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Nos pênaltis, Brasil perde para a Itália, que fica em terceiro na Copa do Mundo Sub-17

Foto: Fifa.com

Não teve gol no tempo normal

O Brasil não conseguiu ficar em terceiro na Copa do Mundo Sub-17. A Itália subiu no pódio da competição ao vencer nas penalidades por 4 a 2, depois de um empate em 0 a 0 no tempo normal, nesta quinta-feira, dia 27, no Campo 7 do Aspire Zone, em Al Rayyan, no Catar.

Na semifinal, a Itália acabou perdendo para a Áustria pelo placar 2 a 0. Já o Brasil acabou derrotado por Portugal nas penalidades, por 6 a 5, após um empate em 0 a 0 no tempo normal.

A Itália dominou a etapa inicial e teve o cenário ainda mais favorável aos 12 minutos, quando Vitor Fernandes recebeu o segundo cartão amarelo e foi expulso. Com um jogador a menos, o Brasil precisou adotar uma postura mais defensiva.

O Brasil pouco atacou após a expulsão e criou apenas uma boa oportunidade, em cobrança de falta de Ruan Pablo. Já a equipe italiana levou mais perigo, criando chances, mas parando no goleiro João Pedro, que garantiu o 0 a 0 até o intervalo.

A Seleção Brasileira voltou melhor no segundo tempo e até balançou as redes aos 16', com Felipe Morais, mas o lance foi anulado por impedimento. Apesar das tentativas do time Canarinho, o 0 a 0 persistiu e a definição foi para as penalidades.


Nas cobranças, pela Itália, Prisco, Loundani, Mambuku e Baralla fizeram. João Pedro pegou a cobrança de Luongo, que ainda bateu na trave. Já pelo Brasil, Dell e Tiaguinho marcaram. Londoni defendeu as batidas de Luiz Pacheco e Luiz Eduardo. Vitória por 4 a 2 dos italianos, que ficaram com o terceiro lugar da Copa do Mundo Sub-17

Áustria vence a Itália e está na final da Copa do Mundo Sub-17

Foto: Fifa.com

Áustria e Itália fizeram a semifinal nesta segunda-feira

A Áustria está na decisão da Copa do Mundo Sub-17. Nesta segunda-feira, dia 24, no Campo 5 do Aspire Zone, em Al Rayyan, no Catar, pela semifinal do certame, os austríacos venceram a Itália, por 2 a 0, e seguem na luta pelo título.

Para chegar à semifinal, a Áustria passou pelo Japão nas quartas, ao vencer pelo placar de 1 a 0. Já a Itália despachou Burquina Fasso, ganhando pelo mesmo marcador.

Primeiro tempo de poucas ações no Campo 5 do Aspire Zone. As duas equipes ficaram se estudando e a partida acabou truncada no meio de campo. Com poucas chances criadas pelos times, a partida foi para o intervalo com o placar de 0 a 0.

No segundo tempo, a Áustria voltou melhor e abriu o marcador aos 12 minutos. Weber recebeu na intermediária e deu um lindo passe para Moser, que invadiu a área e bateu cruzado, na saída do goleiro, fazendo 1 a 0 para os austríacos.

Após sofrer o gol, a Itália 'acordou' no jogo e foi para cima, em busca do gol de empate. Mas, bem postada, a defesa austríaca conseguia frustrar os planos da Azurra e ainda levava perigo quando ia ao ataque. Os italianos, aos 45', ainda perderam Borasio, expulso, após o desafio.


E ainda teve mais. Na cobrança da falta após a expulsão, Moser bateu com precisão, fazendo o segundo dele e dos austríacos no jogo: 2 a 0 no placar e, assim, a Áustria conseguiu a classificação para a decisão da competição.

Com a vitória, a Áustria está na grande final da Copa do Mundo Sub-17, onde enfrenta o vencedor de Brasil e Portugal, que jogam ainda nesta segunda. A partida será na quinta-feira, dia 27, às 13 horas, no Internacional Khalifa, em Al Rayyan. No mesmo dia, só que às 9h30, no Campo 7 do Aspire Zone, também em Al Rayyan, a Itália decide o terceiro lugar contra o perdedor da outra semifinal.

Seleção Brasileira Feminina vence amistoso contra a Itália em Parma

Foto: Lívia Villas Boas/ CBF

Vitória brasileira no Estádio Ennio Tardini

A Seleção Brasileira Feminina enfrentou a Itália, em amistoso realizado nesta terça-feira, dia 28, no Estádio Ennio Tardini, em Parma, e levou a melhor, vencendo pelo placar de 1 a 0. Este foi o segundo triunfo das Canarinhas nesta data Fifa, já que tinha feito 2 a 1 na Inglaterra, no sábado.

Nesta data Fifa, o Brasil venceu o seu primeiro jogo, em Manchester, fazendo 2 a 1 na Inglaterra. Já a Itália encarou o Japão e ficou no empate em 1 a 1, na cidade de Como.

O Brasil levou um susto logo aos 4 minutos, quando Isa Haas deu carrinho duro em Greggi e se livrou de ser expulsa. Depois disso, as Guerreiras do Brasil quase marcaram com Yasmim, que cobrou falta da intermediária e parou em Durante.

A Itália perdeu Soffia por lesão muscular, mas, aos poucos passou a controlar a partida, mantendo a posse de bola no ataque e dificultando a saída de bola brasileira. As italianas criaram a sua melhor oportunidade aos 32, com Cantore, que obrigou Lorena a fazer bonita defesa. Entrentanto, o jogo foi para o intervalo com o placar de 0 a 0.

O Brasil voltou melhor e foi para a pressão no início da segunda etapa. Aos 3', Amanda Gurierrez passou do ponto e perdeu chance. No lance seguinte, Luanny bateu prensado. Já aos 10', foi a vez de Ary Borges ser travada na hora do chute.

Aos 22', veio o gol brasileiro. Em jogada dentro da área, pelo lado esquerdo, Dudinha brigou pela bola, evitou a saída pela linha de fundo e cruzou para Luanny, que sozinha, na pequena área, só teve o trabalho para finalizar para as redes: 1 a 0 para as Canarinhas.


Depois do gol, o Brasil teve três chances praticamente seguidas, duas com Dudinha e mais uma com Bia Zaneratto. Aos 39', Ludmilla desperdiçou chance de ampliar e a Itália respondeu no minuto seguinte, com Girelli. Nos acréscimos, Bia Zaneratto acertou o pé da trave. No apito final, vitória brasileira por 1 a 0.

Na próxima data Fifa, a Itália encara duas vezes nos Estados Unidos, nos dias 28 de novembro e 1º de dezembro, em locais a ainda serem confirmados. Já o Brasil tem um amistoso confirmado, contra Portugal, em 1º de novembro.

Brasil perde para a Itália, mas está nas oitavas da Copa do Mundo Feminina Sub-17

Foto: Fifa.com

Vitória italiana em Salé

O Brasil está nas oitavas da Copa do Mundo Feminina Sub-17, mesmo com a derrota para a Itália, por 4 a 3, nesta sexta-feira, dia 24, no Mohammed VI Football Academy, em Salé, no Marrocos. A China será a adversária das brasileiras na próxima etapa do certame.

E logo com 4 minutos, a Itália abriu o marcador. Copelli fez boa jogada pela direita, chutou, a bola desviou na defesa brasileira e sobrou nos pés da artilheira Giulia Galli, que finalizou com precisão, balançando as redes: 1 a 0 para as italianas.

Após sofrer o gol, o Brasil foi para cima, tentando o gol de empate. Aos 29', Evelyn arriscou chute e Robbioni fez grande defesa. Aos 32', Evelyn, depois de jogada de Giovanna Waksman, escorregou na hora de finalizar.

Aos 46', Galli mandou uma bola na tarve, quase marcando o segundo das italianas, que saiu no minuto seguinte: Caterine Venturelli arriscou de longe, encobriu a goleira brasileira e a bola ainda bateu na trave antes de balançar as redes: 2 a 0 para a Itália.

O Brasil ainda diminuiu antes do fim do primeiro tempo. Aos 54 minutos, Giovanna Waksman, em jogada individual, passou por duas marcadoras italianas, puxou para dentro e mandou a bola no cantinho, marcando um belo gol: 2 a 1 para as italianas e assim terminou o primeiro tempo.

Apesar de querer o empate, o Brasil cometeu um vacilo defensivo aos 3 minutos do segundo tempo e a Itália marcou o terceiro. Após cruzamento vindo do lado direito e bate-rebate na área, Sofia Verrini foi mais esperta e mandou a bola para o fundo das redes.

Depois, a Seleção Brasileira foi de vez para o ataque, tentando diminuir o prejuízo. Apesar da força de vontade, o time Canarinho errava demais na conclusão das jogadas. Mas, aos 39', Gi Iseppe, após belo passe de Giovanna Waksman, conseguiu fazer o segundo das brasileiras.

Mas, aos 45', Bedini fez mais um para a Azurra. Ainda teve tempo para o terceiro gol brasileiro, de Giovanna Waksman, destaque da Canarinho, aos 47 minutos. Mas, ainda assim, a vitória ficou com as italianas por 4 a 2.


Com o resultado, a Itália ficou com o primeiro lugar do Grupo A e vai jogar em 28 de outubro, terça-feira, às 16 horas, no Prince Moulay Abdellah Olympic Annex Stadium, em Rabat, contra adversário a ainda ser definido. Já o Brasil, segundo da chave, joga no mesmo dia, só que às 14h30, contra a China, segundo do Grupo C, no Mohammed VI Football Academy, em Salé.

Há 42 anos, Itália conquistava seu terceiro título da Copa do Mundo

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Time italiano de 1982

A Itália já vive mais um grande jejum sem conquistas mundialistas, na verdade estando até mesmo há duas edições sem sequer jogar a Copa do Mundo, mas essa história não é algo inédito na trajetória da Azzurra no futebol. Numa grande parte de sua existência, a equipe da Bota viveu um jejum de quase 45 anos sem conquistar uma Copa do Mundo, situação essa que se encerrou em 1982, num 11 de julho como hoje, quando os italianos venceram a Alemanha por 3 a 1 e conquistaram seu terceiro título mundial na Espanha.

A Itália não entrou necessariamente como uma das favoritas naquele mundial, apesar de ter um bom time. A campanha da Azzurra na competição foi inclusive bastante claudicante. Na primeira fase, a equipe se classificou empatando os 3 jogos que fez. Ficou no zero com a Polônia, tomou o 1 a 1 do Peru e o mesmo placar contra Camarões, em dois jogos onde perdeu a vantagem. Na segunda fase de grupos, avançou ao vencer a Argentina por 2 a 1 e ao bater o Brasil, que jogava pelo empate, por 3 a 2, na histórica batalha do Sarriá. Nas semis, bateu os poloneses por 2 a 0.

Já a Alemanha Ocidental, adversária na decisão, fez uma campanha mais concreta. Perdeu para a Argélia por 2 a 1 na estreia, mas bateu o Chile por 4 a 1 e o empate de 1 a 1 com a Áustria acabou classificando as duas seleções. Na segunda fase, ficou no zero com a Inglaterra e venceu a Espanha, dona da casa, por 2 a 1, para então chegar as semis e bater a França nos pênaltis por 5 a 4, após um belíssimo 3 a 3 no tempo normal.

A decisão, no Santiago Bernabéu, foi curiosamente apitada pelo brasileiro Arnaldo César Coelho. Num primeiro tempo de muita disputa, onde a Alemanha criou primeiro com Littbarski e Cabrini perdeu um pênalti, a etapa inicial ficou em zero. O primeiro gol da azzurra veio de Rossi, aos 12 minutos, aproveitando rápida jogada do time e marcando de cabeça. O segundo gol veio aos 24', quando a equipe italiana rodou a bola, atordoou a defesa tedesca e após uma tabela rápida de Conte e Scirea, o segundo rolou para Tardelli marcar. Aos 36', Altobelli, lenda interista, marcou o terceiro, num contra-ataque italiano. Breitner fez o de honra da Alemanha, que nada mudou no jogo.

Com a vitória, a Itália garantiu sua terceira taça e quebrou um jejum de 44 anos sem Copas do Mundo, já que havia ganho pela última vez no distante ano de 1938. A Azzurra entraria então em outro jejum, que foi quebrado em 2006. Desde então, a Azzurra viveu uma decadência surreal, tendo dado sinais de sobrevida ao vencer a Eurocopa de 2021, mas voltando a viver momentos ruins recentes, com a não qualificação para a Copa de 2022 e a campanha fraca na última Euro.


A Alemanha, por sua vez, seguiu forte, e foi finalista em 1986 (perdeu para a Argentina) e em 1990 (campeã, em cima da Argentina também). Entrou também num hiato de 24 anos sem títulos a partir de 1990, fazendo porém algumas campanhas muito boas nesse meio tempo (vice em 2002, semifinalista em 2006 e 2010). Também foi campeã da Eurocopa em 1996. Este ano, caiu nas quartas de final. 

Destaque individual daquela conquista, Paolo Rossi viveu uma decadência na carreira após o título mundialista e virou de certa forma "persona non grata" no Brasil, o que curiosamente mudou muito em décadas seguintes, já que fez uma grande amizade com Zico e criou um grande carinho pelo país, virando posteriormente um queridíssimo convidado em programas de entrevistas e participando até de campanhas relacionadas ao Maracanã pouco antes de sua morte, em 2020, sendo vítima de um câncer de pulmão.

O dia amargo no Sarriá: Brasil eliminado pela a Itália na Copa do Mundo de 1982

Por Fabio Rocha
Foto: arquivo

Paolo Rossi ganhando a jogada de Júnior

No dia 5 de julho de 1982, o Brasil era eliminado pela Itália nas quartas de finais da Copa do Mundo, e esse jogo ficou conhecido nacionalmente como a “Tragédia do Sarriá”. O jogo foi considerado um dos maiores da história da competição e acabou com a vitória dos italianos por 3 a 2. 

A Seleção Brasileira chegou no seu melhor momentos depois do tricampeonato em 1970, e todos tinha uma grande expectativa na equipe, porque vinham atuando muito bem e encantavam dentro de campo. O alto desempenho gerou muitas expectativas, o que aumentou mais ainda a frustação brasileira. 

As quartas de finais da Copa do Mundo de 1982 foi disputada de uma maneira diferente. Foram formados quatro grupos com três equipes em casa e apenas o primeiro colocado passava para a semifinal.

O Brasil caiu no Grupo 3, junto com Itália e a Argentina, que tinha uma grande promessa, o Maradona. Porém, o hermanos não conseguiram um grande desempenho e perderam para a Itália por 2 a 1 e para o Brasil por 3 a 1, sendo eliminada. 

A decisão do grupo ficou entre Brasil e Itália, que viviam muitos muito distintos em seus elencos. A seleção brasileira era formada por muitos craques e o principal naquele momento era Zico, que junto com seus companheiros estavam atuando muito bem. 

Já a Itália, que até fez uma boa Copa do Mundo em 1978, chegou para a de 1982 muito pressionando e com uma crise forte entre torcida, jornalista e elenco. Havia muitos questionamentos desde a convocação até as escalações. 

O Brasil chegou com muito favoritismo para conseguir a classificação, porém, Zico estava com algumas dores e corria o risco de ficar de fora da partida decisiva. O meia fez exames no dia anterior do jogo e foi liberado para atuar, o que deixava a seleção muito mais forte para o confronto. 

Telê Santana, técnico da seleção brasileira, esperava que a Itália entrasse para se defender e preparou sua estratégia para esse estilo de jogo. O Brasil, como tinha saldo de gols melhor que a Itália, precisava apenas de um empate para chegar as semifinais. 

Tudo deixava o Brasil muito favorito a classificação, mas para isso precisava confirmar dentro de campo. A partida aconteceu no dia 5 de julho de 1982, no Estádio de Sarriá, em Barcelona, para mais de 44 mil pessoas. 

O jogo começou muito agitado, principalmente por parte do time italiano, que assustou com menos de 2 minutos de jogo. Aos 5, a equipe conseguiu abrir o placar com Rossi, que cabeceou livre dentro da área e colocou os italianos em vantagem.

Com o gol logo no início, o Brasil teve que sair mais e precisava apenas de um gol para voltar a ter a classificação na mão. Aos 12 minutos, Sócrates tabelou com Zico, e chutou forte, no ângulo, para marcar um golaço e empatar a partida. 


Aos 25 minutos, Cerezo errou um passe na saída de bola, Rossi antecipou e chutou forte para marcar o segundo para a Itália. Novamente o Brasil estava sendo eliminado da Copa do Mundo e voltou a pressionar e tentar o gol de empate, mas não conseguiu chegar ao gol no primeiro tempo. 

Na segunda etapa, o Brasil voltou pressionando e tentando o gol a todo custo, mas não conseguia finalizar com qualidade. Aos 23 minutos, Júnior tocou para Falcão, na entrada da área, o meio-campista ajeitou o corpo e soltou um canhão para empatar o jogo. 

Mas a comemoração não durou muito tempo, porque aos 29 minutos, em uma cobrança de escanteio, Rossi marcou mais uma vez para a Itália, dando número finais a partida. Com a derrota por 3 a 2, a seleção brasileira foi duramente criticada por jornalistas e torcedores, que acharam uma tragédia a eliminação, e o jogo ficou conhecido como a ‘Tragédia de Sarriá’.

As participações de Paolo Maldini em Copas do Mundo

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Maldini disputou quatro Mundiais pela Azzurra

Paolo Cesare Maldini, ex-defensor renomado do futebol italiano e um dos maiores ídolos da história do Milan, está completando 56 anos de idade neste quarta-feira, dia 26 de junho de 2024. Ao longo de sua carreira, o atleta teve o previlégio de disputar quatro edições de Copa do Mundo entre a década de 90 e o começo dos Anos 2000.

Em 90, ano de sua primeira convocação para Mundiais, Paolo já estava jogando em altissimo nível com a camisa Rossonera, clube onde se profissionalizou em 84. Naquela edição, na qual a Itália foi a anfitriã, a Azzurra ficou na terceira colocação, perdendo na semifinal para a Argentina de Maradona.

Quatro anos depois, o zagueiro a sua segunda Copa, sediada nos Estados Unidos. Desta vez, Maldini e seus compatriotas chegaram a grande decisão, mas acabaram ficando com o vice-campeonato após a cobrança desperdiçada por Roberto Baggio, perdendo o título para o Brasil..

Em 98, mesmo mesmo não vindo de uma boa temporada com o Milan, recebeu mais uma chance de representar a Seleção Italiana. Treinado por Cesare Maldini, seu pai, ajudou a Squadra a chegar às quartas de final, mas foi despachado pelos franceses, donos da casa, nos pênaltis. 


Sua última Copa do Mundo foi em 2002. Logo após a eliminação da Itália para a Coreia do Sul, uma das anfitriãs daquela edição, em um jogo pra lá de polêmico, nas oitavas de final. Depois, Maldini anunciou a aposentadoria da Seleção.

Alguns anos mais tarde, chegou a receber convites para voltar a seleção e disputar o Mundial de 2006, mas optou por recusar. Afinal, o jogador preferiu se preservar fisicamente durante as Datas Fifa. E a Copa de 2006 foi justamente quando a Itália voltou a ser campeã.

A trajetória de Paolo Maldini pela Seleção Italiana

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Maldini teve uma trajetória longa pela Azzurri

Paolo Cesare Maldini, ex-lateral esquerdo e zagueiro lendário do futebol italiano, está celebrando o seu 55º aniversário nesta segunda-feira, dia 26 de junho de 2023. No decorrer de sua grandiosa carreira de atleta, ele defendeu a Seleção Italiana entre o fim dos Anos 80 e começo do atual milênio.

Sua primeira partida com a camisa azul da Squadra Azzurra aconteceu no dia 31 de março de 88, quando tinha apenas 19 anos. Nesta sua estreia, o selecionado italiano ficou no 1 a 1 com a antiga Iugoslávia, num amistoso.

O defensor teve a oportunidade de disputar três edições da Eurocopa: em 88, 96 e 2000. Representou o seu país nas Copas do Mundo de 90, 94, 98 e 2002. Na primeira delas, foi terceiro; na segunda, vice-campeão e na terceira, foi comandado por Cesare Maldini, seu pai. Se aposentou da Seleção depois da eliminação nas Oitavas de Final para a Coreia do Sul. Neste período, somou 126 jogos e marcou sete gols.


Três anos depois de anunciar que não voltaria a jogar pela Azzurra, recebeu um convite para jogar pela Itália no Mundial de 2006, mas optou por recusar a proposta. Isso porque, o jogador deu preferência aos tempos de descanso que teria para repousar. Até porque, para o padrão futebolístico, o atleta já tinha uma idade avançada.

♩♪♫ Soy Celeste... ♩♪♫ Uruguai vence a Itália e conquista pela primeira vez a Copa do Mundo Sub-20

Por Emerson Gomes
Foto: Fifa.com

Luciano Rodriguez foi o herói uruguaio

O Uruguai sagrou-se campeão mundial Sub-20 ao vencer a Itália por 1 a 0 na noite deste domingo, dia 11 no Estádio Ciudad de La Plata, na Argentina, na grande decisão da Copa do Mundo da categoria. É o primeiro título da Celeste, que praticamente jogou em casa, na categoria. O gol da equipe charrua foi marcado por Luciano Rodriguez.

As semifinais foram realizadas na última quinta-feira, dia 8, com os jogos no Estádio Ciudad de La Plata. No primeiro embate, o Uruguai conquistou a vaga na decisão ao vencer Israel por 1 a 0. Depois, a Itália avançou para a final ao bater a Coreia do Sul pelo placar de 2 a 1.

A partida começou com ambas equipes buscando o gol, a melhor chance da parte inicial foi do Uruguai aos 22' em cabeçada de Anderson Duarte, que o goleiro Sebastiano Desplanches espalmou para escanteio, em bela defesa. A Celeste Olímpica passou a ser superior na partida desde então, mas sem ter chances claras de gol. Os Italianos não conseguiam criar chances de gol, e pouco conseguiam sair do campo de defesa. Apesar do domínio charrua, ao intervalo o placar ficou zerado.

A segunda etapa começou como foi a primeira, com os uruguaios comandando a posse de bola e as ações ofensivas. Com o passar dos minutos, os italianos passaram a chegar com mais efetividade no ataque, levando perigo a meta uruguaia. Aos 35' Matteo Prati foi expulso mas após conferência do VAR, a expulsão foi retirada.


E aos 41' minutos Luciano Rodriguez cabeceou para marcar o gol da Celeste Olímpica, 1 a 0 e explosão nas arquibancadas, lotadas de torcedores charruas. A partir do gol, os celestes passaram a comandar as ações, segurando a bola e fazendo a velha catimba. E ao apito do árbitro, a explosão de alegria se fez em La Plata, Uruguai campeão do mundo sub-20.

A próxima edição da Copa do Mundo de futebol sub-20 está marcada para 2025. A sede ainda será determinada posteriormente pela FIFA.

Itália domina jogo, vence a Coreia do Sul por 2 a 1 e está na final da Copa do Mundo Sub-20

Por Fabio Rocha
Foto: Fifa.com

A Itália venceu a Coreia do Sul

Itália dominou o jogo e venceu a Coreia do Sul por 2 a 1, no Estádio Único Diego Armando Maradona, o Ciudad de La Plata, na Argenitna, e está na final da Copa do Mundo Sub-20. Os italianos tiveram o domínio do jogo, que foi realizado nesta quinta-feira, dia 8, mas não conseguiram converter todas as possibilidades, mas no final do jogo marcou o gol que o colocou na final.

A Itália conseguiu a vaga na semifinal da Copa do Mundo Sub-20 ao eliminar a Colômbia nas quartas, vencendo pelo placar de 3 a 1. Já a Coreia do Sul, em seu confronto na fase anterior, passou pela Nigéria, vencendo por 1 a 0 na prorrogação.

A partida começou muito agitada, com a Itália pressionando e marcando muito forte no campo de ataque. A equipe da Coreia tentava na base do contra-ataque chegar com perigo. Aos 14 minutos, depois de uma roubada de bola no campo de ataque, a bola foi cruzada rasteira e Casadei bateu forte para abrir o placar para a Itália. 

O placar não durou muito tempo, pois aos 20 minutos, em uma bola cruzada, o zagueiro da Itália foi afobado e cometeu pênalti. Lee foi para a cobrança e empatou o jogo. Depois disso, a partida ficou com o comando da Itália, que estava melhor e tendo as principais chances.

Porém, a equipe não conseguia aproveitar e o primeiro tempo terminou empatado em 1 a 1. Na etapa final, a partida continuou com o comando da Itália, criando chances, mas sem muito aproveitando. A Coreia tentava chegar nos contra-ataques e, também, criou muito perigo.


Mas, as duas equipes não estavam conseguindo colocar a bola na rede. Porém, tudo mudou aos 41 minutos, quando Pafundi cobrou uma linda falta e colocou a Itália na frente do placar e na final da competição. 

Com o resultado, a Itália enfrenta o Uruguai, que venceu o Israel, que jogaram também nesta quinta-feira, na decisão da Copa do Mundo Sub-20, que será no domingo, dia 11, às 18 horas, no Estádio Ciudad de La Plata. Antes, às 14h30, a Coreia do Sul tem pela frente o derrotado da outra semifinal, no mesmo local, pela disputa do terceiro lugar.

Brasil estreia na Copa do Mundo Sub-20 perdendo para a Itália

Foto: Fifa.com

Primeiro tempo tenebroso da Seleção Brasileira

O Brasil não estreou bem na Copa do Mundo Sub-20 de 2023, que está sendo realizada na Argentina. Jogando no Estádio Malvinas Argentinas, em Mendonza, neste domingo, dia 21, o time canarinho teve um primeiro tempo pífio, levou 3 a 0 da Itália, até se recuperou na etapa complementar, mas perdeu pelo placar de 3 a 2.

A Itália deu um baile no Brasil no primeiro tempo. Com grandes atuações de Casadei e Baldanzi, a Seleção Italiana marcou o primeiro gol aos 10 minutos, com Prati, após cruzamento de Turicchia e desvio de cabeça de Casadei.

A Itália continuou dominando e o segundosaiu após cobrança de escanteio de Pafundi. Mycael saiu mal, e Casadei mandou para a rede de cabeça, aos 27'. O terceiro saiu em cobrança de pênalti de Casadei, que deslocou o goleiro brasileiro, aos 34 minutos. Assim, a Azurra foi para o intervalo vencendo por 3 a 0.

Até os 20 minutos do segundo tempo, a Itália continuou controlando o jogo, com a Seleção Brasileira perdida. Porém, aos poucos, a Canarinho foi se acertando e diminuiu aos 26'. Kevin chutou da entrada da área e a bola sobrou Marcos Leonardo, que mandou para o gol: 3 a 1.

E o Brasil foi para a pressão e fez o segundo aos 41 minutos. Após cruzamento pelo lado esquerdo, Marcos Leonardo cabeceou sem saltar e marcou novamente. Nos últimos instantes, o time canarinho foi com tudo, mas não conseguiu o empate. Final de jogo e vitória italiana por 3 a 2.


As duas seleções voltam a campo na quarta-feira, dia 24, com as partidas sendo realizadas novamente no Estádio Malvinas Argentinas, em Mendonza. Às 15 horas, a Itália tem pela frente a Nigéria. Já às 18 horas, o Brasil mede forças contra a República Dominicana.

Atacante da Seleção Italiana sofre grave acidente de carro e tem fratura exposta na costela

Com informações da TV Cultura
Foto: reprodução redes sociais

Ciro Immobile teve uma fratura exposta na costela

O atacante Ciro Immobile, da Lazio e da Seleção da Itália, sofreu um violento acidente de carro neste domingo (16) nas imediações do estádio Olímpico, em Roma. O jogador de 33 anos foi levado a um hospital e teve diagnosticada uma fratura exposta na costela e um trauma na coluna vertebral. Em nota, o clube italiano que Immobile passa bem.

“A equipe médica da Lazio informa que, hoje, na sequência de um acidente de automóvel, o atleta Ciro Immobile sofreu um trauma de distensão da coluna vertebral e uma fratura exposta da costela direita. As condições atualmente são boas. O jogador permanece sob observação no departamento de medicina de emergência”, informou o comunicado da equipe biancoceleste.


O acidente aconteceu após Immobile chocar seu carro em um bonde na Ponte Matteotti. Além de Immobile, sete pessoas ficaram feridas e foram transportadas ao hospital. Entre elas, duas filhas do atacante, que sofreram apenas alguns arranhões.

Immobile disse, segundo o jornal La Gazzetta Dello Sport, que o culpado pelo acidente foi o bonde por ter ultrapassado o sinal vermelho. A polícia já está investigando o caso.

Em Gênova, Seleção Brasileira Feminina vence a Itália em amistoso

Por Felipe Roque
Foto: Thaís Magalhães / CBF

Brasil venceu em Gênova

Nesta segunda, 10, no Estádio Luigi Ferraris, em Génova, Itália, a Seleção Brasileira Feminina realizou mais um amistoso, desta vez contra a seleção da casa, e venceu por 1 a 0, com gol marcado por Adriana, chegando a sua 10ª vitória consecutiva. 

O Brasil veio de grande vitória sobre a Noruega no jogo anterior. O triunfo por 4 a 1 deu mais confiança para a seleção comandada pela Pia, mas desgastou o time, o que incomodou a treinadora. Já o time da casa também veio de vitória. Pelas Eliminatórias da Copa do Mundo, a seleção italiana bateu a Romênia por 2 a 0, jogando em casa. 

A partida começou estudada e com discreto domínio da Seleção Brasileira na posse de bola. Aos 10 minutos, a goleira italiana errou o passe dentro da área e Kerolin rolou pra trás para Bia Zaneratto, mas a bola passou por trás da camisa 16. Seis minutos depois, aos 16, Ary Borges cabeceou para dentro da pequena área, onde estava Geyse, que cabeceou e obrigou a goleira a fazer ótima defesa.

Talvez a chance mais clara do primeiro tempo tenha sido aos 27 minutos, quando Kerolin recebeu ótimo lançamento e aproveitou o desentendimento da zaga italiana, mas a bola passou rente ao gol. Com 30 minutos, Giacinti recebeu belo passe e ficou livre na grande área. A goleira Letícia saiu debaixo dos postes e evitou o que seria o primeiro gol da partida, com uma boa defesa. 

No intervalo, Pia resolveu mudar na seleção: Ludmila entrou no lugar de Bia Zaneratto e Duda no lugar de Duda Sampaio. A substituição deu resultado, pois, logo no primeiro minuto da segunda etapa, Adriana recebeu belo lançamento de Antônia, dominou no peito e chutou no canto esquerdo da goleira, para abrir o placar e marcar seu 9º gol na temporada com a amarelinha.

Aos 23, quase o segundo. Após escanteio, Ary Borges chutou de primeira, da entrada da área e a bola, que tinha como endereço o ângulo esquerdo, foi defendida por Durante. Aos 29 minutos, a aniversariante do dia, Tamires, cruzou com perfeição na cabeça de Tainara, mas a zagueira cabeceou pra fora, desperdiçando a chance de fazer o segundo gol brasileiro.

O jogo ficou morno e Pia fez mais algumas mudanças como teste na seleção: a autora do gol Adriana saiu para dar lugar à Ana Vitória e Vitória Yaya entrou para a saída de Ary Borges. Lauren também entrou no lugar de Geyse. Nos minutos finais de partida, a seleção italiana jogou-se toda ao ataque, quase empatando o amistoso. 


A vitória brasileira manteve um histórico tabu sobre a seleção italiana: o time europeu nunca venceu o Brasil no futebol feminino. Foram 8 jogos, com 7 vitórias da seleção canarinho e 1 empate. Ambas as seleções seguem agora com as suas preparações para a Copa do Mundo em 2023. A próxima data FIFA ocorrerá nos dias 7 e 15 de novembro, com os amistosos ainda a serem definidos.

Há 40 anos, a Itália sagrava-se tricampeã mundial

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

A Itália venceu a Alemanha na decisão e conquistou o seu terceiro título mundial

Nesta segunda-feira, dia 11 de julho de 2022, se completam 40 anos que a Itália conquistou o terceiro título de Copa do Mundo da sua história. Apesar das dificuldades que o time do velho continente teve ao longo da campanha, conseguiu bater grandes equipes na competição sediada na Espanha em 1982.

Para esta edição, o time base da Squadra Azzurra era composto por: Zoff; Bergomi, Gentile, Scirea e Collovati; Cabrini, Antognoni (Oriali), Tardelli; Rossi, Conti e Graziani (Altobelli). No comando técnico, o selecionado italiano tinha ninguém mais ninguém menos do que Enzo Bearzot.

Na primeira fase, os italianos empataram os três jogos: 0 a 0 diante da Seleção da Polônia, 1 a 1 com o Peru e com Camarões pelo mesmo placar. Com estes resultados, a Squadra Azzura fechou a primeira fase na segunda colocação do grupo A, empatada junto aos camaroneses com três pontos e um a menos que o time polaco, que ficou na liderança. A principal curiosidade é que a Itália só conseguiu avançar por conta do número de gols marcados: 2 contra apenas 1 dos africanos.

Já na fase seguinte, que também era dividida em grupo, mas com três equipes em cada, a Seleção Italiana conseguiu melhorar o seu aproveitamento nos resultados: bateu a Argentina pelo placar de 2 a 1, e na última rodada, venceu o Brasil por 3 a 2, em um jogo emocionante, mas que tem um gosto amargo para a torcida da Amarelinha até os dias atuais.

Na Semifinal daquele mundial, a Squadra teve de enfrentar mais uma vez a equipe da Polônia. Desta vez, o confronto entre estas duas seleções terminou com vitória dos italianos pelo placar de 2 a 0, carimbando assim, a sua vaga para a decisão. A partir dali, a equipe comandada Enzo Bearzot só esperava o vencedor do duelo entre Alemanha Ocidental e França, que aconteceria no dia seguinte e terminaria com classificação germânica, após disputa de pênaltis.


Disputando a grande decisão, o time azul conseguiu vencer os alemães pelo placar de 3 a 1. Abriu uma vantagem de 3 a 0 com gols de Rossi, Tardelli e Altobelli aos 57', 69' e 81' respectivamente, mas dois pouco tempo após o último tento, Breitner descontou. Com isso, a Squadra Azzurra voltou a conquistar este troféu que não vinha desde 1938, ano em que foi bicampeã consecutiva, já que em 34, também ganhou a competição.

Os 40 anos da "Tragédia do Sarriá"

Com informações da CBF
Foto: arquivo

Paolo Rossi passando por Junior e sendo vigiado por Falcão: o italiano fez três

Um dos dias mais tristes da história do futebol brasileiro está completando 40 anos nesta terça-feira, dia 5 de julho de 2022. Em 1982, no Estádio Sarriá, campo do Espanyol, em Barcelona, a Seleção Canarinho, dirigida por Telê Santana e tinha um belo futebol de toque de bola e dribles, que encatava à todos, perdia para a Itália, por 3 a 2, e dava adeus à Copa do Mundo da Espanha. Esta eliminação é até hoje lamentada por muitos e determinou até mudanças no estilo de jogo de todo o planeta, "para o bem e para o mal".

A expectativa em torno do tetra aumentaria depois que a Seleção prosseguiu marcando muitos gols em amistosos antes da Copa do Mundo de 1982: 7 a 0 sobre o Eire, em 27 de maio, um dia antes do embarque para a Espanha. Os números da equipe sob o comando de Telê Santana eram mesmo incontestáveis: 32 jogos, 24 vitórias, seis empates e apenas duas derrotas – para a URSS em 1980 e para o Uruguai em 1981 –, com 84 gols a favor e 20 contra. Não levou gol em 14 ocasiões e só uma única vez deixara de marcar, contra o Chile, num amistoso em Santiago. E se os números já seriam suficientes para entusiasmar o mais cético dos torcedores, é sempre importante destacar que a Seleção de Telê abrigava pelo menos seis craques de primeira linha: Leandro, Júnior, Toninho Cerezo, Falcão, Sócrates e Zico.

O Brasil estreou com triunfo de 2 a 1 sobre a URSS, ressentindo-se da ausência de Toninho Cerezo, suspenso, marcando seus gols nos 10 minutos finais, ambos de fora da área. O primeiro num chute colocado de Sócrates, e o segundo num petardo de Éder, depois que Falcão enganou a zaga, deixando que a bola passasse entre as suas pernas, para a conclusão do companheiro.

Seguiram-se exibições de gala e momentos de rara beleza nas vitórias de 4 a 1 sobre a Escócia e 4 a 0 sobre a Nova Zelândia, como o gol de Éder contra o time escocês, num lance em que ameaçou a pancada, para apenas cobrir com sutileza o goleiro Alan Rough. Inesquecível também o triunfo por 3 a 1 sobre a Argentina, num toma-lá-dá-cá formidável definido com o gol de Júnior – chute entre as pernas de Fillol –, levando Diego Maradona a perder a cabeça, cavando sua expulsão, após atingir Batista.

Mas quando se joga competição eliminatória, existe sempre o risco de se topar com a fatalidade, uma bruxa concebida pelos deuses do futebol, num dia de muito mau humor. E que acabou atingindo o Brasil no dia 5 de julho, diante da Itália. Seria uma exagero atribuir a derrota de 3 a 2 no Estádio Sarriá de Barcelona apenas à tal fatalidade. Após a vitória sobre os argentinos, na realidade, o excesso de confiança contagiou a todos: comissão técnica, jogadores, mídia, torcedor, levando a crônica europeia e, principalmente, o adversário a explorar a situação, com elogios e superlativos.

"Ora, os brasileiros foram perfeitos. Taticamente, fizeram uma partida sem erros, ocuparam todos os espaços do campo com um jogo objetivo e de conjunto. Estou encantado", comentou o técnico da Itália, Enzo Bearzot, velha raposa do futebol.


Bearzot recuou a sua equipe e pôs Gentile e Tardelli para bater nas canelas dos brasileiros. Mandou que Paolo Rossi se aproveitasse dos espaços que a zaga generosamente concedia, marcando os italianos à distância. Ordem cumprida à risca desde os cinco minutos do primeiro tempo, quando o “Pablito” abriu o placar num chute indefensável. O Brasil igualou em jogada trabalhada, concluída por Sócrates. Rossi fez 2 a 1 numa bobeada coletiva da defesa; e, quando Falcão estabeleceu novo empate, resultado suficiente para classificar o time de Telê, o técnico trocou Serginho por Paulo Isidoro, para fechar o meio. Mas a tática não surtiu efeito. Pior: no bate-rebate de um escanteio fortuito, os tais deuses conduziram a bola pela terceira vez aos pés de Rossi, que fez 3 a 2, decretando a inesperada derrota brasileira. Restou o consolo de que o Brasil havia apresentado o melhor futebol da Copa.

Brasil 4x1 Itália: 52 anos do tri mundial

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Brasil venceu a Itália por 4 a 1

Nesta segunda-feira, dia 21 de junho de 2022, se completam 52 anos do tricampeonato mundial da Seleção Brasileira. Na ocasião, a Amarelinha goleou a Seleção Italiana pelo placar de 4 a 1 na grande decisão da competição.

Até chegar na final, o Brasil foi líder do Grupo 3 com 100% de aproveitamento, além de ter eliminado o Peru nas quartas de final por 4 a 2 nas quartas de final e o Uruguai pelo placar de 3 a 1. Já a Itália, que terminou na primeira colocação da chave 2 com quatro pontos, despachou o México, anfitrião da competição, com uma goleada por 4 a 1 e depois a Alemanha Ocidental de 4 a 3 na prorrogação.

Com bola rolando, o selecionado brasileiro abriu o placar aos 18' com Pelé, que recebeu belíssima assistência de Rivelino. Na marca dos 37' ainda do primeiro tempo, Roberto Boninsegna empatou a partida para os italianos, aproveitando gravíssimo vacilo do sistema defensivo da equipe Canarinho.

Na etapa complementar, a Seleção Italiana não conseguiu resistir ao forte poderio ofensivo do Brasil, que se que contava com uma defesa muito bem armada. Nos 21', Gérson mandou um balaço para recolocar a Amarelinha na frente, e posteriormente deu passe para o terceiro tento, através de uma cobrança de falta de Pelé, serviu para Jairzinho completar para o fundo das redes aos 71'.

Já na reta final do jogo, Pelé, que fez uma excelente partida, puxou a marcação para si e deixou o caminho livre para o capitão Carlos Alberto na ponta direita. Com este gol, o Brasil fechou a conte e se sagrou campeão mundial pela terceira vez na sua história.


Detalhe que neste último tento, a Seleção Brasileira fez várias inversões da direita para a esquerda, sendo oito atletas de linha do tocaram na bola antes da bola chegar ao Pelé, que deu o passe para o capita concluir o placar. Há vinte anos, o a nação de todo o Reino Unido elegeu esta jogada na 36ª posição no ranking dos 100 Maiores Momentos Esportivos da história.

Marco Senesi é mais um que poderá escolher por qual seleção jogar

Por Lucas Paes
Foto: Reprodução/Semferrsport

O jovem Marco Senesi poderá escolher a seleção

O mundo globalizado tem permitido a cada vez mais pessoas possuírem nacionalidades de mais de um país. Seja por origem familiares ou por tempo morando no país, várias pessoas hoje em dia possuem dupla nacionalidade e o futebol é palco de muitas dessas naturalizações. Em mais um caso onde o jogador tem dupla nacionalidade, o argentino com cidadania italiana Marco Senesi poderá escolher por qual seleção jogar. 

Um promissor defensor formado na base do San Lorenzo de Almagro, Senesi tem chamado a atenção de vários clubes do mundo pela sua qualidade de jogo e dizem já estar na mira de clubes como o Barcelona e a Juventus de Turim. Seu bom futebol no tradicional Feyenoord, onde joga desde 2019, garantiu que ele chamasse a atenção da seleção nacional, ou melhor, de duas seleções nacionais, já que nesta data FIFA ele recebeu convocações tanto da Itália quanto da Argentina. 

Não será o primeiro caso de jogador que poderá escolher entre seleções. Estes são inclusive bem comuns no futebol. Um dos grandes jogadores do atual Liverpool, Thiago Alcântara poderia ter defendido tanto o Brasil quanto a Espanha. Diversos jogadores do atual timaço da França poderiam, caso quisessem ter escolhido seleções africanas. A França aliás é um caso comum dessas situações, já que o próprio Zidane poderia ter jogado pela Argélia.

Porém, Senesi cairá na rara categorias dos jogadores que terão como escolher entre duas convocações para seleções diferentes numa mesma data FIFA. Amauri, brasileiro que se naturalizou italiano, foi um que teve tal opção e optou pela Itália, por exemplo. O caso de Senesi, porém, deve ser inédito já que o jogo é justamente entre as duas seleções que o querem: a Itália, campeã europeia, que enfrentará a Argentina, campeã da Copa América, na "Superfinal" organizada por Conmebol e UEFA.


Não há nenhum grande indicador de qual será a escolha de Senesi e qual será seu pensamento. O jogador ainda não decidiu por qual seleção irá atuar e o mundo do futebol fica aguardando o desfecho dessa história. Não será a última de jogadores com duas nacionalidades no futebol, mas talvez seja uma das únicas onde o jogador está entre dois lados de um mesmo jogo onde veio a convocação.  

Eliminação mostra que a Itália ainda precisa dar alguns passos para se reconstruir

Por Lucas Paes
Foto: Getty Images

A Itália não vai a Copa do Mundo

Parecia que uma das gigantes do futebol de seleções, a Itália, havia voltado ao protagonismo. Dona de grandes jogos nos últimos anos, vivendo uma crescente sob o comando de Roberto Macini, a Azzurra foi campeã da Eurocopa jogando um grande futebol e parecia que a Eliminatória era uma questão de formalidade. Só parecia, porque a Azzurra caiu de produção, foi para a repescagem e na terça desta quinta, já histórico dia 23 de março de 2022, perdeu para a Macedônia do Norte e ficou fora da Copa do Mundo do Catar.

Dentro de campo, o resultado foi uma maluquice. A Itália dominou completamente o jogo em Palermo e deveria ter vencido com tranquilidade, porém não conseguiu marcar em hipótese alguma sob a fechada defesa macedônia. O time visitante então deu a ferroada fatal nos italianos já nos acréscimos, num belíssimo gol de Trajkovski e seguiu em frente, rumo ao confronto contra Portugal que valerá vaga na Copa do Mundo. De novo, a Azzurra ficou pelo caminho. 

O resultado mostra claramente duas coisas importantes: a primeira é que ainda existe um grande caminho de reconstrução à ser percorrido pela campeã da Copa do Mundo de 2006. A Itália ainda mescla partidas espetaculares com jogos muito fracos e está muito a quem do nome que construiu no futebol. Não é que o título da Eurocopa tenha sido um acidente, mas ele sozinho não garantia que a equipe da Bota, que tem bons nomes, já havia voltado ao topo no futebol mundial. 

A segunda é algo que vale inclusive para a Copa do Mundo e tem de ser lido por muita gente que descarta Brasil ou Argentina no Catar: um torneio de um mês é um cenário totalmente diferente do que ocorre fora dele. Em campeonatos como a Copa do Mundo, a Eurocopa e qualquer campeonato curto de um mês como elas são, importa mais chegar bem neste mês onde ocorrerá a disputa. No caso da Eurocopa, pouco importou se a França tem um esquadrão ou a Bélgica tinha sua geração espetacular. A Itália encaixou, jogou bem durante aquele período e levou o título com muita justiça. 

O vexame italiano nas eliminatórias, porém, tem dimensões históricas catastróficas. Os números chamam a atenção e são fortes: a Itália pela primeira vez passará 8 anos longe da Copa do Mundo. Já são 20 longe dos mata-matas da maior competição que existe, já que a última partida italiana nesse naipe foi justamente a decisão da Copa de 2006. Vinte pois sim, a Azzurra só voltará a jogar em 2026, se passar dos grupos, claro, caso chegue lá.


Restará agora aos italianos equilibrar a tristeza da eliminação com a razão de entender que Mancini faz bom trabalho e deve ser mantido. Fica, mais uma vez, o choque de uma eliminação inesperada e a tristeza aos torcedores de mais uma vez apenas assistirem outras seleções jogando a Copa do Mundo. A Itália precisa voltar logo, mas parece cada vez mais longe disso. 

It's Coming Rome! A Itália é campeã da Eurocopa batendo a Inglaterra nos pênaltis dentro de Londres

Por Lucas Paes
Foto: Divulgação/Eurocopa

A Itália pela segunda vez é campeã europeia

Silêncio e tristeza em Wembley, pelo menos da maioria. O futebol não está voltando para casa, está indo a Roma. A Itália, renascida, forte de novo, que joga ofensivamente, que quer a bola, que quis o título é campeã da Eurocopa. Mesmo jogando em Wembley, diante de uma multidão torcendo pelo inédito título inglês, os italianos buscaram o empate por 1 a 1 no tempo normal e venceram por 3 a 2 nos pênaltis, fazendo a festa da minoria, colocando água no chopp da festa que estava pronta em Londres. Acima de tudo, dando um recado ao mundo: a Azzurra, gigante, forte, protagonista está de volta. 

A Inglaterra, desesperada por deixar a taça em Wembley, chegou a decisão ao bater a sensação dinamarquesa por 2 a 1 nas semifinais, com o gol de pênalti de Harry Kane na prorrogação. A Itália, de grande futebol ao longo da competição, sofreu mas deixou pelo caminho a Espanha, vencendo nos pênaltis a Fúria, que surpreendeu ao chegar tão longe. 

A Inglaterra começou o jogo como sonhava, com um gol logo no começo de jogo numa bela jogada armada pelo English Team e finalizada pelo ótimo Luke Shaw. A partir daí, o jogo ficou travado, truncado, disputado, sangrado como uma final deve ser. Poucas chances, de ambos os lados, mas quem crescia no final do primeiro tempo era o time italiano, que sofria para penetrar na bem armada defesa do time que genuinamente é o da casa. O primeiro tempo, disputado e pouco técnico terminou com a taça caminhando-se para ficar em Londres. 

Na etapa final, a equipe de Southgate abriu mão do jogo, passou a se defender e esperar a Itália, que hoje gosta da bola, gosta de atacar, gosta de ter a posse. Foram chances criadas e paradas por Pickford, chances onde a defesa dos Three Lions permaneceu, até que num escanteio, o goleirão do Everton chegou a fazer outra defesaça, mas a bola ainda estourou na trave antes de sobrar limpa para Bonucci deixar tudo igual. A partir daí, quem chegou mais perto de vencer a final foi a Azzurra, mas o jogo terminou empatado. O passeio estatístico italiano não se refletiu no placar, pelo menos nos 90 minutos. 

A prorrogação foi em sua integridade aberta. Pickford trabalhou mais, mas a equipe da casa tentou também "machucar" a Itália. O peso de uma temporada inteira e uma Eurocopa intensa começava a cobrar o preço a todos os jogadores e o corpo não respondia mais os comandos do cérebro. Era curioso, porém, o cenário que se formou no finalzinho do tempo extra, quando a Itália, sim, a Itália, passou a atacar e os inventores do futebol a se defender. A decisão seria mesmo nos pênaltis. 


Na marca da cal, Berardi abriu marcando para os italianos, assim como Kane para os ingleses. Belotti parou em Pickford, batendo muito mal e viu Maguire dar uma aula de cobrança de pênalti para colocar o time da casa na frente. A cobrança de Bonnucci só entrou pois ele bateu bem demais e na sequência Rashford, que entrou para bater, tirou demais, acertou a trave e deu a chance da Azzurra empatar, o que ocorreu com Bernadeschi. Sancho, que também entrou só para os pênaltis, parou em Donarumma. Jorginho, com categoria, foi bem, mas parou em Pickford também. Mas Sakha também perdeu, para festa dos italianos. It's coming Rome. A Itália é campeã europeia pela segunda vez.

A Inglaterra terá de quebrar um tabu para ser campeã - O histórico entre italianos e ingleses

Por Lucas Paes
Foto: Getty Images

Itália e Inglaterra já jogaram algumas vezes entre amistosos e jogos oficiais

A decisão da Eurocopa está definida. A Inglaterra, tradicional seleção, porém possuidora de apenas um único troféu ao longo de sua história, enfrentará a Itália, uma das maiores forças do futebol, mas que também só tem um título continental, porém outros quatro da Copa do Mundo. Não será a primeira vez em que ingleses e italianos farão um duelo nem pela Euro e nem por uma competição oficial da UEFA ou da FIFA. Há um histórico grande de jogos, entre amistosos e jogos competitivos. A Inglaterra terá de quebrar um tabu se quiser sair com o título inédito, já que nunca venceu em jogos por Copa do Mundo ou Eurocopa.

O primeiro confronto entre os dois por uma competição com chancela continental ou mundial veio na Copa do Mundo de 1990. Naquela ocasião, Inglaterra e Itália decidiram o terceiro lugar num San Nicola tomado pela torcida italiana, em Bari. Numa situação contrária a atual, com a desvantagem de jogar como visitante basicamente, a Inglaterra perdeu por 2 a 1, com Baggio botando os italianos na frente, Platt empatando e o folclórico Schilacci fazendo de pênalti o gol da vitória italiana. Aquela geração dos Three Lions era uma das que deu esperanças ao torcedor de um título, mas ficou pelo caminho para a Alemanha.

Os outros confrontos por competições oficiais são relativamente recentes e próximos. Em 2012, naquela edição da Eurocopa, a Itália eliminou a Inglaterra nos pênaltis, após um 0 a 0 nas quartas de final, em Kiev. Os italianos partiriam para um vice-campeonato da Eurocopa, enquanto os ingleses ficavam mais uma vez decepcionados e pelo caminho. Daquele time, apenas Henderson figura na seleção atual, apesar de Milner e Chamberlain seguirem em atividade e serem inclusive companheiros do remanescente no Liverpool.

Dois anos depois, Uruguai, Inglaterra e Itália estavam na mesma chave da "Copa das Copas", no Brasil e os europeus abriram a competição com um confronto direto em Manaus. Mais uma vez, o triunfo foi italiano, com uma vitória de 2 a 1, gols de Marchisio, Sturridge, empatando o jogo e Balotelli dando números finais. Ambas as equipes acabariam eliminadas, numa chave que premiou a Costa Rica com um primeiro lugar. A equipe da América Central avançaria até as quartas de final naquela edição, enquanto o Uruguai cairia nas oitavas. Italianos e ingleses voltaram para casa mais cedo.


No geral, a primeira partida entre ingleses e italianos foi um amistoso com uma vitória do English Team dentro de Roma, em 1961, por 3 a 2. Os dois primeiros confrontos oficiais foram pelas eliminatórias da Copa do Mundo de 1978, quando no mesmo grupo, cada um venceu em sua casa por 2 a 0, mas a Azzurra acabou classificada, deixando os Three Lions fora da Copa. As duas equipes voltaram a se enfrentar nas eliminatórias da Copa do Mundo de 1998, com uma vitória italiana fora de casa por 1 a 0 e um empate em zero a zero na volta na Bota. Ambas estariam na França algum tempo depois.

Por fim, o último confronto entre italianos e ingleses havia acontecido em 2018, num amistoso que terminou empatado por 1 a 1. No total, já aconteceram 27 jogos entre as duas, com 8 vitórias dos inventores do futebol, nove empates e 10 vitórias da Azzurra. No domingo, este placar pode ser igualado ou a Itália pode com requintes de crueldade dilacerar o sonho inglês. O jogo ocorre as 16 horas e terá transmissão da Sportv e da Globo para o Brasil. 

O Curioso do Futebol

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