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Sócrates é homenageado na França e vira nome de rua em Vila Olímpica

Com informações da Agência Estado
Foto: arquivo

Sócrates virou nome de rua na França

Sócrates, um dos maiores nomes da história do futebol brasileiro, se tornará nome de rua fora do País. O ídolo do Corinthians e da seleção brasileira foi homenageado e agora batiza uma nova rua na cidade de Saint-Ouen, na França, próximo à capital Paris. A homenagem será oficializada neste sábado, com a inauguração da via.

A “Rue Doutor Sócrates” está localizada dentro da Vila Olímpica, onde a delegação brasileira se hospedará durante os Jogos Olímpicos de Paris-2024. A homenagem foi idealizada pelo prefeito da cidade, Karim Bouamrane, e anunciada ainda em outubro do ano passado após um encontro do gestor local com o presidente da Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur), Marcelo Freixo. O local será mantido após a realização da Olimpíada.

Em publicação feita nas redes sociais após o evento de apresentação da nova rua, que aconteceu nesta sexta-feira, dia 29, Karim definiu Sócrates como um “grande jogador de futebol brasileiro que foi ativista pela democracia, igualdade e direitos civis”. “Sócrates encarna os valores de igualdade, progresso, solidariedade, fraternidade e irmandade. Orgulho de que a nossa cidade seja a primeira cidade do mundo a ter uma rua Sócrates”, escreveu o prefeito.

Esta não é a primeira via no mundo que recebe o nome do jogador. Em fevereiro, a Rua Edgar Rodrigues, localizada no boulevard do estádio Santa Cruz, do Botafogo de Ribeirão Preto, clube onde o craque despontou para o futebol, passou a se chamar “Esplanada Doutor Sócrates”.


Morto em 2011 por causa de uma infecção intestinal, Doutor Sócrates, como era conhecido por causa de sua formação em medicina, se estivesse vivo, completaria 70 anos em 2024. O ex-meio-campista marcou época no Corinthians e na seleção brasileira, onde disputou as Copas do Mundo de 1982 e 1986. Fora de campo, ganhou notoriedade pela atuação em favor da democracia nos movimentos Diretas Já e Democracia Corinthiana, do qual foi um dos idealizadores.

A história de Sócrates com o Botafogo de Ribeirão Preto

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Sócrates atuando pelo Botafogo

Conhecido pelo apelido de Doutor Sócrates, o ex-meia e hoje integrante do time dos eternos Sócrates Brasileiro Sampaio de Souza Vieira de Oliveira foi um dos maiores jogadores de futebol que o Brasil produziu entre as décadas de 1970 e 1980. O Magrão, que completaria seus 70 anos neste dia 19, é um dos maiores ídolos da história do Corinthians, onde foi um dos líderes do time da chamada Democracia Corintiana, porém, antes de brilhar no Timão, fez muito pelo Botafogo de Ribeirão Preto.

Sócrates surgiu na base do Pantera aos 16 anos e rapidamente chamou atenção do time tricolor, sendo considerado um fenômeno. Depois de concluir o ensino médio, passou a fazer medicina e conciliou a faculdade com a função de jogador, subindo assim para o time profissional em 1973 e desde o início se mostrando um exímio meio-campista num dos momentos mais gloriosos da história do Botafogo de Ribeirão Preto.

Sempre foi considerado um fenômeno atuando pelo Botafogo, onde mostrava um talento nato para a bola, desde o início marcando muitos gols e sendo crucial nas campanhas protagonizadas pelos botafoguenses naqueles anos, que nem sempre eram boas, mas tinham o Doutor como o grande destaque da equipe. 



Viveu seu auge no clube entre 1976 e 1977, quando pensou inclusive que não jogaria mais, já que Jorge Mendonça, treinador botafoguense, disse que só quem treinaria jogaria, mas deu tratamento especial ao "Calcanhar de Ouro". No ano de 1976 foi artilheiro do Paulistão, marcando 15 gols e ajudando o Pantera a terminar o campeonato na quarta posição ao final do torneio. No ano seguinte, foi crucial na conquista da Taça Cidade de São Paulo, o primeiro turno do estadual, quando o Fogão conseguiu a conquista em cima do São Paulo. Na época, surgiam pedidos já de sua convocação pela Seleção Brasileira. 

Ao fim de 1977 ficou impossível para que o Botafogo segurasse seu fenômeno diante do assédio dos maiores clubes do estado e o Corinthians acabou levando o Doutor para o Parque São Jorge, onde faria história. Sócrates atuou em 269 partidas pelo Pantera, marcando 101 gols em seus cinco anos atuando com a camisa tricolor. 

Ribeirão Preto homenageia Sócrates com nome de ginásio

Com informações da Agência Futebol Interior
Foto: Cineclube Cauim

Ribeirão Preto homenageia Sócrates

Em uma emocionante cerimônia realizada nesta sexta-feira, 8 de dezembro, em Ribeirão Preto, o município prestou uma justa homenagem a uma das figuras mais emblemáticas do futebol brasileiro. O ginásio da Estação Cidadania-Esporte, situado no bairro Alexandre Balbo, teve seu nome oficialmente alterado para Dr. Sócrates Brasileiro, reverenciando o legado do ex-jogador que deixou uma marca indelével no esporte nacional.

A comovente celebração realizada na sexta  contou com a presença dos filhos de Sócrates, Gustavo e Júnior, juntamente aos irmãos Raimar, Sófocles e Vieirinha, bem como a participação de amigos próximos do saudoso atleta.

A significativa mudança no nome do ginásio ocorre exatamente na semana em que se completam 12 anos desde o falecimento de Sócrates, que, caso estivesse entre nós, atingiria 70 anos no próximo mês de fevereiro.


A Estação Cidadania-Esporte, inaugurada em março de 2022, tem se destacado como um espaço dedicado à prática esportiva, proporcionando à comunidade de Ribeirão Preto acesso a diversas modalidades. O gesto simbólico reforça a importância de preservar a memória de Sócrates, imortalizando-o não apenas na história do futebol, mas também no cenário esportivo local.

Um show com Rita Lee, Casão, Sócrates e Wladimir

Foto: arquivo

Rita Lee, com a camisa do Corinthians, entre os jogadores

Neste 9 de maio de 2023, a música brasileira e, especialmente, o rock, ficou mais triste. Morreu Rita Lee, aos 75 anos. Corintiana, ela fez questão que em um show no Ibirapuera, em 1982, subissem no palco Wladimir, Sócrates e Casagrande, que faziam parte do time que dominava o futebol paulista na ocasião.

Em novembro de 1982, o Ginásio do Ibirapuera seria palco de um grande show da Rita Lee. Corintiana fanática, a cantora, que é conhecida como a Rainha do Rock no Brasil, convidou os jogadores do Timão a irem no show. Casagrande, é claro, não só aceitou o convite, como prometeu: "vou te dar uma camisa autografada".

No dia do show, Casão, Sócrates e Wladimir foram juntos para o concerto. Chegando no Ibirapuera, um olhou pro outro e se tocaram que tinham esquecido a camisa da Rita Lee. A saída, o próprio Casagrande contou em uma participação no programa Arena SporTV.

Trecho do show

"Eu tinha falado com a Rita e prometi que ia levar uma camisa número 9. Jogamos à tarde, fomos para casa, chegamos no ginásio do Ibirapuera e eu pergunto para o Magrão (Sócrates): 'Está tudo certo, né? Você trouxe a camisa?' Ele disse que não. Wlad (Wladimir) também não. Então vimos um cara que estava com a namorada vendo o show com a camisa do Corinthians. Fui lá e ele disse: 'Casão, meu ídolo, Magrão, Wladimir, que prazer'. Eu falei: 'Você pode dar a sua camisa? Prometi para a Rita'. Ainda falei para ele: 'pode passar no Parque São Jorge que te dou outra autografada'. Nem sei nem se ele passou depois", disse o Casão.

Os três jogadores foram convidados pela cantora a subirem no palco. Casagrande deu a camisa para Rita Lee e ainda participaram do show. "Aproveitei e convidei a Rita para assistir a final do Campeonato Paulista, no dia 12 de dezembro".


O atacante fez um dos gols da vitória sobre o São Paulo por 3 a 1. "Eu também prometi fazer o Gol Rita Lee. O Osmar Santos estava na Rádio Globo e eu comentei com ele, que faria o Gol Rita Lee. Foi o único gol em que eu coloquei nome, em que eu homenageei alguém".

Casagrande foi o artilheiro do Campeonato Paulista de 1982, com 28 gols. No ano seguinte, o clube seria bicampeão estadual, vencendo novamente o São Paulo na decisão.

Sócrates sendo julgador do Desfile das Escolas de Samba do Rio de Janeiro em 1986

Com informações do Espaço Aberto
Foto: arquivo

Sócrates fazendo anotações durante o desfile de 1986

Se estivesse vivo, Sócrates teria completado 69 anos no último domingo, dia 19 de fevereiro de 2023. Um dos maiores jogadores da história, revelado pelo Botafogo de Ribeirão Preto, ídolo do Corinthians e com passagens por Seleção Brasileira, Fiorentina, Flamengo e Santos, ele brilhou nos gramados enquanto foi jogador.

Porém, uma das facetas menos conhecidas do Doutor (apelido que ganhou por ter concluído a Faculdade de Medicina ainda no início da carreira como jogador) foi a sua participação como jurado no desfile das escolas de samba do Rio de Janeiro, em 1986. Na época Sócrates jogava pelo Flamengo (após uma passagem pelo futebol italiano) e foi convidado pela recém-criada LIESA para fazer parte do corpo de jurados no quesito bateria.

Sua participação gerou bastante contestação. Diferente de outros jurados, Sócrates solicitou que não ficasse confinado numa cabine e a condição foi aceita. Ao invés de um jurado com cara fechada e fingindo neutralidade, a Sapucaí observou um avaliador animado, com copo de bebida alcoólica na mão e que distribuía autógrafos. Escolhido inicialmente para julgar o quesito samba-enredo, Sócrates pediu pra avaliar outro quesito, já que o samba-enredo do Império Serrano (que celebrava o fim da ditadura) já havia ganhado seu coração.

Com notas 10 para quase todas as escolas, a nota dada (9) por Sócrates para a Portela gerou protestos e chororô. Miro Garcia, patrono do Salgueiro, chegou a pedir a anulação das notas dadas por Sócrates. Mas, mesmo que as notas por Sócrates fossem anuladas, a tábua de classificação não seria mudada e a Portela seguiria em quarto lugar.


Apesar de defender suas avaliações e seu direito a beber no carnaval, “como todos fazem”, essa foi a única participação de Sócrates como jurado no desfile da Marquês de Sapucaí. Em pouco tempo, também, Sócrates deixou o Flamengo e o RIo de Janeiro e voltou a morar no estado de São Paulo, onde ficou até falecer, em dezembro de 2011.

A chegada de Sócrates no Corinthians

Foto: arquivo

Sócrates sendo apresentado no Timão

No dia 20 de agosto de 1978, Sócrates, que se estivesse vivo completaria 69 anos neste 19 de fevereiro de 2023 e é um dos maiores ídolos da história do Sport Club Corinthians Paulista, estreava com a camisa alvinegra. Pelo Campeonato Paulista, o Timão empatou com o Santos por 1 a 1. Rui Rei marcou o gol corinthiano.

Sócrates Sampaio de Souza Vieira de Oliveira, natural de Belém-PA, começou a carreira profissional no Botafogo-SP, em 1974, clube em que marcou 101 gols em 269 partidas. Após quatro anos jogando na equipe de Ribeirão Preto, foi contratado pelo Corinthians.

Figura única, detinha inúmeros apelidos: Calcanhar de Ouro, Magrão e Doutor eram os principais. Fez história com o jeito único de jogar e agir. Além de se formar em Medicina – de onde veio o apelido de Doutor –, foi ícone do movimento da Democracia Corinthiana, no início da década de 1980.

Pelo Corinthians, foram 298 jogos, 172 gols e três Campeonatos Paulistas conquistados (1979, 1982 e 1983). O eterno camisa 8 ainda jogou pela Seleção Brasileira: foram 63 partidas, 25 gols e duas Copas do Mundo disputadas no currículo (1982 e 1986).


Sócrates faleceu na manhã de 4 de dezembro de 2011, mesmo dia em que o Corinthians sagrou-se pentacampeão brasileiro, contra o Palmeiras. Naquela partida, houve um minuto de silêncio em homenagem ao Doutor, e jogadores e torcedores prestaram homenagem reproduzindo a famosa comemoração com o braço levantado e o punho cerrado.

Paulistão 1979 - O primeiro título de Sócrates e Biro-Biro pelo Timão

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

O Timão venceu o Paulistão de 1979

Nesta sexta-feira, dia 10 de fevereiro de 2023, se completam 43 anos que o Corinthians conquistou o Campeonato Paulista de 1979. Na ocasião, o time Alvinegro do Parque São Jorge tinha uma equipe repleta de craques, como Sócrates e Biro-Biro, que inclusive, ganharam o seu primeiro título com a camisa corintiana naquela temporada.

Dois anos depois a quebra de dar fim ao longo jejum de quase 23 anos sem vencer um campeonato sequer, o Timão montou um time muito forte para disputar o Campeonato Paulista de 1979. Apesar do elenco contar com jogadores como Amaral, Palhinha, Wladimir, Sócrates e Zé Maria, a caminhada até o 17º troféu foi marcado por muita dificuldade. 

Naquela época, o campeonato estadual era mais longo e regulamento era muito confuso, mas acabou sendo simplificado. Todas as 20 agremiações foram colocadas em quatro chaves de maneira igual para que as equipes pudessem se enfrentar em partidas de ida e volta em 38 rodadas. 

Após esse período, os três melhores de cada grupo estariam classificados para a segunda fase, onde as 12 equipes seriam divididas em dois grupos de seis, com turno único disputado. Por fim, os dois melhores dessas últimas chaves se classificariam para as semifinais.

Até então, o Palmeiras, que na época era comandado por Telê Santana, era o favorito ao título, uma vez que o Verdão havia tido a melhor campanha nos dois turnos. Entretanto, Vicente Matheus, o então Presidente do Timão, conseguiu fazer uma manobra para frear o clube alviverde e dar mais mais chances para o Coringão. 

Isso aconteceu, porque o mandatário não aceitou o fato da Federação Paulista de Futebol ter marcado uma rodada dupla já perto do fim do campeonato a ser realizada no dia 11 de novembro de 1979, na qual Corinthians e Ponte Preta se enfrentariam, e depois Palmeiras e Guarani estariam frente a frente. Na ocasião, ele alegou que a Fiel torcida do Corinthians era maior e dava mais receita do que as outras três agremiações juntas. 

Assim, time alvinegro da capital provocou a paralisação do campeonato ao entrar na Justiça. A Macaca, que duelaria com o Timão na segunda fase, entrou com recursos e medidas cautelares na Justiça querendo os dois pontos por W.O. No final, os mesmo acabaram sendo cedidos e a Ponte Preta ficou com a vitória pelo placar magro de 1 a 0.


Em janeiro de 1980, o Paulistão foi retomado. Neste período, o Palmeiras, que jogaria com o Corinthians nas semifinais, já havia perdido aquela sequência e o embalo de outrora. Na ida, houve empate em 1 a 1, e na volta, o Timão venceu por 1 a 0, com gol de Biro Biro, que levou o clube alvinegro a grande decisão.

Reeditando a mesma final de dois anos atrás, Coringão e Ponte estiveram frente a frente em três oportunidades. No dia 3 de fevereiro daquele anos, Palhinha foi as redes e os corintianos levaram a melhor: 1 a 0. No segundo encontro, ninguém conseguiu tirar o 0  do marcador. Já na terceira e decisiva partida, realizada no dia 10 de fevereiro, Sócrates e Palhinha decidiram, o Corinthians venceu por 2 a 0, venceu o seu 17º título estadual naquela oportunidade.

A estreia de Sócrates na Seleção Brasileira em 1979

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Sócrates atuando em seu primeiro jogo com a Amarelinha

Sócrates Brasileiro Sampaio de Sousa Oliveira, mais conhecido pelo seu primeiro nome de Sócrates, foi um dos maiores jogadores que o Brasil já teve em sua história no futebol. O Doutor era dono de uma categoria impar com a bola nos pés e fez história jogando no Corinthians e também no futebol italiano. Já era um jogador com certa experiência no futebol, depois de um excelente começo de passagem no Corinthians, quando estreou na Seleção Brasileira, em 17 de maio de 1979, em uma goleada por 6 a 0 sobre o Paraguai no Maracanã. 

O jogo era um amistoso preparatório para as eliminatórias da Copa do Mundo de 1982 e o Brasil de Cláudio Coutinho trazia diversos novos jogadores no elenco, desde jovens como Falcão e Nilton Batata até jogadores de mais experiência que não haviam ainda atuado com a amarelinha, como era o caso de Sócrates. O Calcanhar de Ouro entrou como titular naquela partida, que tinha o Maraca com mais de 60 mil pessoas nas arquibancadas, o que na época era um público apenas "mediano".

Sócrates foi titular na partida. Com o time Canarinho melhor desde o começo, o primeiro veio logo aos quatro minutos, numa linda jogada de Zico completada por Éder para as redes. Pouco depois, o Calcanhar de Ouro quase marcou de cabeça, após boa combinação com Nílton Batata. O segundo gol, ainda no primeiro tempo, saiu após um pênalti, que Zico bateu com categoria e ampliou o placar. Ainda deu tempo de Sócrates quase marcar, mas o chute foi cortado por Cardona. O Brasil ainda meteu duas bolas na trave no primeiro tempo.

Na etapa final, o Doutor combinou em linda jogada com um passe para Nilton Batata para marcar o terceiro gol brasileiro, logo aos sete minutos. Aos 14', foi a vez de Zico marcar outro, aproveitando rebote de um chutaço de Edinho. O quinto gol veio aos 25', com Nilton Batata de novo, aproveitando jogada de Zezé, outro estreante. O sexto gol veio aos trinta minutos, num passe de Sócrates para Zico fintar meio time paraguaio e fechar o placar.


O Doutor acabou não marcando, mas jogou muito bem em sua estreia com a Amarelinha. Aquele seria o primeiro de 60 jogos pela Seleção Brasileira, disputados entre 1979 e 1986, com 22 gols marcados. O primeiro, ou melhor, os dois primeiros, viriam poucos dias depois, em 30 de maio, em amistoso contra o Uruguai que terminou com placar de 5 a 1 para os Canarinhos com dois gols de Sócrates. 

Eterno ídolo do Corinthians, Sócrates nascia há 68 anos

Com informações do Corinthians
Foto: arquivo

Sócrates: o doutor do futebol

O Corinthians comemora o aniversário de um dos maiores ídolos da sua história. Sócrates, um dos idealizadores do maior movimento de atletas de um clube fora do campo, e além disso, jogador de técnica e habilidade ímpares, completaria 68 anos de idade neste sábado, dia 19.

Natural de Belém Pará, Sócrates Brasileiro Sampaio de Souza Vieira de Oliveira foi o líder intelectual da Democracia Corinthiana, movimento democrático do início dos anos 1980, chegou ao Timão ainda em 1978, com 24 anos. Curiosamente, ele era médico recém-formado, após se destacar pelo Botafogo de Ribeirão Preto, onde mantinha a carreira como atleta e os estudos na medicina.

Seu futebol se caracterizava pela habilidade, inteligência e toques de calcanhar. Dentro de campo, era destaque com gols decisivos e um futebol cerebral. Fora dele, se destacava reivindicando maior liberdade e participação para os atletas nas decisões relacionadas ao elenco, comissão técnica e demais funcionários do futebol.

Em sete anos de Corinthians, Sócrates vestiu a camisa alvinegra em 298 oportunidades, tendo marcado 172 gols. Conquistou o Campeonato Paulista em três oportunidades: 1979, 1982 e 1983. Ele cunhou uma das mais icônicas frases sobre o sentimento de ser corinthiano: “O Corinthians não é só um time e uma torcida, é um estado de espírito”.

Ao sair do Timão, em 1984, Sócrates foi para a Fiorentina, da Itália, por onde jogou uma temporada. Voltou ao Brasil, em 1985, para o Flamengo e no ano seguinte foi para a Copa do Mundo do México. Em 1988, o Doutor foi para o Santos, seu time de infância. Ainda voltaria ao Botafogo de Ribeirão Preto, onde encerrou a carreira em 1989. Mas sempre ficou marcado pela passagem no Corinthians.


Lutando contra problemas de saúde decorrentes do alcoolismo, o eterno ídolo do Corinthians faleceu da forma que queria: em um dia onde o Timão fosse campeão. Ele nos deixou no dia 4 de dezembro de 2011, data em que o clube conquistou o pentacampeonato do Brasileirão, e que rendeu uma homenagem dos atletas alvinegros antes da bola rolar.

Há 43 anos, Sócrates marcava primeiro gol pelo Corinthians

Com informações do Corinthians
Foto: arquivo

Sócrates foi um dos maiores ídolos da história do Corinthians

Na tarde do dia 26 de agosto de 1978, no Estádio Paulo Machado de Carvalho, o Pacaembu, um dos maiores meio-campistas da história do futebol corinthiano, em sua segunda partida oficial pelo Corinthians, fez o primeiro de seus 172 gols pelo Timão.

Diante de 45.733 pagantes, contra a Ferroviária-SP, em partida válida pelo Campeonato Paulista de 1978, o jovem Sócrates de 24 anos balançou as redes no Pacaembu aos 36 minutos do primeiro tempo.

O zagueiro Zé Eduardo bateu uma falta forte e a bola foi rasteira em direção a Sócrates que, de costas pro gol, deslocou o zagueiro da Ferroviária para chutar forte e alto, no meio do gol, abrindo o placar para o clube do Parque São Jorge.

Comandado pelo treinador José Teixeira, o Coringão jogava com Jairo; Luiz Cláudio, Ademir, Zé Eduardo e Wladimir; Wagner, Sócrates e Palhinha; Rui Rei, Romero e Vaguinho, autor do segundo gol da partida, já aos 39 minutos da segunda etapa.


Ícone da história do clube do Parque São Jorge, referência da Democracia Corinthiana, Sócrates ficou conhecido por apelidos como Doutor, Magrão e Calcanhar de Ouro. Entrou em campo 298 vezes pelo Timão e conquistou três vezes o Campeonato Paulista, em 1979, 1982 e 1983.

A estreia de Sócrates pelo Corinthians

Com informações do Corinthians
Foto: arquivo

Sócrates estreou pelo Timão em um clássico contra o Santos

No dia 20 de agosto de 1978, Sócrates, um dos maiores ídolos da história do Sport Club Corinthians Paulista, estreava com a camisa alvinegra. Pelo Campeonato Paulista, o Timão empatou com o Santos por 1 a 1. Rui Rei marcou o gol corinthiano.

Sócrates Sampaio de Souza Vieira de Oliveira, natural de Belém-PA, começou a carreira profissional no Botafogo-SP, em 1974, clube em que marcou 101 gols em 269 partidas. Após quatro anos jogando na equipe de Ribeirão Preto, foi contratado pelo Corinthians.

Figura única, detinha inúmeros apelidos: Calcanhar de Ouro, Magrão e Doutor eram os principais. Fez história com o jeito único de jogar e agir. Além de se formar em Medicina – de onde veio o apelido de Doutor –, foi ícone do movimento da Democracia Corinthiana, no início da década de 80.

Pelo Corinthians, foram 298 jogos, 172 gols e três Campeonatos Paulistas conquistados (1979, 1982 e 1983). O eterno camisa 8 ainda jogou pela Seleção Brasileira: foram 63 partidas, 25 gols e duas Copas do Mundo disputadas no currículo (1982 e 1986).


Sócrates faleceu na manhã de 4 de dezembro de 2011, mesmo dia em que o Corinthians sagrou-se pentacampeão brasileiro, contra o Palmeiras. Naquela partida, houve um minuto de silêncio em homenagem ao Doutor, e jogadores e torcedores prestaram homenagem reproduzindo a famosa comemoração com o braço levantado e o punho cerrado.

Contra o Santos da Jamaica, em 1984, o último jogo de Sócrates pelo Timão

Com informações de A Gazeta Esportiva
Foto: arquivo

Sócrates se despediu do Corinthians em um jogo na Jamaica

A despedida de Sócrates do Corinthians completa 37 anos nesta quarta-feira. No dia 10 de junho de 1984, o Timão realizou um amistoso contra o Santos, da Jamaica, no Estádio Nacional de Kingston e perdeu por 2 a 1. O autor do único gol da equipe brasileira foi justamente o camisa 8, que balançou as redes pela última vez com a camisa do Alvinegro.

O gol de Sócrates foi o primeiro da partida. No entanto, os jamaicanos buscaram a virada, com gols de Donovan Downer e Thompson, e evitaram o triunfo do Corinthians na despedida de um dos grandes ídolos de sua história.

O Corinthians foi a campo com Carlos; Ronaldo, Paulo, Juninho, Aílton, Biro-Biro, Sócrates, Luís Fernando (Dicão), Ataliba (Gallo), Casagrande e Eduardo Amorim (Wágner). Hélio Maffia era o treinador da equipe.

Magrão, como era conhecido por conta de seu porte físico, disputou um total de 297 partidas pelo Alvinegro, somando 172 gols e participando de três conquistas do Campeonato Paulista, nos anos de 1979, 1982 e 1983.

Além dos feitos dentro de campo, Sócrates ficou conhecido por seu engajamento político. O ex-jogador teve participação ativa no movimento "Diretas Já", em 1980, que clamava por eleições diretas para a Presidência da República. O ídolo do Timão também foi um dos idealizadores da "Democracia Corinthiana".


Sócrates faleceu aos 57 anos no dia 4 de dezembro de 2011. A data ficou marcada na história do Corinthians. Afinal, além a perda de uma importante figura de sua história, o clube conquistou o Campeonato Brasileiro após um empate em 1 a 1 contra o Palmeiras.

Sócrates e a Seleção Brasileira

Por Kauan Sousa
Foto: arquivo

Sócrates jogou duas Copas do Mundo pela Seleção Brasileira

Neste dia 19 de fevereiro de 2021, completa-se 67 anos do nascimento de Sócrates. Um dos maiores craques da década de 80, Magrão, como era conhecido, revelado pelo Botafogo de Ribeirão Preto e ídolo do Corinthians, ele teve passagem marcante na Seleção Brasileira.

Sócrates começou a sua carreira como jogador no Botafogo de Ribeirão Preto e ficou no clube até seus 24 anos, por conta do curso de medicina que conciliava com a sua carreira de atleta. Por isto, não saiu do Pantera. Em 1977, Sócrates, foi destaque no Campeonato Paulista e liderou a equipe, junto com Zé Mário, no título do Botafogo da taça Cidade de São Paulo.

Após boa passagem pelo clube do interior, Sócrates despertou o interesse do Corinthians, clube que ficou por seis anos, conquistou três títulos paulista e saiu como ídolo. O bom desempenho de Sócrates pelo Corinthians chamou a atenção do técnico da seleção Brasileira, Tele Santana. Em 17 de maio de 1979, o jogador estreou pelo Brasil, com goleada por 6 a 0 do Brasil contra o Paraguai.

Na Copa do Mundo de 1982, Sócrates foi uma das principais estrelas da seleção Brasileira que encantou o planeta, com um futebol vistoso. Capitão da equipe, ele, dividia o campo com nomes como Zico, Falcão, Cerezo, Casagrande. Mesmo sem sair com o título da competição, esse time marcou história. O Magrão fez dois gols no torneio.

Quatro anos depois, jogando pelo Flamengo, depois de uma passagem pela Fiorentina, Sócrates foi novamente convocado para defender o Brasil na Copa do Mundo, dessa vez no México. A seleção iniciou bem o torneio, com um gol do "doutor" na estreia, contra a Espanha, mas foi eliminada nas quartas de final, pela França, após empatar por 1 a 1 no tempo normal, e perdeu nos pênaltis, com Sócrates, perdendo uma das cobranças.


Na Seleção Brasileira, Sócrates jogou 63 vezes e marcou 25 gols. O jogador marcou história no Brasil com seu futebol de alto nível. Além de Botafogo(SP), clube em que iniciou e encerrou sua carreira e Corinthians, Sócrates, atuou no Flamengo, Fiorentina e Santos, encerrando a carreira no time que começou: o Botafogo de Ribeirão Preto.

O ex-jogador sofria com o uso abusivo do álcool e de cigarro. Em 2011 foi internado algumas vezes, devido a uma hemorragia digestiva. No dia 4 de dezembro de 2011, Sócrates faleceu, por conta de falência múltipla dos órgãos. No dia de sua morte, o Corinthians, clube em que foi ídolo, conquistou o campeonato brasileiro daquele ano.

Como foi a negociação para Sócrates chegar ao Timão em 1978

Foto: Arquivo Corinthians

Sócrates, com Vicente Matheus e outros dirigentes, em sua apresentação no Timão

Há exatos 42 anos, em 20 de agosto de 1978, Sócrates, um dos maiores ídolos da história do Timão, estreava pelo Corinthians em um empate contra o Santos, em 1 a 1. Porém, até chegar à esta data, várias histórias de bastidores, sob o comando do astuto e folclórico presidente Vicente Matheus, fizeram parte de uma das mais disputadas contratações do futebol brasileiro.

Sócrates foi revelado pelo Botafogo de Ribeirão Preto e logo quando apareceu ele já foi sondado por grandes clubes. Porém, ele fazia Faculdade de Medicina na cidade e queria terminar o curso e isto tornava complicada a sua saída do Pantera. Porém, mesmo assim, as sondagens apareciam sempre.

Chegando em 1978, Sócrates terminou o curso de Medicina e isto fez com que vários times ficassem de olho no "Doutor". Havia uma certa predileção pelo Timão, tudo porque ele, ainda no Botafogo, se adaptou ao estilo de jogo de Geraldão, que já tinha ido ao Corinthians antes. Porém, o time de Ribeirão Preto estava propenso a negociá-lo com o São Paulo.

Sabendo que o São Paulo estava no páreo para contratar Sócrates e que o Tricolor precisava negociar o volante Chicão, para concretizar o negócio com o Botafogo de Ribeirão Preto, Vicente Matheus entrou "no jogo". Primeiro, ligou para os dirigentes do Morumbi e ofereceu Cr$ 5 milhões (sim, na época, a moeda brasileira era o Cruzeiro). Depois marcou um almoço com os cartolas do rival.


Porém, a astúcia de Vicente Matheus era grande. Para o almoço, ele mandou o seu irmão Isidoro, que enrolava os dirigentes sãopaulinos falando que iria comprar Chicão. No mesmo instante, o presidente do Timão estava em Ribeirão Preto, negociou com o Botafogo e comprou o passe de Sócrates com o dinheiro que tinha no próprio bolso.

A partir daí, todos nós já sabemos. Sócrates fez história no Parque São Jorge e foi uma das figuras mais importantes na história da Corinthians. O Doutor da Bola ultrapassou as barreiras do futebol e lutou por causas políticas dentro do Clube, na época da Democracia Corithiana. E foi graças a Vicente Matheus que nós corinthianos podemos nos orgulhar desta história. “Eu era santista, mas me tornei corinthiano. Não tem como não virar a casaca no Corinthians!”, declarou Sócrates em uma entrevista feita pela Rádio Trip.

Sócrates na Seleção Brasileira

Com informações da CBF
Foto: reprodução Placar

Sócrates, pela Seleção Brasileira, enfrentando a Argentina na Copa de 1982

Sócrates foi um dos grandes jogadores de sua geração. Com um jeito elegante de jogar, já chamou a atenção de todos desde os tempos do Botafogo de Ribeirão Preto e, principalmente, quando passou a defender o Corinthians, em 1978. Com isto, ele teve uma relação próxima com a Seleção Brasileira, tendo ido, inclusive, para duas Copas do Mundo.

Sua estreia pelo Brasil aconteceu no dia 17 de maio 1979, com goleada da Seleção por 6 a 0 sobre o Paraguai, em jogo preparatório para as Eliminatórias. Sócrates foi uma das principais estrelas da Seleção Brasileira durante a Copa do Mundo de 1982. Capitão da equipe, fazia parte de um meio-campo recheado de talento, composto por ele, Paulo Roberto Falcão, Toninho Cerezo e Zico.

Foi no embalo das jogadas plásticas, dos toques de calcanhar e dos grandes passes de Sócrates que aquela equipe conquistou o coração do torcedor brasileiro. Logo na estreia, ele deixou sua marca com um gol de placa. Quando o Brasil mais precisava na partida, ele apareceu com uma jogadaça: dois dribles secos e um chute forte de fora da área para estufar a rede da União Soviética. Era o empate do Brasil, que ainda viraria o jogo.

Ao longo da campanha, Sócrates balançou a rede duas vezes: na estreia e no fatídico jogo diante da Itália, considerado por muitos uma das maiores injustiças da história das Copas do Mundo. Foi justamente dele o gol que empatou a partida em 1 a 1 no Estádio do Sarriá. Apesar de não sair com o título, aquela Seleção marcou para sempre a memória dos torcedores que a acompanharam e é, até hoje, uma das grandes referências de futebol bonito no mundo todo.


Quatro anos mais tarde, na Copa do Mundo do México, em 1986, Sócrates mais uma vez foi convocado por Telê Santana para defender o Brasil. Mais uma vez, a Seleção começou a Copa do Mundo em alto nível e venceu os seus quatro primeiros jogos, incluindo um 4 a 0 sobre a Polônia nas oitavas-de-final. O Magrão marcou duas vezes durante o torneio: contra Espanha e diante dos poloneses.

Mas a campanha brasileira parou no encontro com a França. Após o empate por 1 a 1 no tempo regulamentar, os franceses ficaram com a vaga nos pênaltis. Sócrates foi um dos batedores brasileiros e não conseguiu converter sua cobrança. O erro, no entanto, passa longe de apagar o brilho que ele teve com a Amarelinha. Ao todo, foram 63 jogos e 25 gols marcados e muitas lembranças de um futebol brilhante.

Quando Sócrates quase jogou pela Ponte Preta

Por Lucas Paes

Sócrates com a camisa da Ponte Preta, em 1985

Sócrates Brasileiro Sampaio de Souza, de vários vulgos e ídolo da torcida do Corinthians, foi um dos melhores jogadores que desfilou pelo Brasil nos anos 1980. Dono de técnica ímpar e de qualidade enorme, foi um dos pilares da eterna Seleção Brasileira da Copa do Mundo de 1982. Em 1985, quando jogava na Fiorentina, o Doutor viveu uma história bem curiosa quando quase foi contratado pela Ponte Preta.

Naquele ano, o na época meia brasuca estava cansado da Viola, onde não conseguia render mais e queria voltar ao futebol brasileiro. A ideia partiu do presidente da Ponte Preta na época, Luis Carlos Vachiano, junto a Luciano do Valle, torcedor declarado da Macaca. A ideia foi a mesma que seria usada anos depois pelo Corinthians para contratar Ronaldo: usar capital de parceria com empresas privadas para ajudar na contratação. E assim começou a empreitada.

A dificuldade era que a Ponte não tinha nenhum apelo de marketing nos anos 1980, porém, com a insistência de Luciano do Valle as negociações avançaram e Sócrates voltou de Florença para Campinas disposto a fechar o negócio. Diante de festa. após aceitar a proposta, vestiu a camisa, deu entrevista... Tudo deu a entender que a Ponte realmente teria o Doutor em seu elenco, um reforço que poderia levar a equipe campineira a um grande patamar.

Porém, mesmo tão próxima de acontecer, a história não teve um final feliz. Na hora de arrecadar os valores, houve diferença entre o que havia sido acordado entre a Fiorentina, Sócrates e o que a empresa, no caso a Luqui, conseguiu arrecadar. As três partes acabaram não entrando em acordo e o negócio melou após estar praticamente fechado. A ideia ficou viva e foi basicamente o que o Flamengo fez para repatriar o Doutor, já em 1986.

A história foi ruim para o presidente Luis Carlos Vachiano. Sem apoio e já pressionado, se viu forçado a renunciar o cargo e deixou a presidência da Ponte Preta. Já Luciano do Valle acabou mal visto e por muitos anos teve problemas em jogos que fosse transmitir no Moisés Lucarelli. Curiosamente, quem jogou pela Ponte foi o irmão de Sócrates, Raí, que acabou não conseguindo se firmar, ainda muito jovem na passagem pela Veterana de Campinas. Sócrates, por sua vez, ainda passou por Flamengo, Santos e Botafogo, antes do fim da carreira de jogador profissional. O eterno Doutor nos deixou em 2011, aos 57 anos.

Os 10 maiores jogadores que vi jogar

Foto: André Simões Louro

El Pibe de Oro: o melhor que viu jogar para André Louro

Ontem, escrevi sobre os 10 melhores times de futebol que vi jogar para o site O Curioso do Futebol e logo em seguida fui desafiado pelo jornalista Victor de Andrade, editor do veículo, a escrever sobre os 10 melhores jogadores que vi jogar. Desafio aceito.

Considerando que nasci em 1975, falo a respeito dos últimos 40 anos e mesmo assim, desde já, peço todas as escusas e perdões pelo cometimento de enormes injustiças, às quais, certamente esteja cometendo, até porque escolher é perder.

Na esteira das desculpas, inicio dando uma notícia que explica muitas de minhas escolhas. Sou flamenguista e sendo assim o nome Zico representa muita mais do que um grande jogador de futebol. É quase uma religião e, portanto, não seria nada estranho imaginar que o primeiro de minha lista fosse o Galinho de Quintino, mas tive a sorte de assistir Dom Diego Armando Maradona e não seria justo com minhas lembranças e mesmo com o que penso sobre o futebol se deixasse de relacionar o craque argentino como o número 1 de minha lista. El Pibe de Oro, para além de ser, de longe, o mais hábil futebolista que talvez tenha existido, tinha muita garra, força, vontade, velocidade e muito, mas muito sangue nos olhos. Minhas melhores lembranças de garoto, a teor do bom futebol jogado no mundo foi ter a oportunidade de assistir ao campeonato italiano, aos domingos, no Show do Esporte de Luciano do Valle, numa época em que o Napoli de Diego não resistia à poderosa Juventus, Milan e Internazionale de Milão, especialmente, mas para os amantes do esporte, a cereja do bolo era assistir aquele Napoli dos amigos Maradona e Antonio Careca, quem, por tantos anos vestiu a 9 amarelinha. Era simplesmente fantástico.

Em segundo lugar, portanto, evidente que relaciono o Galo. Zico jogou demais por àquela equipe exuberante do Flamengo dos anos 80 e por uma seleção que não jogava futebol. Eles se apresentavam. Naquela Copa do Mundo de 1982 o mundo chorou a desclassificação daquela que foi, sem sobra de dúvidas a melhor seleção que vi jogar, onde Valdir Peres no gol e Serginho Chulapa no comando do ataque destoavam tecnicamente, mesmo sendo grandes jogadores. Jogavam por música, Falcão, Rei de Roma, Sócrates, Zico e Éder na linha do meio campo com o ataque. Esse grupo tinha Zico como liderança técnica, mesmo porque o capitão e a voz do grupo era o Dr. Sócrates, de quem falarei mais adiante. Zico, a exemplo de Maradona, tinha todos os golpes, chutava de todos os lados, cabeceava, batia faltas como poucos ou como nenhum outro, armava, concluía, enfim, craque completo, aliás, não seria nada injusto se relacionasse Zico em primeiro lugar utilizando o método Pepe de análise. Como todos sabem, Seo Pepe, o Canhão da Vila diz a todos ter sido o maior artilheiro da história do Santos futebol Clube com 405 gols marcados, uma vez que só perde para Pelé que marcou 763 pelo Clube da Vila Belmiro, já que em sua visão só vale considerar os humanos e Pelé é um extraterrestre. Penso que o mesmo caberia por aqui em relação a Maradona porque só assim conseguiria eleger o craque flamenguista em primeiro lugar.

Na terceira posição, Michel Platini. A classe, a técnica, o olhar muito além dos demais fizeram do francês tanto na Juventus como na seleção francesa um jogador fantástico, um fora de série, aliás, os craques da Juventus me presentearam com duas das piores recordações de Copas do Mundo, 1982 e 1986, Paolo Rossi e Michel Platini, com as desclassificações do Brasil pra Itália e França, respectivamente, em jogos indigeríveis. Tempos depois, outro craque da Juventus jogando pela França repetiria tal façanha, Zinedine Zidane na Copa de 1998, quando era inimaginável que a seleção brasileira do craque Ronaldo caísse para a França de Zizu e companhia.

Em quarto lugar, Romário, o gênio da grande área, como bem definiu Hendrik Johannes Cruijff, a quem só assisti jogar por vídeos, razão pela qual não está nessa lista dos 10 maiores. O Baixinho, hoje senador da República, em campo, fazia gols de todo jeito. Foi o maior goleador que assisti. Tinha excelente técnica, mas gostava de fazer gols mais do que qualquer outro jogador e sabia fazer como ninguém soube e por isso é o quarto de minha lista, seguido de perto por Ronaldo Nazário, Fenômeno, talvez o jogador de futebol que mais tenha se aproximado de Pelé em razão de ser um jogador, efetivamente, completo e com mais força que os demais, mais velocidade, mais técnica, faro de gol. Enfim, Ronaldo só não foi maior devido às contusões que lhe roubaram boa parte da carreira.

Em sexto lugar, Lionel Messi. Se alguém me contestar dizendo que ele seria o primeiro da lista não discutirei. Por mais de uma década, o argentino do Barcelona se mantém num patamar absurdo. É outro que detém todos os instrumentos, todas as armas e impõe sua condição de fora de série. Talvez lhe falte o sangue nos olhos de Maradona ou a classe de Michel Platini ou ainda, o carisma de Zico, mas definitivamente Messi, juntamente com Cristiano Ronaldo são os grandes craques de uma geração. E, sendo assim, não seria justo se o sétimo lugar nessa lista, ou seja, logo ao lado de Messi, não fosse ocupado por ele, o gajo Ronaldo.


O português, certamente é o maior atleta de todos, disciplinado e dono de uma carreira impecável. Mesmo sem a habilidade ou o dom dos demais em pentear a bola ou produzir jogadas de efeito raras, é matador, é impositivo e não deixa de ser genial marcando gols de todos as formas e sendo o comandante de um Real Madri mais dominante de todos os tempos, levando uma seleção portuguesa ao topo, como campeã da uma Eurocopa, façanha que poucos poderiam crer e aos 35 anos de idade, no melhor de sua forma física fazendo da Juventus de Turim ainda maior e mais dominante do que já era. CR7 é daqueles futebolistas que joga para a equipe, lidera como poucos e destaca individualmente indiscutivelmente. Um jogador bestial.

Na oitava posição outro francês, aliás, já mencionado, Zinedine Zidane, para muitos, o maior jogador de sua geração. O atual técnico do Real Madri desfilava seu futebol com muita classe, sem deixar de lado muita força no pé de ferro aliada à sua singular habilidade e visão de jogo. Vilão do povo brasileiro por sua atuação impecável na Copa de 98, Zidane jogava de terno. Na nona posição, relaciono Ronaldinho Gaúcho, o Bruxo, nos anos de 2004 e 2005 jogou um futebol tão superior a qualquer outro jogador no planeta que se tivesse jogado por mais tempo nesse nível, certamente seria relacionado muito mais acima. O R10 foi o jogador que mais se aproximou de Diego Maradona. Encantou o mundo e depois resolveu curtir, diminuindo assim a importância da carreira em relação aos demais prazeres da vida. Ronaldinho jogou um outro jogo. Ele se apresentava, dava espetáculo e foi ídolo e referência de Lionel Messi e tantos outros craques, representando sua passagem por Barcelona, um divisor de águas na história do catalão.


Em décimo lugar, Sócrates. Jogava fácil. Fazia parecer ser fácil a arte do futebol. Se Zidane jogava de terno, Magrão jogava de smoking, de fraque. Tinha a classe de um Lorde em campo e fora dele falava a língua do povo, cujo bem estar era sua maior preocupação. Defendeu a liberdade de expressão e a democracia numa época em que tais defesas implicava em mortes e desaparecimentos. Discursou sobre a igualdade e foi muito mais do que um jogador de futebol. Foi o grande nome da Democracia Corinthiana e um dos grandes defensores do movimento Diretas Já no final do Regime Militar, no Brasil.

Sócrates Brasileiro rompeu fronteiras. Deu um calcanhar na ignorância, formou-se médico e foi um dos maiores jogadores de futebol da história, mesmo sem ser atleta. Bebia, fumava, tinha uma vida bastante desregrada, mas em campo era o Doutor Sócrates do Botafogo de Ribeirão Preto, do Corinthians, da Fiorentina, do Flamengo, do Santos, da Seleção Brasileira. E, como cidadão, como pensador, como ser humano, eu o relacionaria em primeiro dessa lista, deixando os demais muito distantes, data máxima vênia.

Estão aí meus 10 maiores da história.

A eterna gratidão ao Doutor camisa 8

Por André Louro
Foto: Rodolpho Machado/Veja

Sócrates em ação durante a Copa do Mundo de 1982

Respeito, gratidão, admiração, reverência, encantamento, curiosidade. Nunca e jamais algum jogador de futebol será capaz de despertar, ao menos em mim, tais sentimentos. Dr. Sócrates ou simplesmente Magrão para os amigos, dentre os quais, lamentavelmente para mim, não estive nesse rol de privilegiados. Conviver com a figura do Doutor Sócrates deve ter sido algo muito caro para quem teve a oportunidade.

Por mim, da arquibancada ou do sofá, foi uma enorme satisfação viver no tempo dele, assistí-lo desfilar seu futebol fácil e ao mesmo tempo refinado, inteligente e sofisticado, de cabeça erguida enxergando muito além dos outros.

Viverá eternamente o Doutor Sócrates dos passes de calcanhar, dos gols de cabeça ou dos chutes certeiros, dos toques mágicos, da liderança natural, dos punhos cerrados, do discurso inflamado que por vezes parecia nem combinar com o semblante tranquilo.

Ninguém jogará mais que Pelé, da mesma forma que, para minha geração, no Brasil, ninguém jogou mais que Zico, na mesma proporção que jogador algum foi mais brasileiro, mais irreverente, mais Sócrates que o Doutor camisa 8 do Corinthians e da Democracia Corinthiana.

Sócrates sempre estará presente.

O primeiro gol de Sócrates pelo Corinthians

Com informações do site oficial do Corinthians
Foto: Agência Estado

Gesto que ficou marcado na história do futebol toda vez em que Sócrates marcava um gol

O dia 26 de agosto de 1978 está marcado eternamente na história do Corinthians. Foi nessa data, em 1978, que um dos maiores ídolos da história alvinegra balançou a rede pela primeira vez com a camisa do Timão. Diante da Ferroviária, no Pacaembu, Sócrates abriu o placar no triunfo por 2 a 0, em partida válida pelo Campeonato Paulista.

Com excelente presença da Fiel no Pacaembu, o então jovem Sócrates foi quem abriu o caminho para a vitória do Timão. Aos 36 minutos do primeiro tempo, o camisa 8 balançou a rede pela primeira vez com o manto alvinegro. Este seria o primeiro dos 172 gols que fez com a camisa do Timão. Na segunda etapa, Vaguinho definiu o placar final.

Vindo do Botafogo de Ribeirão Preto, Sócrates havia estreado com a camisa do Timão seis dias antes, exatamente na abertura daquele Campeonato Paulista. No dia 20 de agosto, o camisa 8 corintiano vestia pela primeira vez o manto sagrado do clube em um clássico contra o Santos, que terminou empatado em 1 a 1. O "Doutor" passou em branco e marcaria no jogo seguinte.

No total, Sócrates entrou em campo 298 vezes pelo Corinthians e fez 172 gols em seis anos, além de conquistar os títulos do Campeonato Paulista em 1979, 1982 e 1983. Seu último ano jogando pelo Corinthians foi em 1984, quando foi vendido para a Fiorentina, da Itália. Depois, ele voltou ao Brasil, defendeu Flamengo, Santos e encerrou a carreira no Botafogo, onde começou, em 1989.

Pelas mídias sociais, Fiel escolhe a seleção dos 108 anos do Corinthians

Com informações da Agência Corinthians

Cássio, Zé Maria, Rinón, Paulinho, Gamarra e Balbuena, em pé. Tévez, Ronaldo, Sócrates, Rivellino e Wladimir, sentados, com Tite como treinador. A seleção escolhida pelo torcedor
(crédito: reprodução)

Neste sábado (01), o Sport Club Corinthians Paulista completa 108 anos de fundação. Para comemorar este importante dia, o Corinthians apresenta uma seleção dessa história centenária, com 11 craques e o treinador, escolhidos pela Fiel. A iniciativa foi do clube em conjunto com o Almanaque do Timão.

A equipe foi formada a partir de enquete realizada no perfil oficial do Corinthians no Twitter, nas últimas segunda e terça-feira, dias 27 e 28 de agosto. Foram mais de 150 mil votos, que formaram um verdadeiro esquadrão: Cássio, Zé Maria, Gamarra, Balbuena e Wladimir; Rincón, Paulinho, Sócrates e Rivellino; Tevez e Ronaldo. No banco, o técnico Tite.

No gol, o atual arqueiro corinthiano teve 61% dos votos, superando Ronaldo Giovanelli, Dida e Gilmar dos Santos Neves, outros grandes defensores da meta alvinegra. Pelo lado direito, Zé Maria teve 46% dos votos da Fiel, numa escolha com Alessandro, Fagner e Idário. Na esquerda Wladimir, jogador que mais vezes vestiu a camisa alvinegra, foi escolhido com 74% dos votos, numa enquete que trazia, também, Kleber, Dino Pavão e Oreco.

Na zaga, dois ídolos paraguaios. O zagueiro central Gamarra, campeão brasileiro com o Timão em 1998, teve 56% dos votos, superando Chicão, Gil e Domingos da Guia. O quarto zagueiro escolhido pela Fiel foi Balbuena, bicampeão paulista (17-18) e campeão brasileiro (17) pelo Timão. O paraguaio teve 71% dos votos, em escolha com Amaral, Goiano e Luis Carlos.

No meio, o colombiano Freddy Rincón, capitão na conquista do primeiro título mundial, em 2000, foi escolhido como primeiro volante, com 57% dos votos, superando Ralf, Roberto Belangero e Brandão. Ao lado de Rincón, um dos ídolos recentes da história alvinegra forma a dupla de volantes da seleção corinthiana dos 108 anos. Selecionado com 51% dos votos, Paulinho deixou para trás outros ídolos, como Vampeta, Elias e Christian.

Entre os meias, Sócrates, o eterno doutor, foi escolhido com 56% dos votos para ocupar o lado direito, superando Marcelinho Carioca, Neco e Luizinho. Pela esquerda, o Reizinho do Parque, Rivellino, recebeu 54% dos votos da Fiel, vencendo Neto, Danilo e Zenon, outros grandes canhotos da história alvinegra.

Na frente, uma dupla para atormentar qualquer zaga. Campeão brasileiro pelo Timão em 2005, o argentino Carlitos Tevez foi o mais lembrado pela torcida, com 37% dos votos, superando Edílson Capetinha, Emerson Sheik e Cláudio. Entre os centroavantes, o Fenômeno Ronaldo foi o escolhido com 72% dos votos, em enquete que trazia também Casagrande, Baltazar e Teleco – ídolos de diferentes gerações de torcedores corinthianos.

Comandando a seleção dos 108 anos do Timão, no banco, Adenor Leonardo Bacchi, o Tite, treinador com mais títulos na história alvinegra, foi o escolhido, com 89% dos votos, superando Oswaldo Brandão, Rato e Fabio Carille. Pelo Timão, o gaúcho – hoje treinador da seleção brasileira – conquistou o Mundial de Clubes (12), a Libertadores (12), a Recopa (13), dois títulos brasileiros (11 e 15) e um Campeonato Paulista (13).

O Curioso do Futebol

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