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Marco Senesi é mais um que poderá escolher por qual seleção jogar

Por Lucas Paes
Foto: Reprodução/Semferrsport

O jovem Marco Senesi poderá escolher a seleção

O mundo globalizado tem permitido a cada vez mais pessoas possuírem nacionalidades de mais de um país. Seja por origem familiares ou por tempo morando no país, várias pessoas hoje em dia possuem dupla nacionalidade e o futebol é palco de muitas dessas naturalizações. Em mais um caso onde o jogador tem dupla nacionalidade, o argentino com cidadania italiana Marco Senesi poderá escolher por qual seleção jogar. 

Um promissor defensor formado na base do San Lorenzo de Almagro, Senesi tem chamado a atenção de vários clubes do mundo pela sua qualidade de jogo e dizem já estar na mira de clubes como o Barcelona e a Juventus de Turim. Seu bom futebol no tradicional Feyenoord, onde joga desde 2019, garantiu que ele chamasse a atenção da seleção nacional, ou melhor, de duas seleções nacionais, já que nesta data FIFA ele recebeu convocações tanto da Itália quanto da Argentina. 

Não será o primeiro caso de jogador que poderá escolher entre seleções. Estes são inclusive bem comuns no futebol. Um dos grandes jogadores do atual Liverpool, Thiago Alcântara poderia ter defendido tanto o Brasil quanto a Espanha. Diversos jogadores do atual timaço da França poderiam, caso quisessem ter escolhido seleções africanas. A França aliás é um caso comum dessas situações, já que o próprio Zidane poderia ter jogado pela Argélia.

Porém, Senesi cairá na rara categorias dos jogadores que terão como escolher entre duas convocações para seleções diferentes numa mesma data FIFA. Amauri, brasileiro que se naturalizou italiano, foi um que teve tal opção e optou pela Itália, por exemplo. O caso de Senesi, porém, deve ser inédito já que o jogo é justamente entre as duas seleções que o querem: a Itália, campeã europeia, que enfrentará a Argentina, campeã da Copa América, na "Superfinal" organizada por Conmebol e UEFA.


Não há nenhum grande indicador de qual será a escolha de Senesi e qual será seu pensamento. O jogador ainda não decidiu por qual seleção irá atuar e o mundo do futebol fica aguardando o desfecho dessa história. Não será a última de jogadores com duas nacionalidades no futebol, mas talvez seja uma das únicas onde o jogador está entre dois lados de um mesmo jogo onde veio a convocação.  

Naturalizados - Copa terá 80 atletas defendendo seleções de onde não nasceram

Por Lula Terras

Diego Costa, Higuaín, Sterling e Rakitic são alguns dos 80 naturalizados nesta Copa
(arte: LanceNet!)

O mundo vive a expectativa do início, nesta quinta-feira, dia 14, de mais uma Copa do Mundo, que irá reunir na Rússia as 32 seleções, que conseguiram se credenciar para a competição. Muitos assuntos estão sendo explorados pela imprensa mundial, neste período Pré-Copa, no sentido de valorizar ainda mais o evento, mas um me chamou a atenção, que é o grande número de atletas que, se naturalizaram para defender outros paises, que não, onde nasceram. 

Segundo levantamento feito, 80 atletas estão nessas condições, entre os quais, cinco brasileiros, que defenderão outras seleções, caso do sergipano Diego Costa e o carioca, Rodrigo Moreno, que vão defender a seleção espanhola, a Fúria, como é conhecida em seu País. Também o zagueiro e volante Pepe, que nasceu em Maceió, disputará sua terceira Copa do Mundo, defendendo a seleção Portuguesa. 

Os demais brasileiros são, o paulista de São Caetano do Sul, Mário Fernandes, que já atuou no Grêmio Porto-alegrense, que irá defender a equipe anfitriã da Copa, e o paranaenseThiago Cionek, que defenderá a seleção polonesa. 

Outro atleta que pode ser considerado brasileiro é o meia da seleção espanhola, Thiago Alcântara, filho do polivalente Mazinho, Tetra Campeão Mundial pelo Brasil, em 1994, nos Estados Unidos. Thiago nasceu na Itália, no período em que seu pai defendia a equipe do Lecce, e preferiu adotar a cidadania espanhola. 

Fora os brasileiros, outros craques naturalizados, que são ídolos em seus clubes e merecem ser citados, caso de Higuaín, que nasceu na França, mas é um dos principais atacantes da seleção Argentina, o atacante Raheem Sterling, que atua no Manchester City e vai defender a Inglaterra, mas que é jamaicano de nascimento, e ainda o croata Ivan Rakitic, que na verdade nasceu na Suíça. 

Enfim, vamos ter uma verdadeira legião estrangeira desfilando nos gramados da Rússia, aguardemos o resultado de tudo isso.

Um Cacau brasileiro na Seleção Alemã

Cacau comemorando o seu gol na Copa do Mundo de 2010, na África do Sul
(foto: Getty Images)

Estádio Moses Mahbda, Durban, África do Sul, dia 13 de junho de 2010. Aos 23 minutos do segundo tempo, o artilheiro da Seleção Alemã, Miroslav Klose, nascido na Polônia, deixa o campo para entrada de outro naturalizado. Dois minutos depois, este mesmo jogador pega a bola e faz o quarto e último gol dos germânicos naquela partida. Quem é ele? O brasileiro Cacau!

Claudemir Jerônimo Barreto, o atacante Cacau, nasceu em Santo André, no dia 27 de março de 1981. Ele começou no futebol pela grande São Paulo, rodando por vários clubes, até que no final da década de 90, mais precisamente em 1999, foi convencido por seu primo e treinador Mauro Correia a se arriscar pelo futebol alemão. A primeira experiência foi um teste no inexpressivo Türk Gücü, de Munique, onde passou e jogou por dois anos.

Após esta primeira experiência, Cacau foi contratado pelo Nürnberg, com 20 anos de idade, para jogar a princípio, no time B. Suas atuações chamaram a atenção de todos e logo subiu para o time principal, onde atuou por dois anos. Sua velocidade e assistências fizeram com que o Stuttgart o contratasse em 2003. E aí a história de Cacau mudaria de vez.

O atacante ficou simplesmente 11 anos defendendo o "Die Roten", onde virou ídolo da torcida. Foram, simplesmente, mais de 500 jogos com a camisa do Stuttgart e como ele tinha poucos vínculos com o futebol brasileiro, já que saiu muito novo daqui, logo começaram os convites para se naturalizar alemão. Primeiro para não contar como estrangeiro e segundo, para atuar na seleção germânica.

No Stuttgart, onde foi ídolo e fez mais de 500 jogos

A concretização de Cacau atuar pelo selecionado alemão se concretizou em 2009, mais precisamente no dia 19 de maio, quando ele substituiu se ex-companheiro de clube Mario Gómez, em partida contra a China. Aos poucos ele foi ganhando espaço no time de Joachim Löw para a Copa de 2010, onde fez o gol já citado. Cacau defendeu a Seleção Alemã em 23 oportunidades, marcando seis gols. Seu último jogo com a camisa branca foi em 2012.

No Stuttgart, ele deixou o clube em 2014, indo jogar no Cerezo Osaka, do Japão. Após isso, ele ainda voltou ao Stuttgart, para jogar no time B, onde encerrou a carreira no ano passado. Seu principal título foi o Campeonato Alemão em 2007.

Porém, apesar dessa ligação toda com a Alemanha, onde inclusive continua morando após a aposentadoria, Cacau ainda sente bastante quando a Seleção Brasileira perde. E a prova disso foi diante dos 7 a 1 na Copa de 2014, onde o próprio ex-jogador disse que ficou mais triste pela goleada sofrida pelo time canarinho do que pela vitória alemã.

O Curioso do Futebol

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