O Palmeiras bicampeão brasileiro em 1973

Com informações da FPF
Foto: arquivo

O time do Palmeiras campeão em 1973, com o jogo do título sendo em 20 de fevereiro de 1974

Após conquistar o Brasileirão em 1972, o Palmeiras era apontado como uma das forças para se tornar campeão brasileiro no ano seguinte. Com a base mantida, a equipe de Palestra Itália apresentou, mais uma vez, um belo futebol e confirmou a hegemonia nacional com a sexta conquista de sua história. Era o último título de âmbito nacional da “Academia” palmeirense. E o título veio já em 1974, mais precisamente em um 20 de fevereiro, em um empate em 0 a 0 com o São Paulo.

O campeonato - A CBD (Confederação Brasileira de Desportos) aboliu a disputa de uma segunda divisão e inflou o Brasileirão com 40 equipes de 20 Estados. A primeira fase era disputada em dois turnos, sendo o primeiro em duas chaves com vinte clubes em cada e o segundo turno em quatro chaves com dez clubes em cada. Classificavam-se para a segunda etapa os vinte primeiros colocados na classificação geral. O Palmeiras terminou na primeira colocação geral.

Na segunda fase, os vinte clubes eram divididos em duas chaves com 10 times em cada. O grupo do Palmeiras era formado por América-MG, Atlético-MG, Bahia, Ceará, Corinthians, Coritiba-PR, Internacional, Tiradentes-PI e Vasco. Invicto e sofrendo apenas um gol, o time de Palestra Itália liderou e avançou ao lado do segundo colocado Internacional. Na outra chave, São Paulo e Cruzeiro formaram o quadrangular final que era decidido em turno único.

Já na fase final, o Palmeiras iniciou a disputa com o pé direito ao vencer o Cruzeiro por 1 a 0 com gol de Edu Bala. No segundo confronto, Ronaldo e Luís Pereira anotaram os gols da vitória palmeirense por 2 a 1 diante do Internacional. Com o placar, o time alviverde ficou a um empate do título.

Já no início de 1974, o Palmeiras enfrentou o São Paulo de Waldir Peres, Pablo Forlán e Pedro Rocha e segurou um empate por 0 a 0, que decretou o hexacampeonato nacional para o clube de Palestra Itália e o bicampeonato consecutivo da segunda geração da Academia de Futebol.

O “moderno” Luís Pereira - Luís Pereira defendeu as cores alviverdes por 10 temporadas, divididas em duas etapas – 1968 a 1975 e 1981 a 1984. O ex-jogador foi um zagueiro clássico e se tornou ídolo e referência na posição ao defender com eficiência e precisão nas subidas ao ataque, bastante moderno para a época, além do espírito de liderança.


“Era fácil jogar naquele time porque era uma base que já vinha formada. Atravessamos uma fase muito boa, fomos campeões brasileiros, então nós tínhamos uma equipe entrosada e que mudava pouco, o que facilitou ainda mais”, comentou Pereira.

No quadrangular final, Luís Pereira foi autor do gol da vitória diante do Internacional. Após cobrança de escanteio, ele subiu e cabeceou no ângulo esquerdo do Schneider. Ele comentou as subidas ao ataque. “Era praticamente uma arma que eu tinha. Talvez pudesse até ser um meio-campo, mas como jogava de zagueiro, quando tinha a oportunidade eu tentava avançar. Gostava do que fazia e procurava sempre fazer o melhor”, relembrou.
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