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O soco que marcou na história: Mario Soto e a final da Libertadores de 1981

Por Fábio Rocha 
Foto: Arquivo

Soto dividindo com jogador do Flamengo

Maria Soto Benavides foi um zagueiro chileno que ficou conhecido no Brasil após a final da Libertadores de 1981 contra o Flamengo. Na ocasião, o atleta acabou irritando muito o time brasileiros por conta das agressões nas partidas e acabou tomando o ‘troco’ no último jogo. 

O jogador nasceu em Santiago, no Chile, no dia 10 de julho de 1950, e começou a sua carreira no Magallanes. Rapidamente fez sucesso e, na temporada seguinte, foi contratado pelo Unión Española, também do Chile. 

Depois de dois anos na equipe, ele já fazia parte de sua seleção, e em 1977 foi contratado pelo Palmeiras. Porém, no alviverde teve uma passagem apaga e pouco ficou na memória do torcedor, pois foi apenas uma temporada, com poucos jogos. 

Em 1978 voltou para o Chile, dessa vez para atuar no Cobreloa. Pelo clube conseguiu ir a final da Copa Libertadores de 1981, onde ocorreu o fato que deixou o zagueiro conhecido no Brasil.

No primeiro jogo da decisão, o Flamengo venceu a partida por 2 a 1, no Maracanã. Já na partida de volta, em Santiago, o Cobreloa venceu por 2 a 1 e durante o jogo Soto abriu os supercílios de Adílio e Lico, com uma pedra que levava na mão - outros relatos falam que o objeto era um anel afiado.

Por causa da vitória no jogo de volta, o regulamento previa uma terceira partida em campo neutro, e Lico acabou ficando de fora da partida por conta da lesão que teve no supercílio. 

A grande final aconteceu em Montevidéu e o Flamengo conseguiu vencer de maneira até tranquila, fazendo 2 a 0 no Cobreloa. Depois dos 40 minutos, já com a vitória praticamente garantida, o técnico Paulo César Carpegiani, estava irritado com as agressões de Soto e, por isso, resolveu tomar uma decisão. 


O treinador Rubro-Negro chamou o atacante Anselmo para entrar no jogo, mas a sua única instrução para o jogador foi para agredir Soto, como uma forma de vingança por tudo sofrido durante as três partidas da final.

Anselmo não decepcionou o técnico e, logo que entrou, socou o rosto de Soto, que acabou caindo desmaiado no gramado. O atacante ganhou uma idolatria com a torcida por conta do ato, mas acabou sendo expulso e gerou uma grande confusão na reta final.

A passagem de Palhinha pelo Atlético Mineiro

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Palhinha jogou no Galo no início dos Anos 80

O ex-atacante e treinador Vanderlei Eustáquio de Oliveira, popularmente conhecido pela sua alcunha de Palhinha, estaria completando 74 anos de idade nesta terça-feira, dia 11 de junho de 2024, se ainda estivesse vivo. No decorrer de sua carreira como atleta, o avançado, que foi um ídolo no Cruzeiro e no Corinthians nos Anos 70, teve uma passagem muito boa pelo Atlético Mineiro entre 80 e 81.

Na época de sua chegada, o Galo já tinha um elenco repleto de grandes craques como João Leite, Reinaldo, Cerezo, Chicão e Éder. Encaixou muito bem no time e participou de momentos memoráveis da história do clube Alvinegro de Belo Horizonte.

Entre eles, esteve presente no bicampeonato mineiro de 80/81 e também no vice Brasileiro de 80. Ainda em 81, foi um dos cinco jogadores expulsos do lado atleticano no polêmico jogo da Libertadores contra a equipe do Flamengo, disputado no Serra Dourada.

Deixou o Atlético Mineiro naquele mesmo ano, após ter disputado 77 partidas e marcado 27 gols pelo clube. Logo em seguida, partiu para o Santos, onde jogou apenas 11 partidas ao longo de 82.


Entre 83 e 84, atuou no Vasco e em 85, voltou a sua terra natal para encerrar a sua carreira no América Mineiro. Logo após pendurar as chuteiras, se tornou treinador e chegou a comandar vários times, sendo um deles o Galo, em 87.

Em julho, Palhinha foi internado em um hospital por conta de uma infecção, mas acabou não resistindo, e faleceu no dia 17 de julho do ano passado.

O Grêmio campeão brasileiro de 1981

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

O Imortal Tricolor foi campeão brasileiro de 81

Nesta sexta-feira, dia 3 de maio de 2024, se completam 43 anos que o Brasil via o Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense, um dos maiores clubes do nosso futebol, conquistar o seu primeiro título de Campeonato Nacional da sua história. Naquela ocasião, o time gaúcho protagonizou uma final Tricolor com a equipe do São Paulo, que tinha um elenco composto por muitos atletas da Seleção Brasileira na época.

Para chegar a grande decisão, o Imortal teve de passar por adversários complicados. De certa forma, isso acabou contribuindo para que a equipe comandada por Enio Andrade ganhasse 'casca' e o reconhecimento que realmente merecia.

Como era de se esperar, o Grêmio teria mais um grande desafio para se provar. Afinal, o Tricolor Gaúcho tinha uma importante vantagem de 2 a 1 construída no Olímpico na partida de ida. Ao fim da última parte do confronto de 180 minutos, a casa são paulina, lotada, teve de ver a minoria nas arquibancadas fazer uma linda festa com a taça.


O gol da vitória gremista saiu na marca dos 20' da etapa complementar, quando o lendário Baltazar recebeu assistência por elevação, matou no peito e acertou um arremate de rara felicidade no ângulo superior esquerdo da meta defendida por Valdir Peres. 

Este tento é lembrado com muito carinho por parte da torcida do Tricolor dos Pampas. Até porque, ali seria apenas o começo dos tempos de glória, apesar do clube só voltar a conquistar um Brasileirão 15 anos depois.

Grzegorz Lato e sua passagem pelo KSC Lokeren

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Lato defendeu o Lokeren por duas temporadas

O ex-meio campista polonês Grzegorz Bolesław Lato, popularmente conhecido apenas como Grzegorz Lato, está completando 74 anos de idade nesta segunda-feira, dia 8 de abril de 2024. No começo da década de 80, o meia teve uma passagem de duas temporadas pela equipe do KSC Lokeren, clube do futebol belga que abriu falência em 2020.

Sua chegada a este novo clube aconteceu em 1980, depois de atuar pelo Stal Mielec, clube onde se profissionalizou e atuou por 18 anos. Permaneceu no time da Bélgica até 82, quando se transferiu para o CF Atlante, do México.


De acordo com o site ogol.com, Lato disputou 64 partidas com a camisa do Lokeren. No decorres de todo este período, marcou 12 gols pela equipe da Bélgica.

Na sequência de sua carreira, além de jogar no futebol mexicano, onde encerrou a sua trajetória como atleta, ainda chegou a atuar pelo Polonia Hamilton e por um time de masters na cidade de Hamilton, Ontario.

Marinho Chagas e sua passagem pelo São Paulo

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Marinho Chagas atuou pelo Tricolor no início da década de 80

Francisco das Chagas Marinho, ex-lateral esquerdo conhecido também como Marinho Chagas, estaria comemorando o seu 72º ano de vida nesta quinta-feira, dia 8 de fevereiro de 2024. No decorrer de sua carreira profissional, o defensor teve uma passagem pelo São São Paulo no começo da década de 80.

Quando chegou ao clube do Morumbi em 81, já tinha uma certa experiência. Afinal, havia colecionado trajetórias, tantos por clubes brasileiros quanto por equipes do exterior. Os dois últimos times do atleta, antes de iniciar a sua trajetória de dois anos pelo Tricolor, foram o New York Cosmos e Fort Lauderdale Strikers, ambos dos Estados Unidos.

Vestindo a camisa são paulina, fez parte do elenco que conquistou o Paulista logo na sua primeira temporada e ainda foi eleito Bola de Prata da revista Placar. Defendeu o São Paulo em 85 oportunidades e conseguiu marcar quatro gols, mesmo não tendo essa como a sua principal característica.

Ainda no Tricolor, foi campeão Paulista de 1981, mas fez parte da equipe que perdeu os títulos para o Corinthians nos dois anos seguintes, sendo vice campeão em ambos os casos, deixando o Tricolor Paulista em 1983.


Na sequência de sua carreira, Marinho Chagas ainda defendeu equipes como Bangu, Fortaleza, América de Natal, Los Angeles Heat e encerrou a sua jornada dentro das quatro linhas no BC Harlekin Augsburg, da Alemanha. O ex-jogador veio a falecer em 2014, em decorrência de uma hemorragia digestiva alta.

A passagem de Gabriele Oriali pela Internazionale

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Oriali dedicou grande parte de sua carreira à Inter de Milão

Gabriele Oriali, ex-meio campista italiano campeão do mundo em 82, comemora o seu 71º aniversário neste sábado, dia 25 de novembro de 2023. No decorrer de sua jornada futebolística, o atleta defendeu as cores da Inter de Milão em grande parte da sua carreira, tendo uma passagem pelos Nerazzurri entre a década de 70 e o começo dos Anos 80.

Começou a sua trajetória dentro do clube nas categorias de base da Beneamata em 1966 e foi promovido para o time principal quatro anos depois. Não demorou muito para vingar na equipe e conseguir seu espaço entre os titulares.

Participou de um total de 45 partidas em competições europeias e marcou três gols pela Internazionale. Esteve no elenco que foi vice campeão da Liga dos Campeões e 71/72 para o Ajax. 

Oriali também ficou marcado na história por uma memorável atuação em um Derby della Madonnina, disputado no dia 25 de outubro de 81. Na ocasião, Gabriele não só marcou o gol que deu a vitória aos azuis e pretos, mas também exigiu que Mauro Tassotti, zagueiro do Milan, levasse trinta pontos tenham sido dados no rosto. Naquela temporada, a Inter de Milão venceu o seu maior rival nos dois turnos, algo que só veio a se repetir em 2007. 


Em após 13 anos de serviços prestados, se transferiu para a Fiorentina, onde se aposentou quatro temporadas depois. Deixou a Internazionale após 327 jogos disputados e fez 35 gols. Conquistou quatro títulos, sendo eles dois da Serie A (1970-71 e 1979-80) e outros dois da Coppa Italia (1977-78 e 1981-82).

Há 42 anos, Flamengo conquistava o seu primeiro título da Copa Libertadores

Por Fabio Rocha
Foto: arquivo

Zico recebe a Taça Libertadores

Há 42 anos, o Flamengo levantava um dos principais títulos da sua história, a Copa Libertadores de 1981. Depois de três jogos na final, pois houve a partida de desempate, que foi no dia 23 de novembro, e o clube conseguiu levantar o troféu com Zico, que foi o melhor jogador e artilheiro da competição. 

O torneio era iniciado na fase de grupo, onde haviam 5 grupos, e passavam apenas um clube por grupo, apenas a chave quatro passavam dois. Após isso, as seis equipes classificadas eram dividas em dois, cada chave com três equipes, onde passavam os primeiros colocados de cada, e iam para a grande final. 

O Flamengo caiu no grupo 3, que havia o Rubro-Negro, Atlético Mineiro, Cerro Porteño e Olimpia. Os times brasileiros acabaram empatando na pontuação, cada um fez 8 pontos, e para desempatar houve uma partida entre os dois clubes, decidindo a classificação. 

Com uma grande atuação da equipe carioca, o time ganhou por 3 a 0, passando com certa tranquilidade pelo Galo. Na fase semifinal, o Flamengo caiu no Grupo A, junto com Deportivo Cali e Jorge Wilstermann.

O Rubro-Negro teve grandes atuações e venceu todos os confrotos no grupo, classificando com tranquilidade para a grande decisão da competição. No Grupo B, o Cobreloa também foi muito bem, passando muito bem, em uma chave que tinha Nacional e Peñarol, o que teoricamente seria mais difícil. 

Na decisão, o Cobreloa teve a vantagem de decidir em casa, pois juntando as duas fases anteriores, o clube fez 16 pontos, igual o Flamengo, mas contou com um saldo de gols superior. 

A primeira partida foi no Maracanã, que contou com mais de 94 mil pessoas, apoiando intensamente o rubro-negro. O Flamengo começou o jogo muito forte, fazendo uma forte pressão, e conseguiu abrir o placar logo no início com Zico. Ainda no primeiro tempo, Zico aumentou de pênalti. 

Porém no segundo tempo, Merello acabou diminuindo o placar de pênalti, e a partida terminou em 2 a 1. A decisiva partida aconteceu no Estádio Nacional de Santiago, e teve um público de 62 mil torcedores, e o Flamengo estava conseguindo segurar o placar, mas aos 79 minutos tomou o gol de Merello, que levou a decisão para um jogo desempate. 

A grande decisão aconteceu no Estádio Centenário de Montevidéu, no dia 23 de novembro de 1981, para 30 mil pessoas, e o Flamengo foi para a decisão com mudanças feitas pelo Paulo César Carpegiani. O técnico reforçou mais o meio de campo, tirando o atacante Lico, e colocando o lateral Nei Dias, assim Leonardo foi atuar no meio-campo, empurrando Adílio para jogar mais a frente. 


Com as mudanças, o Flamengo foi para a decisão com: Raul, Nei Dias, Marinho e Mozer; Júnior, Andrade, Leandro e Zico; Tita, Nunes e Adílio. A equipe fez uma grande partida, e Zico abriu o placar aos 13 minutos, o que dava o título para o rubro-negro. 

A equipe conseguiu preencher o meio campo e foi superior, tendo muito mais pegada que o adversário. Aos 84 minutos, já no final da partida, a equipe fechou o caixão, com mais um gol de Zico. A partida terminou em 2 a 0, e Zico levantou o primeiro título da Copa Libertadores da história do clube.

Júlio César “Uri Geller” e sua passagem pelo argentino Talleres

Por Fabio Rocha
Foto: arquivo

Apesar do pouco tempo, Júlio César foi bem no Talleres

Júlio César da Silva Gurjol, mais conhecido por Júlio César 'Uri Geller', nasceu no Rio de Janeiro, no dia 3 de março de 1956, e foi um ótimo jogador ofensivo. O atleta teve passagens por grandes clubes, mas o de maior sucesso foi o Flamengo, onde conquistou diversos títulos. Em 1981, ele jogou na Argentina, defendendo o Talleres, onde foi bem, apesar do pouco tempo.

O seu apelido veio por causa de Uri Geller, israelita, um paranormal que ficou conhecido em vários países do mundo, inclusive no Brasil, e que com o olhar entortava colheres, garfos e outros objetos de metal. Como Júlio César entortava os adversários, acabou ficando conhecido como.

O carioca era um excelente atacante, tinha uma qualidade fora do normal, tirando dribles de uma cartola e sempre gerava perigo. O jogador que foi revelado no Flamengo, acabou ficando no clube por alguns anos, mas também foi emprestado algumas vezes durante esse tempo.

Júlio ficou no Flamengo de 1975 até 1981, e nesse período acabou sendo emprestado duas vezes. A primeira foi para o América, do Rio, e depois para o Remo. O atacante acabou sendo comprado pelo Talleres, onde recebeu uma grande proposta, que seria o auge financeiro de sua carreira, até aquele momento, e por lá viveu o auge do prestígio esportivo também.

O jogador chegou em um time mais envelhecido, e se tornou a estrela da equipe, conseguindo carregar a equipe nas costas e mostrar seu belíssimo futebol. Júlio foi o grande destaque do Torneio Metropolitano de 1981, sendo o principal jogador da equipe, decidindo jogos importantes, já que a equipe brigava para o rebaixamento e ele segurou o time.


Além das grandes jogadas, Júlio também era o artilheiro da equipe até aquele momento da temporada. Porém, no Torneio Nacional, apenas na terceira rodada, ele sofreu uma grave lesão e nunca mais atuou pelo time do Talleres, que resolveu vender o atacante para o Grêmio.

Sua passagem, que estava sendo de muita qualidade e recebendo diversos elogios, acabou sendo finalizada por conta da lesão. Júlio, fez 27 jogos e marcou 7 gols pela equipe, sendo a estrela do clube pelo curto espaço de tempo. Em 1982, o atacante voltou aos gramados, de volta ao Brasil, para atuar pelo Grêmio.

A passagem do centroavante Washington pelo Corinthians

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Washington teve uma passagem sem muito brilho no Timão em 1981

Natural de Curitiba, o ex-atacante Washington César Santos, popularmente conhecido apenas como Washington, estaria completando 62 anos de idade nesta terça-feira, 3, se estivesse vivo. Em sua carreira de atleta profissional, o centroavante teve uma passagem sem muito brilho atuando no Corinthians, depois de ter construído uma bela trajetória em outros clubes.

Ainda antes de chegar ao clube Alvinegro do Parque São Jorge, o avançado estava no Galícia, clube baiano. Lá no Nordeste, surgiu bem, marcando cinco gols em 12 jogos disputados. O treinador do time paulista, Oswaldo Brandão, viu potencial no jogador, que tinha somente 21 anos de idade, e pediu a sua contratação.

Debutou com a camisa corintiana no dia 29 de abril de 1981, em um jogo do Campeonato Paulista daquele ano. Na ocasião, o Time do Povo empatou em 1 a 1 com a equipe do São José, no Pacaembu, com o centroavante começando a partida entre os titulares.

Depois desta apagada passagem pelo Corinthians, onde anotou apenas quatro tentos anotados em 17 partidas disputadas, segundo o site Meu Timão, Washington se transferiu para o Internacional. Porém, ficou famoso mesmo por ter feito dupla juntos com Assis, compondo o Casal 20, no Atlético Paranaense em 1982 e 1983, e também no Fluminense, entre 1983 e 1989.


Pendurou as chuteiras no ano de 1996. Veio a falecer no dia 25 de maio de 2014, em decorrência de uma esclerose lateral amiotrófica (ELA). Segundo relatos da família do ex-jogador, o respirador dele caiu no período da noite.

O título da Libertadores de 1981 do Flamengo

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Zico beija a taça da Libertadores

Recentemente, diante do Athletico Paranaense, jogando em Guayaquil, no Equador, o Flamengo conquistou seu terceiro título da Libertadores da América, com um gol do já histórico Gabigol. O rubro-negro vem de campanhas de enorme destaque recente na competição mais importante da América do Sul, porém ficou muito tempo longe da conquista da América. O primeiro título flamenguista na competição ocorreu há 41 anos, em 23 de novembro de 1981, no Centenário, em Montevidéu.

Classificado como campeão do Brasileirão de 1980, o rubro-negro começou aquela competição num grupo que tinha Atlético Mineiro, Cerro Porteño e Olímpia. Abriu a competição empatando por 2 a 2 com o Galo em Minas, venceu o Cerro por 5 a 2 no Maracanã, empatou também no maraca com o Olímpia. Ficou em outra igualdade por 2 a 2 com o Galo no Maracanã, venceu o Cerro por 4 a 2 no Paraguai e ficou no zero com o Olímpia fora de casa. Os resultados obrigaram um duelo desempate com o Atlético Mineiro, que jogado em Goiânia, diante de polêmica arbitragem de José Roberto Wright, terminou em zero.

Classificado, o Mengão seguiu numa competição que tinha grupos de três times como as "semifinais, enfrentando então Jorge Wilstermann e Deportivo Cali e abriu vencendo duas partidas seguidas longe de casa por 1 a 0 e 2 a 1 contra bolivianos e colombianos, respectivamente. Vantagem que foi crucial ao ser completadas por vitórias contra ambos os times no Rio de Janeiro, que terminaram garantindo o Mengão na final. Do outro lado, o Cobreloa surpreendeu Nacional e Peñarol e chegou a decisão.

Em 13 de novembro daquele ano, o rubro-negro, com um dos melhores times da história do futebol mundial, começou a decidir a competição e bateu o Cobreloa por 2 a 1 no Maracanã, contando com dois gols de Zico diante de quase 100 mil rubro-negros. No Nacional de Santiago, um gol de Merello no finalzinho levou o jogo para uma partida decisiva em campo neutro. No Centenário, Zico mostrou porque era o melhor jogador brasileiro e decidiu o jogo marcando duas vezes, dando a primeira conquista da Libertadores naquele dia 23 de novembro ao Flamengo. 


Era a consagração de um time que tinha nomes históricos em sua formação. Começando pelo goleiraço Raul Plasmann, o Mengão ainda tinha caras como Mozer, Júnior, Andrade, Tita, Nunes, Adílio e, é claro, o Galinho Zico. O camisa 10 ainda terminou a competição como artilheiro, marcando 11 vezes ao longo da disputa. O rubro-negro ainda bateria na trave no ano seguinte, caindo nas semifinais, mas só voltaria a se destacar no continente nos anos recentes.

Algumas semanas depois aquele time faria em Tóquio com que o Liverpool de Dalglish, Souness e Kennedy, que dominaria a Europa naquela década saísse de campo com a envergadura de um guardanapo molhado após ser atropelado pelo time brasileiro sem piedade, consagrando de vez aquele que é um dos cinco melhores times da história do futebol brasileiro de clubes.

Milton Cruz e sua passagem pelo Nacional do Uruguai entre 1980 e 1983

Por Fabio Rocha
Foto: arquivo

Milton Cruz defendeu o Nacional entre 1980 e 1983

A Baixada Santista revelou grandes atacantes, mas nem todos começaram no Santos ou em outros times da cidade. Um exemplo disso é Milton Cruz. O atacante nasceu em Cubatão, no dia 1º de agosto de 1957 e completa 65 anos hoje. O jogador passou por grandes clubes na América do Sul, fazendo sucesso em alguns deles, como no Nacional do Uruguai.

Milton Cruz começou a sua carreira no juvenil do São Paulo, se tornando destaque da equipe de base do tricolor paulista. Em 1977, o atacante subiu para o profissional como uma jovem promessa, que poderia ter um futuro muito bom no clube, mas infelizmente a concorrência era com outros craques.

O atacante não conseguia se tornar titular da equipe, pois brigava com Serginho Chulapa pela vaga na equipe e Chulapa estava em uma fase espetacular, marcando vários gols e sendo protagonista com o tricolor. Por conta da falta de espaço no time, percebendo que não iria ser titular, acabou aceito uma proposta de outra equipe.

Em 1980, Milton da Cruz, como era chamado no Uruguai, chegou para se tornar referência no ataque do Nacional do Uruguai, mas não conseguiu se adaptar logo de cara, acabou demorando um pouco mais para entrar no ritmo da equipe. O Nacional ganhou títulos importantes naquele ano como a Libertadores, Campeonato Nacional e a Copa Intercontinental, mas o atacante pouco jogou naquela temporada.

O jogador teve problemas para mostrar seu grande talento. Todos já diziam que era uma grande decepção, mas as coisas começaram a mudar algum tempo depois. Em 1982, ele já começou a fazer grandes jogos e a grande temporada em Montevidéu ainda estava por vir.

Em 1983, já na sua terceira temporada no Uruguai, o atacante conseguiu mostrar todo seu potencial, voltou diferente para aquele ano, demonstrando muito mais interesse e vontade do que nos anos anteriores. Por conta disso, conseguiu ter mais chances e acabou se tornando titular da equipe.

Milton Cruz fez uma grande temporada, conseguindo se consolidar na equipe e finalmente chamando a atenção de todos de forma positiva. Por conta das grandes atuações, acabou trazendo olhares de outras equipes para ele, e no final da temporada, o atacante recebeu uma proposta do Internacional.


O atacante resolveu atravessar a fronteira e acertar com a equipe gaúcha, pois via que era uma grande chance de deslanchar em sua carreira. Pelo Colorado, defendeu a Seleção Brasileira medalha de prata nas Olimpíadas de Los Angeles, em 1984. Ainda jogou por Sport, Catuense, Náutico, Botafogo e futebol japonês. Quando parou, ficou conhecido por trabalhar na Comissão Técnica do São Paulo.

O gol de Baltazar que deu o título brasileiro ao Grêmio em 1981

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Baltazar marcou o gol do título brasileiro do Grêmio em 1981

Neste dia 3 de maio de 2022, se completam 41 anos atrás que, Baltazar Maria de Morais Júnior, marcava o gol do primeiro título brasileiro da história do Grêmio em pelo Estádio do Morumbi. Na ocasião, o Imortal Tricolor enfrentava a equipe do São Paulo na decisão do campeonato nacional do ano de 1981.

Após fazer grande campanha durante as fases iniciais, o clube de Porto Alegre despachou equipes como o Vitória da Bahia nas oitavas de final, o Operário do Mato Grosso do Sul nas quartas e a Ponte Preta nas semifinais. Já o time da capital paulista conseguiu passar das primeiras fases e trilhou a seu caminho à grande final eliminando Santos, Internacional e Botafogo.

No jogo de ida da decisão, o Grêmio havia recebido o São Paulo no Estádio Olímpico no dia 30 de abril e conseguiu uma excelente vitória pelo placar de 2 a 1. Naquela oportunidade, Paulo Isidoro marcou os os dois gols gremistas, enquanto o único tento da equipe do Morumbi foi feito por Serginho Chulapa. O atacante Baltazar, que seria o ator do gol no segundo confronto, perdeu um pênalti. Por ter superado tal fato, ganhou o apelido de "Artilheiro de Deus".

A partida de volta, marcada para o dia 3 de maio, ficou marcado de forma especial para o torcedor do Imortal Tricolor. Até porque, viram o time gaúcho conquistar o seu primeiro título do Campeonato Brasileiro. Além disso deste episódio ter acontecido longe de casa, a vitória veio através de um golaço marcado pelo atacante Baltazar.

Eram 20 minutos jogados no segundo tempo e o placar estava empatado em 0 a 0 no Morumbi. Até que, Baltazar, o "Artilheiro de Deus", recebeu passe, dominou a bola no peito e, sem deixar a bola quicar no solo, pegou um sem pulo na entrada da área para acertar o ângulo do goleiro Waldir Peres. Era o gol do título do Grêmio!


Baltazar, que antes do Grêmio tinha defendido o Atlético Goianiense, saiu do Imortyal Tricolor no ano seguinte. Ele passaria por Palmeiras, Flamengo, Botafogo, Celta de Vigo, Atlético de Madrid, onde foi artilheiro do Espanhol, Porto, Rennes, Goiás e Kyoto Sanga, onde encerrou a carreira em 1996.

Com recorde de público no Olímpico, Grêmio avançava para a final do Brasileirão de 81 com derrota para a Ponte Preta

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

O Grêmio perdeu para a Ponte Preta por 1 a 0 mas se classificou para a final do Brasileirão de 81

Neste dia 26 de abril de 2022, se completam 41 anos da partida de volta entre Grêmio e Ponte Preta, pela semifinal do Campeonato Brasileiro de 1981. Nesta oportunidade, o Imortal Tricolor conseguiu se classificar para a decisão da competição mesmo com a derrota pelo placar de 1 a 0 a favor da Macaca, no jogo que marcou o recorde de público no Olímpico.

Para acompanhar este jogo, a torcida do Grêmio compareceu em peso nas arquibancadas do Olímpico, em Porto Alegre. Um total de 98.499 tricolores, sendo que 85.721 eram pagantes, bateram o recorde de público da antiga casa gremista e geraram uma renda de Cr$ 11.142.990,00 ao clube gaúcho.

A expetativa dos tricolores era muito boa. Até porque, além da boa campanha que o time vinha fazendo, o Imortal venceu a equipe alvinegra pelo placar de 3 a 2, dentro do Estádio Moisés Lucarelli, em Campinas. Vantagem essa que dava a vantagem do Grêmio de perder até por um gol de diferença em casa para avançar à grande decisão.

Apesar da grande festa antes da bola começar a rolar, o clima no estádio passou a ficar tenso a partir dos 20' jogados, quando Osvaldo (que dois anos mais tarde venceria a Libertadores e do Mundial com a camisa do Grêmio) aproveitou levantamento de Serginho em cobrança de falta e também a falha da zaga do time da casa para desviar a bola pro fundo das redes. Leão, que era o goleiro tricolor na época, reclamou bastante com Maurílio José Santiago, árbitro da partida, pela marcação da infração que deu origem ao gol da Macaca.

A partir daquele momento, o Grêmio teria de redobrar a atenção nos 70 minutos restantes. Afinal, a equipe da casa não poderia permitir mais que a bola ultrapassasse as suas balizas para conseguir garantir a vaga para a final. Caso contrário, quem se classificaria era o time campineiro. Isso deixou os atletas do Imortal Tricolor nervosos, e a Ponte Preta aumentava o seu ímpeto ofensivo cada vez mais. A situação estava tão complicada, que nem a bronca do treinador Ênio Andrade durante o intervalo surtiu o efeito esperado. O comandante pedia um time menos nervoso e mais leve em campo.

Com o segundo tempo já em andamento, Hugo De León, que era xerife da zaga e o capitão do time quase marcou um gol contra ao tentar cortar um cruzamento. A bola pegou efeito e foi para trás, mas Leão saltou para evitar aquele tento que poderia tirar a vaga do Grêmio. Após a jogada, o defensor cumprimentou o goleiro como reconhecimento a defesa e também como um pedido de desculpas pelo lance. Mesmo depois deste momento, o Olímpico permaneceu quieto e atento a outra partida da semifinal, que estava sendo disputada por Botafogo e São Paulo.


Só depois que o árbitro Maurílio José Santiago apitou o fim do jogo que o estádio voltou a explodir como um grande alívio. Parecia até que o time mandante havia marcado o gol de empate. Mas era a vaga para a decisão que tinha chegado. No gramado, os jogadores gremistas celebravam a classificação, mas ao mesmo tempo, se desculpavam com a torcida pela má atuação da equipe durante a partida.

Na final, o clube gaúcho venceu as duas partidas contra o Tricolor Paulista e conquistou o título nacional daquele ano. Na ida, o Grêmio venceu o São Paulo pelo placar de 2 a 1, no mesmo Estádio Olímpico, e no jogo de volta, o clube do Sul ganhou pelo placar magro de 1 a 0 no Morumbi. Com isso, a equipe de Porto Alegre se sagrou campeã do Brasileirão pela primeira vez em sua história

Marcello Lippi e seu último momento como jogador no Pistoiese

Por Fabio Rocha
Foto: Arquivo

Marcelo Lippi atuando pelo Pistoiese

O ex-jogador e grande ex-técnico italiano completa hoje 74 anos. Marcello Lippi, nasceu no dia 11 de Abril de 1948 em Viareggio, na Itália. O zagueiro teve uma carreira tão longa como jogador, mas fez história na Sampdoria e seu último time foi o pequeno Pistoiese.

O jogador chegou ao clube em 1980 para ajudar o clube a disputar pela primeira vez a Série A. A equipe trouxe alguns jogadores experientes para fazer uma boa campanha e tentar ficar na elite. O zagueiro já estava na fase final de sua carreira e não conseguiu render o esperado, mas mesmo assim teve alguns jogos importantes que ajudaram a equipe.

O começo na competição foi muito bom, a equipe até chegou a ganhar o clássico local contra a Fiorentina na 13° rodada e parou em sexto lugar. Mas após a vitória tudo desandou no time e as coisas mudaram drasticamente, o Pintoiese passou a não vencer mais nenhuma partida.

O restante foi sofrido para a equipe, que saiu de sexto lugar para a zona de rebaixamento. No segundo turno a equipe ficou revezando entre a lanterna e a vice-lanterna. O time não conseguiu ficar na elite e foi novamente para a segunda divisão.

Em 1981 seria a última temporada de Marcello como jogador. Ele fez algumas partida, ajudando o time na segunda divisão, mas a equipe não fez novamente uma boa temporada. Com o final do ano, o zagueiro preferiu deixar os gramados e seguir na sua nova carreira, dessa vez como treinador.


Marcello viveu o auge da sua vida como treinador, com passagens por grandes times na Itália, até chegar na seleção italiana. E foi pela seleção que ele viveu um dos melhores momentos na sua profissão, quando em 2006 ele levou o seu país ao título da Copa do Mundo.

Há 41 anos, Inter aplicava goleada histórica sobre o Palmeiras

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Batista se destacou na goleada

O dia 28 de março de 1981 ficou marcado na história dos confrontos entre Internacional e Palmeiras. Jogando num Beira-Rio que sempre foi e continua sendo um lugar hostil ao Verdão, o Palmeiras não conseguiu acompanhar o ritmo do Colorado e viu o time gaúcho aplicar sonoros e dolorosos 6 a 0 em cima de seu time. Batista, da foto que registra o texto foi o grande destaque do jogo, onde o time da casa não tomou conhecimento. 

O Inter havia se classificado com algum sofrimento na primeira fase e o Palmeiras vinha da Taça de Prata. Ambos os times, porém, chegavam ali na penúltima rodada da segunda fase com chances de se classificar ao mata-mata ainda. Na rodada anterior, o Inter havia empatado com o Goiás jogando no Serra Dourada, um resultado aceitável, enquanto o Verdão se desesperava após perder para o Sport. Era preciso vencer em Porto Alegre para ficar vivo.

Foi assim então que o Alviverde Imponente se lançou ao ataque no início do jogo. Esse avanço deixou espaços pelo qual o time gaúcho chegava, inclusive oferecendo perigo uma vez com Mário Sérgio, antes de marcar, logo aos 13 minutos, com Batista, após belo passe de Jair. O Palmeiras quase empatou com Célio. Depois disso, só deu Inter, que foi pressionando, pressionando, até que aos 36', numa linda jogada de Mário Sérgio, Cléo ampliou o placar. Depois do segundo gol, o Verdão teve sua melhor chance, com Paulinho, após linda tabela com Célio, porém o chute saiu ao lado do gol, perdendo a chance de marcar no primeiro tempo.

Na etapa final, precisando buscar uma virada, o Palestra voltou pensando em tentar mais ainda o ataque, porém tomou um duríssimo golpe aos dois minutos, quando Batista fez o terceiro colorado numa belíssima cobrança de falta. Pouco depois do gol, Benitez fez uma defesa espetacular para evitar que o time paulista diminuísse com Osni. O alviverde até conseguia criar, mas falhava na defesa. Aos 17', Mauro Pastor ampliou o placar aproveitando escanteio de Mário Sérgio. Logo depois, Batista fez linda jogada e cruzou para Nilson Dias fazer o quinto. 


Na parte final do jogo, o Inter controlou ainda mais as ações, porém até viu o Palmeiras chegar com Freitas, fazendo Benitez mais uma vez trabalhar bonito. Curiosamente, nos minutos finais, ele saiu para dar lugar à Bagattini. Ainda deu tempo de Mauro Pastor, aos 38', fechar o placar e terminar a festa no Beira Rio, com um histórico 6 a 0.

Na última rodada, o Inter fechou sua campanha em primeiro empatando sem gols com o Sport, enquanto o Palmeiras teve uma inútil vitória diante do Goiás. O Verdão ficou pelo caminho na segunda fase. Já o Inter avançaria até as quartas de final, onde cairia diante do São Paulo, vice-campeão daquele ano, perdendo o título para o Grêmio. 

Carpegiani e seu começo histórico como treinador no Flamengo

Por Fabio Rocha
Foto: reprodução

Paulo César Carpegiani dando entrevista como treinador do Flamengo

Hoje é o aniversário de Paulo César Carpegiani, ex-jogador e ex-treinador, que completa hoje 73 anos. O grande técnico nasceu no Rio Grande do Sul, no dia 7 de fevereiro de 1949, ele acabou tendo uma carreira curta como jogador, por conta de uma lesão no joelho e após se aposentar aos 31 anos no Flamengo, assumiu a equipe como técnico e acabou se tornando um dos maiores técnicos da história do clube.

Por conta da contusão no joelho, Carpegiani se apresentou dos gramados mais cedo, mas isso não o parou e se manteve no mundo do futebol. Ele chegou no Flamengo em 1977 e conquistou muitos títulos como jogador, se tornando ídolo do clube, mas como treinador ele conseguiu ter feitos melhores.

Em 1981, quando se aposentou, começou sua carreira como técnico no próprio Flamengo. Mesmo com um tempo curtíssimo na nova profissão, Carpegiani se acostumou com tranquilo e estava em um grupo campeão, pois nas temporadas anteriores o Rubro-negro vinha de alguns títulos.

A boa adaptação do técnico com a equipe geraram muitos frutos e aquela temporada se transformaria em umas das maiores da história do clube. Um dos títulos mais importantes do clube, foi conquistado pela primeira vez em 1981, que foi a Libertadores, quando o clube venceu o Cobreloa na final.

Apenas o título de campeão da América, não foi o suficiente, aquele grupo queria mais e foi em busca disse. Com o título da Libertadores, o Flamengo foi disputar a final do Mundial de Clubes contra o Liverpool. Um jogo que seria algo muito difícil, mas aquele time fez o jogo se tornar fácil e venceu a partida por 3 a 0 e o técnico entrou para a história do clube, mas dessa vez como treinador.


Em seu primeiro ano, já conseguiu se tornar um dos maiores técnicos da história do Flamengo e além desses títulos, o Mengão ainda levantou mais 5 taças. Aquele grupo entrou para história, junto com o recém técnico. A equipe era formada por: Raul; Leandro, Marinho, Mozer e Júnior; Andrade, Adílio e Zico; Tita, Nunes e Lico. Todos comandado por Paulo César Carpegiani.

Ênio Andrade e o grande feito de ganhar três brasileiros por clubes diferentes

Por Fabio Rocha
Foto: arquivo

Ênio Andrade conquistou o Brasileirão por Internacional, Grêmio e Coritiba

Um dos grandes técnicos brasileiro do século passado completaria 94 anos. Ênio Vargas de Andrade, mais conhecido como Ênio Andrade, nasceu no dia 31 de Janeiro de 1928, em Porto Alegre, e foi em um dos time do Sul que o treinador venceu seu primeiro campeonato Brasileiro, na sequência conquistou pelo rival e finalizou ganhando no estado do Paraná, totalizando três títulos Brasileiros.

O seu primeiro aconteceu no Internacional em 1979, havia chegado há pouco tempo no clube e já conseguiu conquistar um título importante, com uma campanha brilhante. Ênio armou uma equipe difícil de ser batida e com muita qualidade, com isso o treinador conseguiu o último feito de ganhar o Brasileirão invicto, já tinha ocorrido 6 vezes, mas após o time gaúcho ninguém repetiu a grande campanha.

O time que venceu a final em cima do Vasco da Gama, em pleno Maracanã, com um público de mais de 58 mil pessoas, era: Benítez; João Carlos, Mauro Pastor, Mauro Galvão e Cláudio Mineiro; Valdir Lima, Jair e Batista; Chico Spina, Bira e Mário Sérgio; com o grande comando de Ênio Andrade. Essa equipe bateu o Gigante da Colina, ganhando por 2 a 0 e no jogo de volta ganhou por 2 a 1, no Beira-Rio.

Após dois anos no Inter, o treinador foi comandar o rival Grêmio em 1981. E por lá não foi diferente, Ênio logo em seu primeiro ano venceu novamente o campeonato brasileiro, não teve a mesma campanha fantástica, mas no fim levantou a taça da mesma maneira.

O Grêmio enfrentou na final o São Paulo, outro clube fortíssimo, e a primeira partida foi em casa, pois o tricolor Paulista tinha melhor campanha. No jogo de ida, o tricolor gaúcho venceu por virada por 2 a 1 em um jogão. A partida final o Grêmio também venceu, mas dessa vez por 1 a 0, concretizando o segundo título Brasileiro de Ênio Andrade. O time comandado pelo grande técnico era: Leão; Uchoa, Newmar, De León e Casemiro; China, Paulo Isidoro e Vilson Taddei; Tarciso, Baltazar e Odair.

O técnico ficou pouco tempo no Grêmio e logo depois se transferiu para o Náutico. Após o clube Pernambuco, Ênio foi para o Coritiba, clube que o treinador já conhecia, pois já havia trabalhado. Em 1985, o Coxa foi campeão Brasileiro, sendo o terceiro e último título Brasileiro do grande técnico.

Com uma campanha muito boa, Ênio se tornou o segundo técnico a ser campeão brasileiro por três times diferentes, o primeiro foi Rubens Minelli. O técnico conseguiu novamente montar um time competitivo, pronto para vencer e conseguiu pela primeira vez fazer uma final sem nenhum clube do famoso "G-12", que são chamados de clubes grandes.


A final ocorreu entre Bangu e Coritiba, no estádio do Maracanã, novamente Ênio voltaria ao grande templo do futebol brasileiro para levantar novamente o título Brasileiro. Essa foi a decisão mais difícil que o técnico passou, o jogo acabou empatado em 1 a 1 e foi decidido nos pênaltis, com vitória por 6 a 5.

Após os três títulos, o treinador continuou conquistando títulos por outros clubes, até troféus internacionais, mas não voltou a ganhar o Brasileirão. Em 1997, Ênio acabou falecendo, aos 68 anos de idade, por conta de complicações pulmonares.

Em dezembro de 1981, Flamengo "botava o Liverpool na roda" e conquistava o mundo

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Nunes fez um dos gols do Flamengo

O dia 13 de dezembro de 1981, há exatos 40 anos, é um dos mais marcantes da história do Flamengo. Naquele dia, no ano de 1981, o Mengão atropelou o Liverpool no antigo Mundial Interclubes e levou a taça pra casa, com um show pra cima dos ingleses que pouco viram a cor da bola. Uma das maiores partidas de um clube sul-americano contra um Europeu, o jogo rolou no Estádio Nacional de Yokohama e o excelente time do Liverpool de Paisley pouco pode fazer diante do Flamengo.

Na época, o rubro-negro tinha o melhor time do Brasil, da América do Sul e inclusive um dos melhores do mundo. O Liverpool tinha na época um dos melhores times de sua história, com Dalglish, Keegan, Hansen e outros craques históricos vermelhos, comandados pelo colossal Bob Paisley, que recebeu o bastão de Bill Shankly e levou o time de Merseyside a todos os títulos pensáveis. Porém, na época, talvez o time brasileiro fosse de fato o melhor time de futebol do Planeta.

Independente de se os jogadores do Liverpool entraram em campo bêbados, como já disseram jogadores da época em entrevistas, ou não, os Reds pouco conseguiram fazer diante do Flamengo. A primeira finalização do jogo até foi inglesa, com Souness, porém, o time brasileiro tomou aos poucos conta das ações e logo aos doze minutos, Nunes recebeu de Zico, encobriu Groobelar e botou os flamenguistas na frente. Para não dizer que os Reds não chegaram, Johnston até chegou a assustar, mas a partir dos 30 minutos, o domínio passou a ficar insustentável para o campeão europeu.

Primeiro, Júnior quase marcou um golaço de voleio, mas ela raspou o travessão. Depois, aos 34', Zico cobrou falta, Groobelar deu rebote e na confusão Adílio marcou o segundo. O rubro-negro seguiu dominando e quando parecia que os Reds escapavam, já que MCDermonth obrigou Raul Plasmann a fazer uma defesaça, uma linda combinação entre Zico e Nunes terminou com o segundo de Nunes na partida e o terceiro do Flamengo, encerrando um primeiro tempo maravilhoso do time carioca.

Na etapa final, o Liverpool até tentou sair e buscar uma reação, mas viu o time brasileiro aproveitar os espaços e oferecer perigo. Andrade quase marcou o quarto, parando em Groobelar. A partir do momento que os Reds atacavam mais, os flamenguistas também aproveitavam espaços e chegavam perto do quarto gol. A etapa final foi muito mais aberta, mas os lances de mais perigo seguiam sendo brasileiros, apesar da quantidade enorme de tentativas, ruins é verdade, do Liverpool. Ao fim do jogo, é até engraçado ver a comemoração discreta dos rubro-negros. 


Aquela conquista é a consagração máxima da incrível geração flamenguista de Zico, Nunes, Adílio, Andrade e cia. O 3 a 0 a bem da realidade mostrava o tamanho da diferença entre os dois times na época, isso pois o Liverpool era provavelmente de forma disparada a melhor equipe europeia. As equipes voltariam a se enfrentar 38 anos depois, quando o time brasileiro fez os Reds sofrerem, mas acabou perdendo. 

O São Paulo bicampeão paulista de 1981

Por Ricardo Pilotto
Foto: arquivo

O São Paulo do bicampeonato paulista em 1981

Nesta segunda-feira, dias 29 de novembro de 2021, se completam 40 anos da conquista do bicampeonato paulista do São Paulo em 1981. Naquela ocasião, o Tricolor do Morumbi bateu a equipe a Ponte Preta na grande decisão, vencendo por 2 a 0 e conquistou o seu 13º título estadual em sua história.

O jogo de ida da final aconteceu no mesmo Morumbi onde aconteceu a segunda partida. A primeira parte do confronto de 180 minutos terminou empatada em 1 a 1. Os gols foram anotados por Toninho Oliveira aos 25' do primeiro tempo e Serginho Chulapa igualou o placar na marca dos 21' da etapa complementar.

Apesar da Ponte Preta ter conseguido causar preocupações para a torcida são paulina no primeiro jogo ao sair na frente do marcador, a história na partida de volta foi contada de outra maneira. Os grandes nomes da equipe da capital paulista foram o goleiro Waldir Perez, o lateral esquerda Marinho Chagas e o atacante Renato. O camisa número 8 lutou bastante para se desdobrar na marcação e correu incansavelmente por todo o campo.

Na marca dos 37 do primeiro tempo, Getúlio aproveitou bola sobrada no lado esquerdo do campo de ataque e com liberdade, teve tempo de parar a bola e procurar um companheiro para fazer o levantamento. Na entrada da pequena área, o mesmo Renato cabeceou consciente no canto direito do goleiro da Macaca, que nada pôde fazer para evitar que o placar fosse aberto. O gol do time da casa deixou o jogo muito aberto, mas nenhum dos times conseguiram balançar as redes até o fim da primeira etapa.

Já no segundo tempo, o confronto ficou ainda mais movimentado. A Macaca, que precisava do gol de empate para levar a decisão para os pênaltis, tentou criar chances mas acabou não conseguindo bater o grande goleiro Waldir Perez. Entrando nos minutos derradeiros do embate, a estrela de Serginho Chulapa, que estava voltando de uma séria lesão e ainda sentia algumas dores, brilhou mesmo que ele não estivesse em um dia tão inspirado. Porém, quando você deixa um grande jogador do calibre de Serginho encostar na bola mesmo não estando em seus melhores dias, o risco de levar o gol é real. E foi justamente isso o que aconteceu.


Renato aproveitou saída de bola errada da Ponte Preta, retomou a posse para a equipe Tricolor e lançou Serginho, que saiu livre, cara a cara com o goleiro Carlos. Chulapa não só driblou, como deu um 'chapéu' no arqueiro alvinegro, e debaixo da trave, só empurrou para o fundo das redes. Alí, o São Paulo ampliava o placar e se sagrava bi campeão paulista em 1981 na marca dos 41' de bola rolando no segundo jogo.

Olaria lança camisa em homenagem ao título da Taça de Bronze de 1981

Foto: divulgação Madureira

A faixa branca da camisa do Olaria deu lugar aos nomes dos campeões

No ano de 1981, o Olaria Atlético Clube conquistou a Taça de Bronze do Brasileirão, equivalente à atual Série C. Para celebrar os 40 anos do título mais importante de sua história, a Cítera está lançando a camisa 3 para a temporada de 2021/22, chamada "fomos heróis".

O modelo é uma releitura de sua camisa azul, onde a tradicional faixa branca no peito dá lugar a uma homenagem a toda a equipe campeã, como forma de eternizar jogadores, treinador e comissão técnica ainda mais e para sempre.

A camisa “Fomos Heróis”, modelo 3 para os anos 2021/22, está em pré-venda no site do Olaria, ao preço promocional de R$ 108. O uniforme é fabricado pela Cítera, fornecedora esportiva carioca que também veste Angra dos Reis (2ª divisão estadual) e Barra Mansa (4ª divisão).


A Taça de Bronze - Primeira experiência de uma terceira divisão nacional, a Taça de Bronze completou 40 anos do desfecho de sua única edição no mês de maio. O título ficou com o Olaria, que levou a melhor sobre os pernambucanos do Santo Amaro na decisão com uma equipe talentosa formada quase toda em casa, no subúrbio carioca da Leopoldina, e dirigida pelo experiente David Ferreira, o Duque.

O Curioso do Futebol

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