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Como seriam hoje algumas seleções da Eurocopa que já jogaram a competição e não existem mais

Por Lucas Paes
Foto: Carl Recine/Getty Images

Sérvia e Eslovênia eram parte da Iugoslávia

A história da Europa, como de todos os lugares do mundo, é cercada de idas, vindas, guerras, divisões e muitas marcas que mudaram o mapa do Velho Continente ao longo das décadas. O futebol, como algo intrinsecamente inerente a sociedade, não deixou de ser afetado por isso, já que a própria Eurocopa é um exemplo de competição que já teve até campeão que não existe mais (a União Soviética foi a primeira vencedora da Euro.). Neste artigo com toque imaginativo, vamos imaginar como poderiam ser algumas equipes de países que hoje já não existem mais para a Eurocopa de 2024. 

É importante frisar que aqui neste texto estamos levando estritamente o aspecto futebolístico em conta, sem estender muito o contexto que levou cada uma das seleções aqui presente na lista a se separar, já que muitas vezes confrontos étnicos extremamente sangrentos foram a causa dessa separação. Existem várias ótimas fontes de informação sobre o que ocorreu em cada caso na própria internet. Frisamos, por aqui também, países que chegaram a jogar a Eurocopa. Numa próxima oportunidade, é possível pensar em outros territórios que não existiram o suficiente para jogar a Euro, como os impérios Austro-Húngaro e Otomano ou até a Prússia.

UNIÃO SOVIÉTICA: a última competição dos soviéticos como a URSS foi a Copa do Mundo de 1990, tendo disputado a Eurocopa de 1991 como a seleção da CEI. Hoje, a região ainda é alvo de problemas, como a situação da guerra entre Rússia e Ucrânia. Atualmente, no que se refere ao futebol, porém, um time com os integrantes das ex-repúblicas soviéticas reuniria diversos nomes interessantes e teria ótimas chances de chegar muito longe na competição. A seleção envolveria nomes que atualmente são parte das seleções de Armênia, Azerbaijão, Belarus (Bielorrússia), Estônia, Geórgia, Cazaquistão, Quirguistão, Letônia, Lituânia, Moldávia, Rússia, Tadjiquistão, Turcomenistão, Ucrânia e Uzbequistão. Vamos supor que o treinador fosse mesmo Serhiy Rebrov. 

Goleiros: Mammardashivili, Lunin e Trubin - Defensores: Konoplia, Kakabadze, Svatok, Zinchenko, Diveev, Khusanov, Zabarnyi, Mykolenko - Meias: Kochorashvili, Chakvetadze, Malinovisk, Mikhtaryan, Yarmolenko, Miranchuk, Sudakov, Stephanenko - Atacantes: Kvaratshelia, Mudryk, Yaremchuk e Tyukavin

A equipe soviética provavelmente contaria com diversos atletas que já jogam nessa Eurocopa por Ucrânia e Geórgia, times que formariam a base da equipe. Porém, entrariam nomes como o armênio experiente Mikhtaryan e o promissor atacante russo Tyukavin. Dentro de campo, as lacunas que cada equipe possuí separadas seriam preenchidas por ótimos jogadores de outras nações e a chance da equipe soviética chegar longe seria grande.

CHECOSLOVÁQUIA: aqui, em mais um país que foi separado pelo fim do bloco comunista, não é tão difícil imaginar o que seriam as duas equipes juntas. A separação de Chéquia e Eslováquia foi de certa forma amistosa e não por guerras civis, num país que já não era mais comunista no fim dos anos 1980. Aqui, provavelmente o treinador seria Francesco Calzona, que comanda a Eslováquia.

Goleiros: Stanek, Dubravka, Rodak - Defensores: Pekarik, Coufal, Vavro, Jurasek, Skriniar, Hancko, Zeleny, Brabek - Meias: Rigo, Duda, Lobotka, Soucek, Provod, Masopust, Kucka, Jurasek - Atacantes: Hlozek, Schick, Strelec, Bozenik. 

Aqui não se forma um time tão mais forte do que são individualmente as equipes de cada uma. Provavelmente, a Checoslováquia chegaria ao mata-mata e cairia diante de algum adversário mais qualificado. 


IUGOSLÁVIA: o país que com certeza teve mais problemas em sua separação na história, com uma longa história que sequer caberia aqui, seria também o que teria um dos times mais absurdos da Eurocopa e do planeta. Não é exagero afirmar que, se ainda existisse, a Iugoslávia certamente seria campeão do mundo em alguma das últimas copas. Na Euro, seria uma das favoritas ao título. A equipe seria provavelmente treinada por Dalic, que faz sucesso na Croácia atualmente.

Goleiros: Oblak, Livajkovic, Milinkovic Savic - Defensores: Juranovic, Sosa, Mladenovic, Kolasinac, Gvardiol, Milenkovic, Stanisic, Savic - Meias: Modric, Kovacic, Brozovic, Milenkovic-Savic, Kostic, Pasalic, Tadic, Perisic - Atacantes: Vlahovic, Mitrovic, Jovic, Dzeko

Como já citado, é até difícil imaginar que a Iugoslávia ficasse distante da briga pelo título. Falando-se apenas em futebol, aqui diversos aspectos se complementam num time potencialmente destruidor. Os fortes e excelentes atacantes sérvios Vlahovic e Mitrovic fariam a festa ao serem servidos por caras como Modric, Kovacic e Milenkovic-Savic, além da óptima defesa que Gvardiol formaria com Savic. Era time para ser campeão, como aliás é o time croata que até aqui decepciona.

Há 92 anos, o Brasil estreava em Copa do Mundo com uma derrota para a Iugoslávia

Por Fabio Rocha
Foto: arquivo

Jogo foi no Parque Central

Há 92 anos a Seleção Brasileira entrava em campo pela primeira vez em Copa do Mundo e perdia por 2 a 1 para a Iugoslávia, no Estádio Parque Central, em Montevidéu. Houve grandes problemas com os convocados para a competição, pois viviam um grande problema entre os paulistas e a CBD (Confederação Brasileira de Desportos).

Com muitas falhas de comunicação e também por conta do orgulho, não houve um entendimento entre o CBD e a APEA (Associação Paulista de Esportes Atléticos, órgão máximo dos esportes no estado de São Paulo) e, por conta disso, os jogadores que atuavam no futebol paulista acabaram não sendo convocados.

Nas listas anteriores da Copa, haviam 15 jogadores paulistas e 8 cariocas, e por conta dos grandes desfalques, a seleção foi toda remendada para a competição, sem seus grandes jogadores. Além disso, criou-se uma grande rivalidade entre os dois estados, e os paulistas acabaram torcendo contra a seleção brasileira, que eles apelidaram na época como a "seleção carioca".

Apenas um jogador paulista foi convocado, por conta de um "contrato fantasma" feito pelo jogador Araken Patusca, que estava em litígio com o Santos, e assinou o tão contestado contrato com o Flamengo. Por causa dessa transferência, ele pode ser convocado e jogar a competição.

Apesar de todos os problemas extra campo, a seleção foi para a competição em busca de fazer uma boa campanha, mesmo sabendo que seria difícil por conta de tantos desfalques. A sua primeira partida foi contra a Iugoslávia, uma equipe européia e pouco conhecida na época pelos brasileiros.

Apenas jornalistas cariocas viajaram com a delegação, os paulistas ficaram também por causa das brigas entre os estados. As informações chegaram apenas duas horas depois e, por isso, as pessoas só souberam do início do jogo, após o término da partida no Uruguai.

Entre tantos problemas, houve uma partida também difícil para a seleção brasileira, que começou sendo dominada por seu adversário e não conseguiu ter um grande desempenho na etapa inicial. Aos 21 minutos, Dorde Vujadinović, chutou fraco e a bola desviou no zagueiro, entrando para o fundo das redes.


Após o gol, a seleção da Iugoslávia continuou pressionando em busca do segundo gol e ele veio. Aos 30 minutos, a bola foi cruzada e o zagueiro Brilhante rebateu mal, dando a bola de graça para o centroavante Ivan Beck, que apenas chutou no canto e ampliou o placar.

Ainda no primeiro tempo, a Iugoslávia teve mais um gol, mas foi anulado por impedimento. Na segunda etapa, a Seleção Brasileira voltou bem melhor e aos 17 minutos o Brasil descontou. A bola foi cruzada na área e Preguinho cabeceou para o fundo das redes.

Após o gol, o Brasil continuou em cima, buscando o gol do empate, mas acabou não aproveitando suas chances. O primeiro jogo não foi como o planejado, mas tudo por conta dos grandes desfalques que a equipe tinha. Mas ali nascia a história da maior Seleção em Copa do Mundo

Há 48 anos, como campeão, o Brasil fazia a abertura da Copa do Mundo de 1974

Por Fabio Rocha
Foto: arquivo

Piazza, capitão do Brasil na abertura da Copa de 1974

Há 48 anos, o Brasil entrava em campo para fazer a abertura da Copa do Mundo de 1974, que ocorreu na Alemanha Ocidental. Nesgasa edição foi a primeira vez que na abertura jogava a seleção campeã da competição anterior e, por esse motivo, o Brasil jogou contra o Iugoslávia, no Estádio Commerzbank Arena.

O Brasil vinha do seu tricampeonato mundial, quando foi campeão em cima da Itália, na Copa do Mundo do México. Por conta disso estreou na competição seguinte, essa foi a novidade do torneio e que foi bem visto pelo público, por isso acabou gerando uma continuação nesse novo formato.

A Seleção Brasileira vinha com uma moral altíssima, depois de um belo título em 1970, ainda com o técnico Zagallo. Novamente, a amarelinha entrava como uma das favoritas, inclusive como a principal, e tinha um ótimo time, que manteve grandes jogadores da copa anterior, mas perdeu seu principal jogador, o Pelé.

O Rei do futebol, se aposentou da seleção em 1971, por isso não disputou a Copa do Mundo de 1974, e acabou fazendo falta na competição. O Brasil tinha ótimos atletas, vários craques, mas nenhum do nível de Pelé, que ajudou a seleção a ganhar suas três Copa.

Mesmo sem o ídolo nacional, a seleção era favorita, e todos queriam ver a sua esperada estreia na Copa do Mundo de 1974. Mas acabou decepcionando os torcedores que estavam no estádio e tem estava vendo de longe, a partida acabou sendo sem graça.


O jogo terminou em 0 a 0, decepcionante, principalmente pelo ataque que a Seleção Brasileira tinha na competição. Mesmo sem Pelé, o batalhão de frente tinha Rivellino, Paulo César Caju, Jairzinho e Leivinha. Uma ótima linha de frente, que não conseguiu passar pelo forte sistema defensivo da Lugoslávia.

Mesmo com a decepcionante partida, o novo formato da competição, com o campeão fazendo a abertura da Copa do Mundo seguinte foi mantido por mais algumas edições. Este formato durou até 2002, quando a França, campeã de 1998, enfrentou o Senegal e perdeu por 1 a 0. A partir de 2006, a seleção que sediava voltou a fazer a abertura da competição.

Há exatos 50 anos, Pelé vestia a camisa da Seleção Brasileira pela última vez

Por Ricardo Pilotto
Foto: arquivo

Pelé dando a volta olímpica em sua despedida da Seleção Brasileira

Neste domingo, dia 18 de julho de 2021, se completam 50 anos da despedida de Pelé da Seleção Brasileira. O camisa 10 histórico do Santos e do Brasil contribuiu com a Amarelinha por 14 anos. Diante de 138.575 espectadores, o Rei do Futebol defendeu as cores da penta campeã mundial (na época tri) pela última vez um amistoso contra a Iugoslávia, no estádio do Maracanã. O encerramento do ciclo do craque com a equipe nacional gerou muita comoção nos fãs do futebol.

Tendo marcado seu último gol diante da Áustria no empate em 1 a 1 uma semana antes do fatídico jogo, Pelé que atuou 45 minutos, queria marcar um tento para poder se despedir em grande estilo. Durante a partida, o craque da camisa 10 mostrou muita disposição enquanto esteve em campo. Teve inúmeras chances de fazer o seu gol, mas acabou não conseguindo aproveitá-las.

Ao final do primeiro tempo, quando a partida estava com um placar parcial de 1 a 0 para a Iugoslávia, o Rei do Futebol deixou o gramado e fez uma volta olímpica no Maracanã. Emocionado, tirou a camisa da Amarelinha levando-a de encontro de seu rosto e começou a chorar. Comovida com a emoção do craque, a torcida que compareceu em peso para prestigiar os últimos momentos de Pelé com a camisa da Seleção Brasileira começou a puxar o grito de "Fica", mas para a tristeza de todos, aquela decisão seria definitiva e não teria mais volta. Naquele momento, o Rei do Futebol defendia pela última vez as cores do Brasil.

A partida terminou empatada pelo placar de 2 a 2. Gérson e Rivellino fizeram os gols pelo lado do Brasil, enquanto Jerkovic e Dzajic marcaram pela equipe da Iugoslávia.


Pelé pela Seleção Brasileira - Em seus 14 anos de serviços prestados, de 1947 a 1971, o Rei do Futebol conquistou três Copas do Mundo, sendo elas em 1958, 1962 e 1970. O eterno ídolo da camisa 10 do futebol brasileiro também é o maior artilheiro da Seleção Brasileira, marcando 95 gols sendo que 77 foram oficiais em 123 partidas, contabilizando 92 oficiais.

Os 90 anos do primeiro jogo do Brasil em Copas do Mundo

Foto: Arquivo CBF

No Parque Central, o Brasil acabou sendo derrotado pela Iugoslávia

O dia 14 de julho de 1930 é histórico para a Seleção Brasileira. Apesar do resultado não ter sido muito feliz, a Seleção, que na época jogava de branco, entrava no gramado do Parque Central, em Montevidéu, no Uruguai, para fazer o primeiro jogo em uma Copa do Mundo em sua história, uma derrota por 2 a 1 para a Iugoslávia.

Apesar de ter grandes jogadores, o escrete brasileiro não foi com força máxima para o Mundial no Uruguai. Tudo porque uma briga entre dirigentes paulistas, que queriam Jorge Caldeira na Comissão Técnica comandada por Píndaro de Carvalho, e cariocas fizeram com que a Associação Paulista de Esportes Atléticos (APEA) e seus clubes boicotassem a convocação. Assim, só Araken, que era do Santos, mas estava sem contrato e foi registrado pelo Flamengo para poder jogar a Copa, se juntou ao time, que na sua grande maioria acabou sendo formado por jogadores de clubes do Rio de Janeiro.

Apesar de os times cariocas terem grandes jogadores, aquela Seleção Brasileira que entrou em campo no Parque Central não tinha o mesmo poder. Só para resumir, o grande jogador do país na época, Friedenreich, atuava pelo antigo São Paulo (o que tinha a alcunha de Floresta, por causa do local onde estava situado o clube) e não foi ao Mundial.

E assim, o Brasil acabou sucumbindo naquele 14 de julho de 1930. O primeiro tempo foi dominado pelos iugoslavos, que com passes rápidos e taticamente mais bem postados, abriram o marcador logo aos 21 minutos, com o gol de Tirnanic.


O tento sofrido deixou os brasileiros ainda mais atônitos. Foram minutos de angústia e praticamente sem reação. Aos 31', saiu o segundo da Iugoslávia, marcado por Bek. E os europeus não fizeram o terceiro até o fim da primeira etapa por muito pouco, ficando o placar nos 2 a 0.

No segundo tempo, a Seleção Brasileira mostrou melhora e foi para cima, tentando diminuir o marcador, conseguindo aos 17 minutos, com Preguinho. Este gol foi histórico, o primeiro do Brasil em Copas do Mundo. O escrete nacional até tentou buscar o empate, mas a vitória ficou com a Iugoslávia: 2 a 1.

Três dias depois, a Iugoslávia encarou a Bolívia e goleou pelo placar de 4 a 0. O resultado acabou eliminando o Brasil da primeira Copa do Mundo, mas o escrete teve que ir a campo, para cumprir tabela, em 20 de julho, contra os bolivianos. Mas este é um tema para um outro artigo.

Os gols de Robert Prosinečki em Copas do Mundo por Iugoslávia e Croácia

Fotos: Getty Images.com

Prosinečki em ação por Iugoslávia e Croácia: gols por seleções diferentes em Copas

Na história da Copa do Mundo, há alguns jogadores que disputaram mais de uma edição do torneio por seleções diferentes. Até a década de 60, isto era até comum, porque a Fifa não tinha delimitado as condições de naturalizados. Nos anos 70 e 80 não houve casos como este, voltando apenas na década de 90, por causa das divisões da antiga União Soviética e Iugoslávia. Porém, apenas um jogador fez gols por duas seleções diferentes: Robert Prosinečki, que está completando 51 anos neste 12 de janeiro.

Filho de família de origem crota, Robert Prosinečki nasceu em Villingen-Schwenningen, na antiga Alemanha Ocidental. Porém, ainda novo, seus pais voltaram para o que era a então Iugoslávia. Ele começou no futebol no Dínamo Zagreb, em 1986, mas no ano seguinte foi para o Estrela Vermelha. Campeão do mundo Sub-20 em 1987, dois anos depois, com 20 anos, passou a ser presença constante na Seleção Iugoslava e acabou sendo convocado para a Copa do Mundo de 1990, na Itália.

A Iugoslávia estreou na Copa perdendo de 4 a 1 para a Alemanha. Na segunda rodada, a equipe bateu a Colômbia por 1 a 0. Já em seu terceiro jogo, contra os Emirados Árabes, a partida estava com o placar de 3 a 1, quando Robert Prosinečki marcou o quarto gols dos iugoslavos. Era o seu primeiro gol em Copas do Mundo. A Iugoslávia ainda eliminaria a Espanha nas oitavas e cairia para a Argentina nas quartas.

Com a guerra civil da Iugoslávia, começaram a acontecer as separações e a Croácia declarou independência. Porém, a Fifa suspendeu todas as federações dos países envolvidos na guerra e elas não disputaram as Eliminatórias para a Copa do Mundo de 1994, realizada nos Estados Unidos. Com isto, Robert Prosinečki só voltaria a disputar uma Copa do Mundo em 1998, na França.


Para 1998, a Croácia montou um belo time e logo na estreia venceria a Jamaica por 3 a 1, com Robert Prosinečki marcando o segundo gol. Com isto, ele se tornaria o primeiro, e até agora, único jogador a marcar gols em Copas do Mundo por seleções diferentes. Ele ainda marcaria mais um gol naquele mundial, em que a Croácia ficou em terceiro, contra a Holanda, na decisão de terceiro lugar, uma vitória por 2 a 1.

Robert Prosinečki ainda foi para a Copa do Mundo de 2002, realizada conjuntamente entre Japão e Coreia do Sul. Porém, ele não fez gol neste Mundial e a Croácia caiu na primeira fase. Porém, o seu nome já estava marcado para sempre na história do evento.

Preguinho e o primeiro gol do Brasil em uma Copa do Mundo

Por Lucas Paes

Preguinho, ao centro, fez o primeiro gol do Brasil em uma Copa do Mundo, contra a Iugoslávia

Brasil e Sérvia decidirão nesta quarta-feira, dia 27, uma das vagas do Grupo E da Copa do Mundo de 2018. Será o quinto confronto entre brasileiros e sérvios na Copa, contando é claro a época da antiga Iugoslávia. Brasileiros e iugoslavos se enfrentaram no primeiro jogo da Seleção Brasileira em Copas do Mundo, no distante 1930, no Uruguai. Nele, ocorreu o primeiro de muitos gols do Brasil em Copas do Mundo, de Preguinho. 

Com uma seleção que ia ao Uruguai desfalcada de diversos jogadores de destaque no país, já que os jogadores de times paulistas não foram convocados, em situação que já foi melhor detalhada em texto sobre a campanha do Brasil em 1938, aqui mesmo no site. Sem contar com, por exemplo, Feitiço, Evangelista e com a lenda Friendenreich, primeiro grande craque brasuca, destruidor nos primórdios do futebol paulista. 

Sem eles, o Brasil entrou em campo para enfrentar os Iugoslavos no Parque Central, em 14 de julho, pelo Grupo 2, fazendo inclusive o nobre (e estratégico) gesto de levar a bandeira uruguaia e não conseguiu fazer muito. Sem jogar bem, os Canarinhos, na época ainda usando camisas brancas, viram Timanic e Bek colocarem o placar amplamente em favor da Iugoslávia. No segundo tempo, ensaiando uma reação, os sul-americanos começaram a ter algumas chances, até que João Coelho Netto, o Preguinho, mais precisamente aos 17', que tinha entrado em campo com um buquê de flores, marcou o primeiro gol da história do Brasil em Copas.

O Brasil em ação durante a Copa de 1930

Preguinho era na época atleta do Fluminense. Artilheiro de dois campeonatos cariocas, fez mais de 100 gols pelo Tricolor das Laranjeiras. O gol veio após a defesa iugoslava afastar uma cobrança de escanteio, Fausto recuperou a bola, evitando o contra ataque e lançou para a área, Preguinho antecipou tanto os defensores quanto o goleiro “sérvio” e mandou a redonda para as redes do Parque Central. Aquele seria apenas o primeiro de muitos gols brasileiros na Copa do Mundo.

Em uma fase do futebol ainda amador, Preguinho era considerado um atleta no mais pleno significado da palavra. Além do futebol, Preguinho praticou outras nove modalidades: natação, remo, polo aquático, saltos ornamentais, atletismo, basquete, vôlei, hóquei sobre patins e tênis de mesa, detendo 387 medalhas e 55 títulos nessas modalidades, sempre defendendo o Fluminense.

O Brasil fechou sua participação no Mundial de 1930 vencendo por 4 a 0 a Bolívia, com dois dos gols sendo de Preguinho, artilheiro brasileiro naquela edição. Hoje, a situação de Brasil e Sérvia é diferente, com a Seleção Canarinho sendo talvez a maior referência do esporte bretão e a Sérvia ainda se recuperando de tudo o que ocorreu pós-separação da Iugoslávia. Mas a marca eterna daquele primeiro confronto foi o gol de Preguinho, que iniciou a trajetória goleadora da maior seleção do planeta.

O confronto entre Suíça e Iugoslávia na Copa do Mundo de 1950

Por Lucas Paes 

O Independência, em Belo Horizonte, foi o palco da vitória da Iugoslávia sobre a Suíça

Nesta sexta-feira, no mesmo dia em que o Brasil terá que vencer de qualquer maneira a Costa Rica para se manter vivo (e bem) na Copa do Mundo, a Suíça confrontará a Sérvia num jogo que pode até botar os sérvios na liderança disparada do grupo. Em 1950, houve um confronto entre a antiga Iugoslávia (de onde surgiu a Sérvia a partir da dissolução do território iugoslavo a partir da guerra civil do início dos anos 90) e a Suíça na primeira fase. As duas seleções estavam naquele ano no grupo do Brasil, dono da casa e um dos favoritos. No grupo também estava o México. 

O jogo ocorreu logo na rodada de abertura. No dia 25 de Junho daquele ano, o Brasil destroçou o México no Maracanã, vencendo por 4 a 0. No dia seguinte, o Estádio Independência, do América Mineiro, foi o palco do duelo entre suíços e iugoslavos. Aquela era a terceira Copa do Mundo de La Nati e a segunda dos azuis. 

Naquele dia 25 de junho, porém, a Suíça não foi páreo para a Iugoslávia. Depois de um primeiro tempo sem gols, a Iugoslávia abriu o placar com Mitic, aos 14 minutos da etapa final. Tomasevic ampliou aos 25’ e, apenas cinco minutos depois, Ognjanov fechou a “goleada” dos “sérvios” no Independência: 3 a 0 e vice-liderança do grupo naquele momento. 

No fim das contas, porém, nenhum dos dois times foi páreo no grupo para o Brasil. A Suíça até conseguiu um empate com os donos da casa e venceram o México por 2 a 1. A Iugoslávia, por sua vez, goleou o México na segunda rodada e chegou a rodada final da primeira fase disputando vaga com o Brasil, porém acabaram derrotados por 2 a 0 num Maracanã com mais de 140 mil pessoas presentes. O Brasil acabaria, como já sabemos, perdendo o título para o Uruguai, no episódio até hoje conhecido como Maracanaço.

Estrela Vermelha campeão da Copa Intercontinental de 1991

Uma equipe que ficou para sempre na memória do fã de futebol

Um dos melhores esquadrões de todos os tempos do futebol mundial e que abrilhantou os gramados da Europa no início dos anos 90, mas que teve um fim melancólico. Estamos falando do Crvena Zvezda, ou simplesmente Estrela Vermelha, da Iugoslávia, campeão da Copa dos Campeões da Europa e do Intercontinental, popularmente conhecido como Mundial de Clubes, no ano de 1991.

Base da Seleção Iugoslava que jogou a Copa de 1990, o Estrela Vermelha já era conhecido em todo o Velho Continente como o time que jogava mais bonito, sendo chamados até de "os brasileiros da Europa". O time que contava com nomes como Savicevic, Pancev, Prosinecki e Mihajlovic foi eliminando, no torneio europeu, Grasshopper, da Suíça, o escocês Rangers, o Dynamo Dresden, da Alemanha Oriental, e o Bayern de Munique na semifinal.

Na decisão, o time iugoslavo teve pela frente o grande time do Olympique de Marseille, do centroavante Papin. Depois de um 0 a 0 no tempo normal e na prorrogação, os jogadores do Estrela Vermelha foram mais certeiros nas penalidades e a equipe conquistou o inédito título.

Colo Colo foi dominado pelos iugoslavos

Como campeão europeu, o Estrela Vermelha, mesmo perdendo alguns jogadores campeões europeus e o técnico Petrovic, por causa da guerra civil que aflorava na Iugoslávia, foi para a Copa Intercontinental e no dia 8 de dezembro de 1991 encarou o chileno Colo Colo, que também havia conquistado a Copa Libertadores pela primeira e até hoje única vez, vencendo o Olimpia do Paraguai, e tinha um velho conhecido: o técnico Mirko Jozić, campeão mundial Sub-20 em 1987 pela Iugoslávia, com vários jogadores do Estrela Vermelha. Foi, realmente, um encontro inusitado no Estádio Nacional de Tóquio.

Mas logo quando a bola começou a rolar, deu para perceber quem iria dar as cartas naquela partida. O Estrela Vermelha botou 'a redonda' na grama e simplesmente dominou a partida, mesmo com Savicevic sendo expulso ainda na etapa inicial. Logo aos 19 minutos, Jugovic abriu o marcador para a equipe do técnico Vladica Popovic. O Colo Colo ficou sem reação e os iugoslavos não ampliaram o marcador por muito pouco, mas o primeiro tempo terminou 1 a 0 para o Estrela Vermelha.

Na etapa final, os europeus continuaram dominando, com seu jogo de belos passes. Até que 13 minutos, Jugovic, novamente, marcou o segundo gol. Com os chilenos vencidos, ficou até mais tranquilo para o Estrela Vermelha, que chegou ao terceiro tento aos 28, com Pancev, dando números finais à partida.


Melhores momentos da partida

Porém, o sonho deste grande time acabou meses depois. Com a deflagração de vez da guerra civil iugoslava, que culminou com a divisão do território e cada povo que formava a antiga Iugoslávia declarou independência, os jogadores do Estrela Vermelha foram negociados e nunca mais um time do leste europeu venceu a Copa dos Campeões (atual Champions) e chegou ao Mundial de Clubes.

Ficha Técnica

ESTRELA VERMELHA 3 X 0 COLO COLO

Data: 8 de dezembro de 1991
Local: Estádio Nacional - Tóquio - Japão
Público: 60 mil espectadores
Árbitro: Kurt Röthlisberger (Suíça)

Cartões Amarelos
Estrela Vermelha: Vasilijevic e Mihajlovic
Colo Colo: Miguel Ramírez

Cartão Vermelho
Estrela Vermelha: Savicevic

Estrela Vermelha: Milojevic; Belodedici, Radinovic, Najdoski e Vasilijevic; Mihajlovic, Stosic, Jugovic e Ratkovic; Savicevic e Pancev - Técnico: Vladica Popović

Colo Colo: Morón; Garrido, Margas, Miguel Ramírez (Rubio) e Salvatierra (Dabrowski); Mendoza, Vilches, Barticciotto e Pizarro; Yánez e Martínez - Técnico: Mirko Jozić

Pênalti à Panenka

Panenka comemorando o gol de pênalti com cavadinha, que deu o título para os tchecos em 1976

Final da Eurocopa de 1976, em 20 de junho de 1976, no Estádio Estrela Vermelha, em Belgrado. Tchecoslováquia e a então campeã do mundo Alemanha decidiam o título da competição. Os Tchecos venciam a partida no tempo normal por 2 a 1, até que aos 44' do segundo tempo, Hölzenbein empatou e levou o jogo para a prorrogação.

Depois de 30 minutos sem balançar as redes, as duas seleções tiveram que ir para a disputa de penalidades para ver quem seria a campeã. A Tchecoslováquia começou batendo com Masny, que fez o gol. O alemão Bonhof também marcou. Os jogadores foram convertendo as cobranças até que o germânico Hoeness perdeu: 4 a 3 e o título ficou nas mãos dos tchecos.

Panenka defendendo a Seleção da Tchecoslováquia

Para a cobrança foi Antonín Panenka. O jogador do Bohemians Praga ajeitou a bola, tomou distância, partiu para a cobrança e com um leve toque para o alto, "matou" o posicionamento do grande goleiro alemão Sepp Maier, dando o título de campeão europeu para a Tchecoslováquia. E ali o mundo ficava conhecendo o pênalti com cavadinha, ou à Panenka.

Antonín Panenka, que popularizou o lance, nasceu em Praga, capital da atual República Checa, em 2 de dezembro de 1948. Começou jogando no Bohemians e chegou à Seleção de seu país em 1973. Apesar de ter jogado em outras equipes, como o Rapid Viena, o ápice em sua carreira foi, com certeza, o pênalti batido com cavadinha na final da Eurocopa de 1976.

Zidane e a cobrança de pênalti na final da Copa de 2006

Este estilo de batida no pênalti é considerado o com mais categoria para o lance. No Brasil, ele foi popularizado nos anos 90, com as famosas cobranças feitas pelo meia Djalminha, quando este defendia o grande time do Palmeiras de 1996. A partir daí, outros jogadores começaram a fazer o lance por estas terras.

Internacionalmente, depois de Panenka, outras duas cobranças neste estilo ficaram marcadas. Zidane bateu desta forma no tempo normal da final da Copa do Mundo de 2006, na Alemanha. Apesar de ter balançado as redes do gol defendido por Buffon, a Itália logo em seguida empatou o jogo e foi campeã na decisão por pênaltis, que por ironia do destino não contou com Zidane, expulso por uma cabeçada no zagueiro Materazzi, que havia feito o gol da Azzurra. De cabeça!

Loco Abreu e sua cobrança à Panenka na Copa de 2010

A outra cobrança conhecida mundialmente com cavadinha aconteceu nas quartas de final da Copa do Mundo de 2010, na África do Sul. Uruguai e Gana decidiam uma vaga nas semifinais. A partida estava 1 a 1, quando o atacante Luiz Suárez tirou com a mão um gol certo dos ganeses no último minuto da prorrogação. Pênalti! Asamoah Gyan foi para a cobrança e mandou a bola por cima da trave.

A decisão foi para as penalidades e na última cobrança, o centroavante uruguaio Sebastían 'Loco' Abreu meteu a cavadinha, enganou o goleiro Kingson e colocou os uruguaios na semifinal do Mundial. Mais um jogo importante decidido com um pênalti à Panenka, colocando o nome do ex-jogador tcheco novamente em evidência.

Vídeo do pênalti

Técnicos gringos no Brasil - Dušan Drašković no Bragantino

Dušan Drašković em sua passagem pelo Bragantino (foto: Arquivo Placar)

O Curioso do Futebol começa hoje uma série falando dos treinadores estrangeiros que passaram pelo futebol brasileiro. A intenção é lembrar como foram estas passagens, lembrando de curiosidades. Começamos esta série com o montenegrino Dušan Drašković, que fez fama na América do Sul dirigindo a Seleção Equatoriana e teve uma passagem não muito proveitosa pelo Bragantino, no primeiro semestre de 1994.

Dušan Drašković foi jogador da antiga Iugoslávia, defendendo as equipes do Spartak Subotica, OFK Belgrado, Vojvodina e Radnički Niš e jogado pela seleção de seu país em três oportunidades, todas em 1971. Ao encerrar a carreira de atleta, Drašković iniciou o trabalho como treinador no Vojvodina e, depois de uma boa passagem no Borac Banja Luka, ele foi convidado, no ano de 1988, a assumir a Seleção do Equador.

Ele topou o desafio e veio para a América do Sul, por onde seguiu praticamente em toda a sua carreira. Drašković fez um bom trabalho no Equador, fazendo com que a seleção deixasse o status de saco de pancada para passar a fazer jogos duros com os grandes times do continente. Seu melhor resultado foi na Copa América de 1993, quando o Equador ficou em quarto jogando em casa. Porém, a desclassificação nas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 1994 fez com que o então iugoslavo mudasse de ares.

Com a camisa da época em que dirigiu o Equador

E aí pintou o Bragantino na história de Drašković. O Braga foi a grande sensação do futebol brasileiro na primeira metade da década de 90, conquistando o Paulistão de 1990, chegando nas fases decisivas do Brasileirão em 1990, 1991 (quando foi vice) e 1992 e passando a até ter jogadores indo para a Seleção Brasileira, como Mauro Silva, Silvio e Gil Baiano.

Além disso, os treinadores do Braga nesta época sempre se destacaram por inovarem, como a então revelação Vanderlei Luxemburgo, Carlos Alberto Parreira, que voltou a figurar entre os grandes técnicos, inclusive indo para a Seleção Brasileira após o vice-campeonato brasileiro de 1991, e Candinho. Após uma temporada mediana em 1993, o mandatário do clube, Nabi Abi Chedid, foi atrás de Drašković, que aceitou a proposta (diziam na época que o salário era de US$ 40 mil por mês) e desembarcou em Bragança Paulista.

Porém, o Massa Bruta já não tinha a mesma força dos anos anteriores, mesmo contando com jogadores como o goleiro Marcelo, o meia Donizete e o atacante Silvio, e isto ficou latente nos primeiros jogos do Campeonato Paulista. Drašković não conseguia impor seus pensamentos de jogo e o Bragantino era uma verdadeira gangorra na competição, conseguindo resultados interessantes, como a vitória contra o São Paulo, por 1 a 0, em pleno Morumbi, e derrotas para os pequenos dentro de casa.

Dušan Drašković fazendo peneira no Equador
(foto: La Hora - Equador)

Ao final do Paulistão, o Bragantino foi apenas o 11º de 16 equipes, longe do que se esperava da equipe antes do início da temporada. Dušan Drašković deixou a equipe e foi substituído pelo experiente Cilinho.

Após a passagem pelo Massa Bruta, Dušan Drašković  voltou ao Equador, para dirigir o Barcelona de Guaiaquil. Depois, ele teve passagens pelas seleções da Bolívia e Serra Leoa, Comunicaciones da Guatemala, Emelec do Equador e Deportivo Quito do Peru. Drašković voltou ao equatoriano Barcelona, onde até hoje trabalha com as categorias de base.

Rivellino jogando pela Lusa e fazendo gol com a perna direita

Rivellino comemora o gol que fez com a camisa da Lusa contra o Zeljeznicar

Roberto Rivellino, um dos maiores jogadores da história do futebol brasileiro e mundial, ídolo do Corinthians e Fluminense e dono de um dos chutes mais fortes de canhota já jogou pela Lusa. Você sabia? Tudo bem que foi só por um jogo, mas, mesmo assim, ainda deixou uma grande marca: fez um gol de perna direita depois de um lindo elástico.

No início de 1972, a Portuguesa fez uma série de amistosos para inaugurar a sua nova casa, o Estádio Independência (atual Osvaldo Teixeira Duarte), o Canindé. Na primeira partida, em 9 de janeiro, a Lusa perdeu para o Benfica por 3 a 1. Uma semana depois, a equipe Rubro Verde enfrentaria o Zeljeznicar, da antiga Iugoslávia. Para esta partida, o Corinthians cedeu um importante reforço: o meia esquerda Rivellino.

A camisa da Portuguesa caiu bem no craque

A Portuguesa tinha um bom time, mas os adversários que vieram para os amistosos eram fortes. A inciativa de trazer Rivellino partiu do jornalista e torcedor lusitano Orlando Duarte, que era amigo do então presidente do clube, Osvaldo Teixeira Duarte. Eles fizeram contato com o Corinthians, que liberou o atleta. A intenção era também chamar outro jogador tri-campeão do mundo, o lateral Carlos Alberto, que por problemas de agenda, não pôde estar presente.

Pois bem, no dia 16 de janeiro, a Lusa entrou em campo para enfrentar o Zeljeznicar reforçado de Roberto Rivellino. E ele jogou um bolão! Em 40 minutos em campo, fez lances de efeito, passes de rosca (uma de suas características) e um belo gol: deu um lindo elástico no marcador iugoslavo e balançou as redes após finalizar com a perna direita, que ele mesmo dizia que só servia para subir no ônibus, em seu último lance na partida.

A Lusa venceu o Zeljeznicar por 2 a 0, além do gol de Riva, aos 39, Valdomiro tinha aberto o placar sete minutos antes, a torcida comemorou muito a vitória e o fato de que Rivellino havia se juntado a Julinho Botelho, Ivair, Djalma Santos e outros grandes jogadores que vestiram o manto Rubro Verde, mesmo que por apenas um jogo.


Lusa venceu o amistoso por 2 a 0

Ficha Técnica

PORTUGUESA 2 X 0 ZELJZNICAR

Data: 16 de janeiro de 1972
Local: Estádio Independência (atual Osvaldo Teixeira Duarte) - Canindé - São Paulo-SP

Gols: Valdomiro, aos 32', e Rivellino, aos 39' do primeiro tempo.

Portuguesa: Aguillera; Cardoso, Marinho, Calegari e Fogueira; Lorico e Rivelino (Ibanez); Xaxá, Valdomiro, Basílio e Piau (Luizinho).

Zeljeznicar: Janjuz; Narvat, Katalinski, Nadiabdill e Beckzpanic; Bratic e Jankovic; Seluslz, Bukai (Kojovic), Sprecco e Depakovic (Luzic)

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