copa do Brasil de 2004.

A reportagem fez alguns ajustes. Votos para, por exemplo, Bragantino 1990 (campeão paulista) ou 1991 (vice brasileiro), contamos como a mesma geração, já que a base do time era a mesma. Fizemos o mesmo, por exemplo, para as várias facetas do São Caetano do início dos anos 2000 e a Ponte Preta da virada dos anos 70 para os 80.

A seguir, confira as escolhas de cada especialista:

Mateus Schuler
Bar Futebol Clube
1º Guarani 1978 - 2º Chapecoense 2016 - 3º São Caetano 2002

Victor de Andrade
O Curioso do Futebol
1º Guarani 1978 - 2º São Caetano 2000/2004 - 3º Juventude 1998/1999

Fábio Lazaro
Trivela
1º Guarani 1978 - 2º São Caetano 2002 - 3º Bragantino 1990/1991

Lincoln Chaves
Empresa Brasil de Comunicação
1º Guarani 1978 - 2º Bragantino 1990/1991 - 3º Chapecoense 2016

Andrei Paternostro
ESPN Brasil
1º São Caetano 2000/2002 - 2º Guarani 1978 - 3º Chapecoense 2016

Lívia Abreu
Terra
1º Ponte Preta 2013 - 2º Guarani 1978 - 3º Chapecoense 2016

Felipe Rey
ESPN Brasil
1º Guarani 1978 - 2º Bragantino 2021 - 3º São Caetano 2000/2001

Fernando Bassoli
Corneta Caipira
1º Guarani 1978 - 2º Bragantino 1991 - 3º São Caetano 2000/2001

Rafael Luís Azevedo
Verminosos por Futebol
1º Guarani 1978 - 2º São Caetano 2000/2002 - 3º Bragantino 1990

Yuri Casari
Do Rico ao Pobre
1º São Caetano 2000-2002 - 2º Guarani 1978 - 3º Criciúma 1991/1992

Yan Falchetto
Tá Massa Podcast
1º Guarani 1978 - 2º Criciúma 1991 - 3º Juventude 1999

Gabriel Sawaf
Conte Verde
1º Guarani 1978 - 2º Juventude 1999 - 3º Chapecoense 2016/2017

Allan Brito
Úlitma Divisão
1º Guarani 1978 - 2º São Caetano 2001 - 3º Bragantino 1990

Lucas Brando
Executivo de futebol
1º Guarani 1978 - 2º Paulista de Jundiaí 2005 - 3º São Caetano 2001/2002

Matheus Schenk
Zero Hora
1º Brasil de Pelotas 1985 - 2º Chapecoense 2016 - 3º Guarani 1978

Sérgio Oliveira
FATV
1º Guarani 1994 - 2º Bragantino 1990/1991 - 3º São Caetano 2000

Leonardo Bonassoli
Especialista em comunicação esportiva
1º Grêmio Maringá 1969 - 2º Londrina 1977 - 3º Chapecoense 2016

Ruben Fontes Neto
1902futebol
1º Guarani 1978 - 2º São Caetano 2000/2001 - 3º Bragantino 1991

Daniel Keppler
Central do Timão
1º São Caetano 2000/2004 - 2º Guarani 1978 - 3º Ponte Preta 1977

Matheus Gerlach
Jornalista freelancer
1º São Caetano 2002 - 2º Chapecoense 2016 - 3º Guarani 1978

Felipe Augusto
Revista Série Z
1º Guarani 1978 - 2º Ponte Preta 1977 - 3º São Caetano 2002

Fernando Martinez
Jogos Perdidos
1º São Caetano 2000/2004 - 2º Guarani 1978/1979 - 3º Ponte Preta 1981

Roberto Casagrande
Canal JoinvilleÔ
1º São Caetano 2000/2004 - 2º Paulista de Jundiaí 2005 - 3º Chapecoense 2016

Álisson Albino
Gente de futebol - Cuiabá EC
1º Guarani 1978 - 2º Chapecoense 2016 - 3º Criciúma 1991

Mario Casimiro Gonçalves
Correio de Atibaia
1º Guarani 1978 - 2º Bragantino 1990/1991 - 3º Criciúma 1991/1992


Com todos os votos computados, a pontuação final foi a seguinte:

Guarani 1978 - 57 pontos (vencedor)
São Caetano 2000/2004 - 34
Chapecoense 2016 - 14
Bragantino 1990/1991 - 12
Criciúma 1991/1992 - 5
Juventude 1998/1999 - 4
Paulista 2005 - 4
Ponte Preta 2013 - 3
Brasil de Pelotas 1985 - 3
Guarani 1994 - 3
Grêmio Maringá 1969 - 3
Ponte Preta 1977/1981 - 3
Red Bull Bragantino 2021 - 2
Londrina 1977 - 2

A passagem de César Maluco no Botafogo de Ribeirão Preto

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

César jogando no Botafogo

Um dos grandes artilheiros do futebol brasileiro durante os anos 1960 e 1970, o atacante César Maluco foi dentro de campo uma das figuras mais folclóricas do futebol nacional no período, além de mostrar seu refinado faro de gol ao longo de sua carreira. César é o segundo maior artilheiro da história do Palmeiras, mas também passou por outros clubes, um deles sendo o Botafogo de Ribeirão, por onde jogou já no finalzinho de sua trajetória. 

Nascido em 17 de maio de 1945, César Maluco começou sua carreira no Flamengo e não conseguiu obter grande sucesso no rubro-negro, depois de emprestado, ficou no Palmeiras e se tornou um dos maiores jogadores do Verdão em todos os tempos. Passou depois por Corinthians e Santos e Fluminense e então acabou parando em Ribeirão Preto, para atuar pelo Botafogo, em 1978.

Já fora do seu auge, pouco conseguiu fazer pela Pantera. Foi um dos reforços do time para a disputa do Brasileirão daquele ano. O Botafogo até fez uma boa campanha, mas César pouco conseguiu atuar, já longe do seu auge físico e técnico. No total, marcou dois gols ao longo daquela campanha, incluindo neles seu último como profissional, em uma partida diante do Sport, vencida pelo Pantera pelo placar mínimo.


Ficou no clube até o final da campanha do Brasileirão, acabando por deixar o Santa Cruz ao final daquela campanha rumo ao futebol amazonense, onde jogaria pelo Rio Negro-AM. Pelo Botafogo, foram dois gols em 10 jogos disputados, ao longo daquele primeiro semestre de 1978.

Encerrou a carreira em 1981, atuando sem muito sucesso pelo Aris, da Grécia em 1981. Antes, passaria também pela Universidad de Chile. Ganhou o apelido de maluco por causa de suas comemorações e da tendência que tinha a causar confusões em campo. 

45 anos do título brasileiro do Guarani

Com informações do Guarani
Foto: arquivo

O Bugre campeão brasileiro de 1978

O dia 13 de agosto está eternizado na história do Guarani Futebol Clube e, neste domingo, a data é celebrada pelos 45 anos da conquista do título brasileiro pelo Bugre. A façanha foi alcançada com a vitória por 1 a 0 sobre o Palmeiras, em decisão disputada no Estádio Brinco de Ouro.

Comandado pelo até então desconhecido Carlos Alberto Silva, o Guarani encantou o País com um futebol competitivo e envolvente, com peças formadas nas categorias de base e outros atletas que chegaram para fortalecer um time que não sai da memória do torcedor bugrino.

Em 1978, o Campeonato Brasileiro foi disputado por 74 clubes e dividido em várias fases. O Guarani estreou com derrota para o Vasco, mas a recuperação foi imediata e o time alcançou a classificação para a etapa seguinte com direito à vitória no Dérbi com dois gols de Careca e goleadas sobre Confiança (5 a 0) e Itabuna (7 a 0).

Na segunda fase, mais uma vez a vaga foi garantida, ainda que a equipe fosse vista com desconfiança por muitos. Desconfiança e ironia como aconteceu em Porto Alegre antes da partida contra o Internacional. Mas o ‘ataque de circo’ chamado pela imprensa gaúcha deitou e rolou no Beira-Rio com uma inesquecível vitória por 3 a 0.

Depois daquele jogo, ainda houve um empate com o Goiás. A partir de então, ninguém mais foi capaz de segurar o Guarani. Até o fim do campeonato, o Alviverde embalou 11 vitórias consecutivas, que somadas ao triunfo no primeiro jogo do torneio de 1979, fazem com que o clube tenha a maior sequência de resultados positivos da história do Brasileirão.

A fase mata-mata, aliás, mostrou porque o Bugre foi o campeão incontestável. Nas quartas de final, vitória segura sobre o Sport em Recife por 2 a 0 e um show em Campinas com goleada por 4 a 0. Na semifinal, foi a vez de derrubar o Vasco. Mais um 2 a 0 no Brinco – com direito a sétima partida seguida sem sofrer gols – e, diante do Maracanã lotado por mais de 100 mil pessoas, Zenon foi o maestro da vitória por 2 a 1 que colocou o time na final.


A decisão colocou o Guarani frente a frente com o Palmeiras. Pela melhor campanha, o jogo final seria em Campinas, ainda que houvesse quem tentasse levar os dois duelos para a capital paulista. Em 10 de agosto, dezenas de milhares de torcedores bugrinos coloriram de verde e branco a Rodovia Anhanguera e marcaram presença no Morumbi. Em campo, o time correspondeu à altura. Com a malandragem de Careca ao sofrer pênalti de Leão e a categoria de Zenon na cobrança, o time venceu pelo placar mínimo e colocou a mão na taça.

Três dias depois, veio a consagração. Campinas se pintou de verde e, diante de um público de 28.287 pessoas, o Guarani alcançou a sua maior glória. No gol aos 36 minutos do primeiro tempo que nasceu de uma reposição de Neneca, o desvio de Renato, a finalização de Bozó e, no rebote, a conclusão certeira de Careca no cantinho direito do gol de entrada do Brinco de Ouro para explodir a massa bugrina e colocar a estrela dourada na camisa.

Juary e seu grande início de carreira no Santos

Por Fabio Rocha
Foto: arquivo

Juary surgiu no Santos com menos de 20 anos

Juary Jorge dos Santos Filho nasceu em São João de Meriti, no Rio de Janeiro, no dia 16 de junho de 1959, e foi um grande atacante. O jogador teve passagens por clubes gigantes nacionais e internacionais, tendo um início de carreira empolgante no Santos, fazendo parte da primeira geração dos Meninos da Vila.

A sua trajetória no futebol começou no Pavunense FC, mas aos 14 anos chegou no Santos, onde tinha o sonho de atuar no “time de Pelé”. Quando subiu para o profissional, a equipe santista não estava muito bem, e passando por algumas dificuldades dentro de campo.

Ele fez a sua estreia no dia 27 de maio, em uma derrota para o Volta Redonda, por 3 a 0. Em seu primeiro ano, o atacante acabou não tendo muitas oportunidades, mas a equipe melhorou no segundo semestre, mas mesmo assim não foi o suficiente para brigar por títulos.

A equipe acabou passando por algumas reformulações, com chegadas de novos jogadores e a saída de alguns. No Campeonato Paulista de 1977, o time apresentou uma melhora, mas isso não foi suficiente para ganhar a competição, o que deixou os dirigentes irritados.

Mas Juary estava se destacando, mesmo com a equipe não conseguindo jogar como a diretoria e os torcedores queriam. Ainda em 1977, o Santos foi convidado para disputar a Copa Cidade de São Paulo, junto com Palmeiras, Corinthians e Atlético de Madrid.

O Santos foi para a final e enfrentou o Atlético de Madrid. Na final, um lance marcou a carreira de Juary. O zagueiro Luís Pereira, considerado um dos maiores jogadores da sua posição no Brasil, era titular da equipe espanhola, e acabou fazendo graça na frente do atacante, mas perdeu a bola e Juary marcou o gol que abriu o placar. Porém, o Atlético conseguiu virar e ficar com o título. Mas as capas dos jornais espanhóis só falavam do lance do primeiro gol, falando sobre o erro bisonho do grande zagueiro e da coragem do “menino”.

Em 1978, a equipe novamente voltou a ter irregularidades, não conseguindo brigar pelo título do Campeonato Brasileiro, e isso pressionou os jogadores. Mas no meio do ano, teve a parada para a Copa do Mundo, onde a equipe ficou concentrada para voltar melhor no segundo semestre.

A estratégia deu certo, pois a equipe conseguiu fazer um grande Campeonato Paulista, sendo campeão contra o São Paulo, com Juary sendo protagonista e terminando como o artilheiro da competição com 29 gols.

Mesmo com todos os grandes desempenhos, o jogador era criticado por um motivo: não fazer gol no Corinthians. O atacante tinha azar quando enfrentava o rival, e não conseguia marcar. Mas seu desempenho era muito bom, então acaba que a pressão amenizava para o seu lado. Em 1979 foi convocado para a Copa América, o que premiou seu início de carreira muito bom.


Juary continuou fazendo grandes jogos, mas o Santos manteve sua irregularidade e isso também o prejudicou. Por isso, em 1980, a diretoria resolveu vendo-lo para o futebol mexicano, pelo motivo de não fazer gols no Corinthians.

Mas sua história no clube não terminou aí, ele ainda voltou em 1992, depois de ter rodado pelo futebol europeu. Porém, teve uma passagem apagada e sem grandes destaques, deixando o clube no ano seguinte.

A passagem de Manga pelo Coritiba

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Manga defendeu o Coxa Branca em 1978

Nascido em Recife, capital pernambucana, o ex-goleiro Aílton Corrêa de Arruda, popularmente conhecido como Manga, está completando 86 anos de idade nesta quarta-feira, 26, justamente no Dia do Goleiro. Muito conhecido por ter defendido clubes gigantes do futebol brasileiro, o arqueiro teve uma passagem pelo Coritiba em 1978.

Isso aconteceu depois do guarda redes atuar nas categorias de base do Sport, mesmo clube onde iniciou sua carreira profissional, e passar por Botafogo, Nacional do Uruguai, Internacional e Operário-MS. Foi então, que 78, Manguita chegou ao Coxa Branca já com seus 41 anos de idade.

Pela equipe verde e branca do Paraná, o recifense disputou um total de 22 partidas, segundo o site ogol.com. Neste período em que defendeu o Coritiba, foi importante para a conquista do Campeonato Paranense daquele ano.


Depois de jogar no Alviverde, Manga ainda defendeu o Grêmio, entre 1979 e 1980, e encerrou a sua carreira como jogador de futebol profissional atuando no Barcelona de Guayaquil, de 1981 até 1982. Aliás, o goleiro adotou o Equador como moradia. Além disso, sua data de aniversário virou o Dia do Goleiro no Brasil.

O histórico de jogos entre França e Argentina em Copas

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

França e Argentina já se enfrentaram em Copas

O confronto entre França e Argentina pela final da Copa do Mundo de 2022, que ocorrerá neste domingo, dia 18 de dezembro e promete fazer com que o mundo foque seus olhos ao Estádio Lusail é mais um de um longo histórico de jogos entre as duas seleções, entre amistosos e duelos oficiais. Em Copas do Mundo, as equipes se enfrentaram três vezes na história, além é claro desta final ainda não definida.

O primeiro confronto entre os dois times na Copa do Mundo ocorreu em 1930. Naquele jogo, que ocorreu no lendário Parque Central, em Montevidéu, a Argentina até teve dificuldades, mas venceu os Bleus pelo placar mínimo, com um gol de Monti já no finalzinho do jogo. A vitória basicamente serviu para garantir os argentinos na fase de mata-mata da competição. 

O segundo duelo entre as equipes ocorreu na Copa do Mundo de 1978. Naquele ano, as equipes se enfrentaram no Monumental de Nuñez, em Buenos Aires e os albicelestes pularam na frente com Passarella, de pênalti. Quem deixou tudo igual foi o excelente Platini, já no segundo tempo, porém, pouco depois, Luque deu números finais ao marcador e garantiu o segundo triunfo argentino no confronto.

Já o último confronto foi na Copa do Mundo de 2018 e foi um tremendo jogaço na Arena Kazan, na Rússia. Griezzman botou a futura campeã mundial a frente de pênalti, mas viu Di Maria deixar tudo igual antes do fim do primeiro tempo. Na etapa final, Mercado virou o jogo para os argentinos, mas Pavard marcou um gol histórico de voleio, e Mbappé marcou dois gols para botar os Bleus com ótima vantagem. No finalzinho, Aguero diminuiu, dando números finais ao marcador. França 4 x 3 Argentina. 


No total do confronto, contando amistosos, são 12 jogos, com seis triunfos sul-americanos, três empates e três vitórias francesas. Quem vencer a final deste domingo entrará para o clube dos times que possuirão pelo menos três Copas do Mundo. Para os franceses, também será a chance de repetir um feito que não acontece desde o Brasil de 1962: um time conquistar duas Copas do Mundo seguidas. 

Leão e sua passagem pelo Vasco entre 1978 e 1980

Por Fabio Rocha
Foto: arquivo

Leão ficou dois anos no Vasco

Um dos maiores goleiros do futebol brasileiro completa 73 anos hoje. Emerson Leão, nasceu em Ribeirão Preto, no dia 11 de julho de 1949, e se tornou um grande jogador e também treinador. Como atleta, ele teve passagens por grandes clubes do futebol brasileiro e se tornou um dos maiores ídolos da história do Palmeiras, mas na sequência teve uma passagem sem brilhantismo pelo Vasco.

O seu primeiro time foi o Comercial, de Ribeirão Preto, e depois foi para o Palmeiras, onde permaneceu por alguns anos, se tornando o segundo jogador com mais jogos pelo clube, atrás apenas de Ademir da Guia. Depois de dez anos, ele deixou o clube após disputar a Copa do Mundo de 1978, e foi para o Vasco da Gama.

Todos tinham uma grande expectativa, pois Leão era um dos principais goleiros do futebol brasileiro, se não o melhor, então todos tinham uma expectativas altíssima no novo jogador vascaíno. Logo quando chegou já se tornou titular, nem precisou brigar por posição, pior a sua já era garantida no momento de sua contratação.

A equipe do Vasco naquele momento não vivia em um bom momento, mas mesmo assim Leão preferiu ir para o clube. A equipe estava em um processo de melhora para poder brigar por títulos e Leão era uma peça fundamental na renovação do elenco para conseguir os objetivos.

O goleiro era um grande líder, um cara forte no vestiário e tinha uma forte liderança perante o grupo. O Leão fez boas partidas, mas não foi o suficiente para ajudar o clube a ganhar títulos, a equipe brigava com outros grandes times, e por isso acabou ficando sem levantar taças.


O Leão ficou no Vasco até 1980 e não conquistou nenhum título. Foi vendido para o Grêmio, que no mesmo ano conseguiu ser campeão Gaúcho e no ano seguinte campeão Brasileiro pelo clube. Ainda rodou pelo Corinthians, voltou para o Palmeiras e encerrou a carreira no Sport, onde estreou como treinador e levou o time à final do Módulo Amarelo da Copa União de 1987. Já na final do Brasileirão o técnico era Jair Picerni.

A curta, porém marcante passagem de Bobby Moore no Seattle Sounders

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo/Seattle Sounders FC

Bobby Moore, com a número 9, no Sounders

Estaria completando 81 anos neste dia 12 de abril um dos maiores nomes da história do futebol inglês como um todo e, claro, da Seleção Inglesa. Campeão da Copa do Mundo de 1966, o zagueiro tem uma enorme história no esporte bretão, principalmente com a camisa do West Ham. Já no final de carreira, assim como muitos em sua época, inclusive um tal de Pelé, Moore acabou atuando nos EUA e um dos times pelos quais jogou foi o Seattle Sounders.

Considerado até hoje como a maior contratação da história do clube, que "renasceu" recentemente na MLS após um tempo jogando como uma franquia da USL entre 1994 e 2008, Moore chegou a Seattle após deixar o West Ham. Chegou a liga dos Estados Unidos como um experiente jogador que mesmo em fim de carreira podia adicionar em técnica ao time de Seattle na disputa da North American Soccer League, a NASL.

A chegada se deu muito devido a ligações que o Sounders tinha com o futebol inglês e com o West Ham mesmo na época. Histórico nome do esporte bretão europeu, Harry Redknapp era basicamente um recrutador de nomes em final de carreira na Europa para atuar pelo Seattle Sounders. Foi ele que conversou e convenceu Moore a atuar no time, algo que fez também com outros jogadores do Velho Continente na época.

O impacto do defensor no Sounders foi maior fora do que dentro de campo. Conseguiu atuar efetivamente apenas sete vezes pelo clube, fazendo boas partidas, mas não marcando nenhum gol. Deixou Seattle ainda naquele ano para atuar no futebol dinamarquês e ainda retornaria ao futebol em 1983 para atuar no Carolina Lightning. 


Moore teve uma vida pós futebol bastante agitada e inclusive se envolveu na política, sendo apoiador do Partido Conservador Britânico. Acabou falecendo devido a um câncer que virou metástase em 1993, sendo que já havia sofrido com problemas relativos a doença durante sua carreira como jogador em 1964. Tinha apenas 51 anos quando foi atuar no time dos eternos. 

Em 1978, Londrina 'aprontava' contra o Vasco com público recorde em São Januário

Com informações do GE.com
Foto: arquivo

Mais de 40 mil pessoas em São Januário viram a vitória do Londrina

O dia 19 de fevereiro de 1978 ficou marcado na história do Londrina Esporte Clube e também de São Januário. Na ocasião, o time ganhou reconhecimento nacional após conseguir feito histórico: desbancou o Vasco da Gama, de Roberto Dinamite, por 2 a 0, no maior público que o estádio cruzmaltino já recebeu oficialmente em sua história: 40.209 pessoas.

Com gols de Brandão e Carlos Alberto Garcia, o Tubarão se garantiu pela primeira vez no quadrangular final que decidiria o título do Campeonato Brasileiro de 1977. Depois, seria derrotado pelo Atlético-MG nas semifinais. Terminou a competição em quarto lugar. Mas, por um dia, o carnaval carioca foi transferido para as ruas da cidade paranaense, que se vestiu de azul e branco.

Fundado em 5 de abril de 1956, o Londrina ainda não tinha seu nome bem conhecido no cenário nacional. Com uma conquista do Paranaense (1962) e dois títulos do Campeonato do Norte Paranaense (1959 e 1962), o clube buscava algo maior para tentar tornar-se referência no estado. A pessoa que mais ajudou nesse projeto foi o ex-presidente Jacy Scaff, que faleceu no ano de 1986. Mandatário no biênio 76/77, levou o mérito de ter colocado o Londrina no Campeonato Brasileiro. Implantou uma nova mentalidade no clube com a contratação de grandes jogadores e com a ampliação da sede campestre.

Realmente a temporada seguinte marcou a vida de todos os torcedores do Londrina. Em um Campeonato Brasileiro (15 de outubro de 1977 até 5 de março de 1978) com 62 clubes na mesma divisão, o clube não imaginava que acabaria a competição de uma forma tão surpreendente. Comandado pelos atacantes Brandão e Carlos Alberto Garcia, o Tubarão não começou muito bem, mas conseguiu chegar à fase da repescagem. Segundo Rodrigo Linhares, da Rádio Paiquerê, nem os dirigentes acreditavam na classificação da equipe.

O time estava em uma chave difícil, que tinha nada menos que Santos, Corinthians, Vasco da Gama, Flamengo e Caxias. O Rubro-Negro de Zico e Adílio foi derrotado por 1 a 0, no Estádio do Café, em uma quarta-feira. No domingo, foi a vez de o Santos sofrer com o Tubarão, no Pacaembu: 2 a 1.


As semifinais e o fim do sonho - As semifinais foram diante do Atlético-MG. O jogo contra o Galo, no Mineirão, foi considerado o melhor do Campeonato Brasileiro. Os mineiros chegaram a abrir 2 a 0, mas o Londrina reagiu. Garcia fez o primeiro, e Brandão marcou o segundo. Porém, o rival tinha o artilheiro Reinaldo em tarde inspiradíssima e venceu por 4 a 2. No Estádio do Café, em outra ótima partida, os times empataram por 2 a 2 (Brandão e Ademar, fizeram os gols) e, assim, terminava o sonho de uma vaga na final. Mesmo com a eliminação, os jogadores foram saudados pela torcida, e o feito é lembrado até hoje por todos no clube e na cidade.

Os jogos e gols marcados por Rivellino em Copas do Mundo

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Rivellino disputou três Copas do Mundo pela Seleção Brasileira

Neste 1º dia de janeiro do ano de 2022, Roberto Rivellino, popularmente conhecido apenas como Rivellino, está completando 76 anos de idade. Por isso, neste sábado, vamos relembrar as três Copas do Mundo que o meia participou defendendo a camisa da Seleção Brasileira.

O primeiro mundial que Riva disputou foi o de 1970, disputado no México, quando estava no Corinthians. Jogando junto de craques como Tostão, Gérson, Pelé, Jairzinho, Carlos Alberto Torres e tantos outros excelentes jogadores, Bigode conseguiu ser um dos grandes destaques daquela equipe vestindo a camisa 11. Suas vítimas foram Tchecoslováquia na vitória por 4 a 1 na estreia, Peru nas quartas de final e Uruguai nas semifinais.

Além de somar três gols ao longo de toda a campanha do tricampeonato da Amarelinha, ganhou uma grande legião de fãs que não eram brasileiros. Inclusive, encantou ninguém mais ninguém menos do que Maradona, o maior jogador da história da Seleção da Argentina, por conta de suas belíssimas jogadas com a perna esquerda, já que Diós também era canhoto. Outros pontos que também chamaram a atenção do craque argentino foram a postura do brasileiro dentro de campo e sua vasta cabeleira.

Na Copa de 1974, realizada na Alemanha Ocidental, Rivellino já tinha mais experiência e com isso, recebeu mais uma oportunidade de jogar pelo Brasil, atuando ainda no clube do Parque São Jorge. Bigode, dessa vez, dividiu o protagonismo junto de Jairzinho, fazendo belíssimos gols. Um deles, foi em cima dos anfitriões através de uma linda cobrança de falta, aproveitando brecha da barreira de alemães que se abriu graças à Jairzinho, que se agachou quando a bola tomava rumo.

Porém, a seleção acabou não conseguindo acompanhar o rendimento do craque e ficou apenas na quarta colocação daquele mundial. Aquela edição foi vencida pela própria Alemanha Ocidental, que bateu o Carrossel Holandês liderado por Johan Cruijff, na grande decisão. Riva encerrou sua participação na competição com sete partidas disputadas e três gols marcados, como em 1970.

Por fim, na Copa do Mundo de 1978, disputada na Argentina, Rivellino não teve o mesmo rendimento e número de jogos em relação às edições anteriores. Bigode passou a maior parte do torneio no banco de reservas, já que havia se contundido antes do mundial, defendendo as cores do Fluminense. Considerado substituto imediato de Zico, participou de três partidas na edição em que o Brasil ficou com a terceira melhor campanha do torneio.


Até os dias de hoje, esta é considerada uma das Copas mais polêmicas da história, já que a Argentina estava vivendo um período de ditadura no país. Com isso, há suspeitas de que a seleção anfitriã foi favorecida pela arbitragem para ser a campeã da competição.

Na soma das três Copas do Mundo que Rivellino disputou, participou de 15 jogos. Somou ao todo seis gols pela Seleção Brasileira nos três mundiais em que recebeu oportunidades de mostrar o seu futebol.

O chute no bandeirinha que tirou Serginho Chulapa da Copa de 1978

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo



Serginho Chulapa agrediu o auxiliar e ficou 14 meses suspenso

Com 242 gols anotados em 399 partidas disputadas e maior artilheiro da história do São Paulo, Sérgio Bernardino, popularmente conhecido como Serginho Chulapa ou apenas Serginho, está completando 68 anos de idade nesta quinta-feira. Por isso, neste dia 23 de dezembro de 2021, iremos relembrar o episódio polêmico quando o jogador agrediu o auxiliar em um jogo do Tricolor Paulista.

Esse momento de muita confusão aconteceu no dia 12 de fevereiro do ano de 1978, mas ainda era uma partida válida pelo Brasileirão de 1977. Nesta data, o São Paulo estava enfrentando o Botafogo de Ribeirão Preto, no estádio Santa Cruz, localizado no interior paulista.

Naquela ocasião, Serginho marcou um gol no apagar das luzes, mais precisamente aos 45 minutos de bola rolando no segundo tempo, mas acabou sendo prontamente anulado. Nervoso por seu tento que poderia da a vitória ao time do Morumbi ter sido invalidado, o centroavante correu na direção do auxiliar Vandevaldo Rangel junto de outros companheiros de time.

Enquanto os demais jogadores do São Paulo cercavam o bandeirinha, Chulapa se posicionou atrás dos atletas tricolores que também estavam reclamando da anulação do gol, e deu um chute na canela de Vandevaldo. Logo depois da agressão, o auxiliar começou a reclamar de dor e pular em uma perna só. De pronto, os companheiros de Serginho o afastaram da confusão.

Para se eximir da culpa e negar a agressão, o artilheiro Tricolor alegou que algum torcedor teria arremessado algum objeto das arquibancadas para acertar Rangel. Porém, este argumento acabou não convencendo ao árbitro Oscar Scolfaro, que relatou a agressão na súmula, e muito menos ao Tribunal, que o puniu com 14 meses de afastamento. Esta partida entre a Pantera e o Tricolor Paulista empataram em 1 a 1, com o gol da equipe tendo sido marcado por Sócrates


Por conta deste episódio, Serginho Chulapa, que já era quase uma certeza dentre os convocados para defender a Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 1978, teve de cumprir suspensão de um ano e ficou de fora do Mundial que seria disputado em solo argentino. Além disso, o atacante não pôde disputar a final do Campeonato Brasileiro de 1977 diante do Galo, na qual o clube paulista conquistou o título.

Chico Formiga e os Meninos da Vila "originais" de 1978

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Chico Formiga era o comandante da primeira geração dos "Meninos da Vila"

"O lugar onde o raio cai mais de uma vez no mesmo lugar", a "Fábrica de craques", o "Reino do Futebol", enfim, os apelidos são vários. O Santos Futebol Clube é reconhecido por muita gente pela sua capacidade de formação de jogadores, por vezes chamados de "Meninos da Vila", nome inclusive da escolinha de futebol licenciada oficialmente pelo Peixe. Muita gente pode pensar que este nome vem do time de Pelé e Coutinho, mas a primeira geração de "Meninos da Vila" surgiu em 1978, comandada por Chico Formiga, que completaria 91 anos neste dia 11.

Falecido em 2012, o volante que virou ídolo do Peixe dentro de campo era o comandante daquele time que ganhou esse nome não necessariamente por ter atletas formados dentro do Santos, mas por ser uma equipe cheia de jovens. O Peixe na época tentava fugir de um período complicado financeiramente e o time de 1978 juntava atletas formados em casa, como Pita e Juary com outros, experientes ou não, trazidos a baixo custo, como Nilton Bata e Nelsinho Baptista. Era assim que o Peixe pretendia planejar o ano.


O calendário daquela disputa do Paulistão foi uma das coisas mais bizarras da história do futebol brasileiro, com três turnos, semifinal, final com três jogos e prorrogação, entre outras coisas. Com Pita jogando um grande futebol, Juary em estado de graça fazendo gols a todo o momento, a liderança de Clodoaldo e outros "operários" ajudando o Peixe a conseguir pontos, Formiga foi comandando o Peixe a avançar na competição e chegar a decisão. 

Na final, contra o São Paulo, o Peixe precisou de três partidas, com uma vitória no primeiro jogo, um empate no segundo, resultados que não deram o título ainda aos Alvinegros Praianos e uma derrota no terceiro jogo por 2 a 0. Curiosamente, o que decidiu o campeão foi uma prorrogação onde o 0 a 0 garantiu o título aos santistas por ter um número maior de gols marcados no terceiro turno. Foi o primeiro título santista pós Era Pelé.


Mente por trás de comandar aquele time, o treinador Formiga foi decisivo no desenvolvimento de diversos dos jovens daquele time, que encantou o torcedor santista e trouxe a alegria de volta ao Alçapão. Curiosamente, em última análise, o nome "Meninos da Vila" veio num time que tinha até menos pratas da casa que o histórico time de Pelé, mas a marca ficou para a história e o Peixe segue usando o nome "Meninos da Vila" até hoje. A segunda geração veio em 2002 e a terceira em 2010.

Passou por outros diversos clubes como treinador, destacando-se a passagem pelo São Paulo, onde conquistou o título do Paulistão em 1981. Formiga nos deixou em 2012, no dia 22 de maio, devido a um infarto, aos 81 anos.

Há 43 anos, Biro-Biro marcava seu primeiro gol pelo Corinthians

Com informações do Corinthians
Foto: arquivo

Biro-Biro é um grande ídolo da história do Timão

Nesta terça-feira, dia 21, há exatos 43 anos, um dos maiores ídolos da história do Corinthians marcou seu primeiro gol. Em 21 de setembro de 1978, Biro-Biro entrou em campo diante do América de Rio Preto, em jogo válido pelo 1º turno do Campeonato Paulista, disputado no Pacaembu. O volante marcou o único gol da partida e seu primeiro pelo Corinthians, dando a vitória para o Alvinegro.

Formado na base do Sport, Biro-Biro foi para o Corinthians em 1978 e permaneceu no Alvinegro por dez anos. Dos mais longevos atletas que jogaram no Coringão, Biro-Biro atuou 590 vezes e fez 76 gols pelo Alvinegro, números que o colocam como o volante com mais gols pelo clube e quinto jogador a mais vezes ter atuado com a camisa corinthiana.

Dentro de campo, Biro-Biro não brincou em serviço e jogando um futebol muito sério conquistou os torcedores do Timão, que o elegeram como símbolo da equipe. Se Sócrates, Palhinha, Zenon, eram os talentos da equipe, Biro-Biro figurava como um jogador importante na marcação e muito disciplinado taticamente.


Irreverente fora de campo, Biro-Biro deixou de ser folclórico para ser decisivo dentro de campo. Em 1979, fez, de canela, o gol que garantiu o triunfo sobre o Palmeiras na semifinal do Paulistão. Em 1982, marcou duas vezes na vitória por 3 a 1 sobre o São Paulo, também no Estadual. Também conquistou o título estadual em 1983 e 1988, deixando o clube com quatro títulos conquistados.

Há 43 anos, Sócrates marcava primeiro gol pelo Corinthians

Com informações do Corinthians
Foto: arquivo

Sócrates foi um dos maiores ídolos da história do Corinthians

Na tarde do dia 26 de agosto de 1978, no Estádio Paulo Machado de Carvalho, o Pacaembu, um dos maiores meio-campistas da história do futebol corinthiano, em sua segunda partida oficial pelo Corinthians, fez o primeiro de seus 172 gols pelo Timão.

Diante de 45.733 pagantes, contra a Ferroviária-SP, em partida válida pelo Campeonato Paulista de 1978, o jovem Sócrates de 24 anos balançou as redes no Pacaembu aos 36 minutos do primeiro tempo.

O zagueiro Zé Eduardo bateu uma falta forte e a bola foi rasteira em direção a Sócrates que, de costas pro gol, deslocou o zagueiro da Ferroviária para chutar forte e alto, no meio do gol, abrindo o placar para o clube do Parque São Jorge.

Comandado pelo treinador José Teixeira, o Coringão jogava com Jairo; Luiz Cláudio, Ademir, Zé Eduardo e Wladimir; Wagner, Sócrates e Palhinha; Rui Rei, Romero e Vaguinho, autor do segundo gol da partida, já aos 39 minutos da segunda etapa.


Ícone da história do clube do Parque São Jorge, referência da Democracia Corinthiana, Sócrates ficou conhecido por apelidos como Doutor, Magrão e Calcanhar de Ouro. Entrou em campo 298 vezes pelo Timão e conquistou três vezes o Campeonato Paulista, em 1979, 1982 e 1983.

A estreia de Sócrates pelo Corinthians

Com informações do Corinthians
Foto: arquivo

Sócrates estreou pelo Timão em um clássico contra o Santos

No dia 20 de agosto de 1978, Sócrates, um dos maiores ídolos da história do Sport Club Corinthians Paulista, estreava com a camisa alvinegra. Pelo Campeonato Paulista, o Timão empatou com o Santos por 1 a 1. Rui Rei marcou o gol corinthiano.

Sócrates Sampaio de Souza Vieira de Oliveira, natural de Belém-PA, começou a carreira profissional no Botafogo-SP, em 1974, clube em que marcou 101 gols em 269 partidas. Após quatro anos jogando na equipe de Ribeirão Preto, foi contratado pelo Corinthians.

Figura única, detinha inúmeros apelidos: Calcanhar de Ouro, Magrão e Doutor eram os principais. Fez história com o jeito único de jogar e agir. Além de se formar em Medicina – de onde veio o apelido de Doutor –, foi ícone do movimento da Democracia Corinthiana, no início da década de 80.

Pelo Corinthians, foram 298 jogos, 172 gols e três Campeonatos Paulistas conquistados (1979, 1982 e 1983). O eterno camisa 8 ainda jogou pela Seleção Brasileira: foram 63 partidas, 25 gols e duas Copas do Mundo disputadas no currículo (1982 e 1986).


Sócrates faleceu na manhã de 4 de dezembro de 2011, mesmo dia em que o Corinthians sagrou-se pentacampeão brasileiro, contra o Palmeiras. Naquela partida, houve um minuto de silêncio em homenagem ao Doutor, e jogadores e torcedores prestaram homenagem reproduzindo a famosa comemoração com o braço levantado e o punho cerrado.

Muito além de 1978 - Outras grandes campanhas do Guarani

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo RAC

O Bugrão foi campeão brasileiro em 1978

Há exatos 53 anos, no dia 13 de agosto de 1978, o Guarani conquistava seu primeiro e até hoje único título do Campeonato Brasileiro de futebol. O alviverde campineiro é até hoje o único campeão do Brasileirão vindo do interior, fato que os bugrinos cantam com orgulho. Porém, o Verdão campineiro fez outras grandes campanhas ao longo da história do Brasileirão e inclusive teria dois títulos caso o campeonato fosse pontos corridos desde seu início.

Ocupando atualmente a quinta posição e estando na briga por uma das vagas na primeira divisão do ano que vem, os bugrinos já foram muito fortes no cenário nacional e donos de grandes campanhas ao longo de sua história. Dono de uma categoria de base que era incansável em revelar talentos em tempos antigos, os alviverdes começaram a surgir no cenário nacional em 1978, mas tiveram outras grandes campanhas depois.

Um dos anos onde o Bugrão fez outra grande campanha foi por coincidência outro onde haveria uma Copa do Mundo, em 1982. Naquele campeonato, a equipe campineira foi absoluta nas duas fases de classificação, liderando seu grupo e chegando a fase final com força. Na fase final, os campineiros deixaram o Operário e o São Paulo pelo caminho, mas sucumbiram diante do Flamengo de Zico nas semifinais. Careca era o grande destaque daquele time e marcou 18 gols ao longo da competição. 

Os anos de Copa do Mundo parecem ser um tópico interessante na história bugrina, pois quatro anos depois, em 1986, o Guarani fez o que foi uma de suas campanhas mais incríveis em toda a história do clube. Forte, contando com Evair como seu principal jogador, o Verdão foi absolutamente imparável nas fases de classificação e no mata-mata, chegando a decisão como favorito diante do São Paulo. Naquele ano, porém, a "zebra", sim, você não leu errado, passeou pelo Brinco de Ouro e o Tricolor Paulista saiu campeão, no que é uma das maiores tristezas da história bugrina.

No bagunçado campeonato de 1987, onde aconteceu a já conhecida história da Copa União e todos os problemas que ela gerou, teoricamente o Guarani foi vice-campeão nacional. A equipe campineira, excluída com injustiça do torneio dos clube dos 13, foi parada apenas pelo Sport na decisão do módulo da CBF, ficando com um segundo lugar e inclusive participando pela segunda vez seguida da Libertadores. 

A partir daí, o início dos anos 1990, apesar de trazer regulares campanhas de meio de tabela, não trouxe nenhum campeonato incrível ao Guarani. Até que os campineiros foram bem seguidamente nos anos de 1993 e 1994. Em 1993, os bugrinos fizeram grande campanha na primeira fase, mas caíram na fase final num grupo com Palmeiras, o surpreendente Remo e o São Paulo, onde só os palmeirenses passaram a final. O grande destaque daquele time foi o atacante Clóvis, vice-artilheiro do Brasileirão com 13 gols, ficando apenas atrás de Guga, do Santos.

No ano seguinte, porém, a campanha alviverde foi realmente espetacular. Na primeira fase, sem dar sopa para o azar, os campineiros terminaram em primeiro em seu grupo, deixando Santos, Vasco, Bahia, Remo e Cruzeiro comendo poeira. Na segunda fase, a equipe novamente foi bem, mas já estava garantida na fase final pelo que havia feito no turno anterior. No mata-mata, então, o Verdão deixou pelo caminho o São Paulo, mas acabou parado pelo esquadrão palmeirense na semifinal. Amoroso era o grande destaque daquele time e foi artilheiro do campeonato ao lado de Túlio Maravilha.


Com regulamentos mais simplificados, os campeonatos da metade final da década de 1990 não trouxeram grandes campanhas ao Guarani. Em 1996, os alviverdes fizeram excelente primeira fase, mas caíram diante do Goiás nas quartas de final. Três anos depois, na sua última "grande" campanha na primeira divisão nacional, o Guarani chegou ao mata-mata na oitava colocação, mas caiu diante do Corinthians, que seria campeão brasileiro, logo nas quartas de final. 

A partir dos anos 2000, os anos de péssima gestão cobraram seu caro preço e os bugrinos foram aos poucos degringolando em crises, finalmente caindo para a segunda divisão em 2004, de onde só retornaram por um breve período em 2010, depois de inclusive terem caído para a Série C em 2006. Como já dito, curiosamente atualmente se vê uma luz no fim do túnel, com uma campanha boa na Série B, que o permite sonhar com a volta a primeira divisão, para quem sabe reescrever outras grandes histórias.

Ramón Quiroga, o polêmico goleiro da Copa do Mundo de 1978

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Ramón Quiroga jogando pela Seleção Peruana

Há 71 anos, em 23 de julho de 1950, nascia na cidade argentina de Rosário um goleiro que faria história jogando fora de seu país natal. Ramón Qiroga, que se naturalizou peruano e jogou a maior parte de sua carreira no futebol de lá. Ele era o goleiro do time peruano na Copa do Mundo de 1978, sendo inclusive o titular na partida contra a Argentina, quando os Albicelestes venceram por 6 a 0 e conquistaram a vaga na decisão. 

A trajetória de Quiroga, que nasceu em Rosário, começa justamente no Rosário Central, onde permaneceu por cinco anos e começou sua carreira dentro do futebol. Apesar da baixa estatura (apenas 1,78m) virou goleiro. Estreou no clube aos 18 anos e foi campeão argentino com a Academia em 1971, mas acabou deixando o clube em 1973 para jogar no Sporting Cristal. Por lá, ficou apenas dois anos, retornou ao Independiente, não durou no Rojo e acabou retornando ao Sporting Cristal, onde se naturalizou peruano e acabou convocado para disputar a Copa do Mundo de 1978.

Na Argentina, apareceu a primeira vez quando atravessou praticamente metade do campo para cometer uma falta em Lato, em um duelo contra a Polônia. Depois, era o goleiro peruano na goleada sofrida pelo time diante da Argentina, quando os Albicelestes fizeram 6 a 0 e com isso passaram para a decisão daquela Copa do Mundo. Foi muito criticado pela sua atuação e declarou em entrevista anos depois a Folha de São Paulo que estava "seguro que alguém recebeu dinheiro para facilitar aquele jogo".

Em 1982, foi novamente o goleiro peruano na Copa do Mundo, num ano onde a Rojiblanca decepcionou. Depois daquela competição, seguiu com algum sucesso no futebol peruano, mas se transferiu em 1983 para o Barcelona de Quayaquil, retornando rapidamente ao Peru, onde passou pelo CNI e pelo Universitário antes de encerrar a carreira de jogador. Foram naquele país quatro títulos nacionais, três com o Cristal e um com o Universitário. Além de atuar por clubes, ele jogou 40 jogos pela Seleção Peruana, entre Copas do Mundo, Copa América, Eliminatórias e Amistosos. Sua trajetória na Rojiblanca durou oito anos, entre 1977 e 1985.


Quiroga ainda seguiu carreira como treinador no Peru, passando por diversos clubes do país até 2012, quando trabalhou pela última vez, no Pacífico. Sua única conquista como treinador foi no Deportivo Aviación, quando foi campeão da segunda divisão do Campeonato Peruano no ano de 2000. 

O surpreendente Malmö finalista da Liga dos Campeões de 1979

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo


O Malmo foi até a final da Liga dos Campeões de 1979

A Liga dos Campeões da Europa já teve equipes de diversos países em suas decisões. Ingleses, espanhóis e italianos se juntam à alternativos como sérvios, gregos e romenos. Em 1979, a maior competição de clubes do continente europeu teve uma decisão no mínimo inusitada e um dos lados é até hoje o único time sueco à alcançar a decisão: o bom time do Malmö, tradicional clube sueco. 

O Malmö vinha para competição como campeão sueco do ano de 1977. A liga local tem um calendário mais semelhante ao brasileiro. Sob o comando do inglês Bob Houghton, os azuis vivam parte dos melhores anos de sua história. Porém, aquele time era formado amplamente por jogadores suecos que pouco jogaram fora de seu país de origem e portanto eram ilustres desconhecidos. Aquela edição da Copa Europeia tinha como grande favorito o Liverpool, atual campeão na época.

O primeiro adversário do Malmö foi outra surpresa na competição, o campeão francês Mônaco, ainda um time pequeno e desconhecido na época. Um empate sem gols na Suécia dava a impressão de que os monegascos conseguiriam passar na volta, mas um gol de Kinnvall deu a vaga aos suecos. Em outro confronto, entre o Liverpool e o campeão inglês Nottingham Forrest, os Reds ficaram pelo caminho. Nas oitavas, então, veio o duríssimo Dinamo de Kiev, forte e favorito time soviético, que acabou derrotado por 2 a 0 no segundo jogo na Suécia, depois de um empate em zero em Moscou e também voltou para a casa.

Nas quartas, com todos os favoritos eliminados, ficava claro que teríamos uma zebra. Diante do Wisla, então, o Malmö acabou derrotado por 2 a 1 na Polônia, mas na volta, os azuis-celestes golearam os poloneses por 4 a 1 e passaram as semifinais. Por lá, uma vitória simples em casa contra o Austria Viena bastou, com a frieza sueca segurando o 0 a 0 na capital austríaca. Do outro lado surgia o Nottigham Forrest.


E a final, como não podia ser diferente, disputada no Olímpico de Munique, foi um jogo, com o perdão da palavra, chato. O Forrest era um time extremamente pragmático e o Malmo também. O gol de Trevor Francis, então, bastou para garantir aos ingleses a conquista de seu primeiro título. A bonita campanha do Malmö ficou apenas como uma lembrança então. Sem muitas surpresas, até hoje o clube é o único da Suécia à chegar a uma decisão da Liga dos Campeões. 

Cláudio Duarte - O treinador mais jovem da história do Inter

Com informações de Memórias do Esporte e Tardes de Pacaembu
Foto: Revista Placar

Cláudio Duarte dirigindo o Internacional com apenas 27 anos

Cláudio Duarte está completando 70 anos neste 9 de maio de 2021. Jogador importante no Internacional bicampeão brasileiro em 1975 e 1976, encerrou a carreira cedo por conta de lesões, virando treinador com apenas 27 anos e, no Colorado, conquistou Campeonato Gaúcho de 1978.

Revelado na base do Sport Club Internacional, Cláudio Duarte jogava inicialmente pela meia, até ser deslocado para a lateral-direita. Aproveitado no time principal pelo técnico Daltro Menezes, Cláudio Duarte permaneceu por um bom tempo na suplência de Laurício e Édson Madureira. Com o trabalho desenvolvido pelo técnico Dino Sani, Cláudio Duarte ganhou confiança e recebeu suas primeiras oportunidades entre os titulares.

Rotulado como “cintura dura” pela exigente imprensa gaúcha, o lateral precisou trabalhar muito para superar a enxurrada de críticas por sua lentidão, algo que mudou bastante com a chegada de Rubens Minelli em 1974. Com boas atuações no bicampeonato brasileiro de 1975 e 1976, seu nome foi cotado para o mundial da Argentina em 1978. Porém, muitas ocorrências médicas o impossibilitaram de chegar ao escrete canarinho. E o pior: fizeram com que ele encerrasse precocemente a carreira.

No findar de 1977, após duas cirurgias no joelho, o Departamento Médico do Internacional comunicou que dificilmente Cláudio Duarte conseguiria voltar aos gramados. Em março de 1978, o lateral direito trabalhava firme em seu processo de recuperação, período em que também colaborava como Auxiliar Técnico do treinador Carlos Gainete.

Com a saída de Gainete, Cláudio Duarte foi convidado para assumir o cargo de treinador, uma condição provisória até que um novo profissional fosse anunciado pelo corpo diretivo, com apenas 27 anos. E sua breve participação como treinador logo apresentou resultados imediatos. Além do título gaúcho de 1978, o “Colorado” realizou uma grande campanha no campeonato nacional.

Cláudio Duarte permaneceu por quatro meses no cargo. Foi o treinador mais jovem na história do clube. Em 1979 ocupou o cargo de Supervisor Técnico durante a campanha invicta do tricampeonato brasileiro. A convivência com Ênio Andrade foi significativa, o que lapidou consideravelmente seus conhecimentos na profissão.


Como treinador, além de comandar o Internacional em diversas oportunidades, Cláudio Duarte orientou várias equipes no cenário nacional e também no exterior: Bahia (BA), Ceará (CE), Gama (DF), Atlético Goianiense (GO), Santa Cruz (PE), Atlético Paranaense (PR), Colorado (PR), Coritiba (PR), Paraná (PR), Pinheiros (PR), Fluminense (RJ), Brasil de Pelotas (RS), Esportivo Bento Gonçalves (RS), Grêmio (RS), Juventude (RS), Avaí (SC), Criciúma (SC), Guarani (SP), Juventus (SP) e São Bento (SP), além de uma passagem pelo futebol árabe.

Os títulos como treinador também muitos. No futebol paranaense faturou o título estadual de 1984 pelo Pinheiros. Pelo Grêmio foi campeão gaúcho e campeão da Copa do Brasil de 1989. Pelo Internacional conquistou os títulos gaúchos de 1978, 1981, 1991 e 1994. Conforme publicado pelo site internacional.com.br, Cláudio Duarte também trabalhou como Diretor Técnico na temporada de 2003.

Chegou a ser auxiliar de Paulo César Capergiani no Corinthians, em 2007. A última equipe que treinou foi o Brasil de Pelotas, em 2009. Atualmente, Cláudio Duarte mora em Porto Alegre, onde está comemorando os 70 anos de vida.

O dia em que Serginho Chulapa agrediu um bandeirinha e acabou suspenso e perdendo a Copa do Mundo

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Serginho Chulapa agrediu o bandeirinha após gol anulado

Serginho Chulapa, hoje auxiliar técnico no Santos, ficou conhecido ao longo da carreira como atleta, além dos vários gols e atuações espetaculares, por seu forte temperamento e agressividade. Revelado pelo São Paulo, o atacante acabou tendo um episódio triste na vida marcado por uma agressão à um bandeirinha que acabou causando uma suspensão que o tirou inclusive de uma Copa do Mundo. O fato ocorreu num duelo contra o Botafogo de Ribeirão Preto, pelo Brasileirão de 1977, no dia 12 de fevereiro de 1978.

O confronto era mais um importante passo para o Tricolor Paulista rumo a classificação no Brasileirão daquele ano. Mesmo jogando fora de casa, os são-paulinos queriam a vitória. Não contavam com um gol de Sócrates. O problema, porém, veio aos 45 minutos do segundo tempo. Quando o explosivo Serginho Chulapa se envolveu em uma confusão após um gol anulado pelo auxiliar.

Um dos destaques do Tricolor, Serginho recebeu lançamento, dominou no peito e marcou um belo gol para empatar o jogo. Porém, o auxiliar Vandevaldo Rangel marcou impedimento do camisa 9 são-paulino. Indignado, Serginho partiu para cima de Vandevaldo e desferiu pontapés que causaram um corte na perna do bandeira.

A agressão foi parar na simula do jogo. O registro dizia que Serginho havia dado pontapés que haviam causado cortes grandes na perna do bandeirinha, que sangravam bastante. Com isso, o atleta são-paulino acabou indo a julgamento algumas semanas depois e ganhando uma pena de suspensão de 14 meses que o tiraria da sequência do Brasileirão e acabaria por deixar Serginho de fora da Copa do Mundo de 1978, que seria disputada na Argentina.


Curiosamente, a falta de Serginho não seria tão sentida assim pelo seu time. O Tricolor Paulista conseguiu manter boa campanha, chegou a decisão e bateu o Atlético Mineiro, que vinha para a final invicto, nos pênaltis, após um empate sem gols no lotado Mineirão. O centro-avante ficou no Morumbi até 1983, quando deixou o clube para atuar no Santos, clube com o qual criou uma grande ligação que seguiu inclusive na carreira de treinador.

O Curioso do Futebol

O Curioso do Futebol
Site do jornalista Victor de Andrade e colaboradores com curiosidades, histórias e outras informações do mundo do futebol. Entre em contato conosco: victorcuriosofutebol@gmail.com

Aceisp