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Há 31 anos, Roberto Dinamite se despedia do futebol com Zico vestindo a camisa do Vasco

Com informações do Lance!
Foto: arquivo

Zico, Bebeto e Roberto Dinamite

Em 24 de março 1993, Zico e Júnior, ídolos do Flamengo, vestiram a camisa do Gigante da Colina em jogo diante do Deportivo La Coruña, no Maracanã, no Rio de Janeiro que marcou a despedida de Roberto Dinamite do Futebol.

Dinamite se despediu dos gramados em jogo festivo no Maracanã. Cerca de 30 mil torcedores foram ao Estádio Jornalista Mário Filho para prestigiar o ídolo do Vasco da Gama. O duelo teve a presença ilustre de rivais cariocas, como Zico e Júnior, do Flamengo.

A equipe do Cruz-maltina estava recheada de craques e, mesmo aqueles que atuavam por arquirrivais, como foi o caso dos rubro-negros, todos vestiram a camisa do Gigante da Colina. O Vasco, na ocasião, era o então campeão carioca, fato que se repetiria no ano do amistoso e no seguinte.


Tal ato mostra o tamanho de Roberto Dinamite, tanto dentro quanto fora das quatro linhas. Nem a derrota para o Deportivo La Coruña, que tinha Bebeto e Mauro Silva e vivia grande fase na Europa, por 2 a 0, estragou a festa. Roberto Dinamite faleceu em 7 de janeiro de 2023.

Os 71 anos de Zico

Com informações da CBF
Foto: arquivo

Zico no jogo contra a Argentina na Copa do Mundo de 1982

Um dos maiores jogadores de futebol de todos os tempos, dono de um raro talento, autor de belos gols e colecionador de títulos, Zico festeja neste domingo (3) seu 71º aniversário. Conhecido como o "Galinho de Quintino", apelido em referência ao bairro do subúrbio carioca onde viveu sua infância, Zico, ídolo eterno do Flamengo, marcou 854 gols na carreira, 525 deles reconhecidos pela Fifa, o que o deixa oficialmente entre os 14 maiores goleadores do mundo.

O jogador se notabilizou como o grande líder de uma era de ouro do Rubro-Negro carioca, nas décadas de 70 e 80, ajudando o Flamengo a levantar uma penca de títulos, entre os quais o da Libertadores e o do Mundial de Clubes.

Pela Seleção Brasileira, atuou nas Copas do Mundo de 1978, 1982 e 1986 - portanto figurou (em 1982, na Espanha) numa das equipes mais talentosas da história dos mundiais, formando o meio com outros craques: Falcão, Cerezo e Sócrates.

Faz parte de suas façanhas a marca de maior artilheiro do Maracanã, com 334 gols em 435 partidas. Zico foi autor de 84 gols em cobranças de faltas, segundo seus próprios dados. Por causa disso, a Revista Placar lhe concedeu, em 2001, um prêmio que o intitulava como maior cobrador de faltas do futebol brasileiro no século XX.

O reconhecimento pela sua qualidade técnica apurada e pelos gols decisivos notadamente quando atuava pelo Flamengo foram determinantes para que ganhasse o título de melhor futebolista do ano de 1981 pela Revista Guerrin Esportivo. Repetiria o feito em 1983, numa eleição promovida pela World Soccer.


De uma família de craques, na qual também se destacava o irmão Eduzinho, que foi considerado por João Saldanha como um suplente ideal de Pelé às vésperas da Copa do Mundo de 1970, Zico chegou a jogar na Udinese, da Itália, e no Kashima Antlers, do Japão, antes de trocar de função - passou a ser treinador e trabalhou também como coordenador e diretor-técnico.

Ainda pela Seleção Brasileira, trabalhou como coordenador-técnico na comissão dirigida por Zagallo na Copa do Mundo de 1998, na França. Sua relação com Flamengo e Seleção é notória, mas há de se destacar também que Zico é idolatrado por milhões de japoneses, que o consideram como o grande incentivador da popularização do futebol naquele país, pelo qual ganhou inúmeros títulos como jogador e diretor-técnico.

Zico estreia minissérie exclusiva sobre seus 70 anos no Kwai


Considerado um dos maiores ídolos do futebol brasileiro, Arthur Antunes Coimbra, mais conhecido como Zico, completou 70 anos em 3 de março. E para celebrar sua vida e história, estreia no perfil dele no Kwai nesta quinta-feira, dia 9, uma minissérie exclusiva sobre esse grande jogador narrada pelo próprio Galinho, em parceria com a LiveSports.

Ao todo são 7 episódios, que vão contar toda a trajetória do Zico ao longo de seus 70 anos, desde a infância em Quintino, no Rio de Janeiro, passando por suas conquistas pelo Flamengo e pela Seleção Brasileira e a relação que tem até hoje com o futebol.

"É sempre muito gratificante poder contar a minha história e a série no Kwai traz os principais temas. Espero que todos acompanhem os vídeos no meu perfil e possam curtir um pouco dos meus 70 anos junto comigo", celebra Zico.

Os episódios serão lançados sempre às segundas e quintas-feiras no perfil do Zico no Kwai. Uma página especial dentro da plataforma também irá reunir todos os episódios e trazer vídeos de personalidades parabenizando o Galinho pelos seus 70 anos. Além disso, os usuários também podem criar conteúdos usando um filtro especial e postando no app com a tag #Zico70NoKwai.

E para fechar essa grande festa de celebração do aniversário de 70 anos do ídolo, no dia 31 de março o Zico vai conversar com os fãs em uma transmissão ao vivo. O tema desta live será escolhido pelos usuários, por meio de uma enquete disponível na página especial do projeto na plataforma.

“Zico tem muita história pra contar. E que bom que não tem guardado apenas para ele e para os próximos. São 70 anos de histórias compartilhadas com todos que o seguem e que são fãs do melhor jogador brasileiro da era pós-Pelé. E a LiveSports proporcionar isso ao mundo do futebol é bom demais”, comenta João Palomino, CEO da LiveSports, media tech que administra os perfis de grandes ídolos no Kwai, como o Zico, Craque Neto, os jornalistas Paulo Vinícius Coelho, o PVC, Benjamin Back entre outros.

"É uma honra poder fazer parte da comemoração dos 70 anos do Zico, um dos maiores jogadores do futebol brasileiro e mundial. Esporte é uma paixão nacional e no Kwai os usuários podem encontrar diversos conteúdos sobre a temática, em especial o futebol, então não poderíamos deixar de fazer parte dessa festa e de levar essa história para o maior número possível de pessoas, para que assim elas também possam se inspirar e ir atrás de seus sonhos", afirma Claudine Bayma, diretora geral do Kwai Brasil.


Minissérie #Zico70NoKwai

Episódio 1- Infância em Quintino (09/03)
Episódio 2 - Flamengo (13/03)
Episódio 3 - Recordes e Idolatrias (16/03)
Episódio 4 - Seleção e Copas (20/03)
Episódio 5 - Zico no exterior (23/03)
Episódio 6 - Centro de Futebol Zico (27/03)
Episódio 7 - 70 anos (30/03)
Live especial - Conversa com Zico (31/03)

A festa de despedida de Zico do Flamengo

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Zico se despediu do Mengão em 1990

Nesta sexta-feira, dia 3 de março de 2023, Artur Antunes Coimbra, popularmente conhecido como Zico, está completando 70 anos de idade. Maior ídolo da história do Flamengo com 509 gols marcados em 732 partidas disputadas com a camisa rubro-negra, o ex-meio campista se despediu do clube da Gávea no dia 6 de fevereiro de 1990, num amistoso entre o Mengão e o World Cup Masters II, que contava com grandes nomes do futebol mundial, e terminou empatado em 2 a 2.

O último jogo oficial como de Zico como atleta flamenguista aconteceu no dia 2 de dezembro de 89, quando o seu time goleou o Fluminense pelo placar de 5 a 0, em jogo realizado em Juiz de Fora, pelo Brasileirão daquele ano. Contudo, o Galinho de Quintino merecia se despedir de maneira definitiva no Maracanã, placo que conhecia tão bem.

Neste amistoso, Zico adentrou ao gramado sozinho vindo do vestiário do árbitro, enquanto os demais jogadores que iriam participar do jogo estavam perfilados. Foi saudado com um festivas de raios laser e 40 mil lenços brancos nas dependências do Maraca. Naquele dia, cerca de 95.451 rubro-negros estavam presentes e puderam ver o ídolo dar o seu último adeus ao clube carioca.

Na primeira metade da partida, Zico atuou junto com alguns companheiros do Mundial de 81, contra jogadores como Falcão, Mario Kempes, Rummenigge e Breitner. Nos 45 iniciais, houve empate por 1 a 1. Os gols foram anotados por Fernando, a favor do Flamengo, e Cláudio Adão, anotou o tento do combinado.

Na segunda etapa, o camisa 10 atuou ao lado do então time do Flamengo, que tinha nomes como Junior, Leandro e Zinho. Também houve empate em 1 a 1, com Leonardo marcando para a equipe rubro-negra, e o italiano Tarantini para o adversário. Maradona e Platini foram convidados para a festa, mas não puderam comparecer.

Durante o jogo, Zico não conseguiu balançar as redes porque acabou parando em grandes defesas de Taffarel. Porém, este fato não foi suficiente Nação ficar despontada, já que era o momento de agradecer por tudo o que o atleta havia feito pelo Fla entre 1974 e 1983. Enquanto o jogador fazia a popular volta olímpica, os torcedores flamenguista cantaram "Por que parou? Parou por quê?".


Carlos Alberto Pintinho, que depois veio a ser jogador e ídolo do Fluminense mas tinha apenas 14 anos de idade, teve a honra de receber o par de chuteiras usado pelo craque. Artistas flamenguistas de coração, como Jorge Ben Jor, Bebeto e Morais Moreira, que veio a falecer no dia 13 de abril de 2020, fizeram shows.

Após sua despedida do Mengão atuando no Maracança lotado, Zico assumiu a Secretaria de Esportes do Governo do presidente Fernando Collor de Mello, recém empossado, onde ficou pouco tempo. Em seguida, 'recalçou' as chuteiras e rumou para o futebol asiático, onde também fez história no Japão.

O título da Libertadores de 1981 do Flamengo

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Zico beija a taça da Libertadores

Recentemente, diante do Athletico Paranaense, jogando em Guayaquil, no Equador, o Flamengo conquistou seu terceiro título da Libertadores da América, com um gol do já histórico Gabigol. O rubro-negro vem de campanhas de enorme destaque recente na competição mais importante da América do Sul, porém ficou muito tempo longe da conquista da América. O primeiro título flamenguista na competição ocorreu há 41 anos, em 23 de novembro de 1981, no Centenário, em Montevidéu.

Classificado como campeão do Brasileirão de 1980, o rubro-negro começou aquela competição num grupo que tinha Atlético Mineiro, Cerro Porteño e Olímpia. Abriu a competição empatando por 2 a 2 com o Galo em Minas, venceu o Cerro por 5 a 2 no Maracanã, empatou também no maraca com o Olímpia. Ficou em outra igualdade por 2 a 2 com o Galo no Maracanã, venceu o Cerro por 4 a 2 no Paraguai e ficou no zero com o Olímpia fora de casa. Os resultados obrigaram um duelo desempate com o Atlético Mineiro, que jogado em Goiânia, diante de polêmica arbitragem de José Roberto Wright, terminou em zero.

Classificado, o Mengão seguiu numa competição que tinha grupos de três times como as "semifinais, enfrentando então Jorge Wilstermann e Deportivo Cali e abriu vencendo duas partidas seguidas longe de casa por 1 a 0 e 2 a 1 contra bolivianos e colombianos, respectivamente. Vantagem que foi crucial ao ser completadas por vitórias contra ambos os times no Rio de Janeiro, que terminaram garantindo o Mengão na final. Do outro lado, o Cobreloa surpreendeu Nacional e Peñarol e chegou a decisão.

Em 13 de novembro daquele ano, o rubro-negro, com um dos melhores times da história do futebol mundial, começou a decidir a competição e bateu o Cobreloa por 2 a 1 no Maracanã, contando com dois gols de Zico diante de quase 100 mil rubro-negros. No Nacional de Santiago, um gol de Merello no finalzinho levou o jogo para uma partida decisiva em campo neutro. No Centenário, Zico mostrou porque era o melhor jogador brasileiro e decidiu o jogo marcando duas vezes, dando a primeira conquista da Libertadores naquele dia 23 de novembro ao Flamengo. 


Era a consagração de um time que tinha nomes históricos em sua formação. Começando pelo goleiraço Raul Plasmann, o Mengão ainda tinha caras como Mozer, Júnior, Andrade, Tita, Nunes, Adílio e, é claro, o Galinho Zico. O camisa 10 ainda terminou a competição como artilheiro, marcando 11 vezes ao longo da disputa. O rubro-negro ainda bateria na trave no ano seguinte, caindo nas semifinais, mas só voltaria a se destacar no continente nos anos recentes.

Algumas semanas depois aquele time faria em Tóquio com que o Liverpool de Dalglish, Souness e Kennedy, que dominaria a Europa naquela década saísse de campo com a envergadura de um guardanapo molhado após ser atropelado pelo time brasileiro sem piedade, consagrando de vez aquele que é um dos cinco melhores times da história do futebol brasileiro de clubes.

A estreia de Zico no time profissional do Flamengo

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Zico em sua primeira partida pelo Flamengo

O dia 3 de março é praticamente natal para os flamenguistas. Neste dia, em 3 de março de 1953, nascia Artur Antunes Coimbra, o Zico, maior ídolo da história do Flamengo e um dos maiores jogadores da história do futebol brasileiro e mundial. Praticamente um craque imparável em seu auge, o meia fez 509 gols com a camisa rubro-negra e é até hoje o maior artilheiro da história do clube. Essa trajetória começa em um clássico entre Vasco e Flamengo, no ano de 1971.

A partida, maior rivalidade do futebol carioca, valia pela semifinal da Taça Guanabara, era disputada em 29 de julho de 1971 no Maracanã. Naquele dia, o Flamengo, treinado pelo paraguaio Fleitas Solich entrou em campo com uma linha de ataque que incluía, entre nomes como Fio e Rodrigues Neto, um jovem chamado Zico, que vestia a camisa 9 rubro-negra e fazia sua estreia pelo time profissional naquele dia.

Dentro de campo, o Galinho de Quintino precisou de pouquíssimo tempo para mostrar a que vinha a campo. Aos 20', Zico deu uma bela assistência para Nei abrir o placar para os flamenguistas. Ainda no primeiro tempo, aos 44', Rodrigues empatou o jogo para o Cruzmaltino, mas no minuto seguinte Fio, o maravilha, marcou o gol da vitória do Mengão.


A etapa final da partida foi mais parada em relação a gols e o placar ficou mesmo em 2 a 1. Porém, o rubro-negro acabou derrotado na decisão pelo Fluminense, que acabou sendo campeão daquele Campeonato Carioca em cima do Botafogo. Na época, o Galinho ainda atuava muito pouco pelo time profissional rubro-negro.

Nos anos seguintes, Zico foi começando a ganhar espaço até se firmar finalmente a partir de 1974. A partir do final daquela década, junto a outros jogadores como Leandro, Júnior, Mozer e outros nomes históricos, seria o principal nome do melhor time da história rubro-negra e um dos melhores que o futebol já viu. Escrevendo sua absurda história junto ao Flamengo.

Minidoc em formato de vídeos curtos celebra 40 anos do Mundial do Flamengo com Zico


Há momentos mágicos no futebol, e este é um deles. Em 13 de dezembro de 1981, o Flamengo vencia o Liverpool por 3 a 0, na final do Mundial Interclubes, na capital do Japão. O Brasil não celebrava este título desde 1963, com o Santos de Pelé. E para comemorar a data, a LiveSports co-produziu um minidoc especial com exclusividade para o Kwai, app de criação e compartilhamento de vídeos curtos, que será exibido no perfil do eterno Camisa 10 Rubro-Negro. A estreia é nesta quarta-feira, 8 de dezembro.

“Foi um jogo que a gente decidiu nos primeiros 45 minutos. Nos outros 45, o Liverpool ficou esperando, não foi para cima que nem louco, com medo de levar mais”, relembra Zico.

O embate foi realizado no Estádio Nacional de Tóquio, exatamente o local onde Zico gravou o minidoc. Serão seis episódios curtos, com vídeos de 1 minuto. O Kwai ainda terá uma página especial dentro do app, com a hashtag #GalinhoDay onde vai reunir os seis episódios: A CONQUISTA (8/12); O PALCO (9/12); PRIMEIROS GOLS (10/12); FECHANDO A CONTA (11/12); RESPEITO (12/12); e ZICO RESPONDE (13/12).

EPISÓDIOS

1: A CONQUISTA (8/12) - A maior conquista do Flamengo enche Zico de nostalgia 40 anos depois do título de campeão do mundo. O craque revive momentos marcantes na partida contra o Liverpool no Estádio Nacional de Tóquio.

2: O PALCO (9/12) - Em um estádio totalmente diferente, as lembranças ajudam Zico a se encontrar no palco da decisão 40 anos depois.

3: PRIMEIROS GOLS (10/12) - No gramado, Zico relembra os dois primeiros gols que colocaram o Flamengo em vantagem na partida.

4: FECHANDO A CONTA (11/12) - O terceiro gol encerrou a conta no Estádio Nacional.

5: RESPEITO (12/12) - No estádio para reviver as conquistas do Mundial, Zico é surpreendido pelo carinho dos funcionários do Estádio Nacional e fãs japoneses!

6: ZICO RESPONDE (13/12) - Como é voltar a um estádio tão importante para a história rubro-negra? Zico responde essa e outras perguntas sobre os 40 anos do título mundial!

ONDE ASSISTIR

Perfil ZicoOficial: http://s.kw.ai/UA8inU4Y


Sobre a LiveSports - Serviço live streaming para eventos esportivos, encontros corporativos e shows. Responsável por toda a cadeia de produção do streaming, da captação no local do evento, passando por bilhetagem e segurança de dados, até a entrega para os fãs do esporte em aplicativo próprio. A empresa foi criada em setembro de 2020 por João Palomino, ex-VP de Conteúdo e Produção da ESPN, e Nilson Fujisawa, CEO da Lineup, uma das principais fornecedoras de equipamentos e soluções do mercado televisivo.

Sobre o Kwai - Um dos aplicativos gratuitos mais populares do Brasil, o Kwai permite que o público crie seu próprio conteúdo e compartilhe vídeos online de forma fácil, inclusiva e acessível, em um universo interativo que possibilita a conexão de pessoas. Com a missão de tornar a vida das pessoas mais felizes, o Kwai acredita que todos os pequenos momentos da vida merecem ser compartilhados. O app está disponível nos sistemas iOS e Android, na App Store e no Google Play. Saiba mais em: kwai.com.

Zico e a Seleção Brasileira

Com informações da CBF
Foto: arquivo

Zico defendeu a Seleção Brasileira por cerca de 10 anos

"É falta na entrada da área. Adivinha quem vai bater? É o camisa 10 da Gávea...". Com esses versos, o cantor Jorge Ben Jor homenageou um dos mais brilhantes jogadores que o futebol brasileiro já criou: Zico, que está completando 68 anos neste 3 de março de 2021. Ídolo máximo do Flamengo, o Galinho de Quintino, como era conhecido, foi um dos mais talentosos craques da história da Seleção Brasileira, que defendeu por mais de dez anos.

O Galinho de Quintino - Caçula de uma família de seis irmãos, Arthur Antunes Coimbra começou a dar seus primeiros chutes na bola em seu bairro de infância. Desde pequeno, acompanhou os passos de seus irmãos mais velhos, que também foram jogadores profissionais: Nando, Antunes e Edu, que se destacou pelo América e chegou a vestir a camisa da Seleção.

Foi em Quintino Bocaiúva, na Zona Norte do Rio de Janeiro, que Arthur iniciou sua trajetória com a redonda em seus pés. Ainda criança, jogou no futsal do Juventude de Quintino, um clube do bairro. De lá, foi jogar no River, em Piedade, também na Zona Norte, antes de chamar atenção do Flamengo. Em 1967, com 14 anos de idade, Zico começou sua aventura no futebol de campo nas categorias de base do Rubro-negro.

A transformação de um menino de ouro - Cercado de bastante expectativa por seu grande futebol, Zico estreou no profissional do Flamengo em 1971, aos 18 anos de idade. Mas o Galo levou certo tempo para se firmar de vez no time titular do Fla. Foi só três anos mais tarde, em 1974, que o meio-campista realmente se consolidou como o craque do clube.

Entre a estreia e esse novo status conquistado por Zico, houve um trabalho muito árduo do Galinho para se transformar fisicamente. A técnica sempre o acompanhou, mas o corpo franzino do jovem prejudicava sua transição para o futebol de campo. Por isso, Zico passou horas e horas na sala de musculação, para que conseguisse levar o seu futebol ao mais alto nível.

A fórmula deu certo e Zico deslanchou. Ainda em 1974, ganhou da Revista Placar a Bola de Ouro do Campeonato Brasileiro, dada ao melhor jogador da competição. Dois anos mais tarde, em 1976, foi convocado pela primeira vez para a Seleção Brasileira, o início de uma passagem marcada por golaços e um futebol de encher os olhos.

Ao longo de seus mais de 15 anos com a camisa do Flamengo, Zico foi campeão dos Brasileiros de 1980, 1982, 1983 e da Copa União de 1987. Conquistou também a Copa Libertadores da América e o Mundial Interclubes, em 1981, além de sete títulos do Campeonato Carioca.

As três Copas de Zico - Aos poucos, Zico conquistou espaço no grupo da Seleção Brasileira. Em 1978, fez parte da convocação de Cláudio Coutinho para a Copa do Mundo da Argentina. Logo em sua primeira partida de Mundial, o craque balançou a rede adversária. Mas acabou frustrado por uma decisão inusitada da arbitragem. No minuto final de jogo, Zicou aproveitou cobrança de escanteio para vencer a defesa da Suécia. Mas o juiz apitou o fim de jogo, alegando que o havia feito durante a viagem da bola em direção à área. Com o gol anulado, o Brasil ficou no empate por 0 a 0 com os suecos.

Disputando vaga com Jorge Mendonça, Zico não foi titular durante toda a campanha e marcou seu único gol naquele Mundial já na segunda fase, na vitória sobre o Peru, de pênalti. O Brasil deixou a Copa do Mundo sem perder uma única partida.

O destaque de Zico ficaria mais para as outras duas Copas que ele disputou com a camisa da Seleção, em 1982, na Espanha e em 1986, no México.

Uma geração inesquecível - Quatro anos depois da Copa do Mundo da Argentina, Zico chegou ao Mundial como a principal esperança de título do povo brasileiro. Craque e líder do Flamengo que acabara de conquista o Brasil, a América e o mundo, Zico assumiu a camisa 10 no Mundial da Espanha. A equipe comandada por Telê Santana ainda tinha outras craques, do quilate de Sócrates, Falcão e Júnior. Na estreia, a Seleção teve dificuldades, mas conquistou uma suada vitória por 2 a 1 sobre a União Soviética.

A estrela do Galinho brilhou de vez nos jogos seguintes. Contra a Escócia, na segunda rodada, o Brasil novamente saiu atrás no placar. Coube então a Zico, em seu melhor estilo, empatar a partida. Ele cobrou falta com maestria e marcou um golaço para abrir caminho para a virada brasileira por 4 a 1.

Fechando a primeira fase, mais um show do Galinho. Contra a Nova Zelândia, foram dois gols, um deles de voleio, no 4 a 0 do Brasil. Àquela altura,a Seleção Brasileira já entregava ao povo o que se esperava dela: futebol bonito, grandes vitórias e um show de Zico.

Na abertura da segunda fase, o Brasil teria a Argentina em um duelo cheio de rivalidade. As duas torcidas ainda carregavam as rusgas da partida em Rosário, no Mundial de 78, e os argentinos estavam reforçados pelo brilhante Diego Armando Maradona. Mas dentro de campo, o Brasil não deixou dúvidas: era o melhor time. Zico inaugurou o placar e foi seguido de Serginho Chulapa, que ampliou a vantagem. Antes dos argentinos descontarem com Ramón Diaz, Júnior fez o terceiro em uma jogada com a marca de Zico.

O Galinho enxergou a ultrapassagem do lateral por dentro da zaga argentina e deu uma enfiada milimétrica para o companheiro de Flamengo. Júnior só tirou do goleiro para marcar. Ao fim do jogo, com o triunfo, o Brasil precisaria apenas de um empate contra a Itália para avançar na Copa do Mundo. Mas quiseram os deuses do futebol que a Seleção vivesse uma das tardes mais tristes de sua história naquele 5 de julho, no Sarriá.

Com três gols de Paolo Rossi, os italianos superaram o Brasil, apesar dos esforços da Amarelinha. Zico foi duramente marcado por Claudio Gentile durante a partida. No lance em que conseguiu superar o marcador italiano, encontrou Sócrates sozinho para fazer o gol do empate em 1 a 1. A Itália voltou a ficar na frente, mas Falcão empatou em golaço de fora da área. O terceiro gol de Rossi, no entanto, sacramentou o placar e a eliminação brasileira.

Mesmo caindo antes da final, aquela Seleção Brasileira é tratada até hoje como uma das principais equipes da história da Copa do Mundo. O encanto deixado pelo time de 1982 dentro de campo gerou fãs no mundo todo.


Despedida no México - Quatro anos depois da derrota na Espanha, Zico voltaria a defender a Seleção Brasileira na Copa do Mundo do México, em 1986. Diferente do Mundial de 82, no entanto, o Galinho se recuperava de uma contusão e não conseguia disputar partidas inteiras. Ainda assim, Telê o levou para ser uma opção segura ao longo dos jogos.

Entrou no decorrer de três partidas. A última delas foi no empate em 1 a 1 com a França, pelas quartas de final. Minutos depois de entrar, achou Branco em um lançamento sensacional. O lateral foi derrubado dentro da área: pênalti. Zico assumiu a responsabilidade de bater, mas a cobrança foi defendida pelo goleiro francês. Com a igualdade, a partida seria decidida justamente na disputa por penalidades máximas. No desempate, Zico chegou a fazer sua cobrança, mas o Brasil foi derrotado pelos franceses.

Aquela seria a última partida de Copa do Mundo de Zico. O craque terminou sua trajetória com a camisa da Seleção com 66 gols em 89 jogos e apenas uma derrota, justamente a mais dolorida, contra a Itália. Mas o povo brasileiro jamais se esquecerá das tardes e noites de brilho de Zico. Um atleta fora de série, que não só jogava, como encantava.

Moraes Moreira e seu fanatismo pelo Flamengo e Zico

Foto: reprodução
Com informações do Terra

Uma das capas de disco de Moraes Moreira: vestindo a camisa do Flamengo

A música brasileira foi surpreendida na manhã desta segunda-feira, dia 13, com a notícia do falecimento do cantor e compositor Moraes Moreira, que estava com 72 anos, de enfarto, no apartamento onde morava no Rio de Janeiro. Flamenguista fanático, o músico tinha Zico como um grande ídolo e gravou as músicas “Vitorioso Flamengo” e “Saudades do Galinho”.

Torcedor roxo do Rubro-Negro, Moraes Moreira deu uma entrevista em 2016, ao SporTV, revelando seu carinho pelo time carioca. Nascido no interior da Bahia, em Ituaçu, ele afirmou ser simpático ao Bahia, mas ama o Flamengo por influência das transmissões de jogos do Rubro-Negro, feitas através do rádio.

"Eu ouvia as rádios Globo, Tupi, Mayrink Veiga, lá do interior. Conheci o Rio de Janeiro, Laranjeiras, tudo, conheci antes, lá. Eu sou Flamengo, não sou Bahia, nem Vitória. Sou simpático ao Bahia", disse, em participação nos "Extra Ordinários", antigo programa do "SporTV".


"Meus amigos eram Zico, Paulo César Caju, Afonsinho. Jairzinho e Brito jogaram no time dos Novos Baianos. Eu fiz quatro ou cinco músicas para o Zico. Os Novos Baianos misturavam futebol e música, era a tradução dos Novos Baianos. Música e futebol eram os amores da nossa vida", lembrou ele, que ainda dedicou música para ao craque quando ele foi negociado com a Udinese.

Em 1990, no disco "Moraes e Pepeu" (que ele fez em parceria com Pepeu Gomes", a expectativa por um título da Seleção Brasileira voltou a ser tema de música. Ambos gravaram "Brasil Campeão", música que falava sobre o Mundial da Itália e depositava fichas em craques como Bebeto, Romário e Careca.

O futebol também rendeu um dueto entre Moraes Moreira e seu filho Davi Moraes. No especial "Casa de Brinquedos", exibido pela Rede Globo em 1983, os dois interpretaram "A Bola", música de Toquinho e Mutinho. A letra reunia jogadores de várias décadas como Nilton Santos, Garrincha, Pelé, Rivellino, Tostão, Jairzinho, Sócrates, Zico e Falcão.

"Saudades do Galinho"

Clube - Em suas mídias sociais, o Flamengo lamentou a morte de seu ilustre torcedor. "O Clube de Regatas do Flamengo lamenta profundamente a morte do músico e ilustre rubro-negro Moraes Moreira. Muita força aos familiares e amigos neste momento tão triste.O Clube de Regatas do Flamengo lamenta profundamente a morte do músico e ilustre rubro-negro Moraes Moreira. Muita força aos familiares e amigos neste momento tão triste", disse a nota.

Os 10 maiores jogadores que vi jogar

Foto: André Simões Louro

El Pibe de Oro: o melhor que viu jogar para André Louro

Ontem, escrevi sobre os 10 melhores times de futebol que vi jogar para o site O Curioso do Futebol e logo em seguida fui desafiado pelo jornalista Victor de Andrade, editor do veículo, a escrever sobre os 10 melhores jogadores que vi jogar. Desafio aceito.

Considerando que nasci em 1975, falo a respeito dos últimos 40 anos e mesmo assim, desde já, peço todas as escusas e perdões pelo cometimento de enormes injustiças, às quais, certamente esteja cometendo, até porque escolher é perder.

Na esteira das desculpas, inicio dando uma notícia que explica muitas de minhas escolhas. Sou flamenguista e sendo assim o nome Zico representa muita mais do que um grande jogador de futebol. É quase uma religião e, portanto, não seria nada estranho imaginar que o primeiro de minha lista fosse o Galinho de Quintino, mas tive a sorte de assistir Dom Diego Armando Maradona e não seria justo com minhas lembranças e mesmo com o que penso sobre o futebol se deixasse de relacionar o craque argentino como o número 1 de minha lista. El Pibe de Oro, para além de ser, de longe, o mais hábil futebolista que talvez tenha existido, tinha muita garra, força, vontade, velocidade e muito, mas muito sangue nos olhos. Minhas melhores lembranças de garoto, a teor do bom futebol jogado no mundo foi ter a oportunidade de assistir ao campeonato italiano, aos domingos, no Show do Esporte de Luciano do Valle, numa época em que o Napoli de Diego não resistia à poderosa Juventus, Milan e Internazionale de Milão, especialmente, mas para os amantes do esporte, a cereja do bolo era assistir aquele Napoli dos amigos Maradona e Antonio Careca, quem, por tantos anos vestiu a 9 amarelinha. Era simplesmente fantástico.

Em segundo lugar, portanto, evidente que relaciono o Galo. Zico jogou demais por àquela equipe exuberante do Flamengo dos anos 80 e por uma seleção que não jogava futebol. Eles se apresentavam. Naquela Copa do Mundo de 1982 o mundo chorou a desclassificação daquela que foi, sem sobra de dúvidas a melhor seleção que vi jogar, onde Valdir Peres no gol e Serginho Chulapa no comando do ataque destoavam tecnicamente, mesmo sendo grandes jogadores. Jogavam por música, Falcão, Rei de Roma, Sócrates, Zico e Éder na linha do meio campo com o ataque. Esse grupo tinha Zico como liderança técnica, mesmo porque o capitão e a voz do grupo era o Dr. Sócrates, de quem falarei mais adiante. Zico, a exemplo de Maradona, tinha todos os golpes, chutava de todos os lados, cabeceava, batia faltas como poucos ou como nenhum outro, armava, concluía, enfim, craque completo, aliás, não seria nada injusto se relacionasse Zico em primeiro lugar utilizando o método Pepe de análise. Como todos sabem, Seo Pepe, o Canhão da Vila diz a todos ter sido o maior artilheiro da história do Santos futebol Clube com 405 gols marcados, uma vez que só perde para Pelé que marcou 763 pelo Clube da Vila Belmiro, já que em sua visão só vale considerar os humanos e Pelé é um extraterrestre. Penso que o mesmo caberia por aqui em relação a Maradona porque só assim conseguiria eleger o craque flamenguista em primeiro lugar.

Na terceira posição, Michel Platini. A classe, a técnica, o olhar muito além dos demais fizeram do francês tanto na Juventus como na seleção francesa um jogador fantástico, um fora de série, aliás, os craques da Juventus me presentearam com duas das piores recordações de Copas do Mundo, 1982 e 1986, Paolo Rossi e Michel Platini, com as desclassificações do Brasil pra Itália e França, respectivamente, em jogos indigeríveis. Tempos depois, outro craque da Juventus jogando pela França repetiria tal façanha, Zinedine Zidane na Copa de 1998, quando era inimaginável que a seleção brasileira do craque Ronaldo caísse para a França de Zizu e companhia.

Em quarto lugar, Romário, o gênio da grande área, como bem definiu Hendrik Johannes Cruijff, a quem só assisti jogar por vídeos, razão pela qual não está nessa lista dos 10 maiores. O Baixinho, hoje senador da República, em campo, fazia gols de todo jeito. Foi o maior goleador que assisti. Tinha excelente técnica, mas gostava de fazer gols mais do que qualquer outro jogador e sabia fazer como ninguém soube e por isso é o quarto de minha lista, seguido de perto por Ronaldo Nazário, Fenômeno, talvez o jogador de futebol que mais tenha se aproximado de Pelé em razão de ser um jogador, efetivamente, completo e com mais força que os demais, mais velocidade, mais técnica, faro de gol. Enfim, Ronaldo só não foi maior devido às contusões que lhe roubaram boa parte da carreira.

Em sexto lugar, Lionel Messi. Se alguém me contestar dizendo que ele seria o primeiro da lista não discutirei. Por mais de uma década, o argentino do Barcelona se mantém num patamar absurdo. É outro que detém todos os instrumentos, todas as armas e impõe sua condição de fora de série. Talvez lhe falte o sangue nos olhos de Maradona ou a classe de Michel Platini ou ainda, o carisma de Zico, mas definitivamente Messi, juntamente com Cristiano Ronaldo são os grandes craques de uma geração. E, sendo assim, não seria justo se o sétimo lugar nessa lista, ou seja, logo ao lado de Messi, não fosse ocupado por ele, o gajo Ronaldo.


O português, certamente é o maior atleta de todos, disciplinado e dono de uma carreira impecável. Mesmo sem a habilidade ou o dom dos demais em pentear a bola ou produzir jogadas de efeito raras, é matador, é impositivo e não deixa de ser genial marcando gols de todos as formas e sendo o comandante de um Real Madri mais dominante de todos os tempos, levando uma seleção portuguesa ao topo, como campeã da uma Eurocopa, façanha que poucos poderiam crer e aos 35 anos de idade, no melhor de sua forma física fazendo da Juventus de Turim ainda maior e mais dominante do que já era. CR7 é daqueles futebolistas que joga para a equipe, lidera como poucos e destaca individualmente indiscutivelmente. Um jogador bestial.

Na oitava posição outro francês, aliás, já mencionado, Zinedine Zidane, para muitos, o maior jogador de sua geração. O atual técnico do Real Madri desfilava seu futebol com muita classe, sem deixar de lado muita força no pé de ferro aliada à sua singular habilidade e visão de jogo. Vilão do povo brasileiro por sua atuação impecável na Copa de 98, Zidane jogava de terno. Na nona posição, relaciono Ronaldinho Gaúcho, o Bruxo, nos anos de 2004 e 2005 jogou um futebol tão superior a qualquer outro jogador no planeta que se tivesse jogado por mais tempo nesse nível, certamente seria relacionado muito mais acima. O R10 foi o jogador que mais se aproximou de Diego Maradona. Encantou o mundo e depois resolveu curtir, diminuindo assim a importância da carreira em relação aos demais prazeres da vida. Ronaldinho jogou um outro jogo. Ele se apresentava, dava espetáculo e foi ídolo e referência de Lionel Messi e tantos outros craques, representando sua passagem por Barcelona, um divisor de águas na história do catalão.


Em décimo lugar, Sócrates. Jogava fácil. Fazia parecer ser fácil a arte do futebol. Se Zidane jogava de terno, Magrão jogava de smoking, de fraque. Tinha a classe de um Lorde em campo e fora dele falava a língua do povo, cujo bem estar era sua maior preocupação. Defendeu a liberdade de expressão e a democracia numa época em que tais defesas implicava em mortes e desaparecimentos. Discursou sobre a igualdade e foi muito mais do que um jogador de futebol. Foi o grande nome da Democracia Corinthiana e um dos grandes defensores do movimento Diretas Já no final do Regime Militar, no Brasil.

Sócrates Brasileiro rompeu fronteiras. Deu um calcanhar na ignorância, formou-se médico e foi um dos maiores jogadores de futebol da história, mesmo sem ser atleta. Bebia, fumava, tinha uma vida bastante desregrada, mas em campo era o Doutor Sócrates do Botafogo de Ribeirão Preto, do Corinthians, da Fiorentina, do Flamengo, do Santos, da Seleção Brasileira. E, como cidadão, como pensador, como ser humano, eu o relacionaria em primeiro dessa lista, deixando os demais muito distantes, data máxima vênia.

Estão aí meus 10 maiores da história.

A chegada de Zico no Japão pelo Sumitomo Metals em 1991

Foto: The Asahi Shimbun / Getty Images

Zico apertando a mão de Yasuo Shingu em sua apresentação no Sumitomo Metals

O maior ídolo da história do Flamengo e um dos grandes camisas 10 do futebol brasileiro está fazendo aniversário. Arthur Antunes Coimbra, o genial Zico, está completando 67 anos neste 3 de março de 2020. Uma divindade no Rubro Negro, o Galinho de Quintino também é venerado do outro lado do mundo. No Japão, ele é o grande nome do esporte e tudo isto começou em 1991, no Sumitomo Metals.

Zico fez o seu último jogo oficial pelo Flamengo em 2 de dezembro de 1989, contra o Fluminense, em Juiz de Fora, pelo Brasileirão daquele ano. Ainda teve um jogo de despedida em 6 de fevereiro de 1990, com o Mengo de 1981 jogando no primeiro tempo e o time da época na segunda etapa. Após isto foi curtir sua merecida aposentadoria. Em 1990, chegou a ser secretário de Esportes da Presidência da República, no governo Fernando Collor de Mello.

Porém, tudo mudaria em 1991. A Sumitomo Metal Industries, empresa japonesa do ramo de metalurgia, mantinha um time na época em que o futebol japonês ainda era amador. O Sumitomo Metals era uma equipe que vivia na "gangorra" entre a primeira e segunda divisões da antiga Japan Soccer League. Tinha sido campeão do segundo escalão nipônico duas vezes (em 1984 e na temporada 1986/1987) e da Shakaijin Cup e regional de Kansai 1973. Ou seja, estava longe de ser o Yomiuri ou o Nissan Motors, que dominavam o futebol local na época.


Porém, com as conversas de profissionalização do futebol japonês e o início da criação da J-League, o presidente da Sumitomo Metal Industries, Yasuo Shingu, resolveu começar a montar um grande time e elevar padrão de sua equipe. Para isto, foi tentar convencer Zico de abandonar a aposentadoria. E conseguiu!

No dia 21 de maio de 1991, Yasuo Shingu, na sede da empresa, apresentava o Galinho de Quintino como o mais novo contratado do Sumitomo Metals. Zico vestiu a camisa da equipe, apertou a mão do presidente e posou para fotos.

O Sumitomo Metals jogava, na época, estava no segundo escalão. De acordo com o próprio Zico, a estrutura era precária e os jogos era tecnicamente fracos. Por ser uma divisão de acesso amadora, muitos dos jogadores do time trabalhavam também na empresa e o ritmo de treinamento era bem menor do que estava acostumado o Galinho.


Porém, ele não decepcionou. Mostrando toda a sua categoria, Zico desfilava nos gramados ainda deficitários do Japão com muita maestria e fazendo jogadas geniais. Não atoa, foi artilheiro da segunda divisão da Japan Soccer League, com 22 gols. No total, o Galinho de Quintino marcou 27 com a camisa azul do time da empresa metalúrgica.

Fora de campo, Yasuo Shingu trabalhava para deixar a equipe mais forte. Foi em busca de outros brasileiros, mudou o nome da equipe para Kashima Antlers FC, pois a J-League não aceitava times com nome de empresa, e foi aceito no primeiro campeonato profissional do Japão. Até as cores foram trocadas: saiu o azul e entrou o vermelho.

Na primeira J-League profissional, em 1993, o Kashima Antlers, liderado por Zico e com nomes como Alcindo e Bismarck, foi vice-campeão, perdendo o título para o Verdy Kawasaki, antigo Yomiuri (que também mudou de nome pelo mesmo motivo).

Zico parou de jogar de vez em 1994, sem ser campeão pelo Sumitomo Metals / Kashima Antlers, mas foi o alicerce para que o clube virasse o maior time da era profissional japonesa. O clube foi o que mais conquistou títulos neste período, oito, e ganhou a Liga dos Campeões da AFC em 2018, além do vice mundial em 2016, onde perdeu o título para o poderoso Real Madrid apenas na prorrogação.

O primeiro gol de Zico pela Seleção Brasileira

Foto: arquivo pessoal

Zico no meio dos jogadores da Seleção Brasileira: primeiro jogo e gol com a "amarelinha"

Em um 25 de fevereiro, só que do ano de 1976, a Seleção Brasileira enfrentava o Uruguai, no Estádio Centenário, em Montevidéu, em partida que valia por dois torneios: a Taça do Atlântico e a Copa Rio Branco. O time canarinho levou a melhor e venceu por 2 a 1. Mas aquele embate marcaria o primeiro jogo e gol de um grande craque a história do futebol do Brasil com a 'amarelinha': Zico.

O Galinho de Quintino já era um pedido de muitos, pois tinha tornado o destaque do Flamengo na época. E a grande torcida Rubro Negra pregava que ele deveria ser convocado. Com isto, Osvaldo Brandão atendeu aos pedidos e levou o craque para a Seleção.

Zico, que ficou famoso por usar a camisa 10, naquele dia foi o 8, pois o número mítico, na época, tinha dono: Rivellino. E havia um dado interessante naquele jogo no Estádio Centenário: era a primeira vez que Brasil e Uruguai se enfrentavam desde a semifinal da Copa do Mundo de 1970, no México, onde o Time Canarinho levou a melhor e venceu por 3 a 1.

O Centenário sempre foi um local onde a Seleção Uruguai se sobrepunha. Porém, quem saiu na frente naquele 25 de fevereiro foi o Brasil, com gol de Nelinho, em cobrança de falta, com oito minutos de partida. Mas, a Celeste sempre foi "osso duro de roer" e Ocampo empatou a 'peleja', aos 24'.

No segundo tempo, a partida continuou equilibrada, com as duas equipes se alternando no controle da bola. Mas, no final da partida, mais precisamente aos 38 minutos, a Seleção Brasileira teve uma falta próxima da área. O então camisa 8 do time canarinho foi para cobrança e balançou as redes: era a vitória do Brasil em pleno Centenário e primeiro gol de Zico em seu jogo inaugural com a "amarelinha".


Quando a partida completou 40 anos, Zico recordou o fato em suas mídias sociais, postando a imagem que abre este artigo. "Recebi essa foto de minha estreia na Selecão Brasileira em 1976 contra o Uruguai em Montevidéu. Ganhamos de 2 a 1. Na foto: Valdir Peres, Rivellino (capitão), Chicão, Amaral, Miguel, Palhinha e Nelinho. Faltaram Marinho, Flecha e Lula".

Esse seria o primeiro dos 48 gols marcados por Zico pela Seleção em jogos da equipe principal, contra outros selecionados. Contando os não-oficiais, ele marcou 66 tentos com as camisas 8 e 10 do Brasil. Zico jogou com a amarelinha por um pouco mais de 10 anos, sendo a última partida a desclassificação para a França nas quartas-de-final da Copa do Mundo de 1986.

Zico prevê equilíbrio entre Flamengo e Liverpool no Mundial

Com informações da CBF
Foto: arquivo Flamengo

Zico é o maior ídolo da história do Flamengo

A final do Mundial de Clubes tão aguardada pela maioria vai acontecer: Flamengo x Liverpool. Os vencedores da Libertadores da América e da Liga dos Campeões da Europa vão reeditar a decisão da Copa Intercontinental de 1981, quando o Rubro-Negro, liderado por Zico, bateu os ingleses por 3 a 0 no Japão e ficou com a taça. E o Galinho tem a opinião formada de que não existe favorito. Ele enxerga as equipes com estilos semelhantes e prevê um jogão no próximo sábado (21).

"As chances são 50/50. São dois times que jogam da mesma maneira, com muita intensidade e ofensividade. Com isso, muitas vezes os times ficam com as defesas expostas. Tem tudo para ser uma grande partida", disse Zico.

Se o Flamengo é o time representante do Brasil no Mundial de Clubes da FIFA, o Liverpool conta com dois brazucas no elenco que busca o primeiro título mundial dos Reds: Alisson e Firmino. Prevendo equilíbrio, o eterno camisa 10 da Gávea fez uma leitura do que se pode esperar na grande decisão do próximo sábado (21).


"Assim como o Flamengo tem um trio fantástico de ataque... na verdade um quarteto, com Everton Ribeiro, Arrascaeta, Bruno Henrique e Gabigol, o Liverpool conta com Salah, Mané e Firmino. Eles são pra mim, depois daquele trio do Barcelona com Messi, Suárez e Neymar, e o outro do Real Madrid que tinha CR7, Bale e Benzema, o trio ofensivo mais importante da Europa nos últimos tempos. Os caras se entendem muito bem. São bons tecnicamente e velozes", ressaltou, antes de completar:

"O Flamengo precisa ter muito cuidado, porque não está acostumado a jogar contra atacantes velozes. Essa atenção tem que ser redobrada, já que a defesa do Flamengo não é tão veloz".

Há 38 anos, Zico comandou o Flamengo na vitória por 3 a 0 sobre o Liverpool, que garantiu ao rubro-negro o troféu do Mundial. Agora na torcida, ele dá as dicas de como os jogadores devem se portar em campo contra os ingleses.


"O time tem que entrar bastante concentrado. Jogar com intensidade, com qualidade técnica e muita disposição. No futebol mundial não existe equipe imbatível, apesar do Liverpool ser hoje o melhor da Europa", destacou, e finalizou:

"O Flamengo não pode querer mudar suas características por conta do jogo. Acho que tem que ter uma atenção maior, muito mais pela velocidade que os jogadores do Liverpool impõe aos adversários". 

A final do Mundial de Clubes da FIFA está marcada para o próximo sábado (21), às 14h30 (de Brasília), no Khalifa Stadium, em Doha, no Catar. Veja como Flamengo e Liverpool chegaram até a final!

Os primeiros passos de Zico como profissional

Com informações do site oficial do Flamengo
Foto: Arquivo Flamengo

Em seu primeiro jogo como profissional, Zico atuou com a camisa 9 e de ponta-direita

O futebol brasileiro e, principalmente, o torcedor do Flamengo fazem festa em 3 de março. Nesta data, no ano de 1953, nascia Arthur Antunes Coimbra, simplesmente Zico, um dos maiores camisas 10 da história no Brasil e o grande jogador da história do Rubro Negro.

A história no futebol profissional de Zico começa em 29 de julho de 1971, quando ele fez o primeiro jogo profissional da carreira, com apenas 18 anos, e, é claro, pelo Flamengo. O craque já começou vencendo um Clássico dos Milhões: 2 a 1 sobre o Vasco, com direito a gol da vitória de Fio Maravilha no último minuto.

Em seu primeiro jogo no elenco principal, Zico vestiu a camisa 9 e atuou como ponta-direita. O jovem Galinho entrou no lugar de Buião, que era o titular da posição. Foi em 1971 o último ano em que a Taça Guanabara era um torneio separado do Campeonato Carioca. A partir de 1972, o campeonato passou a ser o 1º turno do Estadual.

Ponta-esquerda da equipe que entrou em campo ao lado do estreante Zico, Rodrigues Neto conta que acompanhava Zico desde as categorias de base, e não se surpreendeu com a elegância do craque em campo. "Me lembro da estreia, e é claro que ele foi muito bem. Para mim não foi novidade, já que eu acompanhava ele na base. Desde aquela época, de Infantil, Juvenil, ele mostrava todo seu talento. Joguei contra o Edu, irmão dele, que já era refinado, era de família. Todos percebiam que o Zico seria um grande jogador", contou o ex-jogador rubro-negro.

Rodrigues Neto não consegue eleger apenas uma partida em que Zico tenha desfilado seu futebol como favorita. Fã e amigo do eterno camisa 10 da Gávea, ele lembra com muito carinho e admiração do Galinho. "No Flamengo, principalmente no Maracanã, todos os jogos foram marcantes. Foi lá que ele fez sua história. Sempre se esperava algo diferente dele, e sempre acontecia. Ou colocando o companheiro na cara do gol, ou ele mesmo marcava. E era um gol mais lindo que o outro. Todos os jogos do Galo no Flamengo e no Maracanã foram partidas memoráveis. Os jogadores dessa época jogavam com muito amor. Sempre fomos amigos, ele, Sandra (esposa de Zico), Edu (irmão). O Flamengo era uma família. Somos amigos até hoje".

Rodrigues Neto, 13º atleta que mais jogou com o Manto Sagrado, também é amigo de longa data do treinador Vanderlei Luxemburgo, que foi seu reserva na lateral-esquerda de 1972 a 1974.

Zico em atuação magistral em Fla-Flu de 1986

Foto: arquivo Flamengo

Zico comandou o Flamengo na vitória sobre o Fluminense em 1986

Neste sábado, dia 9, Flamengo e Fluminense fazem mais um Fla-Flu na história, válido pelas semifinais da Taça Guanabara, o primeiro turno do Campeonato Carioca. O clássico mais charmoso do futebol carioca tem duelos históricos, entre eles o que aconteceu em 16 de fevereiro de 1986, onde Zico, que voltava de contusão, mostrou que poderia defender a seleção e levou o Rubro-Negro à goleada de 4 a 1.

Se recuperando de lesão e sob forte desconfiança se ainda era o Zico de outrora, o maior artilheiro do clássico Fla x Flu entrou em campo naquele 16 de fevereiro de 1986 para calar o Maracanã, em partida válida pela abertura do Carioca. Marcando três gols, Zico fez a torcida adversária engolir a seco os gritos de “Bichado!”, “Bichado!”. Foi assim que momentos antes da bola rolar, os tricolores receberam o craque rubro-negro no gramado.

No primeiro tempo, o camisa 10 da Gávea marcou de peixinho após ótimo cruzamento de Adílio. E os gritos de bichado sumiram. Quem assou a gritar foi a torcida do Flamengo. O Fluminense ainda marcou com Leomir, cobrando pênalti, ao fim da primeira etapa. 

Foi no segundo tempo, que Zico de uma vez por todas silenciou a torcida adversária. Aos 26, o Galinho recebeu falta dupla na risca da grande área e foi para a cobrança. Restou ao goleiro do Fluminense apenas rezar, por que a bola tinha endereço certo e morreu no fundo das redes. Após a pintura assinada por Zico, Bebeto fez o terceiro do Mengão. Cara a cara com Vica, o camisa 7 encheu o pé em chute cruzado. Para sacramentar a grande partida que vinha fazendo, Zico cobrou pênalti sofrido por Bebeto e deu números finais à partida: Flamengo 4 a 1 Fluminense!

O último jogo oficial de Zico pelo Flamengo

Por Lucas Paes

Com Zico se despedindo em jogos oficial, o Flamengo goleou o rival Fluminense

Arthur Antunes Coimbra, o Zico, é o maior ídolo da história do Flamengo e um dos maiores jogadores da história do futebol brasileiro e mundial. Em 2 de dezembro de 1989, o Galinho de Quintino se despedia em jogo oficial do Flamengo, clube onde virou divindade, em uma goleada no charmoso Fla-Flu. O jogo foi válido pela penúltima rodada da fase final do Brasileirão daquele ano e foi disputado no Estádio Municipal de Juiz de Fora, em Minas Gerais, atraindo 13 mil pessoas. 

Naquele duelo, nenhum dos dois times tinha mais chance de classificação. Rei dos anos 1980, o Mengão passou longe de ir bem naquela parte do torneio e o Fluminense fez péssima fase final também. Naquele jogo portanto, não havia nada além da despedida do Galinho de Quintino. O camisa 10 rubro-negro demorou 22 minutos para mostrar uma de suas principais armas. O craque sofreu falta na intermediária e bateu com perfeição, no ângulo, colocando o rubro-negro na frente. 

O primeiro tempo terminou com o placar de 1 a 0. No segundo tempo, porém, a porteira abriu. Logo no começo da etapa final, Zico lançou Renato Gaúcho, que deu lindo corte no zagueiro tricolor e marcou o segundo gol. O Galinho saiu logo depois deste segundo gol para dar lugar a Uidemar. O jogador foi ovacionado e cercado por jornalistas. Ainda deu tempo para mais gols do rubro-negro, já que ainda havia futebol a ser jogado em Juiz de Fora. 

Luis Carlos fez de cabeça, após cobrança de escanteio, o terceiro gol flamenguista, aos 22 do segundo tempo. Aos 31’, uma rápida jogada coletiva do rubro-negro terminou em finalização de Uidemar. O último gol do duelo sai aos 43 do segundo tempo, em outra jogada coletiva do Flamengo que termina com bonita finalização de Bujica. A goleada por 5 a 0 dá uma despedida digna ao maior jogador da história do Flamengo. 

Zico ainda faria história no Japão, onde foi uma das maiores lendas dos primeiros anos da J-League, virando referência no país nipônico e ganhando a idolatria dos orientais. Seu legado foi tamanho que chegou até a treinar a seleção do país, na Copa do Mundo de 2006. Ganhou também o apelido de “Deus do Futebol” nas terras nipônicas. Para o Flamengo, houve vida após Zico, já que em 1992, o rubro-negro ainda ganhou outro Campeonato Brasileiro, antes de entrar em tempos de crise a partir da segunda metade da década de 90 e inicio dos anos 2000. 

A grave lesão de Zico em 1985

Por Lucas Paes

Zico é amparado por funcionários do Flamengo

Artur Antunes Coimbra, o Zico, é um dos maiores jogadores da história do futebol mundial e o maior da história do Flamengo. Estandarte da camisa rubro-negra, foi protagonista da Seleção Brasileira que mais deixa tristeza no torcedor, devido as derrotas doloridas de 1982 e 1986. Na Copa do Mundo do México, o Galinho acabou chegando longe de suas condições ideais, devido a uma lesão em um jogo que aconteceu em 29 de agosto de 1985, no Maracanã.

A partida era entre um forte Bangu, na época recém saído de uma dolorosa derrota numa final de Brasileirão, contra o poderosíssimo Flamengo dos anos 1980, um dos maiores times que este planeta redondo e rochoso já viu jogar. Porém, naquele dia, o jogo não marcaria a história pelo futebol bonito daquele esquadrão ou pelo surpreendente time de Moça Bonita. Marcaria sim por uma lesão grave do lendário Zico. 

O duelo já estava violento. O Bangu “apelou” bastante durante o duelo, mas o Flamengo também não deixou por menos, num confronto que teve mais rispidez que futebol. O principal jogador do Brasil na época, porém, seria a maior vítima. Em um lance onde o Galinho saiu driblando os jogadores do Bangu, a bola escapou um pouco do domínio do camisa 10, que em forte dividida, teve os joelhos acertados pelo lateral Márcio Nunes. Depois, na confusão posterior ao lance, o lateral acabou expulso por partir para cima de Nunes, do Flamengo. 

Zico saiu e teve constatada uma torção no joelho direito. Devido a isso, o craque flamenguista teve de operar o joelho. Numa situação dramática, acabou sofrendo lesão no outro joelho pouco depois, no período de recuperação e passou por outra cirurgia. Retornou ao futebol em 1986. Só que a tempestade não estava terminada para o Galinho, que vivia um pedaço de seu inferno pessoal. 

O lance da lesão

Em um treino da Seleção Brasileira em Março, Zico de novo se lesionou. A notícia era estarrecedora e estava estampada no Estadão: “Zico pode não ir ao México”. Em recuperação recorde, voltou aos campos em Maio. Foi levado por Telê Santana ao país da tequila. Acabou com qualquer questionamento quando destruiu a Iugoslávia no Recife, em vitória brasileira por 4 a 2, naquele mesmo mês de maio de 1986, em jogo que marcou dois gols. 

Ele foi a Copa do Mundo. A história a maioria de nós já conhece. Telê poupou o destaque do time dos dois primeiros jogos, entrando apenas nos minutos finais do duelo contra a Irlanda do Norte. Mesmo nas oitavas, também só jogou os minutos finais, sendo resguardado para o momento decisivo. Entrou numa fogueira contra a França, perdeu o pênalti e para alguns, infelizmente, ficou marcado para sempre como culpado pela eliminação brasileira. 

Aquele seria o “fim” do inferno futebolístico vivido pelo Galinho de Quintino, que jamais ganhou a Copa do Mundo. Anos depois, Márcio Nunes, o lateral responsável pela primeira lesão, lá em 1985, disse ter sofrido bastante também, tendo inclusive a carreira encurtada no futebol. Ficou marcado negativamente para sempre por quase ter acabado com a carreira de Zico, numa caça as bruxas típica do futebol brasileiro. 

Já Arthur Antunes Coimbra continua sendo uma lenda, mas vive tendo seus feitos reduzidos pela ausência da Copa do Mundo. Os feitos do ex-craque flamenguista são imensos e falam por si só pela enorme carreira que foi construída. A construção da grandeza do Flamengo, a idolatria em Udine, o status de quase divindade no Japão. Muita coisa, muita história, muito mais que um pipoqueiro, como alguns teimam em chamar. É quase certo, afirmar, porém, que a derrota do Brasil em 1986 começa no distante 29 de Agosto de 1985, para a tristeza do futebol nacional.

♩♪♫♬ Zico ♩♪♫♬

Fágner, Zico e Moraes Moreira: o Galinho de Quintinho foi um dos jogadores com mais músicas

Ser ídolo da maior torcida do Brasil invoca paixão de muitos, inclusive de artistas. Por causa disso, o aniversariantes desta sexta-feira, dia 3 de março, Arthur Antunes Coimbra, o Zico, 64 anos, o maior jogador da história do Flamengo, foi tema de algumas músicas de compositores famosos. Com isso, O Curioso do Futebol relembra as canções que citam o Galinho de Quintino.

É a primeira música em referência ao Zico que fez sucesso foi feita por um cantor que já havia emplacado um 'hit' futebolístico. Quem não conhece "Fio Maravilha", de Jorge Ben, atualmente Jorge Benjor? Pois bem, é dele também "Camisa 10 da Gávea", que era uma homenagem ao Galinho de Quintino.
É falta na entrada da área
Adivinha quem vai bater
É o camisa 10 da Gávea
É o camisa 10 da Gávea
A primeira pessoa que escutou a música foi o próprio Zico. Jorge Ben foi até a Gávea, onde o Flamengo treinava, para mostrar a música ao craque. E acabou virando um dos grandes sucessos do compositor. E olha que este tem 'hits' aos montes.

Jorge Ben - Camisa 10 da Gávea

A segunda canção foi mais em um clima de despedida. Na primeira metade da década de 80 foi o início do 'boom' dos jogadores brasileiros indo para a Europa, mais precisamente para a Itália, naquele momento. Zico era um dos atletas que os italianos queriam. Como a oferta da Udineses era alta, e a ida do Galinho para o outro lado do oceano era certa, Moraes Moreira criou o seguinte:
E agora como é que eu fico
nas tardes de domingo
Sem Zico no Maracanã
Falando o que todo rubro negro pensava naquele momento, Moraes Moreira, fã confesso do craque, emplacou o sucesso, em ritmo de frevo, que pedia a volta de Zico, o que aconteceu em 1985, que foi chamado de "Saudades do Galinho". Foi mais um 'hit' citando o grande craque.

Moraes Moreira - Saudades do Galinho

A próxima música ficou longe de ser um sucesso, até porque é de um estilo que fica muito longe de ser popular. A banda de heavy metal brasileira Eyes of Shiva conseguiu ter um bom reconhecimento entre os fãs do estilo no Japão. Como o Galinho de Quintino é, talvez, o jogador de futebol mais conhecido do país do sol nascente, os músicos resolveram homenageá-lo com a música "Kamisama". Confira uma parte da tradução da música, que foi gravada em inglês:
Seja no brasil
Seja no japão
Ele é nosso deus
O deus do futebol
Kamisama significa deus em japonês. Aliás, a música conta com a participação especial de um dos maiores músicos do heavy metal brasileiro: André Matos, que passou por Viper, Angra e Shaaman, que hoje mantém sua banda solo e frequentemente faz turnês pelo Japão.

Eyes of Shiva - Kamisama

A próxima e última música não fala de Zico, mas conta com a participação dele. Fágner convidou o Galinho de Quintino para gravar "Batuquê de Praia", música que também teve Petrúcio Maia compondo. A canção não fala de futebol em nenhum momento, apenas de carnaval e praia.
Não é qualquer carnaval, não é qualquer litoral
Que faz a minha cabeça, não
Não é qualquer fuzuê, não é qualquer, não sei quê
Que vem bater no meu coração
A música não fez aquele grande sucesso. Porém, o compacto simples vendeu bastante, principalmente entre os flamenguistas, é claro. Fágner e Zico são grandes amigos, mas a parceria musical entre os dois não foi muito adiante.

Fágner e Zico - Batuquê de Praia

Bom, chegando ao fim à este texto, O Curioso do Futebol resolveu homenagear o craque Zico de forma diferente. Porém, mostrando o tamanho da importância que ele teve e ainda tem no esporte no Brasil. Não é a toa que é o maior ídolo da equipe de maior torcida do país: o Flamengo.

Em 1985, golaço de Zico e vitória no Defensores Del Chaco por 2 a 0

Zico fez um belíssimo gol

A Seleção Brasileira entra hoje no gramado do Estádio Defensores Del Chaco, em Assunção, no Paraguai, para enfrentar os donos da casa pela sexta rodada das Eliminatórias da Copa do Mundo Rússia 2018. A última vitória do time canarinho por um qualificatório de Mundial na capital paraguaia foi em 1985.

O Brasil não vinha bem naquele ano e após algumas derrotas em amistosos, o técnico Evaristo de Macedo foi demitido do cargo à vésperas da estreia nas Eliminatórias. Para o seu lugar, a Confederação Brasileira de Futebol trouxe novamente Telê Santana.

Telê Santana era o treinador

A mudança deu resultado. Na estreia, o Brasil derrotou a Bolívia, em Santa Cruz de La Sierra, por 2 a 0, com gols de Casagrande e Miguel Noro, contra. A vitória deu ânimo ao grupo, e a Seleção ainda derrotou o Chile, por 3 a 1, em amistoso, antes de entrar em campo no Defensores Del Chaco, no dia 23 de junho de 1985, para enfrentar o Paraguai.

O principal estádio da capital paraguaia estava lotado, mas a Seleção Brasileira não se intimidou. Ainda no primeiro tempo, Renato Gaúcho fez bela jogada pela direita e alçou a bola na área. Casagrande subiu mais que toda a defesa local e abriu o marcador.

Paraguaios tentaram catimbar

O gol deu tranquilidade aos brasileiros, que tiveram muitas chances para ampliar o marcador ainda no primeiro tempo, com Zico, em chute de fora da área, e Oscar, que arriscou um lance de calcanhar. A verdade é que as triangulações entre Zico, Renato Gaúcho, Sócrates, Leandro e Casagrande deixavam os paraguaios atônitos. Porém, o jogo foi para o intervalo com o placar de 'apenas' 1 a 0 para o Brasil.

Na segunda etapa, o Paraguai voltou melhor e foi em busca do empate. Neste momento da partida, o goleiro Carlos foi muito importante, fazendo boas defesas e garantindo a vantagem brasileira no placar. Porém, o craque apareceu no momento mais difícil do jogo.

Leandro, pela direita, viu Zico passando com velocidade pelo meio de campo e deu o passe para o jogador do Flamengo. O Galinho de Quintino passou um pouco da bola, mas, com um pensamento muito rápido, recuou a perna destra, levantou a redonda com a parte de fora do pé e acertou um belíssimo chute, sem chances para o goleiro Ever Almeida. Golaço! Brasil 2 a 0 no placar.

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A torcida paraguaia ficou boquiaberta, em silêncio. Os brasileiros que estavam no estádio comemoravam muito. Eu, Victor de Andrade, na época uma criança de apenas seis anos, achei o lance espetacular e, por algum tempo, tentava repetir o lance do Galinho de Quintino nos jogos com os amigos da rua.

Aquele vitória deixou bem encaminhada a classificação brasileira para a Copa do Mundo de 1986. O Paraguai ainda conseguiu cavar um lugar na repescagem e também chegou ao Mundial, que foi ganho pela Argentina. Mas este jogo ficou marcado por ser a última vitória brasileira em Eliminatórias em território paraguaio.

O Curioso do Futebol

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