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Coreia do Norte vence a Holanda e é tetracampeã da Copa do Mundo Feminina Sub-17

Foto: Fifa.com

Comemoração em um dos gols da Coreia do Norte

A Coreia do Norte segue dominando o futebol feminino de base de seleções. Neste sábado, dia 8, no Estádio Olímpico de Rabat, no Marrocos, as norte-coreanas fizeram 3 a 0 na Holanda e sagraram-se tetracampeãs da Copa do Mundo Feminina Sub-17 de 2025.

Nas semifinais, a Coreia do Norte conquistou a vaga na decisão ao vencer o Brasil pelo placar de 2 a 0. Já a Holanda, na outra semifinal da Copa do Mundo Feminina Sub-17, derrotou o México por 1 a 0. Os jogos foram na última quarta-feira, em Rabat.

A Coreia do Norte fez um primeiro tempo impecável em Rabat, com jogadas rápidas, envolvendo as holandesas. O primeiro gol saiu aos 14', com Kim Won Sim. Quatro minutos depois, veio o segundo gol norte-coreano, com Park Rye Yong.

As holandesas não conseguiam esboçar reação, sem ir muito ao ataque, e a Coreia do Norte seguia dominando as ações e aos 42 minutos, fez o terceiro com Ri Ui Gyong. Final de primeiro tempo em Rabat e 3 a 0 para as norte-coreanas.


No segundo tempo, o jogo caiu de ritmo. A Coreia do Norte passou a trabalhar mais a bola, cadenciando o jogo para não dar chances à Holanda, que até foi mais ao ataque, mas não conseguiu balançar as redes. Final de jogo, 3 a 0 para a Coreia do Norte, que conquistou a taça.

Com o resultado, a Coreia do Norte conquistou seu quarto título da categoria, já que venceu também as edições de 2008, 2016 e 2024. Além disso, as norte-coreanas são as atuais campeãs na categoria Sub-20, sendo a segunda taça delas na categoria.

Holanda ganha do México e vai à final da Copa do Mundo Feminina Sub-17

Foto: Fifa.com

Vitória holandesa na semifinal

Nesta quarta-feira, dia 5, no Estádio Anexo Príncipe Moulay Abdellah, em Rabat, no Marrocos, pela semifinal da Copa do Mundo Feminina Sub-17, a Holanda venceu o México, por 1 a 0, e está na decisão do torneio, onde vai enfrentar a Coreia do Norte.

As duas equipes precisaram das penalidades para chegar na semifinal. A Holanda, nas cobranças, venceu a França por 7 a 6, depois de um empate em 2 a 2 no tempo normal. Já o México fez 5 a 4 na Itália, nos 'tiros da marca da cal', depois em um 0 a 0 nos 90 minutos.

Primeiro tempo equilibrado em Rabat. As duas equipes começaram o jogo se estudando, criando poucas chances. Com o passar dos minutos, tanto Holanda quanto o México tentaram aumentar o volume na partida, mas o placar do embate no intervalo foi de 0 a 0.

No segundo tempo, a Holanda passou a ter mais ação no jogo e sua postura foi premiada aos 24 minutos, quando Lina Touzani abriu o marcador. Depois de sofrer o gol, o México tentou o empate de todas as formas, mas a vitória e a classificação para a final ficaram com as holandesas.


Com o resultado, a Holanda está na decisão da Copa do Mundo Feminina Sub-17, onde vai encarar a Coreia do Norte, que venceu o Brasil na outra semi. A final será no domingo, dia 8, às 16 horas, no Estádio Olímpico de Rabat. Mais cedo, ao 12h30, no mesmo local, o México enfrenta o Brasil na decisão de terceiro lugar.

Após contratação de Memphis Depay, buscas pelo Corinthians na Holanda aumentam 1.300% em um mês

Foto: Rodrigo Coca / Corinthians

Memphis de consolida como figura central no Timão e aumenta visibilidade do time na Europa

Quando o Corinthians anunciou a contratação de Memphis Depay, não foi apenas uma adição ao elenco, mas, sim, a abertura de uma nova era, que reverberou além das fronteiras do Brasil. O jogador neerlandês, conhecido por seu talento e carisma, rapidamente se tornou um ícone não apenas para os torcedores do Timão, mas também para fãs de futebol na Europa, especialmente na sua terra natal.

O resultado foi o aumento de 1.300% nas buscas pelo clube na Holanda em setembro de 2024, mês em que Depay foi oficialmente apresentado em um dos maiores clubes brasileiros.


Quem é Memphis Depay e quais são seus principais feitos? - Memphis Depay, nascido em 13 de fevereiro de 1994, é um atacante que se destacou desde suas primeiras aparições nas categorias de base do PSV Eindhoven.

Com uma carreira marcada por passagens por grandes clubes europeus, como Manchester United, Lyon e Barcelona, ele se tornou um dos jogadores mais reconhecidos de sua geração. Memphis conquistou títulos em todos os clubes pelos quais passou, totalizando 10 conquistas ao longo de sua carreira.

No PSV, Depay conquistou o Campeonato Holandês em 2015, enquanto no Lyon se destacou como artilheiro e estando na melhor fase de sua carreira ao chegar na semi-final da Champions League de 2020. Em sua passagem pelo Barcelona, embora tenha sofrido com lesões, foi o artilheiro do time na temporada 2021/2022 ao lado de Aubameyang, com 13 gols.

Já pela seleção dos Países Baixos, o camisa 10 foi campeão Europeu Sub-17, em 2011. Na equipe principal, disputou duas Copas do Mundo. Inclusive, em 2014, ele fez um gol na Neo Química Arena na Vitória da Laranja mecânica contra o Chile, pela fase de grupos.

Seu desempenho no Corinthians até o momento - Desde sua chegada ao Corinthians, no segundo semestre de 2024, Memphis Depay tem demonstrado um desempenho sólido. Só nos primeiros meses de 2025 o atacante fez dois gols e deu sete assistências em apenas 16 jogos.

Sua habilidade em criar jogadas e finalizar com precisão já conquistou a torcida, que vê nele uma esperança para o sucesso do clube na temporada.


A popularidade de Memphis nas buscas - O impacto de Memphis Depay no Corinthians é visível não apenas em campo, mas também nas estatísticas de busca. Segundo um estudo conduzido pela Agência Conversion, especialista em SEO, as buscas no Google por "Memphis Depay" cresceram 643,65% no Brasil entre 1º de agosto de 2024 e fevereiro de 2025, saltando de 90.500 para 673.000.

Já em setembro de 2024, mês em que Depay foi anunciado, o volume de pesquisas pelo Corinthians na Holanda atingiu um pico de 1.300% em relação ao mês anterior.

Antes de sua chegada, as buscas pelo clube eram quase nulas, mas a presença do atacante mudou drasticamente esse cenário, com o Corinthians se tornando um tema quente entre os holandeses fãs de futebol.

Segundo as buscas do Google, em março de 2025, Memphis Depay ocupou a segunda posição entre os jogadores mais pesquisados do Corinthians, com 369.000 buscas.


O artilheiro Yuri Alberto lidera o ranking, com 629.000 buscas, seguido por Memphis Depay (369.000), Rodrigo Garro (144.000), Hugo Souza (122.000) e Talles Magno (75.000). Essa popularidade crescente de Depay reflete não apenas seu talento, mas também gera marketing e visibilidade ao Corinthians.

No finalzinho, Inglaterra vence a Holanda e está na decisão da Eurocopa

Por Lucas Paes
Foto: Divulgação/Eurocopa 

Harry Kane marcou um dos gols ingleses

A Inglaterra está na final da Eurocopa de novo. O English Team jogou melhor de fato na maior parte do jogo, bateu a Holanda por 2 a 1 com um gol de Watkins no apagar das luzes e chegou a decisão da Eurocopa pela segunda vez seguida. A vitória dos Three Lions aconteceu na tarde desta quarta, dia 10 de julho, no Westfalenstadion, em Dortmund. Será a segunda vez dos ingleses na decisão, a segunda chance para o título inédito. 

A Holanda chegou as semis da Eurocopa com algum sofrimento, virando e vencendo a Turquia no jogo das quartas de final por 2 a 1. Já a Inglaterra, que segue sem conseguir apresentar um futebol digno de seus estelares, precisou dos pênaltis, após buscar o empate de 1 a 1 com a Suíça, em mais um jogo fraco dos comandados do Southgate. 

O jogo começou agitado, com as duas equipes buscando o ataque. Com as duas equipes partindo pra cima e um começo aberto, quem pulou na frente aos sete minutos foi a equipe holandesa, aos sete minutos, Xavi Simmons tomou a bola de Rice avançou e acertou um torpedo no gol para abrir o placar. Aos 12, a Inglaterra respondeu, com Kane chutando para defesa de Verbruggen. A Inglaterra reclamou de pênalti no lance, que foi marcado pelo árbitro após ida ao VAR. Kane bateu bem e empatou o jogo. 

O gol de empate abriu o jogo e o time inglês. Aos 22', Foden só não marcou o segundo pois Dumfries, que cometeu o pênalti anteriormente, salvou a Holanda. Aos 29', a Holanda quase chegou ao segundo com Dumfries, que cabeceou após escanteio e mandou no travessão. Pouco depois, foi a vez de Foden acertar o pau num chute de longe. Aos 38', Foden novamente chegou bem e chutou para defesa de Verbruggen. O primeiro tempo terminou em 1 a 1, com a Inglaterra sendo melhor na maior parte dele. 

A etapa final voltou com a Inglaterra controlando mais a posse, porém pouco conseguindo finalizar. O primeiro lance de mais perigo foi da Holanda e veio aos 19', num chute violento de Van Dijk que Pickford salvou. Aos poucos, a Laranja Mecânica passou a dominar a posse e as ações, tendo mais a redonda no campo de ataque. Aos 33', a Inglaterra chegou a marcar o segundo, numa jogada muito rápida de cruzamento de Walker para Sakha marcar, mas ele estava impedido. 


Aos 42', Cole Palmer quase marcou o gol da vitória, mas chutou mal em chance dentro da área. Nos acréscimos, a Inglaterra fez o gol que a colocou de novo na decisão: em um acerto surreal de Southgate, Watkins, que havia substituído Kane, girou em cima do defensor holandês e chutou no cantinho para marcar o gol da classificação inglesa. 

Agora, a Inglaterra enfrentará na final a Espanha, em jogo que ocorre no dia 14 de julho, domingo, às 16 horas, no Olympiastadion, em Berlin. A Holanda só volta a campo em setembro, quando recebe a Bósnia pela Liga das Nações, em jogo agendado para dia 7 de setembro, às 15h45. 

Há 30 anos, uma 'bomba' de Branco colocava o Brasil na semifinal da Copa do Mundo

Com informações da CBF e ge.globo
Foto: arquivo

Branco comemora o seu gol: importante para ele e para a Seleção

No dia 9 de julho de 1994, a Seleção Brasileira derrotou a Holanda por 3 a 2 e se classificou para a semifinal da Copa do Mundo dos Estados Unidos. Naquele dia, no que foi provavelmente o melhor jogo do torneio, Branco foi decisivo com uma bomba em um gol de falta.

Dia 9 de julho de 1994. Estádio Cotton Bowl, em Dallas, nos Estados Unidos. Brasil e Holanda entraram em campo para protagonizar um dos melhores e mais marcantes jogos daquela edição de Mundial.

Depois de um primeiro tempo tenso, sem gols, o Brasil encontrou as redes com Romário aos 13 minutos da segunda etapa. Após cruzamento da esquerda de Bebeto, o Baixinho bateu de primeira para as redes do goleiro Ed De Goej e abriu o marcador.

Cinco minutos mais tarde, Bebeto recebeu na frente em lance confuso, avançou sozinho, driblou o goleiro e mandou para o gol vazio para ampliar. Foi neste momento em que o camisa 7 da Seleção eternizou a famosa comemoração de "embalar o bebê", ao comemorar com os companheiros na lateral do gramado.

Mas, quando o jogo parecia caminhar para uma vitória tranquila para o Brasil, no minuto seguinte, Bergkamp recebeu na área, faz grande jogada individual e mandou para o gol de Taffarel para diminuir a diferença.

A Holanda, então, cresceu no confronto e se atirou ao ataque em busca do empate. O Brasil sentiu o golpe. Tanto que aos 31 minutos, após cobrança de escanteio pela esquerda, Winter sobiu sozinho para igualar o marcador.


Então eis que surge um herói "improvável". Quando parecia que o Brasil iria tomar uma virada histórica, Branco foi derrubado por Jonk pela esquerda em um lance polêmico. Logo ele, o lateral que era reserva na equipe de Parreira e só ganhou a vaga porque o titular Leonardo cumpria suspensão pela cotovelada em Tab Ramos, nas oitavas de final contra os Estados Unidos.

O próprio lateral pegou a bola. Conhecido pelos chutes fortes, Branco soltou uma patada do meio da rua para o gol de Ed De Goej. O detalhe é que a bola iria explodir em Romário antes de chegar as redes. Mas, em mais um lance de genialidade do Baixinho, o camisa 11 da Seleção com o famoso "corta-luz" do tetra conseguiu desviar da bola, que morreu solitária no gol.

Com a vitória, a Seleção se classificou para a semifinal, quando enfrentou a Suécia no dia 13 de julho, mas esta é outra história.

Em 1998, Brasil eliminava a Holanda da Copa do Mundo nos pênaltis e um Zagallo emocionado

Com informações da FIFA
Foto: arquivo

Jogadores brasileiros comemoram com Tafarell, o heroi da classificação

Você está a alguns minutos de uma disputa de pênaltis, valendo vaga na final de uma Copa do Mundo da FIFA. Você já passou por isso antes, mas a grandeza da situação é incontornável, e aí milhões de torcedores estão de olho em você, para ver como se comporta. E aí as emoções se encontram.

De um jeito, temos Zagallo, o Velho Lobo, extremamente agitado, com veias saltando no pescoço e no punho depois de 120 minutos de elevada tensão. "É como em 1994! Vamos confiar", exclamava, sem parar, em direção a qualquer jogador que surgisse à frente.

Do outro, temos Taffarel, um goleiro tentando se manter centrado, frio, para bloquear os talentosos atacantes holandeses mais uma vez, assim como havia feito quatro anos contra os italianos na decisão que valeu ao Brasil o tetra.

No final, deu na mesma: bastou que o arqueiro brasileiro saltasse de modo preciso para o canto direito, para interceptar o chute de Ronald de Boer, para que ele entrasse na mesma sintonia do experiente treinador, descarregando suas emoções nas belas imagens que mostramos no vídeo acima.

"Espero não ter de passar por isso de novo", afirmou Taffarel, então com 32 anos, na saída do gramado. E aí, com humildade extrema, o goleiro ainda disse: “Não sou especialista em pênaltis. Nos treinos, sou o que pega menos.”

Dias depois, já sabemos o que aconteceria: a Seleção sofreria um chocante revês, perdendo por 3 a 0 para a anfitriã França na grande decisão, num duro golpe.

Por isso, aquele Brasil x Holanda não deixa de despertar um gosto agridoce para a Seleção.Ainda assim, é um jogo que ganhou espaço relevante no imaginário do torcedor brasileiro, por toda a sua carga dramática.

E, afinal, se a Seleção teve de aceitar o título dos Bleus em questão de dias, quatro anos mais tarde a equipe canarinha celebraria um até hoje inigualável pentacampeonato. Foi um período praticamente hegemônico para o futebol brasileiro, com três finais de Copa consecutivas e dois títulos. Algo que dificilmente vai ser equipara do. Nesse contexto, a semi contra os holandeses é devidamente relativizada.


Foi um jogaço, com várias chances de gol de ambos os lados.

"Os holandeses movimentam bem a bola. Não podíamos deixar espaços como contra os dinamarqueses, caso contrário seríamos envolvidos facilmente. Apesar de ter sido melhor no primeiro tempo, a seleção holandesa não soube traduzir em gols a sua superioridade”, analisou Zagallo, já com a cabeça mais fria, em sua coletiva. "Na segunda etapa, depois que Denílson entrou, nós poderíamos ter decidido, mas o destino quis que não marcássemos."

“Então, nos pênaltis, fui aos jogadores e puxei pelo moral. 'Vamos recordar 94', eu falava. Os holandeses são naturalmente frios. Para nós, o calor humano é que é importante."

O dia em que o Brasil conheceu e perdeu para o Carrossel Holandês

Por Fábio Rocha 
Foto: Arquivo

O Brasil ficou na rodada para a Holanda 

No dia 3 de julho de 1974, houve o confronto entre Holanda e Brasil, valendo vaga na decisão da Copa do Mundo. A equipe Holandesa vivia o melhor momento da sua história e a equipe ficou conhecida como ‘O Carrossel Holandês’, contra o tricampeão do mundo. 

Na época, a Copa do Mundo era dividido em duas fases. Na primeira, eram formados quatro grupos com quatro equipse em cada e classificavam os dois melhores. Na segunda fase, os oito classificados eram divididos em dois grupos, e os líderes de cada chave disputavam a final e os segundos colocados a disputa de terceiro e quarto lugar. 

O Brasil entrou na competição com um dos favoritos ao título, pois vinha do tricampeonato mundial, e tinha grandes estrelas. Porém, a equipe teve muita dificuldade durante todo o torneio e sofreu até mesmo para passar na primeira fase. 

Já a Holanda, começou a encantar o mundo com as suas atuações e a seleção ficou conhecida como ‘O Carrossel Holandês”. A equipe tornou-se uma das favoritas durante a competição, pois fez uma primeira fase muito tranquila e mostrando um belíssimo futebol. 

Ambos os times ficaram no Grupo A, na segunda fase, junto com Alemanha Oriental e Argentina. Brasil e Holanda venceram os dois jogos contra os outros adversários da chave, porém a seleção brasileira teve mais dificuldade nos confrontos. 

A Holanda fez, novamente, duas grandes atuações e goleou a Argentina por 4 a 0 e venceu a Alemanha Oriental por 2 a 0. As duas equipes ficaram empatadas na chave com 4 pontos, mas o saldo era favorável a seleção europeia. 

A última rodada da chave virou uma grande decisão e parou o mundo, pois era a seleção tricampeã do mundo contra a equipe que apresentava o melhor futebol da competição. 


A partida aconteceu no dia 3 de julho de 1974, no Estádio Westfalenstadion, em Dortmund, para quase 54 mil pessoas. Para a tristeza dos brasileiros, a seleção acabou sofrendo muito durante todo o jogo com o poder ofensivo da equipe holandesa. 

A Holanda conseguiu envolver muito bem o Brasil e soube controlar o jogo a todo momento, porém no primeiro tempo não conseguiu abrir o placar. Já na etapa final, a equipe holandesa voltou avassalador e marcou aos cinco minutos com Neeskens e, aos 20', com Cruyff. 

Com a vitória, a Holanda foi a grande final, mas acabou sendo derrotada para a Alemanha Ocidental. Já na disputa de terceiro e quarto lugar, o Brasil acabou perdendo para a Polônia, que na época tinha o histórico Lato.

Eriksen marca, mas Dinamarca empata em dia de poucos gols na Eurocopa

Por Lucas Paes
Foto: Fabrice Coffrini/ AFP

Eriksen marcou para a Dinamarca

O terceiro dia de Eurocopa foi, como era aliás possível prever, o mais fraco em relação a quantidade de gols marcados até aqui. O domingo deste dia 16 de junho ficou marcado pelo gol de Eriksen, que teve uma morte súbita na última euro e sobreviveu graças a um procedimento de ressuscitação cardíaca, mas a Dinamarca cedeu o empate. Mais cedo, a Holanda venceu a Polônia com algum sofrimento. Já a Inglaterra decepcionou em relação ao desempenho, mas segurou a vitória diante da Sérvia. 

POLÔNIA 1 X 2 HOLANDA: desfalcada de Lewandowski, a Polônia seria teoricamente presa fácil no Volkspark. Em campo, porém, os poloneses seguraram a forte pressão inicial dos laranjinhas (que no caso estavam de azul) em busca do primeiro gol e pularam na frente aos 16 minutos, num gol de Buksa de cabeça. Sem abaixar a pressão, os holandeses empataram aos 29', com Gakpo marcando de fora da área. Na etapa final, apesar da Polônia começar obrigando Verbruggen a trabalhar, a pressão holandesa seguiu firme. A Laranja Mecânica perdeu chances e viu a Polônia chegar perto do segundo antes de Weighorst, sempre abençoado que é, entrar e no primeiro toque na bola resolver o jogo para os neerlandeses, que estrearam com vitória.

DINAMARCA 1 X 1 ESLOVÊNIA: o favoritismo dinamarquês não se confirmou em Stutgart. Diante da Eslováquia, a equipe de Eriksen foi bastante pressionada, com os eslovenos criando chances desde o início, mas na primeira boa escapada, Eriksen colocou os campeões de 1992 na frente. O jogo a partir daí ficou muito aberto, com as duas equipes tendo chances de marcar e obrigando Smeichel e Oblak a trabalhar. A Dinamarca dava sopa para o azar, apesar de ter um time ligeiramente melhor e pagou por isso aos 32 minutos do segundo tempo, quando Janza aproveitou bobeira da defesa dinamarquesa e empatou o jogo, resultado final do marcador. 


INGLATERRA 1 X 0 SÉRVIA: em Gelserkinchnen, a Inglaterra não foi brilhante, mas era melhor no começo do jogo e precisou de pouco para abrir o placar, aos 12', numa ótima jogada que começou e terminou com Bellingham, que lançou Saka e correu para marcar de cabeça. Ademais, o time inglês até criou para marcar mais, mas também viu sua defesa dar algumas chances aos sérvios, que também não conseguiram marcar até o fim do primeiro tempo. Atuação até ali bem abaixo do English Team. O segundo tempo foi de na verdade muita pressão sérvia, apesar das chances esporádicas de um time inglês que jogava muito mal. O final do jogo foi da Inglaterra esperando o apito final e basicamente rezando para que a Sérvia não empatasse. Vitória e mais um desempenho abaixo da crítica do time de Southgate, que segue sabotando uma das melhores gerações da história dos Three Lions.

A segunda-feira reserva a esperadíssima estreia da França, que pega a Áustria, em Dusseldorf, às 16 horas. Ás 10 horas, no primeiro jogo do dia, a Allianz Arena recebe o duelo alternativo entre Romênia e Ucrânia. Logo depois, Bélgica e Eslováquia duelam em Frankfurt, às 13 horas. Todos os jogos desta segunda-feira serão transmitidos na CazéTV, no Youtube. 

A passagem do holandês Marc Overmars pelo Willem II

Por Fabio Rocha
Foto: arquivo

Willem II teve Marc Overmars

Marc Overmars foi um dos grandes jogadores holandeses, passando por grandes times do futebol mundial e conquistando títulos importantes. O ponta-esquerda fez muito sucesso no Ajax, mas antes de chegar na equipe passou pelo Willem II, onde ganhou muito destaque. 

O jogador nasceu em Emst, nos Países Baixos, no dia 29 de março de 1973, e com cinco a anos começou a jogador futebol. Ficou na categoria de base do SV Epe por quase uma década, e depois foi para Go Ahead Eagles, onde foi lançado para o profissional. 

Depois de dois anos na categoria de base do clube, o jogador foi para o time profissional em 1990, mas acabou tendo um pouco de dificuldade na sua adaptação. Marc sofreu um pouco para se encaixar, principalmente por conta do ritmo do jogo, e atuou poucas vezes durante a temporada. 

Em busca de mais minutos no profissional, o jogador foi para o Willem II, uma equipe mediana do futebol holandês. No clube conseguiu rapidamente mostrar seu potencial, sua rapidez e seus chutes precisos começaram a chamar a atenção de todos. 

A cada partida o ponta-esquerda mostrava mais sua habilidade, ganhando muito destaque no cenário nacional. Marc aproveitou muito bem a sua velocidade, e ajudou a sua equipe na criação das jogadas, sendo uma peça importante para o elenco. 


Com seus bons jogos, o jogador começou a chamar a atenção dos grandes clubes do país, que começaram a sondar o atleta. Marc era uma das grandes promessas do futebol holandês, e por recebeu muitas propostas durante a temporada, sendo muito difícil a sua permanência no Willem II. 

Com o final da temporada, o jogador acabou sendo negociado com o Ajax, onde conseguiu escrever uma belíssima história, ganhando muitos títulos importantes em sua passagem. Marc atuou 31 vezes e marcou um gol pelo Willem II, ganhando muito destaque para chegar às grandes equipes já sequência da sua carreira.

A história de Jordi Cruyff com a Seleção Holandesa

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Jordi atuando na Laranja Mecânica

O nome Cruyff é provavelmente o mais famoso já produzido pelo futebol holandês em sua história. O "Pitágoras de Chuteiras" foi considerado um dos maiores jogadores da história do futebol e além de tudo foi certamente uma das pessoas mais importantes para o esporte. Seu filho Jordi Cruyff, que está completando seus 50 anos, tentou seguir seus passos no futebol, mas não teve muito sucesso ao longo da carreira, atrapalhado por lesões. Porém, em seu início, chegou a atuar na Seleção Holandesa.

O início da trajetória de Jordi não foi lá tão ruim. Ele começou seus passos no futebol atuando no Barcelona, onde fez a maior parte de suas categorias de base, subiu ao time principal na temporada 1994/1995 e seu início foi muito bom, já que atuou em vários jogos como um meia mais avançado na equipe do Barça e marcou nove gols ao longo daquele biênio, rapidamente se tornando titular da equipe catalã.

Já na época recebeu sondagens da Espanha para disputa dos jogos olímpicos daquele ano, onde a Fúria participaria. Porém, Gus Hiddink o observou no Barça e acabou fazendo um convite que Jordi não podia recusar, já que foi convocado pela seleção principal da Laranja Mecânica em meio a preparação para a Eurocopa de 1996, tendo na época apenas 22 anos de idade. 


Estreou em um amistoso diante da Alemanha, que foi vencido pelos tedescos por 1 a 0 e depois ainda atuou em um amistoso diante da Irlanda antes de embarcar junto ao time laranja para a Inglaterra e a disputa do campeonato europeu. Titular desde o início da competição, marcou diante da Suíça seu único gol com a camisa laranja, em um bonito chute de fora da área. 

Atuou em todos os jogos da equipe naquela Euro, inclusive na eliminação para a França nos pênaltis. Ainda fez mais uma partida pela seleção, em outubro, numa vitória diante de País de Gales pelas eliminatórias, antes de viver um declínio em sua carreira causado principalmente pelas lesões que começou a sofrer. No total, atuou em nove jogos com a Holanda, marcando um gol. 

A passagem como jogador de Giovanni van Bronckhorst pelo Feyenoord

Por Fabio Rocha
Foto: arquivo

Lateral é ídolo do Feyenoord

Giovanni Christiaan van Bronckhorst foi um grande jogador holandês, tendo passagens por diversos clubes importantes europeus, além de construir uma bela história pela sua seleção. O lateral-esquerdo iniciou sua carreira no Feyenoord e terminou a sua carreira no clube. 

O jogador nasceu em Roterdã, nos Países Baixos, no dia 5 de fevereiro de 1975, e chegou no Feyenoord criança, tendo apenas 7 anos. Fez a sua base toda no clube, conseguindo se desenvolver muito bem e ter uma formação muito bem feita, chamando a atenção do time principal.

Após 11 anos nas categorias de base, o jogador subiu para o profissional aos 18 anos, em 1993. Porém, em sua primeira temporada no profissional foi emprestado para o RKC Waalwijk, em busco de obter mais experiência atuando com a equipe principal. 

Depois de uma temporada, o jogador retornou para o Feyenoord em busca de lutar pelo seu espaço na lateral. Com o passar dos jogos ia entrando no decorrer das partidas, ganhando cada vez mais minutos e conseguindo passar uma segurança aos seus companheiros e comissão técnica. 

Com os bons jogos da equipe, o time se consagrou campeão da Copa dos Países Baixos, o primeiro título de Giovanni pelo profissional. Mas esse acabou sendo a única conquista do jogador pelo clube em sua primeira passagem, pois nas outras temporadas o time viveu momentos irregulares. 

A partir de 1995 o jogador tornou-se titular da equipe, mostrando todo seu potencial, tanto que no ano seguinte começou a ser convocado para a sua Seleção. Giovanni permaneceu no Feyenoord até 1998, quando acabou sendo negociado com o Rangers. 

Depois do Rangers foi para o Arsenal e depois para o Barcelona. Em 2006, quando estava no clube espanhol, sofreu com alguns lesões, dividindo a posição com o brasileiro Sylvinho. Por conta de perda de espaço, o jogador recebeu uma proposta para retornar ao Feyenoord e aceitou. 

Em 2007 voltou ao seu país para novamente atuar pelo clube que foi revelado. Logo na sua primeira temporada conquistou novamente o título da Copa dos Países Baixos, e também a única conquista do jogador no seu retorno. 


Giovanni permaneceu durante três temporadas pelo clube, sofrendo com algumas lesões e tendo problema para ter atuações constantes. Por conta disso, em 2010, após a Copa do Mundo, onde terminou com o vice-campeonato, acabou decidindo se aposentar aos 35 anos. 

Como jogador do Feyenoord foram 227 jogos e 36 gols, além dos dois títulos da Copa dos Países a Baixos. Depois de cinco anos da sua aposentadoria, voltou ao clube para ser treinador, onde conquistou diversos títulos e foi importante, mas acabou saindo do clube em 2019.

Romário e sua passagem pelo PSV Eindhoven

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

O Baixinho fez sucesso no PSV

O ex-atacante e atual senador Romário está completando 58 anos de idade nesta segunda -feira, dia 29 de janeiro de 2024. Enquanto atuava dentro das quatro linhas, se tornou um dos maiores nomes da história do futebol brasileiro, já que fazia muito sucesso pelas equipes que defendia. Seu primeiro clube do exterior ao longo de toda a sua carreira foi PSV Eindhoven, clube onde é idolatrado e reverenciado até os dias de hoje.

O Baixinho chegou ao clube holandês por US$ 6 milhões de dólares estadunidenses, sendo a contratação brasileira mais cara efetuada por um clube estrangeiro. A transferência, inclusive, ultrapassou o custo da venda de Zico para a Udinese, da Itália, por US$ 4 milhões de dólares em 83.

O craque brasileiro teve um excelente contrato junto ao time de Eindhoven: recebia um salário de US$ 1 milhão de dólares por temporada mais mordomias, US$ 1 milhão de dólares de luvas, casa com vários quartos e todos os empregados que fossem precisos, equipamento de som e vídeo da marca Philips, carro Opel GSI, 10 passagens aéreas por ano para viajar da Holanda ao Brasil, live arbítrio para fazer propaganda em qualquer lugar no mundo, contrato publicitário junto a Philips no Brasil, curso de inglês e holandês para ele e sua esposa na época Mônica Santoro, intérprete e cursos em faculdades holandesas. Além de tudo isso, caso seu passe fosse vendido por mais de US$ 3,7 milhões de dólares para qualquer outra agremiação, ele poderia receber até 15% de tudo que ultrapassasse o valor. Guus Hiddink, treinador do PSV na época, esteve no Brasil para marcar presença no período de todas estas negociações.

Debutou pela equipe neerlandesa no dia 30 de outubro de 88, quando o PSV bateu o Twente por 3 a 0. Em sua temporada de estreia no clube, foi artilheiro e campeão, tanto do Campeonato quanto da Copa nacional. Na Copa dos Campeões da UEFA, enfrentou o Real Madrid, que viria a ser seu rival alguns anos depois. Fez gols nos gois confrontos, mas quem avançou às semifinais foi o time Merengue, na prorrogação. Esteve na perda do título do Mundial Interclubes, partida na qual ele faz o empate contra o Nacional a quinze minutos do encerramento. A finalíssima jogo foi para a prorrogação, o PSV chegou a virar o jogo, mas leva o gol no último minuto dos 30 adicionais.

Na disputa de pênaltis, ele até converteu a cobrança dele, mas não foi o suficiente para impedir o triunfo uruguaio por 7 a 6. Na Supercopa Europeia, Romário e Companhia perdeu o título para o belgas do Mechelen.

Na temporada 1989/90, Romário foi mais uma vez artilheiro da Eredivisie, tornou a conquistar a Copa nacional e se tornou o primeiro brasileiro convocado para jogar uma Copa do Mundo representando um time holandês. Entretanto, o brasileiro sofreu uma lesão no tornozelo faltando três meses Mundial defendendo o PSV acaba o privando de jogar pela Amarelinha. Sem poder contar com o Baixinho na reta final do Campeonato, os Boeren perderam o campeonato por apenas um ponto para a equipe do Ajax, e comprovou a declaração do atacante, que certa vez falou que "o PSV dependia de dele, e que todos sabiam que o time não conseguia jogar sem sua presença".

De fato sua importância era tanta, que a diretoria o desculpou mesmo depois de receber fotos de Romário disputando animadas partidas de futebol de areia no Rio de Janeiro. A atitude aborreceu os dirigentes porque antes de ir ao seu país natal, o brasileiro havia sido liberado pelo PSV para tratar da sua lesão.

O Baixinho mostrou uma belíssima recuperação após a contusão, e em 1990/91, voltou a ser artilheiro e campeão da Eredivisie, com um gosto especial para a torcida dos Rood-witten: o PSV, que era considerado como a terceira força do futebol neerlandês empata, em número de títulos do Campeonato Holandês com o Feyenoord, que foi ultrapassado em 1991/92, com o bicampeonato consecutivo do clube de Eindhoven.


A temporada de 92–93, na qual o Feyenoord se iguala novamente ao PSV com a conquista da Eredivisie, foi a primeira que Romário não conquistou nenhum título no cenário holandês. Mesmo assim, o fato de ter sido artilheiro da Copa dos Campeões da UEFA, com o PSV sendo o último na fase de grupos, chamou a atenção de grandes clubes do futebol espanhol. Primeiramente, o Valência tentou o contratar a pedido de Guus Hiddink, seu ex-treinador em Eindhoven, mas ninguém menos do que Johan Cruijff, que comandava o Barcelona, convenceu a diretoria a levar o craque para a equipe Blaugrana.

Os catalães no fim acabaram sendo convencidos a comprar Romário, desembolsando um total de US$5 milhões de dólares estadunidenses. Romário deixou o PSV depois de marcar 165 gols em 167 partidas disputadas. Mesmo que a trajetória do brasileiro na Holanda seja pouco lembrada, foi no clube neerlandês que Romário conquistou mais títulos oficiais. Sua fama fez com que em 2013 fosse feito um documentário em homenagem a ele. O título era: "Romário, samba in Eindhoven".

O golaço de Van Basten que deu a Euro para a Holanda

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Van Basten marcando o golaço na Eurocopa

Completando 59 anos neste dia 31 de outubro, o ex-atacante Marco Van Basten, dono de excelente qualidade e que teve sua carreira abreviada por lesões, marcou o futebol mundial com atuações históricas com as camisas de Ajax e Milan e vários títulos e três Bolas de Ouro conquistada ao longo de sua trajetória no esporte bretão. Entre os vários gols que o craque holandês fez, o mais bonito e mais importante foi o golaço diante da União Soviética na Eurocopa.

A equipe holandesa entrou naquela competição como uma das várias favoritas, tendo uma forte equipe com diversos nomes interessantes como Gullit, Rijkaard, Koeman, além do próprio Van Basten e o eterno treinador Rinus Michels, dono de uma das maiores revoluções da história do futebol. Caiu na primeira fase num grupo com Irlanda, Inglaterra e União Soviética e passou em segundo lugar. 

Na primeira fase, Van Basten marcou três gols, todos eles diante da Irlanda, numa vitória dos laranjinhas por 3 a 0. Na época, a Eurocopa era disputada por apenas oito equipes e os holandeses passaram na segunda colocação do grupo A, atrás da União Soviética. A Laranja Mecânica teve que enfrentar a Alemanha, dona da casa nas semifinais e venceu no finalzinho, de virada, por 2 a 1, em Hamburgo, graças a um gol de Van Basten. 

O Olímpico de Munique estava lotado. O primeiro gol laranja veio numa boa jogada aérea, onde Gullit cabeceou sozinho na área após combinação com Koeman e botou os holandeses na frente aos 32 do primeiro tempo. A equipe segurou o resultado até o intervalo e no segundo tempo começou melhor e aos 12 minutos, o gol histórico de Van Basten saiu: Meuren avançou pelo lado esquerdo e levantou a caráter para o atacante pegar de primeira e mandar a bola para a rede oposta do goleiro soviético.


O gol deu o título aos holandeses, que até hoje só possuem a Eurocopa como grande troféu em sua trajetória no futebol. A equipe perdeu as finais da Copa do Mundo de 1974, 1978 e a mais recente de 2010. Van Basten encerrou sua carreira no futebol precocemente, aos 28 anos, atrapalhado pelas várias lesões que enfrentou ao longo de sua vida. O atacante tem também três Bolas de Ouro da France Football, conquistadas em 1988,1989 e 1992. 

Espanha bate Holanda na prorrogação e está na semi da Copa do Mundo Feminina

Foto: Getty Images.com

Espanha ganhou na prorrogação

A Espanha é a primeira seleção a se garantir na semifinal da Copa do Mundo Feminina de 2023. Nesta sexta-feira, no Wellington Regional Stadium, na Nova Zelândia, as espanholas, depois de um empate em 1 a 1 no tempo normal, marcou na prorrogação e venceu a Holanda por 2 a 1, nas quartas de final do certame.

Para chegar às quartas de final, a Espanha, nas oitavas, despachou a Suíça, com uma bela goleada pelo placar de 5 a 1. Já a Holanda, para avançar de fase na competição, eliminou a África do Sul, vencendo com 2 a 0 no marcador.

Primeiro tempo dominado pela Espanha, que chegava com perigo principalmente em jogadas de Esther González. A Holanda praticamente só se defendia e pouco ia ao ataque. Aos 36', Esther González até balançou a rede, mas o lance foi anulado por impedimento após consulta ao VAR. Assim, o primeiro tempo terminou com o placar de 0 a 0.

O segundo tempo foi mais movimentado. Aos 18', a arbitragem marcou pênalti para a Holanda, em lance de Paredes, mas que foi anulado pelo VAR. Já aos 33', o árbitro de vídeo confirmou penalidade para a Espanha, após a mão de Van der Gragt tocar na bola. Caldentey foi para a cobrança e fez 1 a 0 para as espanholas.

Mas, aos 45 minutos, quando parecia que a Espanha iria se classificar, a Holanda empatou com Van der Gragt, que tinha cometido o pênalti. Ela apareceu no ataque, recebeu nas costas da zaga e acertou bom chute cruzado, levando o embate para a prorrogação.

Logo no primeiro minuto do tempo extra, Martens quase marcou para a Holanda. Aos 11', a Espanha respondeu com Jenni Hermoso. No segundo tempo, as holandesas perderam grande chance ao 1', com Beerensteyn. Mas, aos 5', as espanholas marcaram: Paralluelo recebeu grande passe na frente, cortou a marcadora e bateu cruzado. A bola bateu na trave antes de entrar: 2 a 1 para a Espanha, que avançou.


Agora, a Espanha espera o vencedor de Japão e Suécia, que jogam ainda nesta sexta-feira, em Auckland, para saber que será o adversário da semifinal, que está marcada para a próxima terça-feira, dia 15, às 5 horas, no Eden Park, em Auckland.

Holanda e Suécia estão nas quartas da Copa do Mundo Feminina

Fotos: Getty Images

Holanda comemorando um dos gols contra a África do Sul

Neste domingo, dia 6, foram realizados mais dois jogos das oitavas de final da Copa do Mundo Feminina de 2023, evento na Austrália e Nova Zelândia. Holanda, que fez 2 a 0 na África do Sul, e Suécia, que bateu os Estados Unidos nas penalidades, depois de um 0 a 0 no tempo normal, avançaram.

Holanda 2 x 0 África do Sul - Em um jogo onde as goleiras fizeram a diferença, a Holanda venceu a África do Sul por 2 a 0 nesta madrugada de domingo e se classificou para as quartas de final da Copa do Mundo. As comandadas de Andries Jonker fizeram um gol em cada tempo, com Roord e Beerensteyn - este segundo contando com um frangaço de Swart -, e viram as adversárias serem ineficientes nas chances que criaram. Kgatlana levou perigo, principalmente no primeiro tempo, mas encontrou Van Domselaar em dia inspirado. O jogo foi em Sidney, na Austrália.

A Holanda vai enfrentar a Espanha na próxima fase, em confronto inédito na história das quartas. A partida será na quinta-feira, às 22 horas (horário de Brasília), em Wellington, na Nova Zelândia. A África do Sul, que conseguiu chegar ao mata-mata pela primeira vez, se despede da competição.

Suecas comemorando a classificação

Suécia 0 (5) x (4) 0 Estados Unidos - Foi no detalhe, por milímetros, mas a Suécia fez história na Copa do Mundo Feminina. A equipe europeia eliminou os Estados Unidos e se classificou para as quartas de final em disputa de pênaltis vencida por 5 a 4, após empate sem gols durante 120 minutos. Hurtig garantiu a vaga em cobrança que inicialmente parou em defesa de Naeher, mas voltou para o gol e passou apenas alguns milímetros da linha - lance confirmado com a ajuda da tecnologia. Jogo foi em Melbourne, na Austrália.

A Suécia, que ainda busca seu primeiro título mundial, avança para as quartas de final para enfrentar o Japão, que vem sendo um dos destaques da Copa do Mundo. O duelo será realizado na madrugada de sexta-feira, às 4h30 (de Brasília), em Auckland, na Nova Zelândia. Já os Estados Unidos amargam sua pior campanha na história do certame.


Segunda-feira - Nesta segunda-feira, dia 7, mais dois jogos das oitavas de final da Copa do Mundo Feminina de 2023 serão realizados. Confira as partidas:

Inglaterra x Nigéria

Austrália x Dinamarca

Há 49 anos, o Brasil era eliminado para a Holanda da Copa do Mundo de 1974

Por Fabio Rocha
Foto: arquivo

Brasil acabou caindo para a Holanda em Dortmund

Há 49 anos, o Brasil 'sentia na pele como era enfrentar o Carrossel Holandês e era eliminada no jogo que definiu um dos finalistas da Copa do Mundo de 1974, realizada na Alemanha Ocidental, pelo placar de 2 a 0, em Dortmund. A Seleção era uma das grandes favoritas e então detentora do título, porém, não conseguiu ter as mesmas atuações que na anterior e acabou em quarto lugar da competição.

A equipe não se encaixou muito, tendo muitos problemas durante a competição, pois não tiveram um bom desempenho. Ainda na primeira fase; a equipe passou muito sufoco, sofrendo demais para vencer, tanto que só conseguiu uma vitória em três jogos.

O Brasil caiu no Grupo 2, onde tinham Escócia, Iugoslávia e Zaire. Não eram equipes muito boas, porém, a seleção brasileira sofreu muito para ganhar, tanto que não conseguiu ganhar da Escócia e nem da Iugoslávia, foram dois empates nas duas primeiras rodadas.

A equipe chegou na última rodada com chances de ser eliminada, e precisava vencer a qualquer custo o Zaire. O Brasil conseguiu ganhar por 3 a 0, e se classificou em segundo lugar, atrás da iugoslávia, que também ficou com 4 pontos, mas tinha um saldo de gols melhor.

Na segunda fase, o Brasil cresceu e venceu, nos primeiros jogos, mesmo tendo problemas na parte ofensiva, a Alemanha Oriental, por 1 a 0, e a rival Argentina, por 2 a 1, chegando no jogo decisivo da etapa com chances de ir para a final.

Porém, a partida decisiva do Brasil era contra a Holanda, que vivia um grande momento e tinha excelentes jogadores, principalmente Cruijff, e encantava a todos com um grande futebol,chegando até a inspirar outros times pelo mundo, pois era um futebol muito intenso e ofensivo, sendo considerada uma das favoritas ao título.

A partida ia ser muito difícil para o Brasil, ainda mais pelo momento que estava, tendo muitas dificuldades, principalmente na parte ofensiva, pois até aquele momento tinha sofrido apenas um gol.

O primeiro tempo da partida foi completamente equilibrada, mas com a Holanda sendo um pouco superior, mostrando bom desempenho, mas a defesa brasileira estava muito sólida. Porém, o Brasil, que chegou a ter chance para marcar na etapa de abertura, não conseguiu manter a intensidade defensiva por muito tempo, e isso prejudicou muito a equipe.


Na segunda etapa, a Holanda apertou muito o Brasil, conseguindo abrir o placar aos 5 minutos, com Neeskens. A seleção brasileira teve que sair para o ataque, e isso deu mais espaço a boa seleção adversário. E aos 25 minutos, Cruijff marcou o gol que deu a classificação a Holanda, fazendo o 2 a 0 e tirando todas as esperanças brasileira.

O Brasil não fez uma boa copa, e até conseguiu chegar muito longe, mas saiu derrotada por uma equipe melhor naquele momento. Na disputa do terceiro lugar, o Brasil voltou a perder, dessa vez para a Polônia, por 1 a 0. Já a Holanda acabou derrotada pela Alemanha Ocidental, seleção da casa.

Jogador holandês é condenado a 18 meses de prisão por esfaquear primo

Com informações do UOL Esporte
Foto: Mike Kireev/NurPhoto via Getty Images

Quincy Promes, atacante do Spartak Moscou

O atacante holandês Quincy Promes, atualmente no Spartak Moscou, foi condenado a 18 meses de prisão por esfaquear seu primo. O tribunal holandês considerou que conseguiu provas de que Quincy Promes esfaqueou seu primo em 2020. A corte, no entanto, julgou que não houve tentativa de homicídio.

Promes também foi sentenciado a pagar 7 mil euros (R$ 36,8 mil na cotação atual) ao seu primo, além da pena recebida. O atacante não compareceu ao tribunal na Holanda. Ele ainda pode recorrer da decisão. Por estar jogando na Rússia, é possível que ele não chegue a ser preso. Os dois países não possuem acordo de extradição.

Facadas no primo e outra polêmica - A confusão entre Promes e seu primo aconteceu em julho de 2020, na cidade de Abcoude, na Holanda. Ela teria começado por conta de um colar. Em dezembro de 2020, o atleta chegou a ser preso por dois dias, mas foi solto por falta de provas de que houve uma tentativa de homicídio, da qual era acusado.


Recentemente, o atacante foi acusado de ter importado "centenas de quilos" de cocaína, segundo a justiça da Holanda. Ele, inclusive, já era suspeito de envolvimento com tráfico de drogas e de participar de uma organização criminosa.

A carreira de Bert van Marwijk como jogador

Por Fabio Rocha
Foto: arquivo

Bert van Marwijk como jogador

Lambertus van Marwijk, mais conhecido como Bert van Marwijk, nasceu em Deventer, na Holanda, no dia 19 de maio de 1952, e treinou grandes times, inclusive levou sua seleção ao vice-campeonato da Copa do Mundo, mas, também, teve uma carreira como jogador.

Sua carreira começou quando ainda tinha 17 anos, atuando pelo Go Ahead Eagles, um time da Holanda. Em 1969 iniciou sua carreira e ficou no clube até 1975, sendo muito importante, mas acabou fazendo poucos gols, porém ajudava muito na criação das jogadas.

Pelo clube construiu uma boa história, atuando durante seis anos e sendo muito importante. Em 1975, foi contratado pelo AZ Alkmaar, outro time Holandes, e também teve uma boa passagem, com números melhores do que na equipe anterior.

O número melhorou, fazendo mais gols em muito menos jogos, e conquistou seu primeiro título em sua carreira. Em 1977-78, foi campeão da KNVB Cup, que é a Copa do país, o segundo campeonato mais importante do futebol holandes.

Dentro desse período, em 1975, acabou sendo convocado para a Seleção Holandesa, onde atuou apenas uma vez e nunca mais teve oportunidade. O atacante ficou no AZ até 1978, quando decidiu deixar o clube e foi atuar no MVV Maastricht, mas no clube seu desempenho acabou caindo um pouco e teve números baixos.

Bert van Marwijk, ficou muitos anos no clube, e acabou vivendo momentos ruins junto com a equipe. Durante o período, o atacante não conseguiu ajudar muito e foi rebaixado, mas conseguiu retornar com o título da Eerste Divisie. Após oito temporadas no clube, com 225 jogos e 11 gols, o clube que defendeu e atuou por mais vezes, deixou a equipe. Já em uma fase final de carreira, o atacante foi para o Fortuna Sittard.


Em sua nova equipe ficou apenas uma temporada, atuando em 11 jogos e marcando um gol. Logo na sequência foi para o FC Assent, um time da Bélgica, e também só ficou um ano, jogando em 17 oportunidades.

Após essas rápidas passagens, o jogador resolveu encerrar sua carreira como atleta de futebol. Mas logo depois já iniciou sua carreira como treinador, onde teve mais sucesso e com passagens por grandes times, inclusive sendo técnico da Seleção Holandesa e conquistando o vice-campeonato da Copa do Mundo de 2010.

Dennis Bergkamp e seu começo pelo Ajax

Por Fabio Rocha
Foto: arquivo

Dennis Bergkamp durante sua passagem pelo Ajax

Dennis Nicolaas Maria Bergkamp, nasceu em Amsterdã, no dia 10 de maio de 1969, e foi um dos grandes jogadores do final do século passado da Holanda. O atacante teve passagens por grandes clubes, sendo artilheiro por onde passou e conquistando títulos. E o primeiro deles foi o Ajax.

A sua carreira começou quando chegou com 11 anos para a categoria de base do Ajax, um dos principais clubes do país. Dennis sempre foi um grande destaque quando criança, mostrando a cada ano sua evolução, sendo uma das grandes promessas da Holanda.

Aos 17 anos, ele estreou no profissional, quando Johan Cruijff, o melhor jogador de todos os tempos da Holanda, o colocou em campo na partida contra o Roda JC Kerkrade no dia 14 de dezembro de 1986, e a equipe venceu por 2 a 0.

O seu primeiro gol aconteceu no dia 22 de fevereiro de 1987, em uma goleada por 6 a 0 sobre o HFC Haarlem. Mas ainda naquela temporada, não tinha seu espaço garantido, entrava em alguns jogos, tanto que atuou 23 vezes e marcou apenas dois gols. Nesta temporada a equipe ainda conquistou o título da Copa da Holanda, a primeira conquista do jogador como profissional.

Com o tempo o jogador passou a ganhar mais espaço e foi atuando cada vez melhor. Era muito jovem ainda e estava em um processo de crescimento, e isso traz momentos de oscilações, mas Bergkamp conseguiu lidar muito bem.

O jogador foi a cada temporada melhorando e evoluindo até se tornar o principal atacante da equipe. Em 1989 foi onde Bergkamp começou a ter o maior destaque, quando ajudou a equipe a conquistar o título do Campeonato Neerlandês, uma conquista importantíssima.


Bergkamp passou a ser o grande artilheiro do time a partir de 1990, sendo considerado a revelação do país e ganhou outros prêmios individuais. Em 1990–91, 1991–92 e 1992–93 ele foi o artilheiro da Eredivisie, e em 92 e 93 foi o jogador do ano.

Em 1991-92 o artilheiro conquistou mais um troféu importante, dessa vez foi a Liga Europeia. Após esses grandes anos pelo Ajax, Bergkamp chamou a atenção de vários clubes pela Europa, e decidiu deixar o clube em 1993.

Após várias investidas de diversos clubes, o atacante resolveu aceitar a proposta da Internazionale. Bergkamp fez 239 jogos e marcou 122 gols pelo Ajax, se tornando um dos grandes ídolos do clube.

Koeman celebra volta à seleção holandesa e promete 'futebol ofensivo e atrativo'

Com informações da Agência Estado
Foto: divulgação

Koeman volta à Seleção Holandesa

Apresentando para sua segunda passagem pela seleção holandesa, após um trabalho que durou de 2018 até 2020, Ronald Koeman quer fazer a “Laranja Mecânica” jogar um futebol atrativo e ofensivo, como disse durante coletiva de imprensa nesta segunda-feira. Segundo ele, essas características precisam ser alcançadas pois fazem parte do estilo de jogo tradicional do país.

“Na Holanda, nós tentamos jogar um futebol, bom, atrativo e ofensivo, e esse costuma ser o caminho mais difícil”, afirmou o treinador de 59 anos, que também comentou ter visto muitas coisas que gostaria de mudar no time ao assistir aos jogos da Copa do Mundo do Catar. “Eu vi momentos das partidas que me fizeram pensar: Isso pode ser diferente, isso deve ser diferente”, disse.

Louis Van Gaal, antecessor de Koeman, era muito criticado pela imprensa holandesa e por parte da torcida, pois seu estilo era considerado muito defensivo. Sob o comando do antigo treinador, a seleção chegou às quartas de final do Mundial, em dezembro, e foi eliminada nos pênaltis para a Argentina, que se tornaria campeã dois jogos depois.

Apesar dos comentários sobre o desempenho, Koeman elogiou Van Gaal pelo caminho traçado até a Copa do Mundo. “Foram 20 jogos sem nenhuma derrotada. Seria inacreditável se eu também conseguisse isso”, afirmou, mas sem deixar de reforçar seu posicionamento. “Eu acho que pode ser feito de uma maneira diferente e quero fazer diferente”.


Na primeira vez em que dirigiu a Holanda, Koeman assumiu o comando após a não classificação para a Copa do Mundo de 2018. Foi vice-campeão da edição inaugural da Liga das Nações da Uefa. Em 2020, trocou a seleção nacional pelo Barcelona, e foi substituído por Frank de Boer, mais tarde trocado por Van Gaal.

O Curioso do Futebol

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