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A história de Platini em Copas do Mundo

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Platini diante do Brasil

Michel Platini é um dos maiores jogadores da história do futebol francês. O excelente meio campista foi a grande figura da era em que a França começou a conquistar uma maior relevância dentro do futebol de seleções, inclusive ganhando seu primeiro troféu. Ídolo eterno da Juventus de Turim, o francês pendurou as chuteiras relativamente jovem, aos 32 anos, mas teve tempo de jogar ao longo de sua trajetória em três Copas do Mundo diferentes.

Platini, que nasceu em 21 de junho de 1955 jogou por apenas três clubes ao longo de sua carreira profissional: ele começou sua trajetória no Nancy, teve uma passagem pelo Saint-Ettiéne e depois fez história na Juventus de Turim. Na Seleção Francesa, começou sua trajetória em 1976, tendo inclusive estreado com gol em um amistoso contra a Tchecoslováquia. Jogou três copas pelos franceses.

Sua primeira convocação veio para a Copa do Mundo de 1978. Na época, a Seleção Francesa era basicamente um time de pouca relevância que havia conseguido uma campanha de terceiro lugar em 1958, sob um futebol absurdo jogado por Fontaine. No grupo dos donos da casa, a Argentina, os Bleus se foram na primeira fase e Platini atuou nas três partidas, marcando um gol na derrota diante dos argentinos. Seria a partir de 1982 que a equipe francesa começaria a viver seu caminho rumo a se tornar a potência absurda no futebol que é hoje.

Já um jogador estabelecido em 1982, principal referência do bom time do Saint-Ettiéne, Platini foi um dos principais nomes da excelente campanha francesa na Espanha. Marcou seu primeiro gol naquele mundial na vitória diante do Kuwait, apesar de também ter jogado bem na vitória diante da Inglaterra. Estava em campo em quase todas as partidas, marcando um gol diante da Alemanha Ocidental, na semifinal. Os franceses caíram nos pênaltis e Platini acabou não entrando em campo na decisão do terceiro lugar. Seu desempenho nessa Copa levou a Juventus a contratá-lo.


Entre as copas de 1982 e 1986, ele foi o grande nome do título francês na Eurocopa de 1984, quando os Bleus foram campeões jogando em casa, dominando de maneira absoluta o torneio, com Platini marcando nove gols em cinco jogos. Na fase de grupos, Platini passou em branco, fazendo apenas uma assistência diante da Hungria, mas a partir do mata-mata teve mais brilho, marcando nas oitavas, diante da Itália e nas quartas, diante do Brasil, jogo que aliás ocorreu no seu aniversário. Curiosamente, ele perdeu sua cobrança nos pênaltis, o que quase complicou os franceses. Novamente, a eliminação veio para a Alemanha, nas semifinais e Platini não jogou a decisão do terceiro posto.

No total, em três disputas mundialistas, Platini atuou em 14 partidas e marcou cinco gols nesses jogos. Sua geração "colocou" os Bleus no mapa do futebol de seleções, apesar do período terrível vivido entre 1990 e 1994 e superado em 1998, quando veio a primeira Copa do Mundo dos franceses. Atualmente, Didier Deschamps tem em sua mão o que provavelmente é o melhor elenco entre seleções do planeta e a França é uma das favoritas na Eurocopa, resta observar se chegará.

A passagem de Michel Platini pelo Saint-Étienne

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Platini jogou no Saint-Étienne entre 79 e 82

Michel Platini, ex-meio campista francês, está celebrando o seu 68º ano de vida nesta quarta-feira, dia 21 de junho de 2023. No decorrer de sua carreira de atleta, o atleta teve uma passagem pelo Saint-Étienne entre o fim dos Anos 70 e começo dos Anos 80.

Esta trajetória do jogador pela agremiação Vert Et Blanc aconteceu de 1979 e 1982, depois de ser surgir nas categorias de base do Jœuf e se profissionalizar no Nancy. Foi para o ASSE depois de ir muito bem no ASNL, onde jogou por sete temporadas.

Segundo o site ogol.com, Michel Platini, que era considerado o maior jogador francês antes do surgimento de Zinedine Zidane, defendeu o time da Auvérnia-Ródano-Alpes em 145 oportunidades e balançou as redes adversárias 82 vezes. Conquistou a Ligue 1 da temporada 1980/81.


Na sequência de sua carreira, o meio campista ainda veio a jogar na Juventus entre 1982 e 1987. Aposentado, se tornou treinador e chegou a comandar a Seleção Francesa de 88 a 92, falhando na classificação para a Copa do Mundo de 1990. Depois, se tornou dirigente, chegando a presidir a UEFA, deixando o cargo por denúncias de corrupção.

Tobinha, Michel Platini... o Brasiliense para 2021

Fotos: André Gomes / Brasiliense FC

Tobinha e Michel Platini já estão treinando no Brasiliense

Depois da eliminação para o Mirassol no Brasileirão Série D, após ter tido a melhor campanha na competição, o Brasiliense já está trabalhando para a montagem do elenco para a temporada de 2021. O Jacaré anunciou a contratação de dois jogadores, com alcunhas muito pitorescas: o meia Tobinha e o atacante Michel Platini.

Tobinha, de 27 anos, estava no Atlético de Alagoinhas, foi destaque da Série D e chamou a atenção do Jacaré por sua agilidade e visão de jogo. Cria do futebol amador baiano, o atleta disputou 10 jogos com a camisa do Alagoinhas em 2020.

O meia será mais uma opção para Vilson Tadei rodar o elenco no calendário apertado que o Jacaré terá na temporada, com as disputas da Copa Verde, do Candangão e da Série D. Tobinha conheceu seus companheiros de clube e CT e já treina visando a preparação para sua estreia com o manto amarelo.

Michel Platini - O atacante Michel Platini, de 37 anos e que vestiu o manto amarelo nos anos de 2018 e 2019, está de volta ao Jacaré. O atleta acertou seu retorno ao esquadrão amarelo após deixar o Gama, equipe que defendeu em 2020, disputando 23 jogos e anotando 13 gols. Em sua primeira passagem pelo Brasiliense, Platini jogo 16 partidas e balançou a rede duas vezes.

Em sua carreira, Platini acumula passagens por vários times do futebol nacional. Fora do Brasil, ele defendeu as cores do Pachuca, do México; South China, de Hong Kong; Chernomoretz, CSKA Sofia e Slavia Sofia, da Bulgária; e Dinamo Bucareste, da Romênia.


Saída por empréstimo - Um dos destaques do Brasiliense Futebol Clube na última temporada irá disputar Paulistão em 2021. A diretoria do Jacaré acertou o empréstimo do goleiro Fernando Henrique ao Santo André até maio. A negociação foi um pedido da equipe paulista. Antes de desembarcar no Jacaré em julho de 2020, Fernando Henrique estava no próprio Ramalhão, onde era um dos principais atletas da equipe que fazia a melhor campanha do Paulistão antes da paralisação causada pela Covid-19.

No Brasiliense, o goleiro foi o capitão da equipe na reta final do Candangão, sendo titular em seis jogos. Na Série D, Fernando Henrique esteve em baixo das traves em 18 dos 20 jogos disputados pelo esquadrão amarelo na competição.

O começo de Platini no Nancy

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

O Nancy foi o clube onde Platini se profissionalizou

Michel Platini foi enquanto atleta um dos maiores e melhores jogadores da história do futebol mundial. Dono de qualidade e classe implacáveis, o meia francês, que completa 65 anos neste dia 21, teve uma carreira vitoriosa dentro das quatro linhas, sendo considerado um dos grandes jogadores da história dos Bleus, precedendo nomes como Cantona e, é claro, o gigante Zidane, que deu o primeiro mundial aos franceses. O começo da trajetória dele foi no Nancy-Lorraine.

Na base, Platini sofreu devido a problemas com seu físico franzino, ficando constantemente no banco do Joeouf. Aos 16 anos, em um amistoso contra o Metz na sua categoria, chamou a atenção, mas acabou não passando numa avalição devido mais uma vez ao seu físico a supostos problemas respiratórios. Sem conseguir jogar por lá, acabou entrando nas categorias de base do Nancy, onde finalmente foi conseguindo espaço.

Sua estreia oficial pelos Chardons ocorreria somente depois de se recuperar de uma lesão séria que teve jogando pelos reservas. Jogou contra o Nimes em 3 de maio de 1973, já no finalzinho da temporada 1972/1973. Foi nessa temporada em que marcou seu primeiro gol como profissional, terminando o biênio com quatro jogos e dois gols. Na campanha seguinte, é constantemente titular da equipe, mas novamente marca apenas duas vezes. Sofreu uma fratura no braço em um jogo contra o Nice e não conseguiu ajudar seu time a evitar o rebaixamento. Foram 24 jogos e dois gols em 1973/1974.

Na temporada seguinte, jogando na segunda divisão, foi o grande destaque do acesso do clube, marcando 17 jogos em 32 jogos. Ainda conseguiu incríveis 13 gols na Copa da França, terminando a temporada com 30 gols em 38 jogos. O Nancy acabou campeão do Grupo B da Ligue 2, sendo esse o primeiro título do craque francês. Foi o nascimento de um craque, já que a partir dali a carreira de Platini só decolaria.


Apesar de já ser um destaque do time, apenas em 1976 pode assinar seu primeiro contrato profissional com o ASNF. Na temporada de 1977/1978, ajudou o Nancy a ganhar seu primeiro grande título histórico, quando acabou por ser um dos destaques da conquista da Copa da França. Marcou 7 gols na competição, sendo o mais importante o que valeu o título na decisão diante do Nice. Isso aconteceu pouco antes da sua participação na Copa do Mundo de 1978, na Argentina.

Seu futebol obviamente chamava a atenção de times grandes e ao fim da temporada 1978/1979, quando sofreu com vaias devido ao desempenho ruim da França na Copa do Mundo, acabou recebendo propostas de Saint-Ettiene e PSG, da própria Ligue 1 e da Inter, do na época incrível Campeonato Italiano. Apesar da resistência do presidente do Nancy, acabou fechando com o Saint-Ettiene, que na época era o maior time do país. Foram 181 jogos e 98 gols pelo Nancy, nos sete anos em que esteve por lá.

Os 10 maiores jogadores que vi jogar

Foto: André Simões Louro

El Pibe de Oro: o melhor que viu jogar para André Louro

Ontem, escrevi sobre os 10 melhores times de futebol que vi jogar para o site O Curioso do Futebol e logo em seguida fui desafiado pelo jornalista Victor de Andrade, editor do veículo, a escrever sobre os 10 melhores jogadores que vi jogar. Desafio aceito.

Considerando que nasci em 1975, falo a respeito dos últimos 40 anos e mesmo assim, desde já, peço todas as escusas e perdões pelo cometimento de enormes injustiças, às quais, certamente esteja cometendo, até porque escolher é perder.

Na esteira das desculpas, inicio dando uma notícia que explica muitas de minhas escolhas. Sou flamenguista e sendo assim o nome Zico representa muita mais do que um grande jogador de futebol. É quase uma religião e, portanto, não seria nada estranho imaginar que o primeiro de minha lista fosse o Galinho de Quintino, mas tive a sorte de assistir Dom Diego Armando Maradona e não seria justo com minhas lembranças e mesmo com o que penso sobre o futebol se deixasse de relacionar o craque argentino como o número 1 de minha lista. El Pibe de Oro, para além de ser, de longe, o mais hábil futebolista que talvez tenha existido, tinha muita garra, força, vontade, velocidade e muito, mas muito sangue nos olhos. Minhas melhores lembranças de garoto, a teor do bom futebol jogado no mundo foi ter a oportunidade de assistir ao campeonato italiano, aos domingos, no Show do Esporte de Luciano do Valle, numa época em que o Napoli de Diego não resistia à poderosa Juventus, Milan e Internazionale de Milão, especialmente, mas para os amantes do esporte, a cereja do bolo era assistir aquele Napoli dos amigos Maradona e Antonio Careca, quem, por tantos anos vestiu a 9 amarelinha. Era simplesmente fantástico.

Em segundo lugar, portanto, evidente que relaciono o Galo. Zico jogou demais por àquela equipe exuberante do Flamengo dos anos 80 e por uma seleção que não jogava futebol. Eles se apresentavam. Naquela Copa do Mundo de 1982 o mundo chorou a desclassificação daquela que foi, sem sobra de dúvidas a melhor seleção que vi jogar, onde Valdir Peres no gol e Serginho Chulapa no comando do ataque destoavam tecnicamente, mesmo sendo grandes jogadores. Jogavam por música, Falcão, Rei de Roma, Sócrates, Zico e Éder na linha do meio campo com o ataque. Esse grupo tinha Zico como liderança técnica, mesmo porque o capitão e a voz do grupo era o Dr. Sócrates, de quem falarei mais adiante. Zico, a exemplo de Maradona, tinha todos os golpes, chutava de todos os lados, cabeceava, batia faltas como poucos ou como nenhum outro, armava, concluía, enfim, craque completo, aliás, não seria nada injusto se relacionasse Zico em primeiro lugar utilizando o método Pepe de análise. Como todos sabem, Seo Pepe, o Canhão da Vila diz a todos ter sido o maior artilheiro da história do Santos futebol Clube com 405 gols marcados, uma vez que só perde para Pelé que marcou 763 pelo Clube da Vila Belmiro, já que em sua visão só vale considerar os humanos e Pelé é um extraterrestre. Penso que o mesmo caberia por aqui em relação a Maradona porque só assim conseguiria eleger o craque flamenguista em primeiro lugar.

Na terceira posição, Michel Platini. A classe, a técnica, o olhar muito além dos demais fizeram do francês tanto na Juventus como na seleção francesa um jogador fantástico, um fora de série, aliás, os craques da Juventus me presentearam com duas das piores recordações de Copas do Mundo, 1982 e 1986, Paolo Rossi e Michel Platini, com as desclassificações do Brasil pra Itália e França, respectivamente, em jogos indigeríveis. Tempos depois, outro craque da Juventus jogando pela França repetiria tal façanha, Zinedine Zidane na Copa de 1998, quando era inimaginável que a seleção brasileira do craque Ronaldo caísse para a França de Zizu e companhia.

Em quarto lugar, Romário, o gênio da grande área, como bem definiu Hendrik Johannes Cruijff, a quem só assisti jogar por vídeos, razão pela qual não está nessa lista dos 10 maiores. O Baixinho, hoje senador da República, em campo, fazia gols de todo jeito. Foi o maior goleador que assisti. Tinha excelente técnica, mas gostava de fazer gols mais do que qualquer outro jogador e sabia fazer como ninguém soube e por isso é o quarto de minha lista, seguido de perto por Ronaldo Nazário, Fenômeno, talvez o jogador de futebol que mais tenha se aproximado de Pelé em razão de ser um jogador, efetivamente, completo e com mais força que os demais, mais velocidade, mais técnica, faro de gol. Enfim, Ronaldo só não foi maior devido às contusões que lhe roubaram boa parte da carreira.

Em sexto lugar, Lionel Messi. Se alguém me contestar dizendo que ele seria o primeiro da lista não discutirei. Por mais de uma década, o argentino do Barcelona se mantém num patamar absurdo. É outro que detém todos os instrumentos, todas as armas e impõe sua condição de fora de série. Talvez lhe falte o sangue nos olhos de Maradona ou a classe de Michel Platini ou ainda, o carisma de Zico, mas definitivamente Messi, juntamente com Cristiano Ronaldo são os grandes craques de uma geração. E, sendo assim, não seria justo se o sétimo lugar nessa lista, ou seja, logo ao lado de Messi, não fosse ocupado por ele, o gajo Ronaldo.


O português, certamente é o maior atleta de todos, disciplinado e dono de uma carreira impecável. Mesmo sem a habilidade ou o dom dos demais em pentear a bola ou produzir jogadas de efeito raras, é matador, é impositivo e não deixa de ser genial marcando gols de todos as formas e sendo o comandante de um Real Madri mais dominante de todos os tempos, levando uma seleção portuguesa ao topo, como campeã da uma Eurocopa, façanha que poucos poderiam crer e aos 35 anos de idade, no melhor de sua forma física fazendo da Juventus de Turim ainda maior e mais dominante do que já era. CR7 é daqueles futebolistas que joga para a equipe, lidera como poucos e destaca individualmente indiscutivelmente. Um jogador bestial.

Na oitava posição outro francês, aliás, já mencionado, Zinedine Zidane, para muitos, o maior jogador de sua geração. O atual técnico do Real Madri desfilava seu futebol com muita classe, sem deixar de lado muita força no pé de ferro aliada à sua singular habilidade e visão de jogo. Vilão do povo brasileiro por sua atuação impecável na Copa de 98, Zidane jogava de terno. Na nona posição, relaciono Ronaldinho Gaúcho, o Bruxo, nos anos de 2004 e 2005 jogou um futebol tão superior a qualquer outro jogador no planeta que se tivesse jogado por mais tempo nesse nível, certamente seria relacionado muito mais acima. O R10 foi o jogador que mais se aproximou de Diego Maradona. Encantou o mundo e depois resolveu curtir, diminuindo assim a importância da carreira em relação aos demais prazeres da vida. Ronaldinho jogou um outro jogo. Ele se apresentava, dava espetáculo e foi ídolo e referência de Lionel Messi e tantos outros craques, representando sua passagem por Barcelona, um divisor de águas na história do catalão.


Em décimo lugar, Sócrates. Jogava fácil. Fazia parecer ser fácil a arte do futebol. Se Zidane jogava de terno, Magrão jogava de smoking, de fraque. Tinha a classe de um Lorde em campo e fora dele falava a língua do povo, cujo bem estar era sua maior preocupação. Defendeu a liberdade de expressão e a democracia numa época em que tais defesas implicava em mortes e desaparecimentos. Discursou sobre a igualdade e foi muito mais do que um jogador de futebol. Foi o grande nome da Democracia Corinthiana e um dos grandes defensores do movimento Diretas Já no final do Regime Militar, no Brasil.

Sócrates Brasileiro rompeu fronteiras. Deu um calcanhar na ignorância, formou-se médico e foi um dos maiores jogadores de futebol da história, mesmo sem ser atleta. Bebia, fumava, tinha uma vida bastante desregrada, mas em campo era o Doutor Sócrates do Botafogo de Ribeirão Preto, do Corinthians, da Fiorentina, do Flamengo, do Santos, da Seleção Brasileira. E, como cidadão, como pensador, como ser humano, eu o relacionaria em primeiro dessa lista, deixando os demais muito distantes, data máxima vênia.

Estão aí meus 10 maiores da história.

França – A geração espetacular de Platini das Copas de 1982 e 1986

Por Lucas Paes 

A França de 1986: uma das melhores seleções daquela década

A França é uma das principais favoritas a ganhar a Copa de 2018 na Rússia. Com um time cheio de jovens estrelas e que tem jogado um futebol encantador, os Bleus se candidatam a levar a taça para Paris pela segunda vez. Porém, a França nem sempre foi um “titã” do futebol. Depois do time de Fontaine dos anos 50, a primeira equipe francesa a encantar o mundo veio nos anos 1980, sob a batuta do genial Platini. 

Depois de uma campanha bem fraca na Copa de 1978 e de sequer classificar-se para a fase final da Eurocopa de 1980, os franceses sentiram a necessidade de renovar a seleção. Através do trabalho de Michel Hidalgo e de um elenco composto por jogadores de qualidade técnica alta liderados por Platini, os franceses fizeram excelente campanha nas Eliminatórias Europeias para o Mundial da Espanha, em 1982. Em seu grupo, os franceses se classificaram em segundo lugar, atrás apenas dos belgas, que tinham outro timaço, a frente de Irlanda, Holanda e Chipre. 

Na Copa do Mundo, os franceses caíram num forte grupo, com os arquirrivais ingleses, a sempre complicada Tchecoslováquia e o Kuwait. Depois de uma derrota no clássico com a Inglaterra por 3 a 1, a goleada diante do Kuwait por 4 a 1 e o empate contra os checos garantiram a vaga na segunda fase da competição, onde os franceses cairiam num grupo com a Áustria e a Irlanda do Norte. A França então venceu os dois jogos que fez, contra a Áustria (1 a 0) e Irlanda do Norte (4 a 1) para chegar as semifinais e fazer um dos maiores jogos da história das Copas do Mundo.

Contra a Alemanha Ocidental, a primeira decisão por pênaltis das Copas

Quem esteve no Ramon Sanchez Pijuan naquele 8 de Julho de 1982 viu um espetáculo. Com um time extremamente competente, porém sem sequer chegar perto do artístico futebol dos franceses, que pra muitos só ficavam atrás do time brasileiro na questão da beleza do jogo naquela época, a Alemanha Ocidental pulou na frente com Littsbark, Platini empatou de pênalti. Porém, a arbitragem entrou de forma decisiva no jogo, quando o juiz ignorou o pênalti claro sofrido por Battiston, que foi literalmente nocauteado pelo goleirão Schumacher. A França abriu 3 a 1 na prorrogação, porém tomou o empate e acabou eliminada na primeira decisão por pênaltis da história das Copas. Acabou perdendo para os poloneses na decisão do terceiro lugar. 

Sem precisar disputar a eliminatória para a Euro, já que sediaria o torneio de 1984, a França se mostrou forte logo no começo da competição. Na primeira fase, foram três vitórias, diante da Dinamarca (1 a 0), Bélgica (5 a 0) e Iugoslávia (3 a 2), este último com um show a parte de Platini. Nas semifinais, Portugal complicou demais o jogo e chegou a estar a frente com 2 a 1 na prorrogação, em grande atuação de Rui Jordão, artilheiro da equipe, mas a França virou nos últimos minutos e passou para a final. 

Na final, em Paris, depois de um primeiro tempo muito difícil diante da Espanha de Santillana, os franceses pularam na frente na etapa final com Platini, cobrando falta e contando com frangaço do goleirão Arconada. Bellone, fez, já no finalzinho, o gol que garantiu a taça, a festa e a consagração daquela geração, que conquistou o primeiro titulo oficial da história da Seleção Francesa, iniciando a caminhada que levou a 1998, 2000 e aos tempos atuais onde os azuis são um dos times mais fortes do mundo. Platini foi o destaque do campeonato, com incríveis 9 gols em apenas 5 jogos.

Em 1984, primeiro título da Eurocopa

Com enorme bagagem conquistada e mais experientes e cada vez jogando melhor, os franceses conquistaram com certa tranquilidade a vaga na Copa do Mundo de 1986, no México. Naquela edição, Platini e seus companheiros chegaram já com status de favoritos, junto ao ainda forte Brasil de Zico, Sócrates e cia., a Inglaterra de Lineker e a Argentina de Don Diego Maradona. Além da forte base remanescente, ainda havia na França jogadores como Papin, para dividir o protagonismo com Platini. 

Num grupo com a União Soviética, Hungria e Candá, os Bleus estrearam no dia 1 de Junho, em León, com vitória por 1 a 0 sobre o Canadá, gol de Papin. Quatro dias depois, na mesma cidade, empate com os soviéticos por 1 a 1, com gol francês marcado por Fernandez. Na última rodada, vitória por 3 a 0 sobre a Hungria que garantiu o segundo lugar aos franceses, com gols de Stopyra, Tigana e Rocheteau. Mas as oitavas reservaram um confronto ingratíssimo ao time de Platini, que enfrentaria a Itália, atual campeã, time de Paolo Rossi. Porém, os franceses fizeram 2 a 0 e avançaram.

Nas quartas de final, o time que talvez seja o maior freguês da França em jogos eliminatórios, a Seleção Brasileira. Na época, porém, Zito, Careca, Sócrates e os comandados de Telê entraram como favoritos e saíram a frente muito cedo com gol do então artilheiro do São Paulo, Careca. Platini empatou no fim do primeiro tempo, num jogo que ainda teve um pênalti desperdiçado por Zico. Depois de empate no tempo extra, os pênaltis definiram a vaga francesa, em vitória por 4 a 3, com direito a Platini desperdiçar a sua cobrança a Bats pegando pênalti de Sócrates.

França eliminou o Brasil em 1986 em um grande jogo

Porém, a semifinal reservou o que talvez seja exatamente o contrário do Brasil para os franceses: a Alemanha Ocidental, asa negra dos Bleus. Os germânicos, mesmo com o futebol burocrático, pararam o técnico time francês com gols de Brehme, logo no começo do jogo e Voller, nos minutos finais. A vaga na final não veio outra vez. Platini e sua trupe ficaram pelo caminho. Decidiriam o terceiro lugar contra a Bélgica de Scifo e cia, outra sensação daquela Copa do Mundo e que já foi tema de texto no site. 

A decisão do terceiro lugar foi um jogo sensacional, com uma vitória francesa por 4 a 2 na prorrogação. Celeumans botou os belgas na frente. Ferreri e Papin viraram para os Bleus, mas os Diabos Vermelhos voltaram a empatar com Claesen. Genghini e Amoros marcaram os gols da vitória azul na prorrogação. Pelo menos o prêmio de consolação, naquela que seria a melhor campanha da França até que Zidane cometeu o crime diante do Brasil e garantiu o título de 1998, até hoje o maior feito da história da seleção bleu. 

Neste ano, a França estreia no sábado, dia 16, a partir das 7 da manhã, diante da Austrália, em Kazan. É o começo da caminhada para que Griezzman, Pogba, Mbappé e cia apaguem a tristeza da Euro perdida em casa e deem a volta por cima. Ou para mais um quase dos franceses.

As camisas de Michel Platini

Por Lucas Paes

Brilhante dentro de campo, Platini foi um dos maiores jogadores da história da França

Além de ex-presidente da UEFA (envolvido inclusive em algumas acusações de corrupção), Michel Platini foi um dos mais brilhantes jogadores da história da França. Marcado com um título da Eurocopa pelos Bleus e um título europeu pela Juventus, o meio-campista foi o jogador francês mais importante antes do surgimento de Zinedine Zidane.
Nancy

Em ação pelo Nancy, no início de carreira

Platini estreou profissionalmente na segunda divisão francesa, mais especificamente no Nancy. Em pouco tempo virou titular da equipe e foi para a seleção francesa. Em 1978, foi campeão da Copa da França com a equipe, chamando a atenção de clubes grandes do próprio pais, como Olympique de Marseille, PSG, Saint-Ettiene e Nantes e de clubes tradicionais como a gigante italiana Internazionale. Ficou entre 1972 e 1979 no clube, jogou 213 partidas e marcou 127 gols, deixou o ASNL para ir jogar no Saint-Ettiene.

Saint-Ettiene

No Saint-Ettiene, foi campeão da Ligue 1

Jogando pelos Verts, Platini conquistaria seu primeiro titulo nacional, no ano de 1981, conquista que foi inclusive a última dos alviverdes. Marcou inclusive os dois gols da vitória contra o Bordeaux, que garantiu a conquista da liga. Depois de apenas três anos, 145 jogos e 82 gols, se transferiu a gigante Juventus de Turim, onde faria história e viraria lenda.

Juventus

Em ação pela Juve, num clássico contra a Inter

Na Juve, faria história. Jogando num time lotado de estrelas do futebol italiano, dignas de um time de galáticos, permaneceu durante cinco anos, entre 1982 e 1987. Com os Bianconeri, conquistou très Bolas de Ouro, em 1983, 1984 e 1985. Dentro de campo, venceu duas vezes a Série A, conquistou um título da Recopa Européia, um titulo da Supercopa da UEFA, uma Coppa Itália, uma Liga dos Campeões e um Mundial. Esteve em campo 222 vezes e marcou um total de 103 gols pela Vecchia Signora. Encerrou a carreira no clube com apenas 32 anos, em 1987.

Seleção Francesa

Pela França, foi campeão da Eurocopa

Pelos Bleus, estreou logo aos 21 anos. Jogou três Copas do Mundo e uma Eurocopa pela seleção, conquistando o título na única disputa de Eurocopa em que esteve presente. Conquistou também a Copa Artemio Fracchi de 1985. Foram 72 jogos e 41 gols com a camisa da França, em que é o segundo maior artilheiro da história, tendo sido ultrapassado por Henry. 

O Curioso do Futebol

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