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Jornalista lança livro que celebra os 40 anos do primeiro título do Grêmio Mauaense

Foto: divulgação

O autor do livro, Daniel Alcarria, com o prefeito de Mauá, Marcelo Oliveira (PT)

O escritor e jornalista Daniel Alcarría lançou, na noite desta sexta-feira (28), o livro “1985 – A História do Primeiro Título do Futebol Profissional de Mauá”, que resgata e eterniza a conquista histórica do Grêmio Esportivo Mauaense na terceira divisão do Campeonato Paulista.

O evento, realizado no Centro de Formação de Professores Doutor Miguel Arraes, no Centro de Mauá, reuniu jogadores, membros da comissão técnica e colaboradores que fizeram parte daquela campanha. Homenagens especiais foram entregues, inclusive de forma póstuma a atletas e profissionais já falecidos.

Também foram lembrados os elencos do sub-11, sub-13 e da equipe feminina profissional, reforçando a conexão entre a tradição do clube e as novas gerações.

A cerimônia contou com a presença de autoridades municipais e estaduais, como o prefeito Marcelo Oliveira (PT) e o deputado estadual Rômulo Fernandes (PT), além de vereadores, familiares e torcedores.


Alcarría destacou que o objetivo da obra é preservar a memória de um momento que marcou o esporte mauaense. “O livro é uma homenagem a esses desbravadores do futebol de Mauá, que uniram toda a sociedade em uma celebração única. O que escrevi ainda é pouco perto do que esses jogadores, a comissão técnica e os dirigentes realizaram”, afirmou.

Livro conta a história do primeiro título profissional do Mauaense em 1985

Arte: divulgação


O livro “1985 – A História do Primeiro Título do Futebol Profissional de Mauá”, de Daniel Alcarria, lança um olhar minucioso e envolvente sobre a conquista mais emblemática do esporte mauaense: o título do Campeonato Paulista da Terceira Divisão de 1985. Em 2025, a façanha completa 40 anos, um marco que permanece vivo na memória coletiva da cidade e no patrimônio esportivo regional. 

A obra não apenas narra o ciclo vitorioso, mas o contextualiza dentro de um período de auge do futebol em Mauá. A glória de 1985 foi pavimentada por acontecimentos cruciais, como a fundação do Grêmio Esportivo Mauaense em 1981 e a inauguração do Estádio Municipal Pedro Benedetti em 1984. A conquista do acesso e do título da Terceira Divisão, no ano seguinte, projetou o clube e o município para todo o estado de São Paulo.

Em sua estrutura, o livro reconstrói a campanha histórica do Mauaense com relatos jogo a jogo, apresentando fichas técnicas de confrontos oficiais e amistosos. Seu autor, Daniel Alcarria, em muitos momentos testemunha ocular, oferece observações detalhadas que vão além dos resultados, revivendo detalhes táticos, a atmosfera da torcida e os desafios superados pelo time. Antes de mergulhar na trajetória de 1985, a narrativa remonta às origens do futebol em Mauá, explorando as primeiras equipes amadoras e as razões que culminaram no surgimento do primeiro time profissional.

O leitor encontra um rico apanhado biográfico de atletas, comissão técnica e dirigentes, além de registros estatísticos e documentos da época, compondo um retrato fiel e abrangente. A análise se expande para além das quatro linhas, estabelecendo uma conexão entre o futebol e a própria formação de Mauá como município. Aspectos como expansão urbana, crescimento demográfico e representatividade política são entrelaçados à prática esportiva, evidenciando o esporte como uma manifestação cultural e um elemento de identidade coletiva.


Mais do que um relato esportivo, o livro atua como um instrumento de preservação da memória, destacando o valor das divisões de acesso do futebol paulista. Ao revisitar essa jornada inesquecível, a obra reafirma que o título de 1985 é um patrimônio que pertence à própria cidade de Mauá, que viu naquele triunfo a materialização de sua força comunitária e de sua paixão pelo esporte.

O livro será lançado nesta sexta-feira, dia 28, às 18h30, no Centro de Formação de Professores Miguel Arraes, 10º andar do Prédio redondo da Secretaria de Educação de Mauá.

Coritiba homenageia campeões brasileiros de 1985

Foto: Rafael Ribeiro / CBF

Homenagem foi no Couto Pereira

Na tarde de domingo (27), no Couto Pereira, o Coritiba realizou homenagem ao aniversário de 40 anos do título brasileiro de 1985. Realizada na capital paranaense, Curitiba, antes do jogo com o Amazonas pela 19ª rodada, a cerimônia contou com a presença de ex-jogadores e integrantes da comissão técnica responsáveis pela conquista.

O presidente da CBF, Samir Xaud, participou da entrega de camisas oficiais do modelo Jogadeira, a mesma utilizada pelo atual elenco no jogo, no museu do clube, e das réplicas das medalhas aos ídolos do clube em um palco montado perto do gramado. Após este momento, os campeões levantaram a taça, comemoraram junto à torcida curitibana e deram uma volta olímpica.

À época, os jogadores não receberam as medalhas oficiais. Ao saber disso, Samir Xaud decidiu estar presente na homenagem e parabenizar pessoalmente os campeões.

"Logo que recebemos a informação dessa possível reparação, fiz questão de estar aqui hoje presencialmente para participar desse dia comemorativo depois de 40 anos do título mais importante do Coritiba. E nada mais justo do que a CBF participar desta celebração", afirmou.

O presidente da CBF chegou, inclusive, a receber uma medalha do Coritiba, mas optou por dá-la a Jairton Rocha. Conhecido como “Seu Jairton”, o fanático torcedor coxa-branca tem distrofia muscular e, mesmo acamado e morando a 130 quilômetros de distância, na cidade de Guaratuba, é figura presente no Couto Pereira.

“É um torcedor marcante para o clube e fiz questão de dar a medalha que recebi a ele. Isso é o futebol. Esse torcedor símbolo do Coritba é acamado, mas está prestigiando o seu clube. Isso mexeu um pouquinho comigo e quis ir na arquibancada falar com ele, lhe dar os parabéns e agradecer por vir torcedor. O futebol é uma paixão, está dentro da nossa cultura e é uma demonstração de que o futebol é inclusivo, sim”, explicou.

O CEO do Coritiba, Lucas de Paulo, enalteceu a iniciativa da CBF e destacou o trabalho que Samir e sua equipe têm feito à frente da entidade.

“Uma das histórias mais marcantes que ouvi foi a das medalhas de 85. E a CBF trouxe a ideia de a gente celebrar, reviver e fazer um contorno de uma reparação histórica com as medalhas oficiais da CBF serem dadas 40 anos depois. A gente coloca luz a um título do passado para traçar os caminhos do futuro”, disse.

“A gente se sente muito honrado de a CBF abraçar essa semana de comemoração do título de 95. Como falei com o Samir e toda sua gestão na semana passada, a gente tem tudo para fazer um futebol diferente, discutindo liga, fair play financeiro… Acho que o diálogo que ele tem demonstrado com clubes e federações é a chave para a transformação paulatina, mas para um sucesso exponencial do futebol brasileiro nos próximos anos”, completou.

Para o presidente da Federação Paranaense de Futebol, Hélio Cury Filho, a visita de Samir em uma data especial para o Paraná representa a descentralização da CBF em sua gestão.

“A visita do presidente Samir é muito importante para o futebol paranaense e para todo o Brasil. Ele está fazendo algo que vínhamos pedindo há muito tempo, que é descentralizar a CBF, tê-la mais presente nos estados juntos a torcedores e clubes. E hoje numa data especial, na homenagem aos atletas campeões do título de 85. É uma felicidade muito grande estar com o Samir aqui e saber que ele tem essa parceria com todos os estados do Brasil e todas as Federações”, exaltou.


Campeões presentes na homenagem - Estiveram presentes os goleiros Rafael Cammarota e Renato Debarba; os laterais André, Dida e Serginho; os zagueiros Caxias, Heraldo e Vavá; os meio-campistas Almir, Elizeu Moura, Helcio e Paulinho; e os atacantes Edson Gonzaga, Gil, Índio e Luisinho; pela comissão técnica, estarão o médico Wellington e o preparador físico Odivonsir Frega, que até hoje trabalha no clube.

O Coritiba também exibiu no telão do estádio um vídeo dedicado aos vencedores que já faleceram: os goleiros Gérson e Jairo; o zagueiro Gardel; o lateral Zé Carlos Macaé, o meio-campista Toby e o atacante Pedrinho Gaúcho. Seus familiares, assim como os demais campeões que não puderam comparecer, vão receber os presentes.

História - Em 31 de julho de 1985, o Coxa se tornou a primeira equipe paranaense e a primeira fora dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul a conquistar a competição que reúne a elite do futebol brasileiro. E não foi qualquer feito. Levantou a taça diante do Bangu-RJ, em um Maracanã lotado, com mais de 90 mil pessoas. Durante os 90 minutos, Índio, com um golaço de falta, abriu o placar para o time, que ainda sofreu o empate.

Diante da igualdade no placar, os finalistas se enfrentaram em uma disputa por pênaltis. Até a quinta cobrança, houve 100% de aproveitamento para ambos os lados. Nem mesmo o goleiro Rafael Camarota, protagonista do Coritiba ao longo da campanha vitoriosa, havia sido capaz de impedir algum gol. Ado, do Bangu, chutou para fora, e coube ao zagueiro Gomes balançar as redes e garantir o título para o Coritiba.

A trajetória de Getúlio pelo Fluminense

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Getúlio defendeu o Flu entre 1984 e 1985

O ex-lateral direito Getúlio Costa de Oliveira, conhecido também apenas como Getúlio, comemora o seu 70º aniversário nesta segunda-feira, dia 26 de fevereiro de 2024. No fim de sua brilhante carreira como jogador, o defensor teve uma boa passagem de dois anos pelo Fluminense no decorrer da década de 80.

Sua chegada ao Tricolor das Laranjeiras aconteceu em 1984, depois de ter feito sucesso vestindo a camisa do Atlético Mineiro, onde foi revelado e atuou profissionalmente por sete temporadas, e no São Paulo, clube no qual jogou durante seis anos. Em meio à tudo isso, o atleta ainda teve uma  trajetória sem muito brilho pela Seleção Brasileira entre 75 a 81.

Ficou no Flu até 85, já perto de anunciar a aposentadoria. Porém, antes de anunciá-la, o atleta ainda teve uma trajetória de duas temporadas pelo futebol norte-americano.


Ao todo, foram 35 partidas e marcou dois gols com a camisa do clube carioca. Em campo, o lateral participou de dezenove vitórias, nove empates e sete derrotas. Foi reserva de Aldo durante a campanha vencedora do Tricolor no Brasileirão de 84.

Cilinho e os 'Menudos do Morumbi'

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Cilinho comandou os 'Menudos do Morumbi' nos Anos 80

Otacílio Pires de Camargo, ex-treinador popularmente conhecido apenas como Cilinho, estaria completando 85 anos de idade nesta sexta-feira, dia 9 de dezembro de 2024, caso ainda estivesse vivo. À beira do campo, teve uma trajetória muito bonita e passou por clubes tradicionais do futebol brasileiro, mas se destacou mesmo comandando o São Paulo no decorrer da década de 80.

Logo que chegou ao cargo técnico do Tricolor em 84, fez uma reformulação total no elenco Tricolor. Neste processo de mudança, alguns jogadores consagrados como Waldir Peres, Serginho Chulapa, Zé Sérgio, Humberto, Almir, Paulo César Capeta, Getúlio e Heriberto saíram do clube e abriram espaços para os jovens brilharem.

Foi neste período, que surgiram os 'Menudos do Morumbi'. Silas, Muller, Sidney, Márcio Araújo e Nelsinho conseguiram ter sequência e se firmaram no time titular. A maior surpresa foi a contratação do experiente Paulo Roberto Falcão, que apesar de já ter sido eleito "Rei de Roma",  não conseguiu encantar Cilinho e foi reserva de Márcio Araújo.

Além de dar chances à atletas em início de carreira, Cilinho também tinha uma grande visão para indicar contratações. Afinal, jogadores encomendados por ele, como o lateral direito Zé Teodoro, o volante Bernardo e o ponta direita Mário Tilico, tiveram boa trajetória pelo clube.


O comandante ainda dirigiu o São Paulo campeão Paulista de 87, em cima do Corinthians. Na decisão, Cilinho escalou o Tricolor com Gilmar Rinaldi; Zé Teodoro, Adilson, Darío Pereyra e Nelsinho; Bernardo, Silas e Pita; Muller, Lê e Edivaldo.

Ao longo de sua passagem como treinador são paulino, foram 243 partidas à frente do time profissional. Sob seu comando, o Tricolor teve 108 triunfos, 85 empates e 50 revés, de acordo com o "Almanaque do São Paulo", de Alexandre da Costa.

Aldair e sua trajetória pelo Flamengo

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Aldair foi um bom zagueiro no Mengão na segunda parte dos Anos 80

O ex-zagueiro Aldair, campeão do mundo em 1994 com a Seleção Brasileira, completa o seu 58º ano de vida nesta quinta-feira, dia 30 de novembro de 2023. No começo de sua jornada como atleta, o defensor teve uma boa trajetória pelo Flamengo durante a segunda metade da década de 80.

A chegada de Aldair Nascimento dos Santos à Gávea foi concretizada em 1985, pouco tempo após ser 'dispensado' do Vasco, time pelo qual seu pai era fanático. Passou a jogar na várzea e chamou a atenção de ninguém mais do que Juarez dos Santos, que havia sido jogador do Flamengo entre 62 e 67, e o levou para mostrar o seu futebol nas categorias de base do Rubro-Negro em 82.

Três anos depois, quando já tinha 19 anos de idade, passou a fazer parte do elenco profissional do Mengão. Na época, teve a chance de jogar junto com eternos ídolos do Fla como Leandro, Zico e Andrade. Sua vida não foi fácil no começo. Afinal, teve que superar a concorrência de Mozer que jogou no time vermelho e preto de 80 a 87.

No clube do Rio de Janeiro, fez parte das conquistas do Campeonato Carioca de 86 e da Copa União de 1987, um dos torneios que acabaram sendo reconhecidos como o Brasileirão que conhecemos hoje. Saiu do Flamengo em 1989, quando passou a também ser convocado para defender a Seleção Brasileira. Ao todo, disputou um total de 184 jogos e marcou 12 gols com o manto.


Na sequência de sua carreira, Aldair rumou para o velho continente e passou por clubes como o Benfica, Roma e Genoa. Em certo momento, retornou ao Brasil para defender Rio Branco do Espírito Santo, mas optou por pendurar as chuteiras no Murata, de San Marino.

Há 38 anos, Coritiba derrotava o Bangu, nos pênaltis, e conquistava o Brasileirão

Por Fabio Rocha
Foto: arquivo

A taça sendo levantada no fim do jogo

Há 38 anos, o Coritiba conquistou o principal título de sua história, que foi o Campeonato Brasileiro de 1985. A equipe teve um começo ruim na competição, mas durante foi melhorando, fazendo grandes atuações, chegando muito bem na decisão. Em uma final tensa e equilibrada contra o Bangu, o Coxa Branca venceu nas penalidades, após um empate em 1 a 1 no tempo normal, em pleno Maracanã.

Na época a competição era feita em outro formato. Na primeira fase, haviam 44 equipes divididas em quatro grupos, sendo dois com 10 e mais outros dois com 12. E o vencedor do primeiro e segundo turno classificavam para a próxima fase, mas, além deles, os dois de melhores campanhas também ganhavam as vagas.

O Coritiba começou mal a competição, fazendo um primeiro turno ruim, ficando em oitavo lugar, com apenas sete pontos. Mas no segundo turno, a equipe teve uma grande evolução, tendo a melhor campanha com 12 pontos. Além do Coxa, o Atlético Mineiro (vencedor do primeiro turno), Corinthians e Guarani (mais bem colocado somando os dois turnos), passaram para a próxima fase pelo grupo A.

Na segunda fase, o Coritiba caiu no grupo com o Sport, Joinville e Corinthians, e só classificava para a semifinal o primeiro colocado. O Coxa foi muito consistente, tendo grandes atuações no comando de Ênio Andrade. A equipe fez oito pontos e passou para a semifinal.

O Coritiba enfrentou o Atlético Mineiro na semifinal, e foram dois confrontos intensos e equilibrados. O Coxa venceu o primeiro jogo, em casa, por 1 a 0, garantindo uma vantagem para a partida decisiva. No jogo de volta, a equipe segurou um empate em 0 a 0, e garantiu a vaga para a grande final. O seu adversário foi o Bangu, que passou pelo Brasil de Pelotas com o agregado de 4 a 1.

A final foi em partida única, no dia 31 de julho de 1985, no Maracanã. Com mais de 90 mil pessoas, o jogo foi muito tenso, mas o Coritiba abriu o placar aos 25 minutos, com Índio, mas a felicidade não durou muito, pois o Bangu cresceu após o gol, e foi em busca do empate.

Aos 35 minutos, a equipe carioca empatou o jogo com Lulinha. O empate levava a partida para a prorrogação, e as duas equipes estavam com medo de arriscar e acabar tomando um gol, então o jogo ficou muito truncado, mas sem muitas chances.


A partida terminou empatada em 1 a 1, indo para a prorrogação. Durante os trinta minutos, o jogo ficou mais tenso ainda, com as duas equipes com muito medo de arriscar e acabar sofrendo gol, que, provavelmente, daria o título para o adversário. Marinho chegou a até balançar as redes para o Bangu, mas o lance foi anulado por impedimento que até hoje é contestado.

O empate permaneceu no placar na prorrogação, levando a decisão para os pênaltis. Nas penalidades, Índio, Marco Aurélio, Édson, Lela, Vavá e Gomes bateram as cobranças e todos marcaram. Ado perdeu nas alternadas e deu o título para o Coritiba.

Foi o primeiro e único título brasileiro da equipe. A equipe era comandada por Ênio Andrade e entrou em campo na decisão com: Rafael, André, Gomes, Heraldo, Dida; Almir, Marildo, Toby; Lela, Índio e Édson. Apesar da tristeza do Maracanã lotado de cariocas torcendo para o Bangu, o Coxa fez a festa!

O vínculo de Edmar com o Guarani

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Edmar teve duas passagens pelo Bugre na carreira

Nesta sexta-feira, dia 20 de janeiro de 2023, o mineiro natural de Araxá, Edmar Bernardes Dos Santos, está completando 63 anos de idade. Em sua linda carreira como profissional, ele vestiu a camisa de vários clubes, sendo um deles, o Guarani de Campinas, onde teve duas passagens.

Revelado pelo Brasília em 1977, clube onde foi bi-campeão estadual, o atacante chegou a defender o Taubaté, onde se destacou sendo o goleador do Paulistão em 80, e depois se transferiu para o Cruzeiro na temporada seguinte. Posteriormente, teve uma rápida trajetória no Grêmio e ainda atuou com a camisa do Flamengo, antes de retornar ao futebol paulista, mais precisamente, ao Guarani em 1985.

Nessa sua primeira passagem pelo Bugre, Edmar estourou. Apesar do Bugre ter sido apenas o 14º no Brasileirão, que teve 44 clubes, o centroavante balançou muito as redes. Naquela campanha, o avançado foi o grande destaque da equipe e do Campeonato, sendo o artilheiro da competição com 20 gols marcados.

Após esse brilhante rendimento com a camisa verde, o avançado foi vendido para o Palmeiras em 86. Só voltou ao Guarani em 1994, depois de rodar por Corinthians, Pescara Calcio, Atlético Mineiro, Santos e Rio Branco. Porém, nessa sua segunda passagem, com uma idade mais avançada, Edmar não conseguiu brilhar tanto como outrora, jogando por pouco tempo. Por outro lado, juntando teve a oportunidade de chegar a marca de 70 jogos pela equipe bugrina e atingir a marca de 29 gols marcados.


Antes de pendurar as chuteiras, ainda foi para o desconhecido Brumel Sendai, time do Japão, em 1995 e permaneceu por lá até 1997. Em 98, foi convidado por seu amigo Careca para encerrar a carreira defendendo o Campinas, clube onde os dois atacantes foram sócios.

O início de Marco van Basten no Ajax

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Marco van Basten jogou no Ajax entre 1982 e 1987

Natural da cidade de Utrecht, Marcel "Marco" van Basten, muito conhecido por ser um dos maiores jogadores da história do futebol holandês, está completando 58 anos de idade nesta segunda-feira, 31. Em seu tempo de atleta, ele defendeu apenas dois times: em deles, foi o Ajax, clube que o consagrou para o futebol mundial.

Tudo começou quando o pai, que foi jogador e incentivava seus filhos a seguirem o mesmo caminho. Por gostar muito de futebol, Van Basten, para se aperfeiçoar, tinha o costume de descrever, através de desenhos, algumas jogadas dos seus grandes ídolos, dentre eles, Johan Cruijff a Didier Six. E foi justamente no Ajax, do próprio Crujiff, que ele estreou em 1982.

Seu primeiro aparecimento dificilmente poderia ser melhor. Isso porque, ele entrou em campo durante a partida, no lugar de Cruijff e fez um gol. Aos poucos, essa troca passou a ser frequente, e com o tempo, o garoto ganhou o carinho dos torcedores do Ajax e também da Seleção da Holanda, na qual debutou no ano de 1983.

Com uma grande noção de posicionamento, postura imponente e muito elegante, velocidade e um grande espírito coletivo, além de também ter um enorme faro de gol como característica. Logo na sua primeira temporada como atleta profissional, Marco ajudou o time de Amsterdam a conquistar a Eredivisie. Naquela época, outros dois fatores já eram evidentes: uma era sua amizade com Frank Rijkaard, e a outra, a sua fragilidade exposta em suas pernas longas e também de poucos músculos, algo que foi notado pelos zagueiros adversários rapidamente.

No decorrer do tempo, Van Basten foi se irritando com o zagueiros adversários pelas fortes divididas e passou a "revidar" as pancadas que levava. Numa dessas, levou a pior quando sofreu a sua primeira lesão mais séria no tornozelo, em um jogo válido pelo Campeonato Holandês. Depois disso, passou a usar arma da humilhação perante os rivais, como se fosse uma "revanche".

Ainda no Ajax, venceu o campeonato e a copa nacional na sua segunda temporada e a última de Cruijff como atleta dos Godenzonen. A terceira vez que ganhou a Eredivisie foi em 1985, e no ano seguinte, ficou marcado por duas vitórias, sendo elas, a nova conquista na Copa Holandesa e a volta de Johan Cruijff, mas como treinador. Na temporada 1986/87, exatamente quatorze anos depois de conquistar o seu último título de Copa dos Campeões da UEFA, o Ajax ficou muito perto de ficar um troféu de âmbito continental, já que o time da capital neerlandesa chegou na  decisão da Recopa Europeia, que era considerada a segundo taça interclubes mais cobiçada no continente. Pouco antes da bola começar a rolar na final, que seria disputada diante do Lokomotive Leipzig, time da Alemanha Ocidental, teve de ouvir a pesada frase de Cruijff: "se você não vencer, eu destruo você". Van Basten não se intimidou, balançou as redes na marca dos 21' da primeira etapa e levou os Amsterdammers à gloria.


Esta conquista acabou sendo o seu ápice no Ajax, clube onde se sagrou como o maior goleador do campeonato nacional desde 84. Isso fez com que o Milan, um clube gigante do futebol italiano que vinha passando por um momento de reconstrução após dois rebaixamento para a Serie B lá no começo da década de 80, resolveu contratá-lo.

Com isso, se despediu do time holandês com 174 partidas disputadas e 154 gols anotados neste período de cinco anos. Depois de ter pendurado as chuteiras em 93, Marco van Basten chegou a voltar ao clube de Amsterdamm, mas para assumir o cargo de treinador, assim como Cruijff, um de seus maiores ídolos.

Claudio Ranieri e seu final de carreira como jogador no Palermo

Por Fabio Rocha
Foto: arquivo

Claudio Ranieri fez suas duas últimas temporadas como jogador no Palermo

Claudio Ranieri nasceu no dia 20 de outubro de 1951, em Roma, na Itália, foi jogador e se tornou um técnico vitorioso. Como atleta, Claudio não conquistou títulos e nem teve passagem por grandes times, apenas pela equipe pelo qual foi revelado.

O lateral surgiu na verdade como ponta-atacante, mas na base da Roma ele foi transformado em lateral. Claudio atuava nos dois lados, tinha facilidade com os dois pés, mas não teve uma grande carreira como jogador, passou por clubes menores, tirando a Roma, e não conquistou títulos.

Mesmo não estando em grandes equipes, Claudio sempre ajudou por onde passou, fazendo grande atuações e sendo destaque dos times, ainda mais por ser um jogador polivalente, menos na Roma, pois atuou apenas seis vezes na equipe principal. Após a Roma, onde comçou em 1973, o lateral foi contratado pelo Catanzaro, em 1974, um time pequeno da Itália.

Por lá, o jogador ficou grande parte da sua carreira, atuando na segunda divisão e ajudando sua equipe a subir duas vezes seu time à elite do campeonato nacional. Depois do Catanzaro, o jogador foi contratado pelo Catania, em 1982, equipe em qual ficou apenas duas temporadas.

Já na fase final de carreira, o lateral foi contratado por uma equipe de mais nome, porém em uma fase complicada, que foi o Palermo, em 1984. O time brigava para subir e quando estava na elite tinha foco para permanecer, não sonhava com grandes alçadas na competição.

Porém, o lateral foi muito útil na equipe, ajudando o Palermo e completamente o sistema defensivo da equipe. Claudio era peça que faltava no time italiano, que conseguiu voltar à elite do futebol nacional mais uma vez. Em um momento final de sua carreira, o lateral não atuava em todos os jogos, pois já não aguentava mais a intensidade.


Claudio ficou duas temporadas no Palermo, atuando 40 vezes, e logo depois se despediu dos gramados, mas não por muito tempo. Em 1986 deixou a vida como atleta, mas no mesmo ano e no segundo semestre, o ex-jogador assumiu o Vigor Lamezia como técnico.

A passagem do centroavante Nunes pelo Santos

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Nunes passou pelo Santos em 1985

Natural de Cedro de São João, cidade localizada no estado do Sergipe, João Batista Nunes de Oliveira, popularmente conhecido apenas como Nunes, está completando 68 anos de idade nesta sexta-feira, dia 20 de maio de 2022. O centroavante ficou bastante conhecido pela sua brilhante passagem pelo Flamengo no começo dos anos 80, onde ganhou muitos títulos. Mas poucos se lembram que o atleta passou pelo Santos em 1985. 

Conhecido como "O artilheiro das grandes decisões" pelo fato de sempre marcar gols em finais que disputou, passou por clubes como Fluminense, Botafogo e Náutico, mas estourou mesmo com a camisa rubro-negra carioca. Foi então que em 85, Nunes rumou para o Santos.

Era uma esperança no Santos, já que Serginho Chulapa, naquela temporada, foi defender o Corinthians. Nunes estreou na Vila Belmiro, em um empate em, 2 a 2 com o Marília. Mas, apesar da expectativa, Nunes não foi bem no Peixe.

Neste período em que defendeu o Alvinegro Praiano, não conseguiu repetir os grandes feitos da época do Flamengo. Segundo dados do site ogol.com, o centroavante Nunes disputou um total de apenas 17 jogos com o manto santista e balançou as redes cinco adversárias oportunidades ao longo de toda a temporada.


Depois de jogar pelo clube da Baixada Santista, ainda jogou pelo Atlético-MG num curto período de 86, já que naquele mesmo ano, rumou para o Boavista de Portugal. Voltou ao Brasil em 87 e ainda teria uma outra passagem pelo Mengão, mas sem o mesmo brilho de outrora. Se aposentou em 1992, após atuar no Flamengo de Minas Gerais.

O início do volante Bernardo no Marília

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Bernardo no Marília

Completando 57 anos neste dia 20 de abril, o volante Bernardo foi durante sua carreira como jogador um dos melhores "cães de guarda" do futebol brasileiro durante a década de 1990. Acumulando passagens por clubes grandes do Brasil e até pelo Bayern de Munique, o paulistano acabou por iniciar sua trajetória profissional no Marília.

Bernardo nasceu na capital paulista, mas ainda muito jovem foi morar no interior do estado, mais precisamente em Franca, onde começou a dar seus primeiros chutes na bola. Seu primeiro clube de juventude foi justamente a tradicional Francana, de onde foi observado e trazido pelo Marília já próximo de acender ao time profissional da outra equipe do interior.

Estreou pelo MAC no Paulistão de 1985 e se destacou mesmo jogando por um time que tinha dificuldades claríssimas de pontuar na competição. Bernardo se mostrava muito apto na marcação e usava de todos os meios possíveis para parar e intimidar atacantes adversários. Apesar do rebaixamento do MAC na competição, foi um dos destaques da equipe e uma das revelações daquela edição do estadual de São Paulo.


Seu futebol acabou chamando a atenção de diversos clubes do estado. Ao fim daquele ano de 1985 terminou sendo negociado com o São Paulo, que o comprou por 750 mil cruzados, um dinheiro alto na época. No Tricolor, faria parte de um dos grandes momentos da história do clube, sendo parte dos Menudos do Morumbi. 

Ainda atuaria por diversos clubes ao longo de sua carreira, se aposentando do futebol relativamente jovem, com apenas 32 anos de idade, jogando pelo Atlético Paranaense. Depois da carreira como atleta, virou empresário de jogadores de futebol. 

Ênio Andrade e o grande feito de ganhar três brasileiros por clubes diferentes

Por Fabio Rocha
Foto: arquivo

Ênio Andrade conquistou o Brasileirão por Internacional, Grêmio e Coritiba

Um dos grandes técnicos brasileiro do século passado completaria 94 anos. Ênio Vargas de Andrade, mais conhecido como Ênio Andrade, nasceu no dia 31 de Janeiro de 1928, em Porto Alegre, e foi em um dos time do Sul que o treinador venceu seu primeiro campeonato Brasileiro, na sequência conquistou pelo rival e finalizou ganhando no estado do Paraná, totalizando três títulos Brasileiros.

O seu primeiro aconteceu no Internacional em 1979, havia chegado há pouco tempo no clube e já conseguiu conquistar um título importante, com uma campanha brilhante. Ênio armou uma equipe difícil de ser batida e com muita qualidade, com isso o treinador conseguiu o último feito de ganhar o Brasileirão invicto, já tinha ocorrido 6 vezes, mas após o time gaúcho ninguém repetiu a grande campanha.

O time que venceu a final em cima do Vasco da Gama, em pleno Maracanã, com um público de mais de 58 mil pessoas, era: Benítez; João Carlos, Mauro Pastor, Mauro Galvão e Cláudio Mineiro; Valdir Lima, Jair e Batista; Chico Spina, Bira e Mário Sérgio; com o grande comando de Ênio Andrade. Essa equipe bateu o Gigante da Colina, ganhando por 2 a 0 e no jogo de volta ganhou por 2 a 1, no Beira-Rio.

Após dois anos no Inter, o treinador foi comandar o rival Grêmio em 1981. E por lá não foi diferente, Ênio logo em seu primeiro ano venceu novamente o campeonato brasileiro, não teve a mesma campanha fantástica, mas no fim levantou a taça da mesma maneira.

O Grêmio enfrentou na final o São Paulo, outro clube fortíssimo, e a primeira partida foi em casa, pois o tricolor Paulista tinha melhor campanha. No jogo de ida, o tricolor gaúcho venceu por virada por 2 a 1 em um jogão. A partida final o Grêmio também venceu, mas dessa vez por 1 a 0, concretizando o segundo título Brasileiro de Ênio Andrade. O time comandado pelo grande técnico era: Leão; Uchoa, Newmar, De León e Casemiro; China, Paulo Isidoro e Vilson Taddei; Tarciso, Baltazar e Odair.

O técnico ficou pouco tempo no Grêmio e logo depois se transferiu para o Náutico. Após o clube Pernambuco, Ênio foi para o Coritiba, clube que o treinador já conhecia, pois já havia trabalhado. Em 1985, o Coxa foi campeão Brasileiro, sendo o terceiro e último título Brasileiro do grande técnico.

Com uma campanha muito boa, Ênio se tornou o segundo técnico a ser campeão brasileiro por três times diferentes, o primeiro foi Rubens Minelli. O técnico conseguiu novamente montar um time competitivo, pronto para vencer e conseguiu pela primeira vez fazer uma final sem nenhum clube do famoso "G-12", que são chamados de clubes grandes.


A final ocorreu entre Bangu e Coritiba, no estádio do Maracanã, novamente Ênio voltaria ao grande templo do futebol brasileiro para levantar novamente o título Brasileiro. Essa foi a decisão mais difícil que o técnico passou, o jogo acabou empatado em 1 a 1 e foi decidido nos pênaltis, com vitória por 6 a 5.

Após os três títulos, o treinador continuou conquistando títulos por outros clubes, até troféus internacionais, mas não voltou a ganhar o Brasileirão. Em 1997, Ênio acabou falecendo, aos 68 anos de idade, por conta de complicações pulmonares.

O São Paulo campeão paulista de 1985

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo Histórico/São Paulo FC

São Paulo conquistou o título paulista de 1985 na final diante da Portuguesa

Neste dia 22 de dezembro de 2021, se completam 36 anos que o São Paulo, da fase dos Menudos, venceu a final do Campeonato Paulista de 1985, em uma final que teve muita confusão. A grande decisão contou com quase 100 mil pagantes nas arquibancadas do Morumbi e terminou com o placar de 2 a 1 para o Tricolor Paulista.

A partida começou com o clima quente já nos bastidores. Oswaldo Teixeira Duarte, que era o presidente da Lusa e hoje leva o nome original da casa rubro-verde, não queria receber uma quantia inferior que Palmeiras, Santos, São Paulo e Corinthians ganhavam da Rede Globo por transmitir os seus jogos durante o campeonato. A detentora dos direitos não aceitou o pedido do presidente da Portuguesa, que queria receber 485 milhões de cruzeiros. No fim, o confronto acabou nem sendo transmitido.

Com a taça já sendo disputada no gramado do Morumbi, foi o time lusitano que conseguiu ter mais controle do jogo. Logo no início da partida, Edu Marangon acertou um belíssimo chute de trás do meio de campo e acertou o travessão do goleiro são paulino Gilmar Rinaldi. Porém, quem conseguiu abrir o marcador foi a equipe do tricolor 24'.

O lance começa com um erro na saída de bola do clube rubro-verde e termina com o gol do ponta direita Sidnei, chuta a bola no cantinho e não dá chances do arqueiro lusitano fazer a defesa. A resposta da Portuguesa veio oito minutos após o tento marcado pelo São Paulo. O responsável que gol que devolveria a igualdade no placar foi esquerdinha, que aproveitou cruzamento de Toquinho pela direita e balançou as redes do time do Morumbi aos 32'. E o empate em 1 a 1 persistiu no placar até o fim do primeiro tempo.

Já na segunda etapa, houve um momento que o jogo voltou a ter uma alta tensão, mas desta vez, dentro de campo. O árbitro da partida teve de se impor para acalmar os mais exaltados em uma grande confusão e expulsou logo cinco atletas. Eduardo e Albéris receberam cartão vermelho pelo lado do time do Canindé, enquanto Márcio Araújo, Zé Teodoro e Careca acabaram sendo excluídos da partida por parte da equipe do Morumbi.


Com um jogador a mais, a Portuguesa conseguiu dominar amplamente a posse de bola com seus 57% e nos 11 escanteios à seu favor, mas o São Paulo era quem conseguia oferecer mais perigos. Foram 13 finalizações, sendo que nove delas foram na direção do gol defendido por Serginho. Em um desses chutes que tinham endereço certo, Müller recebeu belo passe de Sidnei do lado esquerdo e só teve o trabalho de empurrar a bola para o fundo das redes da Lusa e dar a vitória ao lado Tricolor na marca dos 22'.

Com o placar de 2 a 1 para o São Paulo, a equipe do Morumbi se sagrou campeã paulista de 1985. Este foi o 14º estadual que o Tricolor conquistou na sua história.

Alejandro Sabella e sua passagem pelo Grêmio

Por Fabio Rocha

Alejandro Sabella jogou no Grêmio entre 1985 e 1986

O já falecido Alejandro Sabella, nascido nascido em Buenos Aires, na Argentina, no dia 5 de novembro de 1954, completaria hoje 67 anos. O ex-meia atuou por grandes times dentro e fora da Argentina, e já no seu final de carreira chegou ao Grêmio, por onde ficou por duas temporadas. Além de ter sido treinador da seleção de seu país.

Alejandro Esteban Sabella começou no River Plate e depois fez carreira no futebol inglês, tendo defendido Sheffield United e Leeds United. Ele chegou ao tricolor gaúcho em 1985, depois de uma grande passagem pelo Estudiantes, ganhando dois títulos.

Sabella chegou no Imortal Tricolor como um jogador consolidado e com grandes passagens internacionais, atuando até pelo campeonato inglês e pela Seleção Argentina. O jogador tinha enfrentado o Tricolor em 1983 pela Libertadores, e encantou os dirigentes gaúchos, e foi contratado após uma iniciativa do diretor de futebol Adalberto Preis duas temporadas depois.

O meia estreou pelo Grêmio em um empate por 1 a 1 contra o Cruzeiro fora de casa, no dia 24 de fevereiro de 1995. Sabella fez parceira com o maior ídolo do Tricolor Gaúcho que é o Renato Portaluppi. O argentino viveu momentos bons como titular mas também teve jogos que ficou sentado no banco de reserva por conta de péssimos momentos.

O ex-jogador mesmo atuando duas temporadas, jogou muitas partidas pelo clube. Esteban atuou em 60 partidas e venceu apenas 32 vezes, empatando 16 e perdendo 12 com a camisa do Grêmio. Nestes jogos o meia marcou 5 gols, com uma média de 0.08 por jogo. Mas duas temporadas o jogador conseguiu ganhar três títulos, venceu dois campeonatos gaúchos e ganhou o extinto Troféu de Palma de Mallorca em 1985.


Após a passagem pelo Grêmio, o atleta se aposentou quatro anos depois jogando pelo Irapuato. Após parar de jogar, Sabella dirigiu o Estudiantes campeão da Libertadores de 2009 e a Seleção da Argentina vice na Copa do Mundo de 2014, no Brasil. Ele faleceu no ano passado, no dia 8 de dezembro por conta de uma complicação numa internação causa por uma grave doença cardíaca, que o acometia desde 2015.

Pedrinho - O lateral que virou meia no Catania

Por Ricardo Pilotto
Foto: arquivo

Pedrinho, pelo Catania, em jogo contra a Fiorentina

Nesta sexta-feira, dia 22 de outubro de 2021, Pedro Luis Vicençote, popularmente conhecido Pedrinho, está completando 64 anos de idade. O lateral-esquerdo, que fez sucesso com as camisas do Palmeiras, entre 1977 a 1980, e também do Vasco da Gama, de 1981 até 1983, chegando a ser reserva da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 1982, teve uma grande passagem pelo italiano Catania, entre 1983 e 1986, jogando como meia.

Antes de aparecer como grande destaque, o lateral esquerda chegou a jogar em um dos time amadores da Portuguesa, mas acabou sendo dispensado. Acabou dando certo no Palmeiras, onde estreou como profissionalem 1977 e chegando à Seleção Brasileira dois anos depois. Em 1981, desembarcou no Vasco e no ano seguinte foi um dos 22 convocados para a Copa do Mundo na Espanha.

Depois de perceber que suas chances de jogar na Seleção Brasileira diminuíam cada vez mais mesmo tendo sido reserva da boa equipe da Amarelinha na Copa de 1982, Pedrinho optou por ir para a Itália e defender as cores do Catania, que em 1983 se encontrava nada mais nada menos do que na Série B, correspondente a segunda divisão do campeonato nacional, mesmo time do também brasileiro Luvanor. No clube dos Elefantes, o lateral-esquerdo precisou passar por um processo de adaptação.

Por conta de algumas de suas fortes características serem a boa marcação e o excelente apoio nos momentos ofensivos, o brasileiro sentiu uma grande diferença ao chegar na Europa. No futebol italiano, Pedrinho teve sérios problemas de se encontrar com o sistema de marcação e também não podia ajudar a equipe ofensivamente com tanta frequência.

Percebendo suas dificuldades para aproveitar seus pontos principais nos tempos de Palmeiras e Vasco da Gama, Pedrinho solicitou para que fosse escalado com mais frequência no meio de campo, como acontecia com Júnior, que se encontrava no Torino. Essa era a única condição para que o brasileiro renovasse o seu contrato com o time azul e vermelho em 1984.

Com seu pedido sendo aceito, o atleta passou da lateral esquerda para o meio. Jogando no posicionamento solicitado, Vicençote colecionou boas partidas e viu suas chances de voltar a usar a camisa da seleção brasileira na Copa do Mundo de 1986 voltarem a crescer, o que acabou não acontecendo. Como consequência, o atleta se tornou um grande ídolo da torcida do Catania.


Mais tarde, ganhou ainda mais fama por ser "Garoto Propaganda" de uma fábrica de colchões e também por fazer participações em programas esportivos tanto no rádio quanto na televisão local com bastante frequência durante o período em que esteve na Itália. Morava sozinho em um apartamento muito confortável localizado na Praia das Pedras, muito perto do centro da cidade de Catania.

Após encerrar o seu vínculo com o clube italiano, Pedrinho voltou pro Brasil para ter a sua segunda passagem pelo Vasco em 1986. Assim que concluiu seu segundo ciclo com o time Cruzmaltino ao final do ano, foi para o Bangu em 1987, equipe que onde deu um ponto final em sua carreira como jogador de futebol profissional em 88. Depois que parou de jogar, continuou trabalhando com futebol, mas como empresário de atletas. Inclusive, foi representante do Edmundo.

Há 36 anos, Ado perdia o pênalti e a chance de fazer o Bangu campeão brasileiro

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Ado perdeu o pênalti decisivo no jogo entre Bangu e Coritiba

O Brasileirão de 1985 teve uma das finais mais alternativas da história do futebol brasileiro. Num dia 31 de julho como hoje, o Coritiba se sagrou campeão brasileiro em cima do bom time do Bangu, numa decisão que surpreendeu o país todo, mas levou todas as torcidas do Rio ao Maracanã para torcer pelo simpático time de Castor de Andrade. Naquele dia, o meia Ado perdeu o pênalti que deu o título ao Coxa na decisão.

Coritiba e Bangu chegaram a final depois de campanhas contundentes ao longo do campeonato, com Bangu, Brasil de Pelotas e Coritiba chegando a fase final junto ao Atlético Mineiro, deixando pelo caminho times como o Flamengo. Na semifinal, o Bangu deixou o Brasil pelo caminho, enquanto o Verdão derrubou o Atlético Mineiro. A decisão, em jogo único, ocorreu no Maracanã, devido a campanha melhor do Bangu.

Os alvirrubros, porém, saíram atrás naquele dia, com um gol de Índio para os paranaenses, num Maraca tomado por 91 mil torcedores que em sua maioria eram torcedores dos gigantes cariocas. Lulinha empatou o jogo para o time "da casa", explodindo a massa de intrusos que incentivava o Bangu naquele dia. Tenso, o jogo seguiu empatado até seu final, mesmo na prorrogação, apesar da pressão do time carioca, num resultado que levou a decisão do título do Brasileirão de 1985 para os pênaltis.

Nas cinco primeiras cobranças de cada lado, uma verdadeira aula de ambos os times e gols. Na sexta, porém, o destino foi cruel com Ado, um dos maiores jogadores da história do Bangu, que chutou para fora o pênalti que o atormentaria para o resto da vida. O paraibano chorou inconsolável e se sentiu em dívida com a torcida do time, uma dívida que possivelmente Ado sinta até os dias atuais, mesmo mais de 30 anos depois do jogo.

Várias foram as entrevistas em que Ado falou sobre o ocorrido. Na época, ele pediu para ser negociado pois "não conseguiria mais encarar a torcida do Bangu". Segundo ele, em outra entrevista dada anos depois ao Sportv, o sentimento foi que "não tinha dado as pessoas o que esperavam dele". Declarou já também que "não se perdoa até hoje" pelo pênalti perdido. O erro é uma marca triste na trajetória de mais de 200 jogos dele com o Bangu, que com certeza é muito maior que o penal desperdiçado. 

Talvez o mais triste é que o meia alvirrubro fez quase tudo certo. Viu o goleiro do Coritiba cair para um lado e jogou no outro, porém o cruel destino quis que a bola fosse para fora. Ao Coxa, com o acerto de Gomes depois, a festa do título, mais importante da história do clube até hoje. Ao Bangu, uma tristeza nunca superada de um time que nunca mais conseguiu alçar um voo tão alto. O fato é que Ado se "sentia em dívida" mesmo em 2019, quando comandou o clube numa campanha histórica no Campeonato Carioca, como declarou em entrevista ao Extra. Dizendo que o desejo dele era "conquistar um título com o Bangu" e que deixava de dormir pois sentia que a "responsabilidade era sua"


O Coritiba, que não tem nada a ver com isso, até hoje lembra aquele título, sonhando com dias melhores novamente. O Verdão vê o arquirrival Athletico, antes tão distante para baixo, hoje tão distante para cima. A campanha na Série B é ótima, mas o time parece nunca conseguir se manter na Série A, enquanto o Furacão, recente campeão da Copa do Brasil e da Sul-Americana, segue incomodando no alto. No Alto da Glória, a inspiração de 1985 é o sonho de momentos mais gloriosos que parecem tão longe.

Ortiz no Grêmio, no campo, antes de ser um fenômeno no Futsal

Arte: O Curioso do Futebol

Ortiz teve poucas chances pelo Grêmio, mas conquistou o gauchão três vezes

Nesta semana, Léo Ortiz, do Red Bull Bragantino, foi convocado por Tite para defender a Seleção Brasileira na segunda fase da Copa América 2021. O pai do zagueiro, Ortiz, foi um dos maiores jogadores da história do Futsal. Porém, ele, antes de se tornar um fenômeno nas quadras, teve experiência no Futebol de Campo, atuando pelo Grêmio entre 1985 e 1987.

Nascido em 15 de maio de 1964, em Porto Alegre, Luís Fernando Roese Ortiz, quando novo, atuava tanto nas quadras como nos gramados. Seu sonho era jogar Futebol de Campo, mas o destino o estava colocando no esporte da bola pesada. Porém, na hora da definição para em qual tipo de piso iria atuar, foi chamado pelo Grêmio e ele não titubeou.

Ortiz, atuando como centroavante, estreou na equipe profissional do Grêmio em 1985, fazendo dupla de ataque simplesmente com Renato Portaluppi. E Ortiz não fez feio! mostrando muita precisão na finalização, marcou gols nas chances que teve no Campeonato Gaúcho e em uma excursão para a Europa.

Porém, após um bom início, inclusive sendo campeão gaúcho, Ortiz passou a não ter muitas chances pelo Imortal Tricolor. Isso fez com que o centroavante passasse a ficar descontente com a situação e pensar em sair do Grêmio, para seguir carreira.

Em 1987, depois de mais dois títulos gaúchos, onde pouco atuou, Ortiz conseguiu ser sondado pelo Cerro Porteño. Porém, aí veio a maior decepção: a diretoria do Grêmio não liberou o jogador e, com isto, ele resolveu tomar uma decisão drástica: deixar o campo e investir nas quadras.

Ortiz foi de vez para o Futsal e se tornou um dos maiores nomes da modalidade. Como pivô, teve passagem por clubes do Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, Ceará e Espanha, e seleções de todos os estados que jogou, e ainda 10 anos de Seleção Brasileira, conquistando todos os títulos possíveis, inclusive sendo campeão mundial em 1992, em Hong Kong.


Em 1996, sofreu com lesões e acabou ficando de fora da Copa do Mundo, realizada na Espanha, mas foi um dos grandes nomes do Internacional / Ulbra, campeão da Liga Brasileira de Futsal. No ano seguinte, jogando com Manoel Tobias, uma "dupla dos sonhos" no Futsal, ganhou o mundial de clubes da categoria.

Parou de jogar futsal em dezembro de 2002. Em 2003 passou a Supervisor da categoria principal do futsal do Inter e em 2004 passou a Coordenador Geral das categorias menores do futsal do Inter quando ao final do ano foi convidado pela diretoria do clube para trabalhar nas categorias de base do futebol.

Ortiz trabalhou nas categorias de base do Internacional de Porto Alegre de janeiro de 2005 a setembro 2019, como coordenador do Projeto Aprimorar, criado para aprimorar os fundamentos dos atletas da base, no caso treinava os atacantes e meias do clube, neste projeto passaram nomes, entre outros, como Alexandre Pato, Ricardo de Jesus, Taison, Luiz Adriano, Walter, Sasha, Léo Gamalho e Leandro Damião. Também foi Coordenador das categorias Sub20 e Sub23 e por fim foi Coordenador Técnico Geral da base Colorada.

Em 1985, Santos batia a Seleção Uruguaia e conquistava a Copa Kirin

Com informações do Centro de Memória e Estatística do Santos FC
Foto: divulgação

O time do Santos campeão no Japão

No dia 6 de junho de 1985 o Santos enfrentou e venceu a forte e catimbeira Seleção do Uruguai por 4 a 2. A goleada sobre a Celeste garantiu a vistosa taça da Copa Kirin, disputada no Japão e exposta no Memorial das Conquistas do Santos Futebol Clube.

O torneio era um hexagonal, com três equipes – Santos, West Ham, da Inglaterra, e Yomiuri, do Japão – e três seleções nacionais: Malásia, Japão e Uruguai. Criada em 1978, em seus dez primeiros anos o torneio reunia clubes e seleções. A partir de 1991 passou a ser disputado exclusivamente por seleções nacionais.

A campanha irresistível - A estreia do Santos foi com uma vitória sobre o West Ham, da Inglaterra, com gols de Mário Sérgio e Zé Sérgio ainda no primeiro tempo. Em seguida goleou a Seleção sub-23 da Malásia por 8 a 1, com três gols do atacante Mirandinha, atleta da Portuguesa de Desportos emprestado ao Alvinegro para a excursão. Lima com dois gols e Mario Sergio, Gersinho e Humberto, com um gol cada, completaram o marcador.

Na terceira partida, diante da Seleção do Uruguai, o Peixe encontrou seu adversário mais difícil até então. Equilibrado, o jogo terminou empatado em 1 a 1. David marcou o gol santista.

Em seguida, contra a Seleção do Japão, no estádio de Kobe, o Santos jogou fácil, não se abalou com a torcida contrária e venceu por 4 a 1, com dois gols de Zé Sérgio, um deles olímpico, e outros de Mirandinha e Gersinho. O time santista encerrou a fase classificatória enfrentando a equipe japonesa Yomiuri, e a goleou por 4 a 0. Mirandinha marcou dois e Gersinho e Davi marcaram um gol cada.

Com o término dessa primeira fase, disputada no sistema de pontos corridos, o Santos terminou na primeira colocação e a Seleção do Uruguai ficou em segundo lugar. Com isso, as duas equipes se qualificaram para a grande decisão.


A vitória sobre a Celeste - O Estádio Nacional de Tóquio, no Japão, recebeu 35 mil pessoas para assistir a grande final, naquele 6 de junho. Castilho, o mesmo técnico que dirigiu o Santos no título paulista de 1984, mandou a campo Rodolfo Rodriguez, Paulo Roberto, Davi (Fernando), Toninho Carlos e Jaime Bôni; Serginho Carioca, Mário Sérgio e Humberto (Formiga); Gersinho, Mirandinha e Zé Sérgio.

O uruguaio Rodolfo Rodriguez, goleiro do Santos e da Seleção Uruguaia, pela primeira vez enfrentou a Celeste Olímpica (os uruguaios chamam sua seleção assim porque antes do advento das Copas do Mundo, em 1930, eles venceram o futebol nos Jogos Olímpicos de 1924 e 1928).

O jogador Mário Sérgio não era o mesmo que defendeu o São Paulo e foi campeão mundial com o Grêmio. Seu nome é Mário Sérgio Rodrigues. Nasceu em Ourinhos, veio do Matsubara, do Paraná, e tinha 24 anos quando jogou a Copa Kirin.

Mirandinha, o artilheiro do Santos nessa Copa, com oito gols, era um centroavante baixo e muito veloz, de 25 anos, que impressionou bem nessa excursão, mas acabou não ficando no Santos. Dois anos depois, contratado pelo Newcastle, ele se tornaria o primeiro brasileiro a jogar no futebol inglês.

O Uruguai, escalado pelo técnico Omar Borrás, formou com Gualberto Velichco; Nestor Montelongo, José Luis Russo, Acevedo e César Pereira; Yeladin, Walter Barrios e Carrasco; Aguilera, Da Silva e Cabrera (Alzucaray). Aproximadamente 35 mil pessoas estavam presentes no Estádio Nacional de Tóquio, para ver a decisão, que também foi transmitida pela tevê.

Logo aos 14 minutos Aguilera abriu o marcador para os uruguaios. O Santos não se abateu e tomou as ações da partida. Em ótima jogada individual, Zé Sérgio empatou aos 22 minutos. Com o gol marcado o Peixe cresceu ainda mais no jogo e antes de encerrar a primeira etapa, aos 40 minutos, Mirandinha virou o marcador.

Aos cinco minutos do segundo tempo, o rapidíssimo Mirandinha partiu do campo do Santos, ganhou na corrida de um marcador, driblou o goleiro que saiu da grande área e tocou por cima de um uruguaio que corria, desesperado, para embaixo das traves. Um golaço.


Ao ver a partida sair do controle, os uruguaios começaram a apelar para a violência e pressionar o árbitro japonês Shizuo Takada. O jogo ficou tenso, catimbado, como é de se esperar contra os uruguaios. Mas eles não desistiram de buscar o empate. Aos 36 minutos, cobrando falta, Carrasco acertou um petardo de fora da área no ângulo direito de Rodolfo Rodriguez.

Os últimos minutos foram muito nervosos. O zagueiro Russo e Mirandinha trocaram socos, mas não foram expulsos. Logo após a confusão, jogadores reservas e torcedores invadiram o gramado e o tumulto continuou. Apenas Montelongo foi recebeu cartão vermelho.

Aos 44 minutos, em uma escapada pela esquerda, Zé Sérgio se aproximou da área como se estivesse esperando a colocação de um companheiro para dar o passe e surpreendeu ao soltar uma bomba no alto da meta de Gualberto. Outro belo gol, que decidiu a vitória e a taça.

Zé Sérgio no Santos FC

Foto: Revista Placar

Zé Sérgio ficou dois anos no Santos

Um dos grandes pontas-esquerdas revelados no futebol brasileiro, Zé Sérgio está completando 64 anos neste 8 de março de 2021. Ídolo no São Paulo, ele teve uma boa passagem pelo Santos, ainda que já sofria com lesões, entre 1984 e 1986.

José Sérgio Presti nasceu em São Paulo e começou no Futsal, antes de ir para o Futebol de Campo, iniciando no Tricolor Paulista, onde se profissionalizou em 1976, com 19 anos. Muito habilidoso e rápido, Zé Sérgio logo tornou-se um dos grandes atletas do futebol brasileiro, chegando à Seleção e sendo considerado o melhor jogador do país em 1980.


Porém, Zé Sérgio começou a sofrer com lesões e de titular nas Eliminatórias, ficou de fora da convocação final para a Copa do Mundo de 1982, na Espanha. Em 1984, mesmo sendo ídolo no Tricolor, a diretoria do São Paulo o negociou com o Santos.

E no início pelo Peixe, Zé Sérgio recuperou o seu bom futebol, sendo uma das peças fundamentais no título do Paulistão de 1984, fazendo, inclusive, a jogada do gol do título, marcado por Serginho Chulapa, que foi o seu companheiro também no São Paulo.

O bom futebol de Zé Sérgio conquistava novos fãs. Inclusive, um garoto japonês das categorias de base do Santos, que passou a considerar o ponta esquerda como sua maior inspiração: Kazu Miura. Por isso até Zé Sérgio acabou indo para o Japão anos depois.


Apesar do bom início pelo Santos, Zé Sérgio, com o passar do tempo, passou a sofrer novamente com as lesões e em 1986 foi negociado com o Vasco, onde ficou até 1987. No ano seguinte, foi para o Japão, quando o futebol no país asiático ainda era amador, ficando no Hitachi até 1991, quando encerrou a carreira. Voltaria ao clube japonês em 1995, já se chamando Kashiwa Reysol, já profissionalizado, sendo técnico.

A carreira de treinador seguiu, com ele trabalhando nas categorias de base do São Paulo e da Ponte Preta. No time campineiro, chegou a dirigir o time principal algumas vezes, entre 2012 e 2013, como interino. Atualmente, comanda a sua própria escolinha.

O Curioso do Futebol

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