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O vínculo de Edmar com o Guarani

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Edmar teve duas passagens pelo Bugre na carreira

Nesta sexta-feira, dia 20 de janeiro de 2023, o mineiro natural de Araxá, Edmar Bernardes Dos Santos, está completando 63 anos de idade. Em sua linda carreira como profissional, ele vestiu a camisa de vários clubes, sendo um deles, o Guarani de Campinas, onde teve duas passagens.

Revelado pelo Brasília em 1977, clube onde foi bi-campeão estadual, o atacante chegou a defender o Taubaté, onde se destacou sendo o goleador do Paulistão em 80, e depois se transferiu para o Cruzeiro na temporada seguinte. Posteriormente, teve uma rápida trajetória no Grêmio e ainda atuou com a camisa do Flamengo, antes de retornar ao futebol paulista, mais precisamente, ao Guarani em 1985.

Nessa sua primeira passagem pelo Bugre, Edmar estourou. Apesar do Bugre ter sido apenas o 14º no Brasileirão, que teve 44 clubes, o centroavante balançou muito as redes. Naquela campanha, o avançado foi o grande destaque da equipe e do Campeonato, sendo o artilheiro da competição com 20 gols marcados.

Após esse brilhante rendimento com a camisa verde, o avançado foi vendido para o Palmeiras em 86. Só voltou ao Guarani em 1994, depois de rodar por Corinthians, Pescara Calcio, Atlético Mineiro, Santos e Rio Branco. Porém, nessa sua segunda passagem, com uma idade mais avançada, Edmar não conseguiu brilhar tanto como outrora, jogando por pouco tempo. Por outro lado, juntando teve a oportunidade de chegar a marca de 70 jogos pela equipe bugrina e atingir a marca de 29 gols marcados.


Antes de pendurar as chuteiras, ainda foi para o desconhecido Brumel Sendai, time do Japão, em 1995 e permaneceu por lá até 1997. Em 98, foi convidado por seu amigo Careca para encerrar a carreira defendendo o Campinas, clube onde os dois atacantes foram sócios.

Edmar no Pescara

Foto: arquivo

Edmar ficou três temporadas no Pescara

Um dos maiores centroavantes do futebol brasileiro dos anos 80, Edmar está completando 61 anos neste 20 de janeiro de 2021. Artilheiro em vários times onde jogou, ele teve uma passagem pelo futebol italiano, mais precisamente pelo Pescara, entre 1988 e 1991.

Caçula de nove irmãos, Edmar nasceu em Araxá, Minas Gerais, mas começou sua carreira no Distrito Federal onde seus pais se radicaram desde a fundação na do nova capital, em 1960. Ainda como amador, iniciou sua carreira como artilheiro do time principal do Brasília Futebol Clube em 1977, onde permaneceu até 1979.

Ao longo de sua carreira, foi mostrando que seu forte era marcar gols. Destacou sendo artilheiro de vários campeonatos, como o Paulistão (Taubaté 1980 e Corinthians 1987), Mineiro (Cruzeiro 1981) e também do Brasileirão (Guarani 1985). Também teve passagens por Palmeiras, Grêmio e Flamengo.

Defendendo o Corinthians, em 1988, Edmar foi negociado com o Pescara antes do fim do Campeonato Paulista, onde nem chegou a jogar as finais, sendo substituído por Viola, que acabou sendo o herói do título corintiano ao marcar o gol no Brinco de Ouro, contra o Guarani.

No verão de 1988 o Pescara, depois de ter conseguido sua permanência na elite do futebol italiano, teve como objetivo fortalecer seu elenco com a compra de Edmar, que foi o preferido em uma lista que tinha também Romário e Geovani. O atacante recebeu cerca de 1 bilhão de liras (moeda italiana da época) e jogou três temporadas com o time Abruzzo, a primeira na Série A e as outras duas na Série B.

O impacto de Edmar no futebol italiano foi inicialmente bastante positivo. Estreou na Série A, na temporada 1988/89, em 0 a 0 entre Pescara Roma 0-0. No domingo seguinte fez o primeiro gol contra o poderoso Milan de Arrigo Sacchi.


Nas primeiras nove partidas ele marcou três gols contra adversários famosos como, além do Milan, Napoli e Fiorentina, mas todos inúteis para o resultado final. Posteriormente, seu desempenho caiu e perdeu seu lugar na equipe, muitas vezes sendo enviado para o banco e entrando nos finais das partidas. Ele conseguiu voltar a marca só no final do campeonato ao assinar o gol do empate contra o Torino.

Na temporada seguinte, onde o Pescara foi para a Série B, devido a uma lesão, jogou apenas sete partidas enquanto na temporada seguinte foram 18, com dois gols. Em 1991 deixou a Itália para retornar ao Brasil, onde foi contratado pelo Atlético Mineiro com quem conquistou o Campeonato Mineiro.

Depois do Galo, ainda passou por Santos, Rio Branco de Americana e uma volta ao Guarani. Em 1994 mudou-se para o Japão, onde atuou no Vegalta Sendai, e depois voltou para o Brasil e encerrou a carreira em 1998 no Campinas, onde era sócio junto com Careca. Aliás, os dois atuaram juntos pelo time campineiro.

Com show de Edmar, Timão goleava o Peixe na semi do Paulistão de 1987

Por Victor de Andrade
Foto: Gazeta Press

Edmar comemora um dos quatro gols que fez na goleada do Corinthians sobre o Santos por 5 a 1

No próximo domingo, dia 31, Corinthians e Santos começam a disputa de uma vaga na final do Campeonato Paulista de 2019, em jogo marcado para a Arena Corinthians. Em 1987, mais precisamente em 16 de agosto, no Morumbi, os dois Alvinegros estavam na mesma situação e, daquela vez, o Timão levou a melhor, goleando por 5 a 1 e abrindo grande vantagem para a decisão da competição.

Apesar de estarem na semi do Paulistão de 1987, as duas equipes estavam em situações distintas. O Santos, que havia montado uma forte equipe, com Mendonça, Éder Aleixo, além dos remanescentes, como Rodolfo Rodriguez, liderou toda a competição e mesmo com a queda de rendimento no final da primeira fase, após fazer uma excursão no exterior, terminou com a melhor campanha.

Já o Corinthians vinha em recuperação. No primeiro turno, o Timão terminou na penúltima colocação, com apenas 14 pontos. Porém, depois o Alvinegro do Parque São Jorge fez uma brilhante recuperação e conseguiu a última vaga na semifinal. Um dos responsáveis pela arrancada foi o centroavante Edmar, que virou o artilheiro do torneio.

Assim, em 16 de agosto Corinthians e Santos entraram no Morumbi para iniciar a disputa de uma das vagas na decisão do estadual. Embalado pela reta final da fase inicial, o Timão foi para cima e abriu o marcador com Edmar, aos 19 minutos. Aos 32', Jorginho ampliava para o time do Parque São Jorge e aos 44' Edmar marcava o segundo dele, levando a partida para o intervalo com o placar de 3 a 0.

Os melhores momentos da partida

Aos 6 minutos da segunda etapa, Mendonça, de pênalti, diminuía o marcador e parecia colocar o Peixe novamente na disputa. Mas aquela tarde no Morumbi era de Edmar. O artilheiro corintiano marcou mais duas vezes, aos 27' e 42', e praticamente sacramentava a presença do Corinthians na final do Paulistão de 1987: 5 a 1.

No segundo jogo, também realizado no Morumbi, em 22 de agosto, o Timão controlou as ações do Peixe e o 0 a 0 confirmou o Corinthians na decisão da competição. Porém o Alvinegro não seria o campeão, pois o título ficaria com o São Paulo, depois de uma vitória por 2 a 1 e um empate sem gols. Mas Edmar, que brilhou naquele 5 a 1, terminou aquele Paulistão como artilheiro.

Artilheiro por onde passou. Este foi Edmar!

Edmar defendeu a Seleção em 1988

Edmar Bernardes dos Santos, o Edmar nasceu no dia 20 de janeiro de 1960 na cidade de Araxá no Estado de Minas Gerais. O centroavante defendeu vários clubes em sua carreira e foi artilheiro na maioria deles.

Caçula de nove irmãos, Edmar começou sua carreira na cidade de Brasília, no Distrito Federal, onde seus pais se radicaram desde a fundação da nova capital, em 1960. Começou a carreira no Brasília Futebol Clube e, com 17 anos, ainda como amador, foi alçado ao time principal. No campeonato candango, ele foi bicampeão em 1977 e 1978.

Em 1980 foi contratado pelo Cruzeiro, onde teve rápida passagem. Ainda no mesmo ano, Edmar foi emprestado ao Taubaté. No Burro da Central, com apenas 20 anos, Edmar foi artilheiro do Campeonato Paulista com 17 gols.

Início de carreira no Brasília

Suas atuações no Paulistão chamaram a atenção de muitos clubes e o Cruzeiro trouxe o centroavante de volta para o seu elenco. No ano seguinte, apesar do título do rival Atlético Mineiro, Edmar foi artilheiro do Campeonato Mineiro com 16 gols.

Ainda em 1982, Edmar embarcava para o Rio Grande do Sul, onde defendeu o Grêmio. Sua passagem pelo clube gaúcho não foi muito feliz e o centroavante foi negociado com o Flamengo no ano seguinte.

No primeiro ano na Gávea, Edmar não se adaptou e amargou o banco de reservas a temporada inteira, apesar de ter marcado em seu jogo de estreia, 1 a 0 contra o Goytacaz. No ano seguinte, virou titular na campanha mediana do Flamengo na Libertadores, mas o centroavante foi um dos artilheiros do time no ano.

Artilheiro do Paulistão de 1980 pelo Taubaté

Em 1985 Edmar retorna ao futebol paulista para defender o Guarani. No Bugre, o centroavante retomou a fama de matador, sagrando-se artilheiro do Brasileirão com 20 gols. "Foi uma passagem feliz pelo Guarani. Acabei sendo artilheiro do Brasileirão e, logo depois, acabei sendo negociado com o Palmeiras", conta o centroavante.

Edmar aportou no Verdão depois de comprar o próprio passe e emprestá-lo ao clube do Parque Antarctica em 1986. No Palmeiras, ele teve uma concorrência direta por uma vaga no ataque com o também centroavante Mirandinha.

No ano seguinte, Edmar trocou de rival. Acertou sua ida para o Corinthians, onde, novamente, provou sua fama de artilheiro. Foi o goleador máximo do Campeonato Paulista de 1987, na campanha do vice-campeonato.

No Corinthians, manteve a fama de artilheiro

No ano seguinte, Edmar não foi o artilheiro da competição. Porém, o Corinthians conquistou o título paulista. No mesmo ano, Edmar fez parte do elenco que conquistou a medalha de prata no futebol nas Olimpíadas de Seul. Edmar, em alguns jogos, foi o companheiro de ataque de Romário.

Ainda em 1988, Edmar saiu do Corinthians e foi jogar na Europa. O destino: o time italiano do Pescara. Na Itália, o centroavante jogou por três anos e teve boas atuações, que fizeram com que o então técnico da Seleção Brasileira, Carlos Alberto Silva, o convocasse para alguns jogos, sendo campeão do Torneio Bicentenário da Austrália.

Três anos depois voltou ao Brasil para jogar no Atlético Mineiro (campeão estadual em 1991), Santos (1992), Rio Branco de Americana (93), Guarani (94). Em 1995, aceitou o desafio de jogar no Japão, defendendo o desconhecido Brumel Sendai, atualmente Vengalta Sendar. Convidado por Careca, Edmar fundou o Campinas em 1998, time em que encerrou a carreira no ano seguinte, antes de uma passagem rápida pelo Comercial de Ribeirão Preto.


No Pescara, onde jogou com o experiente Junior

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