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Diversão garantida e despedidas dignas

Por Victor de Andrade
Fotos: Getty Images.com/Fifa.com

O jogo foi bem divertido, já que as duas equipes procuraram atacar o tempo todo

Jogos de Copa do Mundo que envolvem dois times que não são cotados nem para brigar pela classificação para as oitavas tendem a ser ou muito ruim, por falta de qualidade, daqueles 0 a 0 de dar sono, ou um jogo muito disputado, aberto, com as equipes buscando o ataque, mesmo com as dificuldades, que ao menos é divertido de se ver. Assim foi a vitória da Tunísia, de virada, sobre o Panamá, por 2 a 1, nesta quinta-feira, dia 28, na Mordovia Arena, em Saransk.

Antes de começar a falar do jogo, eu já presenciei inloco um jogo mais ou menos deste estilo na Copa de 2014. Foi um Equador 2, Honduras 1, em Curitiba. E a viagem até a capital paranaense naquele dia valeu muito a pena, desde o clima muito legal na arquibancada até pelo jogo, onde os dois times buscaram a vitória o tempo todo. O que eu vi hoje pela televisão de Tunísia e Panamá me lembrou bastante aquela noite na Arena da Baixada.

O Panamá abriu o marcador no primeiro tempo

Apesar de as duas equipes estarem eliminadas da competição, o jogo poderia trazer um pouco de emoção por causa de algumas marcas. O Panamá buscava duas: com apenas um gol feito até antes da partida, a seleção tinha o pior ataque entre os 32 times do torneio. Além disso, os panamenhos buscavam a primeira vitória ou, pelo menos, o primeiro ponto na história das Copas.

Já pelo lado tunisiano, a sede era por um triunfo, já que a única vitória que conseguiram na história dos Mundiais foi justamente na primeira participação, em 1978, um 3 a 1 sobre o México. Era a chance de acabar com um tabu que durava 40 anos. Aliás, o feito foi o primeiro de uma seleção africana em uma Copa do Mundo.

Apesar de ser duas equipes de nível baixo, a partida tinha sim um favorito: a Tunísia. Porém, além do risco de estarem com apenas um goleiro apto para a partida, Mathlouthi (Ben Mustapha e Hassen se machucaram ao longo da competição), os panamenhos começaram melhor no jogo e abriram o marcador aos 33 minutos, em chute de José Luís Rodriguez, que desviou em Meriah antes de balançar as redes. A arbitragem deu gol contra do defensor tunisiano. Aliás, vale lembrar que este gol entrou para a história. Pela primeira vez, todas as seleções participantes de uma edição de Copa do Mundo fizeram, ao menos dois gols.

Khazri fez o gol da vitória tunisiana

No segundo tempo, a situação mudou. A Tunísia impôs sua melhor qualidade e passou a dominar as ações, tanto que aos 6', a seleção do norte da África empatou com Ben Youssef. Foi outro gol histórico: o de número 2.500 das Copas do Mundo! A pressão tunisiana aumentou bastante e 15 minutos depois, Khazri virou o jogo, após bela jogada de sua equipe. O tabu de 40 anos estava chegando ao fim.

Nos últimos giros do cronômetro, o Panamá foi em busca do gol de empate, mas acabou não conseguindo. A vitória ficou com a Tunísia, que acabou com o tabu de 40 anos sem vitórias em Copas. Já os panamenhos voltarão para casa sem fazer ponto neste Mundial, mas as duas seleções se despediram dignamente da Rússia. Que se inspirem e voltem no Catar, em 2022.

O que parecia fácil virou drama

Por Michelle Abílio
Fotos: Getty Images.com/Fifa.com

Cristiano Ronaldo tomando cartão amarelo em lance que poderia ser expulso

Em terra de Luís Vaz de Camões, Fernando Pessoas e Amália Rodrigues, o drama e o sofrimento fazem parte da literatura, da história e das canções.

Camões já escrevia sobre o contentamento desconte. Pessoa questionou se tudo vale a pena se a alma não é pequena. E Amália canta as lágrimas de Portugal.

E no futebol não é diferente. Se não for se angústia e sofrimento não é Portugal.

Sofrimento de uma seleção que não passou da primeira fase na última Copa e que não queria repetir o desastre de 2014. Sofrimento também durante a partida. Sofrimento de um time que perdeu pênalti e o desespero ficar sem o capitão Cristiano Ronaldo para a partida das oitavas de final.

E foi assim foi o jogo de Portugal. Os lusos entraram em campo às 15h, horário de Brasília, contra o Irã, para a última rodada da primeira fase do mais importante torneio de futebol do planeta.

Quaresma abriu o marcador com um belíssimo gol

Um empate contra os iranianos classificaria a seleção portuguesa para a próxima fase. E para o Irã só a vitória salvaria o time da eliminação.

E tudo vale a pena se a alma não é pequena?

Duas vagas, quatro times. Enquanto os lusos e os iranianos duelavam em busca de uma vitória, a Espanha corria em paralelo diante da já eliminada seleção marroquina, que não deu mole para os espanhóis. E bom um bom tempo chegou a liderar a partida.

Portugal e Irão foi um jogo bem disputado. Um dos melhores e emocionantes deste Mundial. Com Portugal atacando desde o início da partida, mas só aos 44 minutos dos primeiro tempo que Ricardo Quaresma abre o placar. E marca o primeiro gol português não feito pelo Cristiano Ronaldo nesta Copa do Mundo.

Para os desespero dos iranianos Portugal retornou para o segundo tempo brigando para ampliar a partida. E logo no início, Cristiano Ronaldo sofre um pênalti, que só foi marcado um minuto depois pelo árbitro de vídeo. Cristiano Ronaldo bateu, mas o goleiro do Irã defendeu o lance.

De pênalti, com ajuda do VAR, o Irã empatou

O resultado de um a zero não tranquiliza a torcida e equipe portuguesa. E o Irã corria atrás, já que na outra partida, Marrocos vencia a Espanha e dava esperança ao time iraniano.

Quanto mais se aproximava o fim da partida, mais aumentava o sofrimento português. Cristiano Ronaldo fez falta e quase foi expulso. Mais uma vez: Tudo vale a pena se a alma não é pequena?

Já no fim da partida, pênalti para o Irã que empatou o jogo. E o desespero não parou por aí. Logo após empatar o jogo, os iranianos foram para o ataque e quase ampliaram a disputa.

E aqueles seis minutos complementares finais duraram uma eternidade para as duas seleções. Lágrimas iranianas e portuguesas no fim da partida. Do Irã a lágrima de tristeza. De um time que lutou até o último minuto. De um time que foi eliminado, mas que honrou sua classificação para a Copa. Do outro lado, lágrimas de desespero e sofrimento, como se fosse mais uma canção de Amália Rodrigues. Mas dessa vez, com final feliz para os português.

A expulsão complicou tudo...

Por Victor de Andrade
Fotos: Getty Images.com/Fifa.com

Bola na rede! Osako marcou o gol da vitória do Japão sobre a Colômbia

Uma expulsão, pênalti e bola na rede logo no início do jogo. Tudo isto inverteu toda a pré-partida entre Japão e Colômbia, estreia das duas seleções na Copa do Mundo Rússia 2018, na manhã (horário de Brasília) desta terça-feira, dia 19, na Mordovia Arena, em Saransk. De favorito, os colombianos ficaram com um jogador a menos e acabaram sendo derrotados pelos japoneses pelo placar de 2 a 1.

A expectativa de ver novamente a Seleção Cafetera em campo era interessante. A equipe vinha com seus grandes jogadores, como Cuadrado, James Rodriguez e Falcao Garcia, este último não jogou em 2014 por lesão. Porém, Rodriguez iniciou a partida no banco, por estar sentindo um incomodo. Primeiro ponto positivo para os japoneses.

E ao iniciar o jogo, a Seleção Nipônica surpreendeu com sua marcação alta e em um desses lances, surgiu o fato que mudaria tudo. O Japão conseguiu roubar a bola e depois de bate-rebate na área colombiana, o volante Sanchez evitou um gol certo com o braço. Pênalti e expulsão do jogador da Colômbia, sem precisar de VAR para confirmar a infração. O experiente Kagawa foi para a cobrança e não desperdiçou: 1 a 0 para os japoneses.

Com a vantagem no marcador e no número de jogadores, o Japão passou a tocar a bola, com Kagawa ditando o ritmo. Começou a criar chances, mas a incrível falta de capacidade dos nipônicos de concluir as jogadas fez com que o time asiático não ampliasse o marcador. Isso fez com que os colombianos, mesmo com um a menos, acreditassem que poderiam empatar e foram para cima.

Colômbia ficou teve um expulso com menos de 5 minutos de jogo

Aos 39 minutos, veio o gol de empate colombiano em um lance de genialidade. Em cobrança de falta, Quintero bateu rasteiro, fraco, mas por debaixo da barreira, no estilo Ronaldinho Gaúcho. O goleiro Kawashima até fez a defesa, mas a bola já tinha passado pela linha e o relógio do árbitro esloveno Damir Skomina apontou gol: 1 a 1.

Na segunda etapa, o Japão, com um a mais, foi para cima, mas pecava demais nas finalizações. Os colombianos, nos contra-ataques, assustavam. Porém, em um lance que não é comum no futebol japonês, saiu o gol da vitória: em cobrança de escanteio pela esquerda, Osako, aos 28', fez o segundo. A Colômbia até tentou buscar o empate, usando até James Rodriguez, meio baleado, mas não teve jeito: 2 a 1 para os nipônicos.

É uma vitória histórica em Copas do Mundo. Pela primeira vez, um asiático derrotou um sul-americano em Mundiais. E o Japão, considerado o time mais fraco do Grupo H da competição, sai de campo em sua estreia com uma vitória.

O Curioso do Futebol

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