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O que parecia fácil virou drama

Por Michelle Abílio
Fotos: Getty Images.com/Fifa.com

Cristiano Ronaldo tomando cartão amarelo em lance que poderia ser expulso

Em terra de Luís Vaz de Camões, Fernando Pessoas e Amália Rodrigues, o drama e o sofrimento fazem parte da literatura, da história e das canções.

Camões já escrevia sobre o contentamento desconte. Pessoa questionou se tudo vale a pena se a alma não é pequena. E Amália canta as lágrimas de Portugal.

E no futebol não é diferente. Se não for se angústia e sofrimento não é Portugal.

Sofrimento de uma seleção que não passou da primeira fase na última Copa e que não queria repetir o desastre de 2014. Sofrimento também durante a partida. Sofrimento de um time que perdeu pênalti e o desespero ficar sem o capitão Cristiano Ronaldo para a partida das oitavas de final.

E foi assim foi o jogo de Portugal. Os lusos entraram em campo às 15h, horário de Brasília, contra o Irã, para a última rodada da primeira fase do mais importante torneio de futebol do planeta.

Quaresma abriu o marcador com um belíssimo gol

Um empate contra os iranianos classificaria a seleção portuguesa para a próxima fase. E para o Irã só a vitória salvaria o time da eliminação.

E tudo vale a pena se a alma não é pequena?

Duas vagas, quatro times. Enquanto os lusos e os iranianos duelavam em busca de uma vitória, a Espanha corria em paralelo diante da já eliminada seleção marroquina, que não deu mole para os espanhóis. E bom um bom tempo chegou a liderar a partida.

Portugal e Irão foi um jogo bem disputado. Um dos melhores e emocionantes deste Mundial. Com Portugal atacando desde o início da partida, mas só aos 44 minutos dos primeiro tempo que Ricardo Quaresma abre o placar. E marca o primeiro gol português não feito pelo Cristiano Ronaldo nesta Copa do Mundo.

Para os desespero dos iranianos Portugal retornou para o segundo tempo brigando para ampliar a partida. E logo no início, Cristiano Ronaldo sofre um pênalti, que só foi marcado um minuto depois pelo árbitro de vídeo. Cristiano Ronaldo bateu, mas o goleiro do Irã defendeu o lance.

De pênalti, com ajuda do VAR, o Irã empatou

O resultado de um a zero não tranquiliza a torcida e equipe portuguesa. E o Irã corria atrás, já que na outra partida, Marrocos vencia a Espanha e dava esperança ao time iraniano.

Quanto mais se aproximava o fim da partida, mais aumentava o sofrimento português. Cristiano Ronaldo fez falta e quase foi expulso. Mais uma vez: Tudo vale a pena se a alma não é pequena?

Já no fim da partida, pênalti para o Irã que empatou o jogo. E o desespero não parou por aí. Logo após empatar o jogo, os iranianos foram para o ataque e quase ampliaram a disputa.

E aqueles seis minutos complementares finais duraram uma eternidade para as duas seleções. Lágrimas iranianas e portuguesas no fim da partida. Do Irã a lágrima de tristeza. De um time que lutou até o último minuto. De um time que foi eliminado, mas que honrou sua classificação para a Copa. Do outro lado, lágrimas de desespero e sofrimento, como se fosse mais uma canção de Amália Rodrigues. Mas dessa vez, com final feliz para os português.

Nem a pressão marroquina apagou o brilho de Cristiano Ronaldo

Por Michelle Abílio
Fotos: Getty Images.com/Fifa.com

Cristiano Ronaldo fez um gol logo no início e Portugal suportou a pressão marroquina

“Heróis do mar, nobre povo
Nação valente e imortal
Levantai hoje de novo
O esplendor de Portugal!”

E assim começa o hino de Portugal. Mas quem são os verdadeiros heróis do mar? Na verdade quem é o verdadeiro herói do mar?

Cristiano Ronaldo. E este não é apenas um herói é um deus. Um desses deuses nasce de vez enquanto para dar alegria dos amantes do futebol. Desses deuses-heróis que em passes de mágica fazem um espetáculo a parte. Desses deuses que transformam um lance normal de jogo em um espetáculo nos gramados. 

E como nasce um deus-herói? Cristiano Ronaldo nasceu no dia 05 de fevereiro de 1985, num hospital em Funchal, na Ilha da Madeira. 

Da Madeira para o infinito. Se existe um limite para estrelas no mundo do futebol, Cristiano Ronaldo desconhece. 

O gajo não para de brilhar. Na seleção Portuguesa é CR7 e mais 10. No Real Madrid é ele e mais alguns. Mas é sempre ele, ali, pronto para decidir uma partida. Seja ela valendo três pontos, um título da Champions League, a Eurocopa ou uma classificação no maior torneio de futebol do mundo. 

Cristiano mostra o porque é o jogador mais importante não só de Portugal, mas sim da galáxia. E contra seus concorrentes a este título, que também são muito bons, Cristiano sobra dentro dos gramados russos. Até agora foram quatro gols do gajo.

E contra o Marrocos, nesta quarta-feira, 20 de junho, no Luzhniki Stadium, em Moscou, não foi diferente. O jogo mal tinha começado, e ele foi lá, menos de cinco minutos de partida e abriu o placar para o time Luso.

O goleiro Rui Patrício foi importantíssimo para o resultado de 1 a 0

De lá pra cá a partida não foi fácil para Portugal. O jogo poderia ter terminado ali aos 5 minutos do primeiro tempo. Cristiano Ronaldo bate falta, sofreu falta, passou a bola, recebeu a bola, chutou pro gol, errou o gol, brincou de zagueiro, e todos os lances pra mim, só tinham Cristiano Ronaldo. Desculpe os demais, Rui Patrício, João Moutinho, Pepe, Cedric, etc... todos coadjuvantes ao lado do CR7. Até porque não jogaram nada. 

Marrocos até foi um gigante diante da seleção de Cristiano Ronaldo. Tentou, tentou, tentou... Tentou até ofuscar o brilho do português. Fez Portugal suar. Fez a torcida portuguesa quebrar todas as unhas. Mas em vão. Dessa vez os deuses do futebol estavam ao lado do deus-herói português. E com esta vitória, a seleção Portuguesa soma quatro pontos e aguarda o resultado de Irã e Espanha para saber como ficará a classificação do Grupo B. Portugal enfrenta o Irã na última rodada. O Marrocos, que não tem mais chances de classificação, enfrenta a Espanha.

A tecnologia a serviço do futebol (francês)

Por Michelle Abilio
Fotos: Getty Images.com/Fifa.com

Lance com o volante Paul Pogba acabou decidindo o jogo em favor da França

13 minutos do segundo tempo de um jogo parado. O relógio ainda marcava 8 e 15 da manhã no horário de Brasília, no sábado, dia 16 de junho. E quem acorda 7 horas da manhã em pleno sábado para ver França e Austrália? Só com um pão francês e um café forte para se manter acordado durante um jogo sonolento que abriu o terceiro dia da Copa do Mundo da Rússia.

Mas são coisas que só a Copa do Mundo faz com os amantes de futebol. E foi exatamente neste momento, aos 13 minutos da etapa final, que entra em campo, pela primeira vez em uma Copa do Mundo, sistema de vídeo-arbitragem, o VAR, na Arena Kazan, na Rússia.

Em um lance com Griezmann, o juizão foi lá consultar a TV para ver se foi falta. E diria que nem o VAR aguentou a monotonia desse jogo e marcou o pênalti. E foi assim, aos 13 minutos do segundo tempo que o número 7 francês abriu o placar do primeiro jogo da Copa deste sábado.

E os franceses nem comemoram muito. Dois minutos depois, pênalti para a Austrália, mas dessa vez sem a ajuda do árbitro de vídeo. E foi assim que time das terras dos cangurus empatou o jogo contra os franceses de Pogba, Griezmann e Dembélé.

O goleiro Lloris trabalhando na partida

Mas não demorou muito para que a tecnologia voltasse para o campo virando a protagonista da partida. Já que aos 38 minutos da etapa final, em um lance de Pogba que tabela com Mbappé, depois com Giroud, que disputa a bola com Behich. A bola bate e rebate, se o árbitro e os auxiliares não enxergaram que a bola dentro do gol, o relógio do árbitro, através do sensor dentro da bola, apitou indicando o gol do Pogba.

Parece que a tecnologia veio para ficar. Agora além do árbitro humano, poderemos xingar o árbitro de vídeo, e neste jogo, os australianos também estrearam o xingamento à tecnologia.

Talvez essa seja a maneira mais justa de evitar erros de juízes durante os jogos. Se a gente vai se acostumar é outra coisa. Corinthians e Flamengo vão gostar? (Polêmica!) Mas nada mais adequado de que um árbitro de vídeo aparecer para um país que tanto defendeu a bandeira de “Liberté, fraternité e égalité”. Só para não perder a rima, este jogo é do grupo C. E por falar em C, C de CBF, árbitro, juiz e tal.. lembrei do Fluminense. Ah se tivesse algo semelhante ao VAR no STJD... Mas isso é melhor deixar pra lá... Voltamos para a Copa do Mundo.

Portugal 2 x 1 Gana - No lugar certo, na hora certa!

Apesar da vitória, os portugueses foram eliminados da Copa

* por Michelle Abilio

Sabe aquele momento que você está na hora certo e no lugar certo? Aconteceu comigo durante a Copa do Mundo.

Sou paulista, paulistana, da Vila Mariana, bairro da zona sul de São Paulo. E na Vila Mariana morei por 31 anos. Não tinha pretensão nenhuma de sair de casa e muito menos mudar de rua, bairro, cidade e estado.

Acompanhei a fase pré-Copa ansiosa e curiosa em saber como o Brasil iria se comportar diante de um dos eventos mais importantes do planeta.

Vi de perto o nascimento da Arena Corinthians, em Itaquera. Os últimos meses pré-Copa, fui ao estádio do time da zona leste quase toda semana. Mas minha ambição pela Copa do Mundo era tomar cerveja e fazer churrasco nos principais jogos da competição, nada além disso.

Na última fase da venda de ingressos, a vontade de assistir jogo bateu mais forte, e eu, acostumada em ver jogos nas arquibancadas de concreto, resolvi desembolsar uma grana e comprar o ingresso para ver o jogo e numa super arena.  Comprei o bilhete para Portugal e Gana, em Brasília, um dos poucos “bons” jogos e com bons jogadores que restavam para compras.

Um mês antes de começar a Copa, ainda não tinha passagem para a Capital Federal e nem a certeza de que assistiria a partida. Como sempre, faltava dinheiro e limite no cartão de crédito. Mas um fato inesperado na minha vida. Recebi um convite para trabalhar em Brasília e faltando dez dias para a Copa peguei minha mochila e embarquei para a capital federal.

A Copa começou e, com ela, sete jogos em Brasília. Local que eu ainda não sabia a diferença de Asa Sul e Asa Norte, que errava todo dia o caminho do serviço para a casa.

E viva a Lusa!

A capital federal foi uma das sedes da Copa que mais recebeu jogos do evento e no, clima da Copa, o quadradinho de Goiás respirava futebol e foi invadida por equatorianos, colombianos, e nos bares, gente de todas as nacionalidades, tipos, sotaques e camisas de futebol. Respirando a Copa do Mundo no quintal de casa, bateu o arrependimento pela falta de ingressos.

Uma amiga que tinha comprado todos os ingressos para Brasília, fez uma viagem de última hora e me dei o ingresso para Equador e Suíça, um dos primeiros jogos do Mundial.  O jogo terminou em 2 a 1, e com o fim da partida, começou a vontade de querer mais ingressos e assistir mais jogos no Mané Garrincha.  Foi a primeira madrugada que passei em claro tentando comprar mais e mais ingressos para o Mundial.

Minhas madrugadas acordada diante do computador rendou uma partida para as oitavas de final entre França e Nigéria. Não consegui ver o Brasil goleando Camarões na arquibancada, e ainda bem, que também não consegui ver a disputa dos terceiro lugar entre Holanda e Brasil.

Mas o jogo certo e no lugar certo e me diverti muito. Como escrevi no início do texto, estava no lugar certo e na hora certa para ver Portugal e Gana, o único que tinha comprado com antecedência. O jogo não foi o melhor do mundo, foi o último jogo da primeira fase para Portugal. Aliás, foi o último jogo de Portugal, e a equipe lusitana precisava de um resultado elástico para classificar para a próxima fase e ainda dependia de resultados das outras equipes.  Os lusos não tinham chances de passar para a próxima fase, o melhor jogador do mundo, Cristiano Ronaldo, se escondeu durante todo o mundial e apareceu timidamente no Mané Garrincha.

Portugal venceu Gana por 2 a 1, com um gol contra e outro do craque desaparecido CR7. Os dois times se despediram da competição, e no grupo deles, Alemanha e Estados Unidos seguiram para as oitavas de final. Não foi o melhor jogo da minha vida, mas foi uma das melhores festas pré e pós jogos da história, aliás, da minha história futebolística.

Grande movimentação na frente do estádio em todos os jogos

Nos arredores do Mané Garrincha,  aquele espaço novo para uma nova moradora brasiliense,  com a minha camisa rubro-verde, da Portuguesa, encontrei muitos amigos de arquibancada de concreto, ali do Pari, do Canindé. Por horas, gritamos pela Portuguesa, cantamos o hino do clube em plena Copa do Mundo. Éramos uma centena, parece pouco, mas fizemos muito barulho ali na porta do lindo Manezão. Na arquibancada, cada um em canto, junto a milhares de torcedores do mundo todo, não éramos ninguém.

Mas por alguns instantes fomos uma grande torcida lusitana na porta do Mané Garrincha. Eu, uma recém-candanga reencontrando todos os amigos na porta do estádio para ver Portugal. Da porta do estádio Série B para a porta de uma Arena Copa do Mundo. (Prefiro o estádio Série B, para deixar bem claro).

E o pós-jogo foi tão bom quando o pré-jogo. Fomos lamentar a desclassificação de Portugal em um tradicional bar da cidade, viramos capa do principal jornal do DF e ainda convidei os amigos para conhecer meu apartamento recém alugado na Asa Norte.


* Michelle Abilio (com a bandeira da Lusa), 32 anos, torcedora da Portuguesa desde 1983, jornalista, mora em Brasília e assiste também os jogos do Gama. Michelle é sócia do blog Boteco da Lusa e autora do livro com o mesmo nome.

O Boteco da Lusa: o blog que virou livro



Um livro que conta histórias através de letras e desenhos. Nascido do blog O Boteco da Lusa (www.botecodalusa.com), o livro homônimo é a compilação das melhores histórias do blog de Michelle Abílio, uma apaixonada pela Portuguesa de Desportos, com ilustrações de outro fanático por futebol, Paulo Batista.

A ideia de publicar os textos em livro veio do Paulo Batista. “O livro surgiu do blog que a gente já vem fazendo há um bom tempo. A Michelle desde 2008 e eu comecei a colaborar com ela em 2011. De algum tempo vinha a ideia de selecionar o melhor e fazer um livro. Eu tinha planos de editar e o livro saiu em outubro do ano passado”, explicou.

O livro conta várias histórias das arquibancadas do Canindé e de outros estádios em que a Lusa entrou em campo. Inclusive, há um paralelo entre os jogos Santos x Portuguesa, válido pela Série A do Campeonato Brasileiro, na Vila Belmiro, e Portuguesa Santista x Mauaense, pelo Campeonato Paulista da Segunda Divisão, em Ulrico Mursa.

Os dois jogos, na cidade de Santos, ocorreram no mesmo final de semana. O texto “O futebol como ele é. Ou deveria ser” compara o jogo do futebol moderno em um estádio histórico, mas modernizado, e o jogo da última divisão estadual, com gente no alambrado e cheiro de linguiça na chapa.

Outros textos interessantes são os que contam a trajetória da Portuguesa no Campeonato Brasileiro da Série B de 2011. Com uma campanha avassaladora, a Lusa sagrou-se campeã e deu uma grande alegria para os seus torcedores. Michelle consegue transportar todo este sentimento para as palavras.

O livro conta com prefácio do jornalista Flavio Gomes, atualmente no Fox Sports, posfácio de Élcio Mendonça, chefe de reportagem do Esporte Interativo Nordeste, e orelha de Luiz Augusri Simon, o Menon, também jornalista. Todos são torcedores da Lusa do Canindé.


O livro pode ser comprado no blog Boteco da Lusa ou na página blog-o-criatura.blogspot.com (blog de ilustrações de Paulo Batista). Em ambas as páginas tem o link para comprar e pagar com cartão ou boleto bancário pelo PagSeguro. O livro custa R$ 30,00 e o envio para qualquer lugar do Brasil sai R$ 5,55. Quem quiser mais informações pode também enviar um e-mail para livros.pbeditorial@gmail.com.

O Curioso do Futebol

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