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Rio Branco vence o Porto Vitória e conquista o bi do Capixabão

Com informações do ge.com
Foto: Henrique Montovanelli/FES

Rio Branco comemorou o título

Quarenta e dois anos depois, o Rio Branco novamente conquista o bi do Campeonato Capixaba. Em uma campanha de viradas, a última foi na decisão. Após ser derrotado por 1 a 0, pelo Porto Vitória, no jogo de ida, o Capa-Preta, deu a volta por cima, venceu a volta por 2 a 0 e comemorou mais uma taça no Kleber Andrade. Bruno Silva e Jacó, no segundo tempo, foram os autores dos gols do 39º título estadual.

Precisando de vencer por um gol de vantagem, para ao menos levar a decisão para os pênaltis. O Rio Branco foi quem adotou uma postura mais agressiva desde o início da partida. No entanto, o Capa-Preta foi muito lento e facilitou a marcação do Porto Vitória. Cada um dos times teve uma grande chance de abrir o placar, ambas em cabeçadas para fora. A primeira foi de Diego Fernandes e, na sequência, Elton Martins perdeu a oportunidade pelo Verdão.

Na volta do intervalo, o Rio Branco veio disposto a virar o confronto e garantir o título. Nos primeiros 11 minutos, o Capa-Preta teve um gol anulado e um chance desperdiçada por Matheus Costa. Aos 18, Carbonieri chegou receber o cartão vermelho, mas o VAR corrigiu o erro do árbitro de campo.


Após o susto, o Brancão chegou ao primeiro gol com o volante Bruno Silva, de cabeça. Com o resultado, a decisão estava indo para as penalidades máximas. Porém, aos 43, também em uma cabeçada, o contestado atacante Jacó marcou o gol do título do Rio Branco.

Com o título do Campeonato Capixaba, o Rio Branco garantiu a vaga para a Série D do Brasileirão do ano que vem. A conquista também dá direito ao Capa-Preta de jogar a Copa Verde em 2026, No entanto, a participação no torneio regional ainda depende de uma definição da CBF. O Brancão ainda vai disputar a Copa do Brasil, na próxima temporada, assim como o vice Porto Vitória.




É bicampeão! Independência bate o Galvez e conquista mais um Campeonato Acreano

Com informações do ge.com
Foto: Glauber Lima / Independência FC

Comemoração em um dos gols do Independência

O Independência conquistou o bicampeonato acreano e o 13º título estadual ao vencer o Galvez por 3 a 1, na tarde deste sábado (29), na Arena da Floresta, em Rio Branco (AC). O Tricolor de Aço garantiu o título com gols de Anderson Brito e Juan Douglas, no primeiro tempo, e Bê, na etapa final. O zagueiro Bolacha, na primeira etapa, fez o gol de honra do Imperador.

A primeira etapa da decisão foi bem movimentada e com três gols. Nos primeiros 10 minutos, o Galvez tomou a iniciativa, teve mais posse de bola, mas não conseguiu furar a melhor defesa do estadual. Depois de um início em marcha lenta, o Independência equilibrou as ações e em dois ataques conseguiu abrir vantagem, mas aos 17, por pouco Daniego não abriu o placar para o Galvez. O camisa 9 recebeu passe de Miranda após saída de bola errada do Independência e finalizou à direita do gol de Tião.

Aos 19 minutos, Ancelmo cruzou pelo lado direito, Anderson Brito se antecipou à defesa do Imperador e, de barriga, mandou a bola para o fundo da rede do goleiro Patrick: 1 a 0 Tricolor de Aço. O Galvez sentiu o gol e viu o Independência ampliar a vantagem aos 29 minutos com Juan Douglas, que aproveitou cruzamento de Gustavo, subiu entre os zagueiros do Imperador e cabeceou para fazer 2 a 0. Três minutos depois, o Galvez ensaiou uma reação e diminuiu o prejuízo com o zagueiro Bolacha, que cabeceou firme para fazer 2 a 1 após cobrança de escanteio feita por Miranda. E o placar seguiu com um gol de vantagem para o Independência até o intervalo.


No segundo tempo, o Independência seguiu num ritmo bom, buscando marcar mais um. O Galvez, hora recuado, hora atacando, desperdiçou algumas chances cruciais. Aos 39 da etapa final, o Independência fez mais um, Bê marcou e carimbou o bicampeonato do clube na Arena da Floresta.

O Independência volta a jogar no mês de abril na disputa do Campeonato Brasileiro Série D. A estreia será no dia 13, contra o Manauara, fora de casa. Local e horário da partida ainda serão confirmados pela CBF. O Galvez só volta a campo no futebol profissional na temporada 2026 quando vai disputar estadual, Copa Verde, Copa do Brasil e Campeonato Brasileiro Série D.

Confiança empata com o Itabaiana e é bicampeão sergipano

Com informações da Agência Futebol Interior
Foto: Osmar Rios

Emapte deu título ao Confiança

O Confiança é vencedor do Campeonato Sergipano 2025. Em partida eletrizante na Arena Batistão, neste sábado, o Dragão empatou por 1 a 1 diante do Itabaiana e se sagrou bicampeão do Estadual porque no primeiro jogo já tinha vencido por 2 a 1. Com isso ficou em vantagem no placar agregado: 3 a 2. Este é seu 24.º título em Sergipe.

Com o segundo título consecutivo, o Proletário chega a 24 conquistas, enquanto o Tremendão amarga o 10º vice-campeonato em toda a história. Os times voltam a campo, pela estreia na Série C, em data a ser definida pela CBF: os azulinos encaram o Botafogo-PB, no Almeidão, já os tricolores recebem o Náutico, no Mendonção.

Com apenas uma derrota em toda a competição, o Confiança garantiu vaga na Copa do Brasil e na Copa do Nordeste de 2026. Em meados de abril começa a disputar o Brasileirão da Série C, com estreia marcada diante do Botafogo-PB.

O Itabaiana abriu o plcar com Coppeti, aos 17 minutos do primeiro tempo. O empate do Confiança foi anotado por Fábio, de pênalti, aos dois minutos dos egundo tempo. O Confiança é comandado pelo técnico paulista (da cidade de Sumaré) Waguinho Dias.

O embate começou intenso, com o Confiança indo para cima e buscando encaminhar nova vitória o quanto antes. Assim, conseguiu a primeira grande chance, enquanto o Itabaiana teve mais cautela defensiva: Breyner Camilo arrematou de fora da área, a bola desviou na marcação e Jefferson teve de se esticar para afastar pela linha de fundo.Dominante, o Dragão criou outra boa oportunidade quando Ronald Camarão serviu Rodriguinho, que dominou e bateu cruzado próximo à trave direita.

Apesar do domínio azulino, o Tricolor da Serra aproveitou melhor no campo ofensivo: Leílson levantou falta na pequena área, a defesa não afastou e a bola, após bate e rebate, sobrou para o volante Coppetti, que chegou para completar. Itabaiana na frente, aos 17 minutos.

O Tremendão cresceu e levou perigo quando Erick Salles recebeu pela esquerda e soltou uma bomba de longe, parando em Rafael Mariano. Os visitantes voltaram a assustar em nova falta cobrada por Leílson e que Gabriel Santiago testou para defesa do camisa 1 dos mandantes.

Na volta para o segundo tempo, o Confiança teve a entrada de Thiago Santos no lugar de Rodriguinho, enquanto o Tremendão se manteve sem mudanças.


Antes do primeiro minuto, Ronald Camarão invadiu a pequena área e serviu Fábio, que foi derrubado por Kevin; o próprio volante cobrou seguro e deixou tudo igual no placar, deixando o duelo ainda mais emocionante dentro das quatro linhas.

Precisando vencer para levar a definição pelo menos aos pênaltis, o Itabaiana ficou no quase quando Leílson levantou na área e Rafael Mariano se antecipou a Jackson.

O técnico Roberto Cavalo promoveu todas as substituições possíveis para fazer sua equipe atacar a todo custo, entretanto não teve criatividade, nem efetividade, já os donos da casa demonstraram solidez defensiva e seguraram o empate, suficiente para serem bicampeões.

Ceará empata como Fortaleza e é campeão invicto estadual pela 7ª vez

Com informações do ge.com
Foto: Stephan Eilert / Ceará SC

Muita comemoração do Vozão

O Ceará sagrou-se bicampeão do Campeonato Cearense 2025. A conquista deste sábado (22) sobre o rival Fortaleza veio de forma invicta, fazendo o Vovô chegar ao feito pela sétima vez na história. Os times empataram em 1 a 1 neste sábado. O Vozão venceu o primeiro jogo por 1 a 0, por isso festejou na Arena Castelão.

O primeiro tempo foi bastante brigado. Principalmente no meio-campo. Tanto Fortaleza quanto Ceará com posturas defensivas muito fortes, resultando em raras chances ofensivas para os dois lados. O Leão tentou explorar mais os lados, principalmente o direito, com Marinho, buscando jogadas mais verticais. O Laion teve chances com Lucero, que cabeceou para fora, e Pikachu, que chutou por cima do gol. O Ceará chegou apenas no fim do primeiro tempo, mas criou oportunidade com Pedro Raul. No meio do jogo, Matheus Bahia cometeu falta em Pikachu e recebeu o vermelho direto. O árbitro foi ao VAR e mudou a cor do cartão para amarelo.

O Fortaleza voltou mais ofensivo ainda no segundo tempo. Vojvoda fez substituições no intervalo. Colocou em campo Gastón Ávila e Diogo Barbosa em campo. O zagueiro, no entanto, acabou cometendo falta dura em Fernando Sobral aos cinco minutos e levou o vermelho direto, deixando o Laion com um a menos. Mas aos 13, o Fortaleza chegou ao primeiro gol. Na cobrança de escanteio, Tinga deu a assistência de cabeça e Lucas Sasha balançou as redes. Primeiro o juiz anulou o lance, mas depois olhou o VAR e validou. O Ceará chegou ao empate com Pedro Raul aos 26. Fabiano cruzou e o centroavante desviou de cabeça para deixar tudo igual no Castelão. No fim, título de campeão para o Vovô, que chega ao bicampeonato cearense.


Apenas três vezes na história até aqui um time havia sido bicampeão invicto, segundo o historiador David Barboza. O Fortaleza alcançou o feito duas vezes, em 1946-1947 e 2021-2022. O Maguary foi bicampeão invicto em 1943-1944.

Somente quatro times foram campeões de forma invicta na história do Campeonato Cearense. São eles: Fortaleza (1924, 1926, 1928, 1934, 1937, 1946, 1947, 2021 e 2022), Ceará (1931, 1939, 1941, 1951, 1963, 2024 e 2025), Maguary (1929, 1943 e 1944) e Ferroviário (1968).

Pedrinho se torna o segundo jogador brasileiro a ser bicampeão do Sul-Americano Sub-20

Com informações da CBF
Foto: Rafael Ribeiro / CBF

Pedrinho com o troféu de campeão

Capitão do título, o atacante Pedrinho fez história neste domingo (16) pela Seleção Sub-20 ao se tornar o segundo brasileiro a conquistar o Sul-Americano da categoria como jogador. Após a vitória sobre o Chile por 3 a 0, em Puerto La Cruz, em que marcou o segundo gol da partida, ele festejou junto de seus companheiros e disse que não sabia que tinha realizado tal feito.

"Não sabia. Graças a Deus, sou bicampeão. É uma honra estar vestindo a camisa da Seleção, é muito gratificante, estou muito feliz mesmo, pelo gol e pela assistência. Acho que a gente mereceu muito ser campeão."

O primeiro atleta a ser bicampeão do torneio foi o meio-campista Zé Eduardo, que ganhou as edições de 2009, na Venezuela, e 2011, no Peru. Iniciou a carreira no Cruzeiro, passou por Bragantino e Boavista-RJ e jogou no futebol de Itália, Grécia, Noruega, Suíça, Holanda e Lituânia.

Hoje com 19 anos, Pedrinho, aos 17, fez parte da campanha vitoriosa em 2023, na Colômbia, e marcou o segundo gol da vitória por 2 a 0 sobre o Uruguai, que dependia de um empate para se sagrar campeão. O jogo era válido pela última rodada do hexagonal final.

Novamente, o atacante paulista fez a diferença na partida decisiva e terminou o Sul-Americano Sub-20 com dois gols e sendo o líder de assistências, com seis.

"Estou feliz demais por esse momento. Graças a Deus, pude participar do Sul-Americano passado e fazer um gol na final. A história se repetiu novamente, e pude fazer mais um gol, ser campeão e levantar a taça."

Em entrevista à CBF TV, ele afirmou que há um sabor especial por ganhar o Sul-Americano sendo o dono da braçadeira de capitão e o camisa 10.


"Com o primeiro (título), a gente fica muito feliz. No segundo agora, a responsabilidade aumentou um pouco, por estar vestindo a camisa 10, que é muito grande, e ainda capitão. Acho que a gente teve uma pressão. Mas estou muito feliz mesmo de estar conquistando esse título como capitão e, graças a Deus, agora é só comemorar."

Na atual competição, o jogador do Zenit, da Rússia, foi escalado como titular em todas as partidas. Contribuiu ainda com um gol decisivo para a vitória na estreia do hexagonal final por 1 a 0 sobre o Uruguai, quando o Brasil estava com um a menos.

Bicampeonato Mundial da Seleção Brasileira faz 62 anos

Com informações da CBF
Foto: arquivo

Mauro levantava a taça Jules Rimet há 62 anos

Amarildo, Zito e Vavá fizeram os gols do título do Brasil no Mundial de 1962, no Chile, na vitória por 3 a 1 contra a Tchecoslováquia, em 17 de junho de 1962, diante de 68 mil pessoas, no Estádio Nacional de Santiago. Foi mais uma conquista merecida da Seleção Brasileira, após uma campanha invicta e que teve em Garrincha e Vavá, com quatro gols cada, dois dos artilheiros da competição.

Garrincha, por sinal, foi eleito o melhor jogador daquela Copa do Mundo. Pelé participaria apenas do início da disputa. Atuou na estreia, na vitória por 2 a 0 sobre o México, em que fez um dos gols – o outro foi de Zagallo – e saiu de campo com lesão muscular na partida seguinte, empate sem gols com a Tchecoslováquia, ainda pela primeira fase.

Pelé não voltaria mais a campo. No terceiro jogo, também válido pela fase de grupos, o Brasil venceu a Espanha por 2 a 1, com dois gols de Amarildo.

Com esses resultados, a Seleção, então comandada por Aymoré Moreira, terminou em primeiro lugar no Grupo 3, com a Tchecoslováquia na vice-liderança. As duas avançaram para as quartas de final, na qual o Brasil derrotaria a Inglaterra por 3 a 1, com dois gols de Garrincha e um de Vavá.

Assim, a Seleção se credenciou à semifinal e o adversário seria o anfitrião, o Chile. Com mais de 76 mil pessoas no Estádio Nacional de Santiago, a pressão dos chilenos não foi suficiente para superar o talento e a técnica dos nossos jogadores.


Com um show de Garrincha e de Vavá, cada um deles marcando dois gols na partida, o Brasil impôs sua superioridade com o placar de 4 a 2.

Na final, contra a Tchecoslováquia, que havia passado pela Hungria nas quartas de final e pela Iugoslávia, na semifinal, o Brasil foi melhor, criou muitas chances e poderia até ter levantado a taça do bicampeonato com uma goleada. O gesto de erguer o troféu coube ao capitão Mauro e depois, os jogadores deram a volta olímpica ovacionados pelo público.

Palmeiras era bicampeão paulista há 30 anos

Com informações do Terra e Gazeta Esportiva
Foto: arquivo

Evair fez o gol da vitória sobre o Santo André

Há exatamente 30 anos, o Palmeiras era bicampeão paulista. Em 12 de maio de 1994, o centroavante Evair aproveitou cobrança de falta precisa do meio-campista Mazinho e fez o gol da vitória por 1 a 0 sobre o Santo André, no ABC, garantindo o segundo título estadual consecutivo com uma rodada de antecedência - o sistema de disputa era por pontos corridos.

Herói do fim de um jejum de quase 17 anos sem títulos do clube no Paulista da temporada anterior, Evair balançou as redes no Bruno José Daniel aos 19 minutos do primeiro tempo. A partida era decisiva também para o Santo André, que brigava contra o rebaixamento.

Um dos maiores ídolos da história do Palmeiras, Evair conquistou o Campeonato Paulista (1993 e 1994), o Campeonato Brasileiro (1993 e 1994), o Torneio Rio-São Paulo (1993) e a Copa Libertadores (1999). Em 245 partidas, anotou um total de 126 gols pelo clube alviverde.


Na última rodada, três dias depois, o Verdão de Vanderlei Luxemburgo encarou o Corinthians e, mesmo já com o título garantido, não deu chances ao rival e venceu por 2 a 1, no Pacaembu, com Evair e Edílson balançando as redes - Tupãzinho descontou.

O bicampeonato mundial do São Paulo

Com informações do São Paulo FC
Foto: Arquivo Histórico / saopaulofc.net

Comemoração com a taça

No dia 12 de dezembro de 1993, o São Paulo já era um time campeão do mundo: um ano antes vencera o temido Barcelona por 2 a 1, de virada. Para defender o título, o Tricolor teve que conquistar novamente a Libertadores (com a maior goleada até hoje já realizada em finais desse torneio, 5 a 1 sobre a Universidad Católica) e viajar mais uma vez para o Japão, onde nessa oportunidade enfrentaria o poderoso Milan.

Talvez muitos não acreditassem que o São Paulo poderia derrotar dois esquadrões do futebol no torneio mais importante disputado entre clubes. Certamente somente aqueles que não conheciam o trabalho de Telê Santana e a categoria e dedicação de jogadores como Zetti, Cerezo, Leonardo e Palhinha, dentre outros.

Com a bola rolando ficou claro que o time são-paulino não se intimidaria, apesar dos sustos e lampejos milanistas na área de defesa brasileira – chegaram a acertar o travessão aos 13 minutos da primeira etapa.

Sem nervosismo, o Tricolor tocou bem a bola. Não com o intuito de desperdiçar tempo: cada toque visava encontrar o companheiro melhor posicionado – e este nunca estava parado! Todos os jogadores buscavam o lance, fornecendo opção de jogo a quem detinha brevemente a bola, pois, caso não quisessem ouvir um berro do Telê, teriam que passá-la em no máximo dois toques.

E foi assim que nasceu o primeiro gol são-paulino, marcado por Palhinha: Sem que nenhum adversário sequer tocasse na bola.

No segundo tempo, a equipe italiana partiu para cima logo de cara, a fim de não perder o controle do jogo e, aos três minutos, empatou com Massaro, depois de jogada que começou com uma cobrança de lateral e de um balão lançado para o atacante do Milan.

Ao Tricolor coube manter o mesmo esquema ofensivo e dinâmico que desestabilizava o time de Milão – que não via a cor da bola. Desta maneira, o São Paulo voltou a ficar à frente no placar, agora com Cerezo, E, novamente, os rubro-negros não conseguiram interferir na jogada.

Todavia, a esquadra adversária além de possuir ótima técnica, também era persistente. O desgaste dos tricolores, que correram a 100% em praticamente todo a partida, começou a pesar nos minutos finais. Aos 35 minutos, o Milan empatou novamente, desta vez com Papin em jogada área ensaiada.


Quando tudo parecia indicar a prorrogação da decisão, em 30 minutos a mais de um jogo em que os são-paulinos já tinham empenhado todas as forças, o destino se fez presente no lance mais crucial do confronto, selando a história para sempre: Müller, de calcanhar, magistralmente (para o azar do goleiro Pagliuca) definiu a vitória são-paulina aos 41 minutos.

Sem haver tempo para mais nada, todos os presentes no Estádio Nacional de Tóquio sabiam que o Campeão não perderia ali a coroa. O São Paulo Futebol Clube sagrou-se bicampeão mundial de clubes!

Museu do Futebol promove bate-papo para celebrar o centenário do bicampeonato sul-americano do Brasil

Foto: arquivo

A Seleção Brasileira que conquistou o segundo título do Sul-Americano

Em 2022, a conquista do segundo título sul-americano da seleção brasileira completa 100 anos. E para marcar a data, o Museu do Futebol, instituição do governo do Estado de São Paulo, vai promover um bate-papo sobre o tema na próxima terça-feira (28). O evento será presencial e gratuito, às 20h, no auditório do Museu.

O encontro destacará a atuação de quatro jogadores das conquistas dos torneios de 1919 e 1922, que tiveram livros produzidos em sua homenagem. São eles: Amilcar Barbuy, Heitor Marcelino, Neco e Artur Friedenreich. Além disso, participarão do bate-papo os escritores das referidas obras, entre eles: Maurício Sabará, Fernando Galuppo, Leandro Antônio Gatti e Luiz Carlos Duarte, enquanto a mediação ficará por conta de Alexandre Andolpho. Ao final, a plateia poderá fazer as perguntas aos autores.

Vale destacar que este é o primeiro evento relacionado à nova exposição temporária do Museu do Futebol, chamada “22 em Campo”, que será divulgada com todos os detalhes em breve. E para completar o passeio, vale chegar um pouco mais cedo para visitar a exposição, que tem ingresso gratuito às terças-feiras e fica aberto até às 18h, com entrada permitida até às 17h.


SERVIÇO

Bate-Papo: centenário do bicampeonato sul-americano
Data: 28 de junho (Terça-feira)
Horário: Às 20h
Local: Auditório do Museu do Futebol
Valor: Gratuito

O Palmeiras bicampeão brasileiro em 1973

Com informações da FPF
Foto: arquivo

O time do Palmeiras campeão em 1973, com o jogo do título sendo em 20 de fevereiro de 1974

Após conquistar o Brasileirão em 1972, o Palmeiras era apontado como uma das forças para se tornar campeão brasileiro no ano seguinte. Com a base mantida, a equipe de Palestra Itália apresentou, mais uma vez, um belo futebol e confirmou a hegemonia nacional com a sexta conquista de sua história. Era o último título de âmbito nacional da “Academia” palmeirense. E o título veio já em 1974, mais precisamente em um 20 de fevereiro, em um empate em 0 a 0 com o São Paulo.

O campeonato - A CBD (Confederação Brasileira de Desportos) aboliu a disputa de uma segunda divisão e inflou o Brasileirão com 40 equipes de 20 Estados. A primeira fase era disputada em dois turnos, sendo o primeiro em duas chaves com vinte clubes em cada e o segundo turno em quatro chaves com dez clubes em cada. Classificavam-se para a segunda etapa os vinte primeiros colocados na classificação geral. O Palmeiras terminou na primeira colocação geral.

Na segunda fase, os vinte clubes eram divididos em duas chaves com 10 times em cada. O grupo do Palmeiras era formado por América-MG, Atlético-MG, Bahia, Ceará, Corinthians, Coritiba-PR, Internacional, Tiradentes-PI e Vasco. Invicto e sofrendo apenas um gol, o time de Palestra Itália liderou e avançou ao lado do segundo colocado Internacional. Na outra chave, São Paulo e Cruzeiro formaram o quadrangular final que era decidido em turno único.

Já na fase final, o Palmeiras iniciou a disputa com o pé direito ao vencer o Cruzeiro por 1 a 0 com gol de Edu Bala. No segundo confronto, Ronaldo e Luís Pereira anotaram os gols da vitória palmeirense por 2 a 1 diante do Internacional. Com o placar, o time alviverde ficou a um empate do título.

Já no início de 1974, o Palmeiras enfrentou o São Paulo de Waldir Peres, Pablo Forlán e Pedro Rocha e segurou um empate por 0 a 0, que decretou o hexacampeonato nacional para o clube de Palestra Itália e o bicampeonato consecutivo da segunda geração da Academia de Futebol.

O “moderno” Luís Pereira - Luís Pereira defendeu as cores alviverdes por 10 temporadas, divididas em duas etapas – 1968 a 1975 e 1981 a 1984. O ex-jogador foi um zagueiro clássico e se tornou ídolo e referência na posição ao defender com eficiência e precisão nas subidas ao ataque, bastante moderno para a época, além do espírito de liderança.


“Era fácil jogar naquele time porque era uma base que já vinha formada. Atravessamos uma fase muito boa, fomos campeões brasileiros, então nós tínhamos uma equipe entrosada e que mudava pouco, o que facilitou ainda mais”, comentou Pereira.

No quadrangular final, Luís Pereira foi autor do gol da vitória diante do Internacional. Após cobrança de escanteio, ele subiu e cabeceou no ângulo esquerdo do Schneider. Ele comentou as subidas ao ataque. “Era praticamente uma arma que eu tinha. Talvez pudesse até ser um meio-campo, mas como jogava de zagueiro, quando tinha a oportunidade eu tentava avançar. Gostava do que fazia e procurava sempre fazer o melhor”, relembrou.

Em 1992, São Paulo conquistava o bi do Paulistão uma semana depois do Mundial

Por Fabio Rocha
Foto: arquivo FPF

O time do São Paulo que, mesmo com uma viagem para o Japão, conquistou o bi do Paulistão

Há 29 anos, o São Paulo conquistava o seu 18° título do Campeonato Paulista. Em um ano de muitas glórias para o clube, o Paulistão não poderia ficar de fora. Depois de vencer, no primeiro semestre, a Libertadores, e já começar a se planejar no Mundial. Com isto, o Tricolor teve que abandonar a Copa do Brasil e foi eliminado no Brasileirão, mas virou dono do Planeta, ao bater o Barcelona, e, uma semana depois, em 20 de dezembro de 1992, levou o torneio Estadual com sua força máxima e ficou com o título.

Uma campanha que iniciou no dia 4 de julho foi acabar no dia 20 de dezembro, e para a felicidade do torcedor tricolor terminou com o título em cima do seu rival Palmeiras. Na primeira fase o São Paulo, que já tinha vencido o Paulistão em 1991, conseguiu se classificar com sobras, e começou a competição como favorita, pois era o atual campeão e também havia ganhado a Libertadores pela primeira vez em sua história.

Com uma primeira fase com certa tranquilidade, o São Paulo ficou em primeiro com 36 pontos no Grupo A, e o Mogi Mirim na liderança do Grupo B com 37 pontos. O torneio era disputado por 28 times, dividido em dois grupos, o mais forte era o A, que continha os grandes clubes do Estado.

Passaram seis times do Grupo A e 2 do B, formando a segunda fase com 8 times, também separados em dois grupos. O tricolor iniciou com um ponto extra foi ter sido líder da fase anterior, e também com facilidade passou para a decisão com 12 pontos, liderando o Grupo A, e o Palmeiras ficou em primeiro do Grupo B com 8 pontos.

A decisão já começou com muita polêmica, pois no dia 13 de dezembro o São Paulo tinha que jogar o Mundial de Clubes contra o Barcelona, e as datas não estavam batendo para o Tricolor, que pediu mudança nos dias dos jogos. O primeiro jogo estava marcado pela Federação Paulista para o dia 6, e o Tricolor não estava de acordo, queria que a partida ocorresse no dia 4.

Com a dificuldade no acerto, Telê Santana ameaçou entrar com o time reserva no primeiro jogo, e a pressão acabou gerando certo resultado. A Federação marcou o jogo para o dia 5 de dezembro, e a diretoria do São Paulo aceitou.

O primeiro jogo com o mando do Palmeiras no Morumbi, tentava parar o grande time do São Paulo. Mais de 90 mil torcedores presenciaram o grande jogo que o Tricolor fez, conseguindo sair com a vitória por 4 a 2. Em uma partida fantástica de Raí, que marcou hat-trick, e um gol de Cafu, que também fez uma partida primorosa, deixaram o São Paulo confortáveis e confiantes para a disputa do Mundial de Clubes.

O tricolor não teve muito tempo para descansar e já embarcou para Tóquio, para disputar a partida única contra o Barcelona pelo Mundial de Clubes, onde se sagrou Campeão do Mundo pela primeira vez, vencendo o time Espanhol por 2 a 1, com dois gols de Raí.


Com a grande comemoração do título, o time ainda não poderia descansar, pois tinha o jogo da volta para jogar com o seu rival, para tentar segurar a vantagem e conquistar mais um título para o clube. Com uma festa linda da torcida tricolor no Morumbi, com mais de 110 mil pessoas, o São Paulo novamente vence o Palmeiras com outra belíssima atuação de Raí, que abriu o placar aos 24 minutos do primeiro tempo, e no segundo Toninho Cerezo marcou o segundo, dando o título para o grande time Tricolor. E já no final do jogo, com a torcida gritando o hino do adversário, Zinho marcou o gol de honra do verdão: 2 a 1 no placar e mais uma festa do time do Morumbi.

O grande time que marcou história no Tricolor era formado por: Zetti, Vítor, Adílson, Ronaldão e Ronaldo Luís; Pintado, Toninho Cerezo e Raí; Cafu, Müller, Palhinha. Com o comando técnico do mestre Telê Santana.

Em 1983, Democracia Corinthiana era bicampeã Paulista

Com informações do Corinthians
Foto: José Pinto / Placar

O time do Corinthians bicampeão paulista em 1983

Nesta terça-feira, dia 14, a conquista do 19º título do Campeonato Paulista pelo Corinthians completa 38 anos. Com um time que contava com diversos ídolos como Wladimir, Sócrates, Zenon, Biro-Biro entre outros, o Timão derrotou o São Paulo por 2 a 1 no placar agregado da decisão de 1983 e conquistou o bicampeonato durante uma das fases mais importantes da história do clube, a Democracia Corinthiana.

Durante a primeira e a segunda fase de grupos, o Corinthians já demonstrava sua força e se confirmava como um dos favoritos à conquista do título. Foi o time que mais venceu com 19 vitórias, e somou um total de 50 pontos na primeira fase, além de liderar seu grupo na segunda fase com nove pontos em seis partidas.

Na semifinal, o Timão enfrentou o arquirrival Palmeiras e se classificou para a finalíssima com o placar agregado de 2 a 1. Após passar pelo rival alviverde, o Timão encararia outro grande rival na final: o São Paulo, mesmo adversário do título conquistado no ano anterior.

Na primeira partida da decisão, realizada no estádio do Morumbi, o Alvinegro derrotou o São Paulo pelo placar de 1 a 0, com gol de um dos jogadores mais influentes da época, Sócrates. O jogo de volta, também no Morumbi, terminou empatado pelo placar de 1 a 1, e o autor do gol não poderia ser outro jogador, que não o mesmo Sócrates.


Com o placar agregado de 2 a 1, o Timão conquistou seu 19º título paulista, se firmando como um dos maiores vencedores do campeonato. Além disso, esse foi o bicampeonato estadual do Corinthians em uma das épocas mais importantes da história, a Democracia Corinthiana, em que os jogadores conquistaram o direito de participação política dentro do clube.

O São Paulo bicampeão paulista de 1981

Por Ricardo Pilotto
Foto: arquivo

O São Paulo do bicampeonato paulista em 1981

Nesta segunda-feira, dias 29 de novembro de 2021, se completam 40 anos da conquista do bicampeonato paulista do São Paulo em 1981. Naquela ocasião, o Tricolor do Morumbi bateu a equipe a Ponte Preta na grande decisão, vencendo por 2 a 0 e conquistou o seu 13º título estadual em sua história.

O jogo de ida da final aconteceu no mesmo Morumbi onde aconteceu a segunda partida. A primeira parte do confronto de 180 minutos terminou empatada em 1 a 1. Os gols foram anotados por Toninho Oliveira aos 25' do primeiro tempo e Serginho Chulapa igualou o placar na marca dos 21' da etapa complementar.

Apesar da Ponte Preta ter conseguido causar preocupações para a torcida são paulina no primeiro jogo ao sair na frente do marcador, a história na partida de volta foi contada de outra maneira. Os grandes nomes da equipe da capital paulista foram o goleiro Waldir Perez, o lateral esquerda Marinho Chagas e o atacante Renato. O camisa número 8 lutou bastante para se desdobrar na marcação e correu incansavelmente por todo o campo.

Na marca dos 37 do primeiro tempo, Getúlio aproveitou bola sobrada no lado esquerdo do campo de ataque e com liberdade, teve tempo de parar a bola e procurar um companheiro para fazer o levantamento. Na entrada da pequena área, o mesmo Renato cabeceou consciente no canto direito do goleiro da Macaca, que nada pôde fazer para evitar que o placar fosse aberto. O gol do time da casa deixou o jogo muito aberto, mas nenhum dos times conseguiram balançar as redes até o fim da primeira etapa.

Já no segundo tempo, o confronto ficou ainda mais movimentado. A Macaca, que precisava do gol de empate para levar a decisão para os pênaltis, tentou criar chances mas acabou não conseguindo bater o grande goleiro Waldir Perez. Entrando nos minutos derradeiros do embate, a estrela de Serginho Chulapa, que estava voltando de uma séria lesão e ainda sentia algumas dores, brilhou mesmo que ele não estivesse em um dia tão inspirado. Porém, quando você deixa um grande jogador do calibre de Serginho encostar na bola mesmo não estando em seus melhores dias, o risco de levar o gol é real. E foi justamente isso o que aconteceu.


Renato aproveitou saída de bola errada da Ponte Preta, retomou a posse para a equipe Tricolor e lançou Serginho, que saiu livre, cara a cara com o goleiro Carlos. Chulapa não só driblou, como deu um 'chapéu' no arqueiro alvinegro, e debaixo da trave, só empurrou para o fundo das redes. Alí, o São Paulo ampliava o placar e se sagrava bi campeão paulista em 1981 na marca dos 41' de bola rolando no segundo jogo.

Os 58 anos do bicampeonato mundial de clubes do Santos

Com informações da CBF
Foto: Arquivo

Jogadores agradecem o apoio dos torcedores no Maracanã

Foram três jogos fantásticos, entre dois esquadrões do futebol. De um lado, o Santos bicampeão da Libertadores da América (1962/1963) e campeão do mundo de 1963, depois de duas vitórias sobre o campeão europeu Benfica, de Eusébio e Coluna.

Do outro, o Milan, primeiro clube italiano campeão da Liga da Europa, e que contava em seu time com grandes jogadores como Maldini (pai do também zagueiro Maldini dos anos 90/2000), Trapattoni e os brasileiros Mazzola (campeão do mundo pelo Brasil em 1958) e Amarildo (bicampeão mundial pelo Brasil em 1962).

O Mundial Interclubes era disputado em um sistema de melhor de três. A primeira partida foi disputada no dia 16 de outubro de 1963, no Estádio San Siro, e o Milan venceu por 4 a 2. O zagueiro Trapattoni, o ponta-direita Mora e Amarildo, duas vezes, fizeram os gols dos italianos. Pelé, mesmo muito bem marcado por Trapattoni, exibiu toda a sua genialidade e marcou os dois gols do Santos.

O segundo jogo seria na casa do Santos. Muito identificado com o público carioca e com o Maracanã, onde disputara os seus jogos na Libertadores e do Mundial anteriores, o clube repetiu o Maracanã como o estádio em que mandaria o jogo no dia 14 de novembro de 1963.


Não se arrependeu. 132 mil torcedores pagaram ingresso - havia muito mais gente lotando o Maracanã - para assistir a um dos maiores jogos de futebol que aconteceram no então Maior do Mundo. Pelé, contundido, dificilmente poderia entrar em campo, mas sua escalação foi guardada em suspense até o último instante.

Àquela época, a escalação oficial era divulgada pelo serviço de alto-falante do estádio. Zito e o zagueiro Calvet já eram desfalques certos. Quando o locutor divulgou o camisa 9 (Coutinho), o Maracanã ficou em absoluto silêncio para ouvir quem vestiria a camisa 10.

"Número 10", anunciou o lucutor: "Almir". Decepção e apreensão misturadas, afinal Pelé não iria jogar, o que parecia um prenúncio de que aquela noite não seria mesmo santista. O que tomou contornos de perversa realidade com pouco tempo de jogo. Com 17 minutos, o Milan já vencia por 2 a 0, gols de Mazzola e Mora, e dava um show de bola dominando completamente as ações.

Parecia que o título iria para Milão. Mas uma tempestade, dessas que inundaram várias ruas do Rio de Janeiro, desabou exatamente no intervalo do jogo. Com o estádio completamente tomado, não houve alternativa: a maioria dos torcedores assistiu o resto do jogo debaixo daquela chuva impressionante.

A cena do time do Santos voltando para o gramado e batendo bola sob o aguaceiro, enquanto os jogadores italianos relutavam em sair do vestiário, foi emblemática para a heroica reação que se anunciava.

Não demorou para a virada começar. Aos cinco minutos do segundo tempo, Pepe, o Canhão da Vila, pela potência do chute da sua canhota, bateu falta de longe e diminuiu para 2 a 1.

Quatro minutos depois, Almir, o substituto de Pelé, empatou. Aos 25 minutos, Lima desempatou, com um belo chute de fora da área - 3 a 2 para o Santos.

O público no Maracanã enlouqueceu. Os torcedores não paravam de gritar, empurrando o time paulista - afinal, a vitória no segundo jogo levaria a decisão para um terceiro que, pelo regulamento, seria realizado 48 horas depois no próprio Maracanã.

Foi quando três minutos depois do gol de Lima, houve uma falta no mesmo lugar que Pepe havia feito o primeiro gol do Santos. O que se seguiu foi impressionante: a massa gritou pelo nome do Canhão da Vila: "Pepe, Pepe, Pepe", era o coro que vinha da arquibancada.


Pepe tomou distância e cobrou do mesmo jeito, com a mesma precisão e violência; bola no fundo da rede e vitória decretada por 4 a 2.

O terceiro e decisivo jogo dois dias depois no Maracanã - Conforme mandava o regulamento, Santos e Milan voltaram ao Maracanã no dia 16 de novembro para decidir o Mundial de Clubes. Em um jogo duríssimo, muito disputado e cercado de polêmica, o juiz uruguaio Juan Brozzi marcou pênalti de Maldini em Almir - o lateral-esquerdo Dalmo cobrou para fazer o gol do 1 a 0 que deu ao Santos o bicampeonato mundial de clubes.

A marcação do juiz revoltou os jogadores italianos, e uma briga se formou no gramado. Mas não conseguiu tirar o brilho da conquista do título daquele time formado por Gilmar, Ismael, Mauro, Haroldo e Dalmo; Lima e Mengálvio; Dorval, Coutinho, Almir e Pepe.

Fifa exige que Seleção Uruguaia retire da camisa as estrelas referentes aos ouros olímpicos


A FIFA ordenou ao Uruguai que retirasse duas das quatro estrelas que compõem o seu escudo. A entidade intimou a Puma, que fornece o material esportivo da seleção uruguaia, para que fizesse isso. Isto porque o organismo que tutela o futebol mundial não considera os torneios olímpicos de 1924 e 1928 como equivalentes aos Mundiais, que tiveram a sua primeira edição em 1930.

O Uruguai conquistou os Jogos Olímpicos de 1924 e 1928. Depois, levantou os troféus da Copa do Mundo em 1930 e 1950. No entanto, quer o reconhecimento dos dois primeiros também como Mundiais. O argumento utilizado é que os títulos dos Jogos Olímpicos deveriam ser considerados como Mundiais, já que foram organizados pela Fifa e não pelo Comitê Olímpico Internacional (COI).

"Estamos trabalhando para revogar a decisão da Fifa ou para reconhecer que os Jogos Olímpicos são considerados campeonatos mundiais", começou por afirmar Jorge Casales, diretor de competições da Associação Uruguaia de Futebol (AUF) à Rádio Sport 890.


“O Uruguai vai usar argumentos para mudar esta decisão da Fifa. Por enquanto, estamos tratando da logística de modificação das camisas para as eliminatórias”, finalizou.Para o vice-presidente da instituição, Gastón Tealdi, a decisão é incompreensível. "A FIFA sempre reconheceu, até publicamente, que o Uruguai tem quatro Mundiais, porque em 1924 e 1928 o torneio olímpico de futebol foi organizado pela FIFA. Só em 1930 é que decidiram organizar os campeonatos independentemente", observou Tealdi, citado pela agência EFE.

1982 - O bicampeonato brasileiro do Flamengo

Com informações do Flamengo
Foto: arquivo

O Flamengo derrotou o Grêmio no Olímpico para ser bicampeão brasileiro

Neste 25 de abril, o Flamengo celebra os 39 anos da conquista do bicampeonato brasileiro, conquistado após um espetacular triangular contra o Grêmio na final, com direito a duas batalhas épicas no Olímpico, depois de uma recuperação inesquecível no Maracanã.

O Mengão entrou na competição com o status de Campeão do Mundo e time a ser batido. A geração de Zico, Junior, Leandro, Raul, Andrade, Adílio, Lico, Tita, Nunes e outros comandava o país com um futebol deslumbrante e vencedor. Do outro lado, o Grêmio tinha uma equipe que se consagraria campeã mundial no ano seguinte e juntava craques do quilate de Leão, Renato Gaúcho, De Léon, Paulo Isidoro e Baltazar.

Três batalhas. Três jogos. Em campo, o Campeão do Mundo e da Libertadores de 1981 e do Brasileiro de 80 contra o campeão brasileiro de 81 e futuro campeão do Mundo e da Libertadores em 1983. Maracanã recebeu o primeiro jogo. O Olímpico recebeu o segundo. Em caso de igualdade, a terceira partida seria em Porto Alegre, por conta da melhor campanha gaúcha no mata-mata.

Flamengo e Grêmio. Um dos maiores clássicos do mundo numa das maiores finais do Brasileiro na história. No Maracanã, jogo nervoso, digno da finalíssima que todos esperavam. Aos 37 do segundo tempo, Tonhão abre o placar para o Grêmio. Na casa rubro-negra, os tricolores conseguiam um resultado que os deixaria com a taça na mão.

Mas quem tem Zico.... E o craque fez isso aí em cima, aos 44. Jogo empatado, segunda partida em Porto Alegre. Não houve futebol. Houve um 0x0 que não decidiu nada e colocou tudo na última partida.


Vinte e cinco de abril de 1982. Porto Alegre. Domingo de sol. Mais de 60 mil pessoas no Olímpico. Aos 10 minutos, Zico acha Nunes. O João Danado invade a área. O chute sai forte, sem defesa para Leão, que cai apenas para aparecer na foto. É o gol do título. Aos 10 minutos, o Flamengo fez o que precisava para levantar a taça de melhor do Brasil pela segunda vez em sua história

Atlético Goianiense vence Goianésia nos pênaltis e sagra-se bicampeão estadual

Com informações da Agência Futebol Interior
Foto: Heber Gomes / ACG

Festa no recebimento da taça

O Atlético é o campeão do Campeonato Goiano de 2020. O Dragão venceu o Goianésia nos pênaltis na decisão, neste sábado, após empate em 1 a 1 no tempo normal no Estádio Antônio Accioly, em Goiânia. Com isso, o time da capital goiana sagra-se bicampeão estadual consecutivo, o 15º de sua história.

O Dragão buscou fazer jus à condição de favorito na final diante do Goianésia e buscou o ataque nos minutos iniciais. A equipe do interior, por sua vez, tentava sair nos contra-ataques, e também assustava. Aos 34 minutos, Natanael acertou a trave do Goianésia.

Os gols, no entanto, saíram só na segunda etapa de jogo. Logo aos dois minutos, Zé Roberto recebeu cruzamento de Dudu e abriu o placar para o Atlético Goianiense. O Goianésia chegou ao empate aos 32 minutos, com Vanílson, de pênalti.



Com a igualdade no placar, a decisão do título foi para os pênaltis. Iran mandou no travessão e desperdiçou a quarta cobrança do Goianésia, enquanto o Atlético-GO converteu todas as penalidades, vencendo a série por 5 a 3 e sagrando-se campeão goiano de 2020.

O Campeonato Goiano de 2021 começa neste domingo - sim, um dia depois do fim da edição de 2020. Por conta da final, Atlético-GO e Goianésia estreiam apenas na segunda rodada.

O Primeiro Bicampeonato Paulista do Santos FC

Com informações do Santos FC
Foto: arquivo

O time do Santos bicampeão em 1956

A Federação Paulista de Futebol entendeu que a partida que apontaria a equipe campeã do Campeonato Paulista de 1956 deveria ser disputada em campo neutro e designou o Estádio Paulo Machado de Carvalho, o Pacaembu, para ser o palco do encontro final entre o Santos e o São Paulo que terminaram o certame com a mesma pontuação e o dia escolhido foi o dia 3 de janeiro de 1957.

Cerca de 51 500 pessoas compareceram ao Pacaembu para ver a grande final. O time de Vila Belmiro entrou em campo escalado por Luiz Alonso Perez, o Lula, com Manga, Wilson e Feijó; Ramiro, Formiga e Zito; Tite, Jair da Rosa Pinto, Pagão, Del Vecchio e Pepe. O técnico Feola armou o time da capital com Borelli, Clelio e Mauro; Sarará, Vitor e Alfredo; Maurinho, Zezinho, Gino, Dino e Canhoteiro.

A expectativa era de um jogo equilibrado. O São Paulo tinha o melhor ataque da Série Azul e o Santos, atual campeão do torneio, a melhor defesa e um poderoso ataque. No entanto, Vasconcelos, um dos destaques da equipe, estava fora. O atacante havia quebrado a perna em uma partida justamente contra o São Paulo, rodadas antes.


O árbitro inglês Erwin Hieger deu início ao jogo e a contagem foi aberta logo aos nove minutos. Clélio cobrou falta na intermediária santista, Gino saltou mais do que a zaga e desviou a bola para trás. Ela acabou sobrando para Zezinho, que girou o corpo para chutar e marcar o primeiro gol da partida sobre o goleiro Manga.

Com a vantagem no marcador, os são-paulinos alteraram o seu padrão de jogo, valendo-se das jogadas de contra-ataque. Os santistas aumentaram a pressão e a estratégia acabou dando certo. Em uma jogada despretensiosa pela lateral do campo, a zaga acabou se complicando e o lance terminou em pênalti a favor dos santistas, convertido por Feijó. O tricolor se recuperou ainda no primeiro tempo e, aproveitando uma falha na retaguarda santista, desempatou o jogo, novamente com Zezinho.

O Santos voltou para a etapa complementar disposto a mudar o cenário da partida e garantir o bicampeonato paulista pela primeira vez na sua história. Tite empatou aos 18 minutos e um inspirado Del Vecchio virou o jogo aos 26 e ampliou aos 34 minutos. Assim, com um incontestável 4 a 2, o Santos sagrava-se bicampeão estadual.

Para chegar ao título de 1956 o Alvinegro venceu a fase de classificação com 30 pontos ganhos, um a mais do que o Corinthians, e venceu também a fase final, ou Série Azul, empatado com o São Paulo. Na soma geral conquistou 62 pontos, sete a mais do que o São Paulo; obteve 29 vitórias, quatro a mais do que o tricolor, e perdeu apenas três vezes, metade do vice-campeão.


Um fato estranho antes da partida - Além da conquista memorável que deu ao clube santista o seu terceiro título paulista, o que muito se falou nos dias posteriores a vitória foi a substituição feita dos jogadores titulares da defesa santista, horas antes da partida decisiva.

O técnico Lula, atendendo a uma orientação do presidente Athié Jorge Coury e o do vice-presidente Modesto Roma, tirou da equipe Hélvio e Ivan colocando em campo Wilson e Feijó respectivamente. Uma substituição que até hoje rende comentários na imprensa esportiva não só da cidade de Santos como também do estado de São Paulo pela maneira um tanto quanto inusitada como aconteceu.

Os dois jogadores afastados na partida extra retornaram ao time e permaneceram jogando normalmente criando um clima de especulação e mistério sobre o motivo que gerou a substituição horas antes do início da partida.

O terceiro e último título catarinense do Caxias de Joinville

Foto: Arquivo

Em pé: Juca, Puccini, Ivo Meyer, Arno Hoppe, Hélio e Joel;
Agachados: Filo, Boca, Cleuson, Didi e Carioca

Neste 12 de outubro de 2020, o Caxias Futebol Clube, da cidade de Joinville, está comemorando o seu centenário de fundação. Entre idas e vindas, envolvido até na fusão que gerou o Joinville Esporte Clube, voltou às atividades em 2000, mas atualmente licenciado, o Alvinegro teve na década de 50 o seu ápice. Campeão catarinense primeiramente em 1929, a equipe foi bicampeã estadual em 1954 e 1955.

Os anos 50 foram de glória para o Caxias Futebol Clube. Com a reestruturação feita pela diretoria, principalmente no elenco, o alvinegro joinvilense conquistou dois títulos estaduais seguidos, quebrando um jejum que vinha desde 1929, quando foi campeão pela primeira vez.

O primeiro deles veio em 1954. O Caxias chegou à decisão contra o Tubarão. No primeiro jogo, o Caxias venceu pelo placar de 4 a 2. No segundo, um empate em 2 a 2 garantiu o título para a equipe de Joinville. Porém, esta era teria mais um título e seria já no ano seguinte.


Em 1955, os dois primeiros confrontos entre as duas equipes, em Joinville e Blumenau, respectivamente, terminaram empatados em 2 a 2. O título foi conquistado em um campo neutro, em Florianópolis. Assim como no Citadino, o Caxias levou o título de forma invicta e teve ainda Didi como artilheiro, com seis gols.

Depois do bicampeonato, formando três títulos estaduais, o Caxias nunca mais conseguiu ser campeão na elite catarinense. O máximo que conseguiu de taças foram dois títulos na era do retorno, já nos anos 2000: a Série B de 2002 e a Série C de 2010. O Alvinegro até esboçou um retorno ao futebol neste 2020, ano do centenário, mas a pandemia de coronavírus abortou a pretensão do clube.

Paulistão 1971 - O primeiro título do São Paulo no Morumbi

Com informações do São Paulo FC
Foto: arquivo São Paulo FC

O time do São Paulo FC campeão estadual de 1971

No dia 27 de junho de 1971, no estádio do Morumbi com mais de 115 mil pessoas presentes, o São Paulo Futebol Clube sagrou-se campeão paulista de 1971 após vencer o Palmeiras por 1 a 0. O gol tricolor, marcado por Toninho Guerreiro logo no início da partida, coroou o "melhor meio de campo do país" (Edson, Gerson e Pedro Rocha) na época, mas também fez justiça a todo o elenco, montado com jogadores de qualidade após os 18 anos de contenção de despesas devido a construção da casa são-paulina. 

O bicampeonato paulista de 1970-71 veio para marcar o princípio de uma nova fase: A era de conquistas do São Paulo no Morumbi - afinal, essa foi a primeira conquista, de tantas, do time no estádio (o troféu do Paulistão de 1970 foi conquistado fora de casa).

Naquela temporada, o Paulistão foi disputado no formato "pontos corridos", mas com tabela dirigida (ou seja, no final do primeiro turno, a federação moldou os jogos do segundo turno para que as rodadas finais apresentassem jogos entre os candidatos ao título). O Tricolor liderava a disputa, na última rodada, com um ponto de vantagem sobre o Palmeiras (34 a 33), ficando assim com a vantagem de jogar pelo empate no confronto decisivo.

Aos cinco minutos de jogo, contudo, o gol de Toninho Guerreiro praticamente selou o título para o São Paulo. Se todo esse contexto já era favorável, dentro de campo a situação não era diferente: a tranquilidade, a força de vontade e um sistema tático perfeito mantiveram o Tricolor com total controle do jogo durante toda a primeira etapa.

O decorrer do tempo só favoreceu ainda mais o time são-paulino, enquanto ele enervava os rivais, que partiam mais à ofensiva. Aos 17 minutos, contra-ataque são-paulino: Terto cruzou para Paraná, que em disputa com Eurico, caiu na área. O juiz Armando Marques não marcou o pênalti. Pouco depois, aos 22 minutos da etapa complementar, Leivinha, do Palmeiras, acertou o gol, mas o árbitro anulou o lance alegando mão na bola, o que é reclamado até hoje pelos torcedores do Verdão, já que o empate dava o título ao time do Parque Antártica. O adversário ainda acertou a trave aos 38 minutos, mas nem isso abalou a confiança dos tricolores.


Já desesperados, Fedato e Eurico, palmeirenses, se enfureceram ao ver um torcedor atirar a bola, que havia caído na geral, ainda mais para longe, e agrediram o pobre rapaz. Com muita dificuldade, a polícia conseguiu conter os jogadores, que acabaram expulsos. Devido a esse destempero, o jogo seguiu até os 53 minutos do segundo tempo, quando enfim o homem de preto o apitou o final da partida e os são-paulinos puderam comemorar o bicampeonato paulista!

O Curioso do Futebol

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