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Jogadores do Talleres são detidos e multados em R$ 20 mil por desacato após duelo com São Paulo

Com infromações da Agência Estado
Foto: divulgação / Talleres

O meia Juan Portilla (foto) e o goleiro reserva Lautaro Morales, ambos do time argentino, foram detidos e multados em R$ 20 mil por desacato

O tenso duelo entre São Paulo e Talleres terminou em caso de polícia nesta quarta-feira. O meia Juan Portilla e o goleiro reserva Lautaro Morales, ambos do time argentino, foram detidos e multados em R$ 20 mil por desacato. O caso ocorreu após o apito final da partida, que decretou a vitória tricolor por 2 a 0 e a liderança do Grupo B da Libertadores.

Segundo o delegado César Saad, da Delegacia de Repressão aos Delitos de Intolerância Esportiva (Drade), a dupla foi encaminhada à sala dos Juizados Especiais Criminais (Jecrim), localizada no MorumBis. O motivo foi uma confusão com policiais militares.

Os ânimos começaram a esquentar quando o São Paulo vencia por 1 a 0 (gol de Lucas) e Luciano atingiu o pé de Ramón Sosa numa disputa de bola a meia altura dentro da área. A equipe argentina queria pênalti, não anotado pelo árbitro Jhon Ospina (Fifa/COL). No intervalo, o goleiro titular, Guido Herrera, foi reclamar com o trio de arbitragem e acabou sendo atingido por um escudo de um policial, revoltando companheiros de time.

“No intervalo da partida, houve o início de uma confusão em razão da não marcação de um pênalti para a equipe do Talleres e os atletas foram reclamar com a arbitragem. Como ocorre sempre aqui, no Brasil, a Polícia Militar fez uma proteção para o árbitro. Vocês notam que o árbitro foi um pouco para trás, os policiais fizeram a barreira com os escudos e o goleiro passou a reclamar que o escudo teria encostado nele. As equipes foram para o vestiário, desceram no túnel, houve um pouco mais de discussão. Mas até então tudo tranquilo, coisas do futebol, da partida que ainda não tinha se decidida”, explicou Saad.

Entre bons momentos e outros de monotonia, o segundo tempo ganhou novo tom nos minutos finais graças a Luciano, que ampliou o placar com um golaço. A tensão entre as equipes voltou com tudo nos acréscimos, com empurrões e troca de ofensas, que foi levada para fora do gramado.

“Logo após o apito final do árbitro, o goleiro reserva (Morales) passou pelo trio de policiais militares que fazia a escolta da arbitragem, os mesmos que haviam estado ali no meio do campo no intervalo, passou e proferiu xingamentos a eles”, relatou o delegado.


Ele acrescentou: “Isso foi testemunhado por vários outros policiais e pessoas que estavam no campo. E no túnel de acesso aos vestiários, um outro atleta (Portilla) passou e xingou também os policiais na frente de outras pessoas”.

Portilla e Morales foram detidos ainda no vestiário do estádio tricolor. Após prestarem depoimento, porém, foram liberados sob a condição de pagar uma multa de R$ 10 mil cada. Os valores serão revertidos para as vítimas das enchentes no Rio Grande do Sul.

O São Paulo encerrou a primeira fase da Libertadores como líder do Grupo B, ultrapassando o Talleres, já que se tratava de um duelo direto. Ao fim da partida, as duas equipes ficaram empatadas com 13 pontos, mas o time brasileiro ficou em primeiro por vantagem de 7 a 4 no saldo de gols. Foi a 100º vitória do clube paulista na história do torneio continental.

Júlio César “Uri Geller” e sua passagem pelo argentino Talleres

Por Fabio Rocha
Foto: arquivo

Apesar do pouco tempo, Júlio César foi bem no Talleres

Júlio César da Silva Gurjol, mais conhecido por Júlio César 'Uri Geller', nasceu no Rio de Janeiro, no dia 3 de março de 1956, e foi um ótimo jogador ofensivo. O atleta teve passagens por grandes clubes, mas o de maior sucesso foi o Flamengo, onde conquistou diversos títulos. Em 1981, ele jogou na Argentina, defendendo o Talleres, onde foi bem, apesar do pouco tempo.

O seu apelido veio por causa de Uri Geller, israelita, um paranormal que ficou conhecido em vários países do mundo, inclusive no Brasil, e que com o olhar entortava colheres, garfos e outros objetos de metal. Como Júlio César entortava os adversários, acabou ficando conhecido como.

O carioca era um excelente atacante, tinha uma qualidade fora do normal, tirando dribles de uma cartola e sempre gerava perigo. O jogador que foi revelado no Flamengo, acabou ficando no clube por alguns anos, mas também foi emprestado algumas vezes durante esse tempo.

Júlio ficou no Flamengo de 1975 até 1981, e nesse período acabou sendo emprestado duas vezes. A primeira foi para o América, do Rio, e depois para o Remo. O atacante acabou sendo comprado pelo Talleres, onde recebeu uma grande proposta, que seria o auge financeiro de sua carreira, até aquele momento, e por lá viveu o auge do prestígio esportivo também.

O jogador chegou em um time mais envelhecido, e se tornou a estrela da equipe, conseguindo carregar a equipe nas costas e mostrar seu belíssimo futebol. Júlio foi o grande destaque do Torneio Metropolitano de 1981, sendo o principal jogador da equipe, decidindo jogos importantes, já que a equipe brigava para o rebaixamento e ele segurou o time.


Além das grandes jogadas, Júlio também era o artilheiro da equipe até aquele momento da temporada. Porém, no Torneio Nacional, apenas na terceira rodada, ele sofreu uma grave lesão e nunca mais atuou pelo time do Talleres, que resolveu vender o atacante para o Grêmio.

Sua passagem, que estava sendo de muita qualidade e recebendo diversos elogios, acabou sendo finalizada por conta da lesão. Júlio, fez 27 jogos e marcou 7 gols pela equipe, sendo a estrela do clube pelo curto espaço de tempo. Em 1982, o atacante voltou aos gramados, de volta ao Brasil, para atuar pelo Grêmio.

O Curioso do Futebol

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