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Gol anulado na final Flamengo x PSG evidencia como a tecnologia já redefine o futebol rumo à Copa de 2026

Foto: reprodução / GE TV

Segundo engenheiro de televisão com experiência em grandes eventos globais, decisões como essa revelam o peso crescente da engenharia por trás do jogo

O gol anulado do Paris Saint-Germain na final do Mundial de Clubes contra o Flamengo, após revisão do VAR, foi mais do que um lance decisivo da partida. O episódio evidenciou como a tecnologia deixou de ser coadjuvante e passou a ocupar um papel central na definição de resultados, na condução do jogo e na narrativa do futebol contemporâneo, um cenário que tende a se intensificar na Copa do Mundo de 2026.

Em partidas de alcance global, cada frame analisado, cada segundo de revisão e cada ângulo de câmera fazem diferença. “Hoje, uma decisão de VAR não depende apenas da arbitragem, mas de toda uma estrutura de engenharia por trás da transmissão. Qualidade de imagem, sincronização de sinais e velocidade de processamento são determinantes”, explica o engenheiro de televisão Jeferson Elias, especialista em grandes eventos esportivos.

A final entre Flamengo e PSG expôs essa engrenagem operando sob pressão máxima. Sensores, múltiplas câmeras em ultra-alta definição, operadores de replay e equipes técnicas trabalham de forma integrada para garantir precisão nas decisões. “Não se trata apenas de corrigir um lance, mas de assegurar que o espetáculo seja justo, transparente e confiável para bilhões de pessoas assistindo ao mesmo tempo”, destaca.

Esse mesmo nível de complexidade estará elevado ao extremo na Copa do Mundo de 2026, que será a maior da história. Disputado em três países, Estados Unidos, Canadá e México, o torneio contará com 48 seleções, novo formato de grupos e logística ampliada, exigindo operações técnicas simultâneas em diferentes fusos, estádios e centros de transmissão.

Entre as inovações previstas estão evoluções no VAR, com decisões mais rápidas e maior integração a imagens em altíssima resolução, uso ampliado do impedimento semiautomatizado, inteligência artificial para análise de dados em tempo real e sensores ainda mais precisos na bola. “A tecnologia passou a interferir diretamente na dinâmica do jogo. Um atraso de sinal, uma câmera mal posicionada ou uma leitura imprecisa podem alterar completamente a interpretação de um lance”, afirma Jeferson.

Segundo o especialista, fatores técnicos fora do campo também impactam o desempenho esportivo. “Iluminação, climatização, posicionamento das câmeras e até a forma como o estádio foi projetado influenciam a leitura da arbitragem e o ritmo do jogo. Tudo precisa estar calibrado”, explica.


Com experiência em Olimpíadas e Paralimpíadas, eventos que demandam produções altamente complexas e operações sob pressão constante, Jeferson ressalta que o futebol caminha para um modelo cada vez mais dependente da engenharia. “A Copa do Mundo é o auge da transmissão esportiva. O que vimos na final Flamengo x PSG é apenas uma amostra do que será o padrão em 2026: decisões técnicas precisas, rápidas e com impacto direto no resultado e na história do jogo.”

Sobre Jeferson Elias - Jeferson Elias é engenheiro de televisão com mais de 15 anos de experiência em emissoras e eventos de grande porte. Atuou como Supervisor de Engenharia da TV Globo, gerenciando equipes e demandas técnicas de programas como Vídeo Show, Mais Você e Estrelas. Entre 2008 e 2013, foi Operador de Câmera no Projac e em coberturas externas da Globo Rio, além de trabalhos para SBT e Multishow. Especializou-se como operador de robôs de câmera e integrou transmissões do SporTV nas Olimpíadas e Paralimpíadas de 2021, Copa América, Campeonatos Brasileiros (2021–2024) e Rock in Rio 2022.

PSG conquista a Copa Intercontinental batendo o Flamengo nas penalidades

Por Lucas Paes
Foto: Gilvan de Souza/Flamengo

Carrascal disputa com jogadores do PSG

O Paris Saint Germain colocou mais uma taça em sua história. Os franceses bateram o Flamengo nos pênaltis por 3 a 1, com atuação heróica de Safanov, que pegou quatro pênaltis, depois de um empate por 1 a 1 no tempo normal e na prorrogação, em duelo disputado na tarde desta quarta, dia 17 de dezembro, no Estádio Ahmed Bin Ali, em Doha, no Catar. É a primeira conquista mundial do PSG, que havia perdido a Copa de Mundo de Clubes para o Chelsea no meio do ano. Foi a vez onde um brasileiro ficou mais perto do título desde o Corinthians, em 2012. 

O Flamengo conquistou a vaga na decisão ao bater o Pyramids, do Egito, por 2 a 0, com alguma facilidade, nas semifinais do Intercontinental. Entrando direto na final, o PSG havia atuado pela última vez na Ligue 1, quando venceu o Metz por 3 a 2 fora de casa. O atual campeão europeu é vice-líder da competição, que tem o Lens na ponta. 

Com uma presença surpreendentemente massiva de seus torcedores, o PSG assustou primeiro, numa jogada ensaiada de falta onde João Neves quase marcou aos quatro minutos. Aos 9', o PSG chegou a abrir o placar em um erro bisonho do Flamengo, com Fabian Ruiz, mas a bola havia saído em escanteio no recuo estranho de Arrascaeta. O time parisiense pressionava muito no começo. A primeira chance flamenguista veio num erro de Safanov que virou um chute perigoso de Oulgar defendido pelo russo. 

O Paris tinha muito mais a bola, mas efetivamente pouco chegava depois dos 20'. Se não conseguia jogar, o rubro-negro se fechava bem defensivamente. Quando chegou, abriu o placar: aos 37', num chute cruzado de Doue que Rossi falhou e Kvarashelia abriu o placar. Aos 41', Pulgar quase empatou de cabeça. No resto do duelo, o jogo foi mais travado até o fim da primeira etapa, um resultado justo pelo domínio do PSG na partida. 

Na etapa final, o PSG chegou primeiro num chute pouco perigoso de Nuno Mendes. O domínio dos parisienses era grande, ainda que sem finalizar muito. Aos 14', Arrascaeta sofreu pênalti de Marquinhos, marcado em revisão de vídeo. Jorginho empatou o jogo. Depois do gol, o jogo ficou mais pegado e menos técnico, inclusive com erros dos dois lados. Aos 27', Léo Ortiz salvou um chute de João Neves cruzado que tinha a direção de Barcola. 

Aos 35', Vitinha teve boa chance, mas jogou longe do gol. Pouco depois, Léo Ortiz salvou um gol certo de Dembele. Aos 39', em ótimo contra-ataque, Plata fez ótima jogada para Pedro quase marcar, depois foi a vez de Plata passar perto. Aos 44' foi a vez de Bruno Henrique assustar. Com um erro assustador de Marquinhos sem goleiro o jogo acabou empatado. 

Na prorrogação, o Flamengo voltou mais presente no campo de ataque, porém sem grandes chances. O PSG recuperou terreno aos poucos. Aos 14' João Neves teve ótima chance, mas parou em Rossi. No começo da etapa final, o jovem Ndjantou assustou pelo time francês. Luiz Araújo respondeu chutando por cima. Dembelé jogou duas ótimas chances para fora na sequência. Aos 13', Nuno Mendes parou em Rossi. A prorrogação terminou em empate.


Nos pênaltis, De La Cruz abriu marcando, Vitinha marcou também, Saúl parou em Safonov, Dembelé jogou para fora; Pedro também parou no goleiro Russo, Nuno Mendes botou o Paris na frente; Léo Pereira também parou no goleiro russo, mas Barcola manteve o Flamengo vivo; Luiz Araújo e Safonov deu o título ao PSG.

Agora, o Flamengo entra em um curto período de férias antes da estreia no Campeonato Carioca, inicialmente agendado para o dia 14 de janeiro, diante do Bangu, fora de casa, em local que ainda será definido de fato. O PSG volta a campo já no próximo fim de semana, quando enfrenta o Vendé Fontenay, da quinta divisão francesa, no Louis Fonteneau, em Nantes.

Prefeito e governador do Rio decretam ponto facultativo na quarta por conta de finais de Flamengo e Vasco

Foto: Matheus Lima / Vasco

Flamengo e Vasco 'deram' ponto facultativo para o Rio de Janeiro

Não é só em dia de jogo do Brasil em Copa do Mundo que o brasileiro tem uma 'folguinha' por conta de futebol. O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, e o governador do estado, Cláudio Castro, decretaram ponto facultativo na próxima quarta-feira, dia 17, a partir do meio-dia, por contas das finais de Flamengo e Vasco da Gama. A ação foi anunciada nesta segunda.

O futebol carioca terá uma quarta-feira especial e decisiva dentro e fora do país. Campeão da Libertadores, o Flamengo entra em campo às 14h (de Brasília), em Doha, no Catar, para disputar o título da Copa Intercontinental em jogo único contra o Paris Saint-Germain, vencedor da Champions League. A decisão será realizada no estádio Ahmad Bin Ali e coloca frente a frente os atuais campeões dos dois principais torneios continentais.

Mais tarde, às 21h30, será a vez do Vasco iniciar a disputa pelo título da Copa do Brasil. O Cruz-Maltino enfrenta o Corinthians na Neo Química Arena, em São Paulo, pelo jogo de ida da final da competição. A partida de volta está marcada para o próximo domingo, às 18h30, no Maracanã, onde será definido o campeão nacional.

A coincidência de dois compromissos tão importantes mobilizou torcedores e até autoridades no Rio de Janeiro. Em tom bem-humorado, Eduardo Paes (PSD) destacou a rivalidade local e anunciou ponto facultativo a partir do meio-dia. “Ainda bem que o prefeito é vascaíno, e o governador Cláudio Castro (PL) é flamenguista! Então é isso: quarta-feira tem ponto facultativo a partir do meio-dia. Aproveitem, torçam bastante, mas com responsabilidade e respeito. Boa semana e bons jogos”, diz o texto.


Em seguida, o governador Cláudio Castro (PL) ratificou a decisão para todo o estado. O esquema vale a partir do meio-dia. “Quarta-feira é dia de Flamengo e de Vasco, não Flamengo x Vasco! Mengão de tarde e Vasco de noite! Eu e o prefeito Eduardo Paes já tratamos o ponto facultativo a partir de 12h em todo o RJ!”, escreveu Castro em uma rede social.

Flamengo ganha do Pyramids e está na final do Intercontinental 2025

Foto: Gilvan de Souza/Flamengo

Léo Pereira ganhando a disputa pelo alto dos jgadores do Pyramids

O Flamengo conquuistou a Copa Challenger e está na decisão do Intercontinental 2025, onde vai encarar o Paris Saint-Germain. O Rubro Negro venceu o egípcio Pyramids, por 2 a 0, neste sábado, dia 13, no Estádio Ahmed bin Ali, em Al Rayyan, no Catar.

O egípcio Pyramids vem desde a primeira fase da Copa Intercontinental, tendo vencido o Auckland City, por 3 a 0, e o Al-Ahly, por 3 a 1, conquistando a Copa África - Ásia - Pacífico e seguido para a Challenger. Já o Flamengo venceu o Dérbi das Américas, contra o Cruz Azul, por 2 a 1, e seguiu no certame.

Flamengo começou melhor no jogo, tinha a posse de bola e abriu o marcador aos 23 minutos. Arrascaeta cobrou a falta com efeito na direção da área, Léo Pereira sait da meia-lua para cabecear na pequena área para o fundo da rede: 1 a 0 para o Rubro Negro.

O time egípcio deixou a reação para os últimos minutos. Primeiro, com uma finalização perigosa de Ziko, dentro da área, e depois em lance cara a cara de Mayele com Rossi, mas o goleiro levou a melhor com grande defesa, aos 45'. O Flamengo foi para o intervalo vencendo.

O Pyramids iniciou o segundo tempo indo para cima, mas acabou sendo frustrado aos 6 minutos. Arrascaeta cobrou falta na segunda trave, Danilo correu sozinho e acertou um tiro de cabeça no canto para ampliar: 2 a 0 para o Flamengo.


Depois de fazer o segundo gol, o Flamengo cadenciou o jogo, tentando fazer o tempo passar. O Pyramids até tentava esboçar uma reação, mas parava na defesa bem postada adversária. O placar ficou nos 2 a 0 para o Rubro Negro.

Com o resultado, o Flamengo está na final da Copa Intercontinental de 2025, onde terá pela frente o Paris Saint-Germain. O jogo está marcado para a próxima quarta-feira, dia 17, às 14 horas, também no Estádio Ahmed bin Ali, em Al Rayyan, no Catar.

Flamengo bate o Cruz Azul e avança no Intercontinental 2025

Foto: Adriano Fontes/Flamengo

Arrascaeta marcou os dois do Flamengo

O Flamengo venceu seu primeiro compromisso na Copa Intercontinental. Nesta quarta-feira, dia 10, no Estádio Ahmad bin Ali, em Al Rayyan, no Catar, o Rubro Negro venceu o Cruz Azul, por 2 a 1, no Dérbi das Américas, e agora encara o Pyramids, do Egito, na Copa Challenger.

O Cruz Azul iniciou a partida buscando manter a posse para evitar transições rápidas do Flamengo e mantinha muitas trocas de passe no campo de defesa, mas sem ameaçar muito. O time mexicano, porém, frequentemente errava passes na saída de bola e parecia ensaiar um erro fatal, que finalmente aconteceu aos 14 minutos, quando Piovi entregou bola nos pés de Arrascaeta, livre, dentro da área. O uruguaio driblou o goleiro e abriu o placar.

Depois de marcar, porém, o Flamengo não conseguiu exercer o domínio esperado e, aos poucos, o Cruz Azul foi aparecendo com mais frequência no campo de ataque. Pelo lado esquerdo, o time de Nicolás Larcamón levava mais perigo, principalmente em jogadas com Rotondi.

O empate, enfim, saiu a partir de um erro do Flamengo, já aos 43'. Rotondi avançou até a linha de fundo, foi desarmado parcialmente por Pulgar, que se atrapalhou na sequência. Carrascal afastou mal dentro da área, e bola sobrou para Jorge Sánchez, que emendou lindo chute de primeira com força no canto de Rossi.

No segundo tempo, o Flamengo foi de vez para cima. E essa postura foi premiada aos 26 minutos. Arrascaeta recebeu ótimo passe de Everton Cebolinha, invadiu a área com liberdade e buscou passe para Bruno Henrique. A defesa afastou parcialmente para os pés do uruguaio, que, dessa vez, finalizou de cobertura. Piovi tenta tirar, mas bola já havia passado da linha do gol: 2 a 1 para o Rubro Negro.


Na reta final do jogo, o Cruz Azul foi de vez para cima, tentando empatar o jogo. O Flamengo conseguia segurar o ímpeto adversário a ainda levava perigo quando ia ao ataque. Assim, o 2 a 1 persistiu e o time carioca avançou.

Com o resultado, o Flamengo vai encarar o egípcio Pyramids no sábado, dia 13, às 14 horas, também no Estádio Ahmad bin Ali, em Al Rayyan, no Catar. Este jogo tem o nome de Copa Challenger. A final, contra o Paris Saint-Germain, será na próxima quarta-feira, dia 17, no mesmo local.

Flamengo vence Barcelona nos pênaltis e conquista o bicampeonato do Intercontinental Sub-20

Com informações do Flamengo
Foto: Gilvan de Souza / CRF

Flamengo comemorou o título

Foi com emoção até o último minuto! O Flamengo é bicampeão da Copa Intercontinental Sub-20 ao vencer o Barcelona por 6 a 5 nos pênaltis, no Maracanã, após o empate por 2 a 2 no tempo normal. Os Garotos do Ninho saíram na frente com gol de Lorran logo no início do jogo. Na segunda etapa, o time espanhol igualou o placar e chegou a virar nos acréscimos. Como o lema rubro-negro é de lutar até o fim, o iluminado capitão rubro-negro Iago marcou o gol de empate no último lance da partida e levou a decisão para as penalidades.

Nos pênaltis, brilhou a estrela de Leo Nanetti, que fez duas defesas e foi fundamental na conquista do bi Mundial Sub-20. Na ordem, João Victor, Iago, Pablo, Felipe Teresa, Lorran e Carbone converteram as cobranças para o Mengão. Com mais essa conquista, o Mengão se tornou o maior campeão da história da competição. Vale lembrar que a garotada rubro-negra venceu o Olympiacos (GRE) no ano passado por 2 a 1, também no Maracanã.

O jogo - A partida começou bastante equilibrada, com o Flamengo subindo a marcação para tentar a roubada de bola no campo de ataque. E a pressão surtiu efeito ao dez minutos! Lorran conseguiu interceptar o passe de Farré pela direita, avançou em velocidade e tocou para Matheus Gonçalves. O camisa 10 invadiu a área e teve um choque com o zagueiro. No rebote, a bola sobrou com Lorran, que estufou as redes para abrir o placar no Maracanã: 1 a 0.

Após o gol, o Barcelona passou a ficar mais tempo com a posse de bola tentando chegar ao ataque, mas a marcação rubro-negra estava muito bem e interceptava os avanços do adversário. Os Garotos do Ninho voltaram a chegar com perigo aos 29’. Lorran deu bom passe para Joshua na esquerda, ele invadiu a área e bateu pro gol. Aller fez a defesa.

Outra boa chance aconteceu aos 38’. Matheus Gonçalves cobrou falta na área, Gistau fez o corte e a bola sobrou para Guilherme, que arriscou o chute e a bola passou por cima do travessão. Nos minutos finais da primeira etapa, Virgili acertou a trave e quase empatou o confronto. O Rubro-Negro foi para o intervalo com a vitória parcial.

No segundo tempo, o Barcelona voltou partindo para o ataque em busca do empate e ficava mais com a posse de bola. O Flamengo, por sua vez, esperava mais para explorar as jogadas de contra-ataque. Aos 12’, Shola, que tinha acabado de entrar, fez um salseiro pela esquerda da área e tocou para Joshua, que bateu forte. Aller tirou com o pé para escanteio.

O Barcelona chegou ao empate aos 25’. Virgili deu chapéu em Iago, cortou para dentro, passou por Carbone e finalizou tirando de Léo Nanetti: 1 a 1. Esse resultado leva a decisão para os pênaltis. Com tudo igual no marcador, o jogo ficou aberto na reta final, com ambas as equipes buscando o gol da vitória.


Nos acréscimos, o Barcelona marcou o segundo gol com Cortés, que marcou de cabeça vencendo Leo Nanetti: 2 a 1. Mas a essência rubro-negra de lutar até a última gota de suor fez prevalecer e o Mengão buscou o empate no lance final. Daniel Sales fez longo lançamento na área e o capitão Iago cabeceou com categoria, encobrindo goleiro e deixando tudo igual novamente: 2 a 2. O resultado levou o jogo para os pênaltis.

Nas penalidades, o Mengão levou a melhor e venceu por 6 a 5, com destaque para o goleiro Leo Nanetti, que brilhou defendendo duas cobranças.

Fifa anuncia Mundial de Clubes com 29 dias e nova Copa Intercontinental

Com informações do UOL Esporte
Foto: divulgação

Gianni Infantino é o presidente da Fifa

Dia agitado para o futebol internacional com o anúncio da Fifa que o 'super' Mundial de Clubes será disputado entre os dias 15 de junho e 13 de julho de 2025, e terá os Estados Unidos como primeira sede. A entidade também anunciou o retorno da Copa Intercontinental totalmente reformulada.

Já classificados para este novo Mundial de Clubes, Flamengo, Fluminense e Palmeiras podem ficar até um mês longe dos gramados brasileiros. O novo formato da competição contará com 32 times envolvidos e será realizado a cada quatro anos.

Tem vaga - No total, serão seis vagas para a América do Sul, quatro para Ásia, África e América do Norte e Caribe, além de uma para a Oceania e outra para o país-sede.
Novo formato


Os 32 classificados serão divididos em oito grupos de quatro equipes cada. O vencedor de cada chave avança às quartas de final. Depois, jogos eliminatórios irão definir a disputa do título inédito.

Além do trio brasileiro - Da Europa, Chelsea, Real Madrid e Manchester City também estão garantidos no Mundial de Clubes de 2025. Da Concacaf, Monterrey (MEX), Seattle Sounders (EUA) e León (MEX) serão os representantes. da Ásia, Al Hilal (SAU) e Urawa Red Diamonds (JAP), enquanto Al Ahly (EGI) e Wydad Casablanca (MAR) são os representantes africanos.

Novidade - A Fifa também anunciou uma nova competição anual de clubes que reunirá os campeões continentais. O torneio será disputado a partir de 2024 com o nome de Copa Intercontinental.

O São Paulo bicampeão do mundo em 1993

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

O Tricolor venceu o Milan na Copa Intercontinental de 93

No dia 12 de dezembro em 1993, o São Paulo conquistava o seu segundo título mundial, já que no ano anterior, o mesmo havia vencido o Barcelona de virada pelo placar de 2 a 1. Para ter a oportunidade de defender o título diante de uma das melhores equipes do mundo, o Tricolor teve de conquistar mais uma Libertadores para poder atravessar o planeta e enfrentar o fortíssimo time do Milan.

Na época, nem todos imaginavam que o clube do Morumbi pudesse bater dois esquadrões vindos da maior competição de clubes do futebol por dois anos seguidos. Porém, o time comandado por Telê Santana ainda contava com a base do elenco vencedor do mesmo troféu em 92.

A experiência do time são-paulino com esse tipo de partida ficou evidente quando a bola começou a rolar. Apesar da equipe brasileira passar por maus bocados no início da partida e levar uma bola trave aos 13 minutos, o Tricolor não se assustou.

Com o passar do tempo, o clube paulistano foi tocando a bola com calma. A troca de passes tinha o objetivo de encontrar os jogadores e que se movimentavam em campo. Uma outra característica era que todos buscavam o jogo, dando opção de jogo a quem tinha a bola nos pés.

Foi exatamente deste jeito que saiu o primeiro gol são paulino, feito por Palhinha. Na jogada, o São Paulo envolveu o clube rossonero a tal ponto que não permitiu ao Milan tocasse na bola.

Na etapa complementar, os italianos partiu para cima logo no início e chegaram ao empate na marca 3', com Massaro. Após o tento, o Tricolor manteve a postura ofensiva e dinâmica que deixava o time adversário desconfortável. Jogando deste jeito, o clube brasileiro retomou a vantagem no placar com gol de Cerezo, num outro lance muito bem trabalhado.


Entretanto, o time milanista mostrava muita persistência, além de contar uma grande força técnica dos seus atletas. Aproveitaram bem o desgaste dos são paulinos, e empataram a partida nos 35' numa jogada área ensaiada que terminou com gol de Papin.

Na retal final do jogo, o São Paulo, que já havia praticamente esgotado todas as forças e via a prorrogação se aproximando cada vez mais, conseguiu marcar o gol do título com Müller, com um tapa de calcanhar aos 41'.

Após o apito final do árbitro, o Tricolor confirmou o seu segundo título intercontinental.

Benfica 2 x 5 Santos - 61 anos do "Jogo do Século" do Peixe

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

O Peixe conquistou a Copa Intercontinental em 1962

O fatídico "Jogo do Século" entre Benfica e Santos, pela antiga Copa Intercontinental de Clubes de 1962, completa 61 anos nesta quarta-feira, dia 11 de outubro de 2023. Nesta partida histórica, o Peixe conquistou o seu primeiro título mundial ao bater o time português pelo placar de 5 a 2, em pleno Estádio da Luz.

Para chegar a disputa deste troféu, o clube dos Encarnados, que tinha Eusébio como um dos grandes nomes do elenco, havia sido bicampeão da Liga dos Campeões da Europa naquele ano, vencendo o Real Madrid numa partida eletrizante por 5 a 3 na final. Em contrapartida, o Alvinegro Praiano tinha acabado de conquistar a sua primeira Libertadores da América e se sagrou também o primeiro brasileiro a vencer o torneio continental.

Antes do último confronto entre eles, o Alvinegro da Vila e as Águias já haviam se enfrentado no Estádio do Maracanã no dia 19 de setembro, pelo jogo de ida. Na ocasião, o time brasileiro venceu pelo placar de 3 a 2, com dois gols de Pelé e um de Coutinho pelo lado santista, enquanto Santana anotou os dois tentos dos portugueses. 


A partida decisiva só veio a acontecer na capital portuguesa no mês seguinte, no lendário Estádio da Luz. Mesmo jogando longe de casa, os brasileiros não se intimidaram com os 75 mil torcedores benfiquistas nas arquibancadas e deram um show dentro de campo.

Abriram um implacável 5 a 0, com três gols de Pelé (15', 25' e 64'), um de Coutinho (48'), e um de Pepe (77'). No fim do jogo, Eusébio e Santana ainda marcaram dois tentos para diminuir o prejuízo, mas já era tarde.

Após esta conquista, o Santos voltou a ganhar este troféu mesmo no ano seguinte. Desta vez, o Peixe venceu o Milan na grande decisão.

Os gols de Raí no primeiro título mundial do São Paulo

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Raí marcou os dois gols do título mundial 1992

Nesta terça-feira, dia 13 de dezembro de 2022, se completam 30 anos que o São Paulo, um dos gigantes do futebol brasileiro, conquistou o seu primeiro título mundial. Na ocasião, o Tricolor Paulista bateu o Barcelona pelo placar de 2 a 1 de virada, no Estádio Nacional de Tóquio, no Japão. Os dois tentos do Clube da Fé foram marcados por ninguém menos do que Raí, um dos maiores ídolos da história são paulina.

Naquele jogo, tanto o time do Morumbi quanto o Barça chegaram para o embate como os atuais campeões de seus respectivos continentes. As duas agremiações tiveram de medir forças para saber quem seria o campeão da Copa Intercontinental de 1992, atualmente conhecido como o Mundial de Clubes.

Os espanhóis saíram na frente do placar com o tento de Stoichkov, logo aos 12' de bola rolando. Em desvantagem, a equipe brasileira, que tinha um excelente coletivo, manteve a calma e foi em busca da reação. Com 27', Müller faz grande jogada pela esquerda, mandou para o meio da área e o Terror do Morumbi, de barriga, desviou para o fundo das redes, empatando a partida.

Até a marca dos 78', o jogo estava completamente aberto e com muitas chances para os dois lados, mas foi neste exato momento que Raí apareceu para fazer a diferença. Desta vez, o craque tricolor acertou uma cobrança de falta de maneira magistral pouco antes da meia lua e marcou o outro gol que deu o primeiro título mundial da história do São Paulo.


Raí ainda ficaria no São Paulo até o meio de 1993, sendo o capitão do bi da Libertadores. No Mundial do ano seguinte, ele já estava no Paris Saint Germain, mas seus gols na final de 1992 ficaram para sempre na história do Tricolor Paulista.

O bicampeonato mundial do São Paulo

Com informações do São Paulo FC
Foto: Arquivo Histórico / saopaulofc.net

Comemoração com a taça

No dia 12 de dezembro de 1993, o São Paulo já era um time campeão do mundo: um ano antes vencera o temido Barcelona por 2 a 1, de virada. Para defender o título, o Tricolor teve que conquistar novamente a Libertadores (com a maior goleada até hoje já realizada em finais desse torneio, 5 a 1 sobre a Universidad Católica) e viajar mais uma vez para o Japão, onde nessa oportunidade enfrentaria o poderoso Milan.

Talvez muitos não acreditassem que o São Paulo poderia derrotar dois esquadrões do futebol no torneio mais importante disputado entre clubes. Certamente somente aqueles que não conheciam o trabalho de Telê Santana e a categoria e dedicação de jogadores como Zetti, Cerezo, Leonardo e Palhinha, dentre outros.

Com a bola rolando ficou claro que o time são-paulino não se intimidaria, apesar dos sustos e lampejos milanistas na área de defesa brasileira – chegaram a acertar o travessão aos 13 minutos da primeira etapa.

Sem nervosismo, o Tricolor tocou bem a bola. Não com o intuito de desperdiçar tempo: cada toque visava encontrar o companheiro melhor posicionado – e este nunca estava parado! Todos os jogadores buscavam o lance, fornecendo opção de jogo a quem detinha brevemente a bola, pois, caso não quisessem ouvir um berro do Telê, teriam que passá-la em no máximo dois toques.

E foi assim que nasceu o primeiro gol são-paulino, marcado por Palhinha: Sem que nenhum adversário sequer tocasse na bola.

No segundo tempo, a equipe italiana partiu para cima logo de cara, a fim de não perder o controle do jogo e, aos três minutos, empatou com Massaro, depois de jogada que começou com uma cobrança de lateral e de um balão lançado para o atacante do Milan.

Ao Tricolor coube manter o mesmo esquema ofensivo e dinâmico que desestabilizava o time de Milão – que não via a cor da bola. Desta maneira, o São Paulo voltou a ficar à frente no placar, agora com Cerezo, E, novamente, os rubro-negros não conseguiram interferir na jogada.

Todavia, a esquadra adversária além de possuir ótima técnica, também era persistente. O desgaste dos tricolores, que correram a 100% em praticamente todo a partida, começou a pesar nos minutos finais. Aos 35 minutos, o Milan empatou novamente, desta vez com Papin em jogada área ensaiada.


Quando tudo parecia indicar a prorrogação da decisão, em 30 minutos a mais de um jogo em que os são-paulinos já tinham empenhado todas as forças, o destino se fez presente no lance mais crucial do confronto, selando a história para sempre: Müller, de calcanhar, magistralmente (para o azar do goleiro Pagliuca) definiu a vitória são-paulina aos 41 minutos.

Sem haver tempo para mais nada, todos os presentes no Estádio Nacional de Tóquio sabiam que o Campeão não perderia ali a coroa. O São Paulo Futebol Clube sagrou-se bicampeão mundial de clubes!

O Independiente campeão mundial de 1973

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

O Independiente foi campeão Intercontinental em 1973

No dia 28 de novembro do ano de 1973, o Independiente conquistou o seu primeiro título mundial. Naquela oportunidade, a competição ainda era conhecida como Copa Intercontinental e juntava o campeão da Liga dos Campeões da Europa e o vencedor da Taça Libertadores da América. Em modelo de partidas de ida e volta, as duas equipes envolvidas decidiriam quem seria o ganhador do troféu.

Pelo regulamento, o Ajax, que conquistou a competição europeia da temporada 1972-1973 sobre a Juventus, teria de enfrentar o Independiente de Avellaneda, que havia vencido a sua quarta Libertadores naquele mesmo ano. Por alguma coincidência, holandeses e argentinos repetiriam o confronto de 1972. Para os sul-americanos, esta seria uma grande chance dos Diablos Rojos se 'vingarem' da derrota por 1 a 0 no ano anterior.

Mas por conta do grande desentendimento entre Conmebol e UEFA, além das rusgas que ficaram do jogo da final de 1972, o clube de Amsterdam decidiu abrir mão da sua vaga e afirmou que só voltaria atrás desta decisão caso um time de outro país vencesse o torneiro da América do Sul. Como a equipe argentina foi a campeã, o Ajax não quis disputar o título mundial e alegou dificuldades financeiras, mesmo que muitos dirigentes soubessem o exato motivo para não jogar com o time vermelho de Avellaneda.

Para substituir o time holandês, a Juventus, que foi a vice campeã europeia naquela ano, foi a convidada. Porém, a Vecchia Signora não aceitou o convite por conta dos grave incidentes de 1969, com o Milan. Para que conseguisse disputar o título, a equipe de Turim fez uma contra-proposta. Os italianos queriam que o Mundial fosse disputado em partida única na Itália, mas desta fez, seria a vez dos argentinos fazerem reclamações.

Depois de muita negociação, o Independiente abriu mão do rodízio que apontava o jogo de volta na Argentina e aceitou a primeira reivindicação da Juve, mesmo sabendo que existia o risco de perder o título mundial mais uma vez. Por causa do tempo de demora para selar o acordo entre as duas partes, a disputa do troféu Intercontinental só foi acontecer no final do ano.

Finalmente, no dia 28 de novembro de 1973, o Estádio Olímpico de Roma recebeu a final entre Independiente e Juventus. O torneio foi mal organizado, além do triste fato estar vivendo uma crise. O jogo ocorreu em uma tarde de quarta-feira em campo neutro. Nas arquibancadas, um pouco mais de 22 mil torcedores foram ao estádio, sendo que 72 mil lugares estavam disponíveis.


Com bola rolando, os italianos tiveram um amplo domínio do jogo, mas não conseguiram fazer o seu gol. Cuccureddu, o meia da Juventus, chegou a desperdiçar uma penalidade máxima no segundo tempo. Além disso, o goleiro Santoro estava operando milagres e salvando os argentino. Foi então, que na marca dos 35' da etapa final, o meia Bochini conseguiu acertar um chute forte na saída do goleiro Zoff. No meio do caminho, a bola desviou no zagueiro Gentile, ganhou altura e foi morrer no fundo das redes da Juventus. Se segurando de todas as maneiras possíveis na defesa, o os Diablos Rojos conseguiram manter o placar magro de 1 a 0 até o apito final.

Assim que a partida foi encerrada, o torcedor do Independiente pôde soltar aquele grito de campeão mundial que estava entalado na garganta.

Os 58 anos do bicampeonato mundial de clubes do Santos

Com informações da CBF
Foto: Arquivo

Jogadores agradecem o apoio dos torcedores no Maracanã

Foram três jogos fantásticos, entre dois esquadrões do futebol. De um lado, o Santos bicampeão da Libertadores da América (1962/1963) e campeão do mundo de 1963, depois de duas vitórias sobre o campeão europeu Benfica, de Eusébio e Coluna.

Do outro, o Milan, primeiro clube italiano campeão da Liga da Europa, e que contava em seu time com grandes jogadores como Maldini (pai do também zagueiro Maldini dos anos 90/2000), Trapattoni e os brasileiros Mazzola (campeão do mundo pelo Brasil em 1958) e Amarildo (bicampeão mundial pelo Brasil em 1962).

O Mundial Interclubes era disputado em um sistema de melhor de três. A primeira partida foi disputada no dia 16 de outubro de 1963, no Estádio San Siro, e o Milan venceu por 4 a 2. O zagueiro Trapattoni, o ponta-direita Mora e Amarildo, duas vezes, fizeram os gols dos italianos. Pelé, mesmo muito bem marcado por Trapattoni, exibiu toda a sua genialidade e marcou os dois gols do Santos.

O segundo jogo seria na casa do Santos. Muito identificado com o público carioca e com o Maracanã, onde disputara os seus jogos na Libertadores e do Mundial anteriores, o clube repetiu o Maracanã como o estádio em que mandaria o jogo no dia 14 de novembro de 1963.


Não se arrependeu. 132 mil torcedores pagaram ingresso - havia muito mais gente lotando o Maracanã - para assistir a um dos maiores jogos de futebol que aconteceram no então Maior do Mundo. Pelé, contundido, dificilmente poderia entrar em campo, mas sua escalação foi guardada em suspense até o último instante.

Àquela época, a escalação oficial era divulgada pelo serviço de alto-falante do estádio. Zito e o zagueiro Calvet já eram desfalques certos. Quando o locutor divulgou o camisa 9 (Coutinho), o Maracanã ficou em absoluto silêncio para ouvir quem vestiria a camisa 10.

"Número 10", anunciou o lucutor: "Almir". Decepção e apreensão misturadas, afinal Pelé não iria jogar, o que parecia um prenúncio de que aquela noite não seria mesmo santista. O que tomou contornos de perversa realidade com pouco tempo de jogo. Com 17 minutos, o Milan já vencia por 2 a 0, gols de Mazzola e Mora, e dava um show de bola dominando completamente as ações.

Parecia que o título iria para Milão. Mas uma tempestade, dessas que inundaram várias ruas do Rio de Janeiro, desabou exatamente no intervalo do jogo. Com o estádio completamente tomado, não houve alternativa: a maioria dos torcedores assistiu o resto do jogo debaixo daquela chuva impressionante.

A cena do time do Santos voltando para o gramado e batendo bola sob o aguaceiro, enquanto os jogadores italianos relutavam em sair do vestiário, foi emblemática para a heroica reação que se anunciava.

Não demorou para a virada começar. Aos cinco minutos do segundo tempo, Pepe, o Canhão da Vila, pela potência do chute da sua canhota, bateu falta de longe e diminuiu para 2 a 1.

Quatro minutos depois, Almir, o substituto de Pelé, empatou. Aos 25 minutos, Lima desempatou, com um belo chute de fora da área - 3 a 2 para o Santos.

O público no Maracanã enlouqueceu. Os torcedores não paravam de gritar, empurrando o time paulista - afinal, a vitória no segundo jogo levaria a decisão para um terceiro que, pelo regulamento, seria realizado 48 horas depois no próprio Maracanã.

Foi quando três minutos depois do gol de Lima, houve uma falta no mesmo lugar que Pepe havia feito o primeiro gol do Santos. O que se seguiu foi impressionante: a massa gritou pelo nome do Canhão da Vila: "Pepe, Pepe, Pepe", era o coro que vinha da arquibancada.


Pepe tomou distância e cobrou do mesmo jeito, com a mesma precisão e violência; bola no fundo da rede e vitória decretada por 4 a 2.

O terceiro e decisivo jogo dois dias depois no Maracanã - Conforme mandava o regulamento, Santos e Milan voltaram ao Maracanã no dia 16 de novembro para decidir o Mundial de Clubes. Em um jogo duríssimo, muito disputado e cercado de polêmica, o juiz uruguaio Juan Brozzi marcou pênalti de Maldini em Almir - o lateral-esquerdo Dalmo cobrou para fazer o gol do 1 a 0 que deu ao Santos o bicampeonato mundial de clubes.

A marcação do juiz revoltou os jogadores italianos, e uma briga se formou no gramado. Mas não conseguiu tirar o brilho da conquista do título daquele time formado por Gilmar, Ismael, Mauro, Haroldo e Dalmo; Lima e Mengálvio; Dorval, Coutinho, Almir e Pepe.

49 anos da primeira Copa Intercontinental do Nacional

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O time do Nacional campeão em 28 de dezembro de 1971

Em 28 de dezembro de 1971, no Estádio Centenário, em Montevidéu, o Nacional derrotava o Panathinaikos, por 2 a 1, e conquistava a sua primeira Copa Intercontinental. Porém, esta decisão, por muito pouco, não ocorreu.

Naquela época. a Copa Intercontinental era disputada em duas partidas, uma na Europa e na América com uma terceira partida em caso de empate. Porém a edição de 1971 quase não ocorreu, tudo porque o Ajax, da Holanda, detentor do título da Copa dos Campeões da Europa, recusava-se a enfrentar um time sul-americano, que em 1971 era o Nacional.

Os dirigentes do Ajax alegavam que o Feyenoord, campeão europeu em 1970, enfrentou muita violência na Copa Intercontinental daquele ano, quando enfrentou o Estudiantes de La Plata, principalmente no jogo realizado na Argentina. Mesmo assim, a equipe holandesa se recusava a fazer o confronto.

O então presidente do Nacional, Miguel Restuccia, e Carreras Hughes fizeram grandes esforços para poder jogar, mas o Ajax deu a palavra final, recusando a fazer o jogo. Perante a recusa do Ajax, a UEFA nomeou o vice-campeão da Europa, o Panathinaikos da Grécia, como seu representante para disputar a final. Concordou-se em jogar a primeira na Grécia e revanche em Montevidéu.

As partidas - Em 15 de dezembro, a primeira final foi disputada no Estádio Karaiskaki, em Pireu. Foi um empate em 1 a 1m com um gol de Luis Artime para o Nacional, em uma partida em que um jogador grego se machucou gravemente em um jogo casual, sem má intenção.

O Nacional teve que vencer a revanche em Montevidéu, para dizer ao mundo quem era o melhor naquele ano. A equipe apresentou apenas uma modificação em relação à primeira partida final, que foi a entrada de Mamelli. O Nacional fez um grande jogo e venceu por 2 a 1 com dois gols de Luis Artime.


28 de dezembro de 1971 é uma data que ficará na memória de todos os torcedores do Bolso. Por fim, perante os seus adeptos, com a camisa vermelha alternativa, o Nacional foi classificado como Campeão do Mundo. Era lindo ver todos de lenços brancos voando pelo ar, eles não queriam que a noite acabasse, queriam festejar para sempre o triunfo do time uruguaio.

Repercussões - O mais importante em nível internacional foi a retomada da Copa Interamericana. O comportamento do Nacional era observado, por ser sul-americano, pelo mundo do futebol. A todos eles o Nacional deu uma grande lição, jogando como a sua história o impõe. Dentro do que as leis do jogo permitem, com força, com energia, com dedicação, mas com respeito ao adversário, o árbitro, que é o mesmo que respeitar o público amador e ao mesmo tempo respeitar a si mesmo. O Nacional era campeão mundial.

Salve o 13 de dezembro de 1981!!!

Por André Simões Louro
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Zico levantando a taça de campeão mundial

Outro dia, assistia a um programa humor na televisão, no qual o apresentador perguntava a seus convidados sobre a primeira lembrança de cada um. Não lembro das respostas porque, naturalmente, pensei qual seria a minha primeira lembrança e não tive a menor dúvida, com pouco mais de um ano e meio de idade, mal conseguindo sustentar o equilíbrio do corpo em pé, mas com uma bola de capão nas cores preta e branca, sob o pé esquerdo, vestido com uniforme do Corinthians, no quintal de casa, na rua Guarujá, em Cubatão. 

Meu saudoso pai, corinthiano de religião vestia de timão, a mim e a meu irmão, um ano e três meses mais velho. E era muito legal. Fomos crescendo e eu era o camisa 10, Palhinha, enquanto meu irmão Neto, era o camisa 7, Vaguinho. 

Naqueles primeiros seis anos de vida, morando tanto em Cubatão, cidade natal, como também em São Vicente e Santos, aliás, no Marapé, muito próximo da Vila Belmiro, de maneira que continuar alvi-negro parecia muito natural. Não considerava mudar de time, torceria para o mesmo time de meu pai, mas pensasse em mudar, seria para o Santos. Era claro, para mim. 

Chegou o dia 13 de dezembro de 1981 e tudo mudou. Zico e companhia foram ao Japão enfrentar os campeões europeus para disputa do título mundial daquele ano. Até então somente o Santos de Pelé ostentava a condição de campeão do mundo e a tarefa do Flamengo não parecia fácil. 

A crônica esportiva mundial apontava os ingleses do Liverpool como francos favoritos e a primeira batalha foi o reconhecimento dos gramados japoneses. Enquanto os bretões inventores do esporte chegaram de terno, os rubro negros, de chinelos, e pandeiros e fazendo festa, confiantes da vitória, fazendo rir os soberbos súditos de Elizabeth. 

Quando a bola rolou, não teve Beatles, foi samba e pagode. Os ingleses sambavam sem dedinhos pro alto com suas cinturas duras. Ao primeiro piscar de olhos, um, dois, três e antes mesmo de encerrar o primeiro tempo de jogo, já estava três a zero. Voltaram para o segundo tempo ainda assombrados com os ataques pelas laterais com Leandro, Adílio e Tita pela direita, Junior, Lico e Nunes ou quem caísse pela esquerda. Zico comandava tudo pelo meio e Nunes impiedoso não perdoava dentro da área.

Não tiveram reação e sucumbiram. 

Os ingleses, dizem que sonharam com o manto rubro negro durante dias, semanas, meses, anos. Alguns, aliás, sustentam que até hoje estão procurando o Galinho. 


Em verdade, não sei se eles sonharam realmente com o manto sagrado, mas eu sim. A partir daquele dia, minha vida esportiva jamais seria em preto e branco. O rubro e o negro daquele manto, fizeram minha cabeça e Zico jamais seria somente um jogador, mas um super herói com capacidades extraterrestres. Aquele garoto de seis anos de idade cantaria para sempre – Uma vez Flamengo, sempre Flamengo e Flamengo até morrer. 

Ano passado, já nem tão garoto, aos quarenta e cinco anos, estava com minha esposa no Rio de janeiro, neste dia 13 de dezembro e achei que assistiria, em plena praia de Copacabana, o meu Flamengo derrotar mais uma vez o Liverpool pelo título mundial, mas não demos a mesma sorte, mas a convicção não se abalou nem um milímetro e ao final do jogo saímos para passear na velha Copa, que nenhuma tem o encanto que ela possui a assoviar – Uma vez Flamengo, sempre Flamengo e Flamengo até morrer. 

Salve o 13 de dezembro de 1981!!! 

Saudações rubro negras!!!

Raí e o seu brilho no primeiro título mundial do Tricolor

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Raí antes da cobrança de falta que deu o título ao Tricolor

Neste 13 de dezembro de 2020, a torcida do São Paulo faz festa! Completa-se 28 anos do primeiro título mundial do clube, conquistado com uma vitória de virada sobre o Barcelona, por 2 a 1, no Estádio Olímpico Nacional de Tóquio, no Japão. O grande nome desta partida foi o meia Raí, um dos maiores ídolos do clube, que fez os dois gols do Tricolor na partida.

Raí, naquele dia, era considerado o grande nome do futebol brasileiro. Desde o ano anterior, quando o São Paulo conquistou o Brasileirão, em cima do Bragantino, no primeiro semestre, e o Paulistão, no segundo, quando o meia marcou três gols na primeira partida da decisão contra o Corinthians, os comentaristas já apontavam que o camisa 10 Tricolor era o melhor jogador atuando em terras tupiniquins, em uma época que já havia o êxodo de atletas indo para a Europa, mas em um ritmo menor e com os clubes daqui conseguindo segurar um pouco mais seus grandes nomes.

O ano de 1992 só confirmou aquilo que todos os cronistas esportivos falavam. Raí foi o grande líder do São Paulo na conquista da Copa Libertadores e vinha sendo o grande nome do time no Paulistão, que o Tricolor conquistaria uma semana depois do Mundial, em final contra o Palmeiras (aqui vem um fato inusitado: o primeiro jogo da final foi antes da Copa Intercontinental e o segundo depois).

Mas tinha o grande desafio: o Mundial Interclubes. O São Paulo enfrentaria o Barcelona, time que já havia goleado meses antes, em uma excursão para a Europa. Porém, o time catalão ainda estava em pré-temporada e todos os envolvidos no futebol Tricolor sabiam que a história, em 13 de dezembro de 1992, seria diferente. E foi!

Nervosismo, ansiedade ou até mesmo respeito ao adversário em demasia. Tudo isso pode justificar o fato dos europeus terem começado a partida com absoluto domínio sobre os são-paulinos, tomando conta do campo brasileiro, trocando e invertendo muitas bolas, e atrapalhando o sistema defensivo do Tricolor. Assim, aos 12 minutos, Stoichkov, justo ele, abriu o marcador em favor dos espanhóis.

Após o gol sofrido, o São Paulo melhorou e foi então que Raí assumiu o protagonismo. O Tricolor dominava e 27 minutos depois fez valer a superioridade em campo e empatou o placar após preciosa jogada de Müller, que deixou o adversário zonzo, e ao instinto de finalização de Raí, meio que de peito, meio que de barriga, no movimento de um lance de peixinho, deixou tudo igual em Tóquio.


No segundo tempo, o São Paulo dominava, mas não conseguia marcar. Porém, aos 34 minutos, depois de Palhinha sofrer falta na entrada da área, não haveria nada mais que o arqueiro rival pudesse fazer. Raí pegou a bola para cobrar a falta. Cafu parou ao seu lado. Pintado chegou junto a eles e vibrou como se antevisse o que estava por vir. O camisa 10 rolou a bola para Cafu, que só ajeitou para o chute colocado de Raí: 2 a 1 para o Tricolor, que conquistava o Mundial.

Era a afirmação de Raí no São Paulo. Este segundo gol é considerado até hoje o mais importante da história do Tricolor. O camisa 10 ainda conquistou o bi da Libertadores, em final contra a Universidad Católica, mas em seguida foi vendido para o Paris Saint-German, não ficando para o segundo título Mundial. Raí voltaria ao São Paulo em 1998, mas seu nome, seguramente, está entre os maiores da história Tricolor.

O Toyota que Jair não quis dividir com o elenco do Peñarol

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Jair, escolhido como melhor em campo, não quis dividir o carro que ganhou como prêmio com o elenco

O dia 12 de dezembro é muito importante para os torcedores do Peñarol. Foi nesta data, no ano de 1982, que os aurinegros derrotaram o Aston Villa, da Inglaterra, no Estádio Olímpico Nacional de Tóquio, no Japão, por 2 a 0, e conquistaram o terceiro título mundial de sua história. Porém, após esta partida aconteceu um fato inusitado com o meia brasileiro Jair, então ex-Internacional e Cruzeiro, considerado o melhor em campo, e o restante do elenco da equipe uruguaia.

A partida foi disputada diante de um quadro de 62.000 pessoas. Naquela tarde, o Peñarol formou-se com Gustavo Fernández, Victor Hugo Diogo, Walter Olivera, Nelson Gutiérrez, Juan Vicente Morales, Mario Saralegui, Miguel Bossio, Jair, Venancio Ramos, Fernando Morena e Walkir Silva. O treinador era Don Hugo Bagnulo.

Aos 27 minutos do primeiro tempo, o brasileiro Jair abriu o placar após cobrança de falta onde a bola foi para a trave, o goleiro defendeu de forma estranha e a bola fez uma estranha parábola para o lado de dentro do gol. Por via das dúvidas, Morena se atira em direção à bola para segurá-la, mas esbarra no zagueiro inglês. Enfim, já era fato, o Peñarol fez o primeiro gol no Japão.

O jogo estava equilibrado, mas o Peñarol começou a ir em frente e aos poucos foi dominando as ações. No segundo tempo, o gol final chega aos 23 minutos. Venâncio Ramos disputa uma bola no meio da quadra com um jogador do Aston Villa, e quando parece que vai perder, faz um passe notável para Walkir Silva, que escapa para o gol rival. Ele é perseguido por quatro jogadores ingleses e, ao entrar na área, finaliza. A bola é coberta pelo goleiro, mas o atacante aurinegro ataca e consegue capturar o rebote para condenar a ação. O Peñarol conquistava mais um mundial.


A organização da competição escolheu Jair como melhor em campo e, como prêmio, ele ganhou um automóvel Toyota Corolla, dado pelo patrocinador. E aí veio a confusão: o elenco havia feito um acordo de que se o melhor jogador da partida fosse do Peñarol, o carro ia ser vendido e o valor dividido entre todos. Mas esqueceram de combinar com o meia. O brasileiro não quis fazer a divisão e ficou com o carro.

Porém, em consequência da desavença com os colegas, que esperavam dividir o prêmio entre todos, Jair passou a ser boicotado pelo elenco do Peñarol em 1983 e no ano seguinte foi afastado de vez pela diretoria do clube. Depois dos 30 anos, Jair voltou ao Brasil para jogar pelo Juventus de São Paulo, esteve no futebol equatoriano, passou por outras equipes brasileiras e encerrou sua carreira aos 39 anos de idade, no Huracán Buceo, de Montevidéu, em 1992.

Em 1967, o Racing tornava-se o primeiro time argentino campeão do mundo

Com informações do Racing del Alma
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A equipe do Racing que conquistou a Copa Intercontinental de 1967

Em um dia como hoje, 4 de novembro, há 53 anos, o Racing tocou o céu com as mãos com um grupo de heróis campeões mundiais. Era o primeiro time argentino a conquistar a Copa Intercontinental.

"Animais". É assim que os ingleses da época chamavam os argentinos, depois do que para eles a Copa do Mundo de 1966 havia sido violenta pela Seleção Nacional. A Argentina até aquele momento não tinha títulos mundiais de clubes ou nacionais, agregava respeito aos jogadores, mas precisava confirmá-lo com troféus. E Racing foi o primeiro campeão mundial.

O Racing de José tinha acabado de vencer o torneio local com uma série invicta de 39 jogos e a mais longa Copa Libertadores da história (eles disputaram 20 jogos), derrotando o Nacional de Uruguai na final. Na frente estava o Celtic da Escócia, o primeiro time das Ilhas Britânicas a ganhar uma Copa da Europa e nada mais nada menos que o Inter de Helenio Herrera, um time fantástico e vencedor. Eles queriam conquistar o Intercontinental e surpreender o mundo, mas à frente estava o Racing.

Três jogos foram disputados para essa final. O primeiro foi em Glasgow, perante 103.000 espectadores, que terminou com uma vitória dos locais por 1 a 0. O segundo foi em Avellaneda e nessa partida dizem que foram 120.000 pessoas. O confronto dos dois jogadores mais carismáticos naquele jogo ainda é lembrado, Johnstone (o melhor jogador de futebol escocês de todos os tempos) e o quarterback Perfumo. O Racing venceu por 2 a 1, com gols de Raffo e Cárdenas.


Não houve gol do visitante, nenhuma disputa de pênaltis. Houve uma terceira e definidora festa, mais tarde chamada de "batalha de Montevidéu" . Foi disputado na capital uruguaia em 4 de novembro de 1967, que marca hoje o 51º aniversário. A equipe Pizzutti formada com Cejas, Martín, Perfumo, Basile, Chabay; Rulli, Cardoso, a tigela de Maschio; Raffo, JJ.Rodriguez e o chango Cárdenas.

O que se segue a esta história é conhecido. Foi um jogo infernal por causa de quão intenso e duro foi, até que aos 11 minutos do segundo tempo, o chute de todos os tempos de Chango acertou a rede e declarou o título histórico para um time histórico.

A cidade inteira comemorou. Os torcedores de outros clubes, famílias inteiras, todos saíram de suas casas para aplaudir a primeira grande vitória do futebol argentino. Foi a conquista de um país, representado por este time de feras, de “bichos”, que ergueu a bandeira e mudou para sempre a história do futebol.

1986 - O título Intercontinental do River Plate

Foto: arquivo

O River Plate no Estádio Olímpico de Tóquio: o Mundial da equipe

Nesta segunda-feira, dia 25 de maio de 2020, está completando 119 anos da fundação do Club Atlético River Plate, um dos maiores da Argentina. E uma das grandes glórias da equipe aconteceu em 1986, quando conquistou a Copa Intercontinental, o Mundial de Clubes da época, ao vencer o Steua Bucarest, por 1 a 0, gol de Antonio Alzamendi.

O dia 14 de dezembro de 1986 é muito lembrado para os torcedores do River, porque ‘Millo’ tocava no topo do mundo ao vencer o Steaua romeno. O autor daquela façanha, no Estádio Olímpico de Tóquio, foi Antonio Alzamendi e aquela equipe entrou na história grande da Argentina junto com Boca, Independiente e Racing, entre outros sul-americanos que já tinham conseguido nesse tempo.


O time argentino era dirigido pelo treinador Héctor ‘Bambino’ Veira, que teria um ano de sonho. Foi em 1986 que o River Plate venceu sua primeira Copa Libertadores, batendo o América de Cali na decisão. Isto credenciou os argentinos a irem ao Intercontinental para encarar o Steua Bucarest, que havia passado pelo Barcelona na decisão da Copa dos Campeões da Europa.

Os romenos não eram uma equipe cheia de craques, porém com seu jogo bem entrosado, complicaram a partida do conjunto argentino. A abertura do placar chegou aos 28’ minutos do primeiro tempo, com Alzamendi, de cabeça.


A equipe campeã foi formada por: Nery Pumpido; Jorge Gordillo, Nelson Gutiérrez, Oscar Ruggeri, Alejandro Montenegro; Héctor Enrique, Américo Gallego, Roque Alfaro (aos 68' minutos foi substituido por Daniel Sperandío); Norberto Alonso, Antonio Alzamendi e Juan Gilberto Funes.

O River Plate, até aquele momento, não se caracterizava por ganhar torneios internacionais. Era conhecido por sempre bater na trave. O Mundial nunca mais foi conquistado pela equipe, mas Libertadores foram mais três: 1996, 2015 e 2018.

1993: o Bi Mundial do São Paulo FC

Foto: Arquivo Histórico/São Paulo FC

Comemoração dos jogadores do São Paulo com a taça

No dia 12 de dezembro de 1993, o São Paulo já era um time campeão do mundo: um ano antes vencera o temido Barcelona por 2 a 1, de virada. Para defender o título, o Tricolor teve que conquistar novamente a Libertadores (com a maior goleada até hoje já realizada em finais desse torneio, 5 a 1 sobre a Universidad Católica) e viajar mais uma vez para o Japão, onde nessa oportunidade enfrentaria o poderoso Milan.

Talvez muitos não acreditassem que o São Paulo poderia derrotar dois esquadrões do futebol no torneio mais importante disputado entre clubes. Certamente somente aqueles que não conheciam o trabalho de Telê Santana e a categoria e dedicação de jogadores como Zetti, Cerezo, Leonardo e Palhinha, dentre outros.

Com a bola rolando ficou claro que o time são-paulino não se intimidaria, apesar dos sustos e lampejos milanistas na área de defesa brasileira – chegaram a acertar o travessão aos 13 minutos da primeira etapa.


Sem nervosismo, o Tricolor tocou bem a bola. Não com o intuito de desperdiçar tempo: cada toque visava encontrar o companheiro melhor posicionado – e este nunca estava parado! Todos os jogadores buscavam o lance, fornecendo opção de jogo a quem detinha brevemente a bola, pois, caso não quisessem ouvir um berro do Telê, teriam que passá-la em no máximo dois toques.

E foi assim que nasceu o primeiro gol são-paulino, marcado por Palhinha: sem que nenhum adversário sequer tocasse na bola.

No segundo tempo, a equipe italiana partiu para cima logo de cara, a fim de não perder o controle do jogo e, aos três minutos, empatou com Massaro, depois de jogada que começou com uma cobrança de lateral e de um balão lançado para o atacante do Milan.

Ao Tricolor coube manter o mesmo esquema ofensivo e dinâmico que desestabilizava o time de Milão – que não via a cor da bola. Desta maneira, o São Paulo voltou a ficar à frente no placar, agora com Cerezo: e, novamente, os rubro-negros não conseguiram interferir na jogada.


Todavia, a esquadra adversária além de possuir ótima técnica, também era persistente. O desgaste dos tricolores, que correram a 100% em praticamente todo a partida, começou a pesar nos minutos finais. Aos 35 minutos, o Milan empatou novamente, desta vez com Papin em jogada área ensaiada.

Quando tudo parecia indicar a prorrogação da decisão, em 30 minutos a mais de um jogo em que os são-paulinos já tinham empenhado todas as forças, o destino se fez presente no lance mais crucial do confronto, selando a história para sempre: Müller, de calcanhar, magistralmente (para o azar do goleiro Pagliuca) definiu a vitória são-paulina aos 41 minutos.

Sem haver tempo para mais nada, todos os presentes no Estádio Nacional de Tóquio sabiam que o Campeão não perderia ali a coroa. O São Paulo Futebol Clube sagrou-se bicampeão mundial de clubes!

O Curioso do Futebol

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