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Com emoção!

Por Victor de Andrade
Fotos: Getty Images.com/Fifa.com

No fim, a Inglaterra comemorou a classificação em jogo de diferentes emoções

São jogos como este que explicam a grande paixão que boa parte do mundo tem pelo futebol. De uma partida fraca no primeiro tempo a um domínio da Inglaterra no segundo e, em alguns instantes, a situação muda e a Colômbia passa a ter mais 'moral', sendo que no fim foram os ingleses que acabaram saindo com a vaga. Realmente não houve tanta técnica, mas não faltou emoção no jogo realizado nesta terça-feira, no Spartak Stadium, em Moscou, o último das oitavas de final da Copa do Mundo Rússia 2018.

Antes de a bola rolar, os torcedores colombianos tiveram a confirmação de que James Rodriguez, uma das principais estrelas da equipe, não havia se recuperado da lesão que o tirou do início da partida contra o Senegal e o vem perseguindo por todo o torneio. Era uma grande perda para a seleção dirigida por José Pekerman. Já os ingleses foram a campo com seus principais jogadores.

Apesar da expectativa, o primeiro tempo de Inglaterra e Colômbia veio no mesmo ritmo da outra partida desta terça-feira, entre Suécia e Suíça: jogo fraco, com as equipes procurando pouco o ataque. Aos poucos, a Inglaterra foi se soltando, tentando procurar o ataque, mas nada que incomodasse o goleiro Ospina. Com tudo isto, a etapa inicial terminou com o placar de 0 a 0.

Mina levou o jogo para a prorrogação

A situação começou a mudar no segundo tempo. A Inglaterra foi para cima de vez e pressionou os colombianos, que realmente sentiam a falta de James Rodriguez. Falcao Garcia estava muito isolado no ataque e sempre perdia na disputa com os zagueiros ingleses. Aos 9', Sanchez derrubou Harry Kane em cobrança de escanteio: pênalti. Depois três minutos de muita discussão, o próprio Kane bateu e fez o seu sexto gol na Copa do Mundo: 1 a 0 Inglaterra.

Com o gol inglês, os colombianos ficaram nervosos e todo lance que o árbitro norte-americano Mark Geiger apitava, o time cafeteiro reclamava. Era incrível! Uma catimba muito acima do normal. A Colômbia tentou, claramente, fazer com que os ingleses também entrassem na pilha, na esperança que alguém deles fosse expulso.

Pickford defendeu a cobrança de Bacca

Nos minutos minutos finais, a Colômbia resolveu ir para a pressão, tentando igualar o marcador de qualquer forma. Neste momento, o grande nome inglês foi o goleiro Pickford, que fez boas defesas. Porém, na última delas, foi cedido o escanteio e na cobrança, aos 48', o zagueiro Yerri Mina subiu mais que todo mundo e balançou as redes pela terceira vez no torneio: 1 a 1 no placar e prorrogação.

No tempo extra, momentos distintos. No etapa inicial, empolgada com o gol, a Colômbia foi para cima, buscando fazer o segundo gol. Já no segundo tempo, foi a Inglaterra que dominou. Porém, nos 30 minutos, não houve uma chance tão clara e a decisão foi para as penalidades.

Nos pênaltis, primeiro brilhou o colombiano Ospina, que deixou sua equipe na frente. Porém, depois de uma cobrança na trave e uma defesa de Pickford, a Inglaterra garantiu sua vaga nas quartas de final, onde enfrentará a Suécia! Ufa! O jogo foi teste para cardíaco!

Com poucos sustos

Por Victor de Andrade
Fotos: Getty Images.com/Fifa.com

Paulinho toca de cobertura na saída do goleiro: gol deu ânimo à Seleção

Passou! E até que não foi tão complicado. O Brasil venceu a Sérvia nesta quarta-feira, dia 27, e cravou o primeiro lugar do Grupo E da Copa do Mundo Rússia 2018, garantindo sua vaga nas oitavas de final do torneio, quando vai encarar o México. A partida, realizada no Spartak Stadium, em Moscou, terminou com o placar de 2 a 0.

Vale ressaltar que no início dos dois tempos, a Seleção Brasileira sofreu com os sérvios. Na primeira etapa, foi a marcação sob pressão nos primeiros minutos, algo que o time amarelo já havia tido dificuldades contra a Suíça. No segundo tempo, por algum tempo, a Sérvia conseguiu envolver o time do Brasil no toque de bola. Porém, na maior parte da partida, os Canarinhos foram melhores.

No primeiro tempo, depois da marcação sob pressão do início, o Brasil passou a impor seu ritmo.  Porém, antes teve uma perda: Marcelo saiu com dores nas costas, mas seu substituto, Filipe Luís, entrou muito bem. Além disso, Philippe Coutinho ditava o ritmo das jogadas brasileiras, distribuindo o jogo. Assim, Neymar teve chance de abrir o marcador.

Falando no maestro, foi dos pés dele que saiu o primeiro gol da Seleção. Aos 36 minutos, o camisa 11 deu um belo lançamento para Paulinho, que entrou entre os dois zagueiros para tocar a bola, encobrindo o goleiro Stoijkovic, para o fundo das redes: 1 a 0 para o Brasil.

Thiago Silva, de cabeça, marcou o segundo

No segundo tempo, houve a pressão sofrida, já falada aqui, quando o centroavante Mitrovic teve uma grande chance para empatar, depois que Alison espalmou, mas Thiago Silva, bem colocado, salvou a Seleção. Falando no defensor, foi ele que fez o segundo, após escanteio cobrado por Neymar, aos 23' da etapa complementar. Pela primeira vez, um zagueiro brasileiro marcou gols em duas Copas.

O segundo gol fez com que o time sérvio desmoronasse e, com isto, o Brasil passou a tocar a bola entre seus jogadores. Vale ressaltar que o time ainda teve chances para ampliar, mas o placar ficou mesmo no 2 a 0 para o Brasil.

Com o resultado, os brasileiros ficaram com o primeiro lugar da chave, ainda mais que a Suíça apenas empatou com a Costa Rica, em 2 a 2. Agora, nas oitavas, o Brasil encara o México, no início do mata-mata. Se continuar no ritmo, melhorando a cada jogo, a Seleção terá tudo para passar.

E a Bélgica vai se firmando...

Por Victor de Andrade
Fotos: Getty Images.com/Fifa.com

Lukaku marcou dois gols em cada um dos dois primeiros jogos do Mundial

Tudo bem, Panamá e Tunísia estão longe de ser duas equipes do mais alto escalão do futebol mundial. Mas o fato é o seguinte: até aqui, poucas seleções que já fizeram dois jogos nesta Copa do Mundo Rússia 2018 foram tão dominantes em seus embates quanto a Bélgica. Neste sábado, dia 23, no Spartak Stadium, em Moscou, os belgas golearam os tunisianos pelo placar de 5 a 2.

E aquelas máximas, tipo "vamos ver se a Bélgica é isto tudo", "esta Bélgica é só nome, na hora H não joga nada", ou "grande geração belga? O que ganharam", parecem que começam a ir para o esquecimento. É claro que eles podem não chegar ao título, mas pelo que fizeram nas Eliminatórias, nos amistosos pré-Copa e nos dois jogos na competição até aqui não dá para descartá-los como favoritos à conquista da taça.

Na partida deste sábado, deu para perceber claramente que a Bélgica tirou o pé em vários momentos. Os belgas abriram o marcador logo aos 6 minutos. Eden Hazard foi acionado pela direita, invadiu a área e foi derrubado por Ben Youssef. O próprio Hazard foi para a cobrança, escolheu o canto direito do goleiro Ben Mustapha, que ficou ajoelhado.

Mas os belgas continuaram em cima, mostrando sim que estão entre as melhores equipes do torneio. Aos 16', Lukaku fez o segundo, aumentando a alegria da equipe. Nem o gol marcado por Bronn, no minuto seguinte, tirou o ânimo e o ímpeto da Bélgica, que mostrava ser soberana na partida.

Antes do fim do primeiro tempo, Lukaku balançou as redes novamente, se igualando a Cristiano Ronaldo na artilharia da Copa do Mundo, com quatro gols, e atingindo uma marca sensacional. Desde 1986, um jogador não marcava dois gols em cada um dos dois primeiros jogos da Copa do Mundo. Lukaku conseguiu este feito que tinha sido conseguido antes por ninguém menos que Diego Armando Maradona.

Hazard também marcou dois

No segundo tempo, a Bélgica precisou de mais seis minutos para fazer o quarto, com Hazard, que marcava também o seu segundo na partida. A partir do 4 a 1, o técnico da equipe, Roberto Martinez, aproveitou para fazer algumas trocas e poupar seus principais atletas. Lukaku, Hazard e Mertens saíram e deram seus lugares para Batshuayi, Fellaini e Tielemans.

A Bélgica até tirou um pouco o pé, mas continuou criando oportunidades. Batshuayi, por exemplo, teve ao menos três chances claras para marcar até fazer o seu, aos 45'. Ainda teve tempo de a Tunísia fazer o segundo, com Khazri, mas a vitória belga estava mais do que garantida e a classificação para as oitavas de final praticamente assegurada.

Bem, quem achava que a Bélgica era fogo de palha (e aqui faço um mea culpa, pois tinha um pouco desse pensamento), pode mudar de opinião. Podem não conquistarem a taça, mas definitivamente os belgas estão entre os favoritos.

A Islândia 'congelou' a Argentina

Por Victor de Andrade
Fotos: Getty Images.com/Fifa.com

Halldorsson pega o pênalti de Messi e garante o empate na estreia da Islândia em Mundiais

E quem imaginava, hein? Tudo bem que a Argentina não vem muito bem nos últimos tempos, mas a Islândia também não estava apresentando aquela bola que jogou na Eurocopa, dois anos atrás. Porém, o time da terra do gelo, em sua estreia em uma Copa do Mundo, conseguiu arrancar um belo empate em 1 a 1 contra a Albiceleste, sendo até melhor em alguns momentos, como no fim da primeira etapa, em partida realizada no Spartak Stadium, em Moscou.

O duelo botava frente a frente a debutante no evento, a Islândia, com a bicampeã Argentina. Era um time que décadas atrás era considerado um saco de pancadas no futebol europeu contra a seleção de um país que revelou nomes como Alfredo Di Stéfano, Diego Maradona e o atual grande craque mundial e camisa 10 da Albiceleste, Lionel Messi. Porém, toda essa diferença, dentro de campo, em alguns momentos, foi reduzida a praticamente nada.

A partida começou equilibrada, com ambas as equipes se estudando e, aos poucos, começando a ir ao ataque. A Islândia, por incrível que pareça, não se mostrava acanhada e parecia até ter recuperado aquele futebol da Euro 2016, onde foi a sensação do torneio. Já a Argentina, mesmo com aparentes problemas táticos, que vem sendo uma questão crônica da equipe desde o início deste ciclo, mesmo com a troca de treinadores, pressionava para mostrar que sua camisa, no caso a número dois, azul escura, pesa!

E o peso da camisa valeu mais e a Argentina abriu o marcador aos 19 minutos, com Kun Aguero, em jogada típica de centroavante. Ele recebeu de costas para o gol, com um zagueiro colado, ameaçou ir para um lado, girou para o outro e bateu forte, sem chances para o goleiro Halldorsson: 1 a 0 para os argentinos.

Islandeses agradecem o apoio do torcedor

Quem pensou que o gol iria abater os islandeses se enganou. O time da terra do gelo nem deixou os argentinos comemorarem direto e igualou o marcador aos 22 minutos. Depois de bate-rebate na área dos argentinos, Finnbogarsson deixou o placar tudo igual. Depois disso, a Islândia passou a dominar o jogo e, por muito pouco, não foi para o intervalo em vantagem na partida.

Na segunda etapa, a Argentina passou a tomar as rédeas do jogo novamente e, com o passar dos minutos, a Islândia ia recuando, tentando segurar o empate. E o grande craque Lionel Messi teve a chance de dar a vitória aos argentinos, em cobrança de pênalti. Porém, ao contrário de Cristiano Ronaldo, contra a Espanha, o gênio da Albiceleste mandou a bola nas mãos de Halldorsson.

O goleiro islandês entrou para a história do futebol de seu país. Na estreia em Copas, ele pega o pênalti de um dos melhores jogadores que o esporte já produziu e garante à Islândia o seu primeiro ponto no torneio. Já para a Argentina, o pensamento é abrir oe olho para não repetir 2002, quando caíram na primeira fase.

O Curioso do Futebol

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