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Que virada!

Por Victor de Andrade
Fotos: Getty Images.com/Fifa.com

Belgas comemoram o gol da classificação: passaram apuros contra os japoneses

Mais um daqueles jogos que se não foi bom tecnicamente, foi emocionante. O Japão surpreendeu, chegou a sentir o "cheirinho" da classificação, mas a Bélgica, depois de estar perdendo por 2 a 0, buscou a virada ainda no tempo normal, venceu por 3 a 2 e agora vai encarar o Brasil nas quartas de final da Copa do Mundo Rússia 2018.

A verdade é que quando se confirmou que a Bélgica iria encarar o Japão nas oitavas de final no dia 2 de julho, quinta-feira, na Arena Rostov, poucos foram o que apostaram nos japonenses no duelo. Aliás, nem imaginavam que os nipônicos endureceriam a partida e diziam que este era o confronto com mais disparidade na etapa do Mundial, mas não foi o que aconteceu.

O primeiro tempo foi de domínio belga, é verdade. Porém, os "Red Devils" tinham problemas na hora da finalização. Além disto, como avançavam com muitos jogadores à frente, deixavam espaços para os japoneses contra-atacarem e assim a equipe do oriente chegou a assustar algumas vezes, sendo que em uma delas, o goleiro Courtois quase tomou um frangaço. Porém, os 45 minutos iniciais terminaram com o placar de 0 a 0.

O cenário na segunda etapa foi diferente. O time belga deu uma dormida no início e viu os japoneses abrirem o marcador aos 3 minutos, com Haraguchi. Na saída de bola, Hazard mandou a bola na trave, mostrando que a Bélgica estava acordada. Porém, aos 7', os nipônicos fizeram o segundo com Inui. Parecia que o Japão estava se garantindo nas quartas, mas não foi o que aconteceu.

O Japão chegou a estar vencendo por 2 a 0

A Bélgica "acordou para a vida" e abusou de um dos pontos fracos japoneses: a bola aérea! Aos 14', depois de bate e rebate dentro da área nipônica, Bertonghen foi cabecear a bola para o meio da área e, sem querer, acabou balançando as redes. Cinco minutos depois, em bola cruzada, o alto Fellaini, que entrou no decorrer da partida, subiu mais que todos os japoneses e empatou o jogo.

Os belgas dominavam as ações, mas ainda sim não parecia ter forças para fazer o terceiro. Do outro lado, os japoneses não conseguiam encaixar mais o contra-ataque. A partida foi ter emoções nos minutos finais: Honda cobrou falta de longe, venenosa, e forçou Courtois a espalmar para escanteio. Na cobrança, já nos acréscimos, a defesa belga cortou e armou o contra-ataque rápido, que Chadli aproveitou e fez o gol da vitória da Bélgica: 3 a 2 no final do jogo!

A elogiada geração belga, que tem, reconhecidamente, grandes jogadores, quase ficou de fora da Copa do Mundo. Agora, terá pela frente o Brasil. O que será que vai acontecer? É só esperar até sexta-feira, às 15 horas, para saber!

Arriba, México!!!

Por Victor de Andrade
Fotos: Getty Images.com/Fifa.com

Chicharito Hernandez comemora o segundo gol mexicano na partida

A Seleção Mexicana, do treinador Juan Carlos Osorio, está provando que a grande vitória na estreia, contra a Alemanha, por 1 a 0, não foi apenas uma mera obra do acaso. Neste sábado, dia 23, na Arena Rostov, a "La Tri", como é conhecida carinhosamente, bateu a Coreia do Sul pelo placar de 2 a 1, jogando da mesma forma que derrotou os germânicos.

Era uma grande expectativa de ver os mexicanos em campo novamente. No domingo, dia 17, eles venceram a Alemanha, por 1 a 0, jogando um belo futebol, convincente, merecendo o resultado. Tudo bem que o retrospecto de campeões mundiais nos torneios seguintes vêm sendo pífios (desde 1998, apenas o Brasil, por duas vezes, foi o campeão que avançou na fase de grupos na Copa seguinte), mas bater um time que levantou a taça quatro anos antes, na estreia, é sempre impactante.

E neste sábado o México, contra um adversário teoricamente mais fraco, fez o resultado calmamente. É verdade que o jogo começou equilibrado e a Coreia do Sul não ficou atrás, apenas marcando, fez seu time ir para cima, buscando também o gol. Porém, aos 24 minutos, Jang Hyun-Soo dá um carrinho de braço aberto, dentro da área, e nem preciso dizer onde a bola foi: pênalti! Carlos Vela foi para a cobrança e abriu o marcador.

A Coreia do Sul está agora com mínimas chances de classificação

O México continuava melhor na partida e Lozano fez uma belíssima jogada, quase marcando um golaço. Os sul-coreanos tentavam reagir, mas esbarravam na falta de precisão no último passe, não conseguindo finalizar as suas jogadas. Com isto, o primeiro tempo terminou com o placar de 1 a 0 para os mexicanos.

Na segunda etapa, a "La Tri" atraiu a Coreia do Sul para o seu campo, tentando explorar os contra-ataques. Apesar de a tática quase ter ido por água abaixo algumas vezes, como quando o goleiro Ochôa e o zagueiro Rafa Marques quase "entregaram a rapadura", os mexicanos conseguiram marcar aos 21', com Chicharito Hernandez, meio que apagando a má impressão que ele deixou na estreia.

Ainda teve tempo para a Coreia do Sul diminuir a contagem já nos acréscimos, com Son, mas a vitória dos mexicanos estava garantida. Aliás, triunfo importantíssimo: é apenas a segunda vez na história das Copas em que o México consegue vencer os dois primeiros jogos da competição. A primeira oportunidade foi em 2002, quando a "La Tri" bateu a Croácia (1 a 0) e o Equador (2 a 1).

Gol de Suárez, jogando para o 'gasto' e classificado

Por Victor de Andrade
Fotos: Getty Images.com/Fifa.com

Luiz Suárez marcou o único gol da partida, que colocou os uruguaios nas oitavas

Não foi tão fácil quanto se imaginava, pois o adversário na primeira rodada havia levado uma sonora goleada. Porém, o burocrático futebol uruguaio apresentado na Copa do Mundo Rússia 2018, de 1 a 0 em 1 a 0, já está classificado para as oitavas de final da competição. Nesta quarta-feira, dia 20, a Celeste derrotou a Arábia Saudita pelo placar mínimo, assim como foi na estreia, contra o Egito. O gol na partida, realizada na Arena Rostov, foi marcado por Luiz Suárez, ainda na primeira etapa.

A expectativa era de que o Uruguai não tivesse dificuldade para passar pela Arábia Saudita. O time do Oriente Médio é considerado o pior da Copa e ainda estreou sofrendo uma goleada de 5 a 0 para a Rússia, anfitriã do evento. Já a Celeste, apesar de ter vencido na estreia do Egito, por 1 a 0, não apresentou um grande futebol, principalmente porque sua grande estrela, Luiz Suárez, jogou mal. Porém, todos esperavam que os uruguaios crescessem e fizessem uma grande partida nesta quarta.

No início, até que a Celeste fez um bom jogo. Com toques rápidos e um Suárez mais participativo, o Uruguai envolvia o adversário, que mostrava ser uma presa fácil. Com isto, o gol dos sul-americanos era uma questão de tempo. E isto aconteceu aos 27 minutos: em escanteio cobrado pela esquerda, o goleiro saudita, Alowais, que não jogou na estreia, saiu "catando borboleta" e a Suárez foi mais esperto que os defensores adversários para marcar o gol: 1 a 0 para o Uruguai.

Depois do gol, o jogo ficou truncado, sem grandes chances

Quem estava assistindo o jogo, achou que a Arábia Saudita iria sofrer uma outra goleada, mas não foi o que aconteceu. Após o gol, a Celeste recuou, dando espaços para o time do Oriente Médio, que passou a ter mais posse de bola e até a se arriscar mais, passando a até criar algumas chances, mas poucas assustavam o goleiro Muslera.

O segundo tempo continuou nesta toada. O Uruguai, literalmente, "cozinhava o galo", enquanto a Arábia Saudita tentava atacar, tendo mais posse de bola, mas esbarrava na falta de categoria de seus jogadores, principalmente os jogadores. E foi assim que a partida se caminhou até o fim, sem muitas emoções e o placar de 1 a 0 para a Celeste.

Apesar do futebol burocrático, jogando para o 'gasto', o Uruguai se garantiu nas oitavas de final da competição e também colocou a Rússia na próxima fase. Na última rodada, na segunda-feira, dia 25, em Samara, as duas equipes se enfrentam para definir o primeiro lugar no Grupo A, com os russos jogando pelo empate, já que venceram seus adversários com uma margem maior de gols.

Arbitragem fraca e empate decepcionante

Por Victor de Andrade
Fotos: Getty Images.com/Fifa.com

O Brasil alternou marasmo e bons momentos, além de ter sido prejudicado pela arbitragem

Não é botar a culpa do resultado da partidano árbitro mexicano César Ramos, nem esconder os defeitos que a Seleção Brasileira mostrou ou alguma qualidade que a equipe suíça mostrou no embate. Porém, não dá para negar que o "homem do apito" teve sim influência no empate em 1 a 1 da estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo Rússia 2018, neste domingo, na Arena Rostov.

Os confrontos entre Brasil e Suíça sempre foram complicados. Nunca houve facilidade, quando há um ganhador, a diferença raramente é de mais de um gol de diferença e empates são comuns. Aliás, o único jogo entre as duas seleções em Copas, mais precisamente em 1950, no Brasil, terminou com o placar de 2 a 2. Facilidade, então, não era esperado.

Mas a Suíça surpreendeu no começo da partida. Tudo bem, a equipe europeia não é mais só retranca, como sempre foi conhecida, mas também avançando a linha e pressionando a saída de bola brasileira não era esperado. Talvez, até por isto, o time canarinho não começou tão bem o jogo, sendo pego de surpresa e tendo dificuldades para sair da pressão.

Depois dos 10 minutos de jogo, o Brasil melhorou bastante e começou a envolver o adversário. Com isto, a Suíça parou de marcar sob pressão e passou a esperar uma das equipes favoritas no Mundial. O Brasil passou a criar, chegando com perigo em algumas oportunidades e aos 20' abriu o marcador: Phillippe Coutinho, após sobra da defesa adversária, pegou a bola na entrada da área e bateu colocado, bem ao seu estilo: 1 a 0!

Aí vem a primeira decepção: o time brasileiro pareceu satisfeito com o 1 a 0 no primeiro tempo e não se aproveitou do fato de estar melhor na partida e em vantagem no marcador. Ao invés de pressionar o adversário, resolveu tocar a bola de maneira lenta, quase sonolenta. Uma monotonia poucas vezes vista desde quando Tite assumiu a Seleção. Com isto, o primeiro tempo terminou apenas com o placar de 1 a 0.

César Ramos, que economizou nos cartões, foi mal na partida

Na segunda etapa, o marasmo continuou e entrou em cena o árbitro mexicano César Ramos entrou em cena. Aos 5 minutos, em cobrança de escanteio pela direita, Zuber empurrou o zagueiro Miranda e subiu sozinho para balançar as redes. Tudo bem que a marcação brasileira estava estranha no lance. Tudo bem que o goleiro Alison poderia ter saído para fazero corte. Porém, o "homem do apito" sequer pensou em consultar o VAR, sendo que os telões no estádio mostravam a falta clara: 1 a 1 no placar.

Logo em seguida, Gabriel Jesus recebeu a bola dentro da área e ao fazer o giro, foi agarrado pelo zagueiro suíço. O atacante do Manchester City valorizou a falta, mas foi pênalti, pelo menos na opinião deste que vos escreve. Porém, o mexicano novamente mandou seguir e nem quis consultar o VAR. Segue o jogo.

Depois dos 25 minutso da etapa complementar, o Brasil passou a pressionar novamente o adversário, mas às vezes parava na falta de precisão do último passe ou na pontaria de quem finalizava. Às vezes, eram nas faltas cometidas pelos suíços, algumas duras, principalmente em Neymar, mas o árbitro mexicano segurava os cartões, mesmo marcando as infrações.

Aí, juntamos tudo: falha na marcação em lance de bola parada, o marasmo em alguns momentos do jogo e mais a péssima atuação de César Ramos. Com tudo isto, o placar final ficou mesmo no 1 a 1, que foi decepcionante para um time que chegou bem para a Copa do Mundo. Agora, é ir para cima da Costa Rica.

O Curioso do Futebol

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