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Filho de peixe, peixinho é: família Rangel unida no futebol e futsal

Foto: divulgação / Inter de Lages

Enrico Rangel, de apenas 7 anos, é filho do experiente Diogo Rangel e quer seguir os passos do pai

Tal pai, tal filho! O esporte tem dessas coisas e mais um exemplo de jogadores com vasto currículo no futebol em que seus filhos buscam seguir os passos dos pais é o da família Rangel. Diogo Rangel, experiente atleta de 32 anos, com passagens por Palmeiras, Vasco, São Caetano e outros clubes, vê no filho, Enrico Rangel, de apenas 7 anos, jogador do Ypiranga, time de futsal da capital paulista, o futuro esportivo da família.

“O esporte é fundamental em todas as áreas. É importante na inclusão, na educação, tanto no esporte quanto fora dele, porque ensina a cumprir e seguir regras. O esporte muda vidas, não é só pensar no futuro como atleta, mas também levar essas essências para o resto da vida”, diz Diogo Rangel sobre os conselhos ao filho.

Importância do futsal no início de carreira - A relação do futsal com o futebol é de longa data. Os atletas que desempenham melhores condições técnicas e de dribles no campo, muitas vezes, têm sua base com a bola pesada. Romário, Ronaldo, Ronaldinho Gaúcho e Neymar são alguns dos vários exemplos brasileiros que têm base no futsal e migraram para o espaço maior do campo. Diogo Rangel explica alguns detalhes que o futsal contribui para que um atleta consiga ser diferenciado no futebol.

“O futsal é a base do futebol. O atleta que inicia no futsal tem mais recursos. O futsal ajuda a pensar mais rápido, por ser um espaço menor, exige isso, a agilidade e o raciocínio rápido. O futsal ajuda no cognitivo, em buscar opções em curto tempo. Levando isso para o futebol, ajuda bastante, aumenta o leque de opções”, define Diogo Rangel.


Inspirações e futuro - Seguindo os passos do experiente pai dentro do esporte, o jovem Enrico Rangel busca inspirações dentro das quadras paulistas para se desenvolver, tendo como referência, claro, as histórias e os passos de Diogo Rangel para dar sequência ao legado da família Rangel com a bola.

“Minha maior inspiração é o meu pai. Ele me treina bem, faz as coisas muito bem, me treina certo. Eu pretendo jogar no Brasil para, depois, jogar na Europa. Quero ser jogador do Real Madrid e jogar junto com o Vini Júnior”, diz o jogador do Ypiranga, Enrico Rangel.

Ortiz no Grêmio, no campo, antes de ser um fenômeno no Futsal

Arte: O Curioso do Futebol

Ortiz teve poucas chances pelo Grêmio, mas conquistou o gauchão três vezes

Nesta semana, Léo Ortiz, do Red Bull Bragantino, foi convocado por Tite para defender a Seleção Brasileira na segunda fase da Copa América 2021. O pai do zagueiro, Ortiz, foi um dos maiores jogadores da história do Futsal. Porém, ele, antes de se tornar um fenômeno nas quadras, teve experiência no Futebol de Campo, atuando pelo Grêmio entre 1985 e 1987.

Nascido em 15 de maio de 1964, em Porto Alegre, Luís Fernando Roese Ortiz, quando novo, atuava tanto nas quadras como nos gramados. Seu sonho era jogar Futebol de Campo, mas o destino o estava colocando no esporte da bola pesada. Porém, na hora da definição para em qual tipo de piso iria atuar, foi chamado pelo Grêmio e ele não titubeou.

Ortiz, atuando como centroavante, estreou na equipe profissional do Grêmio em 1985, fazendo dupla de ataque simplesmente com Renato Portaluppi. E Ortiz não fez feio! mostrando muita precisão na finalização, marcou gols nas chances que teve no Campeonato Gaúcho e em uma excursão para a Europa.

Porém, após um bom início, inclusive sendo campeão gaúcho, Ortiz passou a não ter muitas chances pelo Imortal Tricolor. Isso fez com que o centroavante passasse a ficar descontente com a situação e pensar em sair do Grêmio, para seguir carreira.

Em 1987, depois de mais dois títulos gaúchos, onde pouco atuou, Ortiz conseguiu ser sondado pelo Cerro Porteño. Porém, aí veio a maior decepção: a diretoria do Grêmio não liberou o jogador e, com isto, ele resolveu tomar uma decisão drástica: deixar o campo e investir nas quadras.

Ortiz foi de vez para o Futsal e se tornou um dos maiores nomes da modalidade. Como pivô, teve passagem por clubes do Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, Ceará e Espanha, e seleções de todos os estados que jogou, e ainda 10 anos de Seleção Brasileira, conquistando todos os títulos possíveis, inclusive sendo campeão mundial em 1992, em Hong Kong.


Em 1996, sofreu com lesões e acabou ficando de fora da Copa do Mundo, realizada na Espanha, mas foi um dos grandes nomes do Internacional / Ulbra, campeão da Liga Brasileira de Futsal. No ano seguinte, jogando com Manoel Tobias, uma "dupla dos sonhos" no Futsal, ganhou o mundial de clubes da categoria.

Parou de jogar futsal em dezembro de 2002. Em 2003 passou a Supervisor da categoria principal do futsal do Inter e em 2004 passou a Coordenador Geral das categorias menores do futsal do Inter quando ao final do ano foi convidado pela diretoria do clube para trabalhar nas categorias de base do futebol.

Ortiz trabalhou nas categorias de base do Internacional de Porto Alegre de janeiro de 2005 a setembro 2019, como coordenador do Projeto Aprimorar, criado para aprimorar os fundamentos dos atletas da base, no caso treinava os atacantes e meias do clube, neste projeto passaram nomes, entre outros, como Alexandre Pato, Ricardo de Jesus, Taison, Luiz Adriano, Walter, Sasha, Léo Gamalho e Leandro Damião. Também foi Coordenador das categorias Sub20 e Sub23 e por fim foi Coordenador Técnico Geral da base Colorada.

Adílio - Consagrado no campo e campeão mundial de Futsal em 1989

Foto: arquivo

Adílio, com a medalha de ouro no peito, junto com o então presidente da Fifa, João Havelange

Alguns craques consagrados do Futsal já tentaram trocar o tênis pela chuteira e não tiveram muito sucesso, como Manoel Tobias e Falcão. Porém, já tivemos um caso inverso e que teve muito sucesso na sua pequena imersão nas quadras, pelo menos no resultado final. Adílio, ídolo do Flamengo e que está completando 65 anos neste 15 de maio de 2021, foi campeão da Copa do Mundo da bola pesada pela Seleção Brasileira em 1989, na Holanda, quando já era consagrado no campo.

Adílio de Oliveira Gonçalves nasceu no Rio de Janeiro, em 15 de maio de 1956. Começou no futebol de areia tradicional (com 11 jogadores) e logo foi para o Flamengo, onde foi lançado nos profissionais em 1975. Na década de 80, ganhou tudo o que poderia pelo Rubro Negro, fazendo parte do histórico time campeão do mundo de 1981. Em 1987, saiu do Fla e foi para o Coritiba. Em 1989, foi para o Barcelona de Guayaquil.

Em uma folga no time equatoriano é que aconteceu a migração do ex-flamenguista para o Futsal. Em 1989, a Fifa resolveu entrar na briga com a Fifusa e realizar a sua primeira Copa do Mundo da modalidade. Até aquele momento, a entidade que dominava o esporte da bola pesada até então já havia organizado três mundiais, com o Brasil ganhando os dois primeiros (1982 e 1985) e o Paraguai vencendo o terceiro (em 1988).

A primeira Copa do Mundo de Futsal da Fifa foi realizada na Holanda e como a CBFS ainda era atrelada à Fifusa, a CBF, ao invés de entrar em acordo com a organização nacional de Futsal, simplesmente passou a empreitada para o Bradesco, um dos grandes times de Futsal do Brasil na época, para representar a Seleção no torneio.

O Bradesco então montou a Seleção com base na sua equipe, convidou alguns jogadores de Brasília e veio a ideia de convidar um jogador de futebol de campo. "Estava jogando no Barcelona do Equador na época, mas já havia começado minha carreira no futebol de salão Flamengo desde garoto. Joguei no infanto, na seleção carioca. O Bradesco tinha um time sensacional na época. Meu treinador fazia parte da diretoria do Bradesco. Quando voltei para o Brasil ele me convidou para disputar essa Copa do Mundo por eu já ter uma experiência no salão", disse Adílio, em entrevista ao UOL em 2008.

Com isto, o time do Bradesco, mais os convidados, partiu para a Holanda. Os brasileiros chegavam ao Mundial com dois títulos no currículo conquistados na época da FIFUSA. Porém, em quadra, o início contou com um susto: estreia contra a Hungria e derrota por 3 x 2 (Toca e Atila marcaram para a Seleção).

A recuperação não demorou, veio na rodada seguinte. Em duelo contra a Arábia Saudita, goleada por 8 x 0 para lavar a alma dos brasileiros. Os gols foram marcados por Raul, Toca (2x), Gilson, Benatti (2x), Atila e Neimar. Fechando a primeira fase os brasileiros enfrentaram a Espanha, em confronto que tomou ares de grande rivalidade ao longo dos anos. Mais uma vitória do Brasil, desta vez por 4 a 1, com Raul, Benatti e Marquinhos balançando as redes.

Após os primeiros confrontos, as equipes se classificaram para formar um novo grupo. Os brasileiros caíram na chave com Argentina, Paraguai e Estados Unidos. No primeiro confronto da nova fase, a Seleção Brasileira encarou o Paraguai e venceu com tranquilidade: 5 x 1 no placar. Depois foi a vez da Argentina sofrer com os brasileiros em ação. Vitória por 6 x 3. Fechando esta segunda fase de Grupos, os americanos surpreenderam, venceram os brasileiros por 5 x 3 e garantiram vaga na semifinal com a melhor classificação na chave – seguido de Brasil.

No confronto eliminatório que iria decidir quem avançava, a Seleção Brasileira encarou a Bélgica. Em quadra, um empate emocionante por 3 x 3, que levou o jogo a ser decidido nos pênaltis. Melhor para os brasileiros, que saíram com a vitória após a disputa.


Na outra semifinal, os Estados Unidos caíram para os donos da casa. A Holanda desbancou a surpreendente seleção americana e garantiu vaga na disputa pelo primeiro título de Copa do Mundo de Futsal FIFA. Na decisão pelo título, o Brasil levou a melhor com dois belos gols, um de Benatti e outro de Raul, que garantiram o triunfo por 2 x 1 na partida.

Na entrevista ao UOL, Adílio falou sobre o título. "Era muita torcida contra. Mas nós tivemos uma torcida especial nossa. O Romário estava na Holanda [jogava no PSV] e foi nos prestigiar, isso ficou marcado para nós. Apesar da maioria ser da Holanda, tinha muitos torcedores do Brasil também. Foi um jogo muito difícil. O Brasil teve o controle até o final. Acabei nem entrando na partida. Estava tranquilo esperando a oportunidade de entrar. Foi tudo muito rápido. A proposta era entrar no segundo tempo, mas nós marcamos os gols e o jogo acabou quando eu ia entrar. Tenho medalha até hoje. O título ficou sim marcado. Fomos campeões, abraçamos o Havelange, conversamos muito com ele. Tenho contato com o pessoal todinho até hoje".

Depois, Adílio voltou ao futebol de campo. Defendeu Itumbiara, Inter de Lages, Alianza Lima, América de Três Rios, Santos de Vila Velha, Avaí, Friburguense, Bacabal, Serrano-BA, Barreira, Borussia Fulda e encerrou a carreira no Barra Mansa, em 1997.

Andreense FC organiza live com multicampeões Reinaldo Simões e Moraci Santana


O Canal do YouTube do Andreense Futebol Clube inaugura uma nova versão para seus torcedores e amantes do futebol. A partir das 19h30 desta quarta-feira, 8, o espaço será ocupado por grandes nomes do esporte em Lives sempre para discutir assuntos relacionados ao futebol. O primeiro assunto será “Categorias de base: a formação do atleta, e a importância dos profissionais do futebol no desenvolvimento estratégico dos clubes”. 

E os convidados serão os multicampeões Reinaldo Simões, 11 vezes campeão mundial de clubes no Futsal e Moraci Sant’Ana, colecionador de títulos tanto por clubes como pela Seleção Brasileira e ainda do técnico de futebol Marcos Boccatto, que também é vice-presidente do Andreense. 

O objetivo das Lives será dar visibilidade ao Andreense, ao seu projeto diferenciado de valorização de seus profissionais. “E o DNA do Andreense é de ser clube formador e por isto convidamos o Reinaldo Simões, cidadão de São Bernardo, que iniciou no famoso Futsal da GM”, explicou Boccatto. “E o Moraci, é um dos maiores preparadores físicos do Brasil e do futebol internacional, que disputou 6 Copas Mundiais de seleções, vencendo a de 94”, completou. 

A apresentação ficará por conta do jornalista Wilson de Sá, que tem mais de 20 anos de jornalismo, boa parte desta experiência na crônica esportiva. 

Quem são os convidados 

Marcos Boccatto - Iniciou profissionalmente na equipe principal do São Paulo FC, dirigida por Minelli, sob orientação direta do Prof. João Paulo Medina, passou por clubes paulistas, no Mexico, Arabia Saudita, como preparador físico e auxiliar técnico. 

Começou como treinador assumindo interinamente o América de Rio Preto e depois foi para o Japão e Panamá. Tem títulos nacionais e internacionais, como a Copa do Golfo de Clubes Campeões (1986) e outros nacionais no Brasil e no Japão.


Moraci Sant’Ana - Natural de Santana do Parnaíba, na Grande São Paulo, começou no futebol aos 23 anos, quando foi contratado pelo Palmeiras. Entre os times que trabalhou, estão: Palmeiras, Al-Ahli, São Paulo, Valencia, Fenerbahçe, Santos, Fluminense, Guarani, Internacional, Corinthians, Clube Atlético Paranaense, Olympiacos, Flamengo e Botafogo. 

Já em seleções, Moraci teve a oportunidade de participar de seis edições da Copa do Mundo. Em 1982, 1986, 1994 e 2006, pela Seleção Brasileira. Em 1990, com os Emirados Árabes, e em 1998, com a Arábia Saudita. Em toda a carreira de preparador físico, Moraci Sant'Anna esteve ligado a cinco técnicos com quem sempre se deu bem. Carlos Alberto Parreira, Zagallo, Emerson Leão, Zico e Telê Santana. 

Reinaldo Simões - Supervisor Reinaldo Garcia Simões possui 11 títulos mundiais entre clubes e seleções, encabeçando projeto que faz futsal feminino ostentar invencibilidade de 14 anos sem derrotas. Os títulos mundiais de Reinaldo Simões: Clubes: Ulbra (2001); Sorocaba (2016 e 2018); Seleção brasileira masculina (2008 e 2012); Seleção brasileira feminina (2009, 2010, 2011, 2012); Jogos Mundiais da Juventude sub-18 (2018).

PC Oliveira começa a colher bons frutos no futebol de campo

Por Lula Terras

PC Oliveira foi o treinador da Ferroviária no título da Copa Paulista, o primeiro dele no campo

A conquista da Copa Paulista de Futebol, pela Ferroviária de Araraquara entusiasmou torcedores e autoridades daquela cidade, da Região Central do Estado, que comemoraram bastante o título, que garante uma vaga na Série D, do Campeonato Brasileiro do próximo ano, depois de 15 anos de um longo jejum. Mas, para uma pessoa este título foi mais que especial, o treinador, Paulo César de Oliveira, ou PC Oliveira, como é mais conhecido no meio esportivo.

Nascido em Araraquara, PC Oliveira, em 1977 passou a integrar as equipes de base de futebol, da Ferroviária, onde ficou até 1985, quando passou a disputar competições de futsal, chamando a atenção de uma das maiores equipes naquele período, o Gercan, e teve passagens, como atleta por outras importantes equipes como o Grêmio, Enxuta Futsal, Itaqui e Perdigão Futsal.

Em 1994, PC Oliveira iniciou sua vitoriosa carreira de treinador de futsal, cujo maior destaque foi comandando a Seleção Brasileira da modalidade, pela qual conquistou importantes títulos, como a Copa do Mundo de 2008, e a medalha de ouro nos Jogos Pan-americanos de 2007.

A entrada no futebol de campo foi durante o Campeonato Paulista da Série A1 deste ano. A equipe estava na zona de rebaixamento e até um artigo de O Curioso do Futebol indagava se a troca das quadras para os gramados iria dar certo. Ele iniciou com uma campanha irregular no Paulistão, que quase levou a equipe de volta para a Série A2. Os grandes méritos na competição foram as vitórias contra duas equipes grandes, em sua estréia, por 1 a 0, contra Santos, em plena Vila Belmiro; e também por 1 a 0, contra o Corinthians, em Araraquara.

Agora, na Copa Paulista, a Ferroviária disputou 24 jogos, com 14 vitórias, seis empates e apenas quatro derrotas. Nas disputas finais, contra a Internacional, de Limeira, foram dois jogos, no jogo de ida, empate em 0 a 0, em Limeira, e na volta, no dia 18 de novembro, em Araraquara, outro empate em 2 a 2 em Araraquara.

O time da Ferroviária foi mais eficiente na disputa dos pênaltis, venceu por 7 a 6, e ficou com o título deste ano. Com isso compensou a decepção sofrida, na final da Copa Paulista de 2016, quando foi derrotada pelo XV de Piracicaba, também na disputa por pênaltis.

Falcão: as aventuras da lenda do futsal no campo

Por Lucas Paes

Falcão passou por São Paulo e Palmeiras no futebol de campo

Hoje, em uma vitória por 3 a 2 sobre a Colômbia, válida pelo Desafio Internacional de Futsal, Falcão se despediu da Seleção Brasileira da categoria, marcando gol e dando assistência. Aos 39 anos, a lenda encerra uma história de 20 anos com a seleção nacional. Neste texto vamos lembrar um pouco das aventuras do craque das quadras pelo futebol de campo.

Durante sua estadia nas categorias de base do futsal do Corinthians, Falcão chegou a passar pelo time de futebol, porém ficava pouco tempo e acabava voltando para a quadra. Foi no Timão que ele iniciou a carreira no salão, em 1993.


Falcão treinando no Palmeiras, ao lado de Basílio

Sua primeira experiência treinando em um time de campo foi pelo Palmeiras, em 2001, quando treinou com a equipe por indicação de Ademir da Guia. Ele atuou em dois jogos treinos, marcando em ambas as oportunidades. Porém as negociações não foram para frente e ele acabou retornando ao Banespa, de São Paulo, onde jogava na época. O desfecho surpreendeu o próprio Ademir, que esperava que Falcão tivesse mais chances devido ao bom desempenho.

No ano seguinte, tentou a sorte na Lusa, mas outra vez não deu certo. Ele ficou algum tempo treinando no clube, até sofrer uma lesão que segundo o médico, o deixaria fora por três meses. Segundo o camisa 12, porém, sumiram com o laudo da lesão e na semana seguinte ele estava jogando pelo São Paulo na quadra. O “Rei do Futsal” afirma que foi boicotado pelo treinador Edu Marangon. Já a equipe médica da Portuguesa afirma que ele estava com problemas físicos. O período da Lusa talvez tenha sido a pior passagem do craque das quadras pelo campo.

Falcão atuando pelo São Paulo, em jogo da Libertadores

A terceira e última tentativa aconteceu no São Paulo, em 2005 e deixou um gosto de “quero mais” na torcida tricolor: na estreia, contra o Ituano, num distante 20 de janeiro de 2005, Falcão atuou por oito minutos e jogou bem, inclusive quase marcando um golaço. O desempenho impressionou os pouco mais de 6 mil presentes ao Morumbi. 

Só que as coisas não deram tão certo para o craque: foram apenas treze jogos pelo Tricolor e ele decidiu voltar as quadras. Na época, o atleta atribuiu o pouco tempo que teve ao fato de que Leão o barrou. Porém, Falcão não se arrepende da passagem pelo Morumbi, que segundo ele, foi um divisor de águas em sua vida, ajudando a aumentar muito a sua popularidade. Ironicamente, pouquíssimo tempo depois de ele deixar o futuro campeão da Libertadores, Paulo Autuori substituiu Leão no comando são paulino. Talvez com ele, as chances teriam sido maiores.

Vídeo da estreia de Falcão pelo São Paulo

Quis o destino que o “Mestre da Lambreta” continuasse no Futsal, se tornando, talvez, o maior jogador da modalidade de todos os tempos. Depois de sair do time de campo do São Paulo, o Rei das Quadras passou por outras duas modalidades diferentes do esporte bretão: o Showbol, pelo próprio Tricolor, e o Futebol de 7, onde jogou por Madureira e Vasco da Gama. Desde 2015, está no Sorocaba/Brasil Kirim, onde tenta ganhar o décimo título da Liga Futsal.

Manoel Tobias trocando o tênis pela chuteira no Grêmio

O craque do Futsal em ação no campo

O pernambucano Manoel Tobias foi um dos melhores jogadores de Futsal de todos os tempos e, com certeza, o melhor de sua era, entre a década de 90 e o início dos anos 2000. Com habilidade fora do comum, passes certeiros e um poder de finalização alto, Manoel Tobias enchia os olhos de quem o assistia.

Como jogava no Futsal na Enxuta, do Rio Grande do Sul, estado que até hoje tem um campeonato fortíssimo da modalidade e equipes tradicionais no esporte, como a Associação Carlos Barbosa de Futebol, Manoel Tobias recebeu um convite para jogar pelo Grêmio no final de 1995. Porém, era chamamento inusitado: o atleta teria que trocar o tênis para as quadras pela chuteira para os gramados.

O time do Grêmio campeão da Libertadores 

Sim, Manoel Tobias estava sendo incorporado ao elenco do Grêmio do técnico Luís Felipe Scolari, que era o atual campeão da Libertadores, e estaria jogando ao lado de Danrlei, Arce, Adílson, Rivarola, Roger, Luis Carlos Goiano, Dinho, Carlos Miguel, Arilson, Paulo Nunes e Jardel. Será que o jogador daria certo no campo?

Manoel Tobias ficou 'apenas' quatro meses no futebol de campo. Disputou partidas pelo Grêmio na Copa Renner, na cidade de Cidreira. Chegou até a fazer um gol, contra o Caxias, na vitória de 3 a 1 de sua equipe. Porém, o desempenho ficou aquém do que ele fazia no futsal, onde já era considerado o melhor do mundo no momento.

No Futsal, um dos maiores de todos os tempos

"Eu tive essa experiência seis anos após eu ter me profissionalizado no futsal. Eu já jogava no futebol gaúcho e recebi um convite. Infelizmente a adaptação não foi a esperada. Pra mim a experiência foi marcante. A minha praia realmente era o futsal. À nível de conhecimento foi bacana, até tenho alguma relação com os jogadores daquela época. Foi muito prazeroso a experiência no campo, mas outras formas de treinamento, outras formas de jogar. O espaço foi muito complicado. Foram quatro meses, mas logo acabei retornando", disse Manoel Tobias em entrevista para o site Ludopédio. 

Após a experiência, Manoel Tobias voltou ao Futsal e foi jogar logo no Internacional. No mesmo ano, Manoel Tobias conquistou seu segundo título mundial pela Seleção Brasileira na Espanha. Ainda teve uma carreira longa nas quadras, disputando mais dois mundiais, mas nunca mais se arriscou no campo.

O Curioso do Futebol

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