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Colômbia bate a Costa Rica e garante classificação antecipada na Copa América

Por Ricardo Pilotto
Foto: Divulgação / Conmebol

A Colômbia venceu por 3 a 0

A Colômbia garantiu a sua classificação de maneira antecipada ao mata-mata da Copa América de 2024 ao bater a Costa por 3 a 0 no State Farm Stadium, em Glendale pela 2ª rodada do Grupo D da competição na noite desta sexta-feira, 28. O gol da vitória foram marcados por Luis Diaz, cobrando pênalti, Davinson Sánchez e Córdoba.

Os colombianos tiveram uma bela estreia na Copa América de 2024, derrotando o Paraguai pelo placar de 2 a 1. Já os costarricenses, conseguiram segurar o Brasil, ficando no empate em 0 a 0. Os dois jogos foram na última segunda-feira, dia 24.

Apesar de ter ido para o intervalo com uma vantagem curta, a Seleção Colombiana teve o domínios das ações sobre a Costarricense. As melhores chances ocasiões de gol saíram dos pés de Sanchez e James Rodríguez, mas nenhuma foi convertida.

Apenas aos 30' do primeiro tempo, a pressão deu resultado. Sequeira acabou cometendo um pênalti em Córdoba, Luis Diaz foi para a cobrança e inaugurou o marcador.

Na etapa complementar, a Colômbia seguiu em cima e ampliou a vantagem através de Davinson Sánchez na marca dos 13' de bola rolando. Três minutos depois, foi a vez de Córdoba receber de dentro da grande área e anotou o terceiro.


A última rodada do Grupo D da Copa América será toda ela realizada na próxima terça-feira, dia 2 de julho, com os jogos começando às 21 horas do horário de Brasília. No Q2 Stadium, em Austin, a Costa Rica tem pela frente o Paraguai. Já no Levi's Stadium, em Santa Clara, a Colômbia encara o Brasil.

Brasil estreia na Copa América ficando no 0 a 0 com a Costa Rica

Foto: divulgação / Conmebol

Vini Jr em ação na partida

O Brasil não teve uma boa estreia na Copa América de 2024, que está sendo realizada nos Estados Unidos. Encarando a Costa Rica no SoFi Stadium, em Inglewood, nesta segunda-feira, dia 24, a Canarinho não jogou bem e empatou em 0 a 0.

A Seleção Brasileira se preparou para a Copa América fazendo duas partidas amistosas, ganhando do México por 3 a 2 e empatando com os Estados Unidos em 1 a 1. Já a Costa Rica vinha de vitória por 3 a 0 sobre Granada pelas Eliminatórias da Concacaf.

Um time entrou pensando em atacar e o outro em defender. O Brasil teve dominío da posse de bola praticamente o tempo inteiro, mas nem sempre transformou isso em chances de gol. A Costa Rica por vezes colocou oito jogadores dentro da área, o que dificultou a vida da Seleção para trocar passes e acionar Vini Jr. e Raphinha nas pontas.

O melhor momento do Brasil foi por volta dos 30 minutos, justamente quando a equipe conseguiu abrir o placar. Após cobrança de falta de Raphinha, Rodrygo desviou no primeiro pau e Marquinhos completou para o fundo das redes. O lance, porém, foi anulado por posição de impedimento do zagueiro. Assim, o primeiro tempo ficou no 0 a 0.

Na segunda etapa, o Brasil encontrou ainda mais dificuldades para passar pela defesa da Costa Rica. Aos 14 minutos, Rodrygo levou perigo em boa jogada. Já aos 17 minutos, Lucas Paquetá arriscou de fora da área e acertou a trave.

Com o passar dos minutos, o Brasil foi aumentando a pressão. Aos 26', assustado, Quirós se atrapalhou todo na cabeçada e quase marcou contra. Aos 33', Guilherme Arana bate forte e o goleiro Sequeira fez grande defesa.


As duas seleções, pela segunda rodada da Copa América, voltam a campo na sexta-feira, dia 28. Às 19 horas, no State Farm Stadium, em Glendale, a Costa Rica mede forças contra a Colômbia. Já às 22 horas, no Allegiant Stadium, em Las Vegas, o Brasil encara o Paraguai.

Brasil goleia a Costa Rica e avança na Copa do Mundo Feminina 2022

Foto: Thaís Magalhães / CBF

Brasil garantiu vaga nas quartas

A Seleção Brasileira está na quartas de final da Copa do Mundo Feminina de 2022. Nesta terça-feira, no Estádio Nacional da Costa Rica, em San José, o time canarinho goleou a equipe da casa, por 5 a 0, e ficou em segundo no Grupo A da competição. Na próxima fase, o Brasil encara a Colômbia.

Com quatro pontos, a Seleção Brasileira dividia a liderança da chave com a Espanha, perdendo a ponta no saldo de gols, e vinha de uma vitória sobre a Austrália, por 2 a 0. Já a Costa Rica, zerada e sem chance de classificação, sofreu uma goleada das espanholas, por 5 a 0, e iria se despedir de seu torcedor.

O primeiro tempo foi totalmente dominado pela Seleção Brasileira. O time canarinho foi criando e perdendo diversas chances, até que chegou ao gol que abriu o marcador aos 26 minutos, quando Rafa Levis arriscou de fora da área e a goleira costarriquenha aceitou: 1 a 0.

O Brasil teve chance para aumentar aos 34 minutos, mas Luany desperdiçou uma cobrança de penalidade. Porém, a goleira da Costa Rica comemorou a defesa e as colegas foram abraçar a goleira e meteram umas cinco mãos na bola. Arbitragem e VAR ignoraram o fato e o jogo seguiu até o fim da primeira etapa.

Logo aos 6 minutos do segundo tempo, o Brasil teve um novo pênalti. Desta vez, Rafa Levis foi para a cobrança e fez o segundo dela e do time canarinho na partida. O terceiro saiu aos XX': depois de bola alçada na área da seleção local, a goleira falhou e soltou a 'pelota' no pé de Pati, que não bobeou e fez 3 a 0 para a Seleção Brasileira.

O Brasil continuou melhor e fez o quarto aos 29 minutos. Mileninha, pelo lado esquerdo, faz boa jogada e acerta a trave. No rebote, Aline, sozinha, só teve o trabalho de mandar a bola para as redes. Aos 39', o time canarinho teve mais um pênalti. Mileninha foi para a cobrança e não perdoou: 5 a 0 e assim terminou a partida.


No outro jogo do Grupo A, a Espanha venceu a Austrália por 3 a 0 e ficou em primeiro da chave por conta do saldo de gols. O Brasil, nas quartas de final, vai encarar a Colômbia, primeira colocada do Grupo B. A partida está marcada para o sábado, dia 20, às 23 horas de Brasília (20 horas no local), no Estádio Nacional da Costa Rica, em San José.

Há 20 anos, com alguns reservas, Brasil goleava a Costa Rica no caminho para o penta

Com informações do GE.com
Foto: arquivo

Edmilson marcou um golaço!

No dia 13 de junho de 2002, o Brasil entrou no gramado do estádio Suwon, na Coreia do Sul, já classificado para as oitavas-de-final da Copa do Mundo. Mas havia a responsabilidade e a vontade do time canarinho de vencer o rival do dia, a Costa Rica, para garantir a liderança do grupo C. Os jogadores também sentiam a necessidade de elevar mais ainda a moral do grupo que sofrera antes do Mundial com muita pressão que perdurou até a partida de estreia.

O confronto com a seleção costa-riquenha, que acabou com goleada brasileira por 5 a 2, marcou a oportunidade de alguns atletas começarem como titular pela primeira vez na competição, como o atacante Edilson, por exemplo.

O camisa 20 da seleção, em especial, carregava o peso de ter sido convocado no lugar de Romário. Momentos antes do técnico Luis Felipe Scolari divulgar o grupo dos 22 que seguiriam para a disputa na Coreia e no Japão, houve um grande apelo popular e midiático para que Felipão pudesse levar o Baixinho para o outro lado do mundo.

Desde a final da Copa de 1958, quando o Brasil venceu a Suécia pelos mesmos 5 a 2, o time canarinho não balançava as redes por cinco vezes numa Copa do Mundo. A goleada contra a Costa Rica serviu para o grupo fechar a participação na primeira fase se classificando em primeiro lugar do grupo. Edmilson (de bicicleta), Júnior, Rivaldo e Ronaldo duas vezes foram os autores dos gols.

Por outro lado, foi nesse jogo também que o Brasil sofreu dois gols. Foi a única vez na campanha do Penta que o adversário marcou mais de uma vez contra a Seleção.


Porém, foi um jogo de alguns fatos inusitados. Edmilson marcou o terceiro gol do jogo, provavelmente o mais bonito de sua carreira, com um movimento que misturou um voleio com uma bicicleta. Já Júnior, reserva de Roberto Carlos, foi titular, marcou um gol e foi o escolhido o melhor em campo. Ronaldo, duas vezes, e Rivaldo completaram os tentos brasileiros.

O encerramento da primeira fase, com a Família Scolari consolidada, começava a alinhar uma sensação de grupo vencedor. Ainda não era possível saber se o Brasil conquistaria o quinto título mundial, mas já dava para os jogadores terem uma noção das lições a serem tiradas naquele momento.

Suiça e Costa Rica empatam no "jogo que ninguém viu", ao menos no Brasil

Por Lucas Paes
Fotos: Getty Images/FIFA.com

Suíça e Costa Rica ficaram num empate que foi melancólico para os europeus

Enquanto o Brasil causava mais alguns infartos por minuto em momentos de sofrimento exagerado diante da Sérvia em Moscou, em Nizhny, Suíça e Costa Rica duelavam em um jogo que poderia até tirar a Seleção Brasileira da Copa do Mundo. Porém, isso não aconteceu, e o jogo com menor audiência da TV brasileira no último mês teve até algumas histórias pitorescas. Além disso, a Costa Rica marcou seu primeiro (e único) ponto no torneio, tirando inclusive a chance dos suíços alcançarem os brasucas na liderança.

Mesmo tendo um time melhor, a Suíça teve momentos de sofrimento, levando inclusive uma bola no travessão, antes de conseguir pular na frente do placar, o que só aconteceu aos 30 minutos de jogo, em um tirombaço de Dzemaili. O resultado se manteve até o final da primeira etapa. O gol até deixou o Brasil pressionado, mas Paulinho tratou de colocar panos quentes na situação, deixando a disputa pela liderança abertíssima. 

Comemoração costarriquenha em frente ao treinador suíço

Só que na etapa final, para surpresa dos presentes, Waston entrou de cabeça após um escanteio e deixou a Costa Rica em igualdade no marcador. Ai, após momentos mais quietos e frios, foi a vez dos europeus acertarem a trave, em cabeçada de Drmic. Após isso, Borges fez Sommer trabalhar. Aos 42', Drmic chutou de primeira, foi as redes, fez o segundo e deixou quase certo a vitória suíça, que aguardava e torcia para o Brasil levar um gol.

Só que quem levou foi a Suíça. Depois de ter um pênalti negado pelo VAR, a Costa Rica teve uma penalidade a seu favor marcada quando Campbell sofreu empurrão de Zakaria. Bryan Ruiz bateu, ela explodiu no travessão e foi nas costas de Sommer, que acabou "colocando" a bola para dentro, já que ela explodiu nas costas do arqueiro e foi as redes. Igualdade que colocou a Suíça no caminho da Suécia, em um jogo que, se não for interessante pelo futebol, é interessante pela pronuncia (Suíça e Suécia). 

Comemoração suíça. Pelo menos ninguém pegará a Alemanha

Já a Costa Rica, de grande campanha em 2014, se despede com dignidade, tirando pontos de um dos melhores times de seu grupo. Aos Ticos, espera-se talvez melhor sorte em 2022. Na Rússia, a caminhada latina não foi lá muito boa. No fim das contas, tanto brasileiros quanto suíços agradecem por se livrarem da Alemanha, que talvez não fosse até esse problema todo, vendo o que se mostrou na Rússia.

Ufa!!!

Por Victor de Andrade
Fotos: Getty Images.com/Fifa.com

Coutinho, tocando de bico, para marcar o primeiro gol do Brasil, já nos acréscimos

A estreia não foi das melhores, é verdade! Mas nem o mais pessimista torcedor da Seleção Brasileira não esperava o sufoco que foi o jogo contra a Costa Rica, na manhã desta sexta-feira (tarde na Rússia), no Estádio de São Petersburgo. Parecia que ia acontecer outro empate, desta vez por 0 a 0, mas os gols nos acréscimos deram a vitória para o time canarinho, que agora vê a luz no fim do túnel e deixa a classificação para as oitavas encaminhada.

Nos primeiros minutos, o Brasil encontrou dificuldades para passar pela forte marcação costarricense. A primeira grande chance foi do time da América Central. Porém, com o passar do tempo, time que jogava hoje de azul passou a criar jogadas, apesar da timidez de alguns jogadores, principalmente Willian. Com isto, o primeiro tempo terminou com o placar de 0 a 0.

No intervalo, Tite sacou Willian e colocou Douglas Costa e, com a mudança, a Seleção ficou ainda mais aguda. É certo falar que virou um jogo do ataque brasileiro contra a defesa costarricense. Porém, não foi fácil. Pelo contrário! Tudo por causa de um jogador: o goleiro da Costa Rica e do Real Madrid Keylor Navas. Tá certo, faltava um pouco de capricho nas finalizações. Muitas bolas foram em cima do arqueiro costarricense. Porém, Navas fez defesas importantes, principalmente em uma finalização de Neymar.

Neymar fez o segundo aos 52' do segundo tempo

Outra situação foi a péssima atuação do árbitro holandês Bjorn Kuipers. Tá certo, para mim não foi pênalti em Neymar, que foi corrigido pelo VAR, mas o homem do apito deixou o pontapé da Costa Rica correr solto durante todo o jogo, principalmente em Neymar e Philippe Coutinho. É claro que uma hora os jogadores brasileiros iriam cobrar a situação. Além disto, o time da América Central usou e abusou da cera, principalmente nos minutos finais e o árbitro caiu que nem patinho na cera deles.

Mas voltamos ao olhar do torcedor brasileiro. Quando o cronômetro apontou 45 minutos do segundo tempo, com os gols perdidos, com o Navas pegando tudo, os jogadores  nervosos e o árbitro fazendo tudo aquilo que descrevi no parágrafo acima, qual foi o pensamento: "outro empate?". Pois é, mas já diz o ditado que o jogo só termina quando o juiz apita o final. E foi isto que aconteceu.

Neymar chorou ao fim da partida

Já nos acréscimos, em bola alçada na área, Roberto Firmino, que entrou bem no jogo novamente, ganhou no alto, Gabriel Jesus fez o pivô meio que sem querer e Philippe Coutinho, com o biquinho do pé direito, tocou a bola por baixo de Keylor Navas, fazendo a torcida brasileira explodir de alegria: 1 a 0 para o Brasil.

Mas ainda tinha jogo. Por causa da cera costarricense, a partida foi até os 53' e um minuto antes de o jogo acabar, Casemiro puxou o contra-ataque, serviu Douglas Costa pela direita, que invadiu a área e rolou para Neymar só tocar para as redes: 2 a 0 para o Brasil, que apesar do sufoco, mereceu a vitória pelo que fez durante a partida. Se fez justiça!

Em 1990, Müller marcava sobre a Costa Rica alvinegra

Por Victor de Andrade

Careca tenta passar pelo goleiro da Costa Rica: em 1990, vitória por 1 a 0

Brasil e Costa Rica se enfrentam nesta sexta-feira, dia 22, em São Petersburgo, pela segunda rodada da fase de grupos da Copa do Mundo Rússia 2018. Esta será a terceira vez que as duas seleções se encontram em Mundiais, todas pela etapa inicial da competição, e vamos aproveitar para falar do primeiro jogo entre eles, também por uma segunda rodada, em 1990.

Naquela Copa do Mundo, realizada na Itália, o Brasil já era considerado uma das grandes seleções do mundo, com três títulos, mas completando 20 anos sem conquistar o torneio. Já a Costa Rica era uma novidade: apesar de sempre ser considerada uma das equipes mais fortes da Concacaf, eles estavam em um Mundial pela primeira vez.

Antes de entrar no gramado do Delle Alpi, em Turim, no dia 16 de junho de 1990, tanto Brasil como Costa Rica vinham de resultados positivos. No mesmo estádio, cinco dias antes, o time canarinho havia batido a Suécia por 2 a 1. Já os costarricenses haviam estreado em Copas surpreendentemente bem, com um triunfo sobre a Escócia por 1 a 0.

Valdo tentando um carrinho no meio de campo

Ainda antes do jogo, a Costa Rica apareceu com uma surpresa. Ao invés de utilizar seu tradicional uniforme de camisas vermelhas e shorts azuis, o técnico da equipe, o sérvio (na época iugoslavo) Bora Milutinovic, aproveitou-se do fato de seu time já ter que trocar o short azul pelo branco, para trocar a camisa também, aproveitando-se de um fato inusitado.

A camisa do segundo uniforme da Seleção Costarricense, na época, era alvinegra, com listras brancas e pretas na vertical, estilo muito comum em clubes, mas raro em seleções. Mas tinha um porque: a federação local homenageava o Club Sport La Libertad, time mais antigo do país. Porém, como a vestimenta era idêntica à da Juventus de Turim, que mandava seus jogos no Delle Alpi, Milutinovic teve a ideia de usar a camisa para atrair a torcida à favor da Costa Rica.

A "engenhoca" de Bora Milutinovic não deu muito certo. O estádio estava tomado de verde e amarelo, as cores do Brasil, que abriu o placar no primeiro tempo, mais precisamente aos 33 minutos, com Müller, em um belo chute de primeira. A bola ainda desviou no defensor adversário antes de balançar as redes. E o jogo terminou 1 a 0 para o Brasil.

Bebeto entrou no fim da partida

A vitória não diminuiu a desconfiança brasileira no técnico Sebastião Lazaroni, que era muito criticado por não utilizar o estilo de jogo que a torcida estava acostumada a ver no time canarinho. E eles tinham razão, já que após a vitória sobre a Escócia, por um outro 1 a 0, ainda na primeira fase, o Brasil acabou eliminado pela Argentina nas oitavas, em uma das piores campanhas da história.

Já a Costa Rica, apesar da derrota, resolveu usar o uniforme alvinegro contra a Suécia e deu certo: vitória por 2 a 1 e cravando seu lugar nas oitavas do Mundial, onde encarou a Tchecoslováquia e foi derrotada por 4 a 1. Porém, só o fato de ter passado pela fase de grupos foi um grande feito dos costarricenses.

A Costa Rica alvinegra na Copa de 1990

Por Victor de Andrade

Com desenho comum em clubes, a camisa alvinegra da Costa Rica era rara entre seleções

Talvez a seleção mais forte da América Central atualmente, marcando presença em cinco das últimas seis Copas do Mundo, contando com a de 2018, a Costa Rica estreou em Mundiais em 1990, no torneio realizado na Itália. Na competição, os 'Ticos' surpreenderam dentro de campo, por ter passado para as oitavas, como também com seu segundo uniforme, alvinegro, comum em clubes, mas raramente usado por seleções.

Ao contrário do que muitos disseram na época, a escolha do desenho com listras em preto e branco, na vertical, não foi uma homenagem à Juventus de Turim, cidade onde a Costa Rica jogou uma partida naquela Copa. Na verdade, a homenagem era para o Club Sport La Libertad, o mais antigo do país, e a camisa foi inspirada no "Decano" costarricense.

Contra o Brasil, usando pela primeira vez para "agradar os juventinos"

Agora, o uso dela, especificamente, no segundo jogo dos 'Ticos' no Mundial tem sim haver com a Juventus. Depois de surpreenderem e ganharem por 1 a 0 da Escócia, gol de Cayasso, na estreia do Mundial, em 11 de junho de 1990, em Gênova, utilizando seu tradicional uniforme de camisas vermelhas e shorts azuis, a Costa Rica teria pela frente o Brasil, no dia 16 de junho, em Turim.

Com a indigesta tarefa de encarar uma das seleções mais tradicionais do mundo do futebol, o técnico sérvio Bora Milutinovic, que comandava os 'Ticos', teve uma ideia para, ao menos, atrair o torcedor do time da casa. Resolveram utilizar o segundo uniforme, alvinegro, semelhante ao da Juventus, o maior vencedor do futebol italiano.

Classificação contra a Suécia veio com o uniforme alvinegro

Não resolveu muito: o Delle Alpi estava 'pintado' de amarelo e verde e o Brasil ganhou por 1 a 0, gol de Müller. Porém, o uniforme caiu no gosto de muitos e ele foi usado novamente contra a Suécia, no dia 20 de junho, em Gênova. Resultado: a Costa Rica venceu por 2 a 1, de virada, com Ekstrim abrindo o placar para os suecos e Flores e Medford fazendo os gols no segundo tempo, e carimbou sua passagem para as oitavas de final da Copa do Mundo em sua estreia.

No mata-mata, contra a Tchecoslováquia, no dia 23 de junho, em Bari, a Costa Rica voltou a usar seu uniforme número um, com a camisa vermelha, que não deu sorte: os costarricenses foram derrotados por 4 a 1 e eliminados da Copa. A camisa alvinegra chegou a ser utilizada pela Costa Rica em outras oportunidades, mas nunca mais em um Mundial.

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