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O início de Noureddine Naybet no Wydad Casablanca

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Naybet atuando pelo Wydad

A Seleção Marroquina de futebol recentemente fez história na Copa do Mundo, chegando as semifinais da competição e sendo a primeira africana a chegar em tal fase em todos os tempos na competição. Mas, o futebol marroquinho já revelou muita gente boa ao longo da história do futebol e recentemente esse trabalho ainda melhorou recentemente com uma academia de futebol criada no país. Um dos maiores jogadores da história do país completa 53 anos neste dia 10, o zagueirão Noureddine Naybet. 

Naybet surgiu no Wydad profissionalmente em 1989, atuando desde garoto no clube e subindo então para o time principal. Inicialmente um meia na base, foi deslocado para defesa e por lá se encontrou. Seu nível era muito alto para a base e rapidamente ao subir se tornou profissional e um dos destaques da equipe na campanha do título marroquino da temporada 1989/1990. Já nessa temporada começou sua trajetória na seleção nacional.

Os anos 1990 foram a era dourada do Wydad, que é um gigante do futebol africano e muito disso no início se devia as atuações defensivas sólidas de Naybet. Forte e ríspido, o defensor conseguia evitar gols adversários, mas sabia também apelar para jogadas mais duras quando preciso. A grande área era seu território e nela só entrava quem Naybet permitia. Foi bicampeão marroquino na temporada 1990/1991, mais uma vez sendo destaque do time.

Seu grande título com a camisa do Wydad veio em 1992, quando foi um dos destaques da equipe na conquista do primeiro título da Liga dos Campeões da África, vencido em uma final contra uma equipe do Sudão. A equipe finalmente igualava seus arquirrivais do Raja, que haviam conquistado a competição três anos antes. Aquele foi o maior título de Naybet com seu time de origem, ficando na história do clube.


Ainda permaneceu por mais uma temporadas, sendo mais uma vez campeão do Botola Pro, o campeonato local, antes de ser negociado com o futebol francês, passando a atuar na temporada seguinte pelo Nantes. Permaneceria por muitos anos no velho continente, se tornando ídolo do Sporting e do La Coruña, antes de pendurar as chuteiras em 2006, jogando pelo Tottenham Hotspur. 

A história de Ahmed Shobair na seleção e no futebol egípcio

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Shobair atuando pela seleção egípcia

O futebol egípcio atualmente vive um momento de crescimento, incentivado principalmente pela imagem de Mohamed Salah e de Elmeny, jogadores da Premier League, mas também de diversos outros jogadores egípcios que atuam em toda a Europa. Muito antes de jogadores do país dos faraós fazerem sucesso pelo mundo ou mesmo no próprio país, como o caso de Aboutrika, um goleiro marcou a história da seleção de futebol egípcio: Ahmed Shobair, que completa 62 anos neste dia 29.

Ahmed começou a jogar futebol ainda muito jovem e chegou as categorias de base do Al-Ahly, estreando no time aos 20 anos. Começaria mais como goleiro reserva e inclusive passaria por empréstimo pelo Tanta antes de retornar ao Al Ahly e assumir de vez a titularidade do gol a partir da metade da década de 1980. se tornando a partir de então peça chave na equipe mais popular da África e quiçá do mundo.

Shobair passou a partir de então a ser um dos pilares do time naquele período. Suas defesas ajudaram o time a seguir com a dominação nacional que pratica até os dias de hoje, mas viveu seu grande momento no clube em 1987, quando suas defesas ajudaram o Al Ahly a conquistar nos pênaltis duas classificações durante a campanha do segundo título continental do clube, obtido na final diante do Al-Hilal. Isso veio no ano seguinte em que foi decisivo no título do Egito na Copa das Nações Africanas, conquistado nos pênaltis diante de Camarões, em 1986. 

Poucos anos depois, o arqueiro egípcio foi protagonista em outro momento histórico para o futebol egípcio, quando era o titular da seleção que jogou a Copa do Mundo de 1990 na Itália, sendo um dos responsáveis pelos empates diante de Holanda e Irlanda, na fase de grupos da competição. Já era na época um jogador experiente, com quase 30 anos, o que certamente ajudou na disputa mundial na Bota.


Atuou profissionalmente até 1997, quando decidiu pendurar as luvas, sendo um dos 10 jogadores com mais jogos pelo Al-Ahly, tendo mais de 200 jogos pelo clube. Depois da aposentadoria, seguiu tanto carreira como político, estando no parlamento egípcio e na Federação Egípcia de Futebol, quanto na TV, por onde ficou mais conhecido por seus programas de TV. Seu filho hoje é goleiro reserva do próprio Al Ahly.

Seleção Sub-15 da Mauritânia abandona torneio por enfrentar adversários com idade suspeita

Com informações do GE.com
Foto: reprodução

Serra Leoa contra a Mauritânia

A seleção sub-15 da Mauritânia abandonou um torneio africano da categoria. O motivo foi a idade suspeita dos adversários na derrota por 6 a 0 para a equipe de Serra Leoa. As imagens mostram claramente que os atletas do time vencedor são mais velhos que os mauritanos.

Em comunicado, a Federação da Mauritânia explicou que vários jogadores adversários não estavam a cumprir os limites de idade estabelecidos pela categoria, pelo que optou por retirar a sua equipa do torneio, devido ao "perigo" que isso representa para a "saúde e segurança" dos seus próprios atletas.

"Fomos informados por muitos espectadores que as idades de algumas das equipes participantes são muito acima dos limites legais para participar deste torneio", disse a federação mauritana em comunicado oficial. A decisão aconteceu depois de sofrer goleada para Serra Leoa.


Para justificar sua decisão de abandonar a competição após a primeira partida, os mauritanos citaram a segurança de seus jogadores. Dado o "perigo" que representa para a "saúde e segurança dos jogadores" e "as lesões a que podem estar expostos". Por enquanto, nenhuma equipe se juntou à Mauritânia na decisão.

Mais de um gol por minuto de jogo

Dois jogos na Serra Leoa registraram um gol marcado por minuto. Estão sendo investigados por combinação de resultados

Os jogos de futebol não são conhecidos por pontuações realmente altas. Qualquer coisa acima de 5 cria um levantamento das sobrancelhas. Se ultrapassar os 10, então é um motivo para uma questão de "o que na diabos aconteceu". Se ultrapassar os 15, então as pessoas começam a procurar a conspiração por detrás do resultado. Para não mencionar, claro, que se torna o principal tópico de discussão em todos os blogs de apostas esportivas entre pessoas que gostariam de expressar as suas próprias opiniões sobre a fraude da ocorrência.

Acontece que em um evento entre dois times onde há uma enorme diferença de valor e classe, as pontuações podem ser mais altas. No entanto, as circunstâncias em tais casos são bastante mundanas e bastante explicáveis. O que não pode ser explicado é o acontecimento em que quase um gol é marcado por cada minuto de um jogo. Se isto for apenas uma vez, então as pessoas apenas o anotam como uma espécie de recorde. Mas quando acontece duas vezes e em estreita proximidade de tempo, então as coisas tomam um rumo diferente.

A investigação

A Associação de Futebol da Serra Leoa (SLFA), iniciou uma investigação em Julho para dois resultados que caracterizam como "impossíveis". Na primeira ocasião, o Gulf FC derrotou (melhor dizendo, demoliu) Koquima Líbano com o impressionante 91-1. Este é um total de 92 gols marcados em 95 minutos de tempo de jogo. A segunda partida em que algo semelhante aconteceu foi entre o Kahula Rangers e o Lumbendu United, terminando em 95-0.

A Associação assegurou a todos que as circunstâncias que levaram aos resultados acima mencionados seriam investigadas exaustivamente e se houvesse alguma prova de infração, os responsáveis seriam punidos até ao limite máximo da lei. Se, evidentemente, não tiver havido qualquer emaranhado ilegítimo, as duas folhas de pontuação ficarão na história entre os placares mais altos alguma vez feitos.

Referência histórica

O mais alto registrado até agora (resultado legal) é o resultado 149-0 entre AS Adema e SO L'Emyrne em Madagáscar. No entanto, a razão para isso foram os gols contra contínuos marcados pelo time derrotada em protesto pelas decisões do árbitro que consideraram injustas e a favor do adversário.

Algo semelhante aconteceu no jogo entre o Police Machine FC e o Bubayaro FC na Nigéria, onde o resultado final foi 67-0, bem como no jogo entre o Plateau United e o Akurba FC com um resultado final de 79-0. Todas estas quatro equipes foram banidas durante 10 anos, enquanto a todos os participantes (jogadores e juízes) foram dadas exclusões vitalícias.

Resultados como estes são muito raros e têm sempre uma razão de ser por baixo. Mesmo sob as mais loucas das circunstâncias, qualquer tipster profissional pode dar conselhos para que algo como isto aconteça, nem se deve esperar que eles venham a apresentar um.

Federação de Djibouti acaba com a seleção principal de futebol por conta dos resultados ruins

Com informações do IG
Foto: reprodução

Seleção principal de futebol de Djibouti foi dissolvida por conta dos resultados ruins

A Federação de Futebol de Djibouti (FDF) tomou uma atitude drástica, surpreendente e inusitada para acabar de vez com os resultados ruins da sua seleção principal, que atualmente ocupa a 185ª posição no ranking da Fifa: resolveu dissolver a equipe nacional. O fato ocorreu em 21 de julho.

De acordo com um comunicado oficial divulgado pela federação do país africano, os dirigentes do futebol local vão se focar apenas nas categorias de base, já que "os consecutivos maus resultados da seleção principal não acabam nunca".

Esta surpreendente decisão acontece alguns dias depois da goleada por 5 a 1 sofrida diante da Etiópia, em partida válida pela fase de qualificação da Copa Africana das Nações. "Como a equipe principal não tem bons resultados, vamos dar atenção apenas aos jovens", disse Omar Ali Mohamed, diretor técnico da FDF.

"Isso não tem a ver com problemas financeiros. É apenas a nova política da federação. Talvez participemos nas próximas competições de sub-15, sub-17 ou sub-20, mas não mais com a seleção principal", finalizou o dirigente.

Nos últimos 40 jogos que a seleção de Djibouti fez, foram nada menos do que 36 derrotas, dois empates e apenas duas vitórias - a última delas em março deste ano, contra o modesto Sudão do Sul, por 2 a 0. O outro triunfo foi há 10 anos, em 2007, 1 a 0 diante da Somália.


O país africano - O Djibuti é um pequeno país localizado do nordeste da África Oriental, limitado a norte pela Eritreia, a leste pelo estreito de Bab el Mandeb, pelo Golfo de Áden e pela Somália, e a sul e oeste pela Etiópia. Suas línguas oficiais são o árabe e o francês.

Sua área total é de apenas 23.200 km² e a população é de aproximadamente 942 mil habitantes, de acordo com o censo de 2016. Esses moradores de Djibouti, porém, não poderão mais acompanhar sua seleção principal de futebol, que foi extinta pela federação do país.

Francileudo Santos - Um brasileiro que jogou na Seleção da Tunísia

Por Lucas Paes
Foto: Hedi Limen/Ettachikla

Francileudo Santos comemora gol pela Tunísia

O Brasil é conhecido no mundo todo com o "País do Futebol". Se é ainda ou não, indiscutivelmente o país espalha jogadores naturalizados por várias seleções do planeta. Atualmente, por exemplo, a Itália atua com Jorginho e Palmieri em seu elenco e foi com eles campeã da Eurocopa. Neste dia 20 de março está completando 43 anos um brasileiro que virou herói numa das seleções mais alternativas possíveis: Francileudo Santos, conhecido pelo seu sobrenome, que virou herói atuando pela Tunísia.

Nascido no Maranhão e com base feita no Sampaio Corrêa, o atacante começou sua carreira no Standard de Liége e não conseguiu grande sucesso no clube, sendo transferido ao Étoile du Sahel, maior time do futebol tunisiano. Foi por lá que começou sua ligação com o país. Ficou apenas dois anos no Sahel e acabou comprado pelo Sochaux, onde viveria os melhores anos de sua carreira profissional. 

Artilheiro da segunda divisão francesa pelo clube, se tornou artilheiro e ídolo do clube azul e amarelo e foi quando jogava por lá que acabou se naturalizando tunisiano, as vésperas da disputa da Copa das Nações Africanas de 2004. A sede era justamente na Tunísia e o brasileiro se mostrou desde o início um reforço válido na competição, marcando já na fase de grupos três gols para ajudar sua equipe a liderar a chave.

Decisivo nos grupos, só voltaria a marcar na decisão, diante de um lotado 7 de novembro, na capital Tunis. Marcou o primeiro gol na decisão, logo aos cinco minutos, numa cabeçada mortal no cantinho do gol. O Marrocos até empatou, mas o time da casa buscou o segundo e o título na etapa final. Aquele time também tinha outro maranhense, o lateral Clayton, que já jogava pela Tunísia desde 1998. 

Seguiu atuando pela seleção local no ciclo de classificação a Copa das Nações Africanas de 2006 e da Copa do Mundo de 2006. Marcou outros quatro gols, incluindo uma tripleta contra a Zâmbia na competição continental, mas atuou apenas alguns minutos do jogo contra a Ucrânia na Copa do Mundo. A Tunísia caiu nas quartas de final. 


Seu último ciclo e também última competição pela seleção da Tunísia foram as partidas rumo à Copa das Nações Africanas de 2008, competição onde ele marcou dois gols, que foram seus últimos jogando pelo país. Esses gols foram marcados na vitória por 3 à 1 sobre a África do Sul. Atuou também na eliminação para Camarões nas quartas de final, porém pouco conseguiu fazer naquela partida para evitar o desastre. 

No total, marcou 22 gols em 41 jogos com a camisa tunisiana, um ciclo que começou na vitória sobre Ruanda por 2 a 1, como já citado na Copa Africana de Nações de 2004 e se encerrou justamente contra Camarões. Santos esteve em atividade no futebol até 2016, quando encerrou a carreira no Porrentruy, da Suíça. 

O Curioso do Futebol

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