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Há 40 anos, a Itália sagrava-se tricampeã mundial

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

A Itália venceu a Alemanha na decisão e conquistou o seu terceiro título mundial

Nesta segunda-feira, dia 11 de julho de 2022, se completam 40 anos que a Itália conquistou o terceiro título de Copa do Mundo da sua história. Apesar das dificuldades que o time do velho continente teve ao longo da campanha, conseguiu bater grandes equipes na competição sediada na Espanha em 1982.

Para esta edição, o time base da Squadra Azzurra era composto por: Zoff; Bergomi, Gentile, Scirea e Collovati; Cabrini, Antognoni (Oriali), Tardelli; Rossi, Conti e Graziani (Altobelli). No comando técnico, o selecionado italiano tinha ninguém mais ninguém menos do que Enzo Bearzot.

Na primeira fase, os italianos empataram os três jogos: 0 a 0 diante da Seleção da Polônia, 1 a 1 com o Peru e com Camarões pelo mesmo placar. Com estes resultados, a Squadra Azzura fechou a primeira fase na segunda colocação do grupo A, empatada junto aos camaroneses com três pontos e um a menos que o time polaco, que ficou na liderança. A principal curiosidade é que a Itália só conseguiu avançar por conta do número de gols marcados: 2 contra apenas 1 dos africanos.

Já na fase seguinte, que também era dividida em grupo, mas com três equipes em cada, a Seleção Italiana conseguiu melhorar o seu aproveitamento nos resultados: bateu a Argentina pelo placar de 2 a 1, e na última rodada, venceu o Brasil por 3 a 2, em um jogo emocionante, mas que tem um gosto amargo para a torcida da Amarelinha até os dias atuais.

Na Semifinal daquele mundial, a Squadra teve de enfrentar mais uma vez a equipe da Polônia. Desta vez, o confronto entre estas duas seleções terminou com vitória dos italianos pelo placar de 2 a 0, carimbando assim, a sua vaga para a decisão. A partir dali, a equipe comandada Enzo Bearzot só esperava o vencedor do duelo entre Alemanha Ocidental e França, que aconteceria no dia seguinte e terminaria com classificação germânica, após disputa de pênaltis.


Disputando a grande decisão, o time azul conseguiu vencer os alemães pelo placar de 3 a 1. Abriu uma vantagem de 3 a 0 com gols de Rossi, Tardelli e Altobelli aos 57', 69' e 81' respectivamente, mas dois pouco tempo após o último tento, Breitner descontou. Com isso, a Squadra Azzurra voltou a conquistar este troféu que não vinha desde 1938, ano em que foi bicampeã consecutiva, já que em 34, também ganhou a competição.

Há 38 anos, ocorria a primeira decisão por pênaltis da história da Copa do Mundo

Por Lucas Paes
Foto: Getty Images/FIFA.com

Duelo entre franceses e alemães foi definido nos pênaltis

A Copa do Mundo de 1982 ainda é e provavelmente sempre vai ser um dos maiores pesadelos do torcedor brasileiro. Mas, muito além da tristeza de Zico, Sócrates, Falcão e cia. O Mundial da Espanha teve tardes e noites que entraram para a história das copas e teve a primeira decisão por pênaltis da competição em todos os tempos: exatamente em 8 de julho, em Sevilla, na semifinal entre França e Alemanha Ocidental.

Já depois de Rossi ter definido a vaga na final para os italianos, com dois gols sobre a ótima equipe da Polônia, a Alemanha Ocidental e a França entraram em campo para decidir quem teria a ingrata missão de pegar a Azzurra na final. O duelo foi disputado no Ramon Sanchez Pizjuan, em Sevilla as 21h daquela agradável e quente noite de verão espanhol. A Alemanha Ocidental já tinha sua tradição e era duas vezes campeã mundial, enquanto os franceses, mesmo sem títulos, tinham um nome a zelar no esporte bretão. A expectativa era de um jogaço.

O primeiro gol do duelo veio aos 17', quanto Littbarski bateu de fora da área a bola afastada pela defesa francesa e mandou para o fundo das redes, abrindo o marcador. Os Bleus não tardaram a buscar o ataque e empataram em pênalti convertido por Michel Platini, nove minutos depois do gol tedesco. O resultado persistiu durante os 90 minutos, mesmo com a pressão francesa no segundo tempo, levando o jogo para a prorrogação, onde as duas equipes seguiriam tentando chegar a decisão.

Na prorrogação, mais gols: logo no começo, Tresor aproveitou cobrança de falta e bateu de primeira para as redes. Seis minutos depois, um torpedo de Giresse da entrada da área deixou a situação dos Bleus tranquila no jogo. Eram dois gols de vantagem e os germânicos pareciam mortos. Só pareciam. Rummenige diminuiu o marcador ainda no primeiro tempo da prorrogação e logo no começo do segundo tempo, Fisher, em um belo gol de meia bicicleta, empatou o jogo novamente. Com a igualdade, a decisão seria nos pênaltis.


Nas penalidades, as primeiras cinco cobranças de cada lado tiveram um erro e quatro acertos. Pelo lado alemão, Stielike não marcou a terceira cobrança, enquanto na seguinte dos Bleus, Six perdeu a chance de manter seu time em vantagem. Nas alternadas, os Bleus, que haviam começado cobrando, viram Bossis parar no lendário Harald Schumacher. O destino colocou a vaga alemã nos pés de Hrusbech, que marcou e mandou os franceses para a casa. O camisa 9 germânico naquela noite foi, menos de um ano depois, capitão da equipe responsável por outra tristeza para Platini, quando o Hamburgo vence a Juventus que o Francês jogava na final da Liga dos Campeões (na época a Copa Européia).

A França ainda sofreria mais naquela Copa do Mundo, perdendo a decisão do terceiro lugar para o ótimo time da Polônia pelo placar de 3 a 2. A Alemanha Ocidental, por sua vez, não seria páreo para a Itália na decisão, perdendo por 3 a 1 para Altobelli, Marco Rossi, Zoff e cia. Já a Copa do Mundo teve, de 1986 para frente, outras 29 decisões de classificação na marca da cal. A curiosidade fica por cima do desempenho exatamente da Alemanha, vencedora da primeira decisão: o erro de Stielike é, até hoje, o único jogador germânico a desperdiçar uma cobrança numa decisão por pênaltis. O país quatro vezes campeão mundial tem aproveitamento de 94º nesse tipo de decisão. Já Brasil e Itália seguem sendo as únicas seleções campeãs mundiais em decisões por pênaltis.

O Curioso do Futebol

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