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Walter Casagrande e sua trajetória no Porto

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Casagrande passou pelos Dragões nos Anos 80

Nesta segunda-feira, dia 15 de abril de 2024, o ex-atacante Walter Casagrande Júnior, um dos maiores ídolos da história do Corinthians, está completando 61 anos de idade. No decorrer da década de 80, o avançado chegou a defender as cores do Futebol Clube do Porto, mas a sua trajetória pelos Dragões acabou sendo abreviada por uma grave contusão. 

Sua transferência rumo ao time português foi concretizada em 86, logo depois de participar da Copa do Mundo daquele ano pela Seleção Brasileira. O seu passe foi comprado por cerca de 1 milhão de dólares, e se sagrou a contratação mais cara do futebol luso até aquele momento. 

Seu primeiro jogo com a camisa portista foi realizada no dia 11 de janeiro de 87, quando o clube azul e branco empatou em 2 a 2 com a equipe do Vitória de Guimarães, no Estádio das Antas. Na ocasião, Casão fez um dos gols do Porto.

Ainda naquele ano, participou da conquista da Copa dos Campeões da UEFA, competição essa que somente o Benfica havia vencido entre todos os times de Portugal. Só não pode jogar as fases finais do torneio porque fraturou a fíbula e acabou rompendo os ligamentos do pé esquerdo no duelo contra os dinamarqueses do Brøndby IF.


Ao todo, Casagrande disputou somente nove partidas em Portugal. Neste período, balançou as redes em duas oportunidades.

Após deixar os Dragões, ainda passaria pelo futebol italiano, onde foi muito bem atuando pelo Ascoli e o Torino. Em 93, o atacante retorna ao Brasil e atua por clubes como Flamengo, Corinthians, Paulista, até encerrar a sua carreira no São Francisco-BA, em 96.

Cilinho e os 'Menudos do Morumbi'

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Cilinho comandou os 'Menudos do Morumbi' nos Anos 80

Otacílio Pires de Camargo, ex-treinador popularmente conhecido apenas como Cilinho, estaria completando 85 anos de idade nesta sexta-feira, dia 9 de dezembro de 2024, caso ainda estivesse vivo. À beira do campo, teve uma trajetória muito bonita e passou por clubes tradicionais do futebol brasileiro, mas se destacou mesmo comandando o São Paulo no decorrer da década de 80.

Logo que chegou ao cargo técnico do Tricolor em 84, fez uma reformulação total no elenco Tricolor. Neste processo de mudança, alguns jogadores consagrados como Waldir Peres, Serginho Chulapa, Zé Sérgio, Humberto, Almir, Paulo César Capeta, Getúlio e Heriberto saíram do clube e abriram espaços para os jovens brilharem.

Foi neste período, que surgiram os 'Menudos do Morumbi'. Silas, Muller, Sidney, Márcio Araújo e Nelsinho conseguiram ter sequência e se firmaram no time titular. A maior surpresa foi a contratação do experiente Paulo Roberto Falcão, que apesar de já ter sido eleito "Rei de Roma",  não conseguiu encantar Cilinho e foi reserva de Márcio Araújo.

Além de dar chances à atletas em início de carreira, Cilinho também tinha uma grande visão para indicar contratações. Afinal, jogadores encomendados por ele, como o lateral direito Zé Teodoro, o volante Bernardo e o ponta direita Mário Tilico, tiveram boa trajetória pelo clube.


O comandante ainda dirigiu o São Paulo campeão Paulista de 87, em cima do Corinthians. Na decisão, Cilinho escalou o Tricolor com Gilmar Rinaldi; Zé Teodoro, Adilson, Darío Pereyra e Nelsinho; Bernardo, Silas e Pita; Muller, Lê e Edivaldo.

Ao longo de sua passagem como treinador são paulino, foram 243 partidas à frente do time profissional. Sob seu comando, o Tricolor teve 108 triunfos, 85 empates e 50 revés, de acordo com o "Almanaque do São Paulo", de Alexandre da Costa.

Aldair e sua trajetória pelo Flamengo

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Aldair foi um bom zagueiro no Mengão na segunda parte dos Anos 80

O ex-zagueiro Aldair, campeão do mundo em 1994 com a Seleção Brasileira, completa o seu 58º ano de vida nesta quinta-feira, dia 30 de novembro de 2023. No começo de sua jornada como atleta, o defensor teve uma boa trajetória pelo Flamengo durante a segunda metade da década de 80.

A chegada de Aldair Nascimento dos Santos à Gávea foi concretizada em 1985, pouco tempo após ser 'dispensado' do Vasco, time pelo qual seu pai era fanático. Passou a jogar na várzea e chamou a atenção de ninguém mais do que Juarez dos Santos, que havia sido jogador do Flamengo entre 62 e 67, e o levou para mostrar o seu futebol nas categorias de base do Rubro-Negro em 82.

Três anos depois, quando já tinha 19 anos de idade, passou a fazer parte do elenco profissional do Mengão. Na época, teve a chance de jogar junto com eternos ídolos do Fla como Leandro, Zico e Andrade. Sua vida não foi fácil no começo. Afinal, teve que superar a concorrência de Mozer que jogou no time vermelho e preto de 80 a 87.

No clube do Rio de Janeiro, fez parte das conquistas do Campeonato Carioca de 86 e da Copa União de 1987, um dos torneios que acabaram sendo reconhecidos como o Brasileirão que conhecemos hoje. Saiu do Flamengo em 1989, quando passou a também ser convocado para defender a Seleção Brasileira. Ao todo, disputou um total de 184 jogos e marcou 12 gols com o manto.


Na sequência de sua carreira, Aldair rumou para o velho continente e passou por clubes como o Benfica, Roma e Genoa. Em certo momento, retornou ao Brasil para defender Rio Branco do Espírito Santo, mas optou por pendurar as chuteiras no Murata, de San Marino.

A curta passagem do goleiro Paulo Sérgio pelo Vasco em 1986

Por Fabio Rocha
Foto: arquivo

Paulo Sérgio teve uma curta passagem pelo Vasco

Paulo Sérgio de Oliveira Lima nasceu no Rio de Janeiro, no dia 24 de julho de 1953, e foi um bom goleiro, sendo convocado para disputar uma Copa do Mundo. O jogador se destacou no futebol carioca, mas, também, acabou decepcionando em sua passagem pelo Vasco da Gama.

A sua carreira começou em 1972, quando subiu para o profissional do Fluminense, mas ainda sem atuar em muitos jogos. Com o decorrer do tempo e dos treinamentos, o goleiro começou a ganhar mais oportunidades, conseguindo atuar mais vezes.

Porém, ainda não o suficiente para ele ganhar ritmo de jogo e mostrar todo seu potencial, tanto que, três anos depois deixou o clube para atuar no CSA. Na equipe ficou pouco tempo, mas conseguiu ter mais oportunidades, porém, após uma temporada voltou ao futebol carioca.

Em 1977, ele voltou para o Rio de Janeiro para atuar no Volta Redonda, onde conseguiu ter mais jogos, e começou a chamar a atenção de outros clubes, que ficaram impressionados com a sua qualidade. 
Após uma temporada, ele foi contratado pelo Americano, onde ficou durante duas temporadas, conseguindo mostrar seu potencial. Em 1980, ele foi para o Botafogo e foi quando teve mais destaques em sua carreira, passando muita segurança.

Por causa das suas grandes atuações, foi convocado para a Copa do Mundo de 1982, como reserva. Depois de quatro anos no Botafogo, o jogador saiu para atuar no Goiás. Porém, em Goiana, o jogador ficou pouquíssimo tempo, e logo retornou ao futebol carioca, mas, dessa vez, para atuar no America. Depois de alguns jogos, em 1986, ele chegou no Vasco da Gama, com uma grande experiência e chegando para ser o titular da posição.


Mas, acabou que o goleiro não conseguiu se firmar, entrando em poucos jogos e ficando apenas um semestre na equipe. Paulo Sérgio teve dificuldades no Gigante da Colina, tendo uma passagem muito decepcionante, atuando em apenas quatros jogos.

Atuando apenas no Campeonato Carioca, após o primeiro semestre no Vasco, ele voltou para o America, onde fez parte do elenco semifinalista do Brasileirão de 1986 e encerrou a sua carreira na temporada seguinte.

A participação de Édson Boaro na Copa do Mundo de 1986

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Boaro jogando pelo Brasil em 1986

Ídolo de clubes como Ponte Preta e Corinthians, o ex-lateral Édson Boaro foi um dos grandes nomes da posição nos anos 1980 no futebol brasileiro. Dono de grande qualidade, tendo atuado por vários anos nos dois times paulistas, o ex-lateral, que completa 64 anos neste dia 3, fez parte da Seleção Brasileira que disputou a Copa do Mundo de 1986, no México, sob o comando de Telê Santana, ainda tentando recolher os cacos da terrível eliminação para a Itália na Copa do Mundo anterior.

Boaro era jogador do Corinthians na época que foi chamado para a Copa. Apesar de já jogar bem em 1982, foi preterido por Leandro, um dos maiores nomes da posição na história do futebol (sim, do esporte como um todo) e por Edevaldo, do Internacional. Em 1986, acabou sendo convocado junto a Josimar para a posição.

Estreou na Copa do Mundo daquele ano como titular. A primeira partida brasileira foi contra a Espanha, no Jalisco, onde Edson não teve lá uma grande atuação na primeira etapa. O momento onde ele apareceu foi um destaque defensivo, numa bola onde Butragueño sairia sozinho contra Carlos não fosse por uma intervenção salvadora de Edson na hora em que o espanhol certamente abriria o marcador. Na jogada do gol de Sócrates, Boaro até havia feito a ultrapassagem para cruzar, mas Júnior optou pela jogada por dentro. 


Na segunda partida, diante da Argélia, novamente entrou como titular. Já no comecinho do jogo fez uma grande jogada quando roubou uma bola no ataque e cruzou na cabeça de Sócrates, que cabeceou para fora. Depois, já próximo dos 10 minutos, cortou muito bem um ataque argelino que poderia terminar em chute perigoso, em sua última ação na Copa, no jogo e com a camisa da Seleção. Sentiu uma contusão muscular e acabou substituído por Falcão, com Alemão passando a fazer a lateral direita. 

Perdeu a vaga para Josimar, não voltando mesmo após se recuperar e se envolveu em uma polêmica após a Copa, quando se divulgou que após a eliminação havia chamado Telê de "o pior técnico do mundo" e desleal. Jamais voltou a jogar pela Seleção e começou a decair na carreira a partir dos anos seguintes. Se aposentou em 1997, na São Carlense. 

Os 37 anos de ‘La mano de D10s’

Por Fabio Rocha
Foto: arquivo

Maradona, com a mão, ganha de Peter Shilton

Há 37 anos ocorria o gol validado, porém irregular, mais famoso do mundo. Nas quartas de finais da Copa do Mundo de 1986, em uma partida entre Argentina e Inglaterra, Diego Maradona foi o grande personagem do jogo, marcando dois gols, mas o primeiro ele fez com a mão. Vale lembrar que o outro gol também foi antológico, driblando metade dos ingleses.

O lance virou tema de livros e filmes, e ficou conhecido como ‘La Mano de Dios’, pois ao final do jogo, o jogador foi entrevistado e falou a seguinte frase. “Lo marqué un poco con la cabeza y un poco con la mano de Dios”.

A Argentina era uma das favoritas ao título da competição, pois tinha um dos melhores jogadores do mundo, que era Diego Maradona, e ele acabou sendo o principal jogador da competição, porém protagonizou um dos lances mais famosos da história da competição.

Após jogar um clássico contra o Uruguai, nas oitavas de finais, a equipe saiu vitoriosa por 1 a 0, e foi enfrentar a Inglaterra na próxima fase. O jogo aconteceu no dia 22 de junho de 1986, na Cidade do México, e era um dos jogos mais esperados da competição.

Eram duas grandes equipes, que tinham totais condições de serem campeões da competição. O primeiro tempo foi muito equilibrado e truncado, com os dois times sendo muito precavidos, deixando o jogo sem grandes chances claras, mas isso mudou na segunda etapa.

Logo no início do segundo tempo, ocorreu o grande lance polêmico. Aos 6 minutos, o zagueiro inglês Steve Hodge tentou cortar a bola, mas acabou chutando ela para o alto, porém em direção a sua própria área. Maradona foi esperto e correu para disputar o lance junto com o goleiro Peter Shilton, que é 20 cm maior que o jogador argentino.


Mas Maradona pulou com a mão, em punho cerrado, e acabou tocando com a mão na bola, tirando o goleiro da jogada e abrindo o placar da partida. O time todo da Inglaterra foi reclamar com o juiz Ali Bin Nasser, que validou mesmo assim o gol.

O gol ajudou muito a equipe argentina, tanto que, aos 10 minutos, depois de uma linda jogada do Maradona, o craque marcou um golaço. A Inglaterra até chegou a marcar um gol, mas não adiantou de nada, e acabou sendo eliminada como um gol irregular.

A Argentina acabou chegando à final e conquistou o título após vencer a Alemanha Ocidental por 3 a 2. O lance contra a Inglaterra ficou marcado, e é lembrado até os dias atuais.

A passagem de Éder Aleixo pelo Palmeiras

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Éder Aleixo jogou no Verdão em 1986

Éder Aleixo de Assis, ex-ponta esquerda e meia, está celebrando o seu 66º aniversário nesta quinta-feira, dia 25 de maio de 2023. No decorrer de sua carreira, o atleta, que ficou conhecido pela sua grande idolatria no Atlético Mineiro, chegou a defender o Palmeiras já no fim dos Anos 80.

Esta trajetória do jogador no Verdão aconteceu em 1986, depois de ser revelado no América Mineiro e passar também por clubes Grêmio, Atlético Mineiro e Inter de Limeira. Chegou ao time Alviverde assim que se destacou no Leão da Paulista.

Segundo o site ogol.com, o mineiro disputou 30 partidas e marcou cinco gols com a camisa palmeirense. Neste única temporada em que defendeu o Palestra, faz parte do elenco que perdeu a final do Paulistão para a Inter de Limeira.


Na sequência de sua carreira, Éder Aleixo ainda rodou por clubes como Santos, Sport, Botafogo, Atlético Paranaense (duas vezes), Cerro Porteño, Malatyaspor, Fenerbahçe, Atlético Mineiro (duas vezes), União São João, Cruzeiro, União São João, Conquista, Gama e Guará. Encerrou a sua carreira em 1997, depois de atuar no Montes Claros.

Morre Romualdo Arppi Filho, árbitro da final da Copa do Mundo de 1986

Com informações do Terra
Foto: arquivo

Romualdo Arppi Filho na final da Copa do Mundo de 1986

Morreu no final da noite deste sábado, em Santos, no litoral de São Paulo, aos 84 anos, o ex-árbitro Romualdo Arppi Filho. O anúncio foi feito pela família e o velório e enterro acontecerão neste domingo. Ele deixa a esposa Vera Lúcia, três filhos e netos.

Romualdo Arppi Filho foi o árbitro da final da Copa do Mundo de 1986 entre Argentina e Alemanha Ocidental. Com quase 115 mil pessoas no estádio Azteca, na Cidade do México, a seleção sul-americana, comandada por Diego Maradona, conquistou seu segundo Mundial ao vencer por 3 a 2.

Desde então, nenhum outro árbitro brasileiro trabalhou em uma final de Copa do Mundo. Antes de Romualdo Arppi Filho, Arnaldo Cézar Coelho havia sido escolhido para apitar a decisão da Copa de 1982, na Espanha, entre Itália e Alemanha Ocidental.

Romualdo Arppi Filho, nascido em 7 de janeiro de 1939, foi árbitro de futebol entre 1958 e 1990. Entrou no quadro internacional da Fifa com somente 22 anos e em 1986 foi considerado pela Federação Internacional de História e Estatísticas do Futebol (IFFHS, na sigla em inglês) o melhor do mundo.

No Mundial de 1986, Romualdo Arppi Filho trabalhou em três jogos - além da final, França 1 x 1 União Soviética, pela fase de grupos, e México 2 x 0 Bulgária, pelas oitavas de final. Em sua carreira também apitou nos Jogos Olímpicos de 1968 (Cidade do México), 1980 (Moscou) e 1984 (Los Angeles).

A morte de Romualdo Arppi Filho acontece no momento em que duas relíquias daquela Copa que o ex-árbitro possui - a bola oficial da final e uma camisa da Argentina dada de presente por Maradona - serão leiloadas em uma casa especializada em Londres, na Inglaterra. O objetivo da família é disponibilizar para o mundo do futebol esses objetos históricos.


"A bola ficou por muito tempo dentro de um armário na casa do meu pai e às vezes ia para a estante. Ele (Romualdo) relutou por muito tempo, mas agora concordou (com o leilão). Queremos disponibilizar para o mundo do futebol a bola da final da Copa de 86. É para ela poder ser vista por todos", afirmou Ricardo Arppi, um dos três filhos do ex-árbitro.

Sócrates sendo julgador do Desfile das Escolas de Samba do Rio de Janeiro em 1986

Com informações do Espaço Aberto
Foto: arquivo

Sócrates fazendo anotações durante o desfile de 1986

Se estivesse vivo, Sócrates teria completado 69 anos no último domingo, dia 19 de fevereiro de 2023. Um dos maiores jogadores da história, revelado pelo Botafogo de Ribeirão Preto, ídolo do Corinthians e com passagens por Seleção Brasileira, Fiorentina, Flamengo e Santos, ele brilhou nos gramados enquanto foi jogador.

Porém, uma das facetas menos conhecidas do Doutor (apelido que ganhou por ter concluído a Faculdade de Medicina ainda no início da carreira como jogador) foi a sua participação como jurado no desfile das escolas de samba do Rio de Janeiro, em 1986. Na época Sócrates jogava pelo Flamengo (após uma passagem pelo futebol italiano) e foi convidado pela recém-criada LIESA para fazer parte do corpo de jurados no quesito bateria.

Sua participação gerou bastante contestação. Diferente de outros jurados, Sócrates solicitou que não ficasse confinado numa cabine e a condição foi aceita. Ao invés de um jurado com cara fechada e fingindo neutralidade, a Sapucaí observou um avaliador animado, com copo de bebida alcoólica na mão e que distribuía autógrafos. Escolhido inicialmente para julgar o quesito samba-enredo, Sócrates pediu pra avaliar outro quesito, já que o samba-enredo do Império Serrano (que celebrava o fim da ditadura) já havia ganhado seu coração.

Com notas 10 para quase todas as escolas, a nota dada (9) por Sócrates para a Portela gerou protestos e chororô. Miro Garcia, patrono do Salgueiro, chegou a pedir a anulação das notas dadas por Sócrates. Mas, mesmo que as notas por Sócrates fossem anuladas, a tábua de classificação não seria mudada e a Portela seguiria em quarto lugar.


Apesar de defender suas avaliações e seu direito a beber no carnaval, “como todos fazem”, essa foi a única participação de Sócrates como jurado no desfile da Marquês de Sapucaí. Em pouco tempo, também, Sócrates deixou o Flamengo e o RIo de Janeiro e voltou a morar no estado de São Paulo, onde ficou até falecer, em dezembro de 2011.

A passagem de Mauro Galvão pelo Bangu

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Mauro Galvão atuou no Bangu 

Hoje afundado em divisões inferiores do futebol nacional e lutando inclusive para fazer campeonatos bons no Cariocão, o Bangu já foi um dos times "pequenos" de mais sucesso no futebol brasileiro, principalmente na década de 1980. Os investimentos do bicheiro Castor de Andrade fizeram com que o clube chegasse no topo. Uma das contratações da época dourada do time de Moça Bonita foi Mauro Galvão, que completa 61 anos neste dia 19.

Mauro Galvão chegou ao Bangu saindo do Inter, de onde havia iniciado a carreira e passado anos jogando. O zagueiro havia acabado de integrar a Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 1986 e acabou convencido por Capergiani e por Castor de ir ao clube para participar do ambicioso projeto de ser campeão do Brasileirão de 1986.

Mauro Galvão foi titular do time que distou da sonhada conquista, ficando apenas na segunda fase da competição e vendo ainda o rival América chegar a semifinal da competição, sendo eliminado pelo campeão São Paulo. Foi titular do time durante a maior parte da competição, mas a campanha frustrou todos os envolvidos, já que o Bangu havia sido vice-campeão do Brasileirão apenas um ano antes, perdendo o título para o Coritiba.


Em 1987, foi parte do time que conquistou Taça Rio, tendo ficado com a terceira colocação ao final do Campeonato Carioca. Seguiu como titular dos alvirrubros durante a Copa União daquele ano, quando o time acabou eliminado nas semifinais do seu módulo para o Guarani. Ao final daquele ano, foi junto com Marinho e Paulinho Criciúma para o Botafogo.

No total, em duas temporadas em que vestiu a camisa do Bangu, Mauro Galvão esteve em campo em 68 jogos, marcando um total de três gols pelo clube. Ele esteve em atividade até o ano de 2001, quando pendurou as chuteiras jogando pelo Grêmio. 

Gal Costa e a "70 Neles!" - A música da Copa do Mundo de 1986

Com informações do IG
Foto: reprodução

Gal Costa tinha 77 anos

Os fãs de música foram surpreendidos na manhã desta quarta-feira, dia 9, com a notícia da morte da cantora Gal Costa, uma das vozes mais famosas do Brasil. Em 1986, ela cantou a música que embalou a torcida na Copa do Mundo: "70 Neles!".

A Copa do Mundo não é resumida somente as disputadas dentro dos gramados. Artistas de todo o país buscam emplacar o "Hit da Copa". Poucos conseguiram, como foi o caso da cantora Gal Costa. Em 1986, a cantora emplacou a música "70 Neles!". Nela, a cantora tentava recuperar o espírito vitorioso do tricampeonato, já que o torneio voltava a ser realizado no México.


Composto por Antônio Edgard Gianullo e Vicente de Paula Salvia, o tema não levou o Brasil ao título. O país caiu nas quartas-de-final, após ser derrotado pela França nos pênaltis, porém, a canção ficou marcada para sempre, assim como outros grandes hits.

Vale lembrar que o elenco da Copa de 1986 gravou um disco inteiro. Em "O mundo é verde-amarelo", além da música de Gal Costa, também se destacou a canção "Mexe, coração", apresentada pelo mascote Araken. Gal Costa nasceu em 26 de setembro de 1945 em Salvador e foi uma das maiores cantoras da história da música brasileira.

A música de Gal Costa que embalou a torcida em 1986

O disco 70 Neles!

O início de Marco van Basten no Ajax

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Marco van Basten jogou no Ajax entre 1982 e 1987

Natural da cidade de Utrecht, Marcel "Marco" van Basten, muito conhecido por ser um dos maiores jogadores da história do futebol holandês, está completando 58 anos de idade nesta segunda-feira, 31. Em seu tempo de atleta, ele defendeu apenas dois times: em deles, foi o Ajax, clube que o consagrou para o futebol mundial.

Tudo começou quando o pai, que foi jogador e incentivava seus filhos a seguirem o mesmo caminho. Por gostar muito de futebol, Van Basten, para se aperfeiçoar, tinha o costume de descrever, através de desenhos, algumas jogadas dos seus grandes ídolos, dentre eles, Johan Cruijff a Didier Six. E foi justamente no Ajax, do próprio Crujiff, que ele estreou em 1982.

Seu primeiro aparecimento dificilmente poderia ser melhor. Isso porque, ele entrou em campo durante a partida, no lugar de Cruijff e fez um gol. Aos poucos, essa troca passou a ser frequente, e com o tempo, o garoto ganhou o carinho dos torcedores do Ajax e também da Seleção da Holanda, na qual debutou no ano de 1983.

Com uma grande noção de posicionamento, postura imponente e muito elegante, velocidade e um grande espírito coletivo, além de também ter um enorme faro de gol como característica. Logo na sua primeira temporada como atleta profissional, Marco ajudou o time de Amsterdam a conquistar a Eredivisie. Naquela época, outros dois fatores já eram evidentes: uma era sua amizade com Frank Rijkaard, e a outra, a sua fragilidade exposta em suas pernas longas e também de poucos músculos, algo que foi notado pelos zagueiros adversários rapidamente.

No decorrer do tempo, Van Basten foi se irritando com o zagueiros adversários pelas fortes divididas e passou a "revidar" as pancadas que levava. Numa dessas, levou a pior quando sofreu a sua primeira lesão mais séria no tornozelo, em um jogo válido pelo Campeonato Holandês. Depois disso, passou a usar arma da humilhação perante os rivais, como se fosse uma "revanche".

Ainda no Ajax, venceu o campeonato e a copa nacional na sua segunda temporada e a última de Cruijff como atleta dos Godenzonen. A terceira vez que ganhou a Eredivisie foi em 1985, e no ano seguinte, ficou marcado por duas vitórias, sendo elas, a nova conquista na Copa Holandesa e a volta de Johan Cruijff, mas como treinador. Na temporada 1986/87, exatamente quatorze anos depois de conquistar o seu último título de Copa dos Campeões da UEFA, o Ajax ficou muito perto de ficar um troféu de âmbito continental, já que o time da capital neerlandesa chegou na  decisão da Recopa Europeia, que era considerada a segundo taça interclubes mais cobiçada no continente. Pouco antes da bola começar a rolar na final, que seria disputada diante do Lokomotive Leipzig, time da Alemanha Ocidental, teve de ouvir a pesada frase de Cruijff: "se você não vencer, eu destruo você". Van Basten não se intimidou, balançou as redes na marca dos 21' da primeira etapa e levou os Amsterdammers à gloria.


Esta conquista acabou sendo o seu ápice no Ajax, clube onde se sagrou como o maior goleador do campeonato nacional desde 84. Isso fez com que o Milan, um clube gigante do futebol italiano que vinha passando por um momento de reconstrução após dois rebaixamento para a Serie B lá no começo da década de 80, resolveu contratá-lo.

Com isso, se despediu do time holandês com 174 partidas disputadas e 154 gols anotados neste período de cinco anos. Depois de ter pendurado as chuteiras em 93, Marco van Basten chegou a voltar ao clube de Amsterdamm, mas para assumir o cargo de treinador, assim como Cruijff, um de seus maiores ídolos.

A passagem de Paul Ince pelo West Ham

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Ince começou a carreira nos Hammers

Paul Emerson Carlyle Ince, popularmente conhecido apenas como Paul Ince, está completando 54 anos de vida nesta sexta-feira, 21 de outubro. O ex-jogador britânico atuava como volante e fez parte do plantel do West Ham logo no início da sua carreira.

Nascido em Ilford, município localizado no Leste da capital inglesa, Ince se tornou jogador de futebol profissional em 1986, pela equipe do West Ham United, depois de jogar nas categorias de base do clube londrino. No seu ano de debutante, fez parte do time reserva dos Hammers que conquistou o título do Football Combination em maio.

Após seu primeiro jogo diante do Southampton, em casa, em dezembro, Paul apareceu como um dos jovens mais promissores do futebol inglês. A sua melhor apresentação no time londrino foi na goleada pelo placar de 4 a 1 para cima do Liverpool pela Copa da Liga, marcando dois gols. Na ocasião, o Reds tinham um time muito forte e terminaram como os grandes campeões da Liga, em 88.

Em sua última temporada, continuou atuando em bom nível e acabou sendo vendido ao Manchester United, clube onde teve um grande momento em sua carreira, no ano de 1989. Na sequência de sua trajetória no futebol, teve uma curta passagem pela Internazionale de Milão e depois retornou a Terra da Rainha. Nessa volta ao Reino Unido, vestiu também as camisas de clubes como Liverpool, Middlesbrough, Wolverhampton Wanderers, Swindon Town e veio a se aposentar dos gramados após defender o Macclesfield Town.


Paul Emerson Carlyle Ince, neste período em que esteve nos Hammers, disputou um total de 81 jogos pelo clube. Apesar de não ter a marcação de gols como uma de suas grandes características, balançou as redes adversárias em 11 oportunidades, segundo o site ogol.com.

Claudio Ranieri e seu final de carreira como jogador no Palermo

Por Fabio Rocha
Foto: arquivo

Claudio Ranieri fez suas duas últimas temporadas como jogador no Palermo

Claudio Ranieri nasceu no dia 20 de outubro de 1951, em Roma, na Itália, foi jogador e se tornou um técnico vitorioso. Como atleta, Claudio não conquistou títulos e nem teve passagem por grandes times, apenas pela equipe pelo qual foi revelado.

O lateral surgiu na verdade como ponta-atacante, mas na base da Roma ele foi transformado em lateral. Claudio atuava nos dois lados, tinha facilidade com os dois pés, mas não teve uma grande carreira como jogador, passou por clubes menores, tirando a Roma, e não conquistou títulos.

Mesmo não estando em grandes equipes, Claudio sempre ajudou por onde passou, fazendo grande atuações e sendo destaque dos times, ainda mais por ser um jogador polivalente, menos na Roma, pois atuou apenas seis vezes na equipe principal. Após a Roma, onde comçou em 1973, o lateral foi contratado pelo Catanzaro, em 1974, um time pequeno da Itália.

Por lá, o jogador ficou grande parte da sua carreira, atuando na segunda divisão e ajudando sua equipe a subir duas vezes seu time à elite do campeonato nacional. Depois do Catanzaro, o jogador foi contratado pelo Catania, em 1982, equipe em qual ficou apenas duas temporadas.

Já na fase final de carreira, o lateral foi contratado por uma equipe de mais nome, porém em uma fase complicada, que foi o Palermo, em 1984. O time brigava para subir e quando estava na elite tinha foco para permanecer, não sonhava com grandes alçadas na competição.

Porém, o lateral foi muito útil na equipe, ajudando o Palermo e completamente o sistema defensivo da equipe. Claudio era peça que faltava no time italiano, que conseguiu voltar à elite do futebol nacional mais uma vez. Em um momento final de sua carreira, o lateral não atuava em todos os jogos, pois já não aguentava mais a intensidade.


Claudio ficou duas temporadas no Palermo, atuando 40 vezes, e logo depois se despediu dos gramados, mas não por muito tempo. Em 1986 deixou a vida como atleta, mas no mesmo ano e no segundo semestre, o ex-jogador assumiu o Vigor Lamezia como técnico.

Julio Olarticoechea e sua história na Seleção Argentina

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Olarticoechea defendeu a Seleção Argentina nos anos 80

Julio Jorge Olarticoechea, conhecido mundialmente apenas como Julio Olarticoechea, está completando 64 anos de idade nesta terça-feira, 18. Enquanto era jogador profissional, o zagueiro jogou pela Seleção Argentina no anos 80.

Natural de Saladillo, cidade localizada na província de Buenos Aires, Olarticoechea começou a defender a Albiceleste em 1982, quando disputou a sua primeira Copa do Mundo. Foi a partir deste ano, que o defensor foi ganhando mais oportunidades e passou a ser convocado frequentemente.

Sua outras participações em competições de Seleções aconteceram nos anos seguintes, estando no elenco que disputou a Copa América de 83. Em 1986, fez parte da Albiceleste campeã da Copa do Mundo, seu único título pela Seleção.

Na temporada seguinte, jogou a sua última competição sul-americana. Já o seu último mundial foi em 1990, copa na qual a Argentina ficou com o vice campeonato ao perder para a Itália na grande decisão.

Segundo o site ogol.com, Julio Olarticoechea disputou um total de 27 partidas com a camisa da Seleção Argentina entre 82 e 90. Em todo este período, participou de três Mundiais (1982, 1986, 1990) e duas Copas América (1983, 1987).

Além da Albiceleste, o defensor, que foi revelado pelo Racing Club, também atuou em clubes como o River Plate, Boca Juniors, Nantes, Argentinos Juniors ao longo de sua carreira. Se aposentou em 1992, após jogar Deportivo Textil Mandiyú, da Argentina.


Mesmo já tendo pendurado as chuteiras, o ex-zagueiro voltou a prestar serviços para a Seleção de seu país. Isso porque, a AFA precisava de um treinador para as Olimpíadas de 2016, sediada no Brasil, e escolheu Olarticoechea para assumir o comando da equipe.

Jorge Burruchaga - O heroi do título da Argentina na Copa de 1986

Por Fabio Rocha
Foto: Arquivo

Burruchaga no lance do gol que deu o título à Argentina em 1986

Jorge Luis Burruchaga nasceu em Gualeguay, na Argentina, no dia 9 de outubro de 1962 e se tornou um dos grandes ídolos do futebol argentino, principalmente após marcar o gol que deu o título da Copa do Mundo em 1986. O meio campista deu a felicidade ao povo argentino no grande jogo contra a Alemanha.

O jogador começou a ser convocado muito jovem para a seleção e isso nunca foi um peso para o atleta, que sempre lidou muito bem com a pressão de atuar na argentina. Desde 1983, Burruchaga foi presença frequente nas convocações, principalmente por causa do seu grande futuro no Independiente.

A partida teve momentos diferentes, a Alemanha tentou fazer de tudo para marcar Maradona, pois sabia que não podia deixar o jogador livre. A Argentina se preocupou em tocar a bola e colocar o meia em condições de fazer boas jogadas, para poder desequilibrar.

A Argentina conseguiu envolver o seu adversário na decisão e logo aos 23 minutos, Brown abriu o placar para os sul-americanos. A Alemanha não conseguia ter criatividade e apenas batia muito em campo, foram diversas faltas para tentar parar a grande equipe Argentina.

No segundo tempo, a Argentina ampliou o placar aos 8 minutos com Valdano e tudo parecia estar resolvido. A torcida já estava emocionada e contando os minutos para comemorar seu segundo título da competição. Porém as coisas começaram a mudar.

Aos 29 minutos, em um escanteio, Rummenigge diminuiu para os Europeus e a preocupação chegou. Aos 35 minutos, novamente em outro escanteios, mas dessa vez foi o Völler que conseguiu empurrar a bola para o fundo da rede e empatou a partida.

O jogo que parecia encaminhado para os argentinos mudou muito rapidamente e tudo estava indo por água baixo, mesmo depois de um grande jogo, mas nas bolas paradas acabou perdendo toda sua vantagem.


Mas a equipe ainda tinha Maradona e o meia que já tinha apanhado muito no jogo, apareceu para ajudar o seu time a vencer. No meio de quatro jogadores, ele fez um grande lançamento para Burruchaga, que controlou a bola em alta velocidade e ficou cara a cara com o goleiro, com muita frieza só deu um toquinho para fazer o gol do título da sua equipe.

O gol aconteceu aos 38 minutos do segundo tempo e deu o bicampeonato para a Seleção Argentina. A grande campanha foi coroada com o troféu e graças ao grande lançamento do gênio Maradona e da frieza do heroi Burruchaga.

A passagem de Neto pelo Bangu em 1986

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Neto jogou no Bangu em 1986

Trabalhando atualmente como comentarista na TV Bandeirantes, José Ferreira Neto, popularmente conhecido como Neto, está completando 56 anos de idade nesta sexta-feira, dia 9 de setembro de 2022. Enquanto atuava dentro de campo, ele chegou a defender as cores do Bangu Atlético Clube por um curto período em 1986.

Nascido em Santo Antônio de Posse, cidade localizada na Região Metropolitana de Campinas,  Neto começou jogando na equipe juvenil da Ponte Preta, mas ainda jovem, rumou para as categorias de base do Guarani, onde se destacou e estreou como profissional em 84, quando tinha apenas 17 anos. Permaneceu no Bugre por dois anos.

Foi então, que em 86, Castor de Andrade e Carlinhos Maracanã, bicheiros que bancavam o clube de Moça Bonita, decidiram investir e venceram a corrida para contratar o atleta que atraia o interesse de grandes equipes do futebol brasileiro. Na época, o Alvirrubro conseguia competir de igual pra igual com os grandes do estado carioca. Além disso, o Banguzão havia sido vice brasileiro e carioca no ano anterior, mas acabou sendo prejudicado pela arbitragem em ambas as finais.

Essa curta passagem de Neto pelo time carioca aconteceu já no segundo semestre daquele ano. Segundo o site ogol.com, o meio campista disputou um total de 16 partidas com a camisa branca e vermelha. Balançou as redes em apenas uma oportunidades.


Depois do Banguzão, o atleta ainda passou por clubes como São Paulo, Guarani (duas vezes), Palmeiras, se tornou ídolo no Corinthians, Millonarios, Atlético Mineiro, Santos, Matsubara, Araçatuba e chegou a retornar ao Timão. Posteriormente, Osan IndaiatubaPaulista e encerrou a sua carreira Deportivo Italia, atualmente conhecido como Deportivo Petare, da Venezuela, em 99.

Derrotando gigantes, Inter de Limeira fez história em 1986 com título do Paulistão

Com informações da FPF
Foto: arquivo

Kita comemora gol contra o Palmeiras

Coisas incomuns aconteceram no Campeonato Paulista de 1986 e a primeira delas foi a concepção da fórmula de disputa do campeonato: depois de muitos anos, o regulamento seria repetido em relação ao ano passado. A segunda deu-se ao fim da competição, com o título inédito de uma equipe do interior paulista, quando a Inter de Limeira superou os favoritos Santos e Palmeiras para levantar a inédita taça.

Como em 1985, o campeonato seria disputado por 20 equipes em dois turnos, com os campões de cada etapa garantidos na semifinal ao lado das duas equipes com melhor campanha na soma dos turnos. Nada muito complicado, porém ainda bastante longo, pois foi disputado de fevereiro a setembro.

A primeira sensação do campeonato foi o Santos, campeão do primeiro turno com um ponto à frente da Portuguesa, mas com o maior número de vitórias, melhor ataque e melhor defesa. O time comandado por Carlos Castilho, técnico campeão paulista com os Meninos da Vila em 1978, estava garantido na semifinal.

Quem se garantiu no segundo turno, porém, foi a maior sensação daquela competição: a Inter de Limeira. Comandada por José Macia, o Pepe, Canhão da Vila Belmiro, o time do interior foi o campeão do segundo turno com quatro pontos na frente do segundo colocado, o Palmeiras. Teve além do maior número de vitórias, o melhor ataque desta etapa.

Na campanha do segundo turno, vitórias marcantes para a história do clube como os 3 a 0 sobre o Santos; 1 a 0 diante do Palmeiras; 4 a 1 no Novorizontino; e 5 a 0 no XV de Piracicaba. As duas derrotas desta fase da competição ocorreram quando o time já estava com o título do returno garantido: 1 a 0 para o Corinthians e 5 a 1 para o São Paulo na penúltima e última rodada, respectivamente.

O ótimo rendimento nesta segunda etapa aliada ao sexto lugar do primeiro turno, garantiu ao time de Limeira a melhor campanha do campeonato e seu adversário seria o time de pior campanha na classificação geral dentre os quatro semifinalistas. Este posto foi do Santos que, campeão do primeiro turno foi apenas o lanterna no segundo, terminando com apenas a oitava melhor campanha no geral. Palmeiras, segundo colocado e Corinthians, terceiro, fariam a outra semifinal.

Em 24 de agosto, a Inter de Limeira derrotou o Santos por 2 a 0 em plena Vila Belmiro, ao passo que no Morumbi, o Corinthians saiu vitorioso por 1 a 0 diante do Palmeiras. Três dias depois, no mesmo Morumbi, o alviverde devolveu o placar e, na prorrogação fez mais dois, garantindo a vaga na final. Em Limeira, os donos da casa não deixaram escapar a chance de fazer história, voltaram a vencer o Santos, agora por 2 a 1 e estavam na decisão.

Sem títulos desde 1976, a torcida palmeirense se empolgou com a possibilidade de duelar contra um time considerado pequeno no estado, uma verdadeira surpresa. A Inter de Limeira, por sua vez, para ser campeã teria de superar a tradição da camisa palmeirense e as arquibancadas do estádio do Morumbi nos dois jogos, em imposição da FPF à época.

No primeiro jogo, 104 mil pessoas lotaram o estádio são-paulino, quase todas na esperança de ver o Palmeiras se aproximar do tão desejado troféu. Ao final da primeira partida decisiva, porém, o tom era de preocupação com o 0 a 0 registrado no placar.

Três dias depois, novo confronto, quase 80 mil pessoas em campo e o 0 a 0 persiste ao fim do primeiro tempo. Aos 4 minutos, porém, Kita acerta bom chute de fora da área e abre o placar para a Inter que, mal comemorara, marcou o segundo com Tato aproveitando erro da defesa palmeirense. Amarildo ainda diminuiu o placar, mas foi insuficiente.

A Internacional de Limeira estava consagrada como primeiro time do interior a ser campeão paulista.

Campanha do título

42J 21V 14E 7D 59GM 33GS 26SG

1º turno

23/02/1986 Palmeiras 3 x 1 Inter de Limeira
01/03/1986 Inter de Limeira 1 x 1 Ponte Preta
05/03/1986 Ferroviária 1 x 2 Inter de Limeira
09/03/1986 Inter de Limeira 2 x 0 Juventus
12/03/1986 Inter de Limeira 1 x 1 Corinthians
16/03/1986 Comercial 2 x 2 Inter de Limeira
19/03/1986 Inter de Limeira 2 x 0 XV de Jaú
23/03/1986 Inter de Limeira 0 x 0 São Paulo
30/03/1986 Novorizontino 1 x 0 Inter de Limeira
06/04/1986 Inter de Limeira 4 x 0 Paulista
06/04/1986 Santo André 1 x 1 Inter de Limeira
13/04/1986 Inter de Limeira 1 x 0 Mogi Mirim
16/04/1986 Santos 1 x 0 Inter de Limeira
20/04/1986 Inter de Limeira 3 x 1 Portuguesa
27/04/1986 Inter de Limeira 2 x 1 Botafogo
30/04/1986 Guarani 0 x 0 Inter de Limeira
04/05/1986 América 1 x 1 Inter de Limeira
11/05/1986 Inter de Limeira 1 x 2 São Bento
18/05/1986 XV de Piracicaba 2 x 1 Inter de Limeira


2º turno

25/05/1986 Inter de Limeira 3 x 0 Santos
28/05/1986 Inter de Limeira 1 x 0 Santo André
31/05/1986 Ponte Preta 1 x 1 Inter de Limeira
14/06/1986 Inter de Limeira 1 x 0 Palmeiras
19/06/1986 Inter de Limeira 2 x 0 Ferroviária
28/06/1986 Inter de Limeira 1 x 0 Comercial
02/07/1986 XV de Jaú 1 x 2 Inter de Limeira
06/07/1986 Mogi Mirim 0 x 0 Inter de Limeira
13/07/1986 Inter de Limeira 4 x 1 Novorizontino
16/07/1986 Portuguesa 1 x 2 Inter de Limeira
19/07/1986 Juventus 0 x 0 Inter de Limeira
23/07/1986 Inter de Limeira 5 x 0 XV de Piracicaba
27/07/1986 São Bento 0 x 0 Inter de Limeira
30/07/1986 Botafogo 1 x 1 Inter de Limeira
03/08/1986 Inter de Limeira 0 x 0 América
06/08/1986 Paulista 2 x 3 Inter de Limeira
10/08/1986 Inter de Limeira 1 x 0 Guarani
13/08/1986 Corinthians 1 x 0 Inter de Limeira
17/08/1986 São Paulo 5 x 1 Inter de Limeira

Semifinal

24/08/1986 Santos 0 x 2 Inter de Limeira
28/08/1986 Inter de Limeira 2 x 1 Santos

Final

31/08/1986 Palmeiras 0 x 0 Inter de Limeira
03/09/1986 Inter de Limeira 2 x 1 Palmeiras

A passagem de Cristóvão como jogador pelo Corinthians

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Cristóvão jogou pelo Corinthians em 1986 e 1987

Cristóvão Borges dos Santos, conhecido popularmente apenas como Cristóvão, celebra o seu 63º ano de vida nesta quinta-feira, dia 9 de junho de 2022. No período em que atuava dentro das quatro linhas, o meia defendeu vários clubes, inclusive, o Corinthians, clube onde jogou entre 1986 e 1987.

Nascido em Salvador, o atleta iniciou a sua caminhada no futebol nas categorias de base e no time profissional do Bahia. Depois jogou em times como Fluminense, Operário-MS, Atlético Paranaense, Santa Cruz e teve uma segunda passagem pelo Furacão. Foi então, que em 86, o Corinthians contratou o atleta.

A estreia de Cristóvão aconteceu no dia 13 de abril daquele ano. Na ocasião, o clube alvinegro do Parque São Jorge perdeu para a Portuguesa pelo placar magro de 1 a 0, em jogo válido pelo Campeonato Paulista. O atleta de 26 anos começou a partida no banco de reservas.

Segundo estatísticas do site Meu Timão, Cristóvão defendeu as cores corintianas em 58 jogos ao longo de toda a sua passagem e começou como titular 49 vezes. Ele também balançou as redes adversárias 13 oportunidades. Apesar de bons números enquanto jogador do Timão, acabou não conseguindo conseguindo conquistar nenhum título nesta trajetória.


Após seu vínculo com o Corinthians se encerrar, Cristóvão ainda jogou em equipes como Grêmio, Guarani, Portuguesa, Atlético Mineiro e até pendurar as chuteiras em 1994, atuando pelo Rio Branco de Americana. Se tornou auxiliar técnico e virou treinador com o passar do tempo. Chegou a comandar o Corinthians em 2016, mas não teve sucesso.

Pepe tornando-se campeão brasileiro como treinador pelo São Paulo no dia de seu aniversário

Por Fabio Rocha
Foto: Arquivo

Pepe em 1986 teve o seu grande ano como treinador

Um dos grandes ponta-esquerda do futebol brasileiro completa hoje 87 anos. José Macia, mais conhecido como Pepe, nasceu em Santos, no dia 25 de fevereiro de 1935, e fez uma carreira brilhante no Santos. Como treinador, teve uma temporada de 1986 brilhante, conquistando o Paulistão, pela Inter de Limeira, e o Brasileirão, pelo São Paulo, no dia de seu aniversário de 52 anos, já em 1987.

Na temporada de 1986, o treinador estava dirigindo a Inter de Limeira e fez uma campanha espetacular, se tornando Campeão Paulista. Com a saída de Cilinho do comando do tricolor, Pepe foi chamado para dirigir a equipe e aceitou. O grande jogador conseguiu acertar o time e começou a dar bons frutos logo no início.

Na primeira fase, o São Paulo estava no Grupo A e conseguiu passar com tranquilidade. O tricolor liderou com tranquilidade, ficando a frente do Internacional. Em 10 jogos a equipe conseguiu sete vitórias e três empates, ficando com 17 pontos e o Colorado com 14 pontos.

Na segunda fase, o torneio começou a ficar mais complicado. O tricolor ficou no Grupo I e dessa vez não conseguiu ficar na liderança, a equipe ficou atrás do Palmeiras por um ponto de diferença. O São Paulo em 16 jogos, venceu sete, empatou 7 e perdeu duas, foram as primeiras derrotas da equipe na competição.

A equipe de Pepe estava ajustada para a fase final da competição, que iria começar o mata-mata. Na reta final do Brasileirão, o São Paulo eliminou a Inter de Limeira, Fluminense e América, até chegar a grande final contra o Guarani, que na época era uma grande potência do futebol paulista.

A final ocorreu em dois jogos, o primeiro no Morumbi, para mais de 86 mil pessoas, o São Paulo empatou com o Guarani em 1 a 1, após sair atrás do placar com gol do Evair e chegou ao empate com o gol de Careca.


A partida que decidiu o Brasileirão de 1986, ocorreu no dia 25 de fevereiro de 1987, dia do aniversário do técnico Tricolor. Em uma partida muito agitada e com vários gols no Brinco de Ouro, a partida terminou 1 a 1 no tempo normal e na prorrogação o jogo ficou alucinante. O jogo terminou em 3 a 3 e foi para as penalidades, com o São Paulo se tornando Campeão e Pepe sendo o maior campeão da competição com sete títulos, seis como jogador e um como treinador.

O Curioso do Futebol

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