Mostrando postagens com marcador Amarelinha. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Amarelinha. Mostrar todas as postagens

29 anos do penúltimo capítulo do Tetra

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Romário comemorando o gol diante da Suécia

Nesta quinta-feira, dia 13 de julho de 2023, se completam 29 anos do penúltimo degrau que o Brasil teve de subir para alcançar o tão sonhado tetracampeonato Mundial da sua história. Este episódio aconteceu diante da Suécia, com uma vitória magra pelo placar de 1 a 0 na Copa de 94, sediada nos Estados Unidos.

A Amarelinha vinha de uma grande trajetória até chegar às semifinais. Isso porque, a equipe Canarinho terminou a sua participação do Grupo B na liderança absoluta com sete pontos. Nas oitavas de final, despachou os anfitriões norte-americanos e a Holanda na fase de quartas de final..

Enquanto isso, os Blågult fecharam a primeira fase com cinco pontos, na mesma chave dos brasileiros. Durante o mata-mata, despacharam o Paraguai nas oitavas a Itália nas quartas de final para às semifinais.

O jogo aconteceu no gramado do Estádio Rose Bowl, em Pasadena, para cerca de 91.856 torcedores presentes nas arquibancadas, que assistiram à uma partida bastante disputada do início ao fim. Os nórdicos conseguiram segurar o time amarelo por bastante tempo, mas aos 80' de bola rolando, o 'Baixinho' Romário apareceu de maneira decisiva e marcou o gol da vitória. 


Alguns dias mais tarde, a Seleção Brasileira veio a se sagrar campeã do mundo pela quarta vez. Na decisão, a equipe Canarinho bateu a Itália nos pênaltis por 3 a 2, após empates sem gols no tempo normal e na prorrogação.

O início da Seleção Brasileira entrando de mãos dadas em 1993

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Jogadores da Amarelinha entrando de mãos dadas

Nesta segunda-feira, dia 29 de agosto de 2022, se completam 29 da goleada da Seleção Brasileira pelo placar de 6 a 0 sobre a Bolívia, no Estádio do Arruda, em Recife. Esta vitória foi válida pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 94 e acabou super importante, já que marcou a retomada da Amarelinha rumo ao tetracampenato. Uma das marcas daquele jogo foi a iniciativa de o time entrar com mãos dadas dentro de campo.

Na época, a equipe comandada pelo treinador Carlos Alberto Parreira vinha sendo bastante cobrada pelo fato dos péssimos resultados e das más atuações dentro de campo durante o primeiro turno. Jogando fora de casa, o Brasil empatou em 0 a 0 com o Equador e perdeu de 2 a 0 para a Bolívia, a primeira derrota brasileira na história das Eliminatórias. Goleou a Venezuela pelo placar de 5 a 1, mas não atuou de maneira convincente, assim como no empate em 1 a 1 com o Uruguai, em Montevidéu.

Mesmo com o triunfo diante do Equador por 2 a 0, no primeiro jogo do returno das Eliminatórias, o time Canarinho foi vaiado no Morumbi, já que o futebol praticado ainda não agradava. Havia um grande movimento para a chegada de Telê Santana, lendário treinador na história do São Paulo, no comando, já que a demissão de Parreira era algo cada vez mais pedido por parte da imprensa por causa. Seu esquema, que priorizava um jogo mais defensivo, e a não convocação de um Romário que vivia um excelente momento no Barcelona, eram os motivos de toda a pressão.

Foi enfim, que naquele dia 29 de agosto de 2022, a Seleção Brasileira iria se reencontrar os Bolivianos, que faziam excelente campanha e já haviam proporcionado a primeira derrota na história da Amarelinha em um qualificatório para um Mundial, no Estádio do Arruda, em Recife. Ao contrário do clima pesado na capital paulista, o povo pernambucano recebeu a equipe Canarinho de braços abertos, fazendo uma grande festa. O ato fez com que os jogadores se sentissem mais unidos com o tamanho prestígio e reuniram forças em busca da reação.

A recepção calorosa serviu para mostrar uma mudança de postura. Como prova de união entre os jogadores, os 11 iniciais subiram ao relvado do Mundão do Arruda em fila e de mãos dadas, atitude que não era comum. A ideia, segundo foi falado, veio de Ricardo Rocha.

Em campo, a resposta veio e a Amarelinha fez um excelente primeiro tempo. Com gols de Raí, aos 12', Müller aos 19',  Bebeto aos 23', Branco aos 37' e Ricardo Gomes aos 44', o Brasil foi para o intervalo vencendo por 5 a 0 do primeiro tempo. 

Na etapa complementar, os brasileiros aproveitaram que os adversários voltaram entregues e ainda voltaram a balançar as redes com Bebeto, que marcou o seu segundo tento no jogo, já na marca dos 14'. A atuação foi tão boa que nem mesmo a expulsão de Dunga por conta de um chute nas costas de Carlos Borja tirou o brilho da vitória.

Este jogo marcou a grande virada da Seleção Brasileira. A equipe passou a ser menos questionada e conquistou a sua vaga para a Copa depois de bater o Uruguai pelo placar de 2 a 0, com dois gols de Romário. Chegou como favorita e venceu o título. Em contrapartida, a Bolívia, não conseguiu ter o mesmo rendimento de outrora, mas pegou o lugar do Uruguai e conseguiu ir aos Estados Unidos. Porém, a La Verde não fez uma boa campanha e foi eliminada já na primeira fase daquele Mundial.


Mas, além da força para conquistar o tetra, aquele jogo deixou uma marca. A partir daquele dia, a Seleção Brasileira passou a entrar de mãos dadas em campo em todas as partidas. O gesto acabou se tornou habitual, uma vez que se repetindo-se até a final da Copa do Mundo de 1998, disputada em solo francês, onde o Brasil perdeu para os donos da casa por 3 a 0. Vanderlei Luxemburgo, sucessor de Zagallo (coordenador técnico de Parreira em 1993 e treinador em 1998), para marcar uma nova era, fez com que a Seleção Brasileira voltasse a entrar em campo da forma habitual.

Há 24 anos, Brasil goleava o Chile por 4 a 1 e avançava às quartas de final da Copa de 1998

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

O Brasil venceu o Chile por 4 a 1

Nesta segunda-feira, dia 27 de junho de 2022, se completam 24 anos do duelo entre Brasil e Chile, válido pela última rodada da fase de grupos da Copa do Mundo de 1998, sediada na França. Nesta oportunidade, no Parc des Princes, localizado na capital francesa, a Seleção Brasileira goleou pelo placar de 4 a 1 e avançou para as quartas de final.

A Amarelinha vinha de dois triunfos e uma derrotas nas três partidas anteriores. O selecionado brasileiro havia vencido a Escócia por 2 a 1 na estreia, batido o Marrocos por 3 a 0 e fechou a sua participação na fase de grupos com derrota para a Noruega. Já a Roja, empatou o primeiro jogo por 2 a 2 com a Itália, ficou no 1 a 1 com a Áustria e novamente não saiu do empate em 1 a 1, desta vez, com Camarões.

Apesar de se esperar uma equipe Canarinho com dificuldades no quesito criativo, como na derrota para a Noruega alguns dias atrás, os comandados de Zagallo começaram a partida com um ritmo bastante intenso. Demonstrando muita disposição desde o início, o zagueiro Júnior Baiano mostrou seu cartão de visitas dando uma entrada forte em Salas. Na marca dos 11', Cesar Sampaio aproveitou levantamento de Dunga na medida em cobrança de falta pela esquerda e liberdade da zaga chilena para abrir o placar.

Com 26′ jogados, Roberto Carlos cobrou uma falta de longa distância, mas a bola bateu na barreira. Na sobra, Bebeto ajeitou para o meio e César Sampaio emendou de primeira na linha da grande área e acertou o canto direito, no contrapé de Nelson Tapia. Ainda nos acréscimos, a Slelçâo Brasileira teria tempo de marcar o terceiro, quando Ronaldo partiu em velocidade para o gol e acabou sofrendo pênalti em dividida com o goleiro chileno. Ele mesmo foi para a marca fatal e executou a cobrança à meia altura no lado esquerdo. Tapia chegou até a encostar na bola, mas ela acabou indo para o fundo das redes.

Na etapa complementar, a equipe chilena voltou melhor do que os brasileiros, que só voltaram a crescer no jogo quando Denílson entrou no lugar de Bebeto, que estava apagado em campo, a partir dos 20'. Pouco tempo depois, Salas pegou a bola no campo defensivo, fez boa tabela com Vega, que fez o levantamento na grande área, nas costas de Júnior Baiano. Aldair não se mexeu e permitiu que Zamorano cabeceou em cima do goleiro Taffarel, que saiu debaixo das três traves para bloquear. Porém, Salas ficou com o rebote e tocou para o fundo das redes, diminuindo o placar para 3 a 1 aos 25'.


Sem muito tempo para deixar o Chile comemorar o gol, Denílson tabelou com Rivaldo, puxou a marcação e serviu Ronaldo, que avançou sozinho pelo lado direito. O camisa 9 invadiu a área e finalizou cruzado para fechar a conta, sacramentando a goleada por 4 a 1.

Na sequência deste Mundial, a Seleção Brasileira ainda eliminaria Dinamarca, em um complicado jogo nas quartas de final, e a Holanda nas semifinais. Chegou na grande decisão, mas foi derrotada pela anfitriã França.

Brasil 1x2 Noruega Em 1998, a última derrota brasileira na fase de grupos em uma Copa do Mundo

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

O Brasil perdeu para a Noruega por 2 a 1

Nesta quinta-feira, dia 23 de junho de 2022, se completam 24 anos do jogo entre Brasil e Noruega, válido pela última rodada da fase de grupos da Copa do Mundo de 1998, sediada na França. Nesta ocasião, no Velodróme, em Marselha, a Seleção Brasileira acabou derrotada pelo placar de 2 a 1 e desde então, nunca mais perdeu um jogo em primeira fase de Mundial.

A Amarelinha vinha de duas vitórias nas partidas anteriores. O selecionado brasileiro havia vencido a Escócia por 2 a 1 na estreia e 3 a 0 para cima do Marrocos. Já o time escandinavo empatou o primeiro jogo por 2 a 2 com o Marrocos e também ficou no 1 a 1 com a Escócia no segundo duelo.

Por conta destes resultados nas rodadas passadas, a equipe canarinho chegou classificada para o duelo. Enquanto isso, os Leões precisavam vencer o confronto de qualquer maneira se quisesse continuar vivo na competição. O Brasil tinha uma mudança tática para aquele jogo: com César Sampaio pendurado, Zagallo recuou Leonardo para fazer um dos volantes, junto com Dunga, e escalou Denilson como titular, ao invés de colocar Doriva ou Emerson para sair jogando

Com bola rolando, o Brasil conseguiu fazer um primeiro tempo razoável e conseguiu criar duas grandes oportunidades de abrir o marcador. Mas o panorama melhorou a partir dos 15' da etapa complementar através de algumas tabelas e passes com rapidez de Bebeto, que era o melhor atletas da Amarelinha no jogo e ainda fez o gol que abriu o placar. O time escandinavo apostou bastante nas jogadas aéreas através de Tore Flo e Jostein Flo partindo para cima de Júnior Baiano e Gonçalves, que naquele jogo entrou no lugar de Aldair, também pendurado. 

Em certo momento do duelo, o sistema defensivo brasileiro passou a não ter sorte nos lances por cima. E foi assim, que Tore Flo igualou o marcador e ainda nos minutos finais, os noruegueses viraram o jogo. Apesar do péssimo desempenho dos defensores, o goleiro Taffarel conseguiu evitar o pior ao fazer algumas boas defesas.


O resultado em Marselha garantiu o segundo lugar no grupo para a Noruega, eliminando o Marrocos, que também brigava pela vaga. Na sequência da competição, a Seleção Brasileira ainda chegaria na grande decisão, mas foi derrotado pela anfitriã França. Enquanto isso, os escandinavos caíram na fase de oitavas de final para a Seleção Italiana.

Vale lembrar que, na ocasião, já se faziam 32 anos que o Brasil não perdia em uma primeira fase de Copa do Mundo. Na Inglaterra, em 1966, o time canarinho, vindo de dois títulos seguidos, foi derrotado por Hungria e Portugal, ambos os jogos por 3 a 1, e foi eliminado na primeira etapa.

Brasil 4x1 Itália: 52 anos do tri mundial

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Brasil venceu a Itália por 4 a 1

Nesta segunda-feira, dia 21 de junho de 2022, se completam 52 anos do tricampeonato mundial da Seleção Brasileira. Na ocasião, a Amarelinha goleou a Seleção Italiana pelo placar de 4 a 1 na grande decisão da competição.

Até chegar na final, o Brasil foi líder do Grupo 3 com 100% de aproveitamento, além de ter eliminado o Peru nas quartas de final por 4 a 2 nas quartas de final e o Uruguai pelo placar de 3 a 1. Já a Itália, que terminou na primeira colocação da chave 2 com quatro pontos, despachou o México, anfitrião da competição, com uma goleada por 4 a 1 e depois a Alemanha Ocidental de 4 a 3 na prorrogação.

Com bola rolando, o selecionado brasileiro abriu o placar aos 18' com Pelé, que recebeu belíssima assistência de Rivelino. Na marca dos 37' ainda do primeiro tempo, Roberto Boninsegna empatou a partida para os italianos, aproveitando gravíssimo vacilo do sistema defensivo da equipe Canarinho.

Na etapa complementar, a Seleção Italiana não conseguiu resistir ao forte poderio ofensivo do Brasil, que se que contava com uma defesa muito bem armada. Nos 21', Gérson mandou um balaço para recolocar a Amarelinha na frente, e posteriormente deu passe para o terceiro tento, através de uma cobrança de falta de Pelé, serviu para Jairzinho completar para o fundo das redes aos 71'.

Já na reta final do jogo, Pelé, que fez uma excelente partida, puxou a marcação para si e deixou o caminho livre para o capitão Carlos Alberto na ponta direita. Com este gol, o Brasil fechou a conte e se sagrou campeão mundial pela terceira vez na sua história.


Detalhe que neste último tento, a Seleção Brasileira fez várias inversões da direita para a esquerda, sendo oito atletas de linha do tocaram na bola antes da bola chegar ao Pelé, que deu o passe para o capita concluir o placar. Há vinte anos, o a nação de todo o Reino Unido elegeu esta jogada na 36ª posição no ranking dos 100 Maiores Momentos Esportivos da história.

Há 60 anos, Brasil vencia a Inglaterra e avançava às semifinais da Copa de 62

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Este jogo, que teve a invasão deum cão, levou o Brasil às semifinais

Nesta sexta-feira, dia 10 de junho de 2022, se completam exatos 60 anos da terceira vitória do Brasil na Copa do Mundo de 1962. Na ocasião, a Amarelinha ganhou de 3 a 1 da Inglaterra, no Estádio Sausalito, em Viña del Mar, e se classificou para as semifinais do torneio, que foi disputado no Chile.

Ambas as equipes vinham de uma primeira fase difícil. A Seleção Brasileira conseguiu vencer o México por 2 a 0, após muitas tentativas de superar o goleiro da La Tricolor, que estava em um dia inspirado e na segunda partida, não saiu do 0 a 0 com a Tchecoslováquia. No último jogo, os brasileiros venceram a Espanha pelo placar de 2 a 1, de virada, marcado por polêmica de arbitragem.

Por sua vez, a Seleção Inglesa foi muito mais irregular. Foi derrotada pela Hungria por 2 a 1 na estreia da competição e recuperou na rodada seguinte ao ganhar da Argentina de 3 a 1. Porém, o Engish Team ficou no empate sem gols com a Bulgária e só conseguiu se classificar por ter um saldo de gols melhor que o da Albiceleste.

Os minutos iniciais foram marcados por muito equilíbrio e estudo de ambas as partes. jogo muito bem disputado. Tanto Gylmar quanto Ron Springett conseguiram evitar que o placar fosse inaugurado fazendo boas defesas.

Porém, o fato que mais chamou a atenção foi a invasão de cachorrinho preto, que conseguiu se desvencilhar de alguns jogadores enquanto a bola rolava, dando, inclusive, um baile em Garricha. Ele só foi parado pelo inglês Jimmy Greaves, que foi engatinhando até o bichinho no meio campo. Não muito tempo depois um outro cão entrou, mas este não escapou. Estes momentos fizeram com que a intensidade da partida caísse consideravelmente.

Foi com 31', que Zagallo tirou da cartola uma cobrança de escanteio de trivela pelo lado esquerdo e encontrou Garrincha. Mané aproveitou liberdade vindo de trás e conseguiu vencer Maurice Norman, que era mais alto que ele, para cabecear ao gol.

Porém a reação inglesa veio aos 38', quando Johnny Haynes levantou a bola dentro da área brasileira e acabou desviada por Jimmy Greaves. A redonda encobriu o goleiro Gylmar, explodiu na trave e sobrou no pé de Gerry Hitchens, que apenas teve de empurrar para o fundo do gol.

Na marca dos 8′ da etapa complementar, o a Amarelinha voltou a ficar na frente, novamente através de uma jogada de bola parada, no local e do jeito que Didi gostava. Porém, Garrincha foi mais ágil e mandou um balaço para o gol. Ron Springett, goleiro inglês, acabou não conseguindo segurar e espalmou para o meio da área. A bola ficou oferecida para Vavá, que apenas desviou para o fundo das redes.


Nos 14′, a Inglaterra foi tentar fazer uma jogada de passe em profundidade, mas Mauro cortou e cabeça e a bola ficou com Didi. O
 “Príncipe Etíope” fez lançamento para Amarildo pelo lado esquerdo, que apenas deixou no jeito para Garrincha. O "Anjo das Pernas Tortas" emendou um belíssimo chute com curva que fez a bola morrer no ângulo esquerdo do arqueiro britânico, que até pulou, mas não teve o que fazer. Este tento deu números finais ao placar: 3 a 1 para a Amarelinha.

Detalhe é que: Garrincha teria feito três gols naquele se não fosse o goleiro Springett que defendeu um pênalti do brasileiro na marca dos 21'. O único que conseguiu dar um baile no camisa 7 brasileiro foi um cachorro que invadiu o campo. Depois desta partida, a equipe Canarinho pegaria o Chile, que eliminou a União Soviética, nas semifinais. O "penúltimo" capítulo do bicampeonato.

Terceiro capítulo do bi: A polêmica vitória do Brasil sobre a Espanha na Copa de 62

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Vitória de virada colocou o Brasil nas quartas de final

Neste dia 6 de junho de 2022, se completam exatos 60 anos do terceiro jogo do Brasil na Copa do Mundo de 1962. Na ocasião, a Amarelinha bateu a Espanha pelo placar de 2 a 1, e dali, avançou às quartas de final do torneio.

O confronto entre a Amarelinha e a Fúria estava sendo válido pela última rodada da fase de grupos do Mundial, no Estádio Sausalito, em Viña del Mar. O time Canarinho estava com uma vitória por 2 a 0 na estreia e um empate em 0 a 0 na segunda rodada da competição. Enquanto isso, a equipe europeia vinha de uma derrota pelo placar magro de 1 a 0 e um triunfo pelo mesmo placar no jogo anterior.

Com bola rolando, quem tinha o controle da partida e saiu na frente do marcador foi a Espanha. Aos 35' do primeiro tempo, os espanhóis balançaram as redes com Adelardo Rodríguez. O resultado parcial colocava os brasileiros em situação complicada dentro da competição, já que ainda na etapa complementar a Seleção Espanhola continuava melhor.

Aos 11' aconteceu o polêmico lance que envolveu o atacante Enrique Collar e o lateral esquerdo Nilton Santos. Na ocasião, o jogador da Fúria avançou pela ponta invadiu a área e foi derrubado pelo brasileiro. Porém, para ludibriar o árbitro Sergio Bustamante, a Enciclopédia do Futebol deu dois passos para fora da área e levantou os braços. Para a sua sorte, o juiz do caiu no conto e marcou falta. No lance seguinte, Joaquín Peiró marcou um golaço de bicicleta, mas o tento foi anulado por causas desconhecidas.

Após estes lances, o Brasil entrou definitivamente no jogo. Aos 27' , Zito toca para Zagallo, que faz um belíssimo cruzamento rasteiro vinda da esquerda e Amarildo manda um balaço de primeira para empatar a partida.


A virada brasileira veio na marca dos 41', quando Garrincha fez uma excelente jogada individual pelo lado direito, tirou dois marcadores, foi a linha de fundo e levantou na área. Amarildo subiu e cabeceou sem dar chances de defesa para o arqueiro espanhol.

Na sequência da competição, o Brasil eliminou Inglaterra nas quartas de final, o Chile nas semifinais e bateu a Tchecoslováquia pelo placar de 3 a 1 na grande decisão, se sagrando bicampeã mundial.

Há 60 anos, Brasil iniciava a caminhada do bi-mundial vencendo o México no Chile

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

O Brasil venceu o México por 2 a 0

Neste dia 30 de maio de 2022, se completam exatos 60 anos do jogo de estreia do Brasil na Copa do Mundo de 1962. Na ocasião, a Amarelinha venceu a Tricolor pelo placar de 2 a 0, e a partir daquele momento, começa a sua caminhada rumo ao bicampeonato mundial.

Naquele ano, a Seleção Brasileira praticamente manteve tudo o que havia dado certo na Copa de 58. Houve duas pequenas mudanças na comissão técnica e apenas três jogadores foram substituídos. Djalma Santos, Mauro e Zózimo preencheram os espaços de atletas como De Sordi, Bellini e Orlando De resto, um total de 14 jogadores que haviam sido campeões na edição anterior do torneio, foram novamente convocados para representar o país.

Além de Brasil e México, o grupo 3 também contava com as seleções da Tchecoslováquia e da Espanha. Este confronto foi o primeiro da chave, já que tchecos e espanhóis se enfrentariam apenas no dia seguinte.

Apesar das grandes expectativas da torcida brasileira, que esperava uma goleada da atual campeã, acabou sendo frustrada por conta do goleiro Carbajal, que fechou o gol durante toda a primeira etapa. O resultado foi até comemorado pelos mexicanos, que viam o seu arqueiro disputando o seu quarto mundial consecutivo, em um dia inspiradíssimo.

Já na etapa complementar, o excelente quarteto de ataque da equipe Canarinho composto por Garrincha, Didi, Vavá, Pelé e Zagallo funcionou. O último abriu o marcador na marca dos 11'com Zagallo de cabeça, após excelente jogada do Rei. Mesmo com a vantagem, o Brasil aproveitou que o México continuou chamando para o seu campo e ampliou o placar com o camisa 10, que fez uma excelente jogada individual e matou o jogou aos 28' jogados. O placar de 2 a 0 persistiu até o final.


Na sequência do torneio, a Seleção Brasileira empatou com a Tchecoslováquia em 0 a 0 e bateu a Espanha por 2 a 1. Nas quartas de final, despachou a Inglaterra, o Chile e enfrentou novamente os tchecos na grande decisão. Desta vez, a Amarelinha venceu e se sagrou bicampeã do mundo de maneira consecutiva.

Quando Nilton Santos salvou o Brasil na Copa do Mundo de 1962

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Nilton Santos 'salvou' o Brasil de uma eliminação na Copa do Mundo de 1962

Nilton dos Santos, popularmente conhecido como Nilton Santos, estaria completando 97 anos de idade nesta segunda-feira, dia 16, se estivesse com vida. Por isso, hoje relembraremos um episódio que o defensor protagonizou e acabou 'salvando o Brasil de uma possível eliminação para a Seleção da Espanha na Copa do Mundo de 1962, no Chilhe.

O confronto entre a Amarelinha e a Fúria estava sendo válido pela última rodada da fase de grupos do Mundial, no Estádio Sausalito, em Viña del Mar. O time Canarinho estava com uma vitória por 3 a 1 na estreia e um empate em 0 a 0 na segunda rodada da competição. Enquanto isso, a equipe europeia vinha de uma derrota pelo placar magro de 1 a 0 e um triunfo pelo mesmo placar no jogo anterior.

Com bola rolando, quem tinha o controle da partida e saiu na frente do marcador foi a Espanha. Aos 35' do primeiro tempo, os espanhóis balançaram as redes com Adelardo Rodríguez. O resultado parcial colocava os brasileiros em situação complicada dentro da competição, já que ainda na etapa complementar a Seleção Espanhola continuava melhor.

Foi então, que aos 11' jogados, houve o polêmico lance que envolveu o atacante Enrique Collar e o lateral esquerdo Nilton Santos. Na ocasião, o jogador da Fúria avançou pela ponta invadiu a área e foi derrubado pelo brasileiro. Porém, para ludibriar o árbitro Sergio Bustamante, a Enciclopédia do Futebol deu dois passos para fora da área e levantou os braços. Para a sua sorte, o juiz do caiu no conto e marcou falta. No lance seguinte, Joaquín Peiró marcou um golaço de bicicleta, mas o tento foi anulado por causas desconhecidas.


Este momento foi crucial para a sequência da partida. Pouco tempo depois, a Seleção Brasileira aproveitou o desgaste dos espanhóis e buscou o resultado. Com gols de Amarildo aos 27 e 41' do segundo tempo, a Amarelinha virou o jogo e seguiu na competição rumo ao bicampeonato mundial.

O Curioso do Futebol

O Curioso do Futebol
Site do jornalista Victor de Andrade e colaboradores com curiosidades, histórias e outras informações do mundo do futebol. Entre em contato conosco: victorcuriosofutebol@gmail.com

Aceisp