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Brasil 2x2 Suíça - O único jogo da Seleção no Pacaembu pela Copa de 50

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

O Brasil empatou em 2 a 2 com a Suíça

Neste dia 28 de junho de 2023, completam-se 64 anos jogo entre Brasil e Suíça, que aconteceu pela 2ª rodada da Fase de Grupos da Copa do Mundo de 1950. O jogo aconteceu no gramado do Pacaembu, no único embate do escrete nacional em São Paulo naquele Mundial, e terminou empatado em 2 a 2.

Para sediar aquela que seria a quarta edição do torneio, o Brasil construiu o Maracanã, maior estádio do Mundo, no Rio de Janeiro. Mas por conta da tamanha rivalidade entre cariocas e paulistas na época e, com isso, o fato de não ter sequer uma partida da Amarelinha na capital paulista poderia provocar muitas reclamações na convocação, algo que já havia ocorrido há 20 anos atrás. Por esse motivo, o jogo foi levado para São Paulo.

Os brasileiros chegaram para este jogo vindo de uma excelente atuação e uma goleada por 4 a 0 sobre o México, no relvado do Maracanã. Em contrapartida, os suíços haviam jogado muito mal na estreia e acabaram sendo derrotados pela antiga Iugoslávia por 3 a 0, em Belo Horizonte. Mesmo tendo vencido o primeiro compromisso da competição, o técnico Flávio Costa optou por colocar Bauer, Rui e Noronha, todos do São Paulo, nos lugares de Eli e Danilo, do Vasco, e Bigode, do Flamengo, para fazer um agrado à torcida paulista.

As dependências do Pacaembu receberam cerca de 42 mil pessoas, que assistiram uma Seleção Brasileira começando o jogo impondo um ritmo muito intenso nos minutos iniciais. Com apenas 3' de bola rolando, Alfredo foi as redes e colocou os anfitriões em vantagem. Mesmo vencendo a partida, aquele entrosamento que a equipe Canarinho tinha equipe foi completamente prejudicado coma mudanças feitas e os europeus chegaram ao empate com Futton, aos 17'.

Entretanto, os torcedores continuaram apoiando a Seleção Brasileira e empurraram o time para marcar o segundo gol ainda na primeira etapa. Baltazar, que atuava no Corinthians, recolocou o Brasil na frente na marca dos 32'.


Vencendo por 2 a 1, a Amarelinha voltou do intervalo conseguindo controlar as ações. Entretanto, aos 43', Futton fez o gol do empate. Pelo fato do último apito do árbitro estar próximo, o empate em 2 a 2 prevaleceu no placar. O resultado fez a torcida vaiar a Seleção e os jornais de locais tecerem várias críticas ao treinador carioca Flávio Costa no dia seguinte.

Alguns dias depois, os brasileiros venceram a Iugoslávia pelo placar de 2 a 0 no Maracanã e avançou para o quadrangular final. No fim do torneio, a Seleção acabou ficando com o vice-campeonato após a histórica derrota para o Uruguai por 2 a 1, no Maracanã.

Alfred Bickel e sua relação com a Seleção da Suíça

Por Fabio Rocha
Foto: arquivo

Alfred Bickel na Copa do Mundo de 1950

Alfred Bickel nasceu em Eppstein, no Império Alemão, no dia 12 de maio de 1918, e acabou falecendo em 18 de agosto de 1999, aos 81 anos. O jogador foi extremamente importante para a história da Suíça, principalmente porque foi um dos dois atletas que participaram da Copa do Mundo antes e depois da Segunda Guerra Mundial.

Sua carreira no futebol começou em 1935, quando estreou pelo Grasshopper Club, de Zurique, e foi o único clube que atuou em toda a sua trajetória como atleta. Mesmo jovem, ele já mostrava ter muita qualidade e principalmente uma grande força física, o que sempre foi primordial para se dar bem no futebol suiço.

Aos 18 anos foi convocado para a sua seleção, sendo um dos atletas mais jovens da equipe. Ele ficou no processo para a Copa do Mundo de 1938, quando a Suíça acabou caindo para a Hungria nas quartas de final, perdendo por 2 a 0. Tudo após essa Copa mudou, pois houve a Segunda Guerra Mundial, que novamente assombrou o continente Europeu. Tudo isso mexeu com o mundo, e no futebol não foi diferente.

Mesmo com todas as mudanças, o jogador permaneceu atuando pelo seu clube e também pela sua seleção, tanto que com o tempo ganhou a faixa da capitão, mostrando toda sua liderança técnica e fora de campo. Mas praticamente não tinha mais os seus mesmo companheiros, pois a maioria dos que atuaram pela seleção não estavam mais sendo convocados.

A Segunda Guerra Mundial começou em 1939 e encerrou em 1945, um grande período. Mas após tudo isso, as coisas estavam voltando ao normal, e o futebol também, porém com algumas mudanças em algumas seleções, principalmente na Suíça.

Na equipe suíça viveu uma grande e difícil preparação para a Copa do Mundo de 1950, que ocorreu no Brasil. Apenas Alfred e o sueco Erik Nilsson continuaram a atuar pela sua seleção após a Guerra, pois todo o time de 1938 acabou não permanecendo.


A seleção era completamente diferente, com diversas mudanças, apenas os dois permaneceram e foram o pilar do time, com o Alfred sendo o capitão. Porém, a equipe não conseguiu passar da primeira fase, pois caíram em um grupo muito difícil, que tinha o dono da casa, o Brasil. Mas até que o time Suiço jogou muito bem e conseguiu um empate em 2 a 2.

Alfred entrou para a história da seleção por estar nos dois períodos, pré e pós guerra, e foi um dos jogadores mais importantes da época no país. Pela Suíça, o atacante fez 71 jogos e marcou 15 gols.

Portugal 'atropela' a Suíça com 6 a 1 e vai às quartas da Copa do Mundo

Por Fabio Rocha
Foto: Fifa.com

Gonçalo Ramos foi o grande nome do jogo

Portugal goleou a Suíça nesta terça-feira (6) por 6 a 1, no Estádio Lusail Iconic, no Catar, e garantiu pela terceira vez em sua história a vaga para as quartas de finais de uma Copa do Mundo. A partida começou muito travada, mas após o primeiro gol, o time português teve um grande domínio, com diversas chances e transformou a partida em um jogo tranquilo.

As duas equipes fizeram seis pontos na primeira fase, mas Portugal terminou em primeiro no Grupo H e a Suíça em segundo no Grupo G. A seleção portuguesa poupou na última rodada e acabou sendo derrotado para a Coreia do Sul por 2 a 1, a Suíça fez um jogo dificílimo contra a Sérvia e venceu por 3 a 2.

Antes do jogo começar, a escalação de Portugal pegou todos de surpresa, pois o Cristiano Ronaldo ficou no banco de reservas para a entrada de Gonçalo Ramos e na última partida houve um entrevero entre o atacante e o treinador.

O jogo começou de forma muito lenta, um ritmo que agradava o time suíço, que tentava ficar com a bola e controlar melhor a partida. Já a equipe de Portugal tentava acelerar em todas as vezes que estava com a bola, mas não conseguia encaixar o contra-ataque.

Aos 17 minutos, depois de um arremesso lateral na ponta direita, João Félix acelerou o jogo, tocou para Gonçalo Ramos, que dominou girando e chutou muito forte para abrir o placar. A pressão estava grande no substituto do Cristiano, mas Gonçalo estava muito bem e conseguiu agregar na parte ofensiva da equipe.

Após o gol, Portugal começou a ter mais espaços e o time suíço estava ficando nervoso, errando muitos passes bobos. Aos 33 minutos, depois de um escanteio na direita, a bola foi cruzada forte e Pepe entrou livre para cabeça e ampliar o placar para Portugal.

Portugal estava tendo muitas chances em contra-ataques e não estava sofrendo defensivamente. A Suíça não conseguiu jogar depois de sofrer o primeiro gol e estava completamente perdido nos minutos finais da primeira etapa.

O segundo começou agitado e com a seleção portuguesa dominando. Aos seis minutos, o lateral Diogo Dalot passou na ponta direita, cruzou rasteiro e Gonçalo Ramos antecipou o zagueiro e deu um toquinho para o fundo das redes. A Suíça que ia tentar uma recuperação foi logo surpreendida e ficou completamente sem reação.

A Suíça abriu-se mais ainda depois do terceiro e deixou muitos espaços, que foram aproveitados pelo adversário. Aos 10 minutos, a seleção portuguesa montou um lindo contra-ataque, com toques rápidos e a bola chegou para Raphael Guerreiro, que chutou forte no alto e marcou o quarto gol.

Logo na sequência, a Suíça conseguiu descontar. Aos 13 minutos, Shaqiri bateu escanteio forte e Manuel Akanji estava livre para diminuir o placar. O time suíço se empolgou e foi pressionar, mas não durou muito. Aos 22 minutos, em outra jogada rápida, Gonçalo entrou livre na área e deu uma cavadinha para marcar o seu hat-trick.


A equipe da Suíça ficou tocando mais a bola e tentou não tomar mais gols, mas ao mesmo tempo tentava diminuir o resultado. Portugal estava leve no jogo e aproveitava todo o contra-ataque, perdeu algumas chances para ampliar o placar. Aos 47 minutos, já nos acréscimos, Rafael Leão acertou uma linda batida e marcou o sexto gol de Portugal.

Com a vitória, Portugal avançou para as quartas de finais e enfrenta a surpreendente e equipe do Marrocos, que eliminou a Espanha nos pênaltis, também nesta terça-feira, no sábado, dia 10, às 12 horas, no Estádio Al Thumama, em Doha.

Suíça vence a Sérvia por 3 a 2 e está nas oitavas da Copa do Mundo

Com informações do GE.com
Foto: Fifa.com

Suíça e Sérvia fizeram grande jogo no Estádio 974

Teve golaço, teve virada dupla, teve tensão, teve provocação, quase teve briga. E teve festa para um lado e tristeza para outro. Em jogaço nesta sexta-feira, no estádio 974, a Suíça venceu a Sérvia por 3 a 2 e garantiu classificação às oitavas de final da Copa do Mundo como segunda colocada no Grupo G, atrás do Brasil no saldo de gols. Os suíços agora pegam Portugal no mata-mata. Os gols da vitória foram marcados por Shaqiri, Embolo e Freuler. Mitrovic e Vlahovic fizeram para os sérvios.

A Sérvia ainda não venceu na Copa do Mundo, já que estreou perdendo para o Brasil, por 2 a 0, e depois empatou com Camarões em 3 a 3. Já a Suíça teve um pouco mais de sorte, já que bateu os camaroneses em seu primeiro jogo, por 1 a 0, mas foi derrotada pelos brasileiros pelo mesmo placar.

A duas seleções fizeram um grande primeiro tempo no Estádio 974. A Suíça mostrou muito cedo que não jogaria pelo empate. Com menos de um minuto, só não abriu o placar porque o goleiro Vanja Milinkovic-Savic fez duas defesas sequenciais, em chutes de Embolo e Xhaka. A Sérvia respondeu pouco depois, aos quatro minutos, em cabeceio do zagueiro Milenkovic. O lance animou a equipe, que acertou a trave aos dez minutos, em chute de fora da área de Zivkovic.

Mas a Suíça, com o tempo, foi reequilibrando a partida. E chegou ao gol aos 19 minutos. Vargas e Rodríguez tramaram boa jogada, venceram a marcação pela esquerda, e o lateral mandou o cruzamento. A zaga cortou, e aí Sow acionou Shaqiri para emendar para o gol: 1 a 0. Mas a vantagem não durou muito bem. A Sérvia reagiu. Usando bastante o lado esquerdo, com Tadic e Kostic, acabou chegando ao empate. Aos 25, após ótimo cruzamento de Tadic, o centroavante Mitrovic subiu alto e encaixou um cabeceio perfeito, no canto: 1 a 1.

Shaqiri quase recolocou a Suíça na frente. Aos 29', invadiu a área e chutou para fora. O lance custaria caro. Aos 34, o próprio Shaqiri errou o passe, e a bola caiu nos pés de Tadic, que encontrou Vlahovic entre a marcação. O atacante bateu colocado, no canto, e virou o jogo: 2 a 1 – resultado que classificaria a Sérvia. Mas acredite: ainda não tinha acabado. Aos 43', a Suíça fez boa jogada coletiva, e Widmer encaixou cruzamento para Embolo completar para o gol: 2 a 2 e assim terminou o primeiro tempo.

A energia não foi toda gasta no primeiro tempo. Com dois minutos da etapa final, a Suíça devolveu a virada em um golaço: cavadinha de Shaqiri, toque de calcanhar de Vargas, conclusão de Freuler: 3 a 2. O placar complicou de vez a situação da Sérvia, que tentou se jogar ao ataque.

A Suíça, mais confortável em campo, quase ampliou com Embolo, que perdeu o gol na pequena área – mandou para fora. Tadic ameaçou pouco, em finalização por cima, ao receber a bola na área. A partir daí, o jogo ficou mais truncado, brigado, em um cenário muito ruim para a seleção sérvia, incapaz de pressionar os suíços. A Suíça ainda perdeu chances de ampliar, como em conclusão de Fassnacht, vencido por saída precisa do goleiro adversário. Fina de jogo, vitória e classificação da Suíça.


Com o resultado, a Suíça ficou em segundo no Grupo G e avançou para as oitavas da Copa do Mundo do Catar 2022, onde vai enfrentar Portugal, primeiro do Grupo H. A partida está marcada para a terça-feira, dia 6, às 16 horas, no Estádio Nacional de Lusail. Já a Sérvia se despediu do torneio.

Com gol de Casemiro, Brasil bate a Suíça e venceu a segunda na Copa do Mundo

Por Fabio Rocha
Foto: Lucas Figueiredo / CBF

Brasil venceu por 1 a 0

O Brasil venceu a Suíça por 1 a 0 nesta segunda-feira (28), no Estádio 974, em Doha e garantiu vaga para às oitavas de finais da Copa do Mundo Catar 2022 com uma rodada de antecedência. A partida foi muito complicada, a Suíça dominou uma grande parte, mas no segundo tempo o Brasil conseguiu ter mais controle e fez o gol da vitória.

As duas equipes que estão liderando o grupo se enfrentam nesta tarde. O Brasil vem de um grande jogo contra a Sérvia, vencendo por 2 a 0 com autoridade. Porém, a seleção perdeu Neymar e Danilo por contusão e só devem voltar nas oitavas de finais. A Suíça teve um jogo difícil contra Camarões, mas conseguiu vencer por 1 a 0.

O primeiro tempo começou diferente do que todos esperaram, a Suíça teve um certo domínio e controlou a posse de bola. O Brasil não estava tendo o mesmo desempenho do primeiro jogo e acabou sendo dominado e não conseguiu criar grandes chances.

A principal chaves do Brasil foram nos contra-ataques, quando Raphinha deu lindo cruzamento para Vinícius Júnior, mas o ponta não conseguiu finalizar com qualidade e perdeu a oportunidade. Com isso, a primeira etapa terminou com o placar de 0 a 0.

O segundo tempo começou da mesma forma, com a Suíça dominando as partidas, mas com o decorrer o Brasil conseguiu ter a posse de bola, mas não criou muitas chances. A seleção estava com muita dificuldade de criar sem o Neymar e viveu a base de cruzamento.

O Brasil até conseguiu abrir o placar aos 18 minutos. Em um contra-ataque a bola chegou em Vini Júnior, que teve calma para  finalizar e botou no fundo da rede, porém, o VAR deu impedimento no começo da jogada e o gol foi anulado.

O Brasil continuou em cima, mas ainda sem tanta criação. Aos 37 minutos, depois de uma triangulação na ponta esquerda, a bola chegou no Casemiro, que de primeira chutou e marcou um golaço para abrir o placar para a seleção brasileira. Após o gol, o Brasil se manteve com a bola, para impedir que a Suíça fosse buscar o empate.


Na última rodada os jogos serão na sexta-feira e no mesmo horário, às 16h. O Brasil enfrenta o Camarões já classificado, no Estádio Nacional de Lusail. Já a Suíça joga contra a Sérvia em busca da classificação, no Estádio 974, em Doha.

Sem comemoração do gol por Embolo, Suíça estreia na Copa do Mundo vencendo Camarões

Por Victor de Andrade
Foto: Reuters

Embolo não comemorou o gol que fez pela Suíça pois nasceu em Camarões

Suíça e Camarões estrearam pelo Grupo G da Copa do Mundo Catar 2022 nesta quinta-feira, dia 24, em jogo realizado no Estádio Al Janoub, na cidade de Al Wakrah. Um pouco superiores no jogo, os suíços venceram por 1 a 0. Autor do gol do triunfo, Embolo, camaronês de nascimento, não comemorou o tento marcado na partida.

A Suíça, que nas duas últimas Copas conseguiu chegar nas oitavas, vem de derrota para Gana, em amistoso realizado em 17 de novembro, na última quinta-feira. No dia seguinte, Camarões, que volta ao Mundial depois de ficar de fora em 2018, empatou com o Panamá em 1 a 1 em seu último teste antes do torneio.

Primeiro tempo de poucas emoções em Al Wakrah. A Suíça começou o jogo mais dona da bola. Mas quem melhor soube o que fazer com ela foi Camarões. A seleção africana encontrou espaços na zaga adversária e teve boas chances para abrir o placar. Aos nove minutos, Mbeumo invadiu a área e mandou o chute. O goleiro Sommer defendeu, e Ekambi, no rebote, mandou por cima. Aos 13', Choupo-Moting se antecipou a Akanji e ficou em condições de marcar – mas bateu mal. Aos 29', Hongla chutou cruzado, e Sommer voltou a defender bem.

Enquanto isso, a Suíça mostrava um futebol burocrático, sem inventividade. Os meias Xhaka e Shaqiri, principais nomes da equipe, pouco fizeram. Houve uma ou outra bola aérea perigosa (especialmente em um cabeceio de Akanji, para fora, aos 46') cruzando a área camaronesa, mas muito pouco para uma Suíça considerada favorita na partida. Assim, o jogo foi para o intervalo com o placar de 0 a 0.

E logo no início do segundo tempo, mais precisamente aos 2 minutos, a Suíça abriu o placar. Freuler recebeu com liberdade e abriu a jogada na direita para Shaqiri, que cruzou de primeira e achou Embolo completamente livre na pequena área. O centroavante finalizou de primeira e abriu o placar. Ele não comemorou o gol pois é camaronês de nascimento.

Depois de sofrer o gol, Camarões foi para cima em busca do empate. Aos 11', quase marcou com Choupo-Moting, que fez linda jogada individual pela linha de fundo, passou por Akanji e só parou em Sommer, que defendeu a finalização. 10 minutos depois, a Suíça respondeu com Embolo, que na pequena área perdeu a chance dele e de seu time marcar o segundo.

Aos 43 minutos, mais um lance de perigo suíço, em chute rasteiro, forte de Xhaka, de fora da área, mas o goleiro camaronês Onana fez a defesa. No fim, a partida ficou aberta, as duas equipes atacaram, com a Suíça perdendo grande chance com Seferovic, aos 49'. Assim, a vitória ficou com a seleção europeia por 1 a 0.


As duas seleções voltam a campo na próxima segunda-feira, dia 28. Às 7 horas, no novamente no Estádio Al Janoub, em Al Wakrah, Camarões mede forças contra a Sérvia. Já às 13 horas, no Estádio 974, em Doha, a Suíça enfrenta a Seleção Brasileira.

Suécia teve "menos sono" e está nas quartas

Por Victor de Andrade
Foto: Getty Images.com/Fifa.com

Forsberg marcou o gol da vitória dos suecos

Antes de mais nada, quero aqui pedir desculpas por usar este título. Sei que não é tão usual e nem sempre é correto usá-lo. Porém, oitavas de final de uma Copa do Mundo, jogo decisivo e ver duas equipes parecendo que não estava com vontade de entrar em campo é dose! Aliás, qualquer jogo do maior torneio de futebol do mundo já deveria ser automaticamente incentivador, imagine um de mata-mata.

Mas vamos lá! Apesar do jogo sonolento, houve um vencedor! A Suécia, talvez com um pouco mais de vontade, ou "menos sono", está nas quartas de final da Copa do Mundo Rússia 2018. O time escandinavo bateu a Suíça por 1 a 0, gol de Forsberg, aos 21' do segundo tempo, em partida realizada em São Petersburgo, nesta terça-feira, dia 3.

Quando todos os confrontos das oitavas foram definidos, era quase uma unanimidade que a disputa entre Suécia e Suíça era o mais equilibrado. Até que dentro de campo isto se confirmou, mas não da forma que se esperava. Foi mais parelho porque houve poucas ações no jogo do que por qualquer outra situação.

O primeiro tempo foi muito fraco. As duas equipes pouco fizeram. Teve um ou outro lance de ataque, mas nada que empolgasse o torcedor. Na verdade, quem estava com sono, dormiu de vez. Quem não estava, bocejou. Com isto, foi óbvio que a etapa inicial terminou com o placar de 0 a 0.

Ao ver este primeiro tempo tão sonolento, uma pergunta fica no ar: talvez se Ibrahimovic estivesse em campo, a Suécia faria mais? É uma resposta difícil, já que o sueco é, realmente um craque, e mesmo já não estando no auge, pode fazer lances de feito. Porém, por outro lado, a Suécia ficou de fora das duas últimas Copas do Mundo com ele jogando as Eliminatórias. Coletivamente, Ibrah não serve para a Seleção Sueca. Com isto, fica difícil ter uma resposta concreta.

Foram poucos os lances de ataque na partida

No segundo tempo, o panorama do jogo mudou um pouco. A Suécia resolveu jogar, não que foi algo como uma pressão, mas pelo menos passou a ter iniciativa. Com isto, o time escandinavo acabou premiado aos 21 minutos, quando em uma bela jogada, Forsberg arriscou o chute, a bola desviou em Akanji e enganou o goleiro Sommer: 1 a 0 para os suecos.

Após tomar o gol, os suíços resolveram atacar e foram ao ataque, de forma bem afobada. Na verdade, não conseguiram muita coisa, a não ser dar o contra-ataque para os suecos, que no último lance da partida, quase fez o segundo. Olsson ia ficar sozinho na cara do goleiro, quando Lang o derrubou, dentro da meia-lua. O árbitro esloveno Damir Skomina chegou a marcar pênalti, mas com a ajuda do VAR, voltou atrás e marcou a falta. Porém, Lang foi expulso.

A vitória colocou os suecos de volta às quartas de final de uma Copa do Mundo, o que não acontecia desde 1994, quando a equipe ficou na terceira colocação. O próximo adversário da Suécia será definido na partida entre Colômbia e Inglaterra, que acontece ainda nesta terça-feira.

Suiça e Costa Rica empatam no "jogo que ninguém viu", ao menos no Brasil

Por Lucas Paes
Fotos: Getty Images/FIFA.com

Suíça e Costa Rica ficaram num empate que foi melancólico para os europeus

Enquanto o Brasil causava mais alguns infartos por minuto em momentos de sofrimento exagerado diante da Sérvia em Moscou, em Nizhny, Suíça e Costa Rica duelavam em um jogo que poderia até tirar a Seleção Brasileira da Copa do Mundo. Porém, isso não aconteceu, e o jogo com menor audiência da TV brasileira no último mês teve até algumas histórias pitorescas. Além disso, a Costa Rica marcou seu primeiro (e único) ponto no torneio, tirando inclusive a chance dos suíços alcançarem os brasucas na liderança.

Mesmo tendo um time melhor, a Suíça teve momentos de sofrimento, levando inclusive uma bola no travessão, antes de conseguir pular na frente do placar, o que só aconteceu aos 30 minutos de jogo, em um tirombaço de Dzemaili. O resultado se manteve até o final da primeira etapa. O gol até deixou o Brasil pressionado, mas Paulinho tratou de colocar panos quentes na situação, deixando a disputa pela liderança abertíssima. 

Comemoração costarriquenha em frente ao treinador suíço

Só que na etapa final, para surpresa dos presentes, Waston entrou de cabeça após um escanteio e deixou a Costa Rica em igualdade no marcador. Ai, após momentos mais quietos e frios, foi a vez dos europeus acertarem a trave, em cabeçada de Drmic. Após isso, Borges fez Sommer trabalhar. Aos 42', Drmic chutou de primeira, foi as redes, fez o segundo e deixou quase certo a vitória suíça, que aguardava e torcia para o Brasil levar um gol.

Só que quem levou foi a Suíça. Depois de ter um pênalti negado pelo VAR, a Costa Rica teve uma penalidade a seu favor marcada quando Campbell sofreu empurrão de Zakaria. Bryan Ruiz bateu, ela explodiu no travessão e foi nas costas de Sommer, que acabou "colocando" a bola para dentro, já que ela explodiu nas costas do arqueiro e foi as redes. Igualdade que colocou a Suíça no caminho da Suécia, em um jogo que, se não for interessante pelo futebol, é interessante pela pronuncia (Suíça e Suécia). 

Comemoração suíça. Pelo menos ninguém pegará a Alemanha

Já a Costa Rica, de grande campanha em 2014, se despede com dignidade, tirando pontos de um dos melhores times de seu grupo. Aos Ticos, espera-se talvez melhor sorte em 2022. Na Rússia, a caminhada latina não foi lá muito boa. No fim das contas, tanto brasileiros quanto suíços agradecem por se livrarem da Alemanha, que talvez não fosse até esse problema todo, vendo o que se mostrou na Rússia.

O confronto entre Suíça e Iugoslávia na Copa do Mundo de 1950

Por Lucas Paes 

O Independência, em Belo Horizonte, foi o palco da vitória da Iugoslávia sobre a Suíça

Nesta sexta-feira, no mesmo dia em que o Brasil terá que vencer de qualquer maneira a Costa Rica para se manter vivo (e bem) na Copa do Mundo, a Suíça confrontará a Sérvia num jogo que pode até botar os sérvios na liderança disparada do grupo. Em 1950, houve um confronto entre a antiga Iugoslávia (de onde surgiu a Sérvia a partir da dissolução do território iugoslavo a partir da guerra civil do início dos anos 90) e a Suíça na primeira fase. As duas seleções estavam naquele ano no grupo do Brasil, dono da casa e um dos favoritos. No grupo também estava o México. 

O jogo ocorreu logo na rodada de abertura. No dia 25 de Junho daquele ano, o Brasil destroçou o México no Maracanã, vencendo por 4 a 0. No dia seguinte, o Estádio Independência, do América Mineiro, foi o palco do duelo entre suíços e iugoslavos. Aquela era a terceira Copa do Mundo de La Nati e a segunda dos azuis. 

Naquele dia 25 de junho, porém, a Suíça não foi páreo para a Iugoslávia. Depois de um primeiro tempo sem gols, a Iugoslávia abriu o placar com Mitic, aos 14 minutos da etapa final. Tomasevic ampliou aos 25’ e, apenas cinco minutos depois, Ognjanov fechou a “goleada” dos “sérvios” no Independência: 3 a 0 e vice-liderança do grupo naquele momento. 

No fim das contas, porém, nenhum dos dois times foi páreo no grupo para o Brasil. A Suíça até conseguiu um empate com os donos da casa e venceram o México por 2 a 1. A Iugoslávia, por sua vez, goleou o México na segunda rodada e chegou a rodada final da primeira fase disputando vaga com o Brasil, porém acabaram derrotados por 2 a 0 num Maracanã com mais de 140 mil pessoas presentes. O Brasil acabaria, como já sabemos, perdendo o título para o Uruguai, no episódio até hoje conhecido como Maracanaço.

Arbitragem fraca e empate decepcionante

Por Victor de Andrade
Fotos: Getty Images.com/Fifa.com

O Brasil alternou marasmo e bons momentos, além de ter sido prejudicado pela arbitragem

Não é botar a culpa do resultado da partidano árbitro mexicano César Ramos, nem esconder os defeitos que a Seleção Brasileira mostrou ou alguma qualidade que a equipe suíça mostrou no embate. Porém, não dá para negar que o "homem do apito" teve sim influência no empate em 1 a 1 da estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo Rússia 2018, neste domingo, na Arena Rostov.

Os confrontos entre Brasil e Suíça sempre foram complicados. Nunca houve facilidade, quando há um ganhador, a diferença raramente é de mais de um gol de diferença e empates são comuns. Aliás, o único jogo entre as duas seleções em Copas, mais precisamente em 1950, no Brasil, terminou com o placar de 2 a 2. Facilidade, então, não era esperado.

Mas a Suíça surpreendeu no começo da partida. Tudo bem, a equipe europeia não é mais só retranca, como sempre foi conhecida, mas também avançando a linha e pressionando a saída de bola brasileira não era esperado. Talvez, até por isto, o time canarinho não começou tão bem o jogo, sendo pego de surpresa e tendo dificuldades para sair da pressão.

Depois dos 10 minutos de jogo, o Brasil melhorou bastante e começou a envolver o adversário. Com isto, a Suíça parou de marcar sob pressão e passou a esperar uma das equipes favoritas no Mundial. O Brasil passou a criar, chegando com perigo em algumas oportunidades e aos 20' abriu o marcador: Phillippe Coutinho, após sobra da defesa adversária, pegou a bola na entrada da área e bateu colocado, bem ao seu estilo: 1 a 0!

Aí vem a primeira decepção: o time brasileiro pareceu satisfeito com o 1 a 0 no primeiro tempo e não se aproveitou do fato de estar melhor na partida e em vantagem no marcador. Ao invés de pressionar o adversário, resolveu tocar a bola de maneira lenta, quase sonolenta. Uma monotonia poucas vezes vista desde quando Tite assumiu a Seleção. Com isto, o primeiro tempo terminou apenas com o placar de 1 a 0.

César Ramos, que economizou nos cartões, foi mal na partida

Na segunda etapa, o marasmo continuou e entrou em cena o árbitro mexicano César Ramos entrou em cena. Aos 5 minutos, em cobrança de escanteio pela direita, Zuber empurrou o zagueiro Miranda e subiu sozinho para balançar as redes. Tudo bem que a marcação brasileira estava estranha no lance. Tudo bem que o goleiro Alison poderia ter saído para fazero corte. Porém, o "homem do apito" sequer pensou em consultar o VAR, sendo que os telões no estádio mostravam a falta clara: 1 a 1 no placar.

Logo em seguida, Gabriel Jesus recebeu a bola dentro da área e ao fazer o giro, foi agarrado pelo zagueiro suíço. O atacante do Manchester City valorizou a falta, mas foi pênalti, pelo menos na opinião deste que vos escreve. Porém, o mexicano novamente mandou seguir e nem quis consultar o VAR. Segue o jogo.

Depois dos 25 minutso da etapa complementar, o Brasil passou a pressionar novamente o adversário, mas às vezes parava na falta de precisão do último passe ou na pontaria de quem finalizava. Às vezes, eram nas faltas cometidas pelos suíços, algumas duras, principalmente em Neymar, mas o árbitro mexicano segurava os cartões, mesmo marcando as infrações.

Aí, juntamos tudo: falha na marcação em lance de bola parada, o marasmo em alguns momentos do jogo e mais a péssima atuação de César Ramos. Com tudo isto, o placar final ficou mesmo no 1 a 1, que foi decepcionante para um time que chegou bem para a Copa do Mundo. Agora, é ir para cima da Costa Rica.

Em 1950, Brasil só empatava com a Suíça, em 2 a 2, no Pacaembu

Por Victor de Andrade

O Brasil atacando a Suíça, no Pacaembu, em 1950: empate em 2 a 2

Neste domingo, dia 17 de junho, Brasil e Suíça estreiam na Copa do Mundo de 2018, que está sendo realizado na Rússia. O time canarinho chega ao Mundial em boa fase e é uma das favoritas para conquistar a taça. Porém, o duelo em Rostov será o segundo entre as duas seleções em Mundiais. O primeiro foi em 1950, em pleno Pacaembu, e o resultado não foi tão favorável aos brasileiros: 2 a 2.

O Brasil sediava a quarta edição do torneio e havia construído o maior estádio do mundo para a competição, o Maracanã, no Rio de Janeiro. Porém, a rivalidade entre cariocas e paulistas era muito grande naquela época e, por isto, não marcar um jogo da Seleção Brasileira em São Paulo poderia causar até represálias na convocação, como aconteceu em 1930. Por isto, na segunda rodada do Grupo A, mais precisamente no dia 28 de junho, o Brasil encarava a Suíça no Estádio Municipal de São Paulo.

No fim, a torcida acabou vaiando a Seleção no fim do jogo

O time brasileiro chegou para a partida vindo de uma goleada na estreia: 4 a 0 sobre o México, no Maracanã. Já os suíços não foram bem em seu primeiro jogo e foram derrotados pela Iugoslávia por 3 a 0. Apesar do triunfo na partida anterior, o técnico Flávio Costa resolveu modificar todo o meio de campo, formado por Eli e Danilo, do Vasco, e Bigode, do Flamengo, colocando em seus lugares Bauer, Rui e Noronha, todos do São Paulo. Tudo isto para agradar os paulistas.

Mais de 42 mil pessoas lotavam as arquibancadas do Pacaembu e viram a Seleção Brasileira pressionar a Suíça nos primeiros minutos. Alfredo, logo aos 3', balançou as redes e fez a torcida vibrar de emoção. Apesar da vantagem, era perceptível que a mudança feita por Flávio Costa prejudicou o entrosamento da equipe e os suíços empataram aos 17', com Fatton.

Porém, a torcida empurrava a Seleção, que jogava com o seu então uniforme número um, com camisas brancas e shorts azuis, que conseguiu fazer o segundo ainda no primeiro tempo, mais precisamente aos 31', quando o centroavante do Corinthians, Baltazar, o Cabecinha de Ouro, marcou. Era o Brasil vencendo a Suíça.

Lances da partida (narração em espanhol)

Na segunda etapa, o Brasil, em vantagem, começou a controlar o jogo. Porém, o castigo veio aos 43', com Futton. Como o fim da partida estava próximo, o time da casa não teve tempo para reagir: 2 a 2 no placar final do jogo e vaia da torcida paulistana para o time brasileiro. No dia seguinte, os jornais de São Paulo criticavam o treinador carioca Flávio Costa, dizendo que ele não conseguia comandar aquela equipe.

No jogo seguinte, no Maracanã, o time de Flávio Costa venceu a Iugoslávia por 2 a 0 e conquistou a vaga no quadrangular final. Ao fim da competição, a equipe ficou na segunda colocação, após a trágica derrota por 2 a 1 para o Uruguai, em pleno Maracanã. Agora é torcer para que tanto o jogo deste domingo, quanto o resultado final da competição sejam diferentes.

O Curioso do Futebol

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