A Seleção Brasileira encerrou suas atividades dentro de campo em 2025 com empate. Nesta terça-feira, dia 18, no Decathlon Stadium, em Lille, na França, o Brasil ficou no 1 a 1 com a Tunísia. O gol da Canarinho foi marcado por Estêvão, de pênalti, e Lucas Paquetá desperdiçou uma segunda cobrança.
O Brasil começou melhor no jogo, mas quem abriu o placar foi a Tunísia. Aos 22 minutos, Wesley errou domínio no campo de ataque e Saad roubou a bola. Ela sobrou para Abdi, que lançou Mastouri na direita da grande área, para finalizar na saída de Bento e fazer 1 a 0 para os tunisianos.
A Seleção Brasileira seguiu pressionando. Aos 41, o árbitro marcou toque de mão de Bronn na área em dividida pelo alto com Militão, depois de consulta ao VAR: pênalti. Estêvão foi para a cobrança e conferiu, deixando tudo igual em Lille.
No segundo tempo, o jogo seguia equilibrado. Depois dos 25 minutos, o Brasil passou a dominar as ações e teve a chance de virar aos 30', quando Vitor Roque foi derrunado na área. Porém, Lucas Paquetá desperdiçou a penalidade ao cobrar por cima do travessão. No último lance, Estêvão mandou a bola na trave: 1 a 1 ao final do jogo.
O Brasil volta a campo na Data Fifa de março de 2026, quando enfrenta a França, em Boston, e a Croácia, em Orlando, ambos nos Estados Unidos. A Tunísia volta a campo no dia 7 de dezembro, às 14 horas, quando encara o Catar, pela Copa das Nações Árabes.
Em partida marcada pela péssima qualidade do gramado, a Seleção Brasileira entrou em campo nesta quarta-feira, 31, pelas oitavas de final da Copa do Mundo Sub-20, que está sendo realizada na Argentina, para enfrentar a Tunísia, no Estádio Ciudad de La Plata, e saiu vencedora pelo placar de 4 a 1, com gols de Marcos Leonardo, Andrey, duas vezes, e Matheus Martins, com Ghorbel diminuindo para os tunisianos. Agora a seleção canarinho enfrenta Israel pelas quartas de final do mundial.
O Brasil terminou a primeira fase como líder do Grupo D, com seis pontos, vindos de derrota para a Itália, por 3 a 2, e vitórias sobre a República Dominicana, por 6 a 0, e Nigéria, por 2 a 0. Já a Tunísia foi a terceira do Grupo E, com três pontos, vindos de derrota para a Inglaterra, por 1 a 0, vitória sobre o Iraque, por 3 a 0, e na última partida perdeu para o Uruguai, por 1 a 0.
O Brasil começou a partida partindo para o ataque. Já aos 7 minutos, Biro fez boa jogada na ponta esquerda e cruzou, mas a defesa adversária tirou a bola antes dos atacantes brasileiros chegarem para marcar. O primeiro gol da partida foi aos 10 minutos. Marcos Leonardo invadiu a área e foi derrubado pelo goleiro. O próprio Menino da Vila pegou a bola, colocou na marca da cal e converteu para abrir o placar no comecinho da partida.
A seleção canarinha seguiu dominando as ações da partida e, de forma tranquila, ampliou aos 30 minutos. Marcos Leonardo fez ótima jogada e tocou para Andrey, que penetrou a área e bateu na saída do goleiro para fazer o segundo do Brasil na partida. Quando tudo parecia tranquilo e controlado para a seleção brasileira, Robert Renan, zagueiro cometeu falta e, por ser o último homem, acabou expulso, deixando o Brasil com um atleta a menos.
Com um jogador a mais e precisando ir pra cima, a Tunísia partiu para o ataque, chegando a ter mais de 70% de posse de bola durante os primeiros 20 minutos do segundo tempo. O Brasil só foi chegar ao ataque com 26 minutos, quando ganhou escanteio, que não deu resultado. A segunda etapa teve pleno domínio da seleção africana, que chegou a diminuir o placar aos 31', com Aouani, mas o gol foi invalidado por causa de um toque de mão.
Mesmo com a gigante pressão dos tunisianos, o placar se manteve 2 a 0 até os 46', quando os brasileiros saíram em ótimo contra-ataque e Matheus Martins finalizar na saída do goleiro. Em outro contra-ataque, aos 55', Andrey faz mais um e, no minuto seguinte, a Tunísia diminuiu com Ghorbel. Assim, os 4 a 0 classificou a Seleção Brasileira para mais uma fase da Copa do Mundo Sub-20, enquanto os africanos voltaram para casa.
Com o resultado, o Brasil vai ter pela frente Israel, que no outro confronto de oitavas eliminou o Ubezquistão vencendo por 1 a 0. A partida está marcada para o sábado, dia 3, às 14h30, no Estádio del Bicentenário, em San Juan.
Neste sábado, dia 26, Austrália e Tunísia abriram a segunda rodada do Grupo D da Copa do Mundo Catar 2022. No Estádio Al Janoub, em Al Wakrah, as duas seleções fizeram uma partida equilibrada, mas os australianos levaram a melhor e venceram por 1 a 0, conseguindo o primeiro triunfo no torneio.
A Tunísia teve melhor sorte do que a Austrália na rodada de abertura do Grupo D. Os tunisianos enfrentaram a Dinamarca e fizeram um ponto com o empate em 0 a 0. Já os australianos estrearam contra os atuais campeões franceses e foram goleados por 4 a 1.
Desde o início do primeiro tempo, a Austrália esteve melhor em campo. A equipe de Graham Arnold apostou mais pelos cruzamentos e nos ataques vindos pela esquerda. E foi justamente numa dessas bolas na área saída daquele lado do campo que veio o único gol do jogo até agora. Aos 22 minutos, Duke acertou uma cabeçada no canto esquerdo de Dahmen, que tentou, mas não encontrou a bola.
Dali em diante não houve grande oportunidades para os australianos e quem melhorou foi a Tunísia. Com Dräger e Msakni teve duas boas chances, mas nada de empatar a partida. Assim, a partida foi para o intervalo com o placar de 1 a 0 para os australianos.
Na segunda etapa, com o passar dos minutos, o time australiano foi recuando e chamando a Tunísia para o seu campo, fazendo com que a seleção do norte da África passase a dominar as ações da partida. Os tunisianos foram para a pressão, tentando o gol de empate.
Nos últimos miutos, a Tunísia se lançou de vez ao ataque. Aos 42 minutos, Kahzri quase empatou, mas o goleiro Ryan salvou os australianos. O drama tunisiano durou até o último lance, mas como o gol não saiu, a vitória ficou com a Austrália.
A última rodada do Grupo D da Copa do Mundo Catar 2022 será realizada na quarta-feira, dia 30, com os jogos começando às 12 horas. No Estádio Cidade da Educação, em Doha, a Tunísia encara a França. Já no Estádio Al Janoub, em Al Wakrah, a Austrália mede forças contra a Dinamarca.
Se o dia começou com zebra, segue com resultados surpreendentes. Numa atuação defensiva espetacular, a Tunísia segurou o excelente time da Dinamarca e ficou no empate de 0 a 0 com os europeus, em jogo disputado no final da manhã desta terça, dia 22, no Estádio da Cidade da Educação, em Doha, no Catar. Segurar é até exagero, já que durante a partida, inclusive, o time africano criou as chances mais perigosas, só não vencendo graças a uma bela defesa do goleiro Smeichel,
A Dinamarca entrou em campo pela última vez em uma vitória por 2 a 0 diante da França na Nations League em casa. A Tunísia, por sua vez, jogou pela última vez na goleada por 5 a 1 sofrida contra o Brasil em amistoso. Ambos os jogos foram em setembro.
Aparentemente empolgada pela zagra dos "irmãos" sauditas, os jogadores da Tunísia tentaram inicialmente deixar a Dinamarca menos com a bola. Curiosamente, nos primeiros minutos a equipe africana tentou pressionar e inclusive até finalizou com perigo. Aos 22', Kjaer deu a primeira finalização certa, mas parou no goleirão da Tunísia.
Na sequência, a Tunísia até chegou a marcar em contra-ataque, mas o atacante estava impedido. Apesar da quantidade baixa de finalizações, o jogo era muito bom, com a equipe da Tunísia tentando atacar também. Aos 40', a Tunísia só não pulou na frente pois Smeichel fez uma defesaça na cavadinha de Jebali. Com isso, o primeiro tempo acabou terminando mesmo sem gols.
Na etapa final, logo de cara Andersen teve de cortar de cabeça um lance que terminaria em gol da Tunísia. A Tunísia endurecia o jogo para os dinamarqueses e começou a etapa final pressionando e buscando o ataque.
Aos nove minutos, Olsen aproveitou uma sobra de um cruzamento para marcar, mas já havia o impedimento na primeira jogada. Depois disso, o jogo perdeu um pouco em emoção, com a equipe europeia tendo muitos problemas até pra ficar com a bola. Aos 23,' Eriksen fez linda jogada e acertou um chutaço, mas Dahmen pegou. Na sequência, Corneliu meteu uma sobra de cabeçada na trave.
A verdade é que, depois disso, a equipe dinamarquesa foi completamente travada pelo bom desempenho da Tunísia defensivamente, mesmo que o cansaço africano já não permitisse ações ofensivas na metade final do segundo tempo. Já nos acréscimos, Dahmer fez outra linda defesa num chute de Lindstrom. Depois, o VAR chegou até a revisar um possível pênalti para a Dinamarca, mas o juiz foi ao monitor e com razão nada marcou.
Agora, a Dinamarca pega a França, num jogo que promete muito no sábado, dia 26 de novembro, no Estádio 974, em Doha, no Catar, às 13h. No mesmo dia, mas mais cedo, aliás, muito mais cedo, as 7h, a Austrália pega a Tunísia, no Al Janoub, em Wakrah.
Nesta terça, dia 27, no Parc des Princes, em Paris, na França, a Seleção Brasileira disputou seu último desafio antes da Copa do Mundo do Qatar e venceu a Seleção da Tunísia por 5 a 1. Raphinha (2), Richarlison, Neymar e Pedro marcaram para o time Canarinho. Talibi fez o único do escrete africano.
A Seleção Brasileira veio de vitória sobre a Gana no último amistoso. O placar confortável de 3 a 0 e a boa atuação do time agradaram o técnico Tite, que decidiu por fazer algumas alterações como teste para o jogo contra a Tunísia. Danilo entrou na lateral direita e Fred no lugar de Vinícius Jr, alterando a formação da seleção canarinho. A Seleção da Tunísia também veio de vitória: bateu a Comores por 1 a 0.
A primeira grande chance da partida foi brasileira, aos 6 minutos. Fred roubou a bola no campo e tocou para Neymar, que deu belo passe para Lucas Paqueta. O camisa 7 bateu na rede de fora. O primeiro gol saiu aos 10 minutos. Raphinha recebeu um lindo passe de Casemiro e, de cabeça, marcou um golaço para abrir o placar.
Porém, a Tunísia chegou a empatar. Em um cruzamento vindo pela esquerda depois de falta, aos 17 minutos, Talbi subiu livre e cabeceou para empatar o jogo. Entretanto, nem deu tempo para os tunisianos comemorarem. 1 minuto depois, Rafinha deu bela assistência para Richarlison colocar os brasileiros na frente do placar novamente. Na comemoração, um torcedor jogou uma banana no campo e isto causou protestos nas mídias sociais e da CBF.
Aos 26 minutos, após cobrança de escanteio, Casemiro foi puxado por Laidouni e o árbitro marcou pênalti. Neymar cobrou e ampliou para o Brasil. Com 39 minutos, após grande jogada brasileira, Raphinha bateu de primeira, pra marcar seu segundo gol no jogo e o quarto do Brasil. A situação da Tunísia, que já estava complicada, ficou ainda mais quando, aos 42 minutos, Bronn deu dura entrada em Neymar e foi expulso de jogo.
No segundo tempo, o jogo caiu de ritmo. Mas, talvez a atuação mais esperada era a do atacante Pedro, que entrou no intervalo e, aos 29 minutos, depois de bola dividida, bateu de primeira na área, marcando seu primeiro gol com a camisa amarelinha. Assim, o jogo terminou com o placar de 5 a 1.
O Brasil agora se prepara para a disputa da Copa do Mundo do Qatar, quando estreia dia 24 de novembro, contra a Sérvia, no Lusail Stadium. Já a Seleção da Tunísia estreia no Mundial dia 22 de novembro, contra a Dinamarca, no Estádio Cidade da Educação.
O Brasil é conhecido no mundo todo com o "País do Futebol". Se é ainda ou não, indiscutivelmente o país espalha jogadores naturalizados por várias seleções do planeta. Atualmente, por exemplo, a Itália atua com Jorginho e Palmieri em seu elenco e foi com eles campeã da Eurocopa. Neste dia 20 de março está completando 43 anos um brasileiro que virou herói numa das seleções mais alternativas possíveis: Francileudo Santos, conhecido pelo seu sobrenome, que virou herói atuando pela Tunísia.
Nascido no Maranhão e com base feita no Sampaio Corrêa, o atacante começou sua carreira no Standard de Liége e não conseguiu grande sucesso no clube, sendo transferido ao Étoile du Sahel, maior time do futebol tunisiano. Foi por lá que começou sua ligação com o país. Ficou apenas dois anos no Sahel e acabou comprado pelo Sochaux, onde viveria os melhores anos de sua carreira profissional.
Artilheiro da segunda divisão francesa pelo clube, se tornou artilheiro e ídolo do clube azul e amarelo e foi quando jogava por lá que acabou se naturalizando tunisiano, as vésperas da disputa da Copa das Nações Africanas de 2004. A sede era justamente na Tunísia e o brasileiro se mostrou desde o início um reforço válido na competição, marcando já na fase de grupos três gols para ajudar sua equipe a liderar a chave.
Decisivo nos grupos, só voltaria a marcar na decisão, diante de um lotado 7 de novembro, na capital Tunis. Marcou o primeiro gol na decisão, logo aos cinco minutos, numa cabeçada mortal no cantinho do gol. O Marrocos até empatou, mas o time da casa buscou o segundo e o título na etapa final. Aquele time também tinha outro maranhense, o lateral Clayton, que já jogava pela Tunísia desde 1998.
Seguiu atuando pela seleção local no ciclo de classificação a Copa das Nações Africanas de 2006 e da Copa do Mundo de 2006. Marcou outros quatro gols, incluindo uma tripleta contra a Zâmbia na competição continental, mas atuou apenas alguns minutos do jogo contra a Ucrânia na Copa do Mundo. A Tunísia caiu nas quartas de final.
Seu último ciclo e também última competição pela seleção da Tunísia foram as partidas rumo à Copa das Nações Africanas de 2008, competição onde ele marcou dois gols, que foram seus últimos jogando pelo país. Esses gols foram marcados na vitória por 3 à 1 sobre a África do Sul. Atuou também na eliminação para Camarões nas quartas de final, porém pouco conseguiu fazer naquela partida para evitar o desastre.
No total, marcou 22 gols em 41 jogos com a camisa tunisiana, um ciclo que começou na vitória sobre Ruanda por 2 a 1, como já citado na Copa Africana de Nações de 2004 e se encerrou justamente contra Camarões. Santos esteve em atividade no futebol até 2016, quando encerrou a carreira no Porrentruy, da Suíça.
O jogo foi bem divertido, já que as duas equipes procuraram atacar o tempo todo
Jogos de Copa do Mundo que envolvem dois times que não são cotados nem para brigar pela classificação para as oitavas tendem a ser ou muito ruim, por falta de qualidade, daqueles 0 a 0 de dar sono, ou um jogo muito disputado, aberto, com as equipes buscando o ataque, mesmo com as dificuldades, que ao menos é divertido de se ver. Assim foi a vitória da Tunísia, de virada, sobre o Panamá, por 2 a 1, nesta quinta-feira, dia 28, na Mordovia Arena, em Saransk.
Antes de começar a falar do jogo, eu já presenciei inloco um jogo mais ou menos deste estilo na Copa de 2014. Foi um Equador 2, Honduras 1, em Curitiba. E a viagem até a capital paranaense naquele dia valeu muito a pena, desde o clima muito legal na arquibancada até pelo jogo, onde os dois times buscaram a vitória o tempo todo. O que eu vi hoje pela televisão de Tunísia e Panamá me lembrou bastante aquela noite na Arena da Baixada.
O Panamá abriu o marcador no primeiro tempo
Apesar de as duas equipes estarem eliminadas da competição, o jogo poderia trazer um pouco de emoção por causa de algumas marcas. O Panamá buscava duas: com apenas um gol feito até antes da partida, a seleção tinha o pior ataque entre os 32 times do torneio. Além disso, os panamenhos buscavam a primeira vitória ou, pelo menos, o primeiro ponto na história das Copas.
Já pelo lado tunisiano, a sede era por um triunfo, já que a única vitória que conseguiram na história dos Mundiais foi justamente na primeira participação, em 1978, um 3 a 1 sobre o México. Era a chance de acabar com um tabu que durava 40 anos. Aliás, o feito foi o primeiro de uma seleção africana em uma Copa do Mundo.
Apesar de ser duas equipes de nível baixo, a partida tinha sim um favorito: a Tunísia. Porém, além do risco de estarem com apenas um goleiro apto para a partida, Mathlouthi (Ben Mustapha e Hassen se machucaram ao longo da competição), os panamenhos começaram melhor no jogo e abriram o marcador aos 33 minutos, em chute de José Luís Rodriguez, que desviou em Meriah antes de balançar as redes. A arbitragem deu gol contra do defensor tunisiano. Aliás, vale lembrar que este gol entrou para a história. Pela primeira vez, todas as seleções participantes de uma edição de Copa do Mundo fizeram, ao menos dois gols.
Khazri fez o gol da vitória tunisiana
No segundo tempo, a situação mudou. A Tunísia impôs sua melhor qualidade e passou a dominar as ações, tanto que aos 6', a seleção do norte da África empatou com Ben Youssef. Foi outro gol histórico: o de número 2.500 das Copas do Mundo! A pressão tunisiana aumentou bastante e 15 minutos depois, Khazri virou o jogo, após bela jogada de sua equipe. O tabu de 40 anos estava chegando ao fim.
Nos últimos giros do cronômetro, o Panamá foi em busca do gol de empate, mas acabou não conseguindo. A vitória ficou com a Tunísia, que acabou com o tabu de 40 anos sem vitórias em Copas. Já os panamenhos voltarão para casa sem fazer ponto neste Mundial, mas as duas seleções se despediram dignamente da Rússia. Que se inspirem e voltem no Catar, em 2022.
Lukaku marcou dois gols em cada um dos dois primeiros jogos do Mundial
Tudo bem, Panamá e Tunísia estão longe de ser duas equipes do mais alto escalão do futebol mundial. Mas o fato é o seguinte: até aqui, poucas seleções que já fizeram dois jogos nesta Copa do Mundo Rússia 2018 foram tão dominantes em seus embates quanto a Bélgica. Neste sábado, dia 23, no Spartak Stadium, em Moscou, os belgas golearam os tunisianos pelo placar de 5 a 2.
E aquelas máximas, tipo "vamos ver se a Bélgica é isto tudo", "esta Bélgica é só nome, na hora H não joga nada", ou "grande geração belga? O que ganharam", parecem que começam a ir para o esquecimento. É claro que eles podem não chegar ao título, mas pelo que fizeram nas Eliminatórias, nos amistosos pré-Copa e nos dois jogos na competição até aqui não dá para descartá-los como favoritos à conquista da taça.
Na partida deste sábado, deu para perceber claramente que a Bélgica tirou o pé em vários momentos. Os belgas abriram o marcador logo aos 6 minutos. Eden Hazard foi acionado pela direita, invadiu a área e foi derrubado por Ben Youssef. O próprio Hazard foi para a cobrança, escolheu o canto direito do goleiro Ben Mustapha, que ficou ajoelhado.
Mas os belgas continuaram em cima, mostrando sim que estão entre as melhores equipes do torneio. Aos 16', Lukaku fez o segundo, aumentando a alegria da equipe. Nem o gol marcado por Bronn, no minuto seguinte, tirou o ânimo e o ímpeto da Bélgica, que mostrava ser soberana na partida.
Antes do fim do primeiro tempo, Lukaku balançou as redes novamente, se igualando a Cristiano Ronaldo na artilharia da Copa do Mundo, com quatro gols, e atingindo uma marca sensacional. Desde 1986, um jogador não marcava dois gols em cada um dos dois primeiros jogos da Copa do Mundo. Lukaku conseguiu este feito que tinha sido conseguido antes por ninguém menos que Diego Armando Maradona.
Hazard também marcou dois
No segundo tempo, a Bélgica precisou de mais seis minutos para fazer o quarto, com Hazard, que marcava também o seu segundo na partida. A partir do 4 a 1, o técnico da equipe, Roberto Martinez, aproveitou para fazer algumas trocas e poupar seus principais atletas. Lukaku, Hazard e Mertens saíram e deram seus lugares para Batshuayi, Fellaini e Tielemans.
A Bélgica até tirou um pouco o pé, mas continuou criando oportunidades. Batshuayi, por exemplo, teve ao menos três chances claras para marcar até fazer o seu, aos 45'. Ainda teve tempo de a Tunísia fazer o segundo, com Khazri, mas a vitória belga estava mais do que garantida e a classificação para as oitavas de final praticamente assegurada.
Bem, quem achava que a Bélgica era fogo de palha (e aqui faço um mea culpa, pois tinha um pouco desse pensamento), pode mudar de opinião. Podem não conquistarem a taça, mas definitivamente os belgas estão entre os favoritos.
O inglês Harry Kane foi o grande nome do jogo, fazendo os dois gols de sua equipe
O futebol é um esporte sem lógica mesmo. Quem viu os primeiros 15 minutos da partida da Inglaterra contra a Tunísia, estreia das duas equipes na Copa do Mundo Rússia 2018, nesta segunda-feira, dia 18, na Arena Volvogrado, achou que os ingleses iriam trucidar os tunisianos. Porém, não foi bem o que aconteceu o time da rainha teve que contar com um Harry Kane iluminado para fazer o gol da vitória, por 2 a 1, já nos acréscimos.
Com uma seleção muito renovada, com poucos jogadores que já participaram de uma Copa do Mundo, a Inglaterra prometia, ao menos, um time corajoso, que ia pressionar quem fosse o adversário. E foi isto que aconteceu nos primeiros minutos de partida contra a Tunísia, que voltava a um Mundial depois de ficar duas edições de fora.
Aliás, quando a Inglaterra fez 1 a 0, aos 11 minutos, com Harry Kane, depois de rebote em cabeçada do zagueiro Stones, já era para a vantagem estar maior. Só não aconteceu isto porque o goleiro tunisiano, Mourez Hassen, fechava o gol e evitava que o "English Team" não marcasse mais. Porém, por ironia do destino, Hassen machucou o ombro, foi substituído por Ben Moustapha e a equipe melhorou.
É claro que a Tunísia não melhorou no jogo por causa da troca do goleiro e sim por uma lambança do zagueiro inglês Kyle Walker. O jogador do Manchester City, onde atua como lateral, meteu o braço na cara de Ben Youssef, aos 33 minutos, em uma jogada despretensiosa dos tunisianos. O árbitro colombiano Wilmar Rondon nem precisou de VAR para apitar a marca da cal. Pênalti, que Ferjani Sassi cobrou bem e mesmo com o goleiro Pickford tocando na bola, a rede foi balançada: 1 a 1 em Volvogrado.
O gol de pênalti de Sassi
Com o gol sofrido, a Inglaterra sentiu o golpe e a Tunísia teve os seus melhores momentos na partida. depois de sofrer no início, o time do norte da África ficou mais perto de fazer o segundo gol do que os ingleses. Porém, aos poucos, o favorito foi tomando as rédeas da partida, mas nem de perto lembrando o que foi o início. Aos 40', a Inglaterra reclamou de pênalti quando Sassi teria agarrado Kane na área, mas o colombiano Roldan mandou seguir.
No segundo tempo, o ritmo do jogo continuou o mesmo. A Inglaterra com um certo domínio, mas nada que justificasse uma supremacia. Aliás, os ingleses reclamaram novamente de pênalti, de Ben Youssef em Maguire, muito parecido com o anterior, e Roldan manteve, ao menos a coerência: mandou a bola continuar rolando.
E a partida se encaminhava para um empate que seria terrível para a Inglaterra e de superação para a Tunísia. Porém, aos 46 minutos da etapa complementar, apareceu novamente Harry Kane. O capitão inglês, de cabeça, tocou a bola para o fundo das redes e deu a vitória para sua equipe, fazendo com que a Inglaterra, ao lado de Uruguai e França, fosse um dos poucos times já campeão mundial a estrear na Copa com vitória.
As seleções africanas hoje já não são mais os “bobos” da Copa do Mundo. Com times cada vez melhores, as equipes do Continente Mãe têm feito campanhas cada vez melhores. Times como Gana e Argélia chegaram longe nas últimas edições do mundial. No passado, Camarões abriu os olhos do mundo para a terra dos safaris com um certo Roger Milla. Mas a primeira vitória de um time do continente na história das copas foi de uma seleção que não tem lá tanta história: a Tunísia, na Argentina, em 1978.
Na fase de classificação, os tunisianos já haviam feito história. Primeiro, eles eliminaram o Marrocos, campeão da Copa das Nações Africanas de 1976, em duas partidas muito emocionantes. Depois, vieram as classificações diante da Argélia e da Guiné. Na fase final, passaram por um grupo com Nigéria e Egito para chegarem a primeira copa de sua história.
Jogando num grupo com Alemanha, Polônia e México, os tunisianos estrearam no Gigante de Arroyto em Rosário diante do México. O primeiro gol da partida demorou bastante a sair. Foi só aos 45 minutos do primeiro tempo que, de pênalti, marcado em um toque de mão do zagueiro das águias, os mexicanos pularam na frente com o capitão Vázquez Ayala. A etapa inicial terminava indicando que o país sede do mundial de 1970 teria uma jornada fácil.
Porém, no segundo tempo, as Águias de Cartago reagiram. Aos 10’ da etapa final, após uma boa troca de passes, Kaabi recebeu a bola pelo alto, dominou bem e encheu o pé no cantinho do goleiro Reyes para empatar o duelo, causando a vibração da torcida argentina presente em Rosário. Empolgados, os tunisianos começaram a acreditar que a vitória poderia vir e agraciar as águias.
O segundo gol demorou a vir, mas quando veio aconteceu com imensa categoria na finalização. Após uma rápida jogada de contra ataque, Kaabi, autor do primeiro gol, lançou Gommidh, que dominou em velocidade e finalizou de trivela para o fundo das redes, virando o jogo para a Tunísia. O sonho da vitória era mais real do que nunca.
O México até tentou reagir, mas a pá de cal veio aos 42’: Num passe espetacular de Gommidh, Douieb recebeu frente a frente com Reyes e finalizou com força, colocando a bola no fundo das redes e garantindo a vitória e a festa tunisiana. A história estava escrita, pois era o primeiro triunfo de uma seleção da África na Copa do Mundo.
As Águias de Cartago não fizeram feio naquela Copa. Depois da vitória na estreia, perderam por 1 a 0 para a Polônia e conseguiram um empate sem gols com a Alemanha, terminando em terceiro lugar no grupo, atrás justamente de alemães e poloneses. O México, por sua vez, foi goleado pela Alemanha na segunda rodada e ainda perdeu por 3 a 1 da Polônia, ficando na lanterna do grupo e da Copa.
Gols do jogo
Ficha Técnica
TUNÍSIA 3 x 1 MÉXICO
Data: 2 de Junho de 1978
Local: Estádio Gigante de Arroyto - Rosário/Argentina
Árbitro: Jean Dubach
Assistenstes: Jonh Gordon e Sérgio Gonella
Gols
Tunísia: Kaabi, aos 10', Gommidh, aos 24' e Douieb, aos 42' do segundo tempo
México: Vázquez Ayala, aos 45' do primeiro tempo
Tunísia: Naili; Douieb, Kaabi, T. Labidi, Gommidh; Lakhazami (K. Labidi), Ben Rehaien, Dhiab; Akid, Ben Aziza (Karoui) e Jebali - Técnico: Abdelmajid Chetali
México: Reyes; Tena, Ramos. Vazquez Ayala, Mendizabal (Lugo); De La Torre, Martinez, Isiordia; Rangel, Cuellar e Hugo Sanchez - Técnico: José Roca
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