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Portugal vence a Áustria e conquista a Copa do Mundo Sub-17

Foto: Fifa.com

Comemoração no gol português

A Copa do Mundo Sub-17 de 2025 é de Portugal! A Seleção Lusitana conquistou o título nesta quinta-feira, dia 27, ao vencer a Áustria por 1 a 0, gol de Anísio Cabral, no primeiro tempo. O jogo foi no Estádio Internacional de Khalifa, em Al Rayyan, no Catar.

Nas semifinais, a Áustria passou pela Itália, vencendo por 2 a 0. Já Portugal teve mais dificuldade para eliminar o Brasil, ganhando apenas nas penalidades, por 6 a 5, depois de um empate em 0 a 0 no tempo normal.

A Áustria começou melhor no jogo, tentando envolver o adversário, fazendo jogadas rápidas e arriscando no ataque. Porém, aos 12', Portugal até balançou as redes com Romário Cunha, mas foi marcado falta no lance e o gol foi anulado.

Os portugueses foram aumentando o volume de jogo com o passar do tempo e tomando as rédeas do embate. Aos 31', os lusitanos abriram o marcador: pelo lado direito, Duarte Cunha se livrou do marcador, cruzou na grande área e Anísio Cabral apenas empurrou a bola para a rede. E Portugal foi para o intervalo vencendo.


Na segunda etapa, a Áustria se lançou ao ataque, buscando o gol de empate, mas isto deixava espaços para Portugal contra-atacar. Na reta final de jogo, os austríacos aumentaram a pressão e tentaram de todas as formas marcar. Aos 39', Frauser mandou a bola na trave. No fim, o 1 a 0 deu o título a Portugal.

Áustria vence a Itália e está na final da Copa do Mundo Sub-17

Foto: Fifa.com

Áustria e Itália fizeram a semifinal nesta segunda-feira

A Áustria está na decisão da Copa do Mundo Sub-17. Nesta segunda-feira, dia 24, no Campo 5 do Aspire Zone, em Al Rayyan, no Catar, pela semifinal do certame, os austríacos venceram a Itália, por 2 a 0, e seguem na luta pelo título.

Para chegar à semifinal, a Áustria passou pelo Japão nas quartas, ao vencer pelo placar de 1 a 0. Já a Itália despachou Burquina Fasso, ganhando pelo mesmo marcador.

Primeiro tempo de poucas ações no Campo 5 do Aspire Zone. As duas equipes ficaram se estudando e a partida acabou truncada no meio de campo. Com poucas chances criadas pelos times, a partida foi para o intervalo com o placar de 0 a 0.

No segundo tempo, a Áustria voltou melhor e abriu o marcador aos 12 minutos. Weber recebeu na intermediária e deu um lindo passe para Moser, que invadiu a área e bateu cruzado, na saída do goleiro, fazendo 1 a 0 para os austríacos.

Após sofrer o gol, a Itália 'acordou' no jogo e foi para cima, em busca do gol de empate. Mas, bem postada, a defesa austríaca conseguia frustrar os planos da Azurra e ainda levava perigo quando ia ao ataque. Os italianos, aos 45', ainda perderam Borasio, expulso, após o desafio.


E ainda teve mais. Na cobrança da falta após a expulsão, Moser bateu com precisão, fazendo o segundo dele e dos austríacos no jogo: 2 a 0 no placar e, assim, a Áustria conseguiu a classificação para a decisão da competição.

Com a vitória, a Áustria está na grande final da Copa do Mundo Sub-17, onde enfrenta o vencedor de Brasil e Portugal, que jogam ainda nesta segunda. A partida será na quinta-feira, dia 27, às 13 horas, no Internacional Khalifa, em Al Rayyan. No mesmo dia, só que às 9h30, no Campo 7 do Aspire Zone, também em Al Rayyan, a Itália decide o terceiro lugar contra o perdedor da outra semifinal.

A boa estreia do Brasil na Copa do Mundo de 1958

Por Fabio Rocha
Foto: arquivo

Mazolla disputa bola no alto com goleiro austríaco

Há 64 anos, o Brasil estreou na Copa do Mundo de 1958 na Suécia, ainda com um olhar de desconfiança por conta das últimas competições, mas se consolidou Campeão do Mundo pela primeira vez. A seleção contava com grandes jogadores, mas ainda precisava se provar para os torcedores brasileiros e conseguiu fazer uma ótima estreia vencendo a Áustria por 3 a 0, no Estádio Rimnersvallen, em Uddevalla.

O Brasil tinha uma pressão muito grande, ainda em decorrência ao fato da Copa do Mundo de 1950, onde até então tinha sido sua melhor campanha na competição, quando conseguiu o vice-campeonato. Mas isso não interessava ao público brasileiro, pois o Brasil perdeu a final em casa para um grande rival continental, o Uruguai.

Por conta disso o Brasil acabou trazendo um peso, ainda mais depois de um fracasso na Copa de 1954, que acabou gerando uma pressão maior por parte da mídia e dos torcedores. A seleção precisava se provar e se preparou forte para a competição, em busca de ganhar seu primeiro título.

A Seleção Brasileira contava com muitos jogadores de qualidade, que poderiam decidir a Copa ao nosso favor. A equipe titular na estreia foi: Gilmar; De Sordi, Bellini, Orlando, Nílton Santos; Dino, Didi; Joel, Mazzola, Dida, Zagalo. O maior jogador de todos os tempos, Pelé, ainda era muito jovem, tinha apenas 17 anos, por isso começou a competição no banco de reserva.

O Brasil vinha com mudanças táticas para a competição,a equipe foi montada no 4–2-4, algo nunca feito antes no Brasil e, isso, deu certo. Contra a Áustria, a seleção dominou o jogo todo e conseguiu sair com um ótimo resultado de 3 a 0, com dois gols de Mazzola e um de Nílton Santos.


Na época ainda não existia substituição, por isso ele não entrava durante os jogos, foi contra a União Soviética que ele estreou e um jogo depois contra o País de Gales marcou seu primeiro gol em Copa do Mundo, após esses dois jogos ele não deixou mais o time titular.

Matthias Sindelaar - O craque que não se curvou ao nazismo

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Sindelaar é um dos grandes nomes do futebol austríaco

Há 83 anos, o futebol perdia um de seus grandes heróis em aspectos extra-campo. O Austríaco Matthias Sindelaar, grande jogador de seu país na era pré-Segunda Guerra Mundial, foi encontrado morto junto a sua namorada na época num dia 23 de fevereiro como hoje, só que em 1938. Pouco antes, o atacante havia comemorado um gol gozando de sua alegria a frente de diversos generais nazistas, o que leva muitos a acreditarem que ele foi assassinado.

Nascido em 1903, Sindelaar passou toda a sua carreira profissional jogando pelo Austria Vienna, um dos times mais fortes do seu país. Começou no futebol profissional relativamente tarde, já com mais de 22 anos, mas se tornou um dos grandes artilheiros da história do Austria. Era chamado de homem de papel, devido ao fato de ser alto e magro, porém extremamente habilidoso. 

Representou a sua seleção na Copa do Mundo de 1934. Naquela competição, os austríacos foram até as semifinais, quando acabaram batidos pelos italianos, que seriam campeões, perdendo depois a decisão do terceiro lugar para a Alemanha. Naquela competição, ele marcou um gol, o primeiro na vitória contra os franceses, nas quartas de final, que na verdade foram a primeira fase daquela competição.

No dia 3 de abril de 1938, Sindelaar era parte do time austríaco que enfrentava a Alemanha, já sob o comando do terceiro Reich, no Hater Stadion, hoje o Ernst Happel, pouco após os germânicos haverem anexado a Áustria, com os nazistas ordenando a dissolução da seleção nacional austríaca. Depois de um jogo onde parecia que o time "da casa" havia perdido chances "de propósito", Sindelaar e Sesta marcaram os gols que deram a vitória aos austríacos, com Sindelaar, segundo relatos,comemorando efusivamente na frente de integrantes da comitiva alemã. 


Após isso, já também devido a idade, recusou todos os convites para atuar pela seleção alemã do Reich. Viveu em seu apartamento em Viena com a namorada até que foi encontrado morto junto a sua namorada. A causa da morte foi envenenamento por dióxido de carbono. Uma vizinha do jogador já havia reportado problemas com vazamento do gás pouco antes, o que leva a crer que pode ter sido um acidente, mas a fichade Sindelaar estava com a Gestapo, a polícia nazista.

Recebeu homenagens após a morte, incluindo um poema do escritor Friederich Torberg. Foi eleito o melhor jogador austríaco do século pela IFFHS, em 1999. Um amigo de longa data garantiu que a morte fosse registrada como um acidente, para que pudesse receber uma "Cova de Honra", já que as regras nazistas não permitiam isso a criminosos ou a suicidas. 

O gol de Nilton Santos contra a Áustria na Copa de 1958

Por Victor de Andrade

Nilton Santos em ação contra a Áustria: um gol raro para um lateral, ainda mais em uma Copa

Um dos melhores laterais esquerdos de todos os tempos, se não foi o melhor, Nilton Santos foi um dos baluartes do futebol brasileiro nos anos 50. O jogador, que se estivesse vivo estaria completando 93 anos neste 16 de maio de 2018, defendeu a Seleção Brasileira em quatro Copas do Mundo e fez lances que ficaram na história da modalidade.

Um desses lances marcantes aconteceu na Copa do Mundo realizada na Suécia, mais precisamente no dia 8 de junho de 1958, no Rimnersvallen, em Uddevalla, onde o Brasil estreava na competição contra a Áustria. Depois da decepção de 1950 e ter ficado no caminho em 1954, todos estavam apreensivos de como a Seleção iria se apresentar no torneio.

O Brasil se apresentava bem naquela partida, tanto que aos 38 minutos do primeiro tempo, Mazolla abria o marcador. O escrete canarinho teve diversas chances para ampliar a diferença, mas o jogo foi para o intervalo com o placar de 1 a 0. Porém, a jogada de Nilton Santos que ficaria na história aconteceria no início da segunda etapa.

Aos 4 minutos, Nilton Santos recuperou uma bola na defesa e avançou, acompanhado pelo olhar desesperado de Vicente Feola. O treinador gritou, desesperadamente: "volta, volta!", mas o jogador do Botafogo, com sua técnica impar, resolveu avançar ainda mais, tabelou com Mazola, invadiu a área e tocou na saída do goleiro austríaco: 2 a 0 para o Brasil.

Melhores lances da partida

Na época, era muito raro, praticamente proibido, que um lateral passe da linha de meio de campo. Imagine invadir a área e fazer um gol? Porém, ao voltar para a defesa, depois da comemoração, Nilton Santos ouviu um elogio comedido de Feola. O legado dos laterais brasileiros começava a mudar a partir dali.

Bom, o Brasil venceu aquele jogo contra a Áustria por 3 a 0 (Mazolla marcou mais um, no último minuto da partida) e iniciou a grande campanha que terminaria com o primeiro título mundial da Seleção Brasileira, algo que Nilton Santos havia visto, de fora do campo, escapar oito anos antes, no Maracanã, com o gol do Uruguai em cima do titular da sua posição: Bigode.

Em relação aos laterais, depois daquele gol de Nilton Santos, os brasileiros da posição passaram a ser mais uma arma no ataque. Quem não se lembra do tento marcado por Carlos Alberto Torres, lateral-direito, na final da Copa de 1970? Outros times também passaram a adotar a mesma solução. E tudo isto tornou-se mundialmente conhecido com a "Enciclopédia do Futebol".

O Curioso do Futebol

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