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O dia em que o Brasil conheceu e perdeu para o Carrossel Holandês

Por Fábio Rocha 
Foto: Arquivo

O Brasil ficou na rodada para a Holanda 

No dia 3 de julho de 1974, houve o confronto entre Holanda e Brasil, valendo vaga na decisão da Copa do Mundo. A equipe Holandesa vivia o melhor momento da sua história e a equipe ficou conhecida como ‘O Carrossel Holandês’, contra o tricampeão do mundo. 

Na época, a Copa do Mundo era dividido em duas fases. Na primeira, eram formados quatro grupos com quatro equipse em cada e classificavam os dois melhores. Na segunda fase, os oito classificados eram divididos em dois grupos, e os líderes de cada chave disputavam a final e os segundos colocados a disputa de terceiro e quarto lugar. 

O Brasil entrou na competição com um dos favoritos ao título, pois vinha do tricampeonato mundial, e tinha grandes estrelas. Porém, a equipe teve muita dificuldade durante todo o torneio e sofreu até mesmo para passar na primeira fase. 

Já a Holanda, começou a encantar o mundo com as suas atuações e a seleção ficou conhecida como ‘O Carrossel Holandês”. A equipe tornou-se uma das favoritas durante a competição, pois fez uma primeira fase muito tranquila e mostrando um belíssimo futebol. 

Ambos os times ficaram no Grupo A, na segunda fase, junto com Alemanha Oriental e Argentina. Brasil e Holanda venceram os dois jogos contra os outros adversários da chave, porém a seleção brasileira teve mais dificuldade nos confrontos. 

A Holanda fez, novamente, duas grandes atuações e goleou a Argentina por 4 a 0 e venceu a Alemanha Oriental por 2 a 0. As duas equipes ficaram empatadas na chave com 4 pontos, mas o saldo era favorável a seleção europeia. 

A última rodada da chave virou uma grande decisão e parou o mundo, pois era a seleção tricampeã do mundo contra a equipe que apresentava o melhor futebol da competição. 


A partida aconteceu no dia 3 de julho de 1974, no Estádio Westfalenstadion, em Dortmund, para quase 54 mil pessoas. Para a tristeza dos brasileiros, a seleção acabou sofrendo muito durante todo o jogo com o poder ofensivo da equipe holandesa. 

A Holanda conseguiu envolver muito bem o Brasil e soube controlar o jogo a todo momento, porém no primeiro tempo não conseguiu abrir o placar. Já na etapa final, a equipe holandesa voltou avassalador e marcou aos cinco minutos com Neeskens e, aos 20', com Cruyff. 

Com a vitória, a Holanda foi a grande final, mas acabou sendo derrotada para a Alemanha Ocidental. Já na disputa de terceiro e quarto lugar, o Brasil acabou perdendo para a Polônia, que na época tinha o histórico Lato.

Há 50 anos, Brasil vencia a Alemanha Oriental na Copa do Mundo

Por Fabio Rocha
Foto: arquivo

Partida está completando 50 anos

Há 50 anos acontecia um jogo histórico pela Copa do Mundo de 1974, que foi sediada na Alemanha Ocidental. A Seleção Brasileira enfrentou a Alemanha Oriental pela segunda fase e foi o único jogo entre esses países na competição mundial.

Naquela época, a Alemanha era dividida em duas partes, entre a Alemanha Ocidental e a Oriental. A Ocidental participava das competições mundial e sempre era uma das favoritas ao título, porém, por outro lado, a Oriental participou por apenas uma vez.

Na primeira fase, as duas equipes caíram na mesma chave, e a Alemanha Oriental venceu a Ocidental por 1 a 0. Muitos falaram que a Ocidental havia deixado a equipe adversária vencer para poder ser classificar, pois precisava de uma vitória para passar para a próxima fase.

Na segunda fase, a Alemanha caiu no grupo do Brasil e foi o primeiro jogo das equipes na história da Copa do Mundo. No dia 26 de junho de 1974, no Estádio Niedersachsenstadion, em Hanôver, para mais de 59 mil pessoas, as seleções se enfrentaram.

O Brasil era amplamente favorito, mas teve muita dificuldade durante o jogo. A Alemanha Oriental conseguiu se defender muito bem e fez um jogo equilibrado, trazendo surpresa aos torcedores que estavam presentes.

Porém, a qualidade técnica brasileira se sobressaiu no segundo tempo e Rivelino, aos 60 minutos, marcou o único gol da partida e o que deu a vitória a seleção brasileira.


Mesmo com o placar adverso, a Alemanha Oriental saiu de cabeça em pé do jogo, pois tinha conseguido fazer uma grande partida, perdendo apenas de 1 a 0. Esse jogo entrou para a história da competição e dos dois países, pois acabou sendo a única partida deles na Copa do Mundo.

Na sequência da competição o Brasil acabou caindo para a Holanda e perdeu o terceiro lugar para a Polonia. A Alemanha Oriental acabou caindo na segunda fase, ficando em terceiro lugar no Grupo A, afrente da Argentina, que ficou na lanterna do grupo. O campeão da Copa do Mundo de 1974 foi a Alemanha Ocidental, vencendo a Holanda na decisão.

Os 50 anos do título do Campeonato Brasileiro de 1973 do Palmeiras

Por Fabio Rocha
Foto: arquivo

O Palmeiras campeão do Brasileiro de 1973

Há 50 anos, o Palmeiras conquistava o segundo título do Campeonato Brasileiro, o de 1973, sexto considerando a unificação, após um empate sem gols contra o seu rival São Paulo, em um 20 de fevereiro de 1974. Foi o bicampeonato consecutivo da equipe, que viveu uma das fases mais vitoriosas da história do clube, ficando conhecida como a primeira academia alviverde.

A competição era chamada de Campeonato Nacional de Clubes pela CBD, e tinha um formato completamente diferente dos atuais. Na primeira fase, participaram 40 clubes e funcionou em dois turnos, no primeiro turno eram dois grupos com 20 times e no segundo foram quatro grupos com 10 times casas. Na soma do turno e returno, os 20 primeiros colocados se classificavam para a segunda fase.

Na fase seguinte, era turno único e com duas chaves com 10 equipes, classificaram-se os dois primeiros de cada grupo. E na terceira e última fase, as quatro equipes formavam um quadrangular e o melhor time conquistava o título da competição.

O Palmeiras fez uma competição muito sólida e com grandes atuações, sendo um dos favoritos desde o início. A equipe jogava bonito e empolgava a todos que gostava de ver futebol, com um time leve e ofensivo.

Na primeira fase, o Alviverde foi muito bem e liderou com certa tranquilidade, se classificando em primeiro geral com 43 pontos, tendo 18 vitórias, 7 empates e três derrotas. Lembrando que na época a vitória valia dois pontos, diferente do que é atualmente.

O Alviverde mostrava em campo o seu favoritismo, e conseguia ser muito eficiente em seus jogos. Na segunda fase, manteve o grande desempenho e novamente se classificou em primeiro no seu grupo com 14 pontos, 5 vitórias e 4 empates, a melhor campanha no geral.

Junto com o Verdão, classificaram Internacional, São Paulo e Cruzeiro, que fizeram parte do quadrangular. A primeira rodada do Palmeiras foi contra o Cruzeiro, no Mineirão, e o Alviverde teve um jogo muito difícil e truncado, mas conseguiu sair com a vitória por 1 a 0.

Na segunda rodada, o Verdão jogou contra o Internacional, no Morumbi, e venceu de virada o Internacional por 2 a 1, fazendo os gols na reta final da partida. A vitória foi importantíssima para o time, que ia para a última rodada dependendo apenas dele mesmo para garantir o título.

O Palmeiras liderava o grupo com quatro pontos, o São Paulo e Cruzeiro tinham dois pontos e o Internacional estava zerado. O Verdão precisava apenas de um empate na última rodada para garantir o título, e em caso de derrota acabava perdendo o troféu.

A última e decisiva rodada do Campeonato Brasileiro de 1973, ocorreu no dia 20 de fevereiro de 1974, no Morumbi, com mando do Palmeiras, para mais de 66 mil pessoas.


O alviverde foi para o jogo mantendo seu estilo, mas um pouco mais cauteloso, pois sabia que o empate já garantia o troféu. O São Paulo precisava da vitória e buscou pressionar o seu rival desde o começo, mas acabou não surtindo muito efeito e a equipe não conseguiu marcar nenhum gol.

O sistema defensivo do Palmeiras foi perfeito e segurou o empate em 0 a 0, que deu o Palmeiras o bicampeonato consecutivo do Campeonato Brasileiro. O Verdão concretizava a sua grande época da academia, mostrando a força daquele time e elenco.

A equipe era formada por: Leão; Eurico, Luis Pereira, Alfredo Mostarda e Zeca; Dudu e Ademir da Guia; Ronaldo, Leivinha, César Maluco e Nei. Técnico: Osvaldo Brandão.

Ladislao Mazurkiewicz e sua modesta passagem pelo Granada

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Ladislao teve uma passagem modesta pelo Granada durante a década de 70

Ladislao Mazurkiewicz Iglesias, ex-goleiro uruguaio e um dos maiores ídolos da história Peñarol, clube onde foi multi-campeão, estaria celebrando o seu 79º aniversário nesta quarta-feira, dia 14 de fevereiro de 2024. No decorrer de sua carreira profissional, o arqueiro teve uma trajetória não muito brilhante pelo Granada entre a primeira e a segunda metade da década de 70.

Sua primeira e única chegada ao velho continente aconteceu depois de ser revelado nas categorias de base do Racing, clube no qual veio a se profissionalizar. Posteriormente, passou também por clubes como Peñarol e Atlético Mineiro.

Chamou a atenção da equipe espanhola, que o contratou logo depois de disputar a Copa do Mundo de 74 pela Celeste. Entretanto, o guarda redes não conseguiu conquistar o seu espaço no time titular e acabou tendo uma passagem muito modesta pelos Granadinistas. Com isso, permaneceu nos Rojiblancos Horizontales até 1976, quando retornou ao time Aurinegro de Montevidéu. 


Na sequência de sua jornada como goleiro, ainda colecionou trajetórias por clubes como o Cobreloa, o América de Cali e o Pelotas. Além disso, teve outras três idas ao Peñarol, onde fez história.

Já aposentado, Ladislao Mazurkiewicz teve problemas respiratórios e renais aos 67 anos de idade e acabou vindo a falecer em um hospital de Montevideo na madrugada do dia 2 de janeiro de 2013.

Os gols de Jairzinho em Copas do Mundo pela Seleção Brasileira

Por Emerson Gomes
Foto: Reprodução

Jairzinho comemora gol na decisão de 70

Neste 25 de dezembro, dia de Natal, é aniversário de um dos grandes craques da história do futebol brasileiro. Nascido no Rio de Janeiro nesta mesma data em 1944, Jair Ventura Filho, mais conhecido pelo apelido de Jairzinho, está completando 79 anos. Atleta de múltiplas qualidades e funções no ataque, o Furacão do Tri como ficou conhecido tem uma bela história na seleção, e em forma de gols relembraremos na data de hoje.

Jair estreou em Copas do Mundo em 1966, em uma campanha que todos gostariam de esquecer. O Brasil foi mal, e o Furacão não marcou nenhum gol, e viu a seleção ser eliminada após três partidas. Após a Copa, uma grave lesão ainda ameaçou a carreira do atacante, após fratura e uma refratura no seu retorno ao futebol, ele seria o primeiro atleta a submeter-se a um enxerto ósseo na derradeira tentativa para que ele voltasse a andar de maneira plena. O ponta, porém, voltou no segundo semestre de 1967 e desafiando até aos médicos, voltou a atuar em alto nível.

No Mundial de 1970, os brasileiros queriam apagar a má impressão deixada quatro anos antes, e com um elenco recheado de craques, a campanha foi arrebatadora. Na estreia, Jair marcou o terceiro e quarto gols da vitória sobre a Tchecoslováquia por 4 a 1. No segundo jogo, jogo difícil diante da Inglaterra, decidido com gol de Jairzinho, 1 a 0. No terceiro desafio, 3 a 2 sobre a Romênia, com o Furacão marcando o segundo para o Brasil.

Viriam as quartas de final, e o Furacão passou a ser decisivo e letal. Bola na rede fechando triunfo por 4 a 2 sobre o Peru. Na semi, o gol do desempate em vitória por 3 a 1 sobre o Uruguai. Na decisão, o terceiro gol do Brasil em goleada de 4 a 1 contra a Itália. Além de campeão, Jair foi o segundo colocado na artilharia da Copa de 70, com três gols a menos do que o alemão Gerd Müller. Mas o atleta teve uma marca até hoje não alcançada, marcando gol em todas as partidas de uma Copa do Mundo.


Mais experiente, Jair atuou ainda na Copa de 1974, em função diferente da ponta-direita que sempre foi sua melhor posição. Atuando como centroavante, o atleta ainda era muito útil e após duas partidas em branco, o Furacão abriu o placar nos 3 a 0 contra o Zaire, trilhando o caminho da classificação. Na segunda fase, Jair ainda marcou na vitória sobre a Argentina por 2 a 1, totalizando dois gols na campanha em que a Amarelinha terminou na quarta posição. 

Em 1974, ele se transferiu do Botafogo para o Cruzeiro para ser campeão da Libertadores de 1976. O Furacão defendeu a Portuguesa da Venezuela, o Noroeste de Bauru (SP), o Jorge Wilstermann (Bolívia), e o 9 de Outubro do Equador. Em 1981 retornou ao Botafogo onde encerrou a carreira de jogador.

Há 49 anos, o Rei Pelé de despedia do Santos FC

Com informações do Santos FC
Foto: arquivo

Pelé ajoelhado no gramado da Vila Belmiro: uma cena icônica!

A imagem do Rei Pelé ajoelhado no centro do gramado do estádio Urbano Caldeira é uma das mais vistas quando o assunto é a carreira do eterno Rei Pelé. Essa foto que já entrou para a história, mostrando o Rei de braços abertos e chorando, entristecendo não só os 20.258 espectadores nas arquibancadas da Vila Belmiro como também os esportistas de todo mundo que a assistiram naquela noite de quarta-feira, 2 de outubro de 1974.

Foi a última partida oficial do Rei com a camisa do Santos, depois de 18 anos defendendo as cores do Alvinegro mais famoso do mundo. Era o adeus do melhor jogador de futebol de todos os tempos. O adversário do Santos naquela partida histórica foi a Ponte Preta que foi derrotada pelo placar de 2 a 0, com gols de Cláudio Adão e Geraldo contra, a favor do Peixe.

O time praiano que jogou com camisas alvinegras era dirigido pelo técnico Elba de Pádua Lima, o Tim, o mesmo técnico que tentou levar para o Bangu o garoto Pelé, quando o menino tinha apenas 14 anos, e não teve sucesso na empreitada porque dona Celeste a mãe do menino não autorizou sua saída para jogar no time do Rio de Janeiro. Tim escalou o Peixe com: Cejas, Wilson Campos, Vicente, Bianchi e Zé Carlos; Léo Oliveira e Brecha, Da Silva, Cláudio Adão, Pelé (Gilson) e Edu.

Durante a semana a cidade de Santos recebeu muitos jornalistas, ávidos em presenciar a despedida do Atleta do Século, de várias partes, não só do Brasil como de todo o mundo. Só se falava no derradeiro jogo do craque santista.

E foi exatamente aos 20 minutos do primeiro tempo que Pelé pegou a bola e sem que ninguém esperasse, ele se ajoelhou no meio do círculo central, abriu os braços e disse adeus ao futebol. Na sequência se levantou e cercado de repórteres e fotógrafos deu a volta olímpica com a camisa na mão correndo e chorando para os vestiários do Santos, saindo depois em um carro da Polícia Militar que o esperava na parte externa do estádio. No lugar do Rei entrou Gílson, o popular beija-flor.

Desde a primeira vez em que vestiu a camisa do time principal do Peixe no dia 7 de setembro de 1956, em Santo André na vitória pelo placar de 7 a 1, até a partida contra a Ponte Preta, foram 1116 apresentações com 1091 gols marcados só pelo Alvinegro. Ao todo o Rei jogou em sua fantástica carreira 1365 partidas com 1282 gols marcados.

Pelé foi o artilheiro máximo no Campeonato Paulista nos anos de 1957 até 1965, depois em 1969 e por último em 1973. No ano de 1958 o Rei marcou 58 gols no certame regional um recorde.


Pela Seleção Brasileira Pelé jogou 113 partidas e assinalou 95 gols. É tricampeão mundial pela Seleção Brasileira tendo participado de quatro mundiais (1958/62/66 e 1970).

Depois da despedida do Santos, Pelé voltaria ao futebol profissional em 1975 jogando nos Estados Unidos pela equipe do New York Cosmos onde atuaria até o dia 1º de outubro de 1977.

Os principais títulos do Rei no Santos:

Bicampeão Mundial Interclubes nos anos de 1962/63
Bicampeão da Taça Libertadores nos anos de 1923/63
Campeão Brasileiro nos anos de 1961/62/63/64/65 e 1968
Campeão da Recopa Sulamericana em 1968
Campeão da Recopa Mundial em 1969
Campeão do Torneio Rio-São Paulo nos anos de 1959/63/64
Campeão Paulista nos anos de 1958/60/61/62/64/65/67/68/69 e 1973.

Há 49 anos, o Brasil era eliminado para a Holanda da Copa do Mundo de 1974

Por Fabio Rocha
Foto: arquivo

Brasil acabou caindo para a Holanda em Dortmund

Há 49 anos, o Brasil 'sentia na pele como era enfrentar o Carrossel Holandês e era eliminada no jogo que definiu um dos finalistas da Copa do Mundo de 1974, realizada na Alemanha Ocidental, pelo placar de 2 a 0, em Dortmund. A Seleção era uma das grandes favoritas e então detentora do título, porém, não conseguiu ter as mesmas atuações que na anterior e acabou em quarto lugar da competição.

A equipe não se encaixou muito, tendo muitos problemas durante a competição, pois não tiveram um bom desempenho. Ainda na primeira fase; a equipe passou muito sufoco, sofrendo demais para vencer, tanto que só conseguiu uma vitória em três jogos.

O Brasil caiu no Grupo 2, onde tinham Escócia, Iugoslávia e Zaire. Não eram equipes muito boas, porém, a seleção brasileira sofreu muito para ganhar, tanto que não conseguiu ganhar da Escócia e nem da Iugoslávia, foram dois empates nas duas primeiras rodadas.

A equipe chegou na última rodada com chances de ser eliminada, e precisava vencer a qualquer custo o Zaire. O Brasil conseguiu ganhar por 3 a 0, e se classificou em segundo lugar, atrás da iugoslávia, que também ficou com 4 pontos, mas tinha um saldo de gols melhor.

Na segunda fase, o Brasil cresceu e venceu, nos primeiros jogos, mesmo tendo problemas na parte ofensiva, a Alemanha Oriental, por 1 a 0, e a rival Argentina, por 2 a 1, chegando no jogo decisivo da etapa com chances de ir para a final.

Porém, a partida decisiva do Brasil era contra a Holanda, que vivia um grande momento e tinha excelentes jogadores, principalmente Cruijff, e encantava a todos com um grande futebol,chegando até a inspirar outros times pelo mundo, pois era um futebol muito intenso e ofensivo, sendo considerada uma das favoritas ao título.

A partida ia ser muito difícil para o Brasil, ainda mais pelo momento que estava, tendo muitas dificuldades, principalmente na parte ofensiva, pois até aquele momento tinha sofrido apenas um gol.

O primeiro tempo da partida foi completamente equilibrada, mas com a Holanda sendo um pouco superior, mostrando bom desempenho, mas a defesa brasileira estava muito sólida. Porém, o Brasil, que chegou a ter chance para marcar na etapa de abertura, não conseguiu manter a intensidade defensiva por muito tempo, e isso prejudicou muito a equipe.


Na segunda etapa, a Holanda apertou muito o Brasil, conseguindo abrir o placar aos 5 minutos, com Neeskens. A seleção brasileira teve que sair para o ataque, e isso deu mais espaço a boa seleção adversário. E aos 25 minutos, Cruijff marcou o gol que deu a classificação a Holanda, fazendo o 2 a 0 e tirando todas as esperanças brasileira.

O Brasil não fez uma boa copa, e até conseguiu chegar muito longe, mas saiu derrotada por uma equipe melhor naquele momento. Na disputa do terceiro lugar, o Brasil voltou a perder, dessa vez para a Polônia, por 1 a 0. Já a Holanda acabou derrotada pela Alemanha Ocidental, seleção da casa.

A passagem de Bobby Charlton pelo Preston North End

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Sir jogou no Preston North End entre 1973/74

Ex-meia atacante campeão mundial pela Seleção da Inglaterra em 66, Sir Robert Charlton, popularmente conhecido como Bobby Charlton, está completando 84 anos de idade nesta terça-feira, 11. Apesar de ser muito lembrado por ter atuado pelo Manchester United por grande parte da sua carreira, ele teve uma passagem pelo Preston North End na temporada 1973/74.

Natural de Ashrington, cidade localizada na Inglaterra, Bobby começou a sua trajetória jogando pelo Manchester United, clube no qual permaneceu por 19 anos e se consagrou como um dos grandes jogadores da história dos Diabos Vermelhos. Apesar dos títulos que conquistou durante todo este período, esteve envolvido no acidente aéreo ocorrido em Munique, no mês de fevereiro de 1958. Na ocasião, o meia viu oito companheiros de equipe, dentre outras pessoas que estava no voo morrerem e chegou até a se ferir gravemente, mas conseguiu sobreviver.

Foi depois de participar da grande reconstrução do Manchester United pós-tragédia e conquistar títulos importantes no time Red Devil, que o Sir se transferiu para o Preston North End e reencontrou Nobby Stiles, um ex-companheiro de MUFC e que também foi campeão da Copa de 1966, sediada na Inglaterra, com o English Team. Nos Lilywhites, time que disputava a segunda divisão inglesa, Charlton fez papel de jogador e treinador ao mesmo tempo.

Entretanto, não conseguiu fazer sucesso. Isso porque, na temporada 1973/74, viu o seu time terminar na penúltima colocação e sofrer o descenso para a terceira. Além disso, viu o United cair para a segundona. Mesmo não conseguindo ir bem como se esperava, Bobby ganhou o apelido de Sir, dado pela Rainha Elizabeth II.


Segundo o site ogol.com, o meia inglês disputou um total de 45 partidas com a camisa do PNE e balançou as redes adversárias em 10 oportunidades ao longo desta única temporada em que defendeu o clube do Norte da Inglaterra. Bobby Charlton pendurou as chuteiras em 1975, logo depois de atuar no pequeno Waterford United.

A passagem de Filpo Núñez no Vélez em 1974

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Filipo Nuñez passou um ano no Vélez

Hoje o maior celeiro de treinadores de qualidade do futebol sul-americano, tendo diversos de seu país fazendo sucesso até no futebol europeu, a Argentina não cria de hoje bons comandantes no futebol. Estaria completando 102 anos neste dia 19 de agosto um dos grandes da função nascido no país albiceleste: Filpo Núñez, que fez mais sucesso treinando times brasileiros. Uma das passagens por times argentinos que teve foi no Vélez.

Chegou ao Fortín já com certa experiência, tendo passado vários anos no futebol brasileiro e ficando marcado por aqui como o treinador que moldou o time que se tornaria conhecido como Academia no Palmeiras, sendo inclusive campeão do Rio-São Paulo de 1965 no Verdão. Chegou ao clube depois de passar pelo San Martín de Túcuman

Folclórico, tomou atitudes curiosas ao chegar no clube, como imposição de um toque de recolher (com corneta e tudo) e obrigação que os jogadores rezassem antes de treinos e partidas. Estreou na abertura do Campeonato Argentino, quando o Vélez perdeu em casa para o Rosário Central por 2 a 1, mostrando a difícil passagem que viria.

Durou apenas cinco jogos no clube de Liniers. Depois de um empate, duas vitórias e duas derrotas acabou deixando o clube, após uma derrota em casa por 4 a 2 para o Huracán, no dia 26 de fevereiro daquele ano. Retornaria ao futebol brasileiro poucos meses depois, para treinar o Uberaba na disputa do Campeonato Mineiro.


Sua carreira a beira do campo se estendeu até o ano de 1997, quando treinou o time de futebol feminino do Palmeiras. Ao longo dos seus anos como treinador esteve a frente de diversas equipes, sendo as que mais treinou curiosamente Jabaquara e Portuguesa Santista, tendo nesta segunda comandado o time da Fita Azul. Veio a falecer em 6 de março de 1999.

A passagem do zagueiro Brito pelo Corinthians

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Brito disputou o Campeonato Paulista de 74 pelo Corinthians

O ex-jogador Hércules Brito Ruas, mais conhecido apenas como Brito, completa 83 anos de vida nesta terça-feira, dia 9 de agosto de 2022. Em seu período de atleta, atuava como zagueiro e chegou a defender as cores do Corinthians por um curto período em 1974, já perto do final de sua carreira.

Nascido no Rio de Janeiro, foi revelado pelo Vasco da Gama em 1960 e depois passou pelo Internacional. Chegou a retornar para o Gigante da Colina, mas depois acabou se transferindo para o Flamengo em 69 e permaneceu até 1970, ano em que foi campeão mundial com a Seleção Brasileira. Pouco tempo após o título, atuou no Cruzeiro e também no Botafogo entre 71 e 74, temporada na qual foi para o Corinthians.

Com a camisa do Timão, disputou apenas o Campeonato Paulista daquele ano. Estreou com a camisa do clube Alvinegro do Parque São Jorge no dia 11 de agosto, em um jogo amistoso diante do Marília. Naquela partida, o time da capital paulista venceu pelo placar magro de 1 a 0 e Brito começou entre os titulares da equipe.

O Corinthians, naquela fase, vivia um jejum grande de títulos e buscava na contratação de nomes conhecidos sair dessa incômoda situação, algo que não ocorreu com Brito no Timão. Ao longo desta passagem pelo Coringão, Brito disputou um total de 29 partidas e acabou não conseguindo marcar nenhum gol, segundo números levantados pelo site Meu Timão.


Após o Corinthians perder a decisão da competição para o Palmeiras daquele ano, o zagueiro acabou se transferindo para o Athletico Paranaense. Posteriormente, jogou pelo Le Castor FC, Deportivo Galicia, Democrata de Governador Valadares e encerrou a sua carreira atuando no River do Piauí, em 1979.

Quando a Alemanha Ocidental superou a lendária Laranja Mecânica em 1974

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

A Alemanha Ocidental venceu a Copa do Mundo de 1974 em cima do "Carrossel Holandês"

Nesta quinta-feira, dia 7 de julho de 2022, se completam 48 anos do segundo título mundial da história da Seleção Alemã de Futebol. Na ocasião, a Alemanha Ocidental conseguiu bater o grande time que a Holanda, popularmente conhecida como a "Laranja Mecânica", tinha naquela época.

A Mannschaft era a anfitriã da competição. Tinha grandes jogadores, como era o caso de Franz Beckenbauer e Gerd Müller, verdadeiros craques daquela geração alemã. Do outro lado, tinha a Seleção Holandesa, que era comandada pelo Rinus Michels do lado de fora, e liderada por Johan Cruyff dentro das quatro linhas.

A Laranja Mecânica vinha mostrando um futebol muito vistoso. Começou a competição cotada como uma das grandes favoritas a levar o título, e na grande decisão, chegou como a grande favorita para bater os alemães.

Além da boa campanha ao longo da competição, os holandeses fizeram um grande jogo na final. Logo no começo da partida, os holandeses trabalharam a bola por 54 segundos desde a saída de bola até abrir o placar. Tal lance parou apenas quando Cruyff sofreu o pênalti que colocaria o time laranja em vantagem.

Em certo momento da partida a Alemanha conseguiu equilibrar a partida. Conseguiu neutralizar muito bem o grande Cruyff, craque da Laranja Mecânica e virou o placar para se sagrar a grande campeã mundial pela segunda vez na sua história após o apito final.


Assim como aconteceria em 82, ano em que a Seleção Brasileira perdeu para a Itália de maneira injusta, já que tinha um time melhor e apresentava um futebol que chamava mais atenção do que a Squadra Azzurra, mas acabou sendo eliminada de maneira precoce naquele mundial.

Ultimamente, os resultados passaram a ser mais valorizados do que as boas atuações em si. Isso porque, se essa grande Seleção Holandesa tivesse ganho o mundial de 1974, ela seria lembrada não só pelo título, mas também por jogar com maestria. Porém, o fato dos anfitriões terem ficado com a taça, ofuscam aquele futebol mais bem jogado.

Há 48 anos, como campeão, o Brasil fazia a abertura da Copa do Mundo de 1974

Por Fabio Rocha
Foto: arquivo

Piazza, capitão do Brasil na abertura da Copa de 1974

Há 48 anos, o Brasil entrava em campo para fazer a abertura da Copa do Mundo de 1974, que ocorreu na Alemanha Ocidental. Nesgasa edição foi a primeira vez que na abertura jogava a seleção campeã da competição anterior e, por esse motivo, o Brasil jogou contra o Iugoslávia, no Estádio Commerzbank Arena.

O Brasil vinha do seu tricampeonato mundial, quando foi campeão em cima da Itália, na Copa do Mundo do México. Por conta disso estreou na competição seguinte, essa foi a novidade do torneio e que foi bem visto pelo público, por isso acabou gerando uma continuação nesse novo formato.

A Seleção Brasileira vinha com uma moral altíssima, depois de um belo título em 1970, ainda com o técnico Zagallo. Novamente, a amarelinha entrava como uma das favoritas, inclusive como a principal, e tinha um ótimo time, que manteve grandes jogadores da copa anterior, mas perdeu seu principal jogador, o Pelé.

O Rei do futebol, se aposentou da seleção em 1971, por isso não disputou a Copa do Mundo de 1974, e acabou fazendo falta na competição. O Brasil tinha ótimos atletas, vários craques, mas nenhum do nível de Pelé, que ajudou a seleção a ganhar suas três Copa.

Mesmo sem o ídolo nacional, a seleção era favorita, e todos queriam ver a sua esperada estreia na Copa do Mundo de 1974. Mas acabou decepcionando os torcedores que estavam no estádio e tem estava vendo de longe, a partida acabou sendo sem graça.


O jogo terminou em 0 a 0, decepcionante, principalmente pelo ataque que a Seleção Brasileira tinha na competição. Mesmo sem Pelé, o batalhão de frente tinha Rivellino, Paulo César Caju, Jairzinho e Leivinha. Uma ótima linha de frente, que não conseguiu passar pelo forte sistema defensivo da Lugoslávia.

Mesmo com a decepcionante partida, o novo formato da competição, com o campeão fazendo a abertura da Copa do Mundo seguinte foi mantido por mais algumas edições. Este formato durou até 2002, quando a França, campeã de 1998, enfrentou o Senegal e perdeu por 1 a 0. A partir de 2006, a seleção que sediava voltou a fazer a abertura da competição.

Quando Jorge Mendonça marcou oito pelo Náutico contra o Santo Amaro

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Jorge Mendonça fez os oito gols do Náutico na sonora goleada sobre Santo Amaro

Era um domingo, dia 11 de agosto de 1974. Zé Carlos Olímpico, que defendia as cores do Santa Cruz na época, estava prestes a se tornar o grande artilheiro do campeonato pernambucano daquela temporada. Porém, um jovem de 20 anos de idade, que havia sido contratado junto a equipe do Bangu há pouco tempo, Jorge Mendonça frustrou seus planos se ser o maior goleador da competição.

Nesta data, o Timbu estava enfrentando a equipe do Santo Amaro no estádio dos Aflitos, na cidade de Recife. Jojô Beleza precisou de 20' para anotar três gols na partida. Com 39' ainda do primeiro tempo, o atacante transformou a vitória em goleada com mais dois tentos antes mesmo de ambas as equipes descerem para o intervalo com uma vitória parcial do Timbu pelo placar de 5 a 0 em apenas 45 de bola rolando na capital pernambucana.

Na volta para a etapa complementar, o jovem jogador do clube alvirrubro continuou inspirado e ainda marcaria mais tentos. Na marca dos 13', Jorge marcou o sexto, aos 16' o sétimo e o gol que fechou a conta aconteceu aos 40'. Após 90 jogados, o árbitro que acabou sendo bastante xingado apesar da sonora goleada alvirrubra, decretou o fim do jogo. A partida terminou com um triunfo maiúsculo de 8 a 0 para o clube da capital pernambucana.

Alguns dias mais tarde, o Náutico conquistou o 15º título de Campeonato Pernambucano na sua história. O Timbu ficou com a taça após bater o time do Santa Cruz por 1 a 0 tanto no jogo da ida quanto na partida da volta.

Vale lembrar que neste jogo Jorge Mendonça igualou a marca de ninguém mais ninguém menos do que Pelé. O Rei havia conseguido, no dia 21 de novembro de 1964, balançar as redes do Botafogo de Ribeirão Preto oito vezes na goleada do Santos pelo placar de 11 a 0, em um jogo realizado dentro da Vila Belmiro e válido pelo Campeonato Paulista daquele ano.


Nesta campanha, Jojô Beleza jogou ao lado de atletas como Paraguaio, Lima, Sidiclay, Beliato, Neneca, Juca Show e Vasconcelos. Este último foi junto com Jorge Mendonça para o Palmeiras em 1975. Anos depois, teve a oportunidade de ser chamado por Claudio Coutinho para jogar pela Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 78, que seria disputada na Argentina.

Os jogos e gols marcados por Rivellino em Copas do Mundo

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Rivellino disputou três Copas do Mundo pela Seleção Brasileira

Neste 1º dia de janeiro do ano de 2022, Roberto Rivellino, popularmente conhecido apenas como Rivellino, está completando 76 anos de idade. Por isso, neste sábado, vamos relembrar as três Copas do Mundo que o meia participou defendendo a camisa da Seleção Brasileira.

O primeiro mundial que Riva disputou foi o de 1970, disputado no México, quando estava no Corinthians. Jogando junto de craques como Tostão, Gérson, Pelé, Jairzinho, Carlos Alberto Torres e tantos outros excelentes jogadores, Bigode conseguiu ser um dos grandes destaques daquela equipe vestindo a camisa 11. Suas vítimas foram Tchecoslováquia na vitória por 4 a 1 na estreia, Peru nas quartas de final e Uruguai nas semifinais.

Além de somar três gols ao longo de toda a campanha do tricampeonato da Amarelinha, ganhou uma grande legião de fãs que não eram brasileiros. Inclusive, encantou ninguém mais ninguém menos do que Maradona, o maior jogador da história da Seleção da Argentina, por conta de suas belíssimas jogadas com a perna esquerda, já que Diós também era canhoto. Outros pontos que também chamaram a atenção do craque argentino foram a postura do brasileiro dentro de campo e sua vasta cabeleira.

Na Copa de 1974, realizada na Alemanha Ocidental, Rivellino já tinha mais experiência e com isso, recebeu mais uma oportunidade de jogar pelo Brasil, atuando ainda no clube do Parque São Jorge. Bigode, dessa vez, dividiu o protagonismo junto de Jairzinho, fazendo belíssimos gols. Um deles, foi em cima dos anfitriões através de uma linda cobrança de falta, aproveitando brecha da barreira de alemães que se abriu graças à Jairzinho, que se agachou quando a bola tomava rumo.

Porém, a seleção acabou não conseguindo acompanhar o rendimento do craque e ficou apenas na quarta colocação daquele mundial. Aquela edição foi vencida pela própria Alemanha Ocidental, que bateu o Carrossel Holandês liderado por Johan Cruijff, na grande decisão. Riva encerrou sua participação na competição com sete partidas disputadas e três gols marcados, como em 1970.

Por fim, na Copa do Mundo de 1978, disputada na Argentina, Rivellino não teve o mesmo rendimento e número de jogos em relação às edições anteriores. Bigode passou a maior parte do torneio no banco de reservas, já que havia se contundido antes do mundial, defendendo as cores do Fluminense. Considerado substituto imediato de Zico, participou de três partidas na edição em que o Brasil ficou com a terceira melhor campanha do torneio.


Até os dias de hoje, esta é considerada uma das Copas mais polêmicas da história, já que a Argentina estava vivendo um período de ditadura no país. Com isso, há suspeitas de que a seleção anfitriã foi favorecida pela arbitragem para ser a campeã da competição.

Na soma das três Copas do Mundo que Rivellino disputou, participou de 15 jogos. Somou ao todo seis gols pela Seleção Brasileira nos três mundiais em que recebeu oportunidades de mostrar o seu futebol.

Os jogos e gols de Jairzinho em Copas do Mundo pela Seleção Brasileira

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo


Jairzinho foi artilheiro da seleção marcando gols em todos os jogos

Nascido no Rio de Janeiro nesta mesma data em 1944, Jair Ventura Filho, mais conhecido pelo apelido de Jairzinho, está completando 77 anos de vida neste dia 25 de dezembro. Por este motivo, vamos relembrar os gols de um dos maiores ídolos da torcida do Botafogo pela São Brasileira em Copas do Mundo. O ponta de lança disputou os três mundiais que aconteceram entre 1966 e 1974.

Quando foi convocado pela primeira vez para defender o Brasil em uma Copa do Mundo, Jairzinho já estava com 22 anos e jogando muito bem com a camisa do Botafogo. Porém, a Seleção Brasileira não conseguiu fazer uma boa campanha e acabou sendo eliminada na fase de grupos da edição de 1966, sediada na Inglaterra. O time Canarinho, que defendia o título de campeão mundial em 1962, jogou três partidas. Estreou com uma vitória por 2 a 0 sobre a Bulgária, mas acabou saindo da competição após perder para Hungria e Portugal, ambos por 3 a 1. O jovem Jair não conseguiu balançar as redes adversárias nesta curta trajetória da equipe na competição.

Na Copa seguinte, a Amarelinha teria que dar uma resposta para toda a torcida brasileira e provar que aquela eliminação precoce no mundial de 1966 havia sido apenas um acidente de percurso. Desta vez, o torneio aconteceria no México e Jairzinho finalmente conseguiria brilhar com a camisa da Seleção.

Em 1970, ano do tricampeonato mundial do time Canarinho, Jairzinho foi o grande grande artilheiro da equipe ao marcar sete gols em seis jogos, três à menos do que Gerd Müller, que anotou 10 em toda a competição. Sua melhor marca no torneio foi logo na estreia, quando o Brasil enfrentava a Tchecoslováquia no estádio Jalisco, localizado em Guadalajara. O Furacão da Copa balançou as redes seleção europeia duas vezes. Nos confrontos diante de equipes como Inglaterra, Romênia, Peru, Uruguai e Itália, o atacante fez um gol.


O último mundial do Furacão da Copa defendendo o Brasil foi em 1974, quando o torneio foi disputado na Alemanha. Jairzinho passou a jogar fora de sua posição de origem, e atuou como centroavante. Com isso, o atacante não conseguiu repetir exatamente os mesmos números atingidos da edição anterior, mas ainda sim marcou três vezes em toda a competição. Nesta edição, a Amarelinha chegou até a disputa do 3º e 4º lugar, mas acabou sendo derrotado pela Polônia por um placar magro de 1 a 0.

Juntando os mundiais de 1966, 1970 e 1974 que Jairzinho defendeu a Seleção, o atleta participou de 16 jogos. No total, marcou 9 gols com a camisa do time Canarinho e foi um dos grandes responsáveis pela conquista do tricampeonato do Brasil em 1974.

1974 - O primeiro título do Brasileirão conquistado pelo Vasco

Com informações do Vasco da Gama
Foto: arquivo

O time do Vasco campeão brasileiro de 1974

Competição mais importante do futebol nacional, o Campeonato Brasileiro é cobiçado pelos grandes times do país. O Vasco da Gama, que já levantou o caneco em quatro oportunidades, tem em seu título número 1 um significado especial não apenas os cruzmaltinos. Isso porque a taça obtida em 1º de agosto de 1974 foi o primeiro de um clube do Rio de Janeiro.

Pioneiro como sempre, o Gigante da Colina, comandado pelo então menino Roberto Dinamite, que viria a ser anos mais tarde o maior artilheiro da competição, foi o grande campeão numa época em que o torneio reunia 40 clubes e a vitória valia apenas dois pontos.

Para alcançar o número um de seus quatro títulos brasileiros, o Vasco trilhou longo e árduo caminho. Foram 28 jogos, 12 vitórias, 12 empates e apenas quatro derrotas. No quadrangular final (a terceira fase do certame), com Cruzeiro, Internacional e Santos, o Cruzmaltino era considerado azarão. Mais uma vez os críticos se enganaram. Nunca se deve duvidar do verdadeiro Gigante. Além do título, conquistado em um jogo extra contra o clube mineiro (vitória de 2 a 1, no Maracanã), Roberto Dinamite foi o artilheiro da competição, com 16 gols.

Se dentro de campo o time se encontrava bem, fora dele a direção do clube também tinha desempenho destacado. Vasco e Cruzeiro terminaram o triangular final empatados, com quatro pontos cada. Segundo o regulamento, a decisão, então, teria de ser em um jogo extra, na casa do time com melhor desempenho na fase de classificação, no caso a equipe mineira (38 a 34 pontos).

Acontece que o artigo 54, do mesmo regulamento, alertava: “quando houver tentativa de agressão ou agressão por parte do público ou de dirigente, associado ou empregado do clube local a árbitro, seus auxiliares, dirigentes, empregados ou jogadores do clube visitante, a CBD (Confederação Brasileira de Desportos, a atual CBF) reestruturará a tabela do Campeonato, invertendo o mando de campo de três jogos subsequentes do clube local”.


Como na partida entre as duas equipes, ainda durante o quadrangular final, no Mineirão, o vice-presidente do Cruzeiro, Carmine Furletti, invadiu o campo e tentou agredir o árbitro Sebastião Rufino, a diretoria vascaína fez valer o artigo 54 e a CBD autorizou a mudança do mando de campo da partida extra do estádio mineiro para o Maracanã, onde o Vasco venceu por 2 a 1, em 1º de agosto, e levantou o caneco.

O gol de Ronaldo que acabou com o sonho do fim do tabu corintiano em 1974

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

O Palmeiras calou um Morumbi corintiano em 1974

No dia 22 de dezembro de 1974 o Estádio do Morumbi, que até poucos anos atrás era uma espécie de Maracanã para os clubes paulistas, onde todas as decisões aconteciam, estava tomado pelas cores pretas e brancas do Corinthians esperando pela festa de um título que quebraria um jejum de 20 anos do time do Parque São Jorge sem conquistas de campeonatos importantes (o Paulistão era na época um torneio ao qual as equipes davam mais importância até que a Libertadores). Só que faltou combinar com o seu arquirrival, o Palmeiras, que acabou levando aquela final com um gol de Ronaldo, que calou o Morumbi e acabou com o sonho do fim do tabu para o Timão.

O Verdão vivia naqueles anos um glorioso período de títulos. Nos anos 1960, dividiu o protagonismo do futebol brasileiro com o Santos de Pelé e conquistou vários títulos, desde estaduais até Taças Brasil e o Roberto Gomes Pedrosa. Nos dois anos anteriores, havia ganho também o Campeonato Brasileiro. Enfim, eram anos de ouro para o Verdão. Enquanto do outro lado, o Corinthians vivia um período de ostracismo e sofrimento, em meio a um jejum onde curiosamente sua torcida cresceu. 

Aquele campeonato repetira a formula de outros anos. No ano anterior, as equipes do interior disputavam uma classificatória chamada de Paulistinha, que trouxe sete clubes para a disputa com Santos, Corinthians, Palmeiras, São Paulo, Guarani e Juventus. Após isso, ocorreram dois turnos de todos contra todos, com a classificação de cada um dando uma vaga à final. Caso um time vencesse os dois turnos seria automaticamente campeão.

O Timão ganhou o primeiro turno e foi até a decisão, onde enfrentou o Palmeiras, vencedor do segundo turno. Naquele dia, os corintianos eram claros favoritos, com um time que tinha, entre outros nomes, Rivelino e Zé Maria. Mas os palmeirenses também tinham em seu time ótimos jogadores, como Ademir da Guia, Dudu e Leivinha. 

O jogo, num Morumbi onde dos 120 mil presentes mais de 100 mil eram corintianos, foi nervoso desde o início, com o time palmeirense claramente mais a vontade devido a uma pressão normal, já que o favoritismo era todo alvinegro. O primeiro tempo terminou sem gols e o time do Parque São Jorge não conseguia desempenhar um bom futebol. No segundo tempo, aos 22 minutos, o gol alviverde venho numa bonita jogada, onde Jair levantou, Leivinha subiu e tocou de cabeça para Ronaldo, que pegou de primeira, numa espécie de voleio, e marcou um golaço, que silenciou a maioria da torcida e deu o título ao Palmeiras. Ao fim do jogo, a torcida alviverde entoou a famosa música "zum zum zum é vinte um".


Ao fim do jogo, a festa foi da imensa minoria no estádio, com a equipe saindo para comemorar com sua torcida no Estádio Palestra Itália. Aos corintianos, mais uma tristeza, que acabou por condenar inclusive o craque do time, o craque Rivellino, que acabou deixando o Timão e indo jogar no Fluminense no ano seguinte, não suportando a pressão da torcida após a derrota. Curiosamente, o fim do jejum do time de Parque São Jorge veio três anos depois sob o comando de Osvaldo Brandão, que comandava o Palmeiras naquele Paulistão de 1974.

O Alviverde Imponente, por sua vez, não sabia, mas vivia ali o final de um período glorioso de sua história. Dois anos depois, após conquistar outro título no Paulistão de 1976, o clube entrou num jejum de títulos que perdurou até 1993 e teve entre seus anos a histórica derrota na final do Paulistão de 1986 para a Inter de Limeira.

Quando Pelé deixou o Santos

Com informações do Centro de Memória e Estatística do Santos FC
Foto: Arquivo

Pelé dando a volta olímpica após deixar o jogo

O jogo com a Ponte Preta, no finalzinho do primeiro turno do Campeonato Paulista de 1974, valia mais para o time de Campinas do que para o Santos. Só o campeão do turno se classificaria para a final e o Santos estava atrás da Ponte na classificação. Enfim, era para ser um daqueles jogos de Vila Belmiro quase vazia. Porém, um público superior a 20 mil pessoas foi ao estádio. Mais para ver Pelé, é verdade, do que o Santos.

Naquela noite de quarta-feira, 2 de outubro, o Rei se despediria do futebol. E quem não gostaria de guardar na memória as jogadas de Pelé no campo em que ele marcou 288 gols, entre eles três gols na goleada de 5 a 1 sobre o Bahia, em 27 de dezembro de 1961, que deu ao Alvinegro o seu primeiro título brasileiro?


Na Vila sempre pareceu muito fácil para Pelé marcar gols. Só em um sábado de 1964 ele fez oito na goleada de 11 a 0 sobre o Botafogo de Ribeirão Preto, recorde paulista até hoje.

Mas na noite de despedida, por mais que tentasse, ele não conseguir superar o goleiro Carlos, que anos depois seria o titular da Seleção Brasileira. Pelé chegou a acertar uma boa cabeçada, mas Carlos defendeu. O Menino da Vila Cláudio Adão, aos 44 minutos do primeiro tempo, e Geraldo, contra, aos 10 da segunda etapa marcaram os gols que deram a vitória ao Santos por 2 a 0.


Quando Pelé se ajoelhou no gramado, voltando-se para todos os lados do estádio, agradecendo aos torcedores dali do Urbano Caldeira, e de todo o mundo, os jogadores da Ponte Preta foram os primeiros a cumprimentá-lo. A noite se tornou triste e o futebol brasileiro nunca mais foi o mesmo.

Santos 2 x 0 Ponte Preta

Primeiro turno do Campeonato Paulista de 1974
Vila Belmiro, 2 de outubro de 1974 (quarta-feira)
Público: 20 258 pessoas. Renda: Cr$ 219.371,00

Santos: Cejas, Wilson Campos, Vicente, Bianchi e Zé Carlos; Leo Oliveira e Brecha; Da Silva, Cláudio Adão, Pelé (depois Gilson) e Edu. Técnico; Tim.

Ponte Preta: Carlos, Geraldo, Oscar, Zé Luis e Valter; Serelepe e Serginho; Adilson, Valtinho (Brasinha), Valdomiro e Tuta. Técnico Lilo.

Gols: Claudio Adão aos 44 minutos do primeiro tempo e Geraldo, contra, aos 10 do segundo.
Árbitro: Emídio Marques Mesquita.

O Vasco da Gama campeão brasileiro de 1974

Com informações do Vasco da Gama
Foto: arquivo

O time do Vasco campeão brasileiro de 1974

O Campeonato Brasileiro, assim com este nome, começou em 1971. E logo na quarta edição um clube do Rio, pela primeira vez, ocupava o topo. Pioneiro como sempre, o Vasco, comandado pelo então menino Roberto Dinamite, que viria a ser anos mais tarde o maior artilheiro da competição, foi o grande campeão. Numa época em que o campeonato reunia 40 clubes e a vitória valia apenas dois pontos, o Gigante se fez ainda maior e no dia 1º de agosto de 1974 tornou-se o primeiro clube carioca a conquistar o Brasileirão.

Para alcançar o número um de seus quatro títulos brasileiros, o Vasco trilhou longo e árduo caminho. Foram 28 jogos, 12 vitórias, 12 empates e apenas quatro derrotas. No quadrangular final (a terceira fase do certame), com Cruzeiro, internacional e Santos, o Vasco era considerado azarão. Mais uma vez os críticos se enganaram. Nunca se deve duvidar do verdadeiro Gigante. Além do título, conquistado em um jogo extra contra o clube mineiro (vitória de 2 a 1, no Maracanã), Roberto Dinamite foi o artilheiro da competição, com 16 gols.

Consciente de sua importância na história do clube, Dinamite, agora presidente do Vasco, entende que a conquista do Brasileiro de 1974, quando tinha apenas 20 anos, foi um marco em sua carreira. O título, além de obviamente aumentar a autoconfiança do jovem atacante, deu visibilidade ao futebol daquele que se tornaria, anos mais tarde, um dos maiores atacantes do futebol brasileiro.

"Foi o início de tudo, inclusive de minha condição de titular na equipe. A conquista do Brasileiro de 74 me deu a confiança necessária para seguir a carreira e chegar aonde cheguei. Tecnicamente, o Cruzeiro era melhor, mas nós superamos tudo com muita determinação e disciplina. Isso também serviu de exemplo para toda a minha carreira", lembrou Dinamite.

O ex-craque e ex-presidente do clube fez questão também de enaltecer o grupo com o qual dividiu a conquista de 74, que foi importantíssimo para ele, sobretudo por estar em início de carreira. A solidariedade e os cuidados dispensados a Dinamite o emocionam até hoje.

"Teve um jogo, logo no começo do campeonato, em que, cansado de levar pancada, escorei um zagueiro. O time adversário veio todo em minha direção. A minha equipe inteira, que tinha jogadores experientes como o Alfinete, o Moisés e o Alcir, para citar apenas alguns exemplos, fez logo um cerco ao meu redor, na intenção de me proteger. Isso me deu uma tranquilidade grande. Graças a eles puder fazer os gols, ser o artilheiro da competição, com 16 gols, e ajudar o Vasco a conquistar o título", agradeceu Riberto.


Se dentro de campo o time se encontrava bem, fora dele a direção do clube também tinha desempenho destacado. Vasco e Cruzeiro terminaram o triangular final empatados, com quatro pontos cada. Segundo o regulamento, a decisão, então, teria de ser em um jogo extra, na casa do time com melhor desempenho na fase de classificação, no caso a equipe mineira (38 a 34 pontos). 

Acontece que o artigo 54, do mesmo regulamento, alertava: “quando houver tentativa de agressão ou agressão por parte do público ou de dirigente, associado ou empregado do clube local a árbitro, seus auxiliares, dirigentes, empregados ou jogadores do clube visitante, a CBD (Confederação Brasileira de Desportos, a atual CBF) reestruturará a tabela do Campeonato, invertendo o mando de campo de três jogos subsequentes do clube local.” 

Como na partida entre as duas equipes, ainda durante o quadrangular final, no Mineirão, o vice-presidente do Cruzeiro, Carmine Furletti, invadiu o campo e tentou agredir o árbitro Sebastião Rufino, a diretoria vascaína fez valer o artigo 54 e a CBD autorizou a mudança do mando de campo da partida extra do estádio mineiro para o Maracanã, onde o Vasco venceu por 2 a 1 e levantou o caneco.

Ronaldo, o autor do gol do título do Paulista de 74 do Palmeiras

Com informações do Palmeiras
Foto: arquivo SE Palmeiras

Rnaldo, com coroa e faixa de campeão paulista de 1974: o gol do título foi dele

Na última semana, mais precisamente no dia 9 de junho, o mundo do futebol perdeu Ronaldo. Eterno ídolo palmeirense Ronaldo Gonçalves Drummond esteve internado durante 20 dias por sofrer uma hemorragia gástrica. Ele ficou marcado na história do Verdão por ter marcado um gol histórico.

Ronaldo, que defendeu o Palmeiras entre 1972 e 1975, com 184 jogos (104 vitórias, 56 empates e 24 derrotas) e 31 bolas na rede, entrou definitivamente para a história do clube ao marcar o gol do título do Campeonato Paulista de 1974, na vitória por 1 a 0 sobre o Corinthians – na verdade, o camisa 9 marcou duas vezes, mas o segundo gol foi anulado em erro grosseiro da arbitragem.

Cerca de 90% do público no Morumbi naquele 22 de dezembro de 1974 era corintiano. O gol que calou os mais de 100 mil alvinegros, esperançosos em sair da fila de títulos que perdurava desde 1954, foi anotado aos 24 minutos da segunda etapa. Com o tento, Ronaldo prolongou o sofrimento do rival, que só voltaria a levantar uma taça em 1977.

No Verdão, Ronaldo também se sagrou bicampeão brasileiro em 1972 e 1973 e conquistou o Paulistas de 1972. Já havia faturado o Campeonato Mineiro de 1970 e Brasileirão de 1971 pelo Atlético-MG e, mais tarde, no Cruzeiro, foi campeão da Libertadores da América em 1976.


“O Palmeiras foi minha afirmação total no futebol. Conquistei meu espaço aos poucos e participei de todas as conquistas. Quis o destino que o maior feito da minha carreira fosse o gol de 1974, pois me machuquei na primeira partida da final daquele ano e consegui me recuperar a tempo suficiente de disputar o segundo jogo. A vontade de jogar falou mais alto, e, graças a ela, superei todas as dores para atuar e marcar o gol do título”, afirmou o ídolo, em entrevista concedida ao Site Oficial do Palmeiras em 2016.

Contratado junto ao Atlético-MG por indicação do treinador Oswaldo Brandão, Ronaldo estreou em 26 de maio de 1972, diante do Zaragoza-ESP, no empate por 2 a 2. Seu primeiro gol com a camisa do Verdão ocorreu alguns dias depois, em 7 de junho, diante do Fenerbahçe-TUR, na vitória palestrina por 2 a 1. “Na primeira vez que fui sondado pelo Brandão, ele ainda era técnico do São Paulo. O negócio não fechou, e ele foi para o Palmeiras depois. Pediu para me trazer novamente e eu vim”, contou.

A primeira partida da decisão de 1974 foi disputada no estádio do Pacaembu e terminou empatada em 1 a 1. Os gols foram anotados por Edu Bala e Lance. Por pouco, o talismã alviverde não esteve em campo no segundo duelo. “Tive um grave problema muscular na coxa no primeiro jogo. Minha perna inchou demais. Nem o pé no chão eu conseguia colocar. O Brandão chegou para mim e disse que eu começaria atuando. Dentro de mim, sabia que isso seria impossível”, lembrou. “O massagista e o Brandão entraram no meu quarto com uma garrafa de água mineral, jogaram em mim e começaram a espremer a região com muita força. Enquanto o Brandão segurava minha perna, o massagista esfregava. Fiz isso até de madrugada. Quando acordei no domingo, estava zerado”, completou.

Para Ademir da Guia, maior ídolo da história do clube, o título de 1974 teve um sabor especial. “A conquista de 1974 realmente marcou e ficou gravada. Ganhar do Corinthians sempre foi especial e nós conseguimos mantê-los no jejum e fazer com que ultrapassassem os 20 anos. Foi o título mais marcante de toda a minha carreira”, afirmou, em entrevista ao Site Oficial do Palmeiras em 2014, na ocasião dos 40 anos da conquista.


Durante a maior parte do tempo em que ficou no Palestra Italia, Ronaldo disputou posição com Edu Bala pelo lado direito do ataque. No entanto, o jogador tinha facilidade para atuar nas demais posições do setor e muitas vezes exerceu o papel de centroavante, sobretudo quando César Maluco estava fora do time e quando ele deixou o clube definitivamente, em outubro de 1974.

O craque já havia sido decisivo meses antes, na reta final do Campeonato Brasileiro de 1973. Na segunda rodada do quadrangular final, o Palmeiras perdia para o Internacional até que Ronaldo empatou, aos 32 minutos do segundo tempo, e, três minutos depois, cobrou o escanteio para Luis Pereira garantir a vitória por 2 a 1. Na rodada final, bastou um empate por 0 a 0 para com o São Paulo para o Verdão ficar com a taça.

Ronaldo era figura constante no encontro de veteranos que o Palmeiras realiza todos os anos. Em 2017, durante as comemorações dos 45 anos da “temporada perfeita de 1972”, o clube promoveu um encontro entre os craques daquele time na Academia de Futebol.

O Curioso do Futebol

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