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Morre Romualdo Arppi Filho, árbitro da final da Copa do Mundo de 1986

Com informações do Terra
Foto: arquivo

Romualdo Arppi Filho na final da Copa do Mundo de 1986

Morreu no final da noite deste sábado, em Santos, no litoral de São Paulo, aos 84 anos, o ex-árbitro Romualdo Arppi Filho. O anúncio foi feito pela família e o velório e enterro acontecerão neste domingo. Ele deixa a esposa Vera Lúcia, três filhos e netos.

Romualdo Arppi Filho foi o árbitro da final da Copa do Mundo de 1986 entre Argentina e Alemanha Ocidental. Com quase 115 mil pessoas no estádio Azteca, na Cidade do México, a seleção sul-americana, comandada por Diego Maradona, conquistou seu segundo Mundial ao vencer por 3 a 2.

Desde então, nenhum outro árbitro brasileiro trabalhou em uma final de Copa do Mundo. Antes de Romualdo Arppi Filho, Arnaldo Cézar Coelho havia sido escolhido para apitar a decisão da Copa de 1982, na Espanha, entre Itália e Alemanha Ocidental.

Romualdo Arppi Filho, nascido em 7 de janeiro de 1939, foi árbitro de futebol entre 1958 e 1990. Entrou no quadro internacional da Fifa com somente 22 anos e em 1986 foi considerado pela Federação Internacional de História e Estatísticas do Futebol (IFFHS, na sigla em inglês) o melhor do mundo.

No Mundial de 1986, Romualdo Arppi Filho trabalhou em três jogos - além da final, França 1 x 1 União Soviética, pela fase de grupos, e México 2 x 0 Bulgária, pelas oitavas de final. Em sua carreira também apitou nos Jogos Olímpicos de 1968 (Cidade do México), 1980 (Moscou) e 1984 (Los Angeles).

A morte de Romualdo Arppi Filho acontece no momento em que duas relíquias daquela Copa que o ex-árbitro possui - a bola oficial da final e uma camisa da Argentina dada de presente por Maradona - serão leiloadas em uma casa especializada em Londres, na Inglaterra. O objetivo da família é disponibilizar para o mundo do futebol esses objetos históricos.


"A bola ficou por muito tempo dentro de um armário na casa do meu pai e às vezes ia para a estante. Ele (Romualdo) relutou por muito tempo, mas agora concordou (com o leilão). Queremos disponibilizar para o mundo do futebol a bola da final da Copa de 86. É para ela poder ser vista por todos", afirmou Ricardo Arppi, um dos três filhos do ex-árbitro.

Romualdo Arppi Filho - O árbitro da final da Copa do Mundo de 1986

Foto: Fifa.com

Romualdo Arppi Filho durante a final da Copa do Mundo de 1986

Está completando 81 anos neste 7 de janeiro de 2020 o ex-árbitro Romualdo Arppi Filho. Ele, que esteve na função, oficialmente, entre 1959 e 1989, apitou jogos importantes, como finais de campeonatos brasileiros, o mundial interclubes de 1984 e a Copa do Mundo de 1986, realizada no México.

Nascido em Santos, em 7 de janeiro de 1939, Romualdo Arppi Filho já demonstrava o talento para o apito desde os 15 anos, na várzea santista, mesmo que ainda era office-boy em um escritório de exportação de café no Centro de sua cidade natal, que era muito forte nesta atividade.

Sobrinho do centroavante Otacílio, que defendeu a Portuguesa Santista nos anos 40, Romualdo queria ser jogador, mas como não passava do banco de reservas e quando arbitrava ia muito bem, acabou indo para a segunda opção. Em 1957, ingressou de vez na Liga de Futebol Amador de Santos e dois anos depois já estava apitando jogos profissionais. O primeiro deles foi um Juventus 2 x 2 São Paulo, na Rua Javari.

Aí só foi crescendo em sua carreira. Em 1961, foi escalado para comandar o duelo entre Boca Juniors da Argentina e Nacional do Uruguai, jogo válido pelo Torneio Internacional de Verão, no Uruguai. Rapidamente indicado para os quadros da FIFA em 1963, o jovem Romualdo Arppi Filho era considerado um especialista na aplicação da “Lei da Vantagem”.

Afastado dos quadros da Federação Paulista de Futebol em 1967, abandonou o apito por quatro anos. Quando voltou, sofreu dificuldades em sua readaptação e até passou por sérios apuros, como na partida entre Ponte Preta e Portuguesa de Desportos pelo campeonato paulista de 1971, quando foi agredido pelo técnico João Avelino.


Mas quando recuperou a confiança, não parou mais de crescer novamente. Foi considerado um dos maiores árbitros do Brasil na década de 70. Era considerado muito técnico. Porém, os 'detratores' o acusavam de ser o "Rei do Empate", por ficar marcando faltas bobas no meio-de-campo.

Mas a carreira só foi crescendo. Esteve presente nos jogos olímpicos de 1968 no México, 1980 em Moscou e 1984 em Los Angeles; além da Copa do Mundo de 1986, quando foi escalado na finalíssima entre Alemanha e Argentina. Por suas atuações na Copa do Mundo, Romualdo Arppi Filho recebeu uma avaliação de 9,2 da Comissão de Arbitragem da FIFA. Por isto apitou a grande decisão!

Após encerrar a carreira, no fim dos anos 80, Romualdo Arppi Filho passou a se dedicar ainda mais ao trabalho no ramo imobiliário, no qual já fazia na época de árbitro. Porém, sempre é lembrado pro sua passagens nos campos com o apito.

As duas finais da Copa do Mundo apitadas por brasileiros

Arnaldo Cezar Coelho e Romualdo Arppi Filho

A Seleção Brasileira não disputou as finais das Copas do Mundo realizadas nos anos 80. Porém, o futebol brasileiro não ficou sem representação naquelas partidas. Arnaldo Cezar Coelho, em Itália 3 x 1 Alemanha, em 1982, e Romualdo Arppi Filho, em Argentina 3 x 2 Alemanha, em 1986, estavam lá, vestidos de preto, arbitrando as respectivas partidas.

O atual comentarista de arbitragem da Rede Globo, o carioca Arnaldo Cezar Coelho, já vinha sendo considerado o melhor árbitro brasileiro. Ele já tinha sido o representante brasileiro na arbitragem da Copa de 1978, na Argentina, e repetiu a dose quatro anos depois, na Espanha.

Seu desempenho naquele Mundial fez com que a Fifa o apontasse como árbitro da grande final, entre Itália e Alemanha. Então, no dia 11 de julho de 1982, Coelho entrou no gramado do Estádio Santiago Bernabeu para comandar o grande espetáculo, que terminou com o título da Itália.

Arnaldo Cezar Coelho, ao fundo, apitando a final de 1982

Mas não era só isso, pois ele se tornava, naquele momento, o primeiro não europeu a apitar uma decisão de Copa do Mundo. Coelho teve como assistentes o israelita Abraham Klein e o tcheco Vojtec Christov. Realmente foi uma marca importante na história do futebol brasileiro e mundial.

Quatro anos depois, o Brasil repetiu a dose, mas o árbitro foi outro. O santista Romualdo Arppi Filho, conhecido por estas bandas como o rei do empate, foi bem avaliado pelo desempenho nas partidas França 1 x 1 União Soviética e México 2 x 0 Bulgária e acabou sendo apontado para ser o 'homem de preto' na grande final.

Arppi Filho, com os assistentes Erik Fredriksson (da Suécia) e Bernny Ulloa Morera (costarriquenho), entrou no gramado do Estádio Azteca, no dia 29 de junho de 1986 e comandou a partida na qual a Argentina de Maradona se tornou bi-campeão mundial.

Romualdo Arppi Filho em ação no Argentina e Alemanha

Por muito pouco, o Brasil não fez a trinca de arbitragem na final de Copa do Mundo. José Roberto Wright vinha sendo considerado um dos melhores no apito no Mundial de 1990, na Itália. Porém, politicamente, não seria interessante para a Fifa ter três decisões seguidas apitadas por árbitros do mesmo país. Porém, Wright ainda foi o 'homem de preto' do jogo Alemanha e Inglaterra, semifinal da Copa de 90, que levou os germânicos à decisão.

Vale aqui um lembrete interessante: nenhum torcedor do mundo gosta de que o árbitro de seu país apite a final da Copa do Mundo. Isto significa que a seleção não está na decisão, já que uma partida de competição oficial da Fifa não pode ser apitada por um árbitro da mesma nacionalidade de uma das duas equipes envolvidas.

O Curioso do Futebol

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