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Brasil goleia a Tunísia em último amistoso antes da Copa do Mundo

Por Felipe Roque
Foto: Lucas Figueiredo / CBF

Comemoração em um dos gols da Seleção Brasileira

Nesta terça, dia 27, no Parc des Princes, em Paris, na França, a Seleção Brasileira disputou seu último desafio antes da Copa do Mundo do Qatar e venceu a Seleção da Tunísia por 5 a 1. Raphinha (2), Richarlison, Neymar e Pedro marcaram para o time Canarinho. Talibi fez o único do escrete africano.

A Seleção Brasileira veio de vitória sobre a Gana no último amistoso. O placar confortável de 3 a 0 e a boa atuação do time agradaram o técnico Tite, que decidiu por fazer algumas alterações como teste para o jogo contra a Tunísia. Danilo entrou na lateral direita e Fred no lugar de Vinícius Jr, alterando a formação da seleção canarinho. A Seleção da Tunísia também veio de vitória: bateu a Comores por 1 a 0. 

A primeira grande chance da partida foi brasileira, aos 6 minutos. Fred roubou a bola no campo e tocou para Neymar, que deu belo passe para Lucas Paqueta. O camisa 7 bateu na rede de fora.  O primeiro gol saiu aos 10 minutos. Raphinha recebeu um lindo passe de Casemiro e, de cabeça, marcou um golaço para abrir o placar. 

Porém, a Tunísia chegou a empatar. Em um cruzamento vindo pela esquerda depois de falta, aos 17 minutos, Talbi subiu livre e cabeceou para empatar o jogo. Entretanto, nem deu tempo para os tunisianos comemorarem. 1 minuto depois, Rafinha deu bela assistência para Richarlison colocar os brasileiros na frente do placar novamente. Na comemoração, um torcedor jogou uma banana no campo e isto causou protestos nas mídias sociais e da CBF.

Aos 26 minutos, após cobrança de escanteio, Casemiro foi puxado por Laidouni e o árbitro marcou pênalti. Neymar cobrou e ampliou para o Brasil. Com 39 minutos, após grande jogada brasileira, Raphinha bateu de primeira, pra marcar seu segundo gol no jogo e o quarto do Brasil. A situação da Tunísia, que já estava complicada, ficou ainda mais quando, aos 42 minutos, Bronn deu dura entrada em Neymar e foi expulso de jogo. 


No segundo tempo, o jogo caiu de ritmo. Mas, talvez a atuação mais esperada era a do atacante Pedro, que entrou no intervalo e, aos 29 minutos, depois de bola dividida, bateu de primeira na área, marcando seu primeiro gol com a camisa amarelinha. Assim, o jogo terminou com o placar de 5 a 1.

O Brasil agora se prepara para a disputa da Copa do Mundo do Qatar, quando estreia dia 24 de novembro, contra a Sérvia, no Lusail Stadium. Já a Seleção da Tunísia estreia no Mundial dia 22 de novembro, contra a Dinamarca, no Estádio Cidade da Educação.

Há 24 anos, Brasil goleava o Chile por 4 a 1 e avançava às quartas de final da Copa de 1998

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

O Brasil venceu o Chile por 4 a 1

Nesta segunda-feira, dia 27 de junho de 2022, se completam 24 anos do duelo entre Brasil e Chile, válido pela última rodada da fase de grupos da Copa do Mundo de 1998, sediada na França. Nesta oportunidade, no Parc des Princes, localizado na capital francesa, a Seleção Brasileira goleou pelo placar de 4 a 1 e avançou para as quartas de final.

A Amarelinha vinha de dois triunfos e uma derrotas nas três partidas anteriores. O selecionado brasileiro havia vencido a Escócia por 2 a 1 na estreia, batido o Marrocos por 3 a 0 e fechou a sua participação na fase de grupos com derrota para a Noruega. Já a Roja, empatou o primeiro jogo por 2 a 2 com a Itália, ficou no 1 a 1 com a Áustria e novamente não saiu do empate em 1 a 1, desta vez, com Camarões.

Apesar de se esperar uma equipe Canarinho com dificuldades no quesito criativo, como na derrota para a Noruega alguns dias atrás, os comandados de Zagallo começaram a partida com um ritmo bastante intenso. Demonstrando muita disposição desde o início, o zagueiro Júnior Baiano mostrou seu cartão de visitas dando uma entrada forte em Salas. Na marca dos 11', Cesar Sampaio aproveitou levantamento de Dunga na medida em cobrança de falta pela esquerda e liberdade da zaga chilena para abrir o placar.

Com 26′ jogados, Roberto Carlos cobrou uma falta de longa distância, mas a bola bateu na barreira. Na sobra, Bebeto ajeitou para o meio e César Sampaio emendou de primeira na linha da grande área e acertou o canto direito, no contrapé de Nelson Tapia. Ainda nos acréscimos, a Slelçâo Brasileira teria tempo de marcar o terceiro, quando Ronaldo partiu em velocidade para o gol e acabou sofrendo pênalti em dividida com o goleiro chileno. Ele mesmo foi para a marca fatal e executou a cobrança à meia altura no lado esquerdo. Tapia chegou até a encostar na bola, mas ela acabou indo para o fundo das redes.

Na etapa complementar, a equipe chilena voltou melhor do que os brasileiros, que só voltaram a crescer no jogo quando Denílson entrou no lugar de Bebeto, que estava apagado em campo, a partir dos 20'. Pouco tempo depois, Salas pegou a bola no campo defensivo, fez boa tabela com Vega, que fez o levantamento na grande área, nas costas de Júnior Baiano. Aldair não se mexeu e permitiu que Zamorano cabeceou em cima do goleiro Taffarel, que saiu debaixo das três traves para bloquear. Porém, Salas ficou com o rebote e tocou para o fundo das redes, diminuindo o placar para 3 a 1 aos 25'.


Sem muito tempo para deixar o Chile comemorar o gol, Denílson tabelou com Rivaldo, puxou a marcação e serviu Ronaldo, que avançou sozinho pelo lado direito. O camisa 9 invadiu a área e finalizou cruzado para fechar a conta, sacramentando a goleada por 4 a 1.

Na sequência deste Mundial, a Seleção Brasileira ainda eliminaria Dinamarca, em um complicado jogo nas quartas de final, e a Holanda nas semifinais. Chegou na grande decisão, mas foi derrotada pela anfitriã França.

Santos de Pelé, Coutinho e Pepe conquistava Paris em 1960

Por Gabriel Pierin / Centro de Memória do Santos FC
Foto: arquivo

O trio de craques do Santos FC dos anos 60

O Santos venceu pela primeira vez o Torneio de Paris em 9 de junho de 1960, uma quinta-feira à noite. Com o trio Pelé, Coutinho e Pepe no auge, os santistas jogaram para um público de 40 mil pessoas que lotou o Parc des Princes e viu o Racing de Paris ser goleado por 4 a 1.

O Torneio de Paris era um dos principais eventos de pré-temporada da época. Formado com equipes de prestígio internacional, na sua edição de 1960 participaram o Santos, os franceses Stade de Reims e Racing Paris, e o CSKA Sofia, da Bulgária.


Na partida de estreia, dia 7, o Alvinegro enfrentou o Stade de Reims no Parc des Princes, em Paris. Campeã francês em 1959/60, vice-campeão europeu na temporada 1958/59 e base da Seleção da França que chegou à semifinal da Copa de 1958, o Stade contava com grandes jogadores em seu elenco, como o goleiro Dominique Colonna, o defensor Robert Jonquet e os atacantes Jean Vincent, Raymond Kopa e Roger Piantoni.

Sem dar bola para o currículo do adversário, o Santos começou avassalador. Coutinho abriu o marcador com um minuto de jogo. O segundo gol, aos cinco, foi uma obra-prima. A pintura começou com um chute de Pelé na trave. Dorval recuperou a bola na linha de fundo e tocou para Mengálvio, que tentou o drible e foi bloqueado. A bola encontrou Pelé e mais cinco defensores à sua frente. O Rei driblou um a um e tocou na saída do goleiro, para aplausos dos torcedores.

Com 2 a 0 atrás no placar, o Stade de Reims foi pra cima. Aos oito minutos o time francês diminuiu com Piantonini, mas a comemoração durou pouco. Coutinho voltou a marcar dois minutos depois. Nos acréscimos da primeira etapa, Piantonini fez outro e o Stade encostou novamente no marcador.


As equipes voltaram para o segundo tempo com a mesma disposição. Para a alegria da torcida francesa, o artilheiro Piantonini fez o terceiro e empatou o jogo. O estádio Parc des Princes foi à loucura e a pressão dos 40 mil torcedores sobre os santistas aumentou. A euforia durou até os 19 minutos, quando Coutinho desempatou. Pepe marcou mais um aos 38 minutos, fechando o marcador em 5 a 3.

Na noite de quinta-feira, 9 de junho, 40 mil torcedores lotaram o Parc des Princes para assistir à final entre Santos e Racing, que vencera o CSKA na semifinal por 2 a 0.

O Santos jogou a decisão com Laércio, Calvet (depois Getúlio), Mauro e Zé Carlos; Formiga e Zito; Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe (Tite). O Racing apresentou Tailander, Tibari (Guillot), Lelong, e Marche; Marcel e Herbin; Grillet, Tocna, Ujlaki, Senac e Heutte.

A iniciativa do jogo partiu da equipe de Paris. Laércio, muito exigido nos primeiros minutos, chegou a receber atendimento médico depois de um choque com um atacante francês. A paralisação foi providencial. O time do Racing esfriou e o Santos, finalmente, entrou no jogo.


Aos 23 minutos Coutinho abriu a contagem. O atacante arriscou um chute de longa distância e a bola encontrou o ângulo direito. Pouco depois, começou a chover na Cidade Luz, dificultando a troca de passes. O Racing se recuperou do gol e voltou a ameaçar a meta santista. O africano Topka perdeu oportunidades e Laércio seguia fazendo grandes defesas.

Mais técnico, o Santos conseguiu manter a vantagem no primeiro tempo. Após o intervalo, o time voltou com mais disposição. Pelé tabelou com Coutinho e marcou aos nove minutos, ampliando a vantagem santista. Aos 15, Getúlio entrou no lugar de Calvet.

Aos 21 minutos a jogada seguia em ritmo lento pela esquerda quando Pelé jogou a bola entre as pernas do marcador, arrancou, esticou na esquerda para Pepe chutar forte e rasteiro no canto do goleiro Tailander.

Perdendo de 3 a 0, o Racing foi pra cima. Aos 28 minutos, Getúlio cometeu falta em Guillot. O mesmo francês fez a cobrança e Ujlaki desviou de cabeça, diminuindo o placar.


Aos 43 minutos Coutinho voltou a marcar. Dessa vez foi o centroavante que acelerou uma jogada depois de dar um drible na intermediária, passou a Pelé e recebeu na área, para enfiar o pé direito na bola, entre três marcadores, e fazer o quarto e último gol do Santos. Depois de brilhar na sua primeira excursão na Europa, em 1959, o Alvinegro Praiano voltava a triunfar no velho continente conquistando o prestigiado Torneio de Paris.

O Santos jogava o fino e para muitos já era o melhor do mundo, título que oficialmente só obteria no ano seguinte. O detalhe é que Coutinho, artilheiro do time no Torneio de Paris, com cinco gols, só completaria 17 anos dois dias depois da final. Pelé tinha apenas 19 anos e Pepe, o veterano do trio atacante, 25.

O Curioso do Futebol

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