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A passagem de Paulo Sousa pela Juventus

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Paulo Sousa na Juventus 

Conhecido por ser recentemente treinador do Flamengo, Paulo Sousa, que completa 52 anos neste dia 30, teve também carreira dentro das 4 linhas, atuando como um volante que fazia o trabalho sujo na geração de ouro portuguesa, porém também tendo qualidade com a bola. Teve, nos anos 1990, uma passagem pela Juventus de Turim,numa época áurea dos Bianconeri.

Ele chegou a Turim em 1994, após deixar o Sporting, negociado após uma passagem curta, porém positiva. Foi trazido para reforçar um setor que Lippi considerava que precisava de reforços para melhorar a equipe buscando as conquistas dos principais títulos, principalmente da Liga dos Campeões, sonho de consumo bianconero até os dias atuais. 

Na primeira temporada, Sousa foi efetivo e ajudou a Juve a buscar objetivos maiores na temporada. Foi crucial na parte defensiva para que a equipe buscasse o título da Série A. Naquela edição da Série A, a Juve atropelou todo mundo e terminou 10 pontos da Lazio. Ainda vencendo a Copa da Itália em cima do Parma, se vingando da derrota na final da Copa da UEFA para a mesma equipe. Foram 42 jogos e um gol ao longo da temporada.

No biênio seguinte, revezou bastante na equipe, mas ainda assim atuou bastante ao longo da temporada. Foi parte importante da equipe campeã europeia, marcando na semifinal diante do Nantes nas semifinais, num jogo que ficou 3 a 2 para o time francês. Titular, foi substituído e viu do banco a Vecchia Signora ganhar do Ajax nos pênaltis. Encerrou a temporada com o título europeu, o primeiro de sua carreira. Finalizou a temporada com 36 jogos e um gol novamente.


Acabou negociado com o Borussia Dortmund ao fim da temporada, onde curiosamente conquistaria outra Liga dos Campeões, ironicamente em cima da Juventus. No total, atuou em 78 jogos e fez dois gols em Turim. 

A curta passagem de Thomas Häßler pela Juventus

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Häßler atuou por um ano na Juve

O alemão Thomas Häßler, que completa 56 anos neste dia 30 de maio, foi um dos grandes nomes do futebol germânico nos anos 1990. Bom meio campista, de ótima capacidade defensiva e que também marcava seus gols, ele atuou por diversos clubes durante a sua carreira, que acabou sendo de maior sucesso vestindo a camisa da Seleção Alemã. Em 1990, teve uma curta passagem pela Juventus de Turim.

Häßler chegou a Juve depois de se destacar no começo de carreira atuando pelo Colônia, time onde iniciou sua trajetória profissional. Seu desempenho na Copa do Mundo de 1990 foi fator decisivo para que a Juventus abrisse os cofres e pagasse 14 milhões de Marcos Alemães para tirar o jogador do Koln. Chegou como um dos grandes reforços da Velha Senhora para a temporada 1990/1991.

A temporada dele na Juve não foi exatamente ruim, o problema é que a Velha Senhora vivia um dos piores momentos de sua história naquele início de década. A equipe distou muito de sequer conquistar o Campeonato Italiano, que foi conquistado pela Sampdoria e também não foi a final nem na Recopa Europeia e nem na Copa Itália. 

Ele estreou diante do Napoli, numa goleada de 5 a 1 do time do sul da Itália e marcou gols diante de Pisa, Standard de Liége e Bari. Seu desempenho não foi de todo ruim, mas passou por Turim num ano onde a equipe bianconera distava dos seus dias mais áureos. Acabou negociando com a Roma e deixando a Juventus ao fim da temporada 1990/1991, se transferindo para a Roma por um valor até menor que a Juve havia pago ao Colônia.


Häßler encerrou sua passagem pela Juve com 45 jogos e três gols marcados. Curiosamente, jamais conquistou nenhum título em clubes na sua carreira profissional, mas acabou ganhando diversos troféus no Mannschaft da Alemanha, onde foi campeão do mundo em 1990 e campeão da Eurocopa em 1996. 

Juan Pablo Sorín e sua curta passagem pela Juventus da Itália

Por Fabio Rocha
Foto: arquivo

Sorín fez poucos jogos pela Juventus

O lateral-esquerdo Juan Pablo Sorín, completa hoje 46 anos. O jogador nasceu na Argentina, no dia 5 de maio de 1976, e por lá começou sua carreira como atleta. Sorín teve passagens por grandes clubes nacionais e internacionais, o primeiro fora do país foi a Juventus.

O lateral começou sua carreira no Argentina Juniors e por lá chegou na seleção de base da Argentina. Com o seu alto nível de futebol, chamou a atenção de muitas times. A Juventus treinada pelo Marcelo Lippi, foi atraz do jogador e contratatou no meio da tempora de 1995.

O treinador da Juve falava que Sorín era "o jogador do futuro" e queria contar com o lateral na equipe. Mas quando foi contratado ainda não existia a Lei Bosman, lei que permitiu que os jogadores também fossem considerados trabalhadores comunitários, e não fossem impedidos de jogar em outro país da União Europeia.

Por conta da não existência da Lei, as chances de Sorín jogar eram muito baixas e por isso houve um desânimo por parte do atleta e do treinador, que buscou a contratação do jogador. Mesmo com todas as coisas acontecendo, o lateral ainda conseguiu atuar por quatro partidas, mas acabou não permanecendo no clube.


No final da temporada, o jogador acabou sendo emprestado novamente para futebol Argentino, dessa vez para atuar na grande equipe do River Plate. Não era o esperado na carreira do jogador, mas em 1996 acabou sendo um ótimo ano, conquistando a Libertadores pelos Millonarios. Depois, defenderia o Cruzeiro, voltaria à Europa e encerrou a carreira na Raposa em 2009.

O Independiente campeão mundial de 1973

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

O Independiente foi campeão Intercontinental em 1973

No dia 28 de novembro do ano de 1973, o Independiente conquistou o seu primeiro título mundial. Naquela oportunidade, a competição ainda era conhecida como Copa Intercontinental e juntava o campeão da Liga dos Campeões da Europa e o vencedor da Taça Libertadores da América. Em modelo de partidas de ida e volta, as duas equipes envolvidas decidiriam quem seria o ganhador do troféu.

Pelo regulamento, o Ajax, que conquistou a competição europeia da temporada 1972-1973 sobre a Juventus, teria de enfrentar o Independiente de Avellaneda, que havia vencido a sua quarta Libertadores naquele mesmo ano. Por alguma coincidência, holandeses e argentinos repetiriam o confronto de 1972. Para os sul-americanos, esta seria uma grande chance dos Diablos Rojos se 'vingarem' da derrota por 1 a 0 no ano anterior.

Mas por conta do grande desentendimento entre Conmebol e UEFA, além das rusgas que ficaram do jogo da final de 1972, o clube de Amsterdam decidiu abrir mão da sua vaga e afirmou que só voltaria atrás desta decisão caso um time de outro país vencesse o torneiro da América do Sul. Como a equipe argentina foi a campeã, o Ajax não quis disputar o título mundial e alegou dificuldades financeiras, mesmo que muitos dirigentes soubessem o exato motivo para não jogar com o time vermelho de Avellaneda.

Para substituir o time holandês, a Juventus, que foi a vice campeã europeia naquela ano, foi a convidada. Porém, a Vecchia Signora não aceitou o convite por conta dos grave incidentes de 1969, com o Milan. Para que conseguisse disputar o título, a equipe de Turim fez uma contra-proposta. Os italianos queriam que o Mundial fosse disputado em partida única na Itália, mas desta fez, seria a vez dos argentinos fazerem reclamações.

Depois de muita negociação, o Independiente abriu mão do rodízio que apontava o jogo de volta na Argentina e aceitou a primeira reivindicação da Juve, mesmo sabendo que existia o risco de perder o título mundial mais uma vez. Por causa do tempo de demora para selar o acordo entre as duas partes, a disputa do troféu Intercontinental só foi acontecer no final do ano.

Finalmente, no dia 28 de novembro de 1973, o Estádio Olímpico de Roma recebeu a final entre Independiente e Juventus. O torneio foi mal organizado, além do triste fato estar vivendo uma crise. O jogo ocorreu em uma tarde de quarta-feira em campo neutro. Nas arquibancadas, um pouco mais de 22 mil torcedores foram ao estádio, sendo que 72 mil lugares estavam disponíveis.


Com bola rolando, os italianos tiveram um amplo domínio do jogo, mas não conseguiram fazer o seu gol. Cuccureddu, o meia da Juventus, chegou a desperdiçar uma penalidade máxima no segundo tempo. Além disso, o goleiro Santoro estava operando milagres e salvando os argentino. Foi então, que na marca dos 35' da etapa final, o meia Bochini conseguiu acertar um chute forte na saída do goleiro Zoff. No meio do caminho, a bola desviou no zagueiro Gentile, ganhou altura e foi morrer no fundo das redes da Juventus. Se segurando de todas as maneiras possíveis na defesa, o os Diablos Rojos conseguiram manter o placar magro de 1 a 0 até o apito final.

Assim que a partida foi encerrada, o torcedor do Independiente pôde soltar aquele grito de campeão mundial que estava entalado na garganta.

Roberto Bettega, um ídolo sete vezes campeão italiano pela Juventus

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Roberto Bettega teve uma passagem de 13 anos pela Juventus de Turim

Nascido na cidade de Turim neste mesmo dia em 1950, Roberto Bettega, está completando 71 anos de idade nesta segunda-feira, 27. Por isso, vamos relembrar a passagem de 13 anos do atacante italiano pela Juventus, que aconteceu entre 1970 e 1983.

Herdando o amor de seu pai pela Vecchia Signora, Roberto começou a jogar futebol desde os 10 anos de idade. Naquele momento, o jovem se dividia entre a escola e o desporto, mas grande parte da sua juventude, se passou nos campos que o time treinava. Coincidentemente, ele morava muito perto do local.

Nos seus 18 anos de idade, Bettega já mostrava muita qualidade e com isso, os comandantes da Juventus decidiram que o garoto já tinha conseguido fazer o suficiente para dar início a sua carreira como jogador profissional. Para ganhar mais experiência, Roberto foi, por empréstimo, para o Varese, que se encontrava na segunda divisão do futebol italiano.

Comandado por Nils Liedholm, ele ajudou o time da Lombardia a conquistar o acesso para a elite do futebol da Itália marcando 13 gols na Serie B e sendo o artilheiro da competição. Por este motivo, voltou para a Juve, onde estreou com a camisa alvinegra ainda em 1970. Segundo o atacante, essa sua passagem pelo Varese foi muito importante e destaca o quão bom foi trabalhar com Liedholm, já que foi com este treinador, que ele conseguiu melhorar seus cabeceios.

No momento em que foi mandado de volta à Turim, o time bianconeri estava passando por um processo de renovação e com isso, chegaria para jogar junto de Claudio Gentile e Franco Causio. Na primeira temporada deste importante processo, a Juventus terminou na quarta colocação do campeonato italiano. Bettega foi uma peça importantíssima para o time ao marcar 13 gols pela equipe na competição.

Já antes da temporada 1971-1972, Giampiero Boniperti assumiu a presidência do clube e decidiu continuar apostando na juventude do elenco. Contratou o treinador tcheco Cestmir Vycpálek para comandar o time e teve resultado, uma vez que a Vecchia Signora conseguiu conquista o campeonato nacional. Apesar do excelente começo de campanha, fazendo 10 gols em14 partidas, Roberto acabou pegando uma tuberculose que o deixou afastado por oito meses dos gramados. Por este motivo, o atacante perdeu toda a segunda parte da Serie A e uma parte da temporada seguinte.

No mês de setembro de 72, ele voltou a atuar com a camisa bianconeri, mas sem aquele brilho de antes. Mesmo assim, conseguiu conquistar mais um campeonato italiano pelo clube de Turim e ajudou a levar o time para a sua primeira final de Liga dos Campeões da história, atuando junto com José Altafini, jogador ítalo-brasileiro. No dia 30 de maio de 1973, a equipe italiana acabou sendo derrotada pelo Ajax pelo placar magro de 1 a 0 em Belgrado.

Em 1976, o presidente bianconeri trouxe Giovanni Trapattoni, que vinha com a ideia de priorizar aquele futebol fisicamente forte. Comprando esta ideia, Fabio Capello foi moeda de troca para a vinda de Romeo Benetti, que jogava no Milan. Além disso, Anastasi foi outro atleta envolvido em uma negociação, dessa vez com a Internazionale. Para ocupar seu posto, Roberto Boninsegna foi o outro atleta adquirido pelo time de Turim. A partir daquele momento, começava um ciclo de muitas conquistas que quase durou uma década.

No auge da carreira, Bettega foi mais uma vez fundamental para a Juventus, que fez uma campanha histórica no campeonato nacional. O atacante italiano anotou 17 gols e contribuiu muito para que a Vecchia Signora fosse somasse 51 dos 60 pontos disputados na competição. De quebra, fez parte do elenco que trouxe o primeiro título internacional à galeria bianconera ao bater o Athletic Bilbao na grande decisão da Copa da UEFA da temporada 1976-1977. Inclusive, Roberto fez gol na final.

Por conta de sua grande coleção de grandes atuações e um grande número de gols marcados, Bettega se tornou um jogador de confiança de Enzo Bearzot, que comandava a seleção italiana. Antes mesmo da Copa do Mundo de 1978, o atacante conseguiu balançar as redes adversárias em 16 oportunidades nos 19 jogos que participou e ajudou a Juve a conseguir fazer mais uma campanha histórica no Campeonato Italiano, mas o grande nome da equipe foi Paolo Rossi, que era uma revelação no futebol da Itália na época e mais tarde faria dupla com Roberto no mundial em que a Nazionale perdeu a disputa do terceiro lugar para o Brasil. Ainda em 78, Bobby Gol ficou na quarta colocação da Bola de Ouro da France Football.

Nos dois anos seguintes, os 'scudetti' ficaram com Milan e Internazionale. Por conta disso, Bettega acabou tendo que se sentir satisfeito com o título da Copa Itália e a artilharia do Campeonato Italiano. O clube de Turim só voltou a conquistar a principal competição do país em 1981, quando Trapattoni apostou em Liam Brady, um treinador vindo da Irlanda. Prejudicado pelo esquema utilizado pelo comandante, o artilheiro bianconeri anotou apenas cinco tentos em toda a temporada.

O ano seguinte para Bettega e para a Vecchia Signora estava sendo perfeita, já que o clube liderava a tabela de classificação do campeonato italiano e fazia uma bela campanha na Liga dos Campeões da Europa. Mas foi na fase de oitavas de final diante do Anderlecht da Bélgica, que Roberto acabou sofrendo uma grave lesão no joelho em uma forte trombada com o goleiro Jacky Munaron. Por isso, ficou afastado por um longo tempo e perdeu resto do campeonato. Além do clube de ver seu time ser eliminado, perdeu a Copa de 1982, que foi conquista pela Seleção Italiana.

Quando esteve apto novamente na temporada 1982-1983, a Juve tinha Platini centralizado, Boniek com a 11 estampada nas costas e Rossi como o camisa 9. Bettega já estava prestes a completar 33 anos e teve de ficar no banco de reservas bianconeri por algum tempo. Em certo momento, Trapattoni percebeu que Penna Bianca poderia jogar mais atrás. Mesmo atuando mais recuado, o atacante foi muito bem e foi muito importante para que a Juventus chegasse a mais uma decisão de Liga dos Campeões, mas desta vez seria diante do Hamburgo. Seu último jogo usando a camisa alvinegra em campo foi justamente nesta derrota para o clube alemão.

Após encerrar o seu vínculo com a Vecchia Signora, foi atuar na Liga Norte-Americana. Lá, o atacante defendeu o Toronto Blizzard do Canadá, clube onde ficou até 1984. Depois disso, se aposentou.


No geral, Roberto Bettega fez 481 jogos oficiais pela Juventus e marcou 178 gols ao longo desses 13 anos. É o quarto jogador que mais atuou pela Vecchia Signora e o terceiro maior artilheiro da história do clube, ficando atrás de Del Piero, com 262 e Boniperti, que fez 182. Assim que encerrou sua carreira como jogador de futebol profissional, foi convidado para ocupar o cargo de vice-presidente do time de Turim pela família Agnelli em 1994. Ele aceitou e exerceu tal função até 2006, quando se envolveu no Calciopoli. Assim que foi absolvido, voltou para a diretoria do clube no mês de dezembro de 2009.

O Curioso do Futebol

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